quinta-feira, 26 de setembro de 2013

TEIMOSIA, Hc.3.16-19

TEIMOSIA
Hc.3.16-19

           
Introd.:           “Nem toda teimosia é maléfica e eticamente incorreta. Há uma teimosia santa. É aquela que insiste em acreditar em Deus em toda e qualquer circunstância.
     Não há maior triunfo do que superar pela fé um transtorno qualquer, de pequena ou longa duração, até que se enxergue a luz no fim do túnel.
     Além de ser benéfica, essa modalidade de teimosia é uma virtude rara” – Rev. Elben Lenz.
Nar.:   Por volta do 5º século a.C. Habacuque faz uma reclamação do Reino do Sul, Judá, diante de Deus: “Até quando, SENHOR, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás?”, Hc.1.2.
            Havia entre o povo de Deus “[...] iniquidade (não reconhece o direito) [...] opressão (exploração) [...] destruição [...] violência [...] contendas [...] e o litígio (ação na justiça) se suscitava”, Hc.1.3.
            Por este motivo, Deus resolve “[...] suscitar os caldeus, nação amarga e impetuosa, que marcham pela largura da terra, para apoderar-se de moradas que não são suas”, Hc.1.6.
            Ao saber que “[...] cumprir-se-(á) no tempo determinado (a invasão babilônica) [...] e não falhará; se tardar, espera-o, porque, certamente, virá, não tardará”, Hc.2.3, o profeta se “põe na [...] torre de vigia [...] e vigia para ver o que Deus lhe dirá e que resposta ele terá à sua queixa”, Hc.2.1.
            Como a destruição estava prestes a vir, Deus declara que até mesmo “[...] o soberbo [...] sua alma não é reta nele; mas o justo viverá pela sua fé”, Hc.2.4, caso consiga esperar em Deus.
Propos.:          A teimosia na fé deve ser o alvo do povo de Deus.
Trans.:           A teimosia me leva a [...]
1 – Esperar o dia da angústia,
            Como os babilônios subiram “[...] para fazer violência (contra Judá) [...] eles reuniram os cativos como areia”, Hc.1.9; assim somos assolados todos os dias.
            A orientação que recebemos é que “[...] devemos esperar em silêncio o dia da angústia (aflição, agonia, ansiedade) [...]”, Hc.3.16 “[...] que Deus tomou por mim (como) vingança [...]”, Sl.18.47 em meu lugar.
            Após “ouvir a voz (de) Deus [...] o (nosso) íntimo se comove [...]”, Hc.3.16 em termos físicos.
            “[...] Os nossos lábios tremem (de medo, raiva, sem saber o que falar) [...]”, Hc.3.16 sem saber se pede a Deus misericórdia ou condenação para aquele que nos fere.
            “[...] A podridão entra (em) nossos ossos (ou os músculos desfalecem) [...]”, Hc.3.16 porque “[...] nenhum há que possa livrar alguém das mãos (de) Deus; agindo Deus, quem o impedirá?”, Is.43.13.
            Ao descobrir esse poder de Deus, “[...] os joelhos me vacilaram [...] ”, Hc.3.16 porque eu posso “[...] esperar [...] que (o SENHOR) virá contra o povo que nos acomete”, Hc.3.16.
            A teimosia [...]
2 – Me fala de alegria.
            “[...] O que me pode dar esperança (neste mundo?)”, Lm.3.21.
            Na verdade, “[...] tudo passa rapidamente (neste mundo), e nós voamos”, Sl.90.10.
            O profeta Jeremias fala que na época do cerco de Jerusalém, “até as cervas no campo tinham as suas crias e as abandonaram, porquanto não havia erva”, Jr.14.5.
            A falta do necessário não pode tirar a nossa alegria.
            De forma poética Habacuque fala sobre a falta de pão.
            “Ainda que a figueira não floresça [...]”, Hc.3.17 pois “[...] o SENHOR (já havia) dito [...] que [...] puniria [...] os jovens (com) a espada, os [...] filhos e as [...] filhas morreriam de fome”, Jr.11.22.
            Posso me “alegrar no SENHOR [...]”, Sl.97.12 mesmo que “[...] não haja fruto na vide (referindo-se à prosperidade ou a alegria passageira) [...]”, Hc.3.17.
            “Ainda que [...] o produto da oliveira minta [...]”, Hc.3.17 ou falte o azeite para a minha alimentação e curar as minhas feridas, “eis que Deus é a minha salvação; confiarei e não temerei, porque o SENHOR Deus é a minha força [...]”, Is.12.2.
            “[...] E (se caso) os campos não produzirem mantimento (?) [...]”, Hc.3.17; a certeza que temos é que “[...] não (podemos) andar ansiosos [...] quanto ao que havemos de comer ou beber [...]”, Mt.6.25.
            Ao olhar para as criações, o profeta percebe que “[...] as ovelhas (foram) [...] arrebatadas do aprisco, e nos currais não havia gado”, Hc.3.17, pois os Caldeus haviam destruído tudo.
            Neste mundo não encontramos alegria duradoura.
            O profeta declara “todavia, (apesar de toda tragédia) ele se alegra no SENHOR, exulta (repetição para enfatizar) no (seu) Deus [...]”, Hc.3.18.
            Sim, a esperança de todos nós não pode ser neste mundo, mas na “[...] salvação (que) Deus”, Hc.3.18 nos oferece.
            A teimosia [...]
Conclusão:     Me leva para a solução.
            Ao olhar para os problemas da vida, não cabe a nós a derrota dos nossos inimigos e nem mesmo suprir a falta do necessário para a nossa sobrevivência.
            Devo saber que “o SENHOR Deus é a minha fortaleza (cerca, protege, me dá força), e faz os meus pés como os da corça (para me livrar dos predadores), e me faz andar altaneiramente (de cabeça erguida em qualquer situação) [...]”, Hc.3.19.
            Para encerrar, o autor fala que a nossa vida deve ser como “[...] ao mestre de canto (que sabe ensinar e tocar, por isso, ele escolhe os) instrumentos de cordas”, Hc.3.19 para louvar ao Senhor Deus.

            Elaborado pelo Rev. Salvador P. Santana

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