quinta-feira, 19 de março de 2020

PRECAUÇÃO.


PRECAUÇÃO
            A palavra precaução no dicionário de português fala sobre: Prevenção; ação antecipada feita para evitar ou para prevenir um mal ou algo ruim; prudência; característica da pessoa precavida, de quem age com cautela e cuidado.
            A precaução cabe muito bem quando se fala a respeito da pandemia do novo coronavírus. Dentre os seis continentes apenas na Antártida não houve casos confirmados. A pandemia se espalhou pelas Américas, Europa, África, Ásia e Oceania, conforme informações atualizadas em 18 março 2020 às 10h23, com base nos dados da Johns Hopkins: 197.146 – total de casos confirmados, 80.840 – total de casos recuperados, 7.905 – total de mortes - https://arte.folha.uol.com.br/ciencia/2020/02/17/coronavirus-mapa/.
            Diante de tal calamidade é preciso se precaver a fim de evitar problemas mais sérios para você e outros que estejam ao seu redor.
            Os não precavidos não se deram bem. É sabido que “[...] o SENHOR Deus [...] deu esta ordem (a Adão): De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2.16, 17).
            Nem Adão e nem Eva evitaram o mal. Eles resolveram “[...] comer [...] da árvore que Deus lhes ordenou que não comesse” (Gn 3.11). O resultado foi terrível para os dois: “O SENHOR Deus [...] os lançou fora do jardim do Éden [...]” (Gn 3.23).
            Outro caso que acabou em tragédia aconteceu com Caim e Abel. O Senhor Deus precaveu Caim de que, “se procedesse bem [...] seria aceito [...] se, todavia, procedesse mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo” (Gn 4.7). Caim resolveu não se precaver e preferiu danificar não apenas a sua vida, mas também, “[...] se levantou Caim contra Abel, seu irmão, e o matou” (Gn 4.8). Este morreu à traição, aquele, foi “[...] lançado da face da terra, e da [...] presença (de) Deus [...] se escondeu [...] (se tornou) fugitivo e errante pela terra [...]” (Gn 4.14).
            Deus determinou aos reis que não se descuidassem de “[...] quando se assentassem no trono do seu reino, escreveriam para si um traslado (da) [...] lei num livro [...] e o teriam consigo e nele (deviam) ler todos os dias da sua vida, para que aprendessem a temer o SENHOR, seu Deus, a fim de guardar todas as palavras (da) [...] lei [...] para os cumprir. Isto fariam para que o seu coração não se elevasse sobre os seus irmãos e não se apartassem do mandamento, nem para a direita nem para a esquerda [...]” (Dt 17.18-20).
            Mas, como o homem é desobediente, em “uma tarde, levantou-se Davi do seu leito e andava passeando no terraço da casa real; daí viu uma mulher que estava tomando banho; era ela mui formosa” (2Sm 11.2). Davi não se contentou em apenas olhar, resolveu “[...] enviar [...] mensageiros para que a trouxessem [...]” (2Sm 11.4).
            O resultado foi trágico devido à não precaução. “[...] Davi se deitou com Bate-Seba [...] a mulher concebeu [...] estava grávida [...] (em seguida Davi mandou) Urias [...] (ser) deixado sozinho, para que ser ferido e morto” (2Sm 11.4, 5, 15). Deus não teve outra escolha a não ser acusar “[...] Davi: Tu és o homem [...]” (2Sm 12.7) causador de toda essa desgraça.
            A fim de que você não seja acusado de ser o homem responsável pela desgraça desta nação brasileira, na contaminação do novo coronavírus, faça diferença, seja um bom exemplo, faça o melhor não apenas por você, mas por todos que estão com medo e desesperados em ser contaminados.
            Os precavidos, tomados de empréstimo de autor desconhecido, não titubearam, buscaram não apenas confiar em Deus, mas foram ávidos para superar as dificuldades e encontrar a saída para a situação.
            “[...] Disse Deus a Noé: Resolvi dar cabo de toda carne [...] faze uma arca [...] Noé (não esperou o tempo passar, resolveu obedecer e) fez consoante a tudo o que Deus lhe ordenara” (Gn 6.13, 14, 22). Como recompensa, “abençoou Deus a Noé e a seus filhos [...]” (Gn 9.1).
            José do Egito foi alertado por Deus, através do sonho de Faraó de que “seguir-se-ia sete anos de fome, e toda aquela abundância seria esquecida na terra do Egito, e a fome consumiria a terra” (Gn 41.30). José, depois de ser escolhido como administrador do Egito, “[...] guardou [...] o mantimento (nos anos de fartura) ao redor de cada cidade [...]” (Gn 41.48). O resultado foi satisfatório e abençoador, pois, nos “[...] sete anos de fome [...] havia fome em todas as terras, mas em toda a terra do Egito havia pão” (Gn 41.54).
            E, “[...] eis que apareceu um anjo do Senhor a José, em sonho, e disse: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e permanece lá até que eu te avise; porque Herodes há de procurar o menino para o matar. Dispondo-se ele, tomou de noite o menino e sua mãe e partiu para o Egito” (Mt 2.13, 14).
            Deus podia e pode muito bem acabar com qualquer pandemia porque Ele tem poder, mas desde que o homem é avisado, ele precisa se precaver.
            É preciso que toda a população mundial se “achegue [...] confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de receber misericórdia e achar graça para socorro em ocasião oportuna” (Hb 4.16) nesse tempo de pandemia mundial do coronavírus.
Rev. Salvador P. Santana

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