sexta-feira, 2 de abril de 2010

RESSURREIÇÃO

RESSURREIÇÃO


Onde quer que o homem se ache localizado por este mundo, é possível que ele não encontre um cemitério tradicional. Nos tempos passados muitos foram enterrados debaixo de um arvoredo, no fundo de um quintal, em grutas feitas nas rochas, catacumbas formadas por galerias subterrâneas. Era possível também localizar o arcossólio, formado de placa de mármore, colocada horizontalmente, que servia de sepultura para uma família inteira. Já se foi a época do sarcófago, caixão feito de pedra ou mármore, ou, a forma escavada nos pavimentos das criptas. Não se ouve mais falar dos cubículos que eram salas pequenas, nem cripta de que é uma sala maior escavada no subsolo. Hoje em dia são conhecidos como jazigos erguidos com tijolo e concreto revestidos de azulejos, mármores, granitos e outros materiais mais sofisticados, e também as sepulturas cavadas no solo. Além de todas essas formas de sepulcros, pode-se contar com o costume de alguns indianos o de depositarem seus mortos no rio Ganges. Existem ainda aqueles que cremam os corpos de seus entes queridos, dando um fim específico às suas cinzas, alguns guardam, outros enterram e ainda alguns jogam em lugares previamente determinados. Toda essa variedade de túmulo tem o propósito de fazer cumprir o que Deus já havia determinado a respeito do “[...] pó voltar à terra, como o era, e o espírito voltar a Deus, que o deu”, Ec.12.7.

Dentre todas essas tumbas, em todos os lugares, épocas, nunca se achou uma vazia, não no sentido do corpo ter sido exumado para fazer algum tipo de exame de DNA ou que tenha sido retirado clandestinamente. No decorrer de toda história humana, apenas uma cova ficou vazia, para todo sempre. Em nenhuma parte deste mundo, nem amigo, nem parente, nem transeunte pôde afirmar com toda veracidade, tal como afirmaram a respeito de Jesus de que “Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Vinde ver onde ele jazia”, Mt.28.6. Todos os mausoléus estão lacrados e o seu morto impossibilitado de sair, mas, o do corpo de Jesus “[...] está (com) a pedra [...] removida [...]”, Mc.16.4 para que todos os peregrinos visitem e percebam que Jesus não está presente, deitado ou embalsamado. Pelo contrário, está vivo, não neste lugar físico, mas no céu. Apenas um falecido atendeu a “[...] alta voz (de Jesus quando disse): Lázaro, vem para fora!”, Jo.11.43. O irmão de Marta e Maria saiu, para logo depois, não se sabe o tempo certo, voltou a ser sepultado porque “[...] os principais sacerdotes resolveram matar também Lázaro”, Jo.12.10.

A ressurreição de Jesus Cristo traz alegria para todo aquele que serve e “[...] crê no nome do unigênito Filho de Deus”, Jo.3.18. A “[...] grande alegria [...]”, Mt.28.8 é tanto presente quanto futura. Todo cristão quando lê as Escrituras descobre que Jesus Cristo é o seu mais íntimo “[...] amigo [...]”, Jo.15.15 no presente momento de sua filiação aceita pelo Pai Celeste. Ele se alegra para o futuro, não postumamente, porque de imediato já tem a plena certeza que será “[...] ressuscitado para (a) [...] vida [...]”, Jo.5.29 eterna, porque vai “[...] chegar a hora [...] em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem viverão”, Jo.5.25, e isto, é o bastante para todo servo de Jesus.

Por saber que somente a campa de Jesus está completamente vazia, todo “[...] aquele que confessa o Filho tem igualmente o Pai”, 1Jo.2.23 comemora, através da ressurreição de Jesus, neste dia, a vida recebida gratuitamente.

Rev. Salvador P. Santana

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