quarta-feira, 23 de maio de 2018

Cl.1.13-23 - A SUPREMACIA DE CRISTO.


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A SUPREMACIA DE CRISTO, Cl.1.13-23.



Objetivo:         Conhecer a superioridade absoluta de Cristo.

Nar.:    Jesus é o tema central de Colossenses.

            Ele é o Cristo exaltado. Ele é o criador e mantenedor de tudo.

            Jesus é tudo em todos. Ele é o único caminho para Deus, a única verdade absoluta e universal e a única fonte de vida física e espiritual.

            Jesus é o único Salvador, mesmo porque, “[...] não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos”, At.4.12.

            O cristianismo pode ser resumido na Pessoa de Jesus. Ser cristão é ter a Cristo, como Senhor e Salvador.

            É por isso que as forças do inferno tentam confundir a cabeça do homem acerca da pessoa e obra de Jesus.

            A mídia ataca cruelmente a pessoa de Cristo e o foco é sempre o mesmo: destruir a dignidade da sua pessoa e a suficiência da sua obra de salvação.

            A carta aos Colossenses é uma defesa da supremacia de Cristo contra os ataques de uma seita gnóstica (conhecimento liberta) que reunia elementos da filosofia, do judaísmo, do misticismo e do ascetismo (negar a si mesmo).

            Os hereges defendiam que os cristãos precisavam de algo mais além de Cristo.

            Hinduísmo – o destino do homem não depende de nenhum dos seus deuses, mas do esforço humano.

            ICAR – Fora do catolicismo não há salvação.

            Islamismo – A salvação é alcançada apenas adorando a Deus.

            Espiritismo – Salva-se pela elevação espiritual através do sofrimento.

            Mormonismo – A salvação é pelas obras, obediência aos preceitos e às cerimônias da igreja.

            Adventista do 7º Dia – Será salvo somente aqueles que guardarem o sábado e os nove mandamentos.

            TJ – Somente os 144 mil irão para o céu. Os demais viverão na terra sob o domínio de Cristo e da sua igreja no céu.

            É por este motivo que a carta aos Colossenses fala sobre [...]    

1 – A supremacia de Cristo na Salvação.

            Paulo explica a salvação como uma operação de resgate.

            O texto fala que “Ele (Deus) nos libertou do império (forças demoníacas) das trevas [...]”, Cl.1.13 porque “[...] estávamos servilmente sujeitos aos rudimentos do mundo [...] éramos, por natureza, filhos da ira [...] éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros”, Gl.4.3; Ef.2.3; Tt.3.3.

            Devido o grande amor de Deus, Ele resolveu “[...] nos transportar para o reino (sob o governo) do Filho do seu amor”, Cl.1.13, é por este motivo que Deus “[...] nos deu vida juntamente com Cristo, —pela graça somos salvos”, Ef.2.5.

            É bom notar que “no qual (ou seja, em Cristo Jesus) temos a redenção (libertação do cativeiro, sofrimento da alma, pecado que nos assedia e da morte espiritual e eterna) [...]”, Cl.1.14.

            A supremacia de Cristo é capaz de nos oferecer “[...] a remissão (livramento da escravidão) dos pecados (apagados da memória de Deus como se nunca tivessem sido cometidos)”, Cl.1.14.

            Perceba que somente “Deus [...] (é quem pode) apagar as nossas transgressões por amor de dEle e dos nossos pecados (Deus) não se lembra”, Is.42.25.

            Ora, temos um Deus que, em Jesus Cristo é capaz “[...] perdoar a iniquidade e se esquecer da (nossa) transgressão [...] (por isso) o SENHOR não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na misericórdia. (E o melhor, Deus) tornará a ter compaixão de nós [...] e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar”, Mq.7.18, 19.

            Deus é o autor da salvação.

            Deus é o autor ou o sujeito desta ação de resgate pois “Ele nos libertou do império (domínio) das trevas [...]”, Cl.1.13.

            A salvação é, portanto, um ato soberano e intencional do Senhor.

            Paulo declara que “[...] tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação”, 2Co.5.18.

            Deus liberta, transporta, perdoa e reconcilia pessoas usando a instrumentalidade de outras pessoas.

            A salvação é um resgate ou um traslado.

            Ele (Deus) nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor”, Cl.1.13.

            O verbo “libertar” significa salvar, liberta de algum tipo de servidão ou escravidão.

            A palavra império significa autoridade ou poder.

            Ele (Deus) nos libertou [...]”, Cl.1.13 do poder, da autoridade e do domínio de Satanás, “[...] o deus deste século (que) cega entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus”, 2Co.4.4.

            Ele (Deus) [...] nos transportou [...]”, Cl.1.13, isto é, removeu, transferiu e conduziu em traslado.

            Este transporte é comparado a uma remoção ou migração de um povo após uma grande vitória.

            Este traslado tem quatro características:

            1 – É um traslado do poder de Satanás para o senhorio de Jesus;

            2 – É um translado do império das trevas para o reino da luz;

            3 – É um traslado da escravidão para a liberdade (redenção);

            4 – É um traslado da condenação para o perdão ou remissão de pecados “porque, quando éramos escravos do pecado, estávamos isentos em relação à justiça. Naquele tempo, que resultados colhemos? Somente as coisas de que, agora, nos envergonhamos; porque o fim delas é morte. Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, temos o nosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna; porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”, Rm.6.20-23.

            O resgate fundamenta-se na obra de Jesus Cristo.

            Paulo destaca no texto áureo que “no qual (em Jesus) temos a redenção [...]”, Cl.1.14, a nossa libertação pelo pagamento de um resgate.

            Jesus pagou o preço pelo qual “[...] fomos resgatados [...] pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo [...] manifestado [...] por amor de nós que, por meio dele, temos fé em Deus [...]”, 1Pe.1.18-21.

            Perceba que a ação de resgate é do próprio Deus, “Ele nos libertou (resgatou) do império das trevas [...] para o reino do Filho [...]”, Cl.1.13.

            E, através do Filho Jesus, “no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça”, Ef.1.7.

            É por este motivo que “agora, porém, nos reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua morte, para apresentar-nos perante ele santos, inculpáveis e irrepreensíveis”, Cl.1.22.

            E então, “o (próprio Jesus) [...] foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação”, Rm.4.25.

            A obra da salvação é resumida: Deus nos libertou, Deus nos transportou, Deus nos redimiu e Deus nos perdoou.

            Após explicar a nossa salvação, Paulo apresenta [...]

2 – A supremacia de Cristo na criação.

            O trecho de Colossenses 1.15-20 forma uma unidade, que provavelmente foi a letra de um hino cantado pela Igreja Primitiva.

            A primeira parte, 1.15-17 trata da supremacia de Cristo na criação e a segunda parte, 1.18-20, a supremacia de Cristo na Igreja ou na nova criação.

            Jesus é a imagem do Deus invisível.

            Jesus reflete a pessoa de Deus tal qual um espelho.

            Se alguém quer saber quem é Deus deve olhar para Jesus somente, pois “este é a imagem do Deus invisível [...]”, Cl.1.15.

            [...] A (palavra) imagem [...]”, Cl.1.15 indica duas verdades:

            1 – Jesus é o próprio Deus “porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade”, Cl.2.9, Ele é “[...] o Deus bendito para todo o sempre [...]”, Rm.9.5 e o evangelho de João declara: “Eu e o Pai somos um”, Jo.10.30;

            2 – Jesus é a revelação perfeita de Deus, porque “ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou”, Jo.1.18, portanto, “[...] quem [...] vê a Jesus vê aquele (o Pai) que (o) [...] enviou”, Jo.12.45.

            Jesus é o primogênito de toda a criação.

            Jesus é [...] o primogênito de toda a criação”, Cl.1.15 e a tem por “[...] direito de primogenitura”, Gn.25.31 para exercer a mais alta posição de honra.

            Paulo, no verso 16 apresenta três aspectos desta posição:

            1 – “Pois, nele (Jesus), foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades [...]”, Cl.1.16;

            2 – “[...] Tudo foi criado por meio dele (Jesus) [...]”, Cl.1.16;

            3 – “[...] Tudo foi criado [...] para ele (Jesus)”, Cl.1.16.

            Jesus é pré-existente à criação.

            Ele (Jesus) é antes de todas as coisas [...]”, Cl.1.17.

            Jesus já existia antes da criação, pois “no princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus [...] (até mesmo) antes que Abraão existisse, EU SOU (disse Jesus)”, Jo.1.1; 8.58.

            É por este motivo que “[...] nele (em Jesus), tudo subsiste”, Cl.1.17.

            Jesus já era Deus “[...] glorioso [...] (com o) Pai [...] antes que houvesse mundo”, Jo.17.5.

            Isso derruba todo conceito panteísta que afirma que Deus é tudo e tudo é Deus.

            Jesus é o criador e a criação não é uma extensão da sua pessoa. Ele é anterior à criação.

            Jesus é o sustentador da criação.

            A criação, “[...] todas as coisas (é) preservada) sustentada [...] pela palavra do seu poder [...]”, Hb.1.3, “[...] nele, tudo subsiste (perdura, sobrevive)”, Cl.1.17.

            Toda a criação se firma e prossegue em coerência por causa de Jesus.

            Jesus Cristo é superior à criação.      

            Ele exerce superioridade criando, preservando e guiando tudo para sua própria glória.

            A supremacia de Cristo traz tranquilidade ao crente quanto ao futuro da história.  

3 – A supremacia de Cristo na nova criação.

            A igreja é a nova criação de Deus, pois “[...] se alguém está em Cristo, é nova criatura [...]”, 2Co.5.17.

            Paulo apresenta cinco aspectos da supremacia de Cristo:

            Jesus é a cabeça ou o chefe da igreja.

            Trata-se de uma relação inseparável de Cristo com a igreja pois “Ele é a cabeça do corpo, da igreja [...]”, Cl.1.18.

            Jesus é quem comanda a igreja assim como o cérebro comanda o corpo humano;

            Jesus é o princípio da igreja.

            Jesus é a causa e razão da existência da igreja, povo de Deus. Isto porque “[...] Ele é o princípio [...]”, Cl.1.18.

            O corpo não é uma entidade, mas um organismo vivo, “[...] o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo. Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo [...]”, 1Co.12.12, 13.

            Jesus é “[...] o fundamento (da igreja) [...] sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular”, Ef.2.20;

            Jesus é “[...] o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia”, Cl.1.18.

            Jesus é o precursor de uma nova criação porque “[...] de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem”, 1Co.15.20.

            É por este motivo que, pela ressurreição de Cristo, “[...] Jesus vive, nós também viveremos”, Jo.14.19.

            Sendo assim, a ressurreição de Jesus garantiu a ressurreição de todos os seus discípulos a fim de que “Ele [...] tenha primazia [...] em todas as coisas [...]”, Cl.1.18.

            Jesus é a residência de toda a plenitude divina.

            Toda a plenitude da divindade (poder, atributos e glória divina) está em Jesus “porque aprouve (boa vontade) a Deus que, nele (Jesus), residisse toda a plenitude (completa de Deus)”, Cl.1.19.

            Paulo quer dizer que Jesus Cristo é poderoso e suficiente para suprir todas as necessidades espirituais da igreja.

            A plenitude da divindade é uma fonte de bênçãos para a igreja.

            Jesus é o reconciliador de todas as coisas.

            Pelo motivo de Jesus ter “[...] havido feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliou consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra (homens), quer nos céus (anjos)”, Cl.1.20.

            É preciso saber que é somente “[...] mediante a fé, (que) temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo”, Rm.5.1.

            Paulo fala do quádruplo propósito da reconciliação:

            1 – Tornar a igreja uma comunidade de pessoas escolhidas, mesmo porque “[...] a nós outros (escolhidos) também que, outrora, éramos estranhos e inimigos no entendimento pelas nossas obras malignas”, Cl.1.21;

            2 –       Nos faz amigos de Deusagora, porém, vos reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua morte [...]”, Cl.1.22;

            3 –       Nos[...] apresenta perante Deus santos (separados para servir) [...]”, Cl.1.22;

            4 –       Nos[...] apresenta [...] inculpáveis (sem defeito, perfeito) e irrepreensíveis (não pode ser julgado, não acusado)”, Cl.1.22.

            Para que isso aconteça, precisamos “[...] perseverar até o fim, esse será salvo”, Mt.24.13, “[...] ser firme, inabalável e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o nosso trabalho não é vão”, 1Co.15.58.

            Por este motivo Paulo fala que, “se é que permanecemos na fé, alicerçados e firmes, não nos deixando afastar da esperança do evangelho que ouvimos e que foi pregado a toda criatura debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, me tornei ministro”, Cl.1.23, devemos assim ficar; firmes reconhecendo a supremacia de Cristo.

Aplicações práticas:    Jesus é o dono e o chefe da sua igreja.

            Jesus e a garantia da nossa futura ressurreição.

            Jesus é o reconciliador de todas as coisas.



            Adaptado pelo Rev. Salvador P. Santana para E.D. – Filipenses e Colossenses – Cristo: Nossa alegria e suficiência – Rev. Arival Dias Casimiro – Z3.

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