terça-feira, 28 de abril de 2020

1Co.7.1-9 - A NOITE DE NÚPCIAS.

A NOITE DE NÚPCIAS, 1Co.7.1-9.

            Adaptado pelo Rev. Salvador P. Santana para Escola Dominical – Nossa fé – Falsas expectativas no casamento – Lições adaptadas dos livros “O que você esperava? Paul David Tripp e Casamento temporário, de John Piper – ECC – Autoria dos roteiros do aluno – Rev. Jônatas Abdias de Macedo.

Introd.:            É o casamento puramente sexo?
            O sexo tem importância menor do que pensamos?
            Qual é a satisfação ideal do sexo?
            O que esperar da noite de núpcias?
            As muitas respostas vindas de várias fontes ao nosso redor, podemos assumir expectativas muito distantes da realidade.
            Deus regula essa área da vida como faz com todas as demais, o que nos permite abrigar expectativas que não se frustrarão no futuro, sabendo o que esperar do sexo no casamento, cujo início se dá na noite de núpcias.
1 – O que esperar?
            Sexo. Muitos entram no casamento sem o devido preparo para ele.
            Paulo fala: “Quanto ao que me escrevestes, é bom que o homem não toque em mulher”, 1Co.7.1.
            “[...] O homem não tocar em mulher”, 1Co.7.1 é devido à falta de amor ao cônjuge, não ser responsável, o não desejo pelo sexo, não gostar de trabalhar, não manter o sustento financeiro.
            É por este motivo que “o marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também, semelhantemente, a esposa, ao seu marido”, 1Co.7.3, caso contrário, pode haver discórdia, cobiça, adultério, neste caso, é melhor que “[...] o homem não toque em mulher”, 1Co.7.1.
            Aquele que estabeleceu o casamento como uma instituição e teve a fantástica ideia de criar o sexo nos deu toda a orientação para desfrutarmos dele da melhor maneira.
            Não importa qual tenha sido a experiência anterior, recém-casados devem chegar à noite de núpcias vendo-se a si mesmos como principiantes na aventura do sexo bíblico.
            Na noite de núpcias o casal “não (pode) [...] privar um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e, novamente, vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência”, 1Co.7.5.
            O relacionamento sexual no casamento torna-se um processo de descobrir como deleitar o cônjuge com o próprio corpo.
            Esse deleitar-se é quando a mulher “[...] encontra logo o amado da sua alma; agarra-se a ele e não o deixa ir embora [...]”, Ct.3.4.
            A aventura permanece durante o tempo em que ambos forem vivos.
            Os cônjuges precisam “pôr (um e outro) como selo sobre o seu coração (aprende amar), como selo sobre o seu braço (compromisso), porque o amor é forte como a morte (não acaba), e duro como a sepultura, o ciúme (desaparece); as suas brasas são brasas de fogo, são veementes labaredas”, Ct.8.6 que pode corroer o relacionamento.
            Não espere que as primeiras experiências sexuais sejam delirantes.
            O sexo não é uma questão de desempenho, não é uma atividade voltada para uma meta.
            O casamento é um evento, uma experiência onde o casal deve dizer um ao outro: “Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu; ele pastoreia entre os lírios”, Ct.6.3.
            Cada experiência será crescentemente prazerosa e glorificará a Deus, por isso, “[...] tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai”, Cl.3.17.
2 – Princípios gerais.
            Vivemos numa sociedade obcecada por sexo.
            Essa obsessão acontece desde quando “[...] por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram”, Rm.5.12.
            Paulo fala que, “[...] por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido”, 1Co.7.2 a fim de se manterem puros.
            A sociedade se deleita na lascívia – inclinação para o sexo, muda de cultura para cultura, mas a tentação é universal.
            A tentação é tão verdade que, “se dissermos que não temos cometido pecado, fazemos (Deus) mentiroso, e a sua palavra não está em nós”, 1Jo.1.10.
            Por este motivo devemos reconhecer que “[...] cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz”, Tg.1.14.
            Mas nada disse muda o fato de a intimidade conjugal ser o presente de Deus àqueles que assumem a santa aliança do matrimônio, uma dádiva para ser desfrutada por um homem e uma mulher no casamento.
            O propósito da sexualidade é aumentar o relacionamento marital e robustecer o companheirismo e a unidade do casal, e isso inclui ter filhos.
            A – Regular e satisfatório.
            É a vontade de Deus que todo casal cristão, regularmente desfrute a melhor e mais íntima relação conjugal.
            Paulo fala: “não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e, novamente, vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência”, 1Co.7.5.
            O princípio bíblico exige que cada parceiro saiba reconhecer e responder aos desejos do seu cônjuge.
            O parceiro que tem menos desejo deveria estar disposto a ceder aos desejos do parceiro que tem o desejo mais forte para ajudá-lo a não “[...] viver abrasado”, 1Co.7.9.
            O parceiro com o desejo mais forte e mais frequente também deveria estar disposto a demonstrar seu amor por seu cônjuge limitando ocasionalmente a frequência dos encontros sexuais em consideração “[...] por algum tempo, para se dedicar à oração e, novamente, se ajuntar, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência”, 1Co.7.5                    
            Não se deve determinar qualquer número de vezes por semana, mas os cônjuges devem fazer de tudo para “não [...] privar um ao outro [...]  (entrar em) mútuo consentimento [...] (se) dedicar à oração [...] para que Satanás não vos tente por causa da incontinência”, 1Co.7.5.
            “[...] Para que Satanás não vos tente por causa da incontinência”, 1Co.7.5 tem a finalidade de evitar a tentação de encontrar satisfação sexual com outra pessoa.
            Deus nunca pretendeu que o sexo fosse tratado simplesmente como um meio de satisfação pessoal, por isso, “a mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim o marido; e também, semelhantemente, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim a mulher”, 1Co.7.4.
            O casamento significa que nosso corpo é reivindicado por Deus para agradar e servir a outra pessoa.
            O único lugar adequado para o intercurso sexual é no casamento para que os cônjuges se empenham em saciar um ao outro.
            Em Provérbios as palavras “[...] saciar [...] e embriagar [...]”, Pv.5.19 têm o sentido de estar intoxicado.
            Esse é o único versículo na Bíblia que o encoraja a embriaguez, não com álcool, mas com os prazeres que vêm das relações sexuais com o cônjuge, ordenadas por Deus.
            A satisfação mútua é esperada na medida em que ambos aprendem a se comunicar um com o ouro e a “servir uns aos outros [...]”, 1Pe.4.10.
            Homens tendem a buscar e alcançar satisfação mais rapidamente que as mulheres. Mas se queremos viver em obediência a Deus, devemos levar em consideração que “o marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também, semelhantemente, a esposa, ao seu marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim o marido; e também, semelhantemente, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim a mulher”, 1Co.7.3, 4.
            Por este motivo, “[...] para que Satanás não nos tente [...]”, 1Co.7.5, devemos controlar os nossos pensamentos e desejos durante a relação conjugal e disciplinar o corpo a fim de ter como objetivo dar mais prazer sexual ao cônjuge do que receber algo dele.
            Não é de se admirar que em outro evangelho é falado: “Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula (para satisfazer ao outro); porque Deus julgará os impuros e adúlteros”, Hb.13.4.
            B – Importante, mas não é tudo.
            Pode parecer que o casamento consiste puramente de sexo.
            Paulo fala algo interessante “[...] aos solteiros e viúvos dizendo que lhes seria bom se permanecessem no estado em que também ele vivia”, 1Co.7.8.
            O sexo é um doce dever, cujo cumprimento nos enche de alegria.
            Não espere que o sexo perfaça uma parcela tão grande da vida conjugal. Sexo não é tudo, nem é vida.
            Todo homem precisa controlar seus desejos por comida, dinheiro e boas e prazerosas atividades, cuidando para que não se tornem excessos.
            Paulo, continua falando “[...] aos solteiros e viúvos [...]”, 1Co.7.8, “caso, porém, não se dominem, que se casem; porque é melhor casar do que viver abrasado”, 1Co.7.9.
            Todo homem deve aprender a moderar seu desejo por sexo para que não ocupe um lugar na sua vida maior do que é lícito.
            Qualquer desejo excessivo, assim como o sexo, pode se tornar idolatria.
3 – O prazer da pureza.
            Quando o escritor de Hebreus fala sobre “[...] o leito sem mácula [...]”, Hb.13.4, é uma clara referência à sexualidade sem vícios, sem intromissão alheia, sem adultério, prostituição, homossexualismo, isto porque, o sexo no casamento foi planejado por Deus como algo puro e bom.
            Sexo no contexto do casamento não é pecado, fora do matrimônio ele é.
            A – Motivação correta.
            Motivos para manter relações com os cônjuges.
            Todos têm hormônios e eles são os maiores motivos para a intimidade conjugal, estaremos em apuros quando eles nos faltarem ou nos dirigirem em direção ao pecado.
            A motivação maior para o dever sexual é o amor.
            O amor é demonstrado quando “o marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também, semelhantemente, a esposa, ao seu marido”, 1Co.7.3.
            Provar o amor que tem pelo outro é quando “a mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim o marido; e também, semelhantemente, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim a mulher”, 1Co.7.4.
            A forma de amar é “não se privar um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e, novamente, vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência (não se dominar)”, 1Co.7.5.
            O amor é uma obrigação mútua.
            B – Marcas do passado.
            Não podemos deixar de tocar em um assunto frequentemente evitado: aqueles que tiveram uma experiência sexual anterior ao casamento.
            Paulo “queria que todos os homens (servos de Deus) sejam tais como também ele sou (era; solteiro ou viúvo); no entanto, cada um tem de Deus o seu próprio dom (para o casamento); um, na verdade, de um modo; outro, de outro”, 1Co.7.7.
            Deus requer que os homens se casem puros e mantenha o casamento puro. Isto significa que o casal não dever ter qualquer contato sexual antes do casamento.
            Muitos tiveram uma experiência ruim antes do casamento. O sexo se tornou para ele sujo, vergonhoso e perigoso.
            Mesmo no casamento as lembranças passadas podem vir a se tornar um dever desagradável, um mal necessário, e não delicioso encontro de dever e desejo.
            Faz bem ao casal “pensar nos dias de outrora, trazer à lembrança os anos de passados tempos”, Sl.77.5 que possa dar prazer e não desgosto.
            Tendo tido ou não uma experiência sexual anterior, traumática ou não, o crente encontrará forças na graça redentora cujo perdão nos aproxima do Deus que nos ama de forma eterna, rica, carinhosa e pura.
            Faça do seu relacionamento sexual um lugar seguro neste mundo inseguro.
            C – Barreiras pecaminosas.
            Podemos ser tentados pelo “sexo solo”, fantasias, pornografia e /ou masturbação.
            Essas tentações são comuns, mas não estão, de modo algum, fora do alcance da graça de Deus.
            Paulo fala que “não nos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejamos tentados além das nossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, nos proverá livramento, de sorte que a possamos suportar”, 1Co.10.13.
            Para os casados, o caminho do livramento da tentação sexual passa pela comunhão com o Senhor e com sua Palavra, e conduz ao seu cônjuge.
            Eis o motivo de “o marido conceder à esposa o que lhe é devido, e também, semelhantemente, a esposa, ao seu marido”, 1Co.7.3 para evitar a tentação.
            Muitos problemas surgem no casamento quando o casal ou um dos cônjuges se volta para a pornografia na expectativa de uma experiência sexual tal qual sugerida pelo material pornográfico, algo longe de ser praticável com um cônjuge cristão.
            Ao listar “[...] as obras da carne (Paulo fala que elas) são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia”, Gl.5.19, que é uma pessoa desregrada para o sexo.
            E no desregramento para o sexo, a pessoa tem a expectativa de que o parceiro esteja sempre disponível, como nos filmes, mas é bom lembrar que a “[...] privação (pode ser) [...] por mútuo consentimento, por algum tempo, para se dedicar à oração e, novamente, se ajuntarem, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência”, 1Co.7.5.
            Filmes não mostram a verdadeira demonstração de amor, mas de autossatisfação egoísta.
            Quem deseja se preparar para uma noite de núpcias apropriadamente, não deve manter só o seu corpo longe da impureza, mas sua imaginação também.
            A exortação bíblica é que, “[...] tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o seu pensamento”, Fp.4.8.
4 – Uma palavra sobre privação.
            Paulo fala para o casal a respeito de “[...] algum tempo, para se dedicarem à oração e, novamente, se ajuntarem [...]”, 1Co.7.5 como outro lado da vida sexual.
            Muitos podem valorizar a vida espiritual em detrimento do papel e lugar do sexo. Mas o sexo deve ser visto como um dos muitos deveres devocionais do casal, assim, “[...] para que Satanás não vos tente por causa da incontinência”, 1Co.7.5.
            Paulo “[...] nos diz isto como concessão (sugestão) e não por mandamento”, 1Co.7.6 de Deus.
            É possível que muitos casais não perdem tempo para orar ou que leva a sério a oração.
            Deus vê o sexo como central e vital para o relacionamento mais íntimo que duas pessoas podem ter.
            Muitos casais podem ter um choque mental – oração e sexo ao mesmo tempo?
            Sim, é “[...] Deus (quem) [...] abençoou (homem e mulher) e lhes disse: Sede fecundos [...]”, Gn.1.28 através do sexo, portanto é um presente de Deus.
            O sexo deve ser recebido com gratidão e administrado com fidelidade.
            A oração pode ser uma parte totalmente apropriada de sua vida sexual, ou até um ingrediente que esteja faltando, por isso, “orai sem cessar”, 1Ts.5.17.
            Pauto continua dizendo que “não (devemos) [...] privar um ao outro [...]”, 1Co.7.5.
            Quando privamos nosso cônjuge da aventura da devoção sexual, nós o deixamos desprotegido, sujeito a tentações físicas e emocionais que pode tornar o casamento vulnerável a ações e hábitos destrutivos.
            Por isso, “não nos privemos um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para nos dedicarmos à oração e, novamente, nos ajuntarmos, para que Satanás não nos tente por causa da incontinência”, 1Co.7.5.
Conclusão:      O começo do contato sexual no casamento é como a chegada de um novo músico na orquestra.
            Treino, dedicação e interesse farão do músico alguém apto para integrar o conjunto, para não somente aprender a tocar a mesma música, mas fazê-lo de modo harmonioso.
            O casal precisa aprender a tocar a mesma música do sexo, e o corpo do outro é o seu instrumento.
            A obrigação do músico é tocar com doçura a canção do amor que envolve conhecer o instrumento e tocá-lo afinadamente.
            A metáfora musical oferece uma visão atraente da beleza de um marido e de uma esposa que servem um ao outro durante a relação conjugal.
Aplicação:       1 – Prepare-se, mantendo puro corpo e mente;
            2 – Esteja preparado para ser mais paciente do que afoito e proporcionar mais prazer do que receber;
            3 – Busquem, como objetivo comum, organizar horário e ambiente de modo que possam, com fidelidade, dar-se aos direitos conjugais.
           
             
           

Rev. Salvador P. Santana


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