sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Mt.23.34-39 - JERUSALÉM.


JERUSALÉM

Mt.23.34-39



Introd.:           Cidade situada à 50km do mar Mediterrâneo e a 22km do mar Morto.

            Davi tornou Jerusalém a capital do reino unido.

            Salomão construiu nela o Templo e um palácio.

            Em 587 a.C. a cidade foi destruída por Nabucodonosor.

            Tito, general romano, destruiu a cidade em 70 d.C.

            O nome primitivo da cidade era Jebus.

            Na Bíblia é também chamada de Salém, cidade de Davi, Sião, cidade de Judá, cidade de Deus, a cidade do grande Rei.

            Jerusalém = “habita em você paz”.

            Jerusalém denota tanto a cidade em si como os seus habitantes.

            Jerusalém que está acima, que existe no céu, a Cidade de Deus fundamentada em Cristo, a Jerusalém celestial, a Nova Jerusalém, a habitação futura dos santos.

Nar.:    Jesus lamenta a situação de Jerusalém – cidade/povo.

Propos.:           Jesus tem um recado para cada um de nós.  

Trans.: A Jerusalém (eu e você) [...]

1 – São enviados profetas.

            O “por isso [...]”, Mt.23.34 de Jesus aponta para uma consequência em relação à nossa vida espiritual.

            A locução adverbial “[...] eis que [...]”, Mt.23.34 fala sobre algo inesperado que pode acontecer em nossa vida espiritual.

            Parece estranho essa atitude de “[...] Jesus nos enviar profetas (intérprete dos oráculos – mensagem de Deus revelada, aponta o pecado, mostra a verdade) [...]”, Mt.23.34.

            Todo crente precisa ser confrontado pelo “[...] profeta [...]”, Mt.23.34 a fim de buscar mudança – Davi.

            [...] Jesus nos envia [...] sábios (hábil nas letras, experto, instruído, teólogos que elaboram os melhores planos e meios para a sua execução) [...]”, Mt.23.34; só não aceita conselhos aquele que é ignorante.

            [...] E (veja que também precisamos de) escribas (interpreta a lei para nos mostrar qual o real sentido da Palavra de Deus aos nossos corações) [...]”, Mt.23.34.

            Interessante notar que nasce dentro do coração do crente o desejo de “[...] a uns matar [...]”, Mt.23.34 que fazem parte da própria irmandade.

            [...] A uns (outros com requintes de crueldade) [...] crucifica (fixar, fincar com estacas, destruir totalmente) [...]”, Mt.23.34 o seu próprio irmão.

            Perceba que Jesus parte da maior crueldade para a de menor intensidade.

            Veja que dentro das “[...] nossas sinagogas (casa de oração) outros (são) açoitados (padecimento, castigo) [...]”, Mt.23.34 pelas nossas próprias mãos.

            O mais interessante é que aqueles que não tem coragem de “[...] matar [...] crucificar [...] açoitar [...] (ele) persegue (afugenta) de cidade em cidade”, Mt.23.34 para não permanecer em nosso meio.

            Quem sou eu nesse meio?

            Jerusalém (eu e você) [...]

2 – Recebe em troco.

            Receber o troco é como o que sobra do envio dos profetas à cada um de nós para alertar sobre a nossa vida espiritual.

            Alerta; o que fazemos recebemos.

            A fala de Jesus é “para que sobre nós recaia [...]”, Mt.23.35 a maldade que fizemos, o amor que não demonstramos, a falta de perdão, companheirismo, dedicação.

            Mas veja que o que “[...] recai (sobre a vida de muitos é) todo o sangue justo derramado sobre a terra [...]”, Mt.23.35.

            Traz à memória de “[...] que todo aquele que [sem motivo] se irar contra seu irmão [...] proferir um insulto a seu irmão [...] e quem lhe chamar: Tolo [...]”, Mt.5.22 já matou.

            Não importa o tempo que já passou a sua matança, pode ser “[...] desde o sangue do justo Abel (Caim) até ao sangue de Zacarias, filho de Baraquias, a quem matastes entre o santuário e o altar”, Mt.23.35.

            Zacarias foi morto por ordem do “[...] rei Joás [...] (aquele), ao expirar, disse: O SENHOR o verá e o retribuirá (morto pelos seus próprios servos, 2Cr.24.25)”, 2Cr.24.22.

            Ninguém ficará impune pelo pecado cometido, porque é “em verdade (que) nos diz Jesus [...]”, Mt.23.36.

            Mais cedo ou mais tarde, aquilo que fizemos de mal ao próximo, ou “[...] que todas estas coisas (más praticadas) hão de vir sobre a presente geração”, Mt.23.36.

            A própria Jerusalém (eu e você) [...]

3 – Rejeita a bondade de Deus.

            O lamento sobre eu e você é duplo porque Deus conhece o nosso coração.

            Ao falar “Jerusalém (eu e você), Jerusalém (eu e você) [...]”, Mt.23.37 o texto deseja enfatizar que somos todos culpados.

            [...] Que (culpa temos, podemos perguntar. A resposta é que) matamos (nas palavras e ações) os profetas (aponta o nosso pecado) [...]”, Mt.23.37.

            [...] E apedrejamos (ferida-interior-exterior) os que nos foram enviados (para alertar a respeito do pecado cometido)! [...]”, Mt.23.37.

            A nossa rejeição é porque podemos contar “[...] quantas vezes quis Jesus (nos) reunir (como) os seus filhos [...]”, Mt.23.37 para amar, consolar, abençoar, sustentar, proteger, despertar para a vida.

            A analogia de Jesus para mostrar o seu grande amor é “[...] como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas [...]”, Mt.23.37 para proteger, livrar do inimigo, acolher, aquecer.

            Qual é a decisão de “Jerusalém (eu e você?) [...]”, Mt.23.37.

            Perceba que o verbo “[...] quisestes (está no pretérito perfeito do indicativo. Isso quer dizer que a ação teve o seu início e fim no passado) [...]”, Mt.23.37, aconteceu com os nossos pais.

            Mas “[...] e (hoje) nós queremos (ou) não [...] queremos [...]”, Mt.23.37 a proteção de Jesus?

            Jerusalém (eu e você) [...]

Conclusão:      Pode ser ficar deserta.

            O “[...] deserto”, Mt.23.38 tem calor excessivo, desidratação, tempestade de areia que afeta a respiração, animais peçonhentos que pode levar à morte.

            A matança dos profetas, o pagar com a mesma moeda e a rejeição pode tornar “[...] a nossa casa (coração) [...] deserta”, Mt.23.38.

            Eis que [...]”, Mt.23.38 Jesus continua advertindo a respeito da nossa vida espiritual.

            A “declaração (de) Jesus [...]”, Mt.23.39 para a igreja do primeiro século durou o espaço de uma semana.

            [...] Pois (para a igreja atual, vai demorar um pouco mais essa) declaração (ser concretizada em nossas vidas) [...]”, Mt.23.39.

            [...] Desde agora (ou desde quando aceitamos a Jesus), já não [...] vemos Jesus (face a face porque Ele está no céu) [...]”, Mt.23.39, mas podemos vê-Lo através da leitura bíblica.

            A igreja do primeiro século pôde “[...] ver Jesus, até que vieram a dizer: Bendito o que vem em nome do Senhor!”, Mt.23.39 no dia da entrada triunfal.

            Eu e você “[...] veremos Jesus [...]”, Mt.23.39 quando “[...] a cidade santa, a nova Jerusalém, que descerá do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo”, Ap.21.2.

            Jerusalém, esteja preparada!



            Rev. Salvador P. Santana

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