segunda-feira, 10 de junho de 2019

Gn.4.3-16 - IRMÃO MATA IRMÃO.


IRMÃO MATA IRMÃO
Gn.4.3-16

Introd.: O ódio, a raiva, a maldade, o ciúme, as brigas, as discórdias têm levado homens a se enfrentarem uns contra os outros.
            Para acontecer uma tragédia basta apenas um olhar atravessado dentro de casa para “[...] o filho desprezar o pai, a filha se levantar contra a mãe, a nora, contra a sogra; (isto acontece porque) os inimigos do homem são os da sua própria casa”, Mq.7.6.
            Jesus fala que todos estes homens “estão divididos [...]”, Lc.12.53.
Nar.:    A desavença que levou ao assassinato aconteceu durante um culto ao Senhor.
            [...] Trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao SENHOR. Abel [...] trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste. Agradou-se o SENHOR de Abel e de sua oferta”, Gn.4.3, 4.
            Deus, “[...] de Caim e de sua oferta não se agradou. (Isso foi a gota d’água para) Caim irar-se [...] descaindo-lhe o semblante (emburrado, cara feia, zangado, mal-humorado)”, Gn.4.5.
Propos.:           Brigas e mortes nas famílias.
Trans.:             Irmão mata irmão [...] 
1 – À traição.
            Diante desse imbróglio, “[...] o SENHOR (chama atenção de Caim): Por que andas irado, e por que descaiu o teu semblante?”, Gn.4.6.
            Para despertar a mente e o coração do homem pecador, Deus fala que, “se (o homem) proceder bem [...] é certo que serás aceito [...] se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo”, Gn.4.7.
            Por causa dessa reprimenda os irmãos entram em acordo e conversam normalmente.
            Acontece de um certo dia “Caim dizer a Abel [...]”, Gn.4.8, com astúcia, traição, desejos obscuros, sendo que Deus já havia alertado a respeito do “[...] pecado jazendo à porta [...] (você deve) [...] dominá-lo”, Gn.4.7.
            Nota que o texto é enfático ao “[...] dizer: seu irmão [...]”, Gn.4.8, filho do mesmo pai, criado na mesma casa, com as mesmas regalias.
            [...] Vamos ao campo [...]”, Gn.4.8 era comum aos dois irmãos, mesmo porque, “[...] Caim (trabalhava com o) fruto da terra [...] Abel [...] (trabalhava com o) seu rebanho e da gordura deste [...]”, Gn.4.3, 4 – habilidades para enganar no trabalho, escola, dentro de casa.
            A astúcia de “[...] Caim (foi tamanha que ele esperou) eles estarem no campo [...]”, Gn.4.8 com o desejo de esconder dos pais, amigos, mas de Deus é impossível.
            O golpe mortal “[...] sucedeu que se levantou Caim contra Abel, seu irmão [...]”, Gn.4.8, não para abraçar, dizer que o ama, pedir perdão.
            [...] Caim [...] matou [...] o seu irmão)”, Gn.4.8 – assim como muitos de nós com o olhar, a rejeição, o abandono, a indiferença.
            O assassino [...]
2 – É confrontado por Deus.
            É preciso que “o SENHOR (continue) dizendo (a mim e a você a respeito dos nossos pecados) [...]”, Gn.4.9.
            É “[...] o (próprio Espírito Santo do) SENHOR (que acusa) a Caim (eu e você dos nossos crimes de sangue contra parentes, amigos, inimigos e irmãos em Cristo) [...]”, Gn.4.9.
            A pergunta de Deus é incisiva, penetrante: “[...] Onde está Abel, teu irmão? [...]”, Gn.4.9 para você pedir perdão, reconciliar, ajustar as contas, voltar a ser amigo, reconhecer o seu erro.
            A “[...] resposta (de Caim; a minha, a sua): Não sei [...]”, Gn.4.9; não sou culpado.
            Para tentar despistar, enrolar Deus, “[...] Caim [...] (pergunta:) acaso, sou eu tutor (guarda, curador, vigia) de meu irmão?”, Gn.4.9, querendo com isso, desculpar-se perante Àquele que vê todas as coisas.
            E disse Deus [...]”, Gn.4.10 serve para mim e você para sermos confrontados, para voltar à sã consciência de que somos pecadores.
            [...] Que fizemos (que tipo de pecado cometemos neste dia que é dedicado ao culto de adoração)? [...]”, Gn.4.10 – faça uma reflexão.
            Fique sabendo que “[...] a voz do sangue de teu irmão clama da terra a Deus”, Gn.4.10.
            [...] Deus diz [...] que [...]”, Gn.4.10 os nossos pecados ocultos, as nossas brigas, discórdias dentro de casa Ele as conhece, por isso esses problemas “[...] clamam da terra a Deus”, Gn.4.10 para que seja feita justiça.
            Irmão que mata irmão [...]
3 – Não fica impune.   
            O que “somos agora [...]”, Gn.4.11 depois de denegrir, xingar, maltratar, desprezar, reclamar, bater ou matar o irmão?
            A conjunção “[...] pois [...]”, Gn.4.11 é explicativa do que pode acontecer com o irmão que mata irmão.
            Você pode ser “[...] maldito (amaldiçoado tal como a consciência acusando todos os dias) por sobre a terra [...]”, Gn.4.11.
            O texto fala que é como, ou, “[...] cuja boca (da terra) se abriu (escancarada) para receber de suas mãos (a acusação sobre) o sangue de seu irmão”, Gn.4.11 que fora injuriado, maltratado, rejeitado.
            É por este motivo que, “quando lavrar o solo (onde fora derramado o sangue – qualquer assunto, pessoa, objeto vai fazê-lo lembrar da maldade feita a seu irmão) [...]”, Gn.4.12.
            Esse “[...] solo, (ou pensamento martelando) não te dará ele a sua força [...]”, Gn.4.12 para produzir um alívio, arrependimento ao coração.
            Por mais que deseja escapar das consequências da mente e do coração, “[...] serás fugitivo (dos seus pensamentos, da angústia que assola a sua alma) [...]”, Gn.4.12.
            E o pior, será “[...] errante pela terra”, Gn.4.12, pois em qualquer lugar neste mundo, a lembrança tira a sua paz.
            Irmão que mata irmão [...]
Conclusão:       Não suporta o castigo.
            Então, (eu e você podemos dizer (assim como) Caim ao SENHOR [...]”, Gn.4.13: eu sou culpado, eu errei, me perdoa.
            [...] É (preciso reconhecer que) tamanho é o meu castigo [...]”, Gn.4.13, porque a consciência não me deixa sossegar.
            Pode acontecer “[...] que já não podemos suportar (o Diabo acusando, o Espírito Santo martelando em nossa alma que estamos errados e negligentes)”, Gn.4.13.
            A angústia vem porque “eis que hoje somos lançados da face da terra [...]”, Gn.4.14 a qual clama a Deus implorando castigo pelo meu pecado.
            [...] E (o pior desse castigo é que) da [...] presença (de) Deus [...] escondemos [...]”, Gn.4.14 devido a maldade dentro do coração.
            O resultado imediato: “[...] serei fugitivo e errante pela terra (longe de Deus, sem paz, sossego) [...]”, Gn.4.14.
            A frase “[...] quem comigo se encontrar me matará”, Gn.4.14 pode ser o medo de encontrar com o nosso acusado ou o próprio Deus irado.
            Veja a resposta do “[...] SENHOR [...] (para todos que não suportam o castigo) [...]”, Gn.4.15.
            Lembrando que “o porém, (que) disse o SENHOR [...]”, Gn.4.15 serve para todos nós.
            [...] Assim, qualquer que matar a Caim (tomar vingança com as próprias mãos) será vingado sete vezes [...]”, Gn.4.15; esse também não ficará sem castigo.
            [...] E (é possível que) o SENHOR ponha um sinal em Caim (eu e você, o reconhecimento da pecaminosidade) para que (outros) o não firam de morte quem quer que o encontre”, Gn.4.15, pois todos são pecadores.
            O castigo maior para “Caim (eu e você é) retirar-se (por conta própria) da presença do SENHOR [...]”, Gn.4.16.
            Outra atitude marcante por não suportar o castigo é tomar a atitude de “[...] habitar na terra de Node (perambular, vaguear) [...]”, Gn.4.16 sem rumo, sem paz, sem sossego.
            [...] Caim [...] retirando-se [...] ao oriente do Éden”, Gn.4.16 é um local incerto, é o castigo para quem mata o próprio irmão.

           

            Rev. Salvador P. Santana

sábado, 8 de junho de 2019

DIA DOS NAMORADOS.

DIA DOS NAMORADOS
            Está chegando o dia dos namorados e muitos, com o anseio de conquistar, fortalecer os vínculos, saem à procura de rosas, perfumes, presentes diversos para agradar e se possível pedir em casamento aquela a quem se diz que está aprendendo a amar.
            Segundo estatísticas do Registro Civil de 2016, o número de casamentos está em declínio, o número de filhos diminuiu e o divórcio está crescente depois de muitas juras de amor entre os dois que decidiram pelo casamento.
            No Brasil, em 2016, houve 1.095.535 casamentos contra 1.137.535 casamentos em 2015. Aconteceu um decréscimo de 42 mil matrimônios. Em 2016 foram realizadas 344.526 separações, havendo um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior no total de 328.960 divórcios.
            A fim de orientar os servos de Deus que viviam na cidade de Corinto, Grécia, Paulo declara que se você “está casado? Não procures separar-te. Estás livre de mulher? Não procures casamento” (1Co 7.27).
            Esta palavra é direcionada tanto ao homem que “está casado [...] (quanto ao que) está livre de mulher [...]” (1Co 7.27) para ser liberto de dissabores no casamento quanto pela opção de estar solteiro.
            Aos “[...] casados [...] (Paulo os orienta para que) não procure (a) separação (por qualquer motivo) [...]” (1Co 7.27). O próprio texto já havia falado sobre a possibilidade de “[...] se algum irmão tem mulher incrédula, e esta consente em morar com ele, não a abandone” (1Co 7.12) como muitos fazem por motivos insignificantes, por falta de comunicação, por não saber escutar um ao outro.
            Jesus abriu uma exceção ao “[...] dizer: qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada comete adultério” (Mt 5.32).
            Veja a complicação que muitos se metem após a separação. Jesus fala que pode acontecer de você “[...] repudiar sua mulher [...] em caso de relações sexuais ilícitas, (mas perceba que quando ocorre essa ruptura, tanto você quanto a sua esposa são) [...] expostos a tornar-se adúlteros; e (o pior, você não se livra do pecado do adultério, pois) aquele que casar com a repudiada comete adultério” (Mt 5.32).
            É por esta razão que se você que é “[...] casado (e servo de Jesus Cristo) [...] não (deve) procurar (a) separação [...]” (1Co 7.27). Isto porque você teve tempo para conhecer a pessoa através do namoro e noivado. Traga à sua memória que quando os pombinhos se conheceram já havia algum resquício de brigas, discórdias, tapinhas, falar mal dos parentes. Após o casamento que essa situação se complicou e ficou mais agravada.
            Pense bem antes da separação. Pode acontecer de seus filhos ficarem órfãos, sujeitos às mais terríveis consequências deste mundo como a falta de amparo, assistência, amor, cuidado, sustento financeiro. Esse filho desamparado pode desaguar em drogas, prostituição, homossexualismo, roubos, mentiras, problemas com a lei e o pior, desobediência aos pais.
            Para que o homem escape de uma futura separação por motivos que nem mesmo ele entende e que muitos dão diferentes desculpas: incompatibilidade, falta de amor, por este ou aquele não ter se ajustado ao relacionamento, porque os pais, os parentes mais próximos intrometeram, então, é melhor seguir o conselho de Paulo de que “[...] estando livre de mulher [...] não procures casamento” (1Co 7.27) para não se arrepender depois.
            Enquanto você está solteiro, pensa e reflita sobre a possibilidade de você viver o resto da sua vida sem companhia, sem família, sem filhos, viver sem sexo, sem planejamento para compartilhar um pouco dos seus anseios, desejos, necessidades, angústias e desilusões da vida.
            Outra reflexão: você irá suportar a família do outro? Casando, a família fará parte do relacionamento, terá quase ou total livre acesso de idas e vindas à sua casa. Eles irão dar palpites, reclamar, ficar aborrecidos e até mesmo passar alguns dias comendo, bebendo, dormindo às suas custas.
            É bom lembrar que “[...] se te casares, com isto não pecas; e também, se a virgem se casar, por isso não peca. Ainda assim, tais pessoas sofrerão angústia na carne, e eu quisera poupar-lhes” (1Co 7.28) a respeito desse namoro que se encaminha para um futuro que pode ser sem volta segundo a vontade de Deus.
            Que neste dia dos namorados você pense melhor a respeito do seu futuro!
                Rev. Salvador P. Santana

terça-feira, 4 de junho de 2019

1Jo.5.1-21 - TODO CRISTÃO É UM VENCEDOR.


TODO CRISTÃO É UM VENCEDOR, 1Jo.5.1-21.

Objetivo:         Reconhecer que a vitória, em todas as áreas da vida, procede de Deus.
Nar.:    John Sobieski, rei da Polônia no século 17 é lembrado como o homem que salvou a Europa Central dos exércitos invasores turcos, em 1683.
            Com os turcos nas muralhas de Viena, Áustria, Sobieski, comandou um ataque que quebrou o cerco.  
            Ao anunciar sua grande vitória, o rei parafraseou as palavras de César: “Eu vim; eu vi; Deus venceu”.
            Precisamos descansar na certeza de “[...] Jesus está conosco todos os dias até à consumação do século”, Mt.28.20, e Ele é quem vence todas as nossas batalhas.
            A Bíblia usa vários termos para descrever aquele que tem um relacionamento pessoal com Deus: justo, discípulo, santo, amado e filho de Deus.
            João usa um novo título: todo cristão é um vencedor!
            João fala “porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé”, 1Jo.5.4.
            Ele usa o verbo nikaô (vencedor). Nike era a deusa grega da vitória. Para os gregos somente os deuses conseguiam as verdadeiras vitórias.
            A derrota é humana, mas a vitória é divina.
            Todo cristão é um vencedor. Alguns detalhes desta vitória:           
1 – O segredo da vitória.
            A vitória do cristão tem três aspectos fundamentais:
            A – A vitória foi conquistada por Deus.
            João usando o conceito grego de vitória, reafirma o ensino bíblico de que toda e qualquer vitória procede de Deus. Somente Deus é o vencedor.
            A vitória obtida pelo homem é uma concessão divina, por isso devemos dar “graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo”, 1Co.15.57.
            Três lições neste verso:
            1 – “[...] A vitória (sobre o pecado, a morte, o diabo e o mundo é) por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo”, 1Co.15.57;
            2 – A vitória foi conquistada e nos é assegurada somente pelo “[...] nosso Senhor Jesus Cristo”, 1Co.15.57;
            3 – Devemos reconhecer e dar “graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo”, 1Co.15.57.
            B – A vitória é apropriada pela fé.
            João fala que “todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou (o Pai) também ama ao que dele é nascido (o Filho)”, 1Jo.5.1.
            Essa pessoa se torna filho de Deus pela fé.
            O verbo “[...] nascido [...]”, 1Jo.5.1 indica que pela fé, o crente é regenerado ou nasce de novo.
            Veja o motivo “porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé”, 1Jo.5.4.
            A pergunta retórica de João traz a resposta certa aos nossos corações: “Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus?”, 1Jo.5.5.
            O justo vive e sobrevive por causa de sua fé em Deus.
            C – A vitória é evidenciada pelo amor.
            A declaração de João é que “todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou (o Pai) também ama ao que dele é nascido (o Filho)”, 1Jo.5.1, por isso somos vitoriosos.
            João fala que é baseado “nisto (amor ao Pai e ao Filho é que) conhecemos que amamos os filhos (irmãos/servos) de Deus: quando amamos a Deus e praticamos os seus mandamentos (para serem obedecidos)”, 1Jo.5.2.
            Precisamos lembrar “porque este é o amor de Deus (dever, obrigação): que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos”, 1Jo.5.3.
            Obedecer é a oportunidade de mostrar o amor.
            O amor gera uma obediência alegre.
            Não existe nada pesado ou difícil para o amor.
2 – A certeza da vitória.
            Essa certeza nos dão as garantias da vitória.
            A – Certeza que Jesus é Deus.
            João enfrentava os hereges (contrária) que rejeitavam o ensino bíblico da Pessoa de Jesus.
            Para provar que Jesus é Deus, João utiliza três testemunhas, como exigia a Lei de Deus, “uma só testemunha não se levantará contra alguém por qualquer iniquidade ou por qualquer pecado [...] pelo depoimento de duas ou três testemunhas, se estabelecerá o fato”, Dt.19.15.
            O texto fala que “[...] há três que dão testemunho [no céu: o Pai, a Palavra e o Espírito Santo; e estes três são um (a Trindade)”, 1Jo.5.7.
            Declara também que “[...] três são os que testificam na terra]: o Espírito (“[...] o Espírito da verdade [...] (que) dá testemunho de Jesus – que é o Cristo”, Jo.15.26) [...]”, 1Jo.5.8.
            É o Espírito Santo quem, “[...] depois que ouvimos a palavra da verdade, o evangelho da nossa salvação, tendo nele também crido, fomos selados com o Santo Espírito da promessa; o qual é o penhor da nossa herança [...]”, Ef.1.13, 14;
            [...] A água [...]”, 1Jo.5.8 refere-se ao batismo de Jesus, quando “[...] uma (manifestação da Trindade com) voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”, Mt.3.17.
            [...] O sangue [...]”, 1Jo.5.8 fala sobre a cruz, quando houve um testemunho cósmico acerca da divindade de Jesus quando “[...] ouve trevas sobre toda a terra [...] o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo; tremeu a terra, fenderam-se as rochas; abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos, que dormiam, ressuscitaram”, Mt.27.45, 51, 52.
            Juntos, “[...] o Espírito, a água e o sangue, e os três são unânimes num só propósito”, 1Jo.5.8; marcar o batismo e a morte de Jesus na cruz.
            João faz essa referência por causa da heresia ensinada por Cerinto que dizia que Jesus se tornou Cristo no batismo e deixou de ser Cristo quando morreu na cruz.
            A defesa de João é que “este é aquele que veio por meio de água e sangue, Jesus Cristo; não somente com água, mas também com a água e com o sangue. E o Espírito é o que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade”, 1Jo.5.6.
            Jesus é Deus. Este é o pilar da fé, a base de todas as outras certezas do cristão.
            Pode acontecer de “[...] admitimos o testemunho dos homens, (é bom lembrar que) o testemunho de Deus é maior; ora, este é o testemunho de Deus, que ele dá acerca do seu Filho”, 1Jo.5.9.
            Por este motivo, “aquele que crê no Filho de Deus tem, em si, o testemunho (de que Jesus é Deus). Aquele que não dá crédito a Deus o faz mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus dá acerca do seu Filho”, 1Jo.5.10.
            B – Certeza que temos a vida eterna.
            Quando João escreveu o Evangelho, o seu propósito foi declarado de que os “[...] sinais [...] escritos (naquele) neste livro [...] foram registrados para que creiamos que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhamos vida em seu nome”, Jo.20.30, 31.
            O Evangelho de João conduziu seus leitores à fé em Jesus para receberem a vida eterna.
            Na primeira Epístola, João declara que “[...] o testemunho é este: que Deus nos deu (passado) a vida eterna; e esta vida está no seu Filho (para todo aquele que crê)”, 1Jo.5.11.
            É por esta razão que todo “aquele que tem o Filho tem a vida (certeza de salvação); aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida (eterna)”, 1Jo.5.12.
            No Evangelho João ainda declara que o próprio “Jesus nos dá a vida eterna; jamais pereceremos, e ninguém as arrebatará da sua mão”, Jo.10.28.
            Outra segurança que temos é que “o próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus”, Rm.8.16.
            O motivo e segurança que João transmite é que “nos escreveu estas coisas, a fim de sabermos que temos a vida eterna, a nós outros que cremos em o nome do Filho de Deus”, 1Jo.5.13.
            O verbo “[...] saber [...]”, 1Jo.5.13 ocorre 39 vezes nesta carta e 8 vezes apenas neste capítulo.
            [...] Saber [...]”, 1Jo.5.13 significa conhecer com certeza, ou seja, “[...] a todos quantos receberam Jesus, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome”, Jo.1.12.    
            C – Certeza que Deus responde às nossas orações.
            É preciso preguntar para cada um de nós se “[...] esta é a confiança que temos para com Jesus: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade (e não a nossa vontade), ele nos ouve”, 1Jo.5.14.
            Há três aspectos importantes que são ensinados aqui sobre a oração:
            1 – Só ora aquele que tem “[...] confiança [...] para com ele (ou acredita em Deus) [...]”, 1Jo.5.14;
            2 – O crente sabe que “[...] Deus (o) [...] ouve (ou responde a sua oração)”, 1Jo.5.14.
            3 – A certeza que temos ou “[...] a confiança que temos para com ele (Jesus é) [...] que [...] (Deus responde) segundo a sua vontade [...]”, 1Jo.5.14.
            Interessante notar que, “e, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos [...]”, 1Jo.5.15, precisamos de ter fé, acreditar unicamente em Jesus.
            Através da fé “[...] estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito (a respeito de qualquer assunto)”, 1Jo.5.15.
            Se alguém (pode ser eu) vir a seu irmão cometer pecado não para morte, (temos o dever de) pedir (suplicar, orar em favor dessa pessoa) [...]”, 1Jo.5.16.
            Orando, temos a certeza de que “[...] Deus lhe dará vida, aos que não pecam para morte (rejeitar o Espírito Santo, pecado que conduz à desgraça espiritual – drogas) [...]”, 1Jo.5.16.
            Precisamos saber que “[...] há pecado para morte (blasfêmia contra o Espírito Santo, a recusa do evangelho), e por esse não digo que rogue”, 1Jo.5.16.
            Um desses pecados pode ser “[...] a rebelião (que) é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar (com esse tipo de pecado, muitos) [...] rejeitam a palavra do SENHOR, Deus também (o) [...] rejeitará [...] (muitos) recusam ouvir (Deus) [...] endurecem a sua cerviz [...]”, 1Sm.15.23; Ne.9.17.
            É preciso saber que “toda injustiça (viola a lei) é pecado, e há pecado não para morte (é quando você reconhece, confessa e deixa)”, 1Jo.5.17.
            D – Certeza de que não somos escravos do pecado.
            É por este motivo que devemos “saber que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado [...]”, 1Jo.5.18.
            Melhor ainda, “todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus”, 1Jo.3.9.
            Ao nascer de Deus, o cristão deixa de ser escravo de Satanás e passa a ser filho de Deus.
            A certeza de que Deus responde às nossas orações é que “[...] Aquele (Jesus) que nasceu de Deus [...] guarda (os seus filhos), e o Maligno não lhe toca (na alma)”, 1Jo.5.18.
            Eis a razão e o dever de cada um “sujeitar-se, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de nós”, Tg.4.7.
            O “sujeitar-se [...] a Deus [...] (e) resisti ao diabo [...]”, Tg.4.7 deve ser constante porque devemos “ser sóbrios e vigilantes. O diabo, nosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé [...]”, 1Pe.5.8, 9.
            E – Certeza de quem somos e onde estamos.
            João reforça a nossa origem espiritual: “[...] somos de Deus [...]”, 1Jo.5.19 ou “[...] filhos de Deus [...]”, 1Jo.3.2.
            Agora é preciso “saber (ou ter a certeza em cada coração individual) que somos de Deus [...]”, 1Jo.5.19.
            Todos vivem num mundo que não pertence a Satanás, pertence “ao SENHOR (porque a Ele) pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam”, 1Jo.5.19.
            Devemos “saber [...] que o mundo inteiro jaz (deitado, colocado pela vontade de Deus) no Maligno”, 1Jo.5.19.
            O “[...] mundo (está sob o poder de Satanás), segundo o príncipe da potestade do ar [...]”, Ef.2.2.
            Jesus chama Satanás de “[...] o príncipe (deste) mundo (mas ele) [...] será expulso”, Jo.12.31.
            Paulo fala que Satanás é “[...] o deus deste século (que) cega o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo [...]”, 2Co.4.4.
            Satanás “[...] atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais”, Ef.2.2, 3.
            F – Certeza de que estamos na verdade.
            Pela última vez João usa o verbo “[...] sabemos [...]”, 1Jo.5.20.
            Eu e você “também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro (?) [...]”, 1Jo.5.20.
            Temos a plena certeza de que “[...] estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo (?) [...]”, 1Jo.5.20.
            [...] Sabemos (com convicção que) este é o verdadeiro Deus e a vida eterna (para eu e você?)”, 1Jo.5.20.
            A resposta sendo afirmativa, “[...] já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”, Rm.8.1.
            João conclui a sua carta com um imperativo: “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos”, 1Jo.5.21.
            No grego “[...] ídolo”, 1Jo.5.21 é aquilo que é irreal ou ilusório, um deus inexistente ou qualquer coisa que ocupa o lugar de Deus na vida dos homens.
            [...] Guardar-se dos ídolos”, 1Jo.5.21 é não se deixar enganar espiritualmente.
Aplicações práticas:    A sua fé se fundamenta em certezas espirituais, que jamais pode ser destruída?
            Você possui a certeza de salvação?
            Você vive com aquilo que é falso?
            Você é um vencedor?



            Adaptado pelo Rev. Salvador P. Santana para Estudo – A verdadeira espiritualidade – 1, 2 e 3 João e Judas – Rev. Arival Dias Casimiro – Z3.


sábado, 1 de junho de 2019

RELACIONAMENTO ENTRE FILHOS E PAIS.

RELACIONAMENTO ENTRE FILHOS E PAIS
            Terminou o mês do lar. É preciso que dentro do lar que serve a Deus se viva, dependa, entregue, e que todos deem exemplo de servos obedientes a Deus. Assim como acontece nestes dias, nos tempos bíblicos é possível encontrar filhos que não tiveram bons relacionamentos com seus pais.
            “[...] Adão [...] (foi desobediente a seu Pai) atendendo a voz de sua mulher e comeu da árvore que Deus lhe ordenara não comesses [...]” (Gn 3.17).
            “[...] Caim [...] irou-se (contra Deus) [...] (chamou) seu irmão [...] Abel [...] ao campo [...] se levantou [...] contra Abel, seu irmão, e o matou” (Gn 4.5, 8).
            “[...] Lameque (com soberba, pensando que estava fazendo o que era mais correto) [...] disse [...] às suas esposas: Ada e Zilá, ouvi-me [...] mulheres de Lameque, escutai o que passo a dizer: Matei um homem porque ele me feriu; e um rapaz porque me pisou” (Gn 4.23).
            Já nesse tempo “viu o SENHOR que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração” (Gn 6.5). De fato, “a terra estava corrompida à vista de Deus e cheia de violência. Viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque todo ser vivente havia corrompido o seu caminho na terra” (Gn 6.11, 12).
            Diante de toda corrupção do gênero humano, Deus resolve “[...] estabelecer a sua aliança (com) Noé [...] (fazendo-o) entrar na arca, ele e seus filhos, e [...] (a) mulher (de) Noé, e as mulheres de seus filhos” (Gn 6.18).
            É possível, em meio a tanta desobediência encontrar “[...] Abrão (que) partiu, como lho ordenara o SENHOR [...] (mesmo) tendo Abrão setenta e cinco anos quando saiu de Harã” (Gn 12.4).
            Percebe-se com muita facilidade que o homem não consegue manter-se fiel em todo tempo diante de Deus. “[...] Abraão [...] (e) Sara, sua mulher [...] (mentiram para) Abimeleque, rei de Gerar (dizendo:) Ela é minha irmã [...]” (Gn 20.2). O próprio Deus interveio neste imbróglio “[...] impedido Abimeleque [...] de pecar contra Deus e não [...] permitindo que (o rei de Gerar) a tocasse” (Gn 20.6).
            Isaque teve exemplo dentro de casa, então, “[...] os homens perguntaram [...] a respeito de sua mulher, disse: É minha irmã [...] (com medo dos) homens do lugar [...] lhe matarem por amor de Rebeca, porque era formosa de aparência [...] Isaque (foi pego na mentira, pois estava) [...] acariciando a Rebeca, sua mulher” (Gn 26.7, 8).
            Jacó mente para seu pai Isaque e rouba e primogenitura do seu irmão Esaú, indo “[...] astuciosamente e tomando a [...] bênção (do) seu irmão [...]” (Gn 27.35.
            Jacó foge, mas retorna para a casa de seus pais. “[...] Jacó teve medo (de seu irmão Esaú) e se perturbou [...] (pediu a Deus para) livrá-lo das mãos de meu irmão Esaú, porque ele o temia, para que não [...] matasse [...] (então Jacó decidiu) ficar [...] só (com Deus); e lutava (com Deus para enfim) [...] correr (para) [...] encontrar (com) Esaú [...] abraçá-lo o[...] o beijar; e choraram (reconciliando-se)” (Gn 32.7, 11, 24; 33.4). 
            Os irmãos de José “[...] conspiraram contra ele para o matar [...] (desistiram de o) matar e lançando-o numa [...] cisterna (daí, resolveram mentir de que) [...] um animal selvagem o comeu [...] (mas resolveram) [...] vendê-lo (aos) mercadores midianitas [...] por vinte siclos (11g) de prata [...] estes levaram José ao Egito (que se tornou escravo)” (Gn 37.18, 20, 28).
            Treze anos depois, seus irmãos pedem “[...] perdão [...] (da) transgressão (cometida) [...] e (do) pecado (que praticaram, porque eles fizeram mal [...] (a atitude de) José (foi) chorar enquanto lhe falavam. (Disse-lhes:) vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida (e todos obtiveram o cuidado de José)” (Gn 50.17, 20). Com uma leitura mais detalhada dá para perceber que em todos esses relacionamentos entre pais e filhos, irmãos, parentes próximos e até mesmo fora da família, é preciso “[...] reconhecer que [...] Deus intervêm [...] (em toda) obra que fazemos” (Ne 6.16).
            Deus, “[...] abençoa todas as famílias da terra” (Gn 28.14).
                Rev. Salvador P. Santana

terça-feira, 28 de maio de 2019

SE TU QUISERES.

SE TU QUISERES
            Neste mundo é possível se encontrar com pessoas que não têm compromisso e nem respeito pelas autoridades. O desrespeito acontece dentro de casa e fora dela. A desmoralização está entre agentes públicos e privados, entre homens e mulheres, e é fato que crianças e adolescentes se apresentam com mais frequência em desacordo com pais, professores, amigos, vizinhos e autoridades superiores.
            Cada um precisa fazer uma reflexão a respeito do que Cristo falou em sua Palavra ao dizer para o “[...] o seu Pai [...] não seja como eu quero, e sim como tu queres” (Mt 26.39).
            Observe que este texto declara que aquele que falou essa frase foi verdadeiramente obediente. Jesus Cristo, quando estava passando por uma das maiores crises de sua vida terrena: prisão, espancamento, crucificação, a morte se avizinhava a cada segundo; parecia não haver mais solução para essa situação de tristeza e desespero.
            Essa atitude de Jesus chama atenção por assemelhar-se com o homem, porém com algumas diferenças. Quando o homem fala: Deus, “[...] faça-se a tua vontade [...]” (Mt 6.10), há uma incoerência e despreparo para obedecer fielmente a Deus. Pior ainda é que, quando Deus faz a vontade dele sobre a vida deste que fez a petição, nem sempre ele aceita ou quando aceita fica a reclamar e lamentar.
            Não foi assim com Jesus. Jesus abriu a sua boca com o propósito de que, o Pai fazendo a sua vontade, o próprio Filho tivesse condições de abençoar outros que estavam a seu lado. Quando o Pai celeste completou a sua vontade através do Filho obediente, Ele disse na cruz: “[...] perdoa-lhes [...] estarás comigo no paraíso [...] entrego o meu espírito (àquele que sabe de todas as coisas) [...]” (Lc 23.34, 43, 46).
            Perceba que a atitude de Jesus foi de total respeito para com o seu Pai. O exemplo e desejo de Jesus é de que tudo fosse realizado em sua vida e na morte “[...] como (o) Pai queria” (Mt 26.39), e não segundo o querer do Filho para sobrepor a vontade do Pai.
            Jesus satisfez a vontade do Pai quando “[...] ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou [...] também Cristo [...] amou e se entregou a si mesmo [...] como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave” (2Co 5.15; Ef 5.2).
            Jesus deixa claro que a sua vontade entrou em sintonia com a do Pai. A esse respeito a Bíblia fala que “[...] Jesus foi entregue por causa das [...] transgressões (do homem pecador) e ressuscitou por causa da [...] justificação (desse mesmo homem). [...] Cristo [...] amou e se entregou a si mesmo [...] como oferta e sacrifício a Deus [...] Ele se deu em resgate por todos [...] a si mesmo se deu [...] a fim de remir (o homem) de toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras” (Rm 4.25; Ef 5.2; 1Tm 2.6; Tt.2.14).
            “[...] Fazer a vontade daquele (o Pai) que o enviou e realizar a sua obra” (Jo 4.34), não foi nada fácil, mesmo que no começo fosse difícil, mas ele cumpriu. É este o motivo do pedido de Jesus: “[...] prostrou-se em terra; e orava para que, se possível, lhe fosse poupada aquela hora” (Mc 14.35). Mas, “[...] todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres” (Mt 26.39).
            Fique sabendo que “[...] todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm 3.12), não apenas por pessoas contrárias à sua fé, mas também a respeito dos prazeres que cada um tem dentro de seu coração, das mazelas que são alimentadas dia a dia.
            Querendo viver para Deus, ser um cristão dedicado e “[...] aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar [...]” (2Tm 2.15), é preciso deixar as vontades egoístas, os desejos malignos, as falcatruas, as mentiras, pois essas mazelas em nada contribuem com a vontade de Deus a ser operada em sua vida.
            Lembre-se “[...] que todas as coisas (realizadas segundo a vontade de Deus) cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8.28).
            Faça uma avaliação pessoal e coletiva a respeito de sua obediência quanto a tudo que Deus deseja para a sua vida, as quais estão registradas na Palavra de Deus. E que “[...] não seja como (você) quer, e sim como (o Pai celeste) quer” (Mt 26.39).
Rev. Salvador P. Santana

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Mt.7.6 - JULGAR.


JULGAR
Mt.7.6

Introd.:           Este texto parece incoerente com toda a Palavra de Deus.
            Quando lemos que “não (devemos) julgar, para que não sejamos julgados”, Mt.7.1, é possível que haja dúvidas em nosso coração.
            Desde o V.T. é falado que se deve “[...] anunciar entre os povos os [...] feitos (de) Deus. Anunciar entre as nações e publicar (que Deus está acima de todos os deuses) [...]”, Sl.9.11; Jr.50.2.
            Ao olhar mais de perto o texto em foco, veremos que não existe nenhuma contradição em relação a pregação do evangelho e o julgamento daqueles que rejeitam o evangelho.
            Não é à toa que o salmista declara que é “bem-aventurado o homem que não anda no conselho (propósito) dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores (para ouvir as suas lamúrias contra Deus), nem se assenta na roda dos escarnecedores (despreza, zomba, ridiculariza a Trindade, a Palavra de Deus, a igreja e você)”, Sl.1.1.
            O desejo de Deus é que eu e você aprenda a “não falar aos ouvidos do insensato, porque (ele) desprezará a sabedoria das nossas palavras”, Pv.23.9.
            É tão sério essa atitude que devemos tomar porque, se caso eu e você for “o que repreende o escarnecedor traremos afronta sobre nós; e o que censura o perverso a si mesmo se injuria (fica manchado, com defeito)”, Pv.9.7.
Nar.:    A advertência do texto não fala sobre missões religiosas, porque seria uma contradição em relação a muitas outras passagens bíblicas.
            O aviso é para que a nossa fé não seja abalada, manchada quando buscamos ensinar ou advertir a respeito do reino dos céus aos parentes, amigos e inimigos.
Propos.:           Jesus restringe a prédica do evangelho aos que fazem oposição aberta e destrutiva ao mesmo.
Trans.:             É preciso julgar [...]
1 – Para descobrir quem são os cães.
            O texto começa com o advérbio de negação, não [...]”, Mt.7.6, desta forma os servos de Deus estão desautorizados, impedidos para fazer aquilo que o próprio Jesus rejeita.
            O desejo de Jesus é que “não (podemos) dar (algo que contraria a vontade de Deus, que vá contra os princípios eternos da salvação, da moral, da dignidade, da vontade de viver para a eternidade) [...]”, Mt.7.6.
            É aí que Jesus fala a quem “não (devemos) dar (algo precioso que temos em nosso coração) [...]”, Mt.7.6.
            Precisamos saber que quando Jesus fala sobre “[...] cães (Ele se reporta a seus dias nas estradas poeirentas de Israel) [...]”, Mt.7.6.
            O texto se referindo “[...] aos cães (cachorros) [...]”, Mt.7.6, Jesus compara os animais de sua época que eram irracionais, briguentos, imundos, aos homens que agiam de igual modo ou pior.
            Paulo os chamou de [...] rebeldes [...]”, Rm.15.31.
            Jesus exclamou: (Chamando-os de) [...] geração incrédula e perversa [...]”, Mt.17.17.
            Lucas, o médico amado, fala que esses cães são “[...] movidos de inveja [...] homens maus dentre a malandragem, (que gostam de) ajuntar a turba, alvoroçar (a fim de matar, roubar e destruir tal como Satanás) [...]”, At.17.5.
            Paulo pede oração “[...] para que sejamos livres dos homens perversos e maus; porque a fé não é de todos”, 2Ts.3.2.
            A ordem de Jesus é que “não demos aos cães o que é santo [...]”, Mt.7.6.
            [...] O que é santo [...]”, Mt.7.6 fala sobre os sacerdotes que, oferendo a carne em sacrifício, alguns deles jogavam pedações de carne, tirados do altar, aos cães que infestavam as cidades.
            [...] O que é santo [...]”, Mt.7.6 para eu e você, como a nossa fé, a nossa crença, as verdades do reino e de Deus não podem ser [...] dadas aos cães (pecadores zombeteiros, que ignoram ou renegam a Palavra de Deus) [...]”, Mt.7.6.
            Julgue para [...]
2 – Saber quem sãos os porcos.        
            Falando sobre “[...] pérolas [...]”, Mt.7.6, Jesus relata que essas eram parecidas com ervilhas ou milho, nutritivos que eram comidas pelos porcos.
            O quadro é de um homem rico que jogava mãos cheias dessas pequenas [...] pérolas [...]”, Mt.7.6 para alimentar animais irracionais.
            Acontece que “[...] os porcos (deviam se alimentar, usufruir, nutrir dessas) pérolas (mas, havia rejeição, negação) [...]”, Mt.7.6.
            [...] Os porcos (eram considerados imundos pelos judeus) [...]”, Mt.7.6.
            Falar de “[...] porcos (é falar da irracionalidade, da ferocidade, sujidade e do modo de agir de muitos homens) [...]”, Mt.7.6.
            Alguns indivíduos se encontram em níveis mais baixos que aquele ocupado pelos animais com suas ações violentas e amorais.
            Pedro declara que “[...] a porca lavada volta a revolver-se no lamaçal (assim como muitos homens se lambuzam em seus pecados)”, 2Pe.2.22.
            É bom lembrar que esse revolver é sistêmico, ou seja, um aprende a maldade, a malandragem, os pecados, os vícios com aquele que está mais próximo dando exemplo.
            Por este motivo “[...] nem (eu e você não devemos) lançar (o que temos de mais precioso em nossa vida – a Bíblia, uma palavra amiga, uma ajuda, isto porque) os porcos (não sabem aproveitar as oportunidades para o bem) [...]”, Mt.7.6.
            Perceba que o texto fala que são “[...] as suas pérolas (e não do outro que são) os porcos (em suas ações e rebeldia contra Deus) [...]”, Mt.7.6.
            Aprenda a julgar [...]
Conclusão: Para evitar a sua destruição.
            A ordem de Jesus é: “Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas [...]”, Mt.7.6.
            O motivo principal é: “[...] para que não as pisem com os pés [...]”, Mt.7.6.
            O sentido de “[...] não as pisem com os pés (é a rejeição, afronta, a blasfêmia contra o nosso Deus, a injúria contra a noiva do Cordeiro, o menosprezo da nossa fidelidade, leitura bíblica e oração) [...]”, Mt.7.6.
            Quando os “[...] cães [...] (e) os porcos [...] pisam com os pés (a nossa lealdade, sinceridade, o ser dizimista fiel, o desejo deles é menosprezar, zombar, ridicularizar o nosso Deus) [...]”, Mt.7.6.
            Muitos deles perguntam: “[...] O teu Deus onde está? (Achincalham a nossa fé devido) as nossas lágrimas ter sido o nosso alimento dia e noite [...]”, Sl.42.3.
            Os “[...] cães [...] os porcos [...] pisam (agem como aqueles que oferecem a droga e depois de você cair) [...] voltando-se (contra nós), nos dilaceram (rasga, rompe, estoura, arrebenta, quebra em pedaços e nos abandona)”, Mt.7.6.
            Julga se a pessoa em quem você confia é digna de merecer a sua amizade.


            Rev. Salvador P. Santana