quarta-feira, 24 de julho de 2013

O QUE O LÍDER NUNCA PODE ESQUECER, 2Tm.2.8-14

O QUE O LÍDER NUNCA PODE ESQUECER, 2Tm.2.8-14 – Parte 2.         

Introdução.
            Algumas coisas acontecem na vida que nunca esquecemos – Ex.: Acidente, surra, o primeiro emprego.
            Ao olhar para a confusão neste mundo é possível “saber que [...] o mundo inteiro jaz no Maligno”, 1Jo.5.19.
            Em meio à confusão, a mente tem que ficar lúcida para “pregar a palavra [...]”, 2Tm.4.2, porque “[...] a palavra de Deus não está algemada”, 2Tm.2.9.
            Ao escrever para Timóteo, Paulo pede que ele “não se envergonhe [...] do seu encarcerado [...] pelo contrário, (devia) participar [...] dos sofrimentos (pregar fora da prisão o) [...] evangelho, segundo o poder de Deus”, 2Tm.1.8.
            Paulo não tinha mais esperança de sair da prisão de Roma, já não podia pregar o evangelho.
            Paulo dá por encerrada a sua missão de pregador falando que ele “combateu o bom combate, completou a carreira, guardou a fé”, 2Tm.4.7.
            Paulo estava jogado dentro de um calabouço (andar mais profundo de um castelo, prisão) subterrâneo, mas, conforme foi falado, “[...] a palavra de Deus não estava algemada”, 2Tm.2.9.
            A prisão para Paulo não o impedia de falar do evangelho.
            Visão errada da fé – uns pensam que crer significa não fazer nada dependendo inteiramente de Deus – é a fé mágica – basta crer e tudo acontecerá – é como o filme “o segredo” – diz que o pensamento bom atrai as coisas boas.
            Outros acham que é fazer tudo como se Deus não fizesse nada.
            As duas visões estão erradas porque “de Deus dependem a minha salvação e a minha glória (riqueza, dignidade, reputação) [...]”, Sl.62.7 e outra, devo “fazer tudo por causa do evangelho, com o fim de me tornar cooperador com ele”, 1Co.9.23.
            A fé deve ser dinâmica.
            Através dela conseguimos realizar feitos extraordinários tal como aconteceu com Marta quando Jesus falou: “[...] se (ela) cresse, veria a glória de Deus [...]”, Jo.11.40 – Lázaro ressuscitado.
            Aquele que “[...] tiver fé como um grão de mostarda, (pode) dizer a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada nos será impossível”, Mt.17.20.
            Através da fé é possível o servo de Deus “preferir ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado”, Hb.11.25.
            É somente “[...] pela fé [...] (que temos condições de) herdar as promessas”, Hb.6.12.
            Jesus fala de “[...] alguns que confiam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezarem os outros”, Lc.18.9.
            Estes pensam que estando ausentes no trabalho, nada funciona.
            A fé nem faz tudo sozinha, nem cruza os braços esperando as coisas caírem do céu.
            Ter fé é “[...] aprender a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto [...] estar humilhado como também ser honrado [...] tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez [...]”, Fp.4.11,12.
            O líder não pode esquecer [...]
1 – Da necessidade do sofrimento.
            Paulo “[...] estava sofrendo [...] [...]”, 2Tm.2.9 por causa “[...] de Jesus Cristo [...]”, 2Tm.2.8.
            Como Jesus e por causa de Jesus Paulo “[...] sofreu [...] como malfeitor [...]”, 2Tm.2.9 no calabouço de Roma entre os piores criminosos.
            Jesus Cristo foi “[...] crucificado [...] (entre dois) malfeitores, um à direita, outro à esquerda”, Lc.23.33.
            A causa do sofrimento foi “[...] Deus provando o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores”, Rm.5.8.
            Algumas pessoas creem que pelo fato de Cristo ter morrido por eles, eles podem ter vida próspera, saudável, feliz e sem nenhum problema, mas “o discípulo não está acima do seu mestre, nem o servo, acima do seu senhor”, Mt.10.24 – quem manda é Jesus.
            Não podemos esperar recompensa deste mundo, porque ao Mestre “[...] Jesus chamaram (de) Belzebu [...] (e os) seus domésticos [...]”, Mt.10.25 o que podem esperar?
            Paulo sabia que “[...] estava sofrendo (por sua fidelidade a Cristo) [...] todavia, não se envergonhava, porque sabia em quem tinha crido e estava certo de que Jesus é poderoso para guardar o seu depósito até aquele Dia”, 2Tm.1.12.

            Muitos sofrem por causa de seus próprios erros, mas será “bem-aventurado [...] (aquele que) por causa (de) Jesus [...] (for) injuriado, e [...] perseguido, e, mentindo, disser todo mal contra ele. (Este servo deve) Regozijar e exultar, porque é grande o seu galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de nós”, Mt.5.11,12.
            Os apóstolos “[...] regozijaram por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas por esse Nome”, At.5.41.
            O líder não pode esquecer [...]
2 – Da Palavra e seu triunfo.
            Paulo fala que estava “[...] algemado [...] contudo, a palavra de Deus não estava algemada”, 2Tm.2.9.
            O evangelho não pode ficar aprisionado, derrotado por um único motivo: “[...] a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração”, Hb.4.12.
            Não é porque estamos passando por dificuldades ou momentos difíceis que o nosso trabalho cairá por terra.
            Quando o servo de Deus se torna “[...] firme, inabalável e sempre abundante na obra do Senhor, (podemos) saber que, no Senhor, o nosso trabalho não é vão”, 1Co.15.58.
            E outra, para o homem é “inútil [...] levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão que penosamente granjeamos (dor, trabalho); aos seus amados Deus o dá enquanto dormem”, Sl.127.2 – é o próprio Deus que faz frutificar ainda que estejamos presos.
            A ordem no trabalho espiritual é única: um “[...] planta [...] (outro) rega; mas o crescimento vem de Deus”, 1Co.3.6.
            Quando eu trabalho confiante vou “[...] ouvir [...] (e) perceber [...] com os olhos [...] (que) Deus [...] trabalha para aquele que nele espera”, Is.64.4.
            O líder não pode esquecer [...]
            3 – Da verdadeira motivação.
            A motivação de Paulo era “[...] por causa dos eleitos (que ele) suportava tudo, para que [...] eles obtivessem a salvação que está em Cristo Jesus [...]”, 2Tm.2.10.
            Assim como Paulo, João se “[...] alegrava [...] de ouvir que seus filhos andavam na verdade”, 3Jo.1.4.
            A maior recompensa para o nosso trabalho é saber que “[...] há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende”, Lc.15.10.
            Paulo era motivado por acreditar que o homem “[...] é escolhido [...] (em) Jesus antes da fundação do mundo [...]”, Ef.1.4.
            Ele tinha a plena certeza que a eficácia da obra “[...] não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia”, Rm.9.16.
            Paulo agia como o “[...] o lavrador (que trabalha e) aguarda com paciência o precioso fruto da terra, até receber as primeiras e as últimas chuvas”, Tg.5.7 – quem manda a chuva é Deus, assim todo servo depende das bênçãos de Deus.
            É por este motivo que Jesus ordenou que todo servo deve “ir [...] fazer discípulos [...]”, Mt.28.19.
            Essa motivação deve acontecer porque “[...] a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo”, Rm.10.17.
            O líder não poder esquecer [...]
4 – Da fidelidade e sua recompensa.
            Paulo finaliza o seu ensino a Timóteo com um “axioma (ditado – gr. Considera válido) da fé”.
            São declarações para serem memorizadas.
            São máximas espirituais que, se estiverem sempre em nossa memória, não nos deixará tomar decisões erradas na hora da pressão.
            É como o provérbio de Salomão ao dizer que “o mexeriqueiro descobre o segredo, mas o fiel de espírito o encobre”, Pv.11.13.
            Paulo considera como válido a “fidelidade [...] (da) palavra [...]”, 2Tm.2.11.
            Faltando a “fidelidade (da própria) palavra [...] (é impossível o homem) [...] morrer com Cristo [...] (e) viver com ele”, 2Tm.2.11.
            Faltando a palavra cai por terra a “[...] perseverança [...] (com a finalidade de) reinar (com) Jesus; (isto porque) se o negamos, ele, por sua vez, nos negará”, 2Tm.2.12.
            É a “fidelidade (da) palavra [...]”, 2Tm.2.11 que garante que “Jesus Cristo permanece fiel (ainda que) sejamos infiéis, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo”, 2Tm.2.13.
            Paulo quer transmitir que a fidelidade verdadeira a Deus é demonstrada no sofrimento por amor a Cristo a fim de receber a fidelidade dEle em nós.
            Quando “Jesus Cristo permanece fiel [...]”, 2Tm.2.13 não quer dizer que podemos viver de qualquer maneira, mesmo porque, “[...] Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação”, 1Ts.4.7.
            O alerta de Jesus é bem claro ao dizer que “[...] qualquer que de mim e das minhas palavras se envergonhar, dele se envergonhará o Filho do Homem, quando vier na sua glória e na do Pai e dos santos anjos”, Lc.9.26 – fuja dessa!
Conclusão:     O líder jamais pode esquecer de “recomendar estas coisas (que sofro neste mundo por amor a Cristo, que a Palavra deve ser anunciada ainda que esteja preso, que devo ser motivado a trabalhar em prol do evangelho e que sendo fiel a Deus, serei recompensado) [...]”, 2Tm.2.14.
            Paulo encerra lembrando que todos nós devemos “[...] dá testemunho solene a todos perante Deus, para que evitem contendas de palavras que para nada aproveitam, exceto para a subversão dos ouvintes”, 2Tm.2.14.
            Só é possível não esquecer da obrigação como servos a partir do momento em que “[...] Deus [...] nos dê a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo”, 1Co.15.57.

            Adaptado por Rev. Salvador P. Santana da Revista CCC – Modelo Bíblico de Liderança – Nossa Fé.

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