sábado, 19 de agosto de 2017

Mt.3.1-10 - ARREPENDEI-VOS.

ARREPENDEI-VOS

Mt.3.1-10


 

Introd.:           Arrependimento é a decisão de mudança total de atitude e de vida, em que a pessoa, por ação divina, é levada a reconhecer o seu pecado e a sentir tristeza por ele, decidindo-se a abandoná-lo, baseando sua confiança em Deus, que perdoa.

            O complemento do arrependimento é a fé. E os dois juntos constituem a conversão com o desejo de mudar a mente para melhor, emendar o coração e com pesar, sentir nojo dos seus pecados passados.

Propos.:           O arrependimento é válido para todos quantos professam a fé evangélica.

Trans.:             O arrependimento aponta para [...]

1 – A chegada do Reino.

            A vinda do Reino fala sobre a simplicidade na pregação do evangelho.

            A simplicidade se mostra em “[...] João (que) usava vestes de pêlos de camelo e um cinto de couro (a fim de se aproximar dos homens necessitados) [...]”, Mt.3.4.

            [...] A sua alimentação (não era requintada) eram gafanhotos (comida dos mais pobres) e mel silvestre (achado no campo)”, Mt.3.4.

            A chegada do Reino, o início do ministério terreno de Jesus, aconteceu “naqueles dias [...]”, Mt.3.1, mais ou menos no ano 30.

            Deus providenciou para que “[...] aparecesse João Batista (primo de Jesus) pregando (anunciando) [...]”, Mt.3.1 sobre o cumprimento das profecias do V.T.

            Interessante notar que essa “[...] pregação (acontecia) no deserto (sede da água da vida, calor de Deus nos corações, serpentes que envenena a alma) da Judeia (habitada por descendentes de Abraão) [...]”, Mt.3.1.

            Aquilo que “[...] João Batista [...] dizia [...] pregando (a verdade) [...]”, Mt.3.1 deve ser imitado em nossos dias.

            A chegada do Reino dos céus (Jesus) exige de cada um de nós o “arrependimento (mudança de mente, atitude, reconhecer o nosso pecado, abandonar todos os vícios) [...]”, Mt.3.2.

            Note bem que o verbo está no imperativo, portanto, não é uma opção, é uma ordem expressa de Jesus que devemos nos “arrepender [...]”, Mt.3.2.

            O motivo é “[...] porque está próximo o reino dos céus”, Mt.3.2.

            Este “[...] reino dos céus”, Mt.3.2 “[...] é o referido (profetizado) por intermédio do profeta Isaías (700 a.C.) [...]”, Mt.3.3 de que Jesus viria para habitar com o seu povo.

            A vinda do Reino é que motivou “[...] voz do que clama no deserto (de desespero, sequidão, sem paz, de João Batista – eu e você para anunciar a vinda de Jesus para habitar nos corações) [...]”, Mt.3.3.

            Como João fora designado a “[...] preparar o caminho do Senhor (Jesus, assim está ordenado a cada um de nós) [...]”, Mt.3.3.

            A nossa missão, assim como a dos arautos, é “[...] endireitar as [...] veredas”, Mt.3.3 por onde Jesus passar a fim de que o Reino dos céus chegue em cada coração – testemunho.

            O arrependimento é oferecido a [...]

2 – Todos que precisam.

            A igreja é composta de homens de diferentes crenças – uns confiam em Deus, outros o desprezam.

            No texto encontramos cinco diferentes tipos de frequentadores de igreja ou pessoas aptas pelo arrependimento.   

            Os de “[...] Jerusalém (presença de Deus, lugar do templo, da sinagoga, a morada do povo de Deus, a igreja que precisa de se arrepender – são aqueles que frequentam, mas não demonstram arrependimento) [...]”, Mt.3.5.

            Havia os de “[...] toda a Judeia (judeus descendentes de Abraão/família - arrogantes, regressaram do cativeiro Babilônico que necessitam buscar o arrependimento) [...]”, Mt.3.5.

            Essa é a ideia de que muitos que frequentam a igreja “[...] começam a dizer entre nós mesmos: Temos por pai a Abraão (nasci aqui, meu pai é pastor, presbítero, diácono, fundador da igreja) [...]”, Mt.3.9.

            Aqueles de “[...] toda a circunvizinhança do Jordão (Gadara – gentio – não pertence ao Reino dos céus – frequenta a igreja esporadicamente – necessita se arrepender)”, Mt.3.5.

            Outro tipo de frequentador são “[...] fariseus (pessoas comuns do povo – defensores e purificadores da fé, representante do povo – rigorosos na lei – Pb/Membros em geral) [...]”, Mt.3.7.

            Jesus alista também os “[...] saduceus (sacerdotes – mais ricos e poderosos da população – pastores) [...]”, Mt.3.7.

            Todos estes “[...] saíam a ter com (João com o suposto desejo de se arrependerem e servirem a Jesus) [...]”, Mt.3.5.

            Mas, João os conhecia assim como eu e você conhecemos aqueles que estão ao nosso redor através de suas práticas.

            João “vendo que eles [...] vinham (com o propósito de) [...] batismo (confessando, prometendo, depois desaparecem) [...]”, Mt.3.7.

            A mensagem é “[...] que muitos [...] (são considerados pelo próprio Deus como) raça de víboras (traiçoeira, venenosa, enganadora, maliciosa, vêm à igreja apenas com propósitos de vida próspera, saúde, riqueza) [...]”, Mt.3.7.

            A pergunta não pode calar em nossos ouvidos: “[...] Quem nos induziu a fugir da ira vindoura? (Vinda de Cristo)”, Mt.3.7.

            Eu e você precisamos ser “[...] batizados [...] (para imediatamente) confessar os nossos pecados”, Mt.3.6.

            O arrependimento produz [...]          

3 – Frutos.

            O verbo no imperativo não deixa dúvida, é preciso “produzir, pois, frutos (amor, alegria, paz) [...]”, Mt.3.8.

            Essa “produção [...] (precisa ser) digna (tem peso, valor, vale tanto quanto, adequado, conveniente, comparável, alguém que merece algo de valor) [...]”, Mt.3.8.

            E, o mais necessário na “produção [...] de frutos (é o) arrependimento (decida mudar a sua atitude, o modo de viver, reconheça o seu pecado e sinta tristeza por ele, decidindo abandoná-lo)”, Mt.3.8.

            A falta de arrependimento leva [...]

Conclusão:      Ao fogo.        

            Existe um pensamento errôneo de que somente aqueles que frequentam a igreja é digno de salvação.

            Muitos podem ficar de fora do Reino dos céus mesmo estando dentro da igreja.

            O texto é claro ao “[...] nos afirmar que (das) [...] pedras (homens ímpios de coração endurecido) Deus pode suscitar (levantar, despertar) filhos a Abraão (que deseja o arrependimento)”, Mt.3.9.

            A preocupação deve estar em nosso coração porque “já está posto (pelo próprio Deus) o machado à raiz das árvores [...]”, Mt.3.10.

            Portanto, caso você seja uma “[...] árvore, pois, que não produz bom fruto (é possível buscar frutificar) [...]”, Mt.3.10.

            Se houver negligência nos “[...] frutos é cortada e lançada ao fogo (inextinguível)”, Mt.3.10.

            Arrependa-se!

 

            Rev. Salvador P. Santana

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