sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Fp.4.10-23 - APRENDENDO A VIVER CONTENTE.

APRENDENDO A VIVER CONTENTE, Fp.4.10-23.
           
Objetivo:         Entender que é possível “[...] aprender a viver contente em toda e qualquer situação”, Fp.4.11.
            Uma pessoa contente desfruta da suficiência divina.
            Sêneca – filósofo, advogado e escritor do Império Romano disse: “Feliz é o homem que, em quaisquer circunstâncias em que se encontre, sente-se contente”.
            Na prática, contentamento é algo difícil e raro entre as pessoas.
            Gostamos de murmurar e reclamar de Deus, das pessoas e das circunstâncias.
            Estamos sempre insatisfeitos e prontos a reclamar.
            Murmurar é contrário ao contentamento.
            Murmurar é pecado quando “queixamos [...] de nossa sorte (maná) aos ouvidos do SENHOR; ouvindo-o o SENHOR, acendeu-se-lhe a ira [...]”, Nm.11.1.  
            A murmuração esconde o pecado da rebelião e da incredulidade.
            Murmurar é duvidar do caráter de Deus.
            A murmuração é prejudicial ao murmurador.
            Este estudo encerra a carta da alegria.
            Paulo, prisioneiro otimista, encerra a carta com uma nota de gratidão, onde ele expressa o contentamento da sua alma cristã.
            A ideia chave do texto é o contentamento.
1 – O que é contentamento?
            Paulo é um exemplo bíblico e cristão de uma pessoa contente.
            Paulo “diz (sobre) isto [...]”, Fp.4.11, o contentamento, sem receio, sem medo de errar.
            O seu contentamento “[...] não (é) por causa da pobreza [...]”, Fp.4.11, mesmo porque, ninguém suporto ou deseja ficar pobre.
            Paulo “[...] vive contente porque aprendeu [...]”, Fp.4.11 a superar todas as coisas, superar as dificuldades.
            [...] Contente [...]”, Fp.4.11 – Gr. Autossuficiência, contentamento, “de fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento”, 1Tm.6.6. 
            A palavra “[...] contentamento [...]”, Fp.4.11 também significa por “[...] tudo (que necessitamos com) [...] ampla suficiência, superabundando em toda boa obra”, 2Co.9.8.
            [...] Viver contente em toda e qualquer situação”, Fp.4.11 fala sobre “[...] a [...] graça (de) Deus (que) nos basta [...]”, 2Co.12.9.
            Lucas utilizou essa mesma palavra traduzida como estar contente ao falar para os “[...] soldados [...] (para se) contentar com o seu soldo”, Lc.3.14.
            O contentamento vem de Deus.
            O contentamento é uma obra de Deus.
            O “alegrar-se, sobremaneira [...] (de Paulo, foi) no Senhor [...]”, Fp.4.10.
            Somente Deus pode produzir contentamento em nosso coração pelo motivo de toda “[...] a nossa suficiência vir de Deus”, 2Co.3.5.
            Devemos saber também que a “[...] renovação [...] uma vez mais [...] a [...] favor (de) Paulo o [...] cuidado (dos Filipenses não partiu deles mesmo, mas do próprio Deus) [...]”, Fp.4.10.
            O contentamento do crente é o próprio Deus, mesmo porque, “quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra”, Sl.73.25.
            É por este motivo que os Filipenses “[...] antes [...] já tinham cuidado (de) Paulo, mas lhes faltava oportunidade”, Fp.4.10.
            O contentamento reside no coração.
            O contentamento é algo que vem de dentro, que reside no coração, no mundo interior.
            O cristão “não se atemoriza de más notícias; o seu coração é firme, confiante no SENHOR”, Sl.112.7.
            É por isto que “tudo posso naquele que me fortalece”, Fp.4.13.
            O contentamento independe de circunstâncias externas.
            O contentamento é um estado em que as emoções provocadas pelas circunstâncias externas não têm nenhum poder em afetar a tranquilidade íntima de uma pessoa.     
            Podemos estar contentes mesmo que estejamos na “[...] pobreza [...]”, Fp.4.11, ainda que sejamos “[...] humilhados (ou ainda que na) [...] fartura [...] (não nos falte nada ou na) fome; assim de abundância como de escassez”, Fp.4.12.
            Pode ainda acontecer “[...] figueira não florescer, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha salvação”, Hc.3.17, 18.
            O contentamento precisa ser aprendido.
            Paulo tomou a decisão de “[...] aprender a viver contente [...]”, Fp.4.11.
            Não somos contentes por natureza. Somos murmuradores.
            É preciso “[...] aprender a viver contente em toda e qualquer situação”, Fp.4.11.
            E nesse aprendizado é possível “[...] estar humilhado como também ser honrado [...]”, Fp.4.12.
            Pode ainda acontecer “[...] de tudo e em todas as circunstâncias, (eu e você) já ter experiência [...]”, Fp.4.12, mas ainda assim, precisamos “[...] aprender a viver contente [...]”, Fp.4.11.
            Muitos servos de Deus vivem “[...] tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez”, Fp.4.12 e, ao passar por isso, pode continuar “[...] aprendendo a viver contente [...]”, Fp.4.11.
2 – Como experimentar o contentamento?
            Paulo apresenta-se no texto como alguém que havia aprendido a arte e a obediência do contentamento.
            Algumas atitudes:
            Seja uma pessoa agradecida.
            Paulo declara que “recebeu tudo [...]”, Fp.4.18 dos donativos enviados pela igreja de Filipos.
            Outra forma de agradecer foi dizer que “[...] tinha tudo (em) abundância [...]”, Fp.4.18.
            Agradeceu dizendo que “[...] estava suprido (em suas necessidades) [...]”, Fp.4.18.
            A dádiva que gerou o agradecimento aconteceu “[...] desde que Epafrodito [...] passou às mãos (de) Paulo o que lhe (foi enviado) [...] da [...] parte (dos Filipenses) [...]”, Fp.4.18.
            Paulo considerou essa oferta “[...] como aroma suave, como sacrifício aceitável e aprazível a Deus”, Fp.4.18.
            Em oura Escritura Paulo fala que “em tudo, (devemos) dar graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco”, 1Ts.5.18.
            Seja um dependente de Deus.
            Creia e dependa da providência de Deus, pois Ele controla todas as circunstâncias e conhece cada uma de nossas necessidades.
            Paulo sabia que “[...] o nosso Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de nossas necessidades”, Fp.4.19.
            Este é o grande motivo de Paulo se “alegrar [...] no Senhor [...]”, Fp.4.10.
            No tempo em que Deus determinou, foi “[...] renovado a seu favor o [...] cuidado (dos Filipenses) [...]”, Fp.4.10.
            Como Deus está no controle de todas as coisas, “[...] temos abundância; estamos supridos [...]”, Fp.4.18 naquilo que é o necessário para a nossa vida.
            Sabemos “[...] todas estas coisas (comida, bebida e veste, Mt.6.31) nos serão acrescentadas”, Mt.6.33.
            Separe seu coração das coisas.
            Separe a sua satisfação interior das coisas que acontecem com você.
            É possível viver contente independente das circunstâncias a partir do momento em que optamos por “ser a nossa vida sem avareza. Contentar com as coisas que temos; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei. Assim, afirmamos confiantemente: O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem?”, Hb.13.5, 6.
            Paulo declara aos Filipenses “que não [...] procurava o donativo (deles), mas o que realmente (o) [...] interessava (era) [...] o fruto que aumenta o nosso crédito”, Fp.4.17.
            Receba de Deus a força para o contentamento.
            Em “tudo (o que fazemos) podemos [...] (ser) fortalecidos (em Deus), Fp.4.13.
            Quando encontramos alguém “[...] fazendo (o) bem, associando-se na nossa tribulação”, Fp.4.14, é porque o próprio Deus nos ajudou.
            E (Paulo) sabia [...] que (a mando de Deus, os) filipenses [...] no início do evangelho [...] se associaram (com) Paulo no tocante a dar e receber [...]”, Fp.4.15.
            Essa força de Deus se estendeu “[...] até para Tessalônica (quando Paulo necessitou de ajuda, os filipenses) mandaram não somente uma vez, mas duas, o bastante para as suas necessidades”, Fp.4.16.
            O contentamento é útil principalmente para enfrentar as instabilidades da vida.
            Seja uma pessoa generosa.
            O contentamento é experimentado quando nos preocupamos com o bem-estar dos outros.
            Somente a “[...] igreja (dos) filipenses [...] (é) que [...] se associou (com) Paulo [...]”, Fp.4.15 quanto aos suprimentos de suas necessidades.
            Dar, compartilhar, assistir, orar em favor do necessitado é essencial para o contentamento.
            Paulo ora pedindo “[...] a seu Deus [...]”, Fp.4.19 em favor da igreja de Filipos.
            A sua petição é que, “[...] segundo a [...] riqueza (de) Deus em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma das nossas necessidades”, Fp.4.19.
            O contentamento se dá porque “[...] a nosso Deus e Pai seja a glória pelos séculos dos séculos. Amém!”, Fp.4.20.
            Para encerrar, Paulo envia “saudações (a) cada um dos santos em Cristo Jesus (em Filipos) [...]”, Fp.4.21.
            Havia também “[...] os irmãos que se achavam (com) Paulo (em Roma) [...] saudando”, Fp.4.21, como que agradecendo a igreja de Filipos.
            E, o mais interessante é que, além de “todos os santos [...] saudando (a igreja, estavam entre eles), especialmente os da casa de César”, Fp.4.22, soldados e servos convertidos ao evangelho.
            Daí, Paulo pede que “a graça do Senhor Jesus Cristo seja com o [...] espírito”, Fp.4.23 de cada irmão a fim de que aprendam a viver contente.

            Adaptado pelo Rev. Salvador P. Santana para ED – Filipenses e Colossenses – Cristo: Nossa alegria e suficiência – Z3 editora – Rev. Arival Dias Casimiro.           

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