quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

FESTAS.


FESTAS
            Na cultura brasileira, a época do carnaval é uma data em que o povo se diverte para valer. É o tempo em que festas são alimentadas com todo tipo de bebida alcoólica, drogas ilícitas e foliões tentando a todo custo desabafar, desafogar, descarregar as angústias, tristezas, mágoas carregadas no decorrer do ano anterior e também as demais desavenças do início do ano em festa. É nesta festa que alguns foliões se enfeitam, se disfarçam com máscaras, rostos maquiados para esconder um pouco a sua identidade e deixar extravasar aquilo que não fariam perto da família ou de amigos do trabalho ou escola.
            Interessante notar que na festa carnavalesca as pessoas por mais simples ou importantes que sejam, tanto socialmente quanto espiritualmente, se igualam nos salões ou nas praças apropriadas para tais festejos. Percebe-se que até mesmo os mais tímidos do grupo social se enfeitam e saem para se divertir, pular, dançar, farrear, coisas que para eles é anormal em dias normais. Verdade é que muitos saem para se divertir, outros para fazer amizades, outros são arruaceiros, briguentos, trapaceiros.
            Na cultura judaica, o povo judeu comemorava muitas festas, mas entre tantas, existem três comemorações importantes: 1 – Páscoa (libertação do povo do Egito), 2 – Tabernáculos (lembrança das barracas no deserto e, 3 – Pentecostes (comemora a descida do Espírito Santo ou o término da colheita).
            É bom lembrar que em todas essas e demais festas que os judeus celebravam, tem um único significado: enquanto Deus conservar vivo o homem, ele pode e deve agradecer e glorificar a Deus, pois conforme o profeta Isaías, “a sepultura não [...] pode louvar (a) Deus, nem a morte glorificá-lo [...]” (Is 38.18).   
            Na cultura evangélica não existe uma data específica para uma festança tal como as citadas acima. Segundo o conceito evangélico, quaisquer meses, dias, horas ou épocas são próprias para se “alegrar por todo o bem que o SENHOR, teu Deus, te tem dado a ti e a tua casa [...]” (Dt 16.11).
            Interessante notar que, tanto no Velho quanto no Novo Testamento, os servos de Deus se alegravam com coisas triviais que aconteciam em suas vidas. Para todos eles era motivo de festa de levantar “[...] a voz do agradecimento [...] ao SENHOR [...]” (Jn 2.9). 
            A igreja de Filipos se dispôs a cuidar do apóstolo Paulo, enviando-lhe donativos. Paulo se “alegrou, sobremaneira, no Senhor porque [...] uma vez mais, (os Filipenses) renovaram a seu favor o [...] cuidado [...]” (Fp 4.10).
            Note que nesse texto não são citados tamborim, flauta, gaita ou outro instrumento músico para que pudessem regozijar-se. Essa “alegria, sobremaneira, (foi) no Senhor [...]” (Fp 4.10), pelo cuidado, amor, misericórdia em todos os momentos da vida.
            A alegria de Paulo não foi por causa das circunstâncias da vida, mesmo porque, o mesmo apóstolo declara que “[...] não (foi) por causa da pobreza, porque aprendeu a viver contente em toda e qualquer situação” (Fp 4.11). Paulo aprendeu “[...] estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias [...] teve experiências, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez” (Fp 4.12). O que causou alegria no coração de Paulo foi o Senhor “[...] que o fortaleceu” (Fp 4.13).
            O festejar do crente é totalmente diferente da que o mundo oferece. Essa alegria aproveitada nestes dias de carnaval é passageira, dura algumas horas ou dias, logo passa e pode ser cruel com muitos foliões – gravidez indesejada, DST’s, brigas, prisões, mortes. Faça a opção de cair fora dessa folia!
            É bom lembrar que a alegria oferecida por Cristo Jesus é eterna, isto porque, o prenúncio de Isaías é que; “os resgatados do SENHOR voltarão e virão a Sião com cânticos de júbilo; alegria eterna coroará a sua cabeça; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido (para toda a eternidade)” (Is 35.10).
            Qual festejo você prefere escolher para este final de semana? A festa que dura apenas uns dias ou a festa que dura eternamente? Pense a esse respeito.
            “Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal” (Pv 3.7) para você escolher uma festa que possa agradar a Deus.
            Rev. Salvador P. Santana

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