terça-feira, 16 de setembro de 2014

TODOS TERÃO QUE ENFRENTAR A MORTE.

TODOS TERÃO QUE ENFRENTAR A MORTE
            Dr. Antônio Ermírio de Moraes, morto no dia 24 de agosto, disse em entrevista aconselhando: “[...] coma bem, beba muito pouco e faça exercícios físicos. Para a saúde do cérebro: trabalhe [...] costumava jogar tênis nos finais de semana. Só parou depois dos 70, por causa de dores nos braços e perda de força (falou ainda que) estava naquela idade entre os 70 e a morte [...] permaneceu praticando corrida diariamente [...] corria entre 8 e 10 quilômetros por dia [...] no jardim da minha casa [...] gosto de ficar em casa. Daqui sairei somente morto [...]” – Revista Época, Uma vida de trabalho, sonhos e frustrações, Neuza Sanches foi repórter especial de Época, 1° de setembro 2014, n° 848, pág. 76.
            Na história da humanidade se percebe vários tipos de mortes. Umas são naturais outras são catastróficas. Isto não quer dizer que Deus seja o autor de todas elas. Sabe-se que alguns, que, devido a sua má conduta, chegam ao final da vida de forma brusca, sangrenta, cruel, animalesca. Muitas vezes, em notícias televisivas, são apresentados homens ignorando o perigo quando adentram em celas de animais selvagens. Outros, não prestam a devida atenção e renegam os conselhos de amigos e se arriscam com animais peçonhentos na esperança de poder dominá-los.
            O alerta do perigo fica também para aqueles que se entregam aos vícios de toda a natureza. O cigarro é um grande destruidor de vidas. Por ano, a nicótica é responsável por matar cerca de 6 milhões de pessoas em todo o mundo. Outro vilão é o álcool que ceifa em todo o mundo cerca de 3,3 milhões pessoas por ano. O álcool é tão destruidor que mata 9 vezes mais que as drogas ilícitas.
            A morte é um dos bens mais preciosos que Deus deu ao homem. Ela, ou o próprio “[...] Deus não (faz) [...] acepção de pessoas” (Rm 2.11). No mesmo dia pode morrer um rico e um pobre, um negro e um branco, um doutor e um indouto, pardo, mulato, oriental, índio. Na verdade, “[...] a morte sobe pelas [...] janelas e entra em [...] palácios; extermina das ruas as crianças e os jovens, das praças” (Jr 9.21). A morte não é cruel, ela age na justa medida.
            Ao olhar para a longevidade percebe-se que um não sai no prejuízo mais que o outro. Uns são promovidos mais cedo, outros mais tarde, mas ainda assim, a morte é certeira. Ainda que alguém seja agraciado pelo “[...] Senhor [...] (para viver até) os seus [...] cento e vinte anos” (Gn 6.3), isto não quer dizer que foram os seus próprios méritos que o fizeram chegar a essa idade, pelo contrário, foi pela bondade e misericórdia de Deus que fez o homem chegar à idade em que está.
            O Dr. Antônio disse que “[...] estava naquela idade entre os 70 e a morte [...]”. Isto não é premonição, é a certeza de que ele não é eterno neste mundo e, pode ser que ele tenha lido os salmos onde diz que “os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente, e nós voamos” (Sl 90.10).
            Dois homens bíblicos tinham a plena certeza que não iriam ficar para sempre neste mundo. Josué falou que “[...] seguiria pelo caminho de todos os da terra [...]” (Js 23.14) e também o rei Davi disse: “Eu vou pelo caminho de todos os mortais [...]” (1Rs 2.2). Estes homens tinham a plena certeza de salvação, logo, estavam seguros nas mãos de Deus.
            Então, o que resta saber é se você, que ainda está vivo e tem a oportunidade de ler este texto, está “[...] preparado [...] para te encontrares com o teu Deus” (Am 4.12). Caso contrário, é melhor buscar conserto, mudança, transformação e viver um pouco mais ao lado do Senhor Deus.
            Que Deus te abençoe e te dê esperança de vida eterna!
Rev. Salvador P. Santana 

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