sexta-feira, 22 de junho de 2018

Mt.16.21-23 - SOFRIMENTO, MORTE E RESSURREIÇÃO.


SOFRIMENTO, MORTE E RESSURREIÇÃO

Mt.16.21-23



Introd.:           “Estraga prazer”, “falta de fé”, “vocês não tem o Espírito Santo”, “falta ousadia”, “o que vocês precisam fazer é uma campanha poderosa para expelir todo mal para saírem do sofrimento”.

            Com estas palavras os Presbiterianos são conhecidos em meio das igrejas pentecostais e neopentecostais.

Nar.:    Jesus fala sobre sofrimento, morte e ressurreição que iremos enfrentar neste mundo.       

Propos.:           Precisamos saber que “seremos odiados de todos por causa do [...] nome (de) Jesus; aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo. (Por isso) fortaleça a alma [...] (busque a) exortação (bíblica a fim de) [...] permanecer firme na fé [...] (isto porque) através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus”, Mt.10.22; At.14.22.                    

Trans.:             Sofrimento, morte e ressurreição [...]

1 – Vai acontecer com todos.

            A ideia de muitos a respeito do sofrimento e morte é que, aceitando a Jesus como Senhor e Salvador, não vai acontecer.

            O desejo é de que a ciência proporcione dias felizes neste mundo para todo o sempre e sendo assim, não haverá sofrimento e não havendo sofrimento não haverá morte e não havendo morte, não haverá ressurreição.

            Mas, tem um porém, “desde esse tempo [...]”, Mt.16.21, faltava seis meses para Jesus enfrentar a cruz e cruz fala sobre dor, sofrimento, angústia, agonia, sangue, morte.

            É preciso lembrar que o sofrimento acompanha o homem desde a queda quando Deus “[...] multiplicou sobremodo os sofrimentos da [...] gravidez (da) mulher; em meio de dores darás à luz filhos [...] (e) no suor do rosto (de Adão) comerás o [...] pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás”, Gn.3.16, 19.

            Notar que o texto está falando a respeito de fatos temporais, que aconteceram na época do ministério terreno de Cristo.

            Mas é bom saber que o texto lança luz para o futuro, para as vindouras gerações, sobre o que pode acontecer com todos os homens.

            [...] Jesus Cristo começa a mostrar a seus discípulos (eu e você) [...]”, Mt.16.21 as verdades que jamais podemos negar em relação à nossa vida neste mundo.

            Perceba “[...] que (o próprio) Jesus [...]”, Mt.16.21, sendo o próprio Deus, não ficou isento de problemas, dissabores, angústias, aflições.

            [...] Jesus Cristo (fala) [...] que lhe era necessário (foi estabelecido pelo decreto do próprio Deus) seguir para Jerusalém (cidade da paz, a habitação futura dos santos) [...]”, Mt.16.21.

            Nesta cidade santa “[...] Jesus Cristo (encontra não apenas obstáculos, mas principalmente) [...] sofrimento (para ser afetado moralmente, fisicamente e espiritualmente) [...]”, Mt.16.21 e nenhum de nós está isento.

            Veja que “[...] Jesus Cristo [...] sofre muitas coisas dos anciãos (de mais idade, chefes religiosos escolhidos para tomar parte no Sinédrio – tribunal religioso) [...]”, Mt.16.21, talvez seja aqueles que mais confiamos e que estão mais próximos de nós.

            [...] Jesus Cristo (eu e você como imitadores) [...] (também) sofremos muitas coisas [...] dos principais sacerdotes (oferecer sacrifício anual, chefe do Sinédrio) e dos escribas (copiava e interpretava a lei) [...]”, Mt.16.21.

            Nenhum de nós está isento do enfrentamento, sofrimento em que alguém mais próximo pode fazer conosco.

            [...] Jesus Cristo [...] mostrou [...] que [...] seria morto [...]”, Mt.16.21, da qual, nenhum de nós escapará porque “[...] aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo”, Hb.9.27.

            [...] E (daí, fica a pergunta: você será) ressuscitado [...]”, Mt.16.21 “[...] para a vida eterna [...] (ou) para vergonha e horror eterno [...] (?)”, Dn.12.2.

            Fique sabendo que “[...] Jesus Cristo [...] ressuscitou no terceiro dia”, Mt.16.21 “[...] o qual está à direita de Deus e também intercede por nós”, Rm.8.34.

            Sofrimento, morte e ressurreição [...]

2 – Alguns insistem que não acontecerá.

            E (esse) Pedro [...]”, Mt.16.22 pode se revelar em qualquer um de nós, pois somos discípulos de Jesus assim como ele.

            Aquela falácia de que, aceitando a Jesus não ficamos doentes, não condiz com o ensino bíblico, mesmo porque, Isaías profetiza que Jesus “era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso”, Is.53.3.

            O texto dá a ideia de que “[...] Pedro [...]”, Mt.16.22 queria poupar o sofrimento de Jesus, assim como muitos em nossos dias usa do subterfúgio das campanhas.

            A astúcia de “[...] Pedro [...] (foi) chamar Jesus à parte [...]”, Mt.16.22 como se tivesse um pedido de conselho, alguma confissão, mas pelo contrário, teve o desejo de insistir que Jesus sendo Deus não podia passar pelo sofrimento.

            A atrevimento de “[...] Pedro [...] (sendo humano, discípulo, pecador, fraco, pequeno chegou a ponto de) começar a reprovar (como que mostrando a sua honra, aumentar o seu valor, julgar, outorgar, no sentido de penalidade merecida, acusar, repreender, admoestar, censurar severamente, exigir com severidade o Mestre) Jesus [...]”, Mt.16.22.

            No “[...] dizer (de) Pedro [...] (é o próprio) Jesus (que) tem (que ter) compaixão (pena, piedade, dó, misericórdia) de si (mesmo) [...]”, Mt.16.22 em pensar que irá sofrer, pois Ele é Deus ou que somos crentes e salvos.

            Muitos crentes usam o texto de Isaías quando disse que “certamente, Jesus tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si [...]”, Is.53.4 para afirmarem que crente não fica doente, não passa por problemas.

            Veja que “[...] Pedro (chama) Jesus (de) Senhor (a quem pertenço, que tem poder de decisão sobre mim, mestre, chefe, ao qual devo respeito, reverência e honra) [...]”, Mt.16.22, mas que na prática, O rejeita como sendo o dono da vida.

            Não apenas “[...] Pedro [...] (fala que) isso (ou seja, sofrimento, morte e ressurreição) de modo algum [...] acontecerá (com) Jesus”, Mt.16.22 e muito menos com os crentes fieis.

            A resposta de Jesus sobre sofrimento, morte e ressurreição [...]

Conclusão:      Não entendemos os planos de Deus.

            O “mas Jesus [...]”, Mt.16.23 é para nos esclarecer muitas coisas que não entendemos.

            [...] Jesus [...] se volta (para mim e você), dizendo (respondendo) a Pedro [...]”, Mt.16.23 sobre sofrimento, morte e ressurreição.

            Para Jesus, aqueles que dizem não haver sofrimento, morte e consequentemente ressurreição, o Mestre manda “[...] arredar (conduzir sob o poder de Jesus, retirar-se, ir embora), Satanás [...]”, Mt.16.23 de dentro do coração daqueles que negam o sofrimento na vida do crente.

            Como “[...] Satanás (influencia, atormenta, tenta a vida do crente) Jesus [...] disse a Pedro: [...] tu és para mim pedra de tropeço [...]”, Mt.16.23 porque Pedro repetiu a mesma tentação do Diabo com o objetivo de destruir a Missão de Jesus.

            Ao falar “[...] porque [...] Pedro [...] não cogitas (entendimento) das coisas de Deus [...]”, Mt.16.23 Jesus esclarece que “as coisas encobertas pertencem ao SENHOR [...]”, Dt.29.29.

            Daí, quando negamos o sofrimento, morte e ressurreição, “[...] Jesus [...] (fala que) cogitamos (temos a sabedoria) [...] dos homens”, Mt.16.23.


     Rev. Salvador P. Santana

Nenhum comentário:

Postar um comentário