sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Mt.1.18-25; Lc.1.26-38 - JOSÉ E MARIA - Os favorecidos.



 
JOSÉ E MARIA - Os favorecidos
Mt.1.18-25; Lc.1.26-38

Introd.:           Maria e José são os casais mais privilegiados nas Escrituras.
            Receberam o favor de Deus de ser parte da família do Salvador.
            Veremos como aconteceu essa bênção e como suas vidas glorificaram a Deus.
I – A bênção anunciada.
            A primeira profecia sobre o nascimento de Jesus fala sobre a “[...] inimizade entre (a serpente-diabo) [...] e a mulher, entre a [...] descendência (da mulher) e o [...] descendente (da serpente a tal ponto de) [...] Jesus [...] (lhe) ferir a cabeça, e (a serpente) lhe ferir o calcanhar (perseguição)”, Gn.3.15.
            Jesus procedeu da tribo de “Judá (que [...] se apartou de seus irmãos [...]”, Gn.38.1 e “[...] possuiu [...] a sua nora (Tamar) [...]”, Gn.38.16) [...] (pois) o cetro não se arredará de Judá [...]”, Gn.49.9,10.
            O profeta Isaías fala que “do tronco de Jessé sairá um rebento, e das suas raízes, um renovo”, Is.11.1 – Davi – Bate-Seba – Urias.
            A concepção miraculosa não partiu do casal, mas foi, “portanto, o Senhor mesmo [...] (que) deu um sinal [...] (de) que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel (Deus conosco)”, Is.7.14.
            Mateus anuncia “[...] o nascimento de Jesus Cristo (que) foi assim: estando Maria, sua mãe, desposada com José (noiva), sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo”, Mt.1.18. 
            Lucas declara que “no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado, da parte de Deus, para uma cidade da Galileia (acostumados a tumultos e sedições, a dicção os colocava em posição de inferioridade, Lc.13.2; At.5.37 e a família de Maria era de) [...] Nazaré”, Lc.1.26. 
            Ali o anjo encontrou “[...] uma virgem desposada (noiva sem direito de desfazer casamento) com certo homem da casa de Davi, cujo nome era José; a virgem chamava-se Maria”, Lc.1.27.
            “Mas José, seu esposo, sendo justo e não a querendo infamar (espalhar má fama de que ela o traíra, ou, após o casamento, que não fosse virgem), resolveu deixá-la secretamente”, Mt.1.19.
            Assim como Deus age em nossos dias, naquele dia Ele interveio na vida e relação de José e Maria.
            “Enquanto ponderava nestas coisas (para tentar se livrar de Maria), eis que lhe apareceu, em sonho, um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo”, Mt.1.20 sem a intervenção humana.
            O sinal de que Deus operava é que “ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles”, Mt.1.21.
            Maria recebeu o favor de Deus quando “[...] entrou o anjo aonde ela estava, dizendo: Alegra-te, muito favorecida (proteção)! O Senhor é contigo (em todos os momentos)”, Lc.1.28. 
            Nos relatos de Mateus e Lucas percebe-se que há diferenças nos registros.
            Mateus traça a linhagem de José, que era judicialmente o pai de Jesus, enquanto Lucas traça a linhagem de Maria, a mãe do Redentor.
            Mateus escreveu para leitores judeus, teve de demonstrar as credenciais messiânicas de Jesus. Por isso inicia com “livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão”, Mt.1.1.
            Mateus fala sobre a genealogia de “[...] Davi [...] Salomão [...] Roboão [...] Abias [...] Asa [...] Josafá [...] Jacó (pai de) [...] José [...] Jesus [...]”, Mt.1.6-8,16.
            Lucas, que escreveu para gregos, preocupou-se em retratar Jesus como o homem perfeito, e a linhagem é traçada até Adão.
            Lucas apresenta “Davi [...] Natã [...] Matatá [...] José [...] Eli (pai de Maria) [...]”, Lc.3.32,31,23.
            O Senhor Jesus é verdadeiramente filho de Davi por parte de “pai”, quanto de mãe.
            Este casal, abençoado por Deus, pôde glorificar ao Senhor com suas atitudes.
            Os textos bíblicos apresentam [...]
II – José, o justo.
            Após o anjo anunciar que “[...] Maria achava-se grávida pelo Espírito Santo”, Mt.1.18, o texto apresenta “[...] José [...] (como) sendo justo e não a querendo infamar (espalhar má fama de que ela o traíra, ou, após o casamento, que não fosse virgem), resolveu deixá-la secretamente”, Mt.1.19.
            Esse texto nos alerta para não espalhar boato sobre o nosso semelhante.
            José sabia o que estabelecia a lei, que, se houvesse moça virgem, desposada, e um homem a achasse na cidade e se deitasse com ela, então, ambos (seriam) trazidos à porta daquela cidade [...] (para serem) apedrejados até que morressem; a moça, porque não gritou na cidade, e o homem, porque humilhou a mulher do seu próximo [...]”, Dt.22.23,24.
            José optou por não expor Maria ao castigo determinado.
            “[...] Infamar (tem o sentido de espalhar má fama de que ela o traíra, ou, após o casamento, que não fosse virgem até expor à desgraça pública) [...]”, Mt.1.19.
            Até aqui José não tinha o conhecimento do milagre efetuado por Deus. Isto quer dizer que José agiu com misericórdia em favor de sua esposa.
            Além da justiça de José, ele se revelou como [...]
A – Um crente atento à voz do Senhor.
            Quanto eu e você tem obedecido a voz do Senhor?
            Em todo o tempo da gravidez de Maria “[...] apareceu (a) José, em sonho, um anjo do Senhor [...] (e) José [...] (atende) receber Maria [...] (por) mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo”, Mt.1.20.
            José aceitou e acatou que “Maria daria à luz um filho e lhe pós o nome de Jesus, porque ele salva o seu povo dos pecados deles”, Mt.1.21.
            Após receber a bênção, fazemos como o povo de Israel.
            O povo de Israel, após “[...] engordar [...] deu coices; engordou-se, engrossou-se, ficou nédio (pele lustrosa) e abandonou a Deus, que o fez, desprezou a Rocha da sua salvação”, Dt.32.15.
            “[...] José (, pelo contrário, depois) que (lhe) apareceu um anjo do Senhor [...] em sonho [...] (ele obedeceu) dispondo-se, tomou o menino e sua mãe, fugiu para o Egito e permaneceu lá até que Deus [...] (o) avisou; porque Herodes [...] procurou o menino para o matar”, Mt.2.13.
            Assim que “[...] Herodes morreu, eis que um anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, e disse-lhe: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel; porque já morreram os que atentavam contra a vida do menino”, Mt.2.19,20; ele obedeceu novamente.
            Essa tem sido a sua atitude diante das ordenanças de Deus em Sua Palavra?
            Tome José como exemplo como [...]
B – Um servo obediente.
            José não estava apenas atendo à voz do Senhor, mas logo tratou de colocar em prática aquilo que lhe era ordenado.
            Foi o próprio “[...] anjo do Senhor (que) ordenara José [...] (a) receber sua mulher”, Mt.1.24.
            Orientado para ir ao Egito “dispôs-se [...] tomou [...] o menino e sua mãe e partiu [...]”, Mt.2.14.
            José obedeceu quando lhe foi ordenado a “[...] regressar para a terra de Israel”, Mt.2.21.
            Não houve questionamento à ordem de Deus.
            Cada um de nós questionamentos sobre o que fazer daquilo que está ordenado na Bíblia – Dízimo, frequência, perdoar.
            Todos nós sabemos o que diz a Palavra de Deus, mas nos falta disposição para obedecê-la.
            A ordem bíblica é que eu e você nos “tornemos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-nos a nós mesmos”, Tg.1.22.
            José foi [...]
C – Um marido dedicado.  
            José agiu como cabeça do lar, responsável pela família diante de Deus.
            A primeira ação de José foi de “[...] não [...] querer infamar (espalhar má fama de que ela o traíra, ou, após o casamento, que não fosse virgem até expor à desgraça pública) [...]”, Mt.1.19.
            Em obediência a Deus e mostrando dedicação, “[...] José [...] recebe Maria [...]”, Mt.1.20. 
            A sua demonstração de cuidado se estendeu também para “[...] não a conhecer, enquanto ela não deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Jesus”, Mt.1.25.
            Muitos maridos não respeitam nem mesmo o período de resguardo das mulheres.
            A piedade, obediência e cuidado de José com sua família dever servir de exemplo para cada um de nós que deseja honrar o Senhor Jesus.
            O evangelista fala que “[...] tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor por intermédio do profeta [...]”, Mt.1.22.
III – Maria, a muito favorecida.
            Vemos no texto de Lucas que “[...] o anjo Gabriel enviado, da parte de Deus [...]”, Lc.1.26 chama Maria de “[...] muito favorecida (protegida) [...]”, Lc.1.28.
            Esse mesmo “[...] anjo [...] diz [...] Maria achou graça diante de Deus”, Lc.1.30. 
            No livro de Mateus o anjo avisa “[...] que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco)”, Mt.1.23. 
            A escrita de Lucas é que Maria “[...] conceberá e dará à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus (Deus tornado ser humano para salvar as pessoas)”, Lc.1.31. 
            O favorecimento a “[...] Maria (dentro outras qualidades é também porque ela) [...] não tinha relação com homem algum [...]”, Lc.1.34.
            Essa escolha foi profetizada por Isaías ao dizer que “[...] o Senhor mesmo [...] deu um sinal [...] (de) que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel (Deus conosco)”, Is.7.14.
            Há de se notar que “a [...] virgem (era) desposada com certo homem da casa de Davi, cujo nome era José; a virgem chamava-se Maria”, Lc.1.27.
            Muito temos que aprender com Maria que se mostrava fiel ao Senhor.
A – Uma pecadora carente de salvação.
            Vemos em Maria um “[...] espírito se alegrando em Deus, (reconhecendo ser) seu Salvador (só reconhecer o Salvador aquele que reconhece o seu pecado) [...]”, Lc.1.47.
            Desde as profecias foi dito que “Maria daria à luz um filho e [...] o (seu) nome [...] Jesus [...] (está vinculado a) salvação (do) [...] seu povo dos pecados deles”, Mt.1.21.
            Vemos também em Maria [...]
B – Uma humilde serva.
            “[...] Maria (se coloca ao serviço do Senhor ao dizer): Aqui está a serva (escrava) do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra [...]”, Lc.1.38.
            Mas, por outro lado percebemos que ela mesma declara em outro texto que “[...] todas as gerações (a) [...] considerarão bem-aventurada”, Lc.1.48.
            O bem-aventurado não fala sobre méritos, mas sobre estar cheia da felicidade de Deus.
C – Uma fiel que sabe a quem dar a glória.
            Ao saber que seu filho “Jesus será grande e será chamado Filho do Altíssimo; (que) Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai”, Lc.1.32, Maria engrandece ao Senhor “porque o Poderoso [...] fez grandes coisas (em sua vida, então declarou:) Santo é o seu nome”, Lc.1.49.
Conclusão:      O favor de Deus sobre nós deve nos levar a uma vida que o glorifique. É isso o que aprendemos com José e Maria.
            A bênção do Senhor não pode nos tornar arrogantes, antes, temos que entender quem somos diante dele e cultivar uma vida de piedade e obediência.
            Somos agraciados por Deus e temos qualidades, então, precisamos colocar em prática a vida espiritual.
            Assim como José e Maria, todos nós precisamos saber que “[...] o Senhor é conosco”, Lc.1.28 todos os dias.
            Sempre que “[...] ouvir [...] palavra (do Senhor, fique) [...] perturbado [...] e põe a pensar no que significaria esta (palavra para você)”, Lc.1.29. 
            Saiba que somente “Jesus reinará para sempre sobre a (nossa) casa [...] e o seu reinado não terá fim”, Lc.1.33.
            Ainda pode acontecer de “[...] o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo (nos) [...] envolver com a sua sombra [...] (a fim de que) o ente santo (Jesus) [...] nasça (em cada coração) [...]”, Lc.1.35 para a vida eterna.
            É possível que algum de nós venha a pensar que exista algo difícil para Deus; pelo contrário, “[...] Isabel [...] concebeu um filho na sua velhice [...] aquela que diziam ser estéril”, Lc.1.36. 
            Todos nós precisamos ter na mente e coração que “[...] para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas”, Lc.1.37, então, Deus ainda pode nos tornar como José e Maria no comportamento cristão neste mundo. 


            Adaptado pelo Rev. Salvador P. Santana para E.D – Nossa fé – CCC – Rev. Milton Coutinho Jesus Júnior.

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