segunda-feira, 14 de julho de 2014

FIQUE ESPERTO



FIQUE ESPERTO
            “[...] Empresário franco-argelino Mohamadou Lamine Fofana [...]  amigo de craques [...]  negociava a venda de [...]  ingressos da categoria 1, a melhor localização no estádio [...] R$ 33 mil por bilhete, ante R$ 2 mil no mercado legal [...]  Fofana fala inglês, francês, alemão, árabe e também português. Tem dois passaportes [...]  mora em Dubai [...]  opera um escritório em Genebra, na Suíça, país sede da Fifa [...] administra uma empresa em Atlanta [...] organizou uma festa [...] só com garrafas de uísque em formato de chuteira, ele gastou R$ 9 mil [...]” – Revista Época – A festa do uísque em forma de chuteira – edição 840, 7 de julho de 2014 – pag. 33,34 – Hudson Corrêa.
            Ao olhar para a vida regalada de muitas celebridades na atualidade, é possível que cada brasileiro fique de boca aberta de tanta regalia que muitos demonstram. Mas, os dias de farra podem acabar. Desta forma se deu, em parte, com a farra da Petrobrás, do Mensalão e agora da Fifa. Como a história se repete, é possível que haja outros escândalos, com outras personalidades e com outros volumes de dólares, euros ou reais sendo gastos à vontade por aqueles que se dizem espertos demais para enriquecer.
            Certa vez Paulo deixou um lembrete para aqueles “[...] que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição” (1Tm 6.9). Vê-se que homens como “[...] Ló [...] (que) olhou e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada [...]” (Gn 13.10), “[...] Acã (que) prevaricou [...] (e) tomou das coisas condenadas [...]” (Js 7.1) e “[...] Balaão [...] que amou o prêmio da injustiça” (2Pe 2.15), todos estes tiveram um fim trágico.
            Não é à toa o que fala novamente o apóstolo Paulo sobre a riqueza indevida. A sua declaração é de que “[...] o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores” (1Tm 6.10). Outra palavra mais dura é a de Jeremias. A respeito daqueles que ficam ricos através da malandragem, ele os compara “como a gaiola cheia de pássaros, são as suas casas cheias de fraude; por isso, se tornaram poderosos e enriqueceram. Engordam, tornam-se nédios e ultrapassam até os feitos dos malignos [...]” (Jr 5.27,28).
            Muitas vezes os servos de Deus agem como o salmista quando declarou que “[...] invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos” (Sl 73.3). Na percepção do salmista, para os ricos fraudulentos, “[...] não havia preocupações, o seu corpo é sadio e nédio” (Sl 73.4). Devido a essa má atitude de ficar olhando para a vida do outro, muitos sofrem com a prosperidade alheia e dizem ser molestados por aqueles que não creem em Deus, perguntando-lhes “[...] continuamente: O teu Deus, onde está?” (Sl 42.3).
            A resposta para todos estes males ainda não chegou. Haverá um dia em que “[...] contas serão pedidas a esta geração” (Lc 11.51), então, “[...] cada um [...] dará contas de si mesmo a Deus” (Rm 14.12). Ainda que, Fofana e tantos outros saiam ilesos, não sejam condenados, ainda assim “[...] de Deus não se (pode) zombar; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7). Portanto, fique esperto com toda essa riqueza, mesmo porque, ela não o acompanhará para sempre, pois “o rico se deita com a sua riqueza, abre os seus olhos e já não a vê” (Jó 27.19).
Rev. Salvador P. Santana

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