sábado, 25 de janeiro de 2020

Gn.27.1-17 - FILHO ENGANA SOB PROTEÇÃO.

FILHO ENGANA SOB PROTEÇÃO
Gn.27.1-17

Introd.:           Geralmente as pessoas têm um comparsa para ludibriar outros.
            Eva tentou enganar Deus com o apoio de Adão.
            [...] Ananias, com sua mulher Safira [...] em acordo [...] reteve parte do preço (da) propriedade vendida [...] e, [...] o restante, depositou-o aos pés dos apóstolos”, At.5.1, 2, tentando driblar o conhecimento de Deus.
            Toda invencionice humana é descoberta por Deus.            
Nar.:    Isaque favorece Esaú, Rebeca a Jacó.               
Propos.:           Sempre haverá um que busca e sabe enganar.                      
Trans.:             Filho engana sob proteção [...]              
1 – Após a velhice do pai.
            O gerúndio “tendo [...]”, Gn.27.1 aponta para os anos em curso do progenitor do filho enganador.
            Tendo-se envelhecido Isaque [...]”, Gn.27.1, com mais de 100 anos, é possível eu e você cair em contos de filhos que desejam enganar – bens, empréstimos, herança.
            Tendo-se envelhecido Isaque [...]”, Gn.27.1 foi o momento certo para o filho Jacó com a esposa Rebeca entrar em ação para o ludíbrio.
            O “ter envelhecido [...]”, Gn.27.1 em nossos dias é o momento certo para abandonar, levar para o hospital e não buscar, entregar para o asilo.
            [...] E [...] Isaque [...] já não podendo ver [...]”, Gn.27.1, o verbo no gerúndio mostra a sua degeneração.
            Acontece com “[...] os olhos (meu e seu) porque se [...] enfraquecem [...]”, Gn.27.1 devido o pecado natural, e mais cedo ou mais tarde iremos padecer, morrer.
            Aqui vemos a soberania de Deus decretando o que acontece com a humanidade quando “[...] envelhece Isaque [...] não pode ver [...] (e) os olhos se lhe enfraquecem (é nesse momento que) [...] Isaque chama a Esaú [...]”, Gn.27.1 para Deus concretizar o plano da aliança e eterno.
            Deus decretou que o “[...] seu filho mais velho, Esaú [...]”, Gn.27.1 fizesse parte do plano – não houve maldade, mas o cumprimento da vontade soberana de Deus.
            [...] Isaque [...] disse (à) Esaú: Meu filho! [...]”, Gn.27.1, eu e você a respeito de algum assunto que Deus tenha determinado acontecer em nossas vidas.
            Para os propósitos de Deus, ainda que você seja enganado sob a proteção de alguém, “[...] responda: Aqui estou!”, Gn.27.1, pronto para ser usado conforme a vontade do Senhor.
            Perceba que “[...] o (próprio) pai diz [...]”, Gn.27.2 a respeito da sua situação diante dos homens, embora ele não tenha conhecimento dos planos dos homens e muito menos de Deus.
            Precisamos reconhecer que a cada ano “[...] estamos velhos [...]”, Gn.27.2, portanto, invista na sua vida espiritual.
            Tenha a certeza de que “[...] não sabemos o dia da nossa morte”, Gn.27.2, por isso, muitos ainda podem se levantar contra nós para nos enganar.
            Filho engana sob proteção [...]
2 – Após o oponente se ausentar. 
            “Agora [...]”, Gn.27.3, nesse momento pode alguém estar tramando algum engano para qualquer um de nós, mas nada de preocupação.
            Naquele momento, o “agora, (para Isaque) pois [...]”, Gn.27.3 ficou oculto para ele e seu filho mais velho, Esaú.
            Sem se preocupar com o que possa acontecer no futuro, Isaque ordenou Esaú “[...] sair ao campo [...]”, Gn.27.3 a fim de que Deus cumprisse com o seu plano – mais velho servir ao mais moço.
            Perceba que Esaú “[...] sai [...] (como se fosse para a guerra, mas só que ele não pôde perceber as consequências) toma as suas armas, a sua aljava (coldre para as flechas) e o seu arco [...]”, Gn.27.3, mas o seu enfrentamento é para toda a vida espiritual.
            O desejo de Isaque era tão-somente que Esaú “[...] apanhasse para ele alguma caça”, Gn.27.3 para confirmar a bênção em sua vida, mas é provável que o pai fez que não sabia da venda da primogenitura.
            É por este motivo que Isaque pediu: “e faze-me uma comida saborosa [...]”, Gn.27.4, talvez apontando para o banquete espiritual na presença de Deus.
            A verdade é que devemos ser “[...] como [...] (aquele que) aprecia [...]”, Gn.27.4 não apenas os apetites culinários neste mundo, mas principalmente no porvir.
            É possível que o desejo de Isaque de “[...] traze-ma [...] (a) comida saborosa [...] para que eu coma e te abençoe antes que eu morra”, Gn.27.4 pode se referir ao desejo do Pai celeste de que os seus filhos sejam verdadeiros adoradores a ponto de Deus não se afastar dos corações e este morra.
            Por isso, “traze caça (o seu coração) e faze-me uma comida saborosa [...]”, Gn.27.7 como os frutos dignos de arrependimento.
            E o desejo de todos os pais: “[...] para que eu coma (os seus frutos como aroma suave) e te abençoe diante do Senhor (Pai eterno), antes que eu morra”, Gn.27.7 dentro do seu coração.
            Filho engana sob proteção [...]              
3 – Para desejar o que estava escondido.
            Veja que a bisbilhotice, a curiosidade, o desejo de descobrir aquilo que está oculto estava dentro do coração de “Rebeca [...]”, Gn.27.5.
            “Rebeca esteve escutando enquanto Isaque falava com Esaú, seu filho [...]”, Gn.27.5 com a finalidade de copiar, duplicar o engano que já estava implantado em seu coração.
            A investigação de “Rebeca [...] (chegou ao extremo dizendo à Jacó:) e foi-se Esaú ao campo para apanhar a caça e trazê-la”, Gn.27.5, portanto, age rápido para não perder a sua bênção.
            “Então [...]”, Gn.27.6, qual seria a nossa atitude em lugar de Rebeca?
            Assim como “[...] disse Rebeca a Jacó, seu filho [...]”, Gn.27.6 é possível que eu e você façamos o mesmo em relação aos nossos filhos.
            O que fez “[...] Rebeca (é conhecido em nossos dias como fofoca:) Ouvi teu pai falar com Esaú, teu irmão, assim”, Gn.27.6.
            Segundo o querer de Deus para cada um de nós, “agora, pois, meu filho [...]”, Gn.27.8 busque crescer não apenas na vida familiar, financeira, mas principalmente na vida espiritual.
            “[...] Atenda às minhas palavras com que te ordeno”, Gn.27.8; Rebeca desejava o melhor, assim também o nosso Deus.
            Rebeca descobre que Esaú foi ao campo, Jacó “vai ao rebanho [...]”, Gn.27.9, perto de casa, mais facilidade para ganhar tempo para concretizar o engano.
            Para aquele era “[...] alguma caça”, Gn.27.3, mas para o filho querido de Rebeca, Jacó teria que “[...] trazer dois bons cabritos [...]”, Gn.27.9 para impressionar o pai e conquistar a bênção.
            Perceba que o olhar atento de Rebeca foi o mesmo de Isaque para “[...] deles fazer uma saborosa comida para seu pai, como ele aprecia”, Gn.27.9 e liberar a bênção.
            Perceba que para antecipar-se à chegada de Esaú, Jacó devia “levar (a saborosa comida) a seu pai [...]”, Gn.27.10, assim, roubando mais uma vez a bênção do seu irmão.
            Rebeca viu dois propósitos nessa ação:
            1 – Satisfazer o desejo do pai: “[...] para que [...] coma a (comida saborosa) [...]”, Gn.27.10;
            2 – “[...] E (o principal propósito:) [...] abençoe, antes que morra”, Gn.27.10.
            Todos deviam se interessar em ser “[...] abençoado (espiritualmente), antes que morra”, Gn.27.10.
            Filho engana sob proteção [...]              
4 – Mediante a mentira.
            Muitos usam da mentira para conseguir o seu desejo.
            “Disse Jacó a Rebeca, sua mãe [...]”, Gn.27.11 tentando desaconselhar do intento do seu coração.
            A defesa de “[...] Jacó (para não se aliar à mentira é que) Esaú, meu irmão, é homem cabeludo, e eu, homem liso”, Gn.27.11.
            Há incompatibilidade, falta de caráter, sinceridade, honestidade e principalmente, falta de testemunho de que servimos ao Deus que conhece todas as coisas.
            Aquele que não está acostumado à mentira fica receoso, medroso, desesperado só em pensar em ser descoberto.
            O temor de Jacó: “Dar-se-á o caso de meu pai me apalpar [...]”, Gn.27.12, daí, cai por terra a mentira e, alguns ficam constrangidos, desconcertados.
            Veja que a preocupação de Jacó era de “[...] passar (aos) [....] olhos (de seu pai, Isaque) por zombador [...]”, Gn.27.12, então, Jacó seria conhecido na cidade como um homem sem palavras, irreverente, desprezível, enganador, traiçoeiro.
            A angústia maior na vida de Jacó é que “[...] traria sobre ele maldição (espiritual – mente perturbando, pecado vindo à tona) e não bênção”, Gn.27.12 espiritual para crescimento e vida com Deus.
            Entenda que a “resposta (de muitas) [...] mães [...]”, Gn.27.13 a seus filhos é incompatível com as verdades reveladas na Bíblia.
            “[...] A mãe (pede para) cair sobre ela essa maldição [...]”, Gn.27.13, como dizem: estou à beira da morte, então, para mim tanto faz bênção ou maldição.
            O “[...] meu filho [...]”, Gn.27.13 não pode obedecer aos mandos dos pais, principalmente quando quebra alguma lei de Deus.
            Mas Rebeca implora para que “[...] atenda somente o que ela [...] diz (a Jacó, ou seja, somente mais esta vez), vai e traze”, Gn.27.13 o prometido – drogas, prostituição, roubos, furtos.
            Cuidado! O mal enraíza e pode matar.
            “Jacó foi, (obedeceu cegamente) tomou-os e os trouxe a sua mãe [...]”, Gn.27.14 aliando-se à mentira.
            “[...] A sua mãe, (para dar início ao engano) [...] fez uma saborosa comida, como o pai dele (mais) apreciava”, Gn.27.14, cai naquilo que mais busca para se satisfazer.
            Sob a mentira, “depois, tomou Rebeca a melhor roupa de Esaú, seu filho mais velho [...]”, Gn.27.15 para tentar disfarçar um plano diabólico instalado no coração.
            O engano já havia sido planejado com antecedência, isto porque, “[...] Rebeca [...] tinha consigo roupa [...] (de Esaú) em casa [...]”, Gn.27.15.
            A concretização, o acordo com a mentira e o pecado é quando você “[...] veste a (roupagem da malandragem, cai em descrédito) Jacó, (e nada de pensar que o pecado não atrai este ou aquele porque até o) seu filho mais novo”, Gn.27.15 pode ser envolvido no lamaçal do pecado.
            Mediante a mentira muitos se vestem “com a pele dos cabritos [...]”, Gn.27.16 para esconder a verdade.
            Rebeca “[...] cobriu as mãos [...]”, Gn.27.16 de Jacó para ocultar o seu crime, a sua falsidade, o seu engano.
            “[...] E a lisura do (seu) pescoço (foi) coberta [...]”, Gn.27.16 para esconder a sua identidade e não mostrar a falsidade que ele carregava dentro de si, mas ele e muitos de nós esquecemos que Deus vê tudo.
            Filho engana sob proteção [...]              
Conclusão:      Finaliza o intento do coração.
            A conjunção conclusiva “então [...]”, Gn.27.17 mostra que muitos dos nossos planos de engano podem ser executados.
            “Então, entregou a Jacó, seu filho [...]”, Gn.27.17 que foi cúmplice de Rebeca, na missão final da enganação.
            “[...] A comida saborosa e o pão que havia preparado”, Gn.27.17 serviu de isca para atribuir, ludibriar o pai e o irmão.
            Que cada um de nós seja mais honesto em todo o nosso trato com familiares, amigos e inimigos ainda que tenha alguém que nos induza a enganar.



            Rev. Salvador P. Santana

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