sexta-feira, 19 de maio de 2017

VAI BEM O JOVEM?


VAI BEM O JOVEM?

            “[...] Vai bem o jovem [...] ? [...]” (2Sm 18.29). Esta deve ser a pergunta costumeira feita por si mesmo e a todos os jovens, em especial, aos jovens presbiterianos.

            A pergunta precisa ser insistente, devido ao grande número de jovens aparecem em noticiários de que a droga, o dirigir descontroladamente, o envolver-se com a prostituição, os assaltos, sequestros, as más amizades estão ceifando suas vidas e de toda a sua família.

            Deve-se perguntar ao jovem de qualquer classe social, qualquer raça, cor ou religião; ninguém pode ficar sem ouvir ou fazer esta pergunta.

            O jovem do texto é Absalão, um dos filhos do rei Davi. Houve algumas ressalvas, mas, praticamente, quase todos os atos praticados por este jovem demonstraram que ele era rebelde (revoltado contra a autoridade, teimoso).

            Por esse motivo o seu pai, por duas vezes fez a mesma pergunta a Aimaás, filho do sacerdote Zadoque e ao etíope, um dos servos de Davi (2Sm 18.22). Estes homens foram enviados pelo comandante Joabe para dar as boas novas ao rei.

            A ansiedade para obter resposta à pergunta feita pelo rei é devido o passado do jovem ter sido cheio de ódio, suborno, morte e traição. Absalão foi muito astuto na vingança contra seu irmão Amnom, que abusou de Tamar.

            Logo no início “[...] Absalão [...] (passou a) odiar a Amnom, por ter este forçado a Tamar, sua irmã” (2Sm 13.22). É a partir desse momento de raiva, ódio e desprezo que os demais crimes se aperfeiçoam em sua forma cruel.

            Todos os seus crimes foram premeditados. Talvez com o desejo de manter a sua reputação diante do império, o jovem contratou alguns assassinos “[...] dando ordens aos seus moços, dizendo: [...] quando o coração de Amnom estiver alegre de vinho [...]: matai-o [...]” (2Sm 13.28) e assim foi feito.

            Já não existia mais nenhum lugar sossegado, onde o filho que causara tanta preocupação pudesse viver em paz, logo teve que “[...] fugir [...] (por) três anos. Então, o rei Davi cessou de persegui-lo [...] porque já se tinha consolado acerca de Amnom, que era morto” (2Sm 13.38,39).

            Passaram-se cinco anos desde que Amnom tinha sido assassinado de modo traiçoeiro e cruel, e durante esse tempo Absalão e Davi se viram apenas duas vezes, sendo que na segunda vez, como que num gesto de amabilidade e perdão, “[...] o rei beija a Absalão” (2Sm 14.33).

            Sem saber, Davi se despede para sempre de seu filho porque este “[...] furtou o coração dos homens de Israel [...] (para) conspirar (contra seu pai e o reino de Israel) [...]” (2Sm 15.6,12).

            O final da história é triste para o jovem Absalão. Parece até que o rei Davi percebia o que estava para acontecer. Mesmo sendo perseguido por seu filho, Davi “dá ordem [...] (aos comandantes de tropa) a Joabe, a Abisai e a Itai, dizendo: Tratai com brandura o jovem Absalão, por amor de mim [...]” (2Sm 18.5).

            Mas não existe outro desfecho, os homens de Davi se encontram com “[...] Absalão montado no seu mulo [...] (e o jovem fica) preso [...] pela cabeça [...] pendurado entre o céu e a terra [...]” (2Sm 18.9).

            E o mais inesperado acontece: “[...] Joabe [...] toma três dardos e traspassa com eles o coração de Absalão [...]” (2Sm 18.14).

            É por esse motivo que o rei Davi ainda insiste na pergunta: “[...] Vai bem o jovem [...] ? [...]” (2Sm 18.29).

            A insistência é para alertá-lo contra os perigos que a vida tem oferecido para você jovem presbiteriano. A persistência é para você fugir o mais rápido possível de toda e qualquer facilidade para pecar que os seus amigos e parentes tem ofertado a você.

            Mocidade Presbiteriana, caso vocês tenham observado que o final de suas vidas caminha para ser igual ou pior que o de Absalão, o conselho de Deus para vocês é único: “[...] se converta dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua (vida) [...]” (2Cr 7.14).
     Rev. Salvador P. Santana

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