quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

ESPERANÇA.


ESPERANÇA

            “Porque há esperança para a árvore, pois, mesmo cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus rebentos” (Jó 14.7).

            Esperança pode ser a confiança no cumprimento de um desejo ou de uma expectativa ou pode ser a verdadeira confiança em Deus.

            Conforme o texto citado, existe “[...] esperança para a árvore [...] mesmo cortada [...]” (Jó 14.7). Ora, se existe esperança para um ser inerte, porque não pode existir esperança para a criação especial de Deus, o homem? Sim, sempre existirá esperança, principalmente para os servos de Cristo Jesus.

            O livro de Esdras fala que “[...] ainda há esperança para Israel” (Ed 10.2), por este motivo, os servos de Deus podem pedir para que Deus os “guarde como a menina dos (seus) olhos, escondê-lo à sombra das suas asas” (Sl 17.8).

            Qualquer um pode tomar como empréstimo as palavras do salmista e dizer que pode “esperar confiantemente pelo SENHOR; ele se inclina para você e o ouve quando (você) clama por socorro” (Sl 40.1).

            Ao olhar para os problemas da vida vem logo aquela falta de esperança de como será resolvido este ou aquele problema. Fica-se desanimado e sem esperança ao se deparar com dificuldades, angústias e desesperos da vida.

            Pode acontecer outras dificuldades provindas de um namoro não correspondido, a não concretização de um enlace matrimonial, a casa própria ainda não adquirida, a falta de mudança de comportamento de algum ente querido. Enfim, são tantas coisas em que não se vê a concretização que logo bate no peito a tal falta de esperança.

            Mas, conforme dito, “[...] há esperança para a árvore [...] mesmo cortada [...]” (Jó 14.7). “[...] Mesmo cortada [...] e não cessarão os seus rebentos” (Jó 14.7).

            O que dizer, então, do seu coração como sendo servo de Deus? O salmista indaga a Deus sobre a sua esperança neste mundo. Este homem é igual a cada um deste século, pois pergunta: “E eu, Senhor, que espero? (Ele próprio responde confiante:) Tu és a minha esperança” (Sl 39.7).

            Como nenhum homem sabe o que sucederá amanhã, só resta ao homem ter esperança de que Deus estará no controle total de toda e qualquer situação, seja ela grande ou pequena aos seus olhos, não importa, Deus estará agindo sempre a seu favor.

            Partindo desse princípio, de que Deus age e é a sua esperança, só lhe resta: 1 – Olhar com mais alegria para a vida, pois nenhum homem conhece o seu futuro; 2 – Testemunhar as beneficências que Deus tem trazido para a sua vida; 3 – Enfrentar a vida com mais segurança e a certeza nas promessas de Deus; 4 – Ter a certeza de que estando ao lado de Cristo, pode desabar este mundo, no dizer de Paulo em certo lugar; “Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8.31).

            Se “[...] há esperança para a árvore [...] cortada [...]” (Jó 14.7), logo, está subentendido que existe esperança para aquele que confia nas promessas do Pai Celeste.

            É muito acertado dizer que ainda “[...] há esperança para [...]” (Jó 14.7) para o seu casamento que está à beira do abismo, o seu filho rebelde, a sua dívida não paga, a falta de salário, falta de alimento.

            Ainda que seja uma enfermidade ou algo pior, você verá a renovação o conserto, a bênção de Deus operando em sua vida. Ainda que a árvore esteja cortada, você irá poder presenciar e cultivar o broto da restauração.

            Para que isto ocorra, tenha esperança em Deus de que o cumprimento de algum desejo, conforme a vontade do Senhor, será realizado.

            Tenha a verdadeira esperança em Deus como sendo a única solução para todos os seus problemas especialmente a sua salvação.

            Mesmo que tudo esteja acabado e destruído, tenha esperança em Deus, “porque há esperança para a árvore, pois, mesmo cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus rebentos” (Jó 14.7).

            O salmista fala que é preciso “entregar o seu caminho ao SENHOR, confiar nele, e o mais Ele fará” (Sl 37.5).

            Você pode confiar e ter esperança em Deus.

Rev. Salvador P. Santana

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Mt.21.28-32 - OBEDECER.

OBEDECER

Mt.21.28-32




Introd.:           O rei Saul foi confrontado pelo profeta “[...] Samuel (quando aquele não obedeceu a uma ordem do Senhor, então o profeta) disse: Tem, porventura, o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros.”, 1Sm.15.22.

Nar.:    “A lição da parábola é enfatizar que Deus requer a obediência real, e não meramente as boas intenções ou o culto dos lábios” – N.T. Interpretado.

Propos.:           Deus requer o serviço real dos seus servos.

Trans.:             Obedecemos quando nos dispomos a [...]

1 – Trabalhar.

            O ministério de Jesus deve ser obedecido.

            É por este motivo da pergunta de Jesus: “E que vos parece? [...]”, Mt.21.28, qual é a sua opinião, a sua sugestão, o seu modo de pensar a respeito de trabalhar na igreja?

            Notar que este “[...] um homem [...]”, Mt.21.28 não é um qualquer, não se iguala a nós, não é desobediente como somos.

            Esse “[...] um [...]”, Mt.21.28 é único, perfeito, fiel e obediente ao Pai celeste.

            [...] Ter dois filhos [...]”, Mt.21.28 pode indicar o povo escolhido de Deus em ativa e aqueles que serão regenerados, transformados e inseridos no trabalho do Senhor.

            Pois bem, o “[...] primeiro [...] chega [...]”, Mt.21.28; não tem como definir qual dos dois; se é o que está há mais tempo na igreja ou se é o ingressante, novato, que está engatinhando no evangelho.

            Esse “[...] homem (Jesus, o próprio Deus) [...] diz (a mim e a você sobre as necessidades básicas que está às nossas ordens na igreja) [...]”, Mt.21.28.

            Se prestarmos atenção, veremos que o tratamento é carinhoso, amoroso, como de um pai protetor à seu “[...] Filho [...]”, Mt.21.28.

            A petição é simples, mas carregada de responsabilidade; “[...] vai hoje (já, agora, sem demora) trabalhar (o que você sabe fazer, multiplicar, fazer render e trazer os seus frutos) [...]”, Mt.21.28.

            O local de “[...] trabalho (é especial) [...] na vinha (do Senhor, Is.5.7 que tem um dono, é incomparável e abençoada por Deus; a sua igreja) [...]”, Mt.21.28.

            Trabalhe menos para o mundo, nunca para o Diabo; trabalhe para engrandecer o nome de Jesus.

            Obedeça [...]

2 – Sendo sincero.     

            No reino dos céus é fácil Jesus identificar o filho desobediente.

            Deus exige serviço, a realização dos deveres e não meras intenções.

            Certo adágio declara que “o caminho para o inferno está pavimentado de boas intenções”.

            Ao ser convidado para trabalhar, seja sincero.

            Este “filho respondeu [...]”, Mt.21.29 o que o pai desejava ouvir, embora ele soubesse da sua real intenção e falsidade.

            O “[...] sim [...]”, Mt.21.29 pode ser verdadeiro, mas é cheio de falsidade em muitos casos.

            Não importa a quem você diga “[...] sim [...] (o importante é que você seja verdadeiro, íntegro, sincero, sem falsidade a fim de que o ouvinte confie em você) [...]”, Mt.21.29.

            O ouvinte do texto foi o “[...] senhor (o dono da vinha, o mandante, o protetor, sustentador e que virá como juiz) [...]”, Mt.21.29.

            A conjunção aditiva “[...] porém [...]”, Mt.21.29 aponta para a mudança de planos, o desviar-se da ação anterior.

            Essa mudança de atitude foi rápida, sem vacilar quando o “filho [...] não foi”, Mt.21.29, usando da falsidade diante dAquele que sabe de todas as coisas.

            Multidões professam conhecer a Deus, mas o negam com suas obras. De que lhes valerá tal profissão?

            O dono da vinha “dirigiu-se ao segundo [...]”, Mt.21.30, e mais uma vez não sabemos se este já havia professado a sua fé ou se era iniciante no reino de Deus.

            O Mestre, o Senhor, o dono da vinha “[...] disse-lhe a mesma coisa [...]”, Mt.21.30 ordenando-lhe para que trabalhasse em favor da sua grei.

            [...] Mas (este filho tem um plano diferente do anterior que havia confirmado o seu trabalho como certo) [...]”, Mt.21.30.

            [...] Este (filho) respondeu (com a mesma rapidez que o primeiro) [...]”, Mt.21.30.

            A desculpa de muitos é que a resposta saiu da boca para fora, pelo contrário, sai de dentro do coração.

            Este jovem afrontou o dono da Seara ao dizer que “[...] não quero (não me importo, não aceito a sua ordem, renego o seu comando, não desejo trabalhar em favor da Sua igreja) [...]”, Mt.21.30.

            [...] Mas [...] depois (de refletir, pensar um pouco mais nas consequências, no dano causado, na falta de respeito ao seu Mestre, se) [...] arrependeu (mudou de atitude, de vida, de direção, reconheceu o seu pecado) [...]”, Mt.21.30.

            Seja sincero como este homem que “[...] foi”, Mt.21.30 trabalhar em prol do reino dos céus.

            Obedeça [...]

3 – Servindo.

            Qual dos dois (eu e você) fazemos a vontade do pai (celeste)? [...]”, Mt.21.31.

            Qual (de nós somos obedientes a ponto de trabalhar para o reino)? [...]”, Mt.21.31.

            Eu e você podemos aumentar o coro dos judeus que “[...] disseram: O segundo [...]”, Mt.21.31 foi obediente e fez o que agrada a Deus.

            [...] O segundo [...]”, Mt.21.31 pode ser eu e você servindo ao Senhor.

            A fim de nos envergonhar e começarmos a trabalhar, “[...] Jesus (faz uma) declaração [...]”, Mt.21.31 que pode mexer com a nossa honestidade, honradez, integridade, fidelidade ao Mestre.

            Como muitos que não se dedicam ao trabalho, “[...] em verdade Jesus nos diz (sobre homens e mulheres que rejeitamos em nosso meio) [...]”, Mt.21.31.

            Os “[...] que (são chamados de) publicanos (cobradores de impostos, roubadores) e meretrizes (prostitutas pode) nos preceder no reino de Deus”, Mt.21.31 trabalhando em favor do evangelho.

            Sirva a Deus com todo o seu coração e não fique apenas a mostrar as boas intenções.

            A execução final é melhor que a obediência fingida.

            Obedecer [...]

Conclusão:      Para reconhecer o nosso próprio julgamento.

            Jesus fala sobre “[...] João (Batista e o seu ministério) no caminho da justiça (o qual é o melhor e o mais certo para mostrar) a nós outros [...]”, Mt.21.32 como obedecer a Deus.

            O problema é que muitos daqueles e em nossos dias “[...] não acreditamos (nas palavras de) João [...]”, Mt.21.32; achamos muito pesado a ideia de servir.

            Mas, “[...] ao passo que publicanos (roubadores) e meretrizes (prostitutas) creem [...]”, Mt.21.32 e obedecem para servir ao Senhor.

            E “[...] nós [...]”, Mt.21.32 como estamos digerindo esse conceito de obediência e serviço?

            A verdade é que “[...] mesmo vendo (homens e mulheres rejeitados trabalhando em favor do evangelho) [...] não nos arrependemos [...]”, Mt.21.32 para nos dedicar ao trabalho e obediência.

            Jesus deseja que reconheçamos o nosso próprio julgamento, “[...] afinal, para acreditarmos (que) João (pregou o arrependimento e muitos se converteram e serviram ao Senhor Jesus)”, Mt.21.32.

            Obedeça ao Senhor Jesus.





            Rev. Salvador P. Santana

Fp.4.10-23 - APRENDENDO A VIVER CONTENTE.

APRENDENDO A VIVER CONTENTE, Fp.4.10-23.
           
Objetivo:         Entender que é possível “[...] aprender a viver contente em toda e qualquer situação”, Fp.4.11.
            Uma pessoa contente desfruta da suficiência divina.
            Sêneca – filósofo, advogado e escritor do Império Romano disse: “Feliz é o homem que, em quaisquer circunstâncias em que se encontre, sente-se contente”.
            Na prática, contentamento é algo difícil e raro entre as pessoas.
            Gostamos de murmurar e reclamar de Deus, das pessoas e das circunstâncias.
            Estamos sempre insatisfeitos e prontos a reclamar.
            Murmurar é contrário ao contentamento.
            Murmurar é pecado quando “queixamos [...] de nossa sorte (maná) aos ouvidos do SENHOR; ouvindo-o o SENHOR, acendeu-se-lhe a ira [...]”, Nm.11.1.  
            A murmuração esconde o pecado da rebelião e da incredulidade.
            Murmurar é duvidar do caráter de Deus.
            A murmuração é prejudicial ao murmurador.
            Este estudo encerra a carta da alegria.
            Paulo, prisioneiro otimista, encerra a carta com uma nota de gratidão, onde ele expressa o contentamento da sua alma cristã.
            A ideia chave do texto é o contentamento.
1 – O que é contentamento?
            Paulo é um exemplo bíblico e cristão de uma pessoa contente.
            Paulo “diz (sobre) isto [...]”, Fp.4.11, o contentamento, sem receio, sem medo de errar.
            O seu contentamento “[...] não (é) por causa da pobreza [...]”, Fp.4.11, mesmo porque, ninguém suporto ou deseja ficar pobre.
            Paulo “[...] vive contente porque aprendeu [...]”, Fp.4.11 a superar todas as coisas, superar as dificuldades.
            [...] Contente [...]”, Fp.4.11 – Gr. Autossuficiência, contentamento, “de fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento”, 1Tm.6.6. 
            A palavra “[...] contentamento [...]”, Fp.4.11 também significa por “[...] tudo (que necessitamos com) [...] ampla suficiência, superabundando em toda boa obra”, 2Co.9.8.
            [...] Viver contente em toda e qualquer situação”, Fp.4.11 fala sobre “[...] a [...] graça (de) Deus (que) nos basta [...]”, 2Co.12.9.
            Lucas utilizou essa mesma palavra traduzida como estar contente ao falar para os “[...] soldados [...] (para se) contentar com o seu soldo”, Lc.3.14.
            O contentamento vem de Deus.
            O contentamento é uma obra de Deus.
            O “alegrar-se, sobremaneira [...] (de Paulo, foi) no Senhor [...]”, Fp.4.10.
            Somente Deus pode produzir contentamento em nosso coração pelo motivo de toda “[...] a nossa suficiência vir de Deus”, 2Co.3.5.
            Devemos saber também que a “[...] renovação [...] uma vez mais [...] a [...] favor (de) Paulo o [...] cuidado (dos Filipenses não partiu deles mesmo, mas do próprio Deus) [...]”, Fp.4.10.
            O contentamento do crente é o próprio Deus, mesmo porque, “quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra”, Sl.73.25.
            É por este motivo que os Filipenses “[...] antes [...] já tinham cuidado (de) Paulo, mas lhes faltava oportunidade”, Fp.4.10.
            O contentamento reside no coração.
            O contentamento é algo que vem de dentro, que reside no coração, no mundo interior.
            O cristão “não se atemoriza de más notícias; o seu coração é firme, confiante no SENHOR”, Sl.112.7.
            É por isto que “tudo posso naquele que me fortalece”, Fp.4.13.
            O contentamento independe de circunstâncias externas.
            O contentamento é um estado em que as emoções provocadas pelas circunstâncias externas não têm nenhum poder em afetar a tranquilidade íntima de uma pessoa.     
            Podemos estar contentes mesmo que estejamos na “[...] pobreza [...]”, Fp.4.11, ainda que sejamos “[...] humilhados (ou ainda que na) [...] fartura [...] (não nos falte nada ou na) fome; assim de abundância como de escassez”, Fp.4.12.
            Pode ainda acontecer “[...] figueira não florescer, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha salvação”, Hc.3.17, 18.
            O contentamento precisa ser aprendido.
            Paulo tomou a decisão de “[...] aprender a viver contente [...]”, Fp.4.11.
            Não somos contentes por natureza. Somos murmuradores.
            É preciso “[...] aprender a viver contente em toda e qualquer situação”, Fp.4.11.
            E nesse aprendizado é possível “[...] estar humilhado como também ser honrado [...]”, Fp.4.12.
            Pode ainda acontecer “[...] de tudo e em todas as circunstâncias, (eu e você) já ter experiência [...]”, Fp.4.12, mas ainda assim, precisamos “[...] aprender a viver contente [...]”, Fp.4.11.
            Muitos servos de Deus vivem “[...] tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez”, Fp.4.12 e, ao passar por isso, pode continuar “[...] aprendendo a viver contente [...]”, Fp.4.11.
2 – Como experimentar o contentamento?
            Paulo apresenta-se no texto como alguém que havia aprendido a arte e a obediência do contentamento.
            Algumas atitudes:
            Seja uma pessoa agradecida.
            Paulo declara que “recebeu tudo [...]”, Fp.4.18 dos donativos enviados pela igreja de Filipos.
            Outra forma de agradecer foi dizer que “[...] tinha tudo (em) abundância [...]”, Fp.4.18.
            Agradeceu dizendo que “[...] estava suprido (em suas necessidades) [...]”, Fp.4.18.
            A dádiva que gerou o agradecimento aconteceu “[...] desde que Epafrodito [...] passou às mãos (de) Paulo o que lhe (foi enviado) [...] da [...] parte (dos Filipenses) [...]”, Fp.4.18.
            Paulo considerou essa oferta “[...] como aroma suave, como sacrifício aceitável e aprazível a Deus”, Fp.4.18.
            Em oura Escritura Paulo fala que “em tudo, (devemos) dar graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco”, 1Ts.5.18.
            Seja um dependente de Deus.
            Creia e dependa da providência de Deus, pois Ele controla todas as circunstâncias e conhece cada uma de nossas necessidades.
            Paulo sabia que “[...] o nosso Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de nossas necessidades”, Fp.4.19.
            Este é o grande motivo de Paulo se “alegrar [...] no Senhor [...]”, Fp.4.10.
            No tempo em que Deus determinou, foi “[...] renovado a seu favor o [...] cuidado (dos Filipenses) [...]”, Fp.4.10.
            Como Deus está no controle de todas as coisas, “[...] temos abundância; estamos supridos [...]”, Fp.4.18 naquilo que é o necessário para a nossa vida.
            Sabemos “[...] todas estas coisas (comida, bebida e veste, Mt.6.31) nos serão acrescentadas”, Mt.6.33.
            Separe seu coração das coisas.
            Separe a sua satisfação interior das coisas que acontecem com você.
            É possível viver contente independente das circunstâncias a partir do momento em que optamos por “ser a nossa vida sem avareza. Contentar com as coisas que temos; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei. Assim, afirmamos confiantemente: O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem?”, Hb.13.5, 6.
            Paulo declara aos Filipenses “que não [...] procurava o donativo (deles), mas o que realmente (o) [...] interessava (era) [...] o fruto que aumenta o nosso crédito”, Fp.4.17.
            Receba de Deus a força para o contentamento.
            Em “tudo (o que fazemos) podemos [...] (ser) fortalecidos (em Deus), Fp.4.13.
            Quando encontramos alguém “[...] fazendo (o) bem, associando-se na nossa tribulação”, Fp.4.14, é porque o próprio Deus nos ajudou.
            E (Paulo) sabia [...] que (a mando de Deus, os) filipenses [...] no início do evangelho [...] se associaram (com) Paulo no tocante a dar e receber [...]”, Fp.4.15.
            Essa força de Deus se estendeu “[...] até para Tessalônica (quando Paulo necessitou de ajuda, os filipenses) mandaram não somente uma vez, mas duas, o bastante para as suas necessidades”, Fp.4.16.
            O contentamento é útil principalmente para enfrentar as instabilidades da vida.
            Seja uma pessoa generosa.
            O contentamento é experimentado quando nos preocupamos com o bem-estar dos outros.
            Somente a “[...] igreja (dos) filipenses [...] (é) que [...] se associou (com) Paulo [...]”, Fp.4.15 quanto aos suprimentos de suas necessidades.
            Dar, compartilhar, assistir, orar em favor do necessitado é essencial para o contentamento.
            Paulo ora pedindo “[...] a seu Deus [...]”, Fp.4.19 em favor da igreja de Filipos.
            A sua petição é que, “[...] segundo a [...] riqueza (de) Deus em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma das nossas necessidades”, Fp.4.19.
            O contentamento se dá porque “[...] a nosso Deus e Pai seja a glória pelos séculos dos séculos. Amém!”, Fp.4.20.
            Para encerrar, Paulo envia “saudações (a) cada um dos santos em Cristo Jesus (em Filipos) [...]”, Fp.4.21.
            Havia também “[...] os irmãos que se achavam (com) Paulo (em Roma) [...] saudando”, Fp.4.21, como que agradecendo a igreja de Filipos.
            E, o mais interessante é que, além de “todos os santos [...] saudando (a igreja, estavam entre eles), especialmente os da casa de César”, Fp.4.22, soldados e servos convertidos ao evangelho.
            Daí, Paulo pede que “a graça do Senhor Jesus Cristo seja com o [...] espírito”, Fp.4.23 de cada irmão a fim de que aprendam a viver contente.

            Adaptado pelo Rev. Salvador P. Santana para ED – Filipenses e Colossenses – Cristo: Nossa alegria e suficiência – Z3 editora – Rev. Arival Dias Casimiro.           

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

SUBSTÂNCIA ESTRANHA.


SUBSTÂNCIA ESTRANHA

            “Ostra Perlífera que não foi ferida não produz pérolas”. Para que produza é necessário uma substância estranha. “Pérolas são feridas curadas. Pérolas são produto da dor”, resultado da entrada de uma substância estranha ou indesejável em seu interior, como uma parasita ou um grão de areia” que adentra para machucar com intensa dor.

            “A parte interna da concha da ostra é uma substância lustrosa chamada nácar. Quando um grão de areia penetra, as células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas para proteger o corpo indefeso da ostra. Como resultado, uma linda pérola é formada” – Amor Ágape – Ilustrações.

            A vida de muitos crentes é como uma ostra, está cheia de substâncias estranhas. São cercados de pessoas que lhes ferem, maltratam, desprezam, ignoram, ambicionam. É como declara o salmista de que “não têm conta os males que me cercam; as minhas iniquidades me alcançaram, tantas, que me impedem a vista; são mais numerosas que os cabelos de minha cabeça, e o coração me desfalece” (Sl 40.12).

            São problemas intermináveis que parecem não ter fim. Eles nascem dentro de casa quando existe uma discussão por problemas irrisórios, no trabalho devido a falta de atenção, na escola por esquecimento de uma tarefa, na rua no trânsito estressante, nas filas intermináveis, por alguém intransigente; parece não haver “[...] nenhum alívio [...] pelo contrário, em tudo (você) foi atribulado: lutas por fora, temores por dentro.” (2Co 7.5).           

            A substância estranha é colocada pelo salmista como algo proveitoso para os filhos de Deus. Ele declara com todas as letras de que “foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos” (Sl 119.71).

            Se faz necessário uma substância estranha estar por perto de você para que haja produção de pérola. Essa substância estranha pode ser um amigo, um ente querido ou quem sabe, um inimigo.

            Ele, como uma substância estranha pode ferir você com palavras rudes, amargas, ou com uma voz suave e mansa. Ele o acusará de coisas que você não fez e isso pode machucá-lo muito.

            A substância estranha não aceita a sua ideia, o seu palpite, o seu jeito de ser, a maneira como você vê as coisas, faz certa atividade, o seu defeito, e por fim, você será mal interpretado, gerando assim mais uma dor.

            Você foi atacado com duros golpes da indiferença, do ciúme, da maldade, do ódio e acabou saindo mais ferido. Essa é a história, a situação de “[...] todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm 3.12).

            Qual deve ser a atitude de tão pesado golpe? Que ação ou reação em meio a alguma substância estranha? Simples! Libere o nácar do amor, produza uma pérola, cubra de camadas de amor as mágoas recebidas, as falas distorcidas, as rejeições sofridas, as palavras injuriosas, faça como Cantares de Salomão que “[...] ornou tudo interiormente [...] (com) colunas de prata, a espalda de ouro, o assento de púrpura [...] com amor pelas [...]” (Ct 3.10) substâncias estranhas, por aquilo que está afligindo você, angustiando, acabando com o seu dia.

            É preciso que cada um seja instruído a “amar cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros” (Rm 12.10). Exija que “todos os seus atos sejam feitos com amor” (1Co 16.14) e isso inclui até mesmo a substância estranha que está ao seu lado com um único objetivo: “[...] para (você) não ser condenado com o mundo” (1Co 11.32), e, o melhor, que “[...] o Deus de toda a graça, que em Cristo (o) chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo (o) há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar” (1Pe 5.10).

            É fácil liberar o amor? Não! Você já tentou alguma vez? Caso negativo, tente pelo menos envolver a substância estranha com as camadas de amor, aquele que tanto te perturba e o faz ficar inquieto, sim, tenha o alvo de imitar Aquele que “[...] com amor eterno [...] te amou; por isso, com benignidade te atraiu” (Jr 31.3).

            E que fique bem gravado: sem a ferida você não pode produzir a pérola do amor.
Rev. Salvador P. Santana

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Mt.11.25-27 - SOBERANIA DE DEUS.

SOBERANIA DE DEUS
Mt.11.25-27

Introd.:           “[...] Tudo vem de Deus, e das tuas mãos to damos”, 1Cr.29.14.
Nar.:    Neste texto Jesus apresenta a soberania de Deus sobre todas as coisas.  
Propos.:           Tudo é de Deus.
Trans.:             A soberania de Deus [...]
1 – Oculta certas coisas.
            Não compreendemos porque muitos assuntos relacionados à vida eterna não conseguimos dirigir com facilidade.
            Jesus explica um infinito de curiosidade que temos a respeito desse assunto tão importante; a salvação do homem pecador.
            “Por aquele tempo [...]”, Mt.11.25 da fala de Jesus sobre as cidades impenitentes, a respeito do não arrependimento, Jesus, primeiro, agradece o Pai celeste.
            A “[...] exclamação (grito de indignação, surpresa é contra as cidades que rejeitam a Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas) [...]”, Mt.11.25.
            “[...] Jesus [...] (a princípio se comove, fica indignado conforme o contexto, mas resolve olhar para aquele que é o dono, sustentador e ajudador, o) Pai (celeste) [...]”, Mt.11.25.
            A primeira ação de “[...] Jesus (é) dar Graças [...]”, Mt.11.25 porque existe um que está o comando, que dirige todas as coisas, o “[...] Pai [...]”, Mt.11.25.
            Note bem que o “[...] Pai (não se limita apenas a ser chamado como sendo o guardião da família, que sustenta, protege, alimenta e dá proteção) [...]”, Mt.11.25.
            Esse “[...] Pai (conhecido inteiramente por) Jesus [...] (é) Senhor (dono, decide, mestre, proprietário e que merece toda honra, respeito, reverência) [...]”, Mt.11.25.
            O motivo desse reconhecimento é porque o “[...] Pai (é) Senhor do céu e da terra [...]”, Mt.11.25.
            A conjunção aditiva “[...] porque (aponta para o poder que o) Pai (celeste tem de) ocultar [...]”, Mt.11.25 tudo quanto Ele queira.
            E, sobre “[...] estas coisas (menos e mais rigor para alguns, cabe ao) Pai (decidir sobre quem recairá) [...]”, Mt.11.25.
            Então, para muitos “[...] sábios e instruídos (intelectualmente ou biblicamente) estas coisas (serão) ocultas [...]”, Mt.11.25.
            Veja que, para aquele que se considera “[...] pequenino (indigno, dependente no reino dos céus, o próprio) Pai [...] revelará [...]”, Mt.11.25 a respeito da salvação.
            A soberania de Deus deve [...]
2 – Agradar a Deus.
            Tudo quanto Deus faz em favor do seu povo é para a glória do seu próprio nome.
            O próprio Jesus declara que “sim (é verdadeiro essa glória, honra, louvor (ao) Pai [...]”, Mt.11.26.
            A determinação dessa glória é somente do “[...] Pai, porque assim foi do seu agrado”, Mt.11.26 para operar em cada coração.
            A soberania de Deus [...]
3 – É revelada pelo Filho.
            Veja bem que “[...] ninguém conhece o Filho [...]”, Mt.11.27 no aspecto salvífico, através da Palavra de Deus, a fim de que tenha a vida eterna.         
            “[...] Ninguém conhece o Filho [...]”, Mt.11.27 completamente a respeito da sua bondade, amor, dedicação e companheirismo junto aos seus filhos.            
            É por este motivo que o texto fala que “[...] senão o Pai [...] conhece [...]”, Mt.11.27 perfeitamente Jesus em seu aspecto físico, espiritual, eterno e que tem poder de salvar completamente o homem perdido.           
            “[...] E (da mesma forma) ninguém conhece o Pai [...]”, Mt.11.27 em sua extensão amorosa, bondosa, misericordiosa, em favor do homem pecador.
            A conjunção “[...] senão (mostra que apenas) o Filho [...]”, Mt.11.27 é capaz e conhece perfeitamente o Pai celeste em todo o seu trato em favor do homem.
            Por outro lado, somente “[...] aquele (homem escolhido por Deus tem condições de se achegar ao trono da graça) [...]”, Mt.11.27.
            Mas, veja que a ação de ir até o “[...] Pai (celeste não está nas mãos do homem, mas) a quem o Filho o quiser revelar (ao Pai)”, Mt.11.27; ou seja, este aqui é escolhido do Senhor.            
            A soberania de Deus [...]
Conclusão:      Entrega tudo ao Filho.
            Ao falar sobre “tudo [...]”, Mt.11.27 está incluído os céus, a terra, os homens bons e maus, os anjos bons e maus e toda poder que possa existir; nada escapa de suas mãos.      
            “Tudo (a minha vida, família, bens e saúde pertence a Jesus) [...]”, Mt.11.27.       
            Eu e você “[...] fomos entregues [...]”, Mt.11.27 não para ser destruídos, rebaixados, mas para ser servos e salvos deste mundo de trevas.        
            E o melhor que pôde acontecer é que foi “[...] por (vontade própria, amor eterno do) Pai [...]”, Mt.11.27 soberano sobre todas as coisas.


            Rev. Salvador P. Santana

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

SOLTE A BAGAGEM.


SOLTE A BAGAGEM

            Em viagens nacionais ou internacionais, as malas podem ficar cheias de roupas, sapatos, bijuterias e cosméticos.

            Ao ser levantada, essa bagagem, mostra se está pesada ou não. Caso você sinta leveza nessa mala, se for uma viagem de negócios, pode colocar, sem dúvida, agendas, notebook, livros e outros apetrechos.

            A experiência de levantá-la para fazer novo teste de peso se repete. Estando com excesso de peso, solta-se a bagagem imediatamente e tira-se aquilo que está além do peso.

            É interessante notar que dentro das malas encontra-se muitas coisas sem importância ou utilidade. Esses objetos além do peso só serão percebidos ao chegar ao destino ou quando retornar ao local de origem. Ao levantar a mala, solta-se novamente ela ao chão e diz: – Da próxima vez não levo tanta coisa assim.

            A vida espiritual do homem é semelhante a essa bagagem, mas com uma grande diferença; ela nunca está solta, sempre segura pelas mãos ou debaixo do braço.

            O agir do homem é igual em todos os tempos. Muitos em dias atuais agem como o povo de “Israel (que) pecou, e violou a [...] aliança (com) Deus, aquilo que Deus lhes ordenara, pois tomaram das coisas condenadas, e furtaram, e dissimularam, e até debaixo da sua bagagem o puseram” (Js 7.11).

            Sim, quantas vezes o homem hodierno esconde dentro da bagagem a maledicência, a mentira, a raiva, o ódio, a incompreensão, o medo, o desânimo, o pessimismo, a falta de fé, erros, defeitos, lutas contra o próximo. E a todo instante, ignora esse peso que carrega em sua bagagem espiritual.

            Diante de tal exposto, só resta acatar alguns conselhos “a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus” (Cl 1.10).

            O que fazer quando perceber e sentir o peso excessivo da sua bagagem espiritual? Solte a bagagem imediatamente! Não pense muito, caso contrário você irá sofrer à toa.

            Ela está muito pesada? Coloque-a no chão para ser verificada, analisada, vasculhada peça por peça. Melhor, peça ao Papai do céu para “sondar [...] e conhecer o seu coração, prová-lo e conhecer os seus pensamentos” (Sl 139.23) que até o momento está oculto aos seus olhos da fé.

            Não se deixe enganar! Existem muitas coisas sem importância dentro da mala do seu coração. Deixe o orgulho e “arrependa-se, pois, da sua maldade e roga ao Senhor; talvez lhe seja perdoado o intento do (seu) coração” (At 8.22).    

            Pare de iludir você mesmo! Ao experimentar o peso da mala, peça a Deus em humildade para “ver se há em você algum caminho mau e guiá-lo pelo caminho eterno” (Sl 139.24), a fim de que cada um possa atender o conselho do profeta Isaías quando disse: “Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar” (Is 55.7).

            Por isso, querido irmão, não deixe para depois de partir ou somente quando retornar da viagem, o largar da bagagem.

            Busque a humildade de reconhecer que existem coisas que precisam ser eliminadas, jogadas fora. Por quê? Porque a partir do momento em que você a tomou nos braços, por certo você sentiu o seu peso, portanto, solte-a imediatamente, faça uma procura minuciosa e jogue fora tudo o que é imprestável.

            Que Deus abençoe você e lhe dê forças para soltar a bagagem!

Rev. Salvador P. Santana

sábado, 20 de janeiro de 2018

Mt.11.7-15 - TESTEMUNHO.


TESTEMUNHO

Mt.11.7-15



Introd.:           Slogan para muitos: “Fale bem ou fale mal, mas que fale de mim”.

            Tiago declara aos “irmãos [...] (sobre o dever de) não falar mal uns dos outros. Aquele que fala mal do irmão ou julga a seu irmão fala mal da lei e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz”, Tg.4.11.                               

Nar.:    Jesus conhecia muito bem o caráter de João Batista, por este motivo o Mestre testemunhou a respeito desse profeta.

Propos.:           Jesus conhece eu e você. Qual é o testemunho de Jesus a nosso respeito?

Trans.:             Testemunho fala a respeito da [...]

1 – Defesa de João Batista.

            A princípio, Jesus, com suas perguntas retóricas, não precisa de resposta, apresenta uma defesa sobre a personalidade ímpar de João Batista.

            O coletor de impostos começa o texto com a conjunção aditiva “então [...]”, Mt.11.7 para continuar falando a respeito de um homem que estava prestes a ser decapitado.

            [...] Em partindo eles [...]”, Mt.11.7, os discípulos de João, para devolver a resposta a respeito do ministério de Jesus, João não obteve uma resposta que pudesse salvar a sua vida da morte física.

            É por este motivo que “[...] Jesus passou  [...]”, Mt.11.7 imediatamente a falar sobre a vida do seu primo, João Batista, o qual seria morto por Herodes.

            É preciso notar que “[...] Jesus (não) passou a dizer ao povo [...]”, Mt.11.7 sobre a prisão de João, nem mesmo sobre a sua decapitação; seria uma fofoca; apenas o Pai celeste estava apto a ouvir sobre este assunto.

            [...] Jesus [...] disse [...] a respeito de João [...]”, Mt.11.7 algo que valia a pena ouvir, sobre a sua personalidade, a sua moral, o seu ministério, a sua vida de comunhão com Deus.

            Mas, antes de falar a respeito de João, “[...] Jesus (faz duas perguntas retóricas à multidão – não precisa de resposta) Que saístes a ver no deserto? [...]”, Mt.11.7.

            Não há resposta, nenhum dos presentes se disponibiliza a questionar a Jesus, o povo se cala diante do Mestre Jesus.

            A outra pergunta retórica é se eles “[...] saíram a ver [...] um caniço (símbolo de um homem fraco, destituído de propósitos, irresoluto, frágil que pode ser) agitado pelo vento [...]”, Mt.11.7.

            O povo já dera provas de que reconhecia a João como grande personalidade, investido de grande missão, porque era precursor do Messias.

            Mas Jesus insiste na pergunta retórica: “Sim, que saístes a ver? [...]”, Mt.11.8.

            É como se Jesus inquirisse de cada um se aquele que os homens procuravam era um igual a eles: hipócritas, briguentos, desonestos, relapsos quanto a servir ao Senhor.

            Jesus muda a retórica e deseja saber se “[...] saímos a ver [...] um homem vestido de roupas finas [...]”, Mt.11.8, bem aparentado de forma física, se bem trajado, perfumado, se o seu modo de falar chama a atenção pelo seu modo de ser e não pelo seu caráter.

            [...] Ora (essa interjeição aponta para a resposta de Jesus de) que os vestem roupas finas assistem nos palácios reais”, Mt.11.8 estão acostumados à mordomia e não às dificuldades.

            Ver a reputação, a honestidade, a santidade, a vida com Deus disposto a orar, ler a Bíblia e frequentar a casa do Senhor.

            A conjunção aditiva “mas (faz outro acréscimo dirigido a mim e a você) para que saístes? [...]”, Mt.11.9, ou qual a finalidade de observar a vida de outras pessoas e sob qual propósito?

            A última pergunta retórica fala sobre o querer daquele povo de “[...] ver um profeta [...]”, Mt.11.9 a fim de lhes trazer algo benéfico em termos materiais.

            A resposta não foi dos ouvintes, mas do próprio “[...] Jesus (que) disse (que) sim, [...] (João Batista é) muito mais que profeta”, Mt.11.9, maior do que qualquer outro dentre os profetas de Israel.

            João foi o precursor do Messias, viu e testificou pessoalmente o Messias, ele é referido em diversas profecias do A.T., representante especial do reino dos céus, e anunciou o estabelecimento desse reino.

            Após a defesa em favor de João, Jesus testemunha sobre o caráter do seu primo Batista.

            O testemunho fala sobre [...]

2 – João Batista.

            O que Jesus tem testemunhado sobre eu e você?

            Para Jesus, “este João Batista é de quem está escrito [...]”, Mt.11.10 a respeito do seu ministério, trabalho na seara do Senhor, desenvolvimento espiritual diante dos incrédulos.

            O ministério de João foi bem específico, assim como o meu e o seu.

            Ao introduzir o imperativo “[...] eis (seguido do advérbio) aí [...]”, Mt.11.10 Jesus aponta para a pessoa de João junto com a soberania de Deus sobre todas as coisas.

            A finalidade é para prestarmos atenção à vida dedicada de João como servo do Senhor.

            Foi o próprio “[...] Pai (celeste, indicado pelo pronome na primeira pessoa) eu [...]”,Mt.11.10 o autor, sustentador; aquele que coordena todas as coisas neste mundo, principalmente a respeito da vida espiritual.

            O texto esclarece que João foi “[...] enviado diante da [...] face (de) Jesus [...]”, Mt.11.10.

            A maior finalidade; para ser “[...] o [...] mensageiro (dos altos céus) [...]”, Mt.11.10 para uma missão especial neste mundo – eu e você.

            O testemunho de Jesus é sobre “[...] João [...] (que) preparou o [...] caminho (de) Jesus diante de (Si)”, Mt.11.10 – arauto, precursor do Messias, abriu as portas para a entrada do Reino dos céus.

            Sobre a “[...] verdade em (que Jesus quer) nos dizer [...]”, Mt.11.11 ainda tem valor para cada um de nós a respeito do nosso comportamento neste mundo.

            Jesus declara que “[...] entre os nascidos de mulher (homem semelhante a mim e a você), ninguém apareceu maior (em palavra, honestidade, fidelidade, “não bebia”, 18) do que João Batista [...]”, Mt.11.11.

            Podemos imitá-lo, “[...] mas (conforme Jesus) o menor no reino dos céus (glorificado) é maior do que ele”, Mt.11.11.

            Jesus transmite de que, enquanto aqui neste mundo, somos pecadores, mas quando convertidos, recebemos um bom testemunho do Mestre.

            O testemunho de Jesus mostra os [...]

3 – Resultados.

            Desde os dias de João Batista [...]”, Mt.11.12, o último profeta, é que os resultados de conversão começaram a aparecer.

            Havia no A.T. algumas conversões esporádicas – Egípcios, Raabe, filhos do sogro de Moisés.

            É por este motivo que Jesus fala que “[...] até agora (no seu tempo), o reino dos céus é tomado por esforço [...]”, Mt.11.12.

            Os homens se esforçam por garantir, apossar das realidades espirituais do reino dos céus, isto é, impulsionados pelo Espírito Santo de Deus.

            [...] E os que se esforçam (publicanos e prostitutas, percebendo o valor do evangelho) se apoderam dele”, Mt.11.12.

            Faça de tudo para entrar no reino, mesmo com sacrifício.

            Abandone costumes, vícios, mentira e principalmente a religião antiga para servir a Cristo.

            Em meio aos resultados, Jesus acrescenta a conjunção aditiva “porque [...]”, Mt.11.13 para assinalar a divisão entre o A.T. e o N.T.

            Ao falar sobre “[...] todos os Profetas (do A.T. que previam eventos bons e maus para o futuro. Só puderam falar sobre a vinda do Messias) [...]”, Mt.11.13, Jesus declara que as profecias foram todas cumpridas.

            [...] E a Lei (estabelecia a regra, a moral que produz um estado aprovado por Deus) [...]”, Mt.11.13 teve também a divisão entre o A.T. e o N.T.

            É por este motivo que eles “[...] profetizaram até João (pois “[...] Deus, outrora, falava [...] de muitas maneiras [...] pelos profetas, nestes últimos dias, nos fala pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas [...]”, Hb.1.1, 2”, Mt.11.13.

            E, (o resultado que Jesus nos apresenta é que) se [...] queremos reconhecer (João) [...]”, Mt.11.14 como o último profeta, não pode haver outra declaração maior que a de Cristo.

            As palavras de Jesus é que “[...] ele mesmo (João Batista) é Elias, que estava para vir”, Mt.11.14 anunciar a vinda do Filho de Deus, Jesus Cristo, Ml.3.1; 4.5.

            O testemunho alerta para [...]

Conclusão:      Ouvir.

            O conselho de Jesus para mim e você a respeito do testemunho dEle a nosso favor é simples, curto e direto: “Quem tem ouvidos [para ouvir], ouça (com atenção, dedicação, com amor o ensino do Mestre)”, Mt.11.15.





            Rev. Salvador P. Santana