sábado, 3 de maio de 2014

DE VOLTA PARA O LAR



DE VOLTA PARA O LAR
            É impossível alguém não gostar do seu lar, mas existem pessoas que o odeiam. Muitos preferem viver nas ruas, outros não se importam em voltar para casa, então, dá uma passada no bar, na casa dos amigos ou se entrega completamente ao trabalho só pela razão de não encontrar os seus. Estes ou aqueles são chatos demais, insuportáveis, indesejáveis conforme o que dizem as partes.
            Desejo desencontrado dessa forma sempre aconteceu com muitos no passado. Havia um jovem, de família rica, que ficou aborrecido com a sua família. O motivo da debanda fora por causa de uma herança recebida e porque já estava enojado da sua origem. Aconteceu que, “passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente (desregrado)” (Lc 15.13).
            As versões de chatice, briguento, intrigante, rabugento, mesquinho, mal-humorado, pode ser verdadeiras das partes envolvidas. Os dois tem total razão de não suportar um ao outro. Em alguns casos acontecem ataques de fúria, agressões verbais e físicas. Muitos casos são levados aos ouvidos dos atendentes “190”. E, alguns casos, precisam das viaturas estacionadas à porta dos acusados. Como a situação já está de mal a pior, não suportam mais, chega a culminar na morte de um ou de todos. Você deseja chegar a esse ponto?
            Segundo o Guiness Book, um casal indiano é o mais longevo a viver juntos, 88 anos completados em dezembro de 2013. Trata-se de Karam Chand 108 anos e Katari 101 anos. Não se engane, ainda que “[...] sua vida sobe a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta [...] é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente [...]” (Sl 90.10). Chegando ao fim, o que será escrito em sua lápide? Aquele que esteve com você a maior parte do tempo dará um suspiro de alívio? Pensa nisso!
            Você se recorda daquele jovem que saiu de casa com a herança debaixo do braço? É, foi trágico para ele. Ele pensava que a fortuna se multiplicaria sem trabalho. Que engano! Ele “[...] consumiu tudo [...]”, (Lc 15.14). Os supostos amigos desapareceram. Aqueles que foram assistidos, alimentados por ele, não o procuram mais. Ele chegou ao extremo da indigência, pois “[...] ninguém lhe dava nada (nem mesmo as) alfarrobas que os porcos comiam (e que) ele desejava fartar-se [...]” (Lc 15.16).
            A “[...] necessidade (que esse jovem) começou a passar [...]”, (Lc 15.14) o despertou para fazer uma análise da situação enfrentada. Foi possível rever os pontos negativos em sua vida para tentar melhorar a sua relação com os demais. É impossível você moldar o outro ao seu modo. Reconheceu o erro, “[...] caiu em si [...] (percebeu que o) seu pai tinha (além de toda razão, também o) pão com fartura, e ele [...] morrendo de fome [...]” (Lc 15.17) decidiu “se levantar e, [...] (voltar) para seu pai (o seu lar) [...]” (Lc 15.20).
            Ao voltar para o seu lar, pode ter a certeza, a sua família, “[...] quando [...] o avistar [...] (terá) compaixão (de você) [...] correndo, o abraçará, e (o) beijará” (Lc 15.20).  .
                Rev. Salvador P. Santana

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