sexta-feira, 27 de setembro de 2019

POLARIZAÇÃO.


POLARIZAÇÃO
            Um pouco da polarização política, as repetidas crises: econômica, ambiental, cultural; as notícias falsas ou não pelo WhatsApp, têm abalado a vida de muitos brasileiros, dentro e fora do lar.
            A situação se agrava quando familiares mais próximos, amigos íntimos, colegas de trabalho, de estudos se distanciam por saber que este ou aquele faz comentários de um ou outro político, ou mesmo que defende ou ofende aquele em quem você votou, não votou ou ainda que você torce pela sua candidatura para os anos de 2020 e 2021.
            “A paciente chegou ao consultório da terapeuta aflita [...] Christian Dunker, psicanalista [...] não se lembra de tempos como os atuais [...] piores momentos são aqueles em que não consegue se aproximar das pessoas – ou vê-se obrigado a afastar-se delas [...] antes só bebia nos finais de semana e agora bebe até quatro vezes por semana [...] nessas reuniões de famílias, as pessoas costumam soltar os comentários mais racistas, preconceituosos [...] a atual conjuntura tem feito com que ele beba mais [...] eu me sinto desrespeitada [...] segundo a OMS, há 11,5 milhões de brasileiros sofrendo de depressão [...]” – Época – 16.09.19, no. 1106, O novo normal – Como se manter são apesar da política – por Danilo Thomaz e Robin Chancer, pag. 20, 22-24.
            Esses são alguns relatos de pessoas que já não conseguem viver em meio à polarização com a família, com colegas de trabalho e as tantas crises acontecidas desde tempos antigos.
            Desde quando Deus “[...] expulsou o homem [...] do jardim do Éden [...]” (Gn 3.24), há desonestidade, confusão, brigas, discórdias, lutas, angústias, depressões e, principalmente, a polarização.
            Fique sabendo que os extremos nunca serão benéficos para nenhuma das partes. Sempre haverá um que não gosta do outro, que renega, que não apoia, que faz de tudo para afastar-se do seu convívio.
            Ao fazer a leitura tanto do Velho Testamento quanto do Novo Testamento, é possível olhar para a vida de muitos homens que se polarizaram por coisas banais, insignificantes, sem valor sentimental ou mesmo espiritual mas que, em alguns casos, trouxeram benefícios para um e ou outro.
            Estranho olhar para o benefício ou malefício das partes. Mas, ao olhar para a realidade da polarização, pode-se notar que um perde e o outro ganha. Na verdade, os dois têm desejos de ganhar. Entenda que esse desejo de ganhar acontece não apenas na polarização. Essa forma de aspiração de granjear encontra-se em qualquer atividade em que o homem está inserido.
            Falar sobre benefícios na polarização torna-se ensurdecedor para muitos homens, mesmo porque não querem perder. Veja e faça uma análise a respeito de Davi, quando Saul mandou que lhe sitiassem a casa, o menino ruivo se dispôs a orar a Deus pedindo: “Livra-me dos que praticam a iniquidade e salva-me dos homens sanguinários” (Sl 59.2).
            Em outra oportunidade, Davi enxergou a bênção de ser perseguido por Saul, e por esse motivo teve a ousadia de se colocar em oração, tornando-se mais íntimo de Deus, e dizendo em forma de canto: “Firme está o meu coração, ó Deus, o meu coração está firme; cantarei e entoarei louvores” (Sl 57.7), não devido a perseguição, Davi cantou, mas porque ele “clamou ao Deus Altíssimo, ao Deus que por ele tudo executa” (Sl 57.2).
            Diante de tanta polarização entre governos, cidadãos de bem, famílias, amigos, se faz necessário olhar para muitos outros benefícios que o homem pode alcançar enquanto permanece neste mundo. Não convém esperar o outro morrer para você considerá-lo como sendo o melhor parente, amigo ou querer debruçar sobre o seu caixão chorando de remorso, saudade por ter sido o seu opositor ferrenho.
            Pense na possibilidade de você ganhar, quando polarizado com o outro. Imagine a ousaria de você ficar livre das amarras, dos pensamentos que o levam a pensar no outro insistentemente por não poder se libertar de suas palavras, gestos, insinuações.
            Paulo, falando aos romanos, faz uma declaração que pode assemelhar-se ao desespero que muitos estão passando nestes últimos dias de polarização, desespero, angústia, aflição, briga pessoal ou nas redes sociais que os leva à depressão, e, consequentemente, à ingestão de medicamentos controlados para aliviarem a sua dor.
            A imagem que Paulo pinta é de um “homem desventurado (no grego, miserável, coitado, aflito do) homem que sou! [...]” (Rm 7.24). Note que o verbo “ser” está na primeira pessoa do presente do indicativo, ou seja, é você mesmo.
            Esse “[...] eu (você) [...]” (Rm 7.24), é o causador das questões de embate, da polarização com outras pessoas, principalmente familiares, e os seus melhores amigos, daí um e outro ficam envergonhados, e pode acontecer de, até a morte, não se falarem mais. 
            Portanto, “[...] quem te livrará do corpo desta morte?” (Rm 7.25), do inimigo causado por causa de políticos, futebol, religião, coisas mínimas, sem valor, e que você não ganhou nenhum centavo para discutir no lugar deles.
            O texto dá a ideia de um “[...] corpo desta morte [...]” (Rm 7.24) como que “[...] um assassino, como castigo por seu crime, era amarrado face a face e membro a membro com a sua vítima. Até que, através do horror desse estado, o próprio assassino morria.” – O N.T. interpretado versículo por versículo – Romanos – R. N. Champlin, Ph. D. – pag. 698.
            “Reconcilia-te, pois, com ele e tenha paz, e assim te sobrevirá o bem” (Jó 22.21 sobre a sua vida física, emocional e espiritual.
            Rev. Salvador P. Santana       

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