terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

DESENTENDIMENTO.

DESENTENDIMENTO
            Onde houver uma reunião de animais irracionais você perceberá que há entre eles desentendimento. Procure e verá em uma alcateia faminta a procura de um frango à solta no quintal ou uma vara em discórdia por uma porção de milho jogado ao chão.
            É possível perceber uma brutalidade tal de desentendimento entre os animais irracionais a ponto de rasgarem-se uns aos outros, e podem chegar à morte.
            Mas o que é interessante notar em animais irracionais é que, após o desentendimento, tudo volta à normalidade, continuam vivendo normalmente. Decorrido algum tempo, novos desentendimentos surgem, para logo depois, levarem uma vida unidos em comunidade.
            Tire agora a sua visão investigatória dos animais irracionais e olhe mais firmemente para o animal racional ou, se preferir, os seres humanos, pode ainda ser a sua própria pessoa. Veja as semelhanças: Um é irracional e briguento, o outro é racional briguento e o mais intrigante, vingativo.
            Devido ao homem ser racional, semelhante a Deus, então, cada um é responsável pelos seus próprios atos pelo motivo de que, “[...] não há criatura que não seja manifesta na [...] presença (de) Deus; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas” (Hb 4.13). Fique atento, pois “[...] cada um [...] dará contas de si mesmo a Deus” (Rm 14.12).
            Todos sabem que o desentendimento faz parte da vida cotidiana de cada indivíduo, não que isso seja uma regra, mas é necessário para o amadurecimento espiritual.
            Agora, não tome como desculpa o amadurecimento espiritual e viva a contender constantemente com todos que encontrar pela frente. Saiba que o desejo de Jesus é que cada um “[...] ame uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus” (1Jo 4.7).
            Verdade é que, agindo com amor para com o próximo, os desentendimentos serão mais espaçados, mais raleados, menos frequentes e, quando ocorrerem, haverá mais possibilidade de reconciliação, isto porque, a ideia é de que você “[...] é nascido de Deus e conhece a Deus” (1Jo 4.7).      
            É possível que em sua caminhada neste mundo, você já tenha tido muitas e incontáveis desavenças com seus familiares, vizinhos, colegas de trabalho, escola. Enfim, por onde passa, há desacordo, mas isso não é motivo de deixar completamente de se relacionar com essas pessoas. Diante de tanta discórdia, a sua alma fica triste, amargurada, angustiada. O que fazer?
            Reconheça que você se desentendeu, seja lá com quem for; se rico, pobre, negro ou branco, religioso ou não. Não importa, é o seu erro, nada de justificativas diante de quem quer que seja. Davi falou para Deus: “Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos, de maneira que serás tido por justo no teu falar e puro no teu julgar” (Sl 51.4).
            O rei Davi não pensou duas vezes para resolver o seu problema com Deus e colocar a sua vida em ordem. Houve sim, querelas com Bate-Seba, com quem adulterou, com Urias, esposo da sua amante e soldado do seu exército. É possível que tenha havido contendas com os familiares de Bate-Seba e com todas as suas esposas, nove no total.
            Aprenda com os desentendimentos para você não cair no mesmo erro. O sábio Salomão fala que é melhor “[...] guardar a boca (a fim de) conservar a sua alma, mas o que muito abre os lábios a si mesmo se arruína” (Pv 13.3). Já percebeu quantas palavras irrefletidas saíram dos seus lábios e que deram em desordem, brigas até nas vias de tapas e mortes?
            Invista no discernimento, inteligência, percepção, entendimento que é o contrário do desentendimento. Desta forma você terá condições de conviver bem com todos os homens neste mundo cheio de inquietações, mas que é imensamente abençoado por Deus, o qual proporciona a cada homem viver em harmonia.
            Aquela pessoa que se desentendeu com você, seja por qual motivo for, faça como Jesus ordena: “Se teu irmão pecar [contra ti], vai argui-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão” (Mt 18.15).
            Retorne a amizade, ao companheirismo, a conversar de novo, andar juntos porque “[...] Jesus a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras” (Tt 2.14).
            Que Deus abençoe a sua vida espiritual!
Rev. Salvador P. Santana                

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

TRISTEZA.

TRISTEZA
            A estimativa de número de casos novos de câncer no Brasil, em 2018, nos homens, a localização primária é na Próstata, 31,7%, a menor incidência se encontra no Linfomas (aumento dos gânglios linfáticos) de Hodgkin, 0,7%. Nas mulheres, o incidente maior é o câncer de Mama, 29,5% e o menor índice está no Linfomas de Hodgkin, 0,5%. (https://www.inca.gov.br/numeros-de-cancer).
            Dicas para prevenir o câncer: Não fume, alimentação saudável, mantenha o peso corporal adequado, pratique atividades físicas, amamente, mulheres entre 25 e 64 anos devem fazer o exame preventivo do câncer do colo do útero a cada três anos, vacine contra o HPV as meninas de 9 a 14 anos e os meninos de 11 a 14 anos, vacine contra a hepatite B, evite a ingestão de bebidas alcoólicas, evite comer carne processada, evite a exposição ao sol entre 10h e 16h, e use sempre proteção adequada, como chapéu, barraca e protetor solar, inclusive nos lábios. (https://www.inca.gov.br/numeros-de-cancer).
            Esse e tantos outros males têm trazido aos corações muita tristeza. É interessante notar que, quando sabemos que amigos ou parentes estão sob suspeitas ou já estão diagnosticados desta enfermidade ou outros males quaisquer, não adianta, bate a tristeza no coração que não pode ser comparada a nenhum outro sentimento que se possa sentir na carne.
            Foi exatamente isso o que ocorreu com o apóstolo Paulo ao saber que o seu companheiro de lutas e trabalho na evangelização, Epafrodito, “[...] adoeceu mortalmente [...]” (Fp 2.27). Paulo fala que se não fosse “[...] Deus [...] (ter) se compadecido (de) Epafrodito [...]” (Fp 2.27), livrado, sarado, restabelecido, ele, Paulo “[...] teria tristeza sobre tristeza” (Fp 2.27). É dessa forma quando se descobre que algum ente querido ou amigo está com grave enfermidade; “[...]tristeza sobre tristeza” (Fp 2.27).
            O Salmista enfrentando outros problemas, não a enfermidade, mas esperançoso em Deus, questiona o Todo-Poderoso sobre “até quando estará ele relutando dentro de sua alma, com tristeza no coração cada dia? Até quando se erguerá contra ele o seu inimigo?” (Sl 13.2).
            A tristeza é tal como o diagnóstico de várias enfermidades que surgem muitas vezes do nada, outras vezes vem acompanhada. Quando você menos espera a tristeza invade o seu coração sem pedir licença, sem autorização prévia, sem a chave para abrir a porta do seu coração quando entra para  incomodar.
            Esse tipo de tristeza é como aquela que adentrou no coração do copeiro do rei Artaxerxes, quando “o rei disse (a) Neemias): Por que está triste o teu rosto, se não estás doente? Tem de ser tristeza do coração [...]” (Ne 2.2).
            Fique sabendo que a tristeza não vem somente por causa de enfermidade, dor, desespero, angústia, morte. Muitas vezes o coração fica incomodado com alguém ou com alguma coisa. Foi o caso de Neemias que ficou angustiado com a cidade de Jerusalém que estava assolada e com as portas queimadas pelo fogo.
            Não fique pensando que você terá que suportar sozinho as tristezas desta vida.. Pode acontecer de parentes e amigos mais próximos se afastarem de você, mas você pode acreditar; consolo e esperança você encontra em Deus.
            Em várias partes do Antigo e Novo Testamento, a Palavra de Deus é clara em dizer que Deus está ajudando, guardando, protegendo, consolando. Mesmo para aquele que está no leito da morte, o Salmista declara que “ainda que (você) [...] ande pelo vale da sombra da morte, não temerá mal nenhum, porque Deus está [...] (com você); o [...] bordão e o [...] cajado (de) Deus [...] consola” (Sl 23.4).
            Tristezas virão, disso você pode ter certeza, mas, a Palavra de Jesus é de que “[...] no mundo, (todos) passam por aflições; mas tende bom ânimo; Jesus venceu o mundo” (Jo 16.33) e mais: “[...] eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt 28.20).
            É provável que você já tenha passado ou irá passar por muitas tristezas e desta forma muitos no passado enfrentaram tais dificuldades, mas ainda assim é possível “entristecer, mas (você pode) sempre (ficar) alegres (não por estar enfrentando lutas); (pode até ficar) pobre, mas enriquecerá a muitos (com a segurança que você pode ter em Deus); nada tendo, mas possuindo tudo (principalmente a vida eterna com Cristo Jesus)” (2Co 6.10).
            Não tema quando você for atingido com muitas tristezas, saiba que Deus sempre estará ao seu lado, pois conforme o próprio Deus, Ele “[...] não te deixará, nem te desamparará” (Js 1.5).     
Rev. Salvador P. Santana 

Mt.26.57-68 - PRISÃO E JULGAMENTO.


PRISÃO E JULGAMENTO
Mt.26.57-68

Introd.:           Na prisão de Jesus não houve Inquérito Policial, nem prisão preventiva, prisão provisória e nem condenatória segundo o CPP.
            Assim que Jesus foi preso, ele enfrentou o julgamento e logo depois à condenação.
            Não constituíram um advogado de defesa e nem a Defensoria Pública agiu em favor de Jesus.
Nar.:    Entre a prisão e a condenação de Jesus, o tempo máximo foi de 15 horas de sofrimento, sem contar com a agonia no Getsêmani. 
Propos.:           As muitas angústias e sofrimentos de Jesus.
Trans.:             Prisão e julgamento e os sujeitos dessa ação [...]
Os sujeitos dessa ação.
            O sumo sacerdote.
            Uma das funções do “[...] sumo sacerdote, (é) presidir nas coisas que dizem respeito ao SENHOR (questões religiosas para defender o nome do Deus Altíssimo) [...]”, 2Cr.19.11.
            [...] A casa (pode ser definida como um local de abrigo, sossego, família unida, comunhão, mas a) de Caifás (foi transformada em tragédia de brigas, discórdia, falso testemunho, assassinato) [...]”, Mt.26.57.
            [...] Caifás (aramaico – tão gracioso, mas de graciosidade não tem nada – homens/mulheres são uma gracinha para os de fora – dentro de casa – cão raivoso, cobra venenosa) [...]”, Mt.26.57.
            [...] O sumo (o grande, é como o juiz responsável por dirigir o Sinédrio, conduzir os interrogatórios, condenar ou absolver o réu – dentro de casa agimos como esse juiz de direito) [...]”, Mt.26.57.
            [...] O sumo (grande) sacerdote (chefe dos sacerdotes – dar exemplo, principal dever era, uma vez por ano, no dia da expiação, entrar no Santo dos Santos e oferecer sacrifícios por seus próprios pecados – dando exemplo e pelos pecados do povo – se entregando em favor, ocupava este cargo até a morte) [...]”, Mt.26.57.
            Interessante notar que “[...] se levanta o sumo sacerdote (não para ajudar, confessar os pecados, mas para denegrir a imagem, destruir a reputação) [...]”, Mt.26.62.
            Os guardas
            E os que prendem (guardas – têm a seu serviço vigiar, observar, prestar atenção, proteger, salvar vida, manter dentro dos limites, guardar os mandamentos – falta guardar a família, a vida íntegra, os preceitos do Senhor, o modo de orar, servir a Deus) [...]”, Mt.26.57.
            [...] Os que prendem [...] (muitas vezes são os mesmos que) levam (para caminhos tortuosos e não para a casa de Deus) [...]”, Mt.26.57.
            A sala secreta
            [...] Onde se haviam reunido (é a sala secreta – coração - dos jurados para cada quesito ser votado a respeito da amizade ou inimizade entre parentes e pessoas próximas) [...]”, Mt.26.57.
            Escribas e anciãos
            [...] Os escribas (pessoa versada nas sagradas escrituras, interpreta, examina as questões mais difíceis e delicadas da lei, mas muitas vezes age em favor próprio a fim de defender algum tipo de pecado para se justificar diante de Deus) [...]”, Mt.26.57.
            [...] Os anciãos (de idade, líder, bispo, presbítero deve dar testemunho como servo de Deus, marido carinhoso, pai exemplar, honesto na sociedade)”, Mt.26.57.
            Pedro
            Mas (esse) Pedro (pode ser eu ou você que) segue Jesus de longe (escondido dos amigos e parentes para não ser identificado como servo de Deus, crente no Senhor Jesus) [...]”, Mt.26.58.
            Nota-se que muitos ainda hoje “[...] seguem Jesus [...] até ao pátio (entrada da igreja para deixar a esposa, o filho, mas ele próprio não entra para adorar) [...]”, Mt.26.58.
            [...] E, (muitos depois de) ter entrado (no templo), assenta-se entre (os crentes, mas ele mesmo não confessa Jesus, não ora, não canta, não ler a Bíblia, espera apenas) [...] para ver o fim (da Volta de Cristo. Pode ser tarde demais)”, Mt.26.58.
            Serventuários
            Esperamos em Deus que eu e você estejamos “[...] entre os serventuários (criado, escravo, não para agredir Jesus, mas para servi-Lo com todo o coração) [...]”, Mt.26.58.
            Conselho de sentença.
            Ora, (conselho de sentença de Jesus fora um dos mais cruéis) [...]”, Mt.26.59.
            Neste conselho se encontravam “[...] os principais sacerdotes (sumos sacerdotes – presidente e das legislaturas anteriores que tinham o dever de zelar pela nação, confessar os pecados) [...]”, Mt.26.59.
            [...] E todo o Sinédrio (71 – escribas – interpretar a lei, sumo sacerdotes – Santo dos santos, anciãos – presbíteros, pastores entraram em conluio para o mal) [...]”, Mt.26.59.
            Veja que a intenção destes homens era tão somente “[...] procurar algum testemunho falso (INSS, Justiça trabalhista, gato TV por assinatura) [...]”, Mt.26.59.
            O pior é que muitos dentro da igreja agem “[...] contra Jesus (piadas, frases indecorosas com o nome de Deus), a fim de o condenarem à morte (junto a parentes e amigos, daí, o testemunho cai por terra)”, Mt.26.59.
            Que nos parece (opinião? Discordamos dos ensinos bíblicos)? [...]”, Mt.26.66.
            É normal o que temos visto nestes últimos dias, mas a verdade “[...] é (que) Jesus (continua sendo para muitos) réu de morte (condenado)”, Mt.26.66.
            Acusação
            No curto depoimento, as “[...] perguntas a Jesus (tem a finalidade de condenar, massacrar, destruir, angustiar a sua alma) [...]”, Mt.26.62.
            O desejo do Sinédrio era apenas que Jesus “[...] nada respondesse ao que (as) testemunhas (falsas) depunham contra ele [...]”, Mt.26.62.
            É por este motivo que “Jesus, porém, guardou silêncio (a fim de se consumar o determinado pela Trindade) [...]”, Mt.26.63.
            [...] E (a acusação, através do) sumo sacerdote lhe disse: Eu te conjuro (forçar a um juramento; usa o nome de Deus em vão) pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus”, Mt.26.63.
            Jesus não pode ocultar a verdade, então, “respondeu-lhe Jesus: Tu o disseste; entretanto, eu vos declaro que, desde agora, vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu (para julgar perfeitamente)”, Mt.26.64.
            Então, (veremos que não apenas) o sumo sacerdote (mas muitos, no último dia irão agir como que) rasgando as suas vestes (de desespero porque Jesus condenará a muitos) [...]”, Mt.26.65.
            A acusação “[...] disse (Caifás): Blasfêmia (falar mal, injuriar o nome de Deus)! [...]”, Mt.26.65.
            Para o Sinédrio “[...] que necessidade mais teriam de testemunhas (falsas para Jesus ser condenado)? [...]”, Mt.26.65.
            [...] Eis que (nós mesmos sabemos e) ouvimos (que Jesus sendo Deus não pode) [...] blasfemar (contra Ele mesmo) [...]”, Mt.26.65. Seja um imitador de Cristo.
            A acusação se concretiza porque “[...] não acharam, apesar de se terem apresentado muitas testemunhas falsas. Mas, afinal, compareceram duas, afirmando (ainda falsas testemunhas contra o Filho de Deus)”, Mt.26.60.
            O público
            Que nem eu e nem você seja “então, uns (dos que) cospem no rosto (de Jesus depois de ser abençoado [...]”, Mt.26.67;
            Que nenhum de nós “[...] esmurra (a Jesus por não receber algum benefício espiritual, um bem material) [...]”, Mt.26.67;
            Não “[...] esbofeteia Jesus, dizendo: Profetiza-nos (saúde, prosperidade, casamento e filhos abençoados), ó Cristo [...]”, Mt.26.67, 68.
            Não seja um hipócrita afirmando “[...] quem é que te bateu! (Como se pudesse afastar, apagar a minha culpa)”, Mt.26.67, 68.
            Jesus, o réu
            [...] Jesus (este é o nome mais precioso) [...]”, Mt.26.57.
            Este (Jesus ainda pode) dizer (a mim e a você): Posso destruir o santuário (o meu coração manchado, destruído pelo pecado, onde é a habitação) de Deus e reedificá-lo em três dias (a fim de que tenha vida)”, Mt.26.61.
            Na prisão e julgamento de Jesus todos nós somos culpados.


            Rev. Salvador P. Santana

sábado, 2 de fevereiro de 2019

2Tm.2.18-20 - OS SACRAMENTOS COMO MARCA DA VERDADEIRA IGREJA.


OS SACRAMENTOS COMO MARCA DA VERDADEIRA IGREJA, 2Tm.2.18-20.

Introd.:           A igreja verdadeira está fundamentada exclusivamente na Palavra de Deus, a doutrina profética e apostólica.
            A verdadeira igreja é autenticada, aprovada e selada pela Escritura Sagrada.
            Para demonstrar a veracidade da Palavra de Deus, a igreja deve manifestar externamente, por meio de suas marcas: a fiel pregação da Palavra, a correta administração dos sacramentos e a aplicação da disciplina bíblica.
1 – A igreja visível e invisível.
            A igreja é conhecida como “[...] o povo de Deus [...]”, Hb.11.25, que ele mesmo escolheu para sua possessão.
            Na Reforma Protestante – séc. XVI, sugiram as definições de igreja visível e invisível que nos ajudam a entender melhor o que é a verdadeira igreja.
            Foi nesta época que se deu ênfase ao laicato (a doutrina do sacerdócio universal de todos os santos), uma ideia contrária ao distanciamento entre clero e leigos.
            A igreja invisível é um só corpo composto de todos os eleitos, de todas as épocas, inclusive aqueles que ainda não foram alcançados pela chamada eficaz do evangelho de Cristo.
            Catecismo Maior – 65 – Resposta – A igreja invisível é o número completo dos eleitos que têm sido e que hão de ser reunidos em um corpo sob Cristo, “[...] para ser o cabeça sobre todas as coisas [...]”, Ef.1.22.
            Haverá um dia em que Jesus “[...] reunirá em um só corpo os filhos de Deus, que andam dispersos (isto, porque Jesus) ainda têm outras ovelhas, não deste aprisco; a Ele [...] convém conduzi-las [...] então, haverá um rebanho e um pastor”, Jo.11.52; 10.16.
            A expressão igreja invisível aponta a realidade de nossa incapacidade de ver quem são exatamente os membros dessa igreja.
            Somente o Senhor conhece com exatidão quem e quantos pertencem à igreja invisível, por este motivo de Jesus “não rogar somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer (Nele) [...] por intermédio da sua palavra”, Jo.17.20.
            A igreja visível é composta de todos quantos são “[...] santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso”, 1Co.1.2.
            Faz parte da igreja visível “[...] todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar”, At.2.39.
            O meio pela qual somos admitidos na igreja visível é o batismo.
            A Ceia do Senhor é um grande benefício concedido a todos aqueles que, após sua pública declaração de fé em Cristo, e sua consequente obediência, dela participa como um privilégio.
            Na igreja visível, encontramos aqueles que professam a verdadeira religião. Não significa que somente quem for membro da igreja visível será salvo, mas todos os salvos devem ser membros da igreja visível.    
            Catecismo Maior – 61 – Serão salvos todos os que ouvem o evangelho e pertencem à igreja visível? Nem todos os que ouvem o evangelho pertencem à igreja visível serão salvos, mas unicamente aqueles que são membros verdadeiros da igreja invisível.
            Paulo declara que “[...] nem todos os de Israel são, de fato, israelitas”, Rm.9.6.
            Na fala de Jesus, “nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus”, Mt.7.21.
            O meio ordinário da salvação é a igreja. Existe a possibilidade de salvação por meio do conhecimento da Palavra salvadora, talvez sem a presença da igreja.
            O meio ordenado por Deus é a igreja, a agência oficial no que concerne à pregação do evangelho de Cristo, à ministração dos sacramentos e à aplicação da disciplina bíblica.
            A forma e a certeza da preservação e triunfo da igreja é que “[...] Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo”, Ef.5.23.
            A igreja invisível é protegida, não obstante a oposição de todos os inimigos, por isso “[...] igreja (é) edificada [...] e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”, Mt.16.18.
            A igreja visível está debaixo do governo gracioso do Senhor, que a preserva e protege por meio dos sacramentos.
            Alguns benefícios para os membros da igreja visível:
            Jesus “[...] pôs todas as coisas debaixo dos (seus) pés, e para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja”, Ef.1.22, por este motivo somos unidos com Cristo;
            Temos a vocação (chamada) eficaz (competente) “quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo”, Tt.3.4, 5;
            Temos também a chamada eficaz quando “[...] creem todos os que haviam sido destinados para a vida eterna”, At.13.48;
            É o próprio Deus quem nos “[...] justifica (torna justos) gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus”, Rm.3.24;
            A nossa justificação garante que “[...] não somos dos que retrocedem para a perdição; somos, entretanto, da fé, para a conservação da alma”, Hb.10.39;
            É pelo “[...] grande amor (que) nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus [...]”, 1Jo.3.1;
            Somos beneficiados também com a “[...] escolha nele (Jesus) antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor”, Ef.1.4.
2 – Necessidade de distinguir a verdadeira igreja.
            CFW – XXV.V – As igrejas mais puras debaixo do céu estão sujeitas à mistura e ao erro.
            A igreja de Deus (é) chamada (em) [...] Cristo Jesus [...] para ser santa [...]”, 1Co.1.2.
            Dentro da igreja encontramos “[...] crescendo juntos até à colheita [...] (o) joio (que será) ajuntado primeiro [...] atado em feixes para ser queimado; mas o trigo, (será) recolhido no [...] celeiro (de) Deus”, Mt.13.30.
            Muitos, “[...] pela sua incredulidade, foram quebrados [...] sendo, antes, sinagoga de Satanás”, Rm.11.20; Ap.2.9, os quais não herdarão a vida eterna.
            Sempre haverá sobre a terra uma igreja para adorar a Deus segundo a vontade dele mesmo, porque o próprio Jesus “[...] edificará a sua igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”, Mt.16.18.
            Dentro da igreja verdadeira sempre iremos encontrar aquele “[...] que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera”, Mt.13.22.
            Paulo fala que “estes se desviaram da verdade, asseverando que a ressurreição já se realizou, e estão pervertendo (arruinar, destruir) a fé a alguns”, 2Tm.2.18.
            Entretanto, o firme fundamento (igreja) de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem. E mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor”, 2Tm.2.19.
            Ora, (é por este motivo que) numa grande casa não há somente utensílios de ouro e de prata; há também de madeira e de barro. Alguns (crentes), para honra (do preço pago); outros (frequentes), porém, para desonra (desgraça)”, 2Tm.2.20.
3 – As marcas da verdadeira igreja.
            A verdadeira igreja é marcada pela fiel pregação da Palavra, sem ela não há igreja; a correta administração dos sacramentos, que comunica a fé e fortalece a alma; e a aplicação da disciplina para a pureza da igreja.
            A respeito da pura pregação, “[...] ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu nos pregue evangelho que vá além do que nos temos pregado, seja anátema (amaldiçoado)”, Gl.1.8.
            A administração dos sacramentos deve obedecer ao que Cristo instituiu (determinou) no quesito de “[...] batizar em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo [...] partir o pão [...] tomar [...] o cálice (e) dar (aos discípulos) [...]”, Mt.28.19; 1Co.11.24, 25.
            A respeito da disciplina que serve para castigar os pecados e muitas vezes “entregue a Satanás para a destruição da carne, a fim de que o espírito seja salvo no Dia do Senhor [Jesus]”, 1Co.5.5.
            A verdadeira igreja, ou, “quem é de Deus ouve as palavras de Deus [...]”, Jo.8.47.
            A igreja verdadeira “julga todas as coisas, retêm o que é bom”, 1Ts.5.21.
            Fazendo parte da verdadeira igreja, o crente reconhece que “[...] Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo”, Ef.5.23.
4 – Os sacramentos como marca da verdadeira igreja.
            Jesus ordenou que os novos crentes precisam passar pelo “[...] batismo em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo [...] (e estes devem participar do) partir (do) [...] pão [...] tomar [...] o cálice [...]”, Mt.28.19; 1Co.11.24, 25.
            A ordenança de Deus é que devemos “[...] dar ouvidos à sua voz, e ele será o nosso Deus, e nós seremos o seu povo [...]”, Jr.7.23.
            A verdadeira marca é que “do SENHOR é a (nossa) salvação, e sobre o seu povo, a sua bênção”, Sl.3.8.
Conclusão:      É necessário reconhecer, por meio da Palavra de Deus, a verdadeira igreja.



            Adaptado pelo Rev. Salvador P. Santana para E.D. – O batismo e a Ceia do Senhor – Palavra Viva – Rev. Christian Brially Tavares de Medeiros – ECC.

Mt.26.36-46 - GETSÊMANI.


GETSÊMANI
Mt.26.36-46

Introd.:           Getsêmani (aram. Lagar – prensa de azeite).
            Retiro favorito frequentado por Cristo e seus discípulos, o qual se tornou a cena da agonia de Jesus, da traição de Judas e do aprisionamento do Senhor.
            A ação de Jesus no Getsêmani deu origem ao costume cristão de ajoelhar-se para orar.
Nar.:    Jesus se dirige ao Getsêmani com Pedro, Tiago e João com a finalidade de conversar com Deus a respeito do seu futuro que aconteceria em poucas horas.
Propos.:           O Getsêmani, lagar (prensa) fala do próprio Jesus.
Trans.:             Getsêmani [...]
1 – Lugar de oração.
            [...] Pedro [...] (se dispôs) ainda que seja necessário morrer (com) Jesus [...] e todos os discípulos disseram o mesmo”, Mt.26.35.
            Em seguida [...]”, Mt.26.36 a essa fala de Pedro, Jesus resolveu testar não apenas, Pedro, mas também Tiago e João.
            Por este motivo “[...] foi Jesus com eles (fazer o teste da) oração [...]”, Mt.26.36.
            [...] A [...] oração (não aconteceu no templo ou na praça a fim de se exibirem) [...]”, Mt.26.36.
            [...] Jesus foi com eles a um lugar (muito especial e determinado pelo Pai conforme o que aconteceria com Jesus) [...]”, Mt.26.36.
            [...] Chama-se Getsêmani (lagar – para prensar a azeitona a fim de extrair o óleo para ungir a quem seria entregue para a morte) [...]”, Mt.26.36.
            [...] A (respeito do) Getsêmani [...] Jesus disse a seus discípulos (que seria um momento para reflexão, conversa com o Pai, introspecção, momento especial de) oração”, Mt.26.36.
            No “[...] Getsêmani [...] Jesus (ordena que) seus discípulos (se) assentem (no jardim porque o Mestre tinha uma missão especial com o Pai celeste) [...]”, Mt.26.36.
            A ordem devia ser cumprida “[...] enquanto Jesus (foi) [...] ali orar (derramar o seu coração perante o Pai eterno)”, Mt.26.36.
            Jesus deixa os discípulos e se “adianta um pouco (para ficar a sós com o Pai) [...]”, Mt.26.39.
            A atitude do Mestre Jesus é de humildade, “[...] prostra-se sobre o seu rosto (como sinal de reverência) [...]”, Mt.26.39.
            Jesus faz “[...] oração e diz (com respeito): Meu Pai [...]”, Mt.26.39.
            Perceba que o desejo de Jesus não prevalece, mesmo sendo Deus, mas, “[...] se possível (poderoso, capaz, forte) [...] Pai, passe de mim este cálice [...]”, Mt.26.39.
            Jesus como homem deseja escapar do “[...] cálice [...]”, Mt.26.39.
            O “[...] cálice (é símbolo da morte sacrifical diante das autoridades, espancamento, vergonha, zombaria, a cruz) [...]”, Mt.26.39.
            O “[...] cálice (indica tristeza, terror) [...]”, Mt.26.39.
            Atenas, o cálice de veneno era um dos meios de execução de criminosos. Sócrates foi morto dessa maneira.
            [...] Passar de mim este cálice (alusão à permissão do juiz, de que um criminoso não tivesse de sorver o cálice, sendo passado para outro enfileirado para a morte) [...]”, Mt.26.39.
            Veja mais uma vez a humildade de Cristo; “[...] todavia, não seja como eu quero, e sim como tu (Pai) queres (prevaleça sobre a minha vontade)”, Mt.26.39.
            Jesus não pede, ele ordena: “[...] orai [...]”, Mt.26.41.
            Faça uma análise sobre o dever de você “[...] orar [...]”, Mt.26.41.
            O exemplo de Jesus é que ele “tornando a retirar-se, orou de novo (para conversar com o Pai) [...]”, Mt.26.42.
            O “[...] dizer (de Jesus continua sendo respeitoso): Meu Pai (grande exemplo) [...]”, Mt.26.42.
            Perceba que na oração Jesus sugere que “[...] se não é possível passar de mim este cálice (que outro sofra em meu lugar) [...]”, Mt.26.42.
            Vemos que tudo podemos pedir a Deus, principalmente “[...] sem que eu o beba (passe pelo sofrimento, que seja poupado) [...]”, Mt.26.42.
            Mas, devemos saber que não está em nós a decisão final, que “[...] faça-se a [...] vontade (do) Pai”, Mt.26.42 em nossa vida quando estivermos orando.
            Jesus “deixa [...] novamente, (os seus) discípulos (para refletirem) [...]”, Mt.26.44.
            Jesus sozinho “[...] foi orar pela terceira vez (insistindo em sua petição) [...]”, Mt.26.44.
            E outra “[...] vez Jesus repete as mesmas palavras (a fim de que o Pai responda o seu clamor)”, Mt.26.44.
            Ore! Insista com Deus em suas petições.
            O Getsêmani [...]
2 – Traz tristeza ao coração.
            Getsêmani é lugar de prensar as azeitonas para obter o azeite.
            Da mesma forma aconteceu com Jesus, foi prensado, moído, maltratado a fim de extrair o óleo para a nossa unção.
            E, (além do sofrimento de padecer em nosso lugar, Jesus) levou consigo a Pedro e aos dois filhos de Zebedeu, (Tiago e João) [...]”, Mt.26.37.
            [...] Pedro [...]”, Mt.26.37, Tiago e João eram explosivos.
            [...] Pedro (decepou a orelha de Malco, Jo.18.10) [...]”, Mt.26.37, Tiago e João queria descer fogo do céu para consumir os Samaritanos, Lc.9.54.
            E, (por este motivo, a falta de oração, o sofrimento iminente) [...] Jesus começou a entristecer-se (preocupado, aflito, magoado) [...]”, Mt.26.37.
            Jesus fica “[...] angustiado (ansioso, deprimido por achar-se sozinho, abandonado pelos seus discípulos)”, Mt.26.37.
            Então, (percebendo essa situação Jesus) lhes disse (a verdade que pode acontecer com todos os homens) [...]”, Mt.26.38.
            Precisamos saber que “[...] a nossa alma (sofre, apesar de sermos servos do Senhor) [...]”, Mt.26.38.
            [...] A nossa alma (fica e muitas vezes) está profundamente triste (por causa dos problemas da vida) [...]”, Mt.26.38.
            [...] A nossa alma está profundamente triste até à morte (devido os problemas ou perto da morte) [...]”, Mt.26.38.
            O desejo de Jesus é que eu e você “[...] fiquemos aqui e vigiemos (prontidão com) Ele (em oração, conforto para oferecer companhia)”, Mt.26.38.
            Getsêmani faz um alerta [...]
3 – Vigia.       
            O desejo de Jesus para que os seus servos vigiem tem três propósitos:
            1 – Não se afastar de Jesus – “[...] Então (Jesus continua perguntando a mim e a você:) nem uma hora (dentre as 24 horas) pode você vigiar (assistir, dar atenção, ser ativo, tomar cuidado para que nenhuma calamidade destrutiva, repentina nos surpreenda) (com) Jesus?”, Mt.26.40.
            A reprimenda é de que “[...] Jesus voltando (pode dar a ideia da segunda vida) para os discípulos, achar (eu e você) dormindo (espiritualmente) [...]”, Mt.26.40.
            [...] E (pensa um pouco a respeito da sua fé, dedicação, obediência quando Jesus) disser a Pedro (eu e você que deixamos de) [...] vigiar [...]”, Mt.26.40;
            O segundo propósito da vigilância é para que eu e você não [...]
            2 – Caia em tentação.
            O imperativo “vigiai (é determinado pela maior autoridade que temos em nossa vida espiritual, Jesus Cristo) [...]”, Mt.26.41.
            O propósito da “vigilância (serve) [...] para que não entremos em tentação (prova da fidelidade a Jesus, sedução ao pecado) [...]”, Mt.26.41.
            A explicação é de que “[...] o espírito (vida com Deus em oração deseja fugir da tentação), na verdade, está pronto, mas a carne é fraca (devido ao desejo maligno)”, Mt.26.41.
            O propósito da vigilância fala sobre o desejo de [...]
            3 – Não dormir.
            E (o que acontecerá com cada um de nós quando Jesus) [...] voltar (?) [...]”, Mt.26.43.
            Pode ser que Jesus nos “[...] ache outra vez dormindo (em nossa vida espiritual) [...]”, Mt.26.43.
            Pode acontecer de eu e você “[...] dormir; porque os nossos olhos (da fé para contemplar as belezas de Deus) estão pesados”, Mt.26.43.
            O conselho de Jesus é: “Vigiai [...]”, Mt.26.41.
            Getsêmani alerta sobre [...]
Conclusão:      A última hora.
            A última hora está chegando e Jesus, “então, voltará para os discípulos (eu e você) [...]”, Mt.26.45.
            [...] E (Jesus) nos dirá (a respeito da nossa vida espiritual se “[...] é morno [...] quente [...] (ou) frio [...]”, Ap.3.16) [...]”, Mt.26.45.
            A preocupação de Jesus é porque muitos de nós “[...] ainda dormimos e repousamos (em nossa vida de dedicação, oração, leitura bíblica) [...]”, Mt.26.45.
            Esse momento foi trágico para Jesus, porque “[...] eis que é chegada a hora (de Jesus se oferecer por nós no sofrimento) [...]”, Mt.26.45.
            [...] E o Filho do Homem estava sendo entregue nas mãos de pecadores (maus, perversos, sanguinários, conforme o que havia sido determinado)”, Mt.26.45.
            Jesus, então, convida os seus discípulos a se “levantarem (da letargia, mornidão, preguiça espiritual) [...]”, Mt.26.46.
            Levanta, vamos! (Desperta para servir a Deus) [...]”, Mt.26.46.
            [...] Eis que o traidor se aproxima (de Jesus no ano 30 e também de cada um de nós para tentar nos afastar de Deus)”, Mt.26.46.
            [...] Getsêmani [...]”, Mt.26.36 nos convida a sermos fieis a Deus.


            Rev. Salvador P. Santana

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

LAMAÇAL.


LAMAÇAL
            Mariana, MG, e agora Brumadinho, MG. Qual será a próxima cidade afetada pela lama da corrupção da Vale?
            É preciso saber que o coração humano é corrupto por natureza. Certo é o que o profeta Jeremias escreve: “enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr 17.9). Apenas um, Deus, o “SENHOR [...] sonda e [...] conhece” (Sl 139.1) perfeitamente o coração do homem.
            Deus é quem conhece a corrupção que se instalou em todos os segmentos da sociedade. Ele enxerga a corrupção que se faz presente no campo quando se “[...] remove os marcos antigos [...]” (Pv 22.28).
            Ele está atento a corrupção que está atuante nas filas de bancos com aquele jeitinho de furar a fila. Deus olha atentamente para dentro dos supermercados e grava o cliente escondendo um creme dental. Nos shoppings, nas lojas de grifes e de conveniências Deus fica alerta quando os magnatas, os poderosos e políticos furtam.
            Não se pode eliminar dessa corrupção o branco, o negro, o índio, o mulato, o rico, o pobre, o miserável, o nortista, o sulista, enfim, todos, em determinada área da vida se debandam para a corrupção. Os casos mais recentes aconteceram com políticos, empresários, funcionários públicos, mineradoras, engenheiros. É uma pena!
            Nos tempos bíblicos as coisas não foram diferentes em relação às apresentadas nos dias atuais. O homem sempre apresentou esse lado mau. O homem se destaca no quesito corrupção, seja ela praticada contra o próximo ou contra si mesmo.
            Essa verdade é tão evidente aos olhos de Deus que “Ele viu [...] que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração [...] (a ponto do) SENHOR [...] fazer desaparecer da face da terra o homem que criei [...]” (Gn 6.5, 7).
            A partir daí, todos podem pensar que não haveria mais maldade, mais corrupção. Pelo contrário, não levou muito tempo para o próprio homem aderir à desordem total, abandonar os preceitos do Senhor e cair na armadilha do engano, do erro, pois o desejo de seu coração era roubar os órfãos, as viúvas e os estrangeiros, por isso a lei determinar de que “não (deve) oprimir o seu próximo, nem o roubar; a paga do jornaleiro não ficará contigo até pela manhã” (Lv 19.13).
            A prática da corrupção era determinada e praticado pelos mais poderosos; os reis e príncipes, a nobreza sacerdotal, os latifundiários, os grandes comerciantes, e na época de Jesus, foram os mesmos que continuaram com a corrupção, claro, com algumas mudanças de títulos tais como: fariseus, saduceus, publicanos, que estavam no rol dos exploradores.
            A voz do profeta soa contra à defraudação dos menos favorecidos. Um dos profetas menores é claro ao dizer que o Senhor “chegar-se-á [...] para juízo; será testemunha veloz [...] contra os que juram falsamente, e contra os que defraudam o salário do jornaleiro, e oprimem a viúva e o órfão, e torcem o direito do estrangeiro, e não me temem, diz o SENHOR dos Exércitos” (Ml 3.5).
            João, o Batista, não deixou de pregar contra tais abusos dizendo aos “[...] fariseus e saduceus [...] (chamando-os de) raça de víboras, (completando com a pergunta) quem vos induziu a fugir da ira vindoura? (O desejo de Deus é que possam) produzir, pois, frutos dignos de arrependimento [...]” (Mt 3.7, 8).
            Tanto aqueles corruptores do passado, quanto os do presente, precisam aprender a se “[...] livrar da corrupção das paixões que há no mundo” (2Pe 1.4) a fim de não serem “[...] escravos da corrupção, pois aquele que é vencido fica escravo do vencedor” (2Pe 2.19). E mais que depressa, “não cobice no seu coração a [...] formosura [...]” (Pv 6.25) da riqueza, da vantagem, as facilidades da corrupção que rondam os lares brasileiros.
            Chega de tanta corrupção, principalmente aquela que danifica e destrói a vida do mais necessitado como aconteceu em Brumadinho, MG.
            Diga não à corrupção!
Rev. Salvador P. Santana