segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Mt.28.19, 20 - OS SACRAMENTOS COMO MEIO DE GRAÇA.


OS SACRAMENTOS COMO MEIO DE GRAÇA, Mt.28.19, 20.

Introd.:           Estudar os sacramentos como meio de graça devemos lembrar a incapacidade humana em prover as bênçãos concernente à sua própria existência, menos ainda, à sua salvação.
            Os meios da graça têm por objetivo conduzir os eleitos de Deus a uma comunhão maior com o Senhor da aliança.
            Os meios da graça são instrumento para o fortalecimento espiritual do crente.
            São meios que Cristo instituiu, e os utiliza, para comunicar a sua graça.
            Sem Cristo os meios de graças perdem sua eficácia, todavia, dependem da ação do Espírito Santo na sua aplicação.
1 – Os sacramentos e a comunicação da graça.
            O Catecismos Maior – 154. Quais são os meios exteriores pelos quais Cristo nos comunica os benefícios de sua mediação? Todas as suas ordenanças, especialmente a Palavra, os Sacramentos e a Oração; todas essas ordenanças se tornam eficazes aos eleitos em sua salvação.
            Eis o motivo de Jesus ordenar “ir, portanto, fazendo discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”, Mt.28.19.
            É preciso também “[...] perseverar na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações”, At.2.42.
            Não é à toa que devemos “ter cuidado de nós mesmos e da doutrina. Continuar nestes deveres; porque, fazendo assim, salvaremos tanto a nós mesmos como aos nossos ouvintes”, 1Tm.4.16.
            Outro meio que somos comunicados é quando “falamos entre nós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais”, Ef.5.19.
            Sendo assim, precisamos “tomar também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus”, Ef.6.17 para ser lida e praticada.                         
2 – Os sacramentos e a graça redentora de Cristo.
            A fim de combater os falsos mestres, Paulo escreve aos Colossenses dizendo que “nele (Jesus), também fomos circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo, tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fomos ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos”, Cl.2.11, 12.
            Os falsos mestres pediam a circuncisão da carne apenas como formalismo religioso, sem atentar para o fato de que, no N.T., a circuncisão fora substituída pelo batismo.
            Os falsos mestres “[...] ensinavam [...] que [...] se não [...] circuncidassem segundo o costume de Moisés, não podiam ser salvos”, At.15.1.
            A instrução de Paulo aos Gálatas é que “[...] em Cristo Jesus, nem a circuncisão, nem a incircuncisão têm valor algum, mas a fé que atua pelo amor”, Gl.5.6.
            Os falsos mestres não entendiam o verdadeiro significado da circuncisão, que desempenhava o papel de símbolo e sinal externo de algo que ocorre interiormente no indivíduo.
            É preciso reafirmar que “o SENHOR, nosso Deus, (desde o A.T. deseja que o homem) circuncida o seu coração e o coração de sua descendência, para amares o SENHOR, nosso Deus, de todo o coração e de toda a nossa alma, para que vivamos. (Também, no N.T., Paulo fala aos romanos que) [...] judeu é aquele que o é interiormente, e circuncisão, a que é do coração [...]”, Dt.30.6; Rm.2.29.
            Paulo afirma que “[...] fomos circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo [...]”, Cl.2.11, ou circuncidados em Cristo Jesus.
            William Hendriksen – C.N.T., Cl e Fm, SP, ECC apresenta a superioridade da circuncisão em Cristo.

DIFERENÇAS ENTRE AS CIRCUNCISÕES
           
Nova dispensação
Antiga dispensação
Realizada pelo Espírito Santo
Realizada pela mão humana
É de caráter interno
É de caráter externo
É removido o velho homem
É removida a pele
Chamada de circuncisão de Cristo
Chamada de abraâmica e mosaica

            A expressão “[...] despojamento do corpo da carne [...]”, Cl.2.11 tem o intuito de relembrar ao cristão que ele possuía uma nova vida, em Cristo.
            [...] Despojamento [...]”, Cl.2.11 aponta para a ideia de rompimento com a vida e apresenta que, no batismo, o crente abandona as vestes antigas e passa a usar roupas novas, “porque todos quantos fomos batizados em Cristo de Cristo nos revestimos”, Gl.3.27.  
            Por meio da obra de humilhação, Cristo conquistou para nós a obra do Espírito Santo, pois “[...] Ele foi (para o céu) [...] o Consolador [...] (foi) enviado (a nós)”, Jo.16.7.
            Foi o Espírito Santo que nos fez “[...] nascer de novo [...] quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus”, Jo.3.3, 5.
            É por este motivo que “[...] morremos, e a nossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus”, Cl.3.3.                                           
            A graça redentora de Jesus nos faz “[...] conhecer Cristo, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte”, Fp.3.10, então, Ele suprirá todas as necessidades do corpo e da alma, no tempo atual e na eternidade.                                        
            Paulo exalta o batismo e desaprova a continuidade do rito da circuncisão, se considerado como tendo algo a ver com a salvação.
            [...] Paulo [...] diz que, se nos deixarmos circuncidar/batizar, Cristo de nada nos aproveitará”, Gl.5.2 para a salvação.
            A clara implicação é que o batismo tomou o lugar da circuncisão.
            João declara que já desfrutamos no presente dos benefícios da vida eterna, pois todo crente que “[...] comer a [...] carne e beber o [...] sangue (de) Jesus tem a vida eterna, e Jesus o ressuscitará no último dia”, Jo.6.54.                      
            Por este motivo temos que “ensinar (os novos crentes) a guardar todas as coisas que (Jesus) nos têm ordenado. E eis que Jesus está conosco todos os dias até à consumação do século”, Mt.28.20.
            Já no tempo presente podemos desfrutar da pregação da Palavra de Deus, porque é só “examinar as Escrituras, porque julgamos ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim (Jesus)”, Jo.5.39.                             É bom lembrar que temos apenas o início das bênçãos vindouras, estamos esperando a consumação completa do reino de Deus, logo, “estamos plenamente certos de que aquele que começou boa obra em nós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus”, Fp.1.6.                                          
            A Ceia é um meio de graça que nos fortalece no presente tempo por meio da comunhão com o Filho de Deus, renovando nossa certeza de salvação em Cristo Jesus.
3 – Os benefícios da graça de Deus.
            O ponto inicial dessa graça “[...] é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”, Rm.6.23.                                    
            O benefício da graça diz respeito “[...] ao que me separou (Deus Pai) antes de eu nascer e me chamou pela sua graça [...]”, Gl.1.15.                               O benefício requer que eu seja “[...] salvo pela graça, mediante a fé; e isto não vem de nós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie”, Ef.2.8, 9.
            Temos que gravar em nossa mente que a “[...] graça [...] nos foi dada em Cristo Jesus”, 1Co.1.4.
            Somos beneficiados porque “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro)”, Gl.3.13.                                              É por este motivo que “[...] já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”, Rm.8.1.                                         
            Os sacramentos imprimem em nós a certeza de que estamos em comunhão, pois somos “[...] amados de Deus [...]”, Rm.1.7 e sendo de Deus, devemos “[...] pensar a mesma coisa, ter o mesmo amor, ser unidos de alma, tendo o mesmo sentimento (modo de entender, sentir, reagir e opinar)”, Fp.2.2.                                        
            Por meio da completa obra de Jesus de humilhação, Cristo conquistou para nós a obra do Espírito Santo, por isso, “[...] convinha que Jesus (fosse) [...] porque, se Ele não fosse, o Consolador não viria para nós [...] Ele foi [...] (e) nos enviou”, Jo.16.7.
            O Espírito Santo implanta nos corações a semente da nova vida, pois “[...] se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus [...] (e) quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus”, Jo.3.3, 5.
            Devemos entender que “[...] morremos (para o pecado), e a nossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus”, Cl.3.3.
Conclusão:      Os sacramentos como meios de graça nos fazem lembrar de nossa total dependência do Senhor.
            Os sacramentos são sinais do pacto e devemos entendê-los como instrumentos de redenção, a garantia fidedigna da vida em sua totalidade.
Aplicação:       Quanto você valoriza ao participar da Ceia do Senhor?


            Adaptado pelo Rev. Salvador P. Santana para E.D. – O batismo e a Ceia do Senhor – Palavra Viva – Rev. Christian Brially Tavares de Medeiros – ECC.


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