sexta-feira, 19 de setembro de 2014

"ATÉ QUANDO?"

ATÉ QUANDO?
            "Até quando?" Esta pergunta é muito intrigante e preocupante. Ela ecoa por todos os rincões deste mundo. O pai deseja saber até quando o filho andará em desordem. A mãe a todo custo tenta responder para si mesma até quando sentirá falta do carinho, do abraço e da presença de muitos filhos, e ainda falta do básico dentro de casa porque o marido não tem dado assistência. O filho procura entender até quando o seu pai continuará fora de casa ou porque de tantas brigas e desordem sem fim que ele tem visto dentro do seu lar. O cidadão quer saber até quando terá que esperar por melhorias em sua cidade, no seu estado, em seu país. Até quando o patrão injusto deixará de pagar as obrigações registradas em carteira. E os empregados, até quando irão ficar enrolando o dia de trabalho. Até quando os políticos continuarão mentindo para a população em ano eleitoreiro e deixando de administrar aquilo que lhes foi confiado.
            Muitos podem pensar que esta pergunta nasceu neste século, pelo contrário, ela vem desde tempos antigos, cerca de 1.500 a.C. Deus deu uma ordem específica a Moisés e a Arão. Como o povo judeu estava sendo escravizado na terra do Egito, Deus já havia prometido a Jacó que “[...] desceria com (Jacó) para o Egito e o faria tornar a subir, certamente [...]” (Gn 46.4).
            Essa visita de Deus aconteceu exatamente quatrocentos e trinta anos depois que Jacó desceu para o Egito. Foi nessa época que Deus determinou que Moisés fizesse essa pergunta ao rei do Egito, nos dias em que se findava o cativeiro dos hebreus. Ali “[...] o SENHOR, o Deus dos hebreus [...] (mandou perguntar a Faraó:)" Até quando recusarás humilhar-te perante mim? [...]” (Ex 10.3). Deus desejava uma única coisa de Faraó : que ele se inclinasse, não diante dos homens, mas diante do Senhor que coordena e faz todas as coisas, o próprio Deus.
            Para que muitos cheguem a essa atitude de humilhação e inclinação, é necessário uma dobradiça na cerviz (parte superior do pescoço) a fim de que o ser altivo, prepotente , fique na posição desejada por Deus. Faça a experiência! É possível que você sofra um pouco, mas é somente desta maneira que muitos homens se humilham diante do Pai Celeste. É como fala o profeta Isaías: “Senhor, por estas disposições tuas vivem os homens, e inteiramente delas depende o meu espírito; portanto, restaura-me a saúde e faze-me viver” (Is 38.16).
            Outra atitude mesquinha (egoísta) que Deus não suporta é a murmuração. Deus pergunta até quando isso irá continuar? Até quando o homem não terá coragem de falar a verdade com o seu criador? Até quando o ser criado à semelhança de Deus irá tentar enganar Aquele que sabe de todas as coisas?
            No decorrer dos tempos o homem tem tentado se esquivar de Deus de todas as maneiras. Uma delas é o falar, censurar ou reclamar em voz baixa como se Deus não estivesse ouvindo. Como se Deus fosse igual ao homem que não consegue escutar muito bem; puro engano. Esse engano é porque, “ainda a palavra não chega à sua língua, e tu, SENHOR, já a conheces toda” (Sl 139.4).
            Eis o motivo de Deus perguntar novamente: “Até quando sofrerei esta má congregação que murmura (censurar ou reclamar em voz baixa) contra mim? Tenho ouvido as murmurações que os filhos de Israel proferem contra mim” (Nm 14.27). Essa lamúria aconteceu de fato, logo depois que os espias voltaram com os seus relatórios da terra prometida. Dez dentre eles desanimaram o povo de possuir a terra, razão porque, Deus faz essa insistente pergunta: Até quando?
            Os ‘até quando’ de Deus não ficam restritos somente a essas duas passagens. Cada homem neste mundo tem as suas pretensões, as suas queixas, as suas ofensas e as suas rebeldias contra o seu criador, portanto, todo cuidado é pouco. É bom que cada um faça uma análise profunda dos seus ‘até quando’ porque “abominável (rejeitado) é ao SENHOR todo arrogante (orgulho manifestado por meio de ações, modos e palavras) de coração; e é evidente que não ficará impune” (Pv 16.5).
               Rev. Salvador P. Santana

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