quarta-feira, 22 de maio de 2019

Rm.4.16-18 - O BATISMO INFANTIL.


O BATISMO INFANTIL, Rm.4.16-18.
Introd.:           O batismo infantil é de vital e essencial importância na igreja visível, mas muitos atacam esse procedimento que é fundamentado biblicamente.
            O batismo é um sacramento instituído pelo Senhor, e deve ser ministrado por um ministro ordenado, com água, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
            O batismo nos comunica e sela os benefícios contidos nas promessas graciosas de Deus para com o seu povo escolhido.
1 – O batismo infantil e a continuidade do pacto da graça.
            O batismo comunica a purificação característica da regeneração é por isso que aquele que “[...] não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus”, Jo.3.5.
            Por este motivo deve haver “[...] arrependimento, e cada um de nós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos nossos pecados, e receberemos o dom do Espírito Santo”, At.2.38.
            Essa mudança deve acontecer porque “[...] alguns de nós [...] nos lavamos [...] fomos santificados [...] justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus”, 1Co.6.11.
            O objetivo principal é nos comunicar e confirmar nossa união com Cristo, porque fomos “[...] sepultados com ele na morte pelo batismo [...] (daí devemos) andar [...] em novidade de vida”, Rm.6.4.
            O batismo, segundo foi instituído, deve ser administrado em nome da Trindade santa, o que aponta a realidade sublime da comunhão do crente, não somente com o Filho, mas com todas as pessoas da Trindade.
            O batismo nos torna “[...] raça eleita [...] nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus [...]”, 1Pe.2.9.
            Por meio do batismo, somos fortalecidos e sustentados na intimidade de relação espiritual com o Senhor, porque “[...] Jesus rogou ao Pai, e ele nos deu outro Consolador [...] (e) não nos deixou órfãos [...]”, Jo.14.16, 18.
            O principal fundamento que sustenta biblicamente a prática do batismo infantil está na unidade e continuidade, que caracteriza a aliança da graça realizada por Deus com Abraão.
            Deus prometeu “[...] abençoar (Abraão) e [...] multiplicarei a sua descendência como as estrelas dos céus e como a areia na praia do mar [...]”, Gn.22.17, bênção que até hoje acompanha nossos filhos.
            Esses benefícios se transformaram em “[...] bênção de Abraão para que chegasse aos gentios, em Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido”, Gl.3.14.
            Paulo fala que “[...] Abraão é pai de todos nós (que cremos em Cristo Jesus)”, Rm.4.16.
            Aos Gálatas, Paulo declara que devemos “saber [...] que os da fé é que são filhos de Abraão”, Gl.3.7.
            A nova aliança é o cumprimento da aliança que o Senhor fez com Abraão, e Cristo é o cumprimento cabal das promessas contidas nessa aliança da graça.
            Essa é a razão por que provém da fé, para que seja segundo a graça, a fim de que seja firme a promessa para toda a descendência, não somente ao que está no regime da lei, mas também ao que é da fé que teve Abraão (porque Abraão é pai de todos nós”, Rm.4.16.
            Veja que “[...] as promessas foram feitas a Abraão e ao seu descendente. Não diz: E aos descendentes, como se falando de muitos, porém como de um só: E ao teu descendente, que é Cristo (logo, todo aquele que crê em Jesus, está dentro da promessa e salvo)”, Gl.3.16.
            O batismo infantil é plenamente coerente no contexto da aliança e as promessas são destinadas à descendência, portanto, as crianças não podem ser olvidadas (esquecidas) deste sacramento.
2 – O batismo infantil e a salvação.
            O pacto da graça que o Senhor Deus firmou com o homem é a garantia de cuidado eterno e certeza de um relacionamento íntimo com o Senhor por toda a eternidade.
            Deus falou para Moisés que os “tomaria por seu povo e seria (seu) [...] Deus [...]”, Ex.6.7.
            Jeremias foi alertado de que o povo devia “[...] dar ouvidos à [...] voz (do Senhor), e (o Senhor) [...] seria o seu Deus, e eles seriam o seu povo [...]”, Jr.7.23.
            O pacto deve ser compreendido como um instrumento de redenção e como uma garantia da vida em sua plenitude conforme firmada por Deus, que é caracterizada como um relacionamento de amor com o Senhor que se expressa por meio dos sacramentos.
            Não se trata de um contrato firmado entre partes iguais, mesmo porque, “[...] todos pecaram e carecem da glória de Deus”, Rm.3.23.
            A aliança é determinada em seus termos pelo Deus criador de todas as coisas, que vem ao homem pecador “[...] propondo a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência”, Dt.30.19.
            O homem é miserável, indigno e incapaz de promover sua própria salvação, isto é “porque pela graça somos salvos, mediante a fé; e isto não vem de nós; é dom de Deus”, Ef.2.8.
            A salvação nunca foi mérito nem “[...] obras (do ser humano), para que ninguém se glorie”, Ef.2.9.
            A salvação é dádiva de Deus porque Ele “[...] nos escolheu (em Jesus) [...] antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor”, Ef.1.4.
            Ao ser dada a promessa de salvação à semente, ao descendente, ela inclui as crianças, “pois para nós outros é a promessa, para nossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar”, At.2.39.
            O batismo infantil é um selo de salvação eterna concedida aos eleitos pelo próprio Deus.
3 – O batismo infantil como sinal do pacto da graça.
            A ordem de Deus a respeito do sinal do pacto é que “[...] Abraão (devia) [...] guardar a [...] aliança (de Deus) [...] e a descendência (de) Abraão no decurso das suas gerações [...] que todo macho entre eles seria circuncidado”, Gn.17.9, 10.
            Foi instituído que todas as crianças “[...] que tem oito dias seriam circuncidadas [...] tanto o escravo nascido em casa como o comprado a qualquer estrangeiro [...] o incircunciso, que não for circuncidado na carne do prepúcio, essa vida seria eliminada do seu povo; quebrou a aliança (de Deus)”, Gn.17.12, 14.
            A criança era a portadora, segundo a vontade soberana de Deus da aliança da graça.
            Essa característica permanece também no batismo, “[...] depois que ouvimos a palavra da verdade, o evangelho da nossa salvação, tendo nele também crido, fomos selados com o Santo Espírito da promessa; o qual é o penhor da nossa herança [...]”, Ef.1.13, 14.
            Deus prometeu “estabelecer a sua aliança (com Abarão) [...] e a sua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o seu Deus e da sua descendência”, Gn.17.7.
            Abraão, assim como os pais, são responsáveis, devendo “[...] todo macho entre nós (para) ser circuncidado (batizado)”, Gn.17.10.
            O símbolo da aliança aplicado às crianças, comunica a necessidade de o ser humano viver em fidelidade os votos estabelecidos pela aliança da graça.
            O sinal comunica a necessidade de purificação, a santidade indispensável para ser consagrado ao Senhor e viver em um relacionamento de intimidade com ele. 
4 – O batismo infantil e a família da aliança.
            A “[...] circuncisão [...] no oitavo dia [...]”, Lv.12.3, apresentava como um testemunho de pertencimento do indivíduo à família da aliança.
            Veja que “essa é a razão por que provém da fé (dos pais para levarem seus filhos), para que seja segundo a graça, a fim de que seja firme a promessa para toda a descendência, não somente ao que está no regime da lei, mas também ao que é da fé que teve Abraão (porque Abraão é pai de todos nós”, Rm.4.16.
            O batismo sela uma pessoa como membro da igreja.
            Para os eleitos, têm os benefícios da “[...] purificação (e do perdão) dos pecados [...]”, Hb.1.3.
            A inclusão na família da aliança é “como está escrito: Por pai (Abraão) de muitas nações te constituí.), perante aquele no qual creu, o Deus que vivifica os mortos e chama à existência as coisas que não existem”, Rm.4.17.
            A circuncisão demonstra que o Senhor quer tratar com famílias, tal como fez com “[...] Noé [...] (ordenando que) entrasse na arca, ele e toda a sua casa, porque (o) Senhor reconheceu que Noé tem sido justo diante de Deus no meio (daquela) [...] geração”, Gn.7.1.
            Não encontramos no N.T., a abolição dos princípios da aliança.
            Evidência da continuidade é que “[...] o marido incrédulo é santificado no convívio da esposa, e a esposa incrédula é santificada no convívio do marido crente [...] (desse modo) os [...] filhos [...] serão santos”, 1Co.7.14.
            O que fundamenta a administração do batismo às crianças é sua instituição divina.
            A promessa de Deus contidas na aliança da graça são destinadas aos pais para se “[...] arrepender [...] ser batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos [...] pecados, e receber o dom do Espírito Santo. Pois para (os pais) [...] é a promessa, para seus filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar”, At.2.38, 39.
5 – O batismo infantil e a responsabilidade dos pais.
            Devemos ter em mente que filhos são presentes de Deus.
            Na criação do mundo “[...] Deus [...] abençoou (Adão e Eva) e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra [...]”, Gn.1.28.
            Considerar a importância dos filhos porque “[...] Deus formou o nosso interior Deus nos teceu no seio de nossa mãe [...] (e) por modo assombrosamente maravilhoso nos formou; as obras (de) Deus são admiráveis, e a nossa alma o sabe muito bem”, Sl.139.13, 14.
            A criança é importante porque “criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”, Gn.1.27.
            [...] Os filhos são [...] herança do SENHOR [...]”, Sl.127.3.
            A promessa de salvação foi o nascimento de Jesus quando “Maria deu à luz um filho e lhe pôs o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles”, Mt.1.21.
            Deus confia os filhos aos pais para que sejam ensinados:
            A – “Amar [...] o SENHOR, nosso Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de toda a sua força”, Dt.6.5;
            B – “O que ouvimos e aprendemos, o que nos contaram nossos pais, não o encobriremos a nossos filhos; contaremos à vindoura geração os louvores do SENHOR, e o seu poder, e as maravilhas que fez”, Sl.78.3, 4;
            C – Os pais precisam priorizar “[...] buscar a sabedoria como a prata e como a tesouros escondidos a procurar, então, entenderás o temor do SENHOR e acharás o conhecimento de Deus”, Pv.2.4, 5;
            D – Aos pais está “[...] ordenado [...] a guardar o caminho do SENHOR e praticar a justiça e o juízo; para que o SENHOR (abençoe a seus filhos) [...]”, Gn.18.19;
            E – Os “[...] pais, não (devem) provocar seus filhos à ira, mas criá-los na disciplina (educar, ensinar, treinar) e na admoestação (correção, formação, exortação) do Senhor (treinando o filho para a vida)”, Ef.6.4.
            Não há possibilidade de transferência da responsabilidade dos pais quanto ao cuidado dos filhos, essa responsabilidade foi conferida por Deus.
            Os pais, se não cumprirem os mandamentos de Deus, serão os responsáveis por não terem ensinado seus filhos.
            Os pais são responsáveis porque eles são representantes de Deus, assim como “Abraão, esperando contra a esperança, creu, para vir a ser pai de muitas nações, segundo lhe fora dito: Assim será a tua descendência (crê em Deus)”, Rm.4.18.
            Alguns exemplos de representantes de sua família:
            Com Noé, Deus “[...] estabeleceu a sua aliança; entrando na arca, Noé e seus filhos, e sua mulher, e as mulheres de seus filhos”, Gn.6.18;
            Deus “estabeleceu a sua aliança entre Ele e Abraão e a sua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o seu Deus e da sua descendência”, Gn.17.7;
            [...] O SENHOR se indignou contra Salomão, pois desviara o seu coração do SENHOR [...] por isso, disse o SENHOR a Salomão: Visto que assim procedeste e não guardaste a minha aliança, nem os meus estatutos que te mandei, tirarei de ti este reino e o darei a teu servo”, 1Rs.11.9, 11.
            Jairo, “[...] um oficial do rei, cujo filho estava doente em Cafarnaum (foi abençoado). Tendo ouvido dizer que Jesus viera [...] foi ter com ele e lhe rogou que descesse para curar seu filho, que estava à morte. Vai, disse-lhe Jesus; teu filho vive. O homem creu na palavra de Jesus e partiu”, Jo.4.46, 47, 50.
            O cumprimento das exigências do pacto se dá por meio do ensino constante quando observamos “[...] os mandamentos, os estatutos e os juízos que mandou o SENHOR, nosso Deus, se nos ensinassem [...] para que temamos ao SENHOR, nosso Deus, e guardemos todos os seus estatutos e mandamentos que Deus nos ordena, nós, e nosso filho, e o filho de seu filho, todos os dias da tua vida; e que seus dias sejam prolongados”, Dt.6.1, 2.
            Provérbios apresenta um pai experiente e presente aconselhando; “filho meu, guarda as minhas palavras e conserva dentro de ti os meus mandamentos”, Pv.7.1.
            O pai precisa se “[...] tornar padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza”, 1Tm.4.12.
            Os pais devem “[...] ser temperantes, respeitáveis, sensatos, sadios na fé, no amor e na constância. (Precisam) torna-se, pessoalmente, padrão de boas obras. No ensino, mostra integridade, reverência (respeito, honra)”, Tt.2.2, 7.
            Os “[...] pais, não (podem) provocar seus filhos à ira, mas criá-los na disciplina (educar, ensinar, treinar) e na admoestação (correção, formação, exortação) do Senhor (e nem abusar da autoridade, mas alimentar-se da Palavra de Deus)”, Ef.6.4.
Conclusão:      O batismo é um selo que confirma nosso pertencimento ao Senhor.
            Desde à época de Abraão as promessas são garantidas àqueles que pertencem à família da aliança da graça.
            O pacto da graça é a garantia do cuidado eteno do Senhor para com os filhos da aliança, e a certeza do relacionamento íntimo com Deus por toda a eternidade.
Aplicação:       Você já batizou seus filhos?
            Incentiva aqueles que não o fizeram.


            Adaptado pelo Rev. Salvador P. Santana para E.D. – O batismo e a Ceia do Senhor – Palavra Viva – Rev. Christian Brially Tavares de Medeiros – ECC.

sábado, 18 de maio de 2019

AMOR NO LAR.


AMOR NO LAR
            Todo lar é um lugar de grandes lições que duram gerações, mas em meio aos ensinos o homem pode encontrar lamentações, choros, dúvidas, ciúmes, angústias, aflições, brigas, desesperos, desavenças. Por outro lado, é possível que haja alegrias, festas, desejos aceitáveis, cordialidades, perdão, amor, disposição para ajudar o próximo.
            É preciso entender que um lar não é formado por paredes, portas, janelas, telhado; isso é uma casa. O lar é composto de vidas sadias ou doentes, homens e mulheres que têm desejos, que fazem planos a curto, médio e longo prazo.
            O grande vilão dentro dos lares em todos os tempos, principalmente quando as redes sociais dominam é a falta de tempo para estar juntos, conversar, contar causos, sorrir, chorar, sentar-se à mesa para as refeições, parar um pouco para discutir a respeito de algum problema que a família esteja enfrentando.
            O salmista apresenta um modelo de lar que muitos não aceitam por ser fora de moda ou por não aceitarem amar a Deus com todo o seu coração.
            O texto fala que é “bem-aventurado aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos!” (Sl 128.1). Perceba que deve haver uma sincronia entre temer e andar. Esse que anda e teme é bem-aventurado do SENHOR.
            É importante ressaltar que, quando o Senhor abençoa, cada um tem o seu papel fundamental e importante dentro do lar. Os pais, “do trabalho de suas mãos comerás, feliz serás, e tudo lhes irá bem” (Sl 128.2). 
            A mãe, com dupla ou tripla jornada de trabalho, a “[...] esposa, no interior de sua casa, será como a videira frutífera [...]” (Sl 128.3), a qual administra com honestidade, fidelidade, amor e sabedoria.
            Os “[...] seus filhos, como rebentos da oliveira, à roda da tua mesa” (Sl 128.3), são consequência da atitude dos pais – recebem o título de rebentos de oliveira, expressão que demonstra força que tem por ser criados em um lar onde há comunhão.
            A sociedade grita por socorro e não sabe onde buscar auxílio e força para os problemas que enfrentam no dia a dia, isto porque os muitos lares estão destroçados a tal ponto de muitos não desejarem voltar, ou ficarem dento dos bares ou junto aos amigos noites sem fim.
            Pais e filhos precisam desejar ter um lar seguro, edificado no amor de Cristo Jesus, harmonioso, dedicado uns aos outros com o intuito de serem ajudados, consolados e edificados para o cumprimento dos deveres a cada um incumbido.
            Faz-se necessário fazer uma autoavaliação a respeito da sua disponibilidade diante dos seus. Caso você ache que algo está errado ou fora dos acertos familiares, avance um pouco mais em direção ao conserto, à dedicação, à entrega total para se disponibilizar em fazer o que é necessário para o bem de todos.
            Uma das ordenanças de Cristo Jesus é que você aprenda a “[...] amar uns aos outros, segundo o mandamento que Ele ordenou” (1Jo 3.23). Este dever é porque tem se “[...] multiplicado a iniquidade, o amor (está) se esfriando de quase todos” (Mt 24.12), por este motivo, “[...] ame uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus” (1Jo 4.7).
            O amor dos pais aos filhos e dos filhos aos pais deve ser demonstrado como marca registrada em sua atitude a fim de que os vizinhos, amigos e parentes possam perceber e comecem a praticar como forma de imitação em sua vida. Lembre-se que amar é o sentimento que se transforma em atos concretos.
            O amor dentro do lar precisa começar com os pais. Um amando o outro dando assim exemplo para os seus filhos tal como cada genitora “[...] criem filhos, sejam boas donas de casa e não deem ao adversário ocasião favorável de maledicência” (1Tm 5.14).
            Que Deus abençoe a sua família no amor do seu lar!
Rev. Salvador P. Santana

sábado, 11 de maio de 2019

Mt.28.16, 17 - SEGUIR JESUS.


SEGUIR JESUS
Mt.28.16, 17

Introd.: Não é fácil “[...] seguir Jesus, e deixar aos mortos o sepultar os seus próprios mortos”, Mt.8.22.
            Complicado ouvir “[...] Jesus dizer: Segue-me! (Daí, eu me) [...] levanto e o sigo”, Mc.2.14.
            Para seguir Jesus precisamos ter disposição, fé, comunhão, dedicação, compromisso e ser leal em tudo quanto Ele nos disser.
Propos.:           Seguir Jesus Cristo é um dos temas principais no evangelho de Mateus.
Trans.:             Seguir Jesus [...]
1 – Precisa ser convocado.
            Os discípulos “seguiram (não foi por conta própria [...]”, Mt.28.16.
            Os discípulos “seguiram Jesus (pois o mesmo já havia determinado que “[...] depois da sua ressurreição, iria adiante [...] para a Galileia”, Mt.26.32) [...]”, Mt.28.16.
            Seguiram Jesus (porque os anjos disseram às mulheres) irem [...] dizer aos seus discípulos que Jesus ressuscitou dos mortos e ia [...] para a Galileia [...]”, Mt.26.32; 28.7) [...]”, Mt.28.16.
            Ou seja, “seguiram (Jesus fora determinado pelo próprio Deus) [...]”, Mt.28.16.
            Seguir Jesus (é para aqueles que foram “[...] escolhidos nele antes da fundação do mundo, para serem santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor”, Ef.1.4) [...]”, Mt.28.16.
            Perceba que os que “seguiram (foram) os onze discípulos (que tinham intimidade, lealdade, disponibilidade em servir Jesus e que aprenderam amar a Jesus) [...]”, Mt.28.16.
            Foram “[...] para a Galileia (dos gentios, Mt.4.15, porque ao retornar do Egito, José, “[...] o menino e sua mãe (foram) para a terra de Israel”, Mt.2.20, eles se “[...] retiraram para as regiões da Galileia”, Mt.2.22) [...]”, Mt.28.16.
            Jesus inicia os seus dias e termina o seu ministério na região mais pobre de Israel, Galileia.
            Foram “[...] para a Galileia (dos gentios, Mt.4.15 para serem evangelizados, influenciados pelo testemunho, impactados pelo evangelho e verem pela última vez o seu mestre Jesus ressuscitado) [...]”, Mt.28.16.
            Foi o próprio Deus quem conduziu “[...] os discípulos [...] seguirem Jesus (e desta mesma forma ele faz com cada um de nós; obedeça) [...]”, Mt.28.16.
            A ordem para “seguirem [...] para o monte (não com o desejo atual de orar, fazer uma campanha, mas para estar junto aos servos e abençoá-los) [...], Mt.28.16.
            Aqueles 12 discípulos deviam seguiram com mais [...] quinhentos irmãos de uma só vez [...]”, 1Co.15.6, a fim de seguir Jesus, não apenas naquele momento, mas para toda a eternidade.
            Seguir Jesus [...] para o monte que Jesus lhes designara (é incerto a localização, mas sabemos que, quando indicado por Cristo, temos “[...] o caminho, e a verdade, e a vida [...]”, Jo.14.6 que irá nos direcionar para a eternidade)”, Mt.28.16.
            Seguir Jesus [...]
2 – Exige que você seja um adorador.
            A conjunção aditiva “e (tem uma força acumulativa a fim de mostrar que os servos de Deus reconhecem o seu Mestre e Senhor) [...]”, Mt.28.17.
            É por este motivo que, “[...] quando viram Jesus (eles tinham a certeza de que o seu Senhor e Mestre estava presente e pronto para abençoar) [...]”, Mt.28.17.
            Aqueles doze discípulos “[...] quando viram Jesus, o adoraram (por aquilo que Jesus é e faz) [...]”, Mt.28.17.
            [...] Adora Jesus (porque o reconhecem como o único e verdadeiro Senhor) [...]”, Mt.28.17.
            [...] Adora Jesus (pelo motivo de Ele ser o verdadeiro Deus) [...]”, Mt.28.17.
            [...] Adora Jesus (devido ao seu amor eterno por cada um de nós) [...]”, Mt.28.17.
            Seguir Jesus [...]
Conclusão:       Não é para qualquer um.
            Perceba a conjunção adversativa “[...] mas [...]”, Mt.28.17.
            Precisamos entender que sempre haverá um “[...] mas (de discordância, de desânimo, de falta de confiança, de incredulidade) [...]”, Mt.28.17.
            Veja que acontece desde tempos antigos de um “[...] mas (como conjunção adversativa se interpor, se colocar contra ou no meio da credulidade) [...]”, Mt.28.17.
            Entenda que sempre haverá “[...] alguns (que) duvidam (hesitam, balançam, questionam, suspeitam de que Jesus é o nosso Senhor e Salvador)”, Mt.28.17.
            Segue Jesus como Senhor e Salvador de sua vida.


     Rev. Salvador P. Santana

sexta-feira, 10 de maio de 2019

MÃE.

MÃE
                Dentre tantas virtudes que uma mãe pode ter, acariciar seu filho parece ser a mais perfeita e íntima de uma mãe com o seu filho.
                É bom lembrar que o valor materno que nasce no coração humano é vindo dos céus, valores como: carinho, no dia do profeta Jeremias, para as mães, “[...] as crianças (são) do seu carinho [...]” (Lm 2.20), a “[...] amamentação (a qual) Sara [...] na sua velhice lhe deu um filho (a Abraão)” (Gn 21.7), é exemplo às mais novas, assim também o tocar das fraldas e o preparar do alimento diário.
                Paulo declarou certa vez, ao falar do seu amor à igreja a respeito de “[...] qual ama que acaricia os próprios filhos” (1Ts 2.7). Acariciar vem desde tempos antigos e, é tão normal que ao observar uma jovem senhora grávida, é notável o seu carinho para com o feto em seu ventre materno. Ao nascer, é nítida a delicadeza com que essa mãe trata o seu bebê.
                Esse amor se estende até a idade adulta, não importando quanto anos ele já fez ou se já é casado, pai avó(ô). Interessante perceber esse amor demonstrado que passa de mãe para filha, de geração a geração, e isto a fim de que as mães mais jovens não sejam negligentes, porque o dever de cada mãe é “[...] instruir as jovens recém-casadas a amarem ao marido e a seus filhos” (Tt 2.4).
                A intimidade entre mãe e filho não é somente afagar, mas também alimentar. É outro valor excelente que uma mãe deve adquirir. Conforme estudos feitos, a mãe que amamenta auxilia o seu filho na dentição, no crescimento físico, nos estudos, no humor e na vida sexual.
                É com muita propriedade que a Bíblia pergunta: “Acaso, pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti” (Is 49.15). Neste texto é visto que o amor materno é grande por seu filho. É Deus ratificando o seu amor para com a humanidade perdida, ainda que a “[...] mulher esqueça do filho que ainda mama [...] Deus, todavia, não [...] esquecerei de ti” (Is 49.15).
                A mãe que é íntima do filho tem mais poder e autoridade para orientá-lo, porque o seu desejo é contemplar o casamento abençoado do filho, os seus estudos progredindo, o sucesso profissional, porque o amor entre os dois conduzirá de tal forma que o filho irá seguir, de acordo com a vontade de Deus, os ensinos de sua mãe, conforme o dizer de Provérbio: “[...] as quais lhe ensinou sua mãe” (Pv 31.1).
                Esse ensino servirá de escora para o resto da vida do filho obediente. Deus é o autor de todo o bem, transmite a seus filhos, e neste caso às mães, através da Escritura Sagrada tal como se deve “ensinar a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele” (Pv 22.6).
                Essas e outras atitudes podem ser acrescentadas em sua lista, tanto para pedir a Deus que as torne mais evidentes em você ou para que outras mães tomem a sua vida como exemplo e coloquem em prática esse modo de ser mãe.
                Rev. Salvador P. Santana

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Mt.28.11-15 - FALSO TESTEMUNHO.


FALSO TESTEMUNHO
Mt.28.11-15

Introd.:           Nos dez mandamentos, Deus ordena: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo”, Ex.20.16.
            Deus aborrece o falso testemunho e ordena que “da falsa acusação (devemos nos) [...] afastar; não matarás o inocente e o justo, porque não justificarei o ímpio”, Ex.23.7.
Propos.:           O falso testemunho condena a si mesmo.
Trans.:             Anterior ao falso testemunho [...]
1 – Os guardas contaram a verdade.
            Os guardas romanos, incrédulos, tiveram boa intenção e reputação, mas foram contaminados pelo erro dos judeus gananciosos e ávidos por vingança.
            A conjunção aditiva “e (mostra que havia testemunhas verdadeiras em meio a toda essa mentira) [...]”, Mt.28.11.
            Perceba que “[...] indo elas (Maria, mãe de Jesus, Maria Madalena e Maria a mãe de Tiago e João, saíram do espetáculo de horrores de mentiras que havia de vir) [...]”, Mt.28.11.
            O “[...] eis que (alerta para olhar com atenção, inspecionar, examinar a respeito daqueles que estão ao redor para denegrir, destruir, roubar, matar) [...]”, Mt.28.11.
            Entenda que foi apenas “[...] alguns da guarda (indica não a totalidade – 6 a 16 guardas) [...]”, Mt.28.11.
            A “[...] guarda foi à cidade e contaram (a verdade de “[...] que houve um grande terremoto [...] um anjo do Senhor desceu do céu [...] removeu a pedra [...]”, Mt.28.2) [...]”, Mt.28.11.
            Lembrar que a “[...] guarda [...] contou (em particular) aos principais sacerdotes (mediador entre Deus e os homens, os quais deviam tomar as devidas providências de anunciar ao povo sobre o milagre da ressurreição) [...]”, Mt.28.11.
            Perceba que os “[...] guardas (não foram omissos na verdade porque eles) contaram [...] tudo o que sucedera (o problema é que os sacerdotes eram corruptos – os guardas foram contaminados)”, Mt.28.11.
            O falso testemunho [...]
2 – Aplica o suborno.
            A corrupção é um ato delituoso de quem, no exercício legítimo de função, ou cargo público, ou em razão dele, exige, ou aceita diretamente, ou por interposta pessoa, qualquer vantagem ou recompensa, para faltar ao cumprimento do seu dever, praticando, ou se abstendo de praticar, certo ato, em prejuízo de terceiro.
            Os guardas, como funcionários do governo romano, foram corrompidos em prejuízo do testemunho do evangelho.
            Os sacerdotes, responsáveis pelo templo, corromperam os guardas a fim de prejudicarem a doutrina da ressurreição. 
            A aplicação do suborno se estabeleceu quando “reunindo-se (os) sacerdotes em conselho (às ocultas com o desejo de não revelar a verdade que eles temiam) [...]”, Mt.28.12.
            Em conluio, os “[...] sacerdotes (estavam) com os anciãos (presbíteros, diáconos, responsáveis pela ordem do culto, se rebelaram contra a verdade apresentada) [...]”, Mt.28.12.
            A corrupção corre indiscriminadamente pelo sangue de todos os homens em menor ou maior grau.
            Aqui encontramos “[...] sacerdotes e anciãos (líderes do povo que deviam dar exemplo, deram falso testemunho do reino de Deus) [...]”, Mt.28.12.
            Reuniram-se (não para orar, ler a Bíblia ou cantar louvores) [...]”, Mt.28.12.
            Reuniram-se [...] (com o propósito de) darem grande soma de dinheiro aos soldados (para que ficassem calados a respeito da verdade)”, Mt.28.12.
            A “recomendação (dos líderes da igreja podia ser para o bem, para o crescimento da verdade, a credibilidade da moral, a propagação da ética no meio cristão) [...]”, Mt.28.13.
            Pelo contrário, eles “recomendaram que dissessem (não a verdade, não o caso concreto, não o que de fato eles viram) [...]”, Mt.28.13.
            Recomendaram que dissessem: Vieram de noite os discípulos dele e o roubaram (induziram à mentira) [...]”, Mt.28.13.
            Veja a contradição: “[...] Vieram de noite os discípulos (como foram reconhecidos? Havia tochas) [...]”, Mt.28.13.
            A guarda era composta de dois a dezesseis; como conseguiram “[...] roubar (o corpo de Jesus? Deviam pedir socorro, gritar) [...]”, Mt.28.13.
            Outro erro grave é “[...] enquanto dormiam [...] disseram (que) roubaram (o corpo de Jesus – impossível ver)”, Mt.28.13.
            Não seja subornado, mantenha a verdade.
            O falso testemunho [...]
3 – Promete segurança.
            Precisamos saber que “[...] o amado do SENHOR habitará seguro com ele; todo o dia o SENHOR o protegerá, e ele descansará nos seus braços”, Dt.33.12.
            Conforme Moisés, segurança teremos apenas no Senhor nosso Deus.
            A conjunção subordinada condicional, “caso (aponta que não existe fidelidade na palavra do homem) [...]”, Mt.28.14.
            Para os sacerdotes e anciãos, “caso isto chegue (ao extremo, não conte com a gente, você não me conhece, nunca nos encontramos) [...]”, Mt.28.14.
            Caso [...] chegue ao conhecimento do governador (a verdade desse fato, toda responsabilidade é sua, eu não posso pagar pelo seu erro) [...]”, Mt.28.14.
            A desculpa de muitos homens: “[...] nós o persuadiremos (ex-deputado Eduardo Cunha, Nestor Cerveró, ex-governador Sérgio Cabral, ex-presidente Lula - presos) [...]”, Mt.28.14.
            A conversa de muitos com o falso testemunho é que eu vou “[...] persuadir (induzir ao erro, fazer amigos, ganhar o favor, livrar você da prisão) [...]”, Mt.28.14.
            [...] E (o pior, você será) posto em segurança (pelas) nossas (mãos)”, Mt.28.14.
            Conselho bíblico: “Não confieis naquilo que extorquis [...] não confieis em príncipes, nem nos filhos dos homens [...] não confieis em palavras falsas [...]”, Sl.62.10; 146.3; Jr.7.4.
            O falso testemunho apresenta [...]
Conclusão:      A versão divulgada.
            O pronome pessoal “eles (se referem aos guardas que aceitaram a proposta indecente dos sacerdotes e anciãos para mentirem diante da sociedade) [...]”, Mt.28.15.
            Eles, (os guardas cometeram o pecado da corrupção passiva – funcionário público solicita ou recebe vantagem indevida) receberam o dinheiro (modus operandi – Judas Iscariotes) [...]”, Mt.28.15.
            Outra ação pecaminosa foi “[...] fazer como estavam instruídos (preferiram obedecer a homens do que a Deus) [...]”, Mt.28.15.
            [...] Esta versão (do pecado enraizado nos corações dos sacerdotes, anciãos e dos guardas) divulgou-se entre os judeus até ao dia de hoje (para confirmar que de fato, Jesus ressuscitou dentre os mortos, acabando para sempre com o falso testemunho)”, Mt.28.15.


     Rev. Salvador P. Santana

quarta-feira, 1 de maio de 2019

EM BUSCA DE UM LAR.


EM BUSCA DE UM LAR
            A cada dia é possível encontrar jogados nos orfanatos um número cada vez maior de meninos e meninas abandonados por falta de responsabilidade de seus pais e da péssima distribuição de renda vergonhosa do Brasil.
            Mais de 47 mil crianças e adolescentes, segundo IBDFAM (Instituto Brasileiro de Direito de Família), estão à espera de um lar para receberem carinho, conforto e companheirismo de seus pais adotivos.
            Praticamente todos eles, esperam receber pelo menos um prato de comida diariamente, uma peça do vestuário e um teto para abrigar-se adequadamente.
            Que pena! Os escolhidos são aqueles que têm menos idade e de pele clara. Fora ficam os mais velhos de cor negra, parda, com problema de saúde, grupos de irmãos, adolescentes; estes tentam a todo custo buscar um lar para si.
            Quem se deve apontar como causador de um filho à procura de um lar? Alguns defendem que sejam os orfanatos ou os órfãos. Outros culpam a situação econômica dos pais e dizem que eles não têm condições financeira para sustentar seus filhos.
            Pode-se ainda culpar o sistema burocrático da CNJ e CNA para avaliar se este ou aquele é a pessoa adequada para ser os pais adotivos. Querendo ou não aceitar, os pais são os grandes responsáveis por seu filho buscar um lar adotivo. Os pais são os maiores vilões por terem deixado de lutar por seus filhos e deixar a responsabilidade para avós, tios, primos, irmãos, a própria sociedade e os lares de abrigo.
            O mês de maio é conhecido como o mês do lar. Pensando nisso, vendo a história de Noemi, nota-se que ela investiu em favor de sua nora Rute. Isto porque, “morreu Elimeleque, marido de Noemi [...] morreram também ambos, Malom e Quiliom, ficando, assim, a mulher desamparada de seus dois filhos e de seu marido”, Rt 1.3, 5).
            A atitude de “[...] Noemi (vendo a sua nora Rute desemparada e viúva) [...] (foi) buscar um lar, para que Rute ficasse feliz [...]” (Rt 3.1). Essa atitude é de grande valor, exemplo e incentivo para os pais biológicos buscarem um lar para seus filhos.
            A busca de um lar para os filhos não é apenas deixá-lo sair por aí a procura de um namorado(a) que seja bonito(a), rico(a), simpático(a) ou conquistador(a), é preciso mais que essas qualidades.
            Na busca de um lar para seus filhos é preciso que os pais tenham interesse por ver o bem de seus filhos. É necessário que, ao olhar para o futuro dos filhos, os pais possam contemplar um lar melhor que o seu e mais abençoado.
            O texto de Rute não foi escrito por acaso. Quando Noemi em sua fala diz: “[...] não hei de eu buscar-te um lar [...]” (Rt 3.1), o pronome na primeira pessoa indica uma interferência sábia, sadia e inteligente dos pais no namoro, novado e casamento a fim de que o seu filho “[...] seja feliz [...]” (Rt 3.1) na busca de um lar.
            É certo que ao interferir, os pais não irão ditar as regas com o propósito de desfazer o namoro, noivado e casamento de seu filho, mas poderá alertá-lo devido a experiência que esse pai tem adquirido no decorrer dos anos quanto do modo de vida daquele que seu filho está prestes a se envolver para buscar um lar.
            Faça uma análise: Se o filho(a) insiste em namorar, noivar e casar com uma pessoa que os pais desaprovam, tenha a certeza, ele poderá sofrer sérias consequências no futuro relacionamento com esse pretendente. Se o candidato(a) for aquele que é respondão, briguento, enganador, que já passou por vários relacionamentos e sempre o outro é o culpado, haverá sérios problemas no relacionamento futuro.
            A busca de um lar para os filhos tem o propósito de “[...] que (eles) sejam felizes [...]” (Rt 3.1).
            É muito triste saber que além dos pais não assumirem a responsabilidade primárias como: casa, comida, veste, estudo, eles não estão nem aí, não se importam com quem seus filhos estão se relacionando, se são pessoa de bem, de família, se tem vícios, se servem a Deus com fidelidade, se são trabalhadores, estudiosos.
            Isso demonstra a falta de zelo e cuidado com a sua posteridade, pois dentro em breve “desaparecerá a sua posteridade, e na seguinte geração se extinguirá o seu nome” (Sl 109.13), tudo porque não se preocuparam em buscar um lar apara o seu filho.
            Ao iniciar este mês do lar, é bom que cada família busque um lar para o seu filho a fim de não vê-lo abandonado nos orfanatos da vida, desprotegido do carinho dos pais e sem esperança de um lar cheio de alegria e felicidade em Jesus, isto porque, aos pais está ordenado: “[...] hei de buscar-te um lar, para que seja feliz [...]” (Rt 3.1).
            Deus, abençoe os pais, em nome de Jesus, juntamente com seus filhos na busca de um lar feliz.
Rev. Salvador P. Santana

sábado, 27 de abril de 2019

Mt.27.62-66 - SEPULCRO GUARDADO.


SEPULCRO GUARDADO
Mt.27.62-66

Introd.:           Em toda a história da humanidade não se fala em outro sepulcro que possa ter sido guardado como o que aconteceu com a sepultura de Jesus.
Propos.:           Pilatos e o sepulcro guardado.
Trans.:             Sepulcro guardado [...]
1 – Precisou da autorização de Pilatos.
            No dia seguinte (à sexta-feira, dia do sepultamento de Jesus – mostra que de fato se cumpriu as profecias sobre a morte e ressurreição de Jesus) [...]”, Mt.27.62.
            No dia seguinte (sábado, mais uma vez se reúnem autoridades judaicas e romanas para se levantarem contra a continuação do ministério de Jesus) [...]”, Mt.27.62.
            [...] Que é o dia depois da preparação (parasceve – o corpo de Jesus ficou na sepultura para se cumprir os três dias para a ressurreição) [...]”, Mt.27.62.
            [...] Reuniram-se os principais sacerdotes (dever da expiação, sacrifícios, resolveram se aliar a homens maus) [...]”, Mt.27.62.
            [...] E os fariseus (reconhecimento e mérito na observância da lei, buscaram se alinhar com perversos e traidores) [...]”, Mt.27.62.
            A conjunção acumulativa “[...] e (aponta para a dependência, acordo que muitos fazem com pessoas incrédulas) [...]”, Mt.27.62.
            Eles e muitos ainda “[...] se dirigem a Pilatos (governador romano que mandou açoitar, crucificar, negar, rejeitar Jesus)”, Mt.27.62.
            O “dizer (dos sacerdotes e fariseus pode ser ainda o meu e o seu a fim de menosprezar Jesus e o seu ministério) [...]”, Mt.27.63.
            O pronome de tratamento foi respeitoso para com Pilatos, chamando-lhe de “[...] Senhor (mas quando se trata a respeito de Jesus, ignora, renega, rejeita e o trata como um ser igual - você) [...]”, Mt.27.63.
            O intuito desses homens era apenas “[...] lembrar (Pilatos de acordos preestabelecidos de camaradagem, compadrio, alianças para destruir o reino de Deus) [...]”, Mt.27.63.
            O poder de mando dos sacerdotes e fariseus era tamanho que pediram para Pilatos “ordenar (impor, estipular obrigações a respeito do corpo do “[...] Senhor dos senhores e o Rei dos reis [...]”, Ap.17.14) [...]”, Mt.27.64.
            A “ordem, pois, (era algo inusitado que não existe em nenhum relato bíblico ou extrabíblico a respeito dessa petição) [...]”, Mt.27.64.
            Veja que fariseus e sacerdotes, responsáveis pela boa administração do templo, desejavam “[...] que o sepulcro seja guardado com segurança (de roubo, desvio a fim de combater a verdade a respeito da ressurreição) [...]”, Mt.27.64.
            O “Dizer (de) Pilatos (pode ser o nosso quando não estamos aliados com Jesus) [...]”, Mt.27.65.
            [...] Pilatos (não titubeou porque não tinha nenhum compromisso com a verdade, o reino de Deus ou com o evangelho) disse: Aí tendes uma escolta [...]”, Mt.27.65.
            O verbo “ir”, do “[...] ide e guardai (é como se Pilatos passasse a responsabilidade para os fariseus e sacerdotes, ou seja, mais uma vez o governador lava as suas mãos a respeito da responsabilidade pessoal) [...]”, Mt.27.65 – seja responsável por aquilo que você faz.
            Veja que “[...] o sepulcro (devia ser guardado ou vigiado) como bem vos parecer (e não conforme o que determino)”, Mt.27.65 – somos responsáveis por tudo que fazemos neste mundo.
            Perceba que Pilatos se resguarda mais uma vez, ou seja, “indo eles (fariseus e sacerdotes vocês são os únicos responsáveis; eu não tenho culpa) [...]”, Mt.27.66.
            Outra tirada de responsabilidade surge quando “[...] montaram guarda (não os sacerdotes ou fariseus, mas a guarda romana) ao sepulcro [...]”, Mt.27.66.
            Pilatos autorizou e, “[...] selando a pedra (sacerdotes e fariseus se responsabilizaram ocultamente, mas com grande culpa diante de Deus) [...]”, Mt.27.66.
            É por este motivo que eles “[...] deixaram ali a escolta (romanos a fim tentar se livrar da culpabilidade perante o tribunal divino)”, Mt.27.66.
            Pilatos autorizou, sacerdotes, fariseus e guardas aprovaram, “[...] tais homens são, por isso, indesculpáveis (sem desculpa diante de Deus)”, Rm.1.20.
            Sepulcro guardado [...]
2 – Gera zombaria.
            Quando os fariseus e sacerdotes “[...] disseram (diante de Pilatos) que Jesus (era) embusteiro (eles chamaram Jesus de: errante, itinerante, que leva alguém a pensar ou agir erroneamente, que conduz ao erro, vagabundo, mendigo, impostor, corrupto, enganador) [...]”, Mt.27.63.
            Não permita como Pilatos, que outros falem mal do seu Mestre Jesus.
            [...] Aquele embusteiro (não é o nosso Jesus, não é o nosso Senhor) [...]”, Mt.27.63.
            Precisamos reafirmar em nosso coração “[...] que Jesus é o Cristo. É o nosso Deus [...] (que traz) refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações”, At.9.22; Sl.46.1.
            [...] Aquele (chamado) embusteiro, enquanto vivia (e vive eternamente é o meu Senhor e amigo Jesus) [...]”, Mt.27.63.
            Posso afirmar que “[...] o último embuste (trapaceiro para os judeus não é o) pior (pois eu o considero como Senhor e Salvador da minha vida) [...]”, Mt.27.64.
            Podemos crer que Jesus sempre será “[...] o primeiro (em meu coração e em toda a minha família)”, Mt.27.64.
            Não seja um zombador, mas um apoiador e defensor de Jesus Cristo em seu coração.
            Sepulcro guardado [...]
Conclusão:      Anuncia a verdade.
            Sacerdotes e fariseus proclamaram a verdade bíblica ao afirmarem: “[...] Depois de três dias ressuscitarei”, Mt.27.63.
            A doutrina anunciada de que “[...] até ao terceiro dia [...] Jesus ressuscitaria (saiu de lábios outrora incrédulos, homens perversos que desejavam apenas a destruição) [...]”, Mt.27.64.
            A desculpa apresentada era “[...] para não suceder que, vindo os discípulos, roubem o (corpo de Jesus) [...]”, Mt.27.64.
            A segunda apologia apresentada pelos inimigos de Jesus “[...] e (que se propaga até nossos dias é que) depois (os discípulos) digam ao povo: Ressuscitou dos mortos (e vive para todo sempre e que “por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus [...]”, Hb.7.25) [...]”, Mt.27.64.
            Nenhuma outra história do sepulcro guardado acumulou tanta verdade a ponto de sermos abençoados com a ressurreição de Cristo.
             

            Rev. Salvador P. Santana