domingo, 17 de maio de 2015

POR AMOR, Fm.1.8-14.

POR AMOR
Fm.1.8-14

Introd.:           “Já faz uma semana que eu estou sofrendo
            E quando chega a noite aumenta essa dor
            Eu tenho tanto medo desse sentimento
            Não sei se é infarto ou falta de amor
            Só sei, que quando penso nela dá uma tontura
            Um pique de pressão me leva a loucura
            O que será que eu tenho, eu quero saber” – Léo Magalhães.
Nar.:   Paulo se coloca como mediador entre Filemom e Onésimo.
            O apóstolo apela para o amor que ainda possa existir em nosso coração em favor de todos os homens.
Propos.:          Em outra Escritura Paulo declara “[...] que o amor [...] é o vínculo da perfeição”, Cl.3.14 para que, cada um de nós aprenda a se relacionar com todos os homens.
Trans.:           Esse por amor deve ter como base [...]         
1 – Cristo Jesus, Fm.1.8.
            Devemos acreditar que “[...] sem Cristo [...] (vivemos) separados da comunidade [...] e estranhos [...] (para com todos, daí) não temos esperança e (vivemos) sem Deus no mundo”, Ef.2.12.
            Paulo começa o texto dizendo: “Pois bem [...]”, Fm.1.8, você deseja continuar sem Cristo Jesus demonstrando a falta de amor?
            Como o escravo fujão precisava retornar para o seu senhor, “[...] Paula (fala para Filemom) que ainda sentia plena liberdade [...]”, Fm.1.8 de falar sobre o amor.
            Essa “[...] liberdade (temos apenas) em Cristo [...]”, Fm.1.8 a partir do momento que somos imitadores de Jesus.
            Paulo desejava abrir o jogo com Filemom “[...] para (lhe) [...] ordenar o que convinha”, Fm.1.8 a respeito do escravo Onésimo.
            Ao falar sobre esse amor, Paulo deseja nos mostrar que qualquer problema que enfrentamos tem que ser na base do amor em “[...] Cristo [...]”, Fm.1.8.
            Ao agir amorosamente, podemos [...]
2 – Fazer a nossa petição, Fm.1.9,10.
            “[...] Paulo (apresenta as suas credencias) sendo o que (era) [...] o velho (já havia passado por várias provações) e, agora, até prisioneiro de Cristo Jesus”, Fm.1.9.
            Paulo já havia apelado para a “[...] liberdade em Cristo [...]”, Fm.1.8, então, ele “prefere, todavia, [...]”, Fm.1.9 usar outro argumento que também estava ligado diretamente a Jesus.
            O seu desejo em favor do escravo era “[...] solicitar em nome do amor (Jesus) [...]”, Fm.1.9 que existe em cada coração.
            “Sim, (a) solicitação (deve ser sempre) em favor de [...]”, Fm.1.10 de alguém necessitado.
            Paulo intercedia “[...] em favor de seu filho Onésimo [...]”, Fm.1.10 que fugira das mãos do seu senhor, Filemom.
            Esse “[...] Onésimo, (no encontro que teve com Paulo, foi) [...] gerado (para a vida, para o amor, para viver para Jesus Cristo) entre (as) algemas (de) Paulo”, Fm.1.10.
            Após apelar para o Mestre Jesus e o amor, é possível cada um [...]
3 – Se tornar útil, Fm.1.11,12.
            “Onésimo, antes, fora inútil (para) Filemom [...]”, Fm.1.11 porque lhe faltou uma mão de obra barata.
            Mas “[...] atualmente, (após a entrega do seu coração ao Mestre Jesus) porém, é útil [...]”, Fm.1.11 também para amar.
            A vida do escravo passou a “[...] útil, a Filemom e a Paulo”, Fm.1.11.
            Devo procurar dentro do meu coração se eu sou “[...] inútil [...] (ou) útil [...]”, Fm.1.11 à minha família e aos meus amigos e inimigos.
            “Paulo enviou Onésimo de volta em pessoa [...]”, Fm.1.12 a fim de que Filemom o amasse através de Jesus Cristo.
            Na verdade, Paulo “[...] queria dizer (que estava enviado) [...] o seu próprio coração”, Fm.1.12 cheio do amor de Cristo.
            Muitas vezes almejamos que a vida do outro deve útil para todas as pessoas, menos a nossa.
            O desejo de Paulo é que eu e você sejamos servos de Jesus Cristo, amorosos e úteis para com todos os homens a fim de que possamos [...]    
Conclusão:      Servir de livre vontade, Fm.1.13,14.
            A ideia de Paulo é que faltando Jesus em nosso coração, consequentemente, falta amor, daí, não seremos úteis e jamais iremos servir.
            Então “Paulo queria conservar (o escravo) Onésimo consigo mesmo [...]”, Fm.1.13 com o intuito de ensiná-lo ainda mais sobre o querer de Deus para a vida.
            Essa deve ser a nossa atitude com todos os nossos; ensinar-lhes os conselhos das Escrituras Sagradas.
            Na verdade o apóstolo desejava que o fujão Onésimo permanecesse “[...] em [...] lugar (de) Filemom [...] (para) servir (Paulo, pois este) carregava algemas por causa do evangelho”, Fm.1.13.
            Por causa dos princípios fundamentados em Cristo e no amor para servir de Paulo, “nada, porém, (ele) quis fazer sem o [...] consentimento (de) Filemom [...]”, Fm.1.14, e essa deve ser a nossa atitude.
            Paulo apelou “[...] para [...] a [...] bondade (de) Filemom não vir a ser como que por obrigação (servir), mas de livre vontade”, Fm.1.14 como servo de Cristo e o amor que enche o seu coração para ser útil em todas as coisas.
            É bom que não haja falta de amor em nosso coração, então, devemos nos encher do amor de Cristo Jesus para sermos úteis em todas as coisas neste mundo.

            Rev. Salvador P. Santana

sábado, 16 de maio de 2015

DEUS COMPLETA A OBRA

DEUS COMPLETA A OBRA
            “Considera-se adolescente, aquela pessoa entre doze e dezoito anos de idade” – ECA. Desta forma, para as leis brasileiras, a mocidade começa aos dezenove anos de idade.
            A Igreja Presbiteriana do Brasil não toma por base esta disposição. Ela adota a sua própria regra que se encontra no MUSI, Art. 7° – “A [...] faixa etária: [...] UMP = de 18 a 35 anos [...]”.
            Que maravilha! Estes jovens podem ir e vir livremente e desfrutar da “[...] boa e bela coisa (que) é comer e beber e gozar cada um do bem de todo o seu trabalho, com que se afadigou debaixo do sol, durante os poucos dias da vida que Deus lhe deu; porque esta é a sua porção” (Ec 5.18). Cada um dos jovens pode ser grato a Deus por essa liberdade.
            Que pena! Nem todos podem gozar desta liberdade. Muitos estão sentenciados e jurados de morte por causa do crime organizado ou em seu leito de dor. Outros desde a meninice estão entregues a prostituição, ao tráfico e aos seus vícios. Tudo isso acontece porque muitas vezes o seu “[...] proceder (é) mal [...] (logo) o pecado jaz à porta (...)” (Gn 4.7) mas ele não dá conta de dominá-lo.
            A Bíblia Sagrada relata “[...] a história de Jacó. Tendo José dezessete anos, apascentava os rebanhos com seus irmãos; sendo ainda jovem, acompanhava os filhos de Bila e os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e trazia más notícias deles a seu pai” (Gn 37.2).
            José era um jovem como qualquer jovem Presbiteriano dos dias atuais; trabalhador e responsável. Assim como José, muitos Presbiterianos também não sabem sobre o que Deus tem reservado para o dia de amanhã em sua vida. Deus tinha um plano, não somente para a vida de José, mas para toda a nação de Israel.
            Como José acompanhava seus irmãos, diz o texto que ele “[...] trazia más notícias deles a seu pai” (Gn 37.2). Por causa das más notícias, os seus irmãos “[...] conspiraram contra ele para o matar” (Gn 37.18). Mas, como Deus faz tudo para o bem do homem “a fim de que o nome do [...] Senhor Jesus seja glorificado em (cada jovem) [...] segundo a graça de [...] Deus e do Senhor Jesus Cristo” (2Ts 1.12) o próprio Deus enviou “adiante (do povo de Israel) [...] um homem, José, vendido como escravo” (Sl 105.17).
            José não teve a mesma liberdade que os jovens presbiterianos estão tendo nestes dias. Os seus “[...] irmãos [...] o venderam por vinte siclos (11,424g = 1 siclo) de prata aos ismaelitas; estes levaram José ao Egito” (Gn 37.28). Guarde bem! Tudo fora preparado por Deus, porque Ele mesmo diz através do profeta Isaías: “Quem fez e executou tudo isso? Aquele que desde o princípio tem chamado as gerações à existência, eu, o SENHOR, o primeiro, e com os últimos eu mesmo” (Is 41.4).
            Sim, Deus está “no céu [...] e tudo faz como lhe agrada” (Sl 115.3). Chegando à terra do Egito José teve os seus “[...] pés apertados com grilhões e a quem puseram em ferros (o seu pescoço)” (Sl 105.18). Não fique pensando que Deus é mau, pelo contrário, Deus tinha um plano maravilhoso para a vida de José e também para você.
            Todos sabem que para realizar qualquer plano com sucesso na vida é preciso esperar e perseverar. Com José não foi diferente. Faltando apenas cinco anos para terminar a mocidade de José, quando então, estava para entrar numa nova fase da vida, começar a sua maioridade, Deus começa a completar o seu plano maravilhoso na vida daquele moço.
            Diz o texto Sagrado que “era José da idade de trinta anos quando se apresentou a Faraó, rei do Egito [...]” (Gn 41.46). Depois de trabalhar treze anos como escravo, “[...] Faraó mandou chamar a José, e o fizeram sair à pressa da masmorra; ele se barbeou, mudou de roupa e foi apresentar-se a Faraó” (Gn 41.14).
            É a partir deste momento que Deus completa a obra na vida de José, “dizendo [...] aos seus oficiais: Acharíamos, porventura, homem como este, em quem há o Espírito de Deus? Administrarás a minha casa, e à tua palavra obedecerá todo o meu povo; somente no trono eu serei maior do que tu [...] vês que te faço autoridade sobre toda a terra do Egito [...] sem a tua ordem ninguém levantará mão ou pé em toda a terra do Egito” (Gn 41.38,40,41,44).
            Depois da boa investida de Deus sobre a vida de José, ele ficou bem estabelecido na terra do Egito e chegou a tal ponto que ainda que seus irmãos tenham “[...] intentado o mal contra ele; porém Deus o tornou em bem [...] conservando muita gente em vida” (Gn 50.20).
            Mocidade Presbiteriana, assim como José do Egito foi abençoado por Deus desde o dia em que chegou preso com ferros, você pode também; basta ser fiel em todo o seu trato para com Deus e verá que ele irá completar a obra que tem planejado para você.
Rev. Salvador P. Santana



quinta-feira, 14 de maio de 2015

Jz.2.6-3.6 - A IGREJA SECULARIZADA.

A IGREJA SECULARIZADA, Jz.2.6-3.6.

Introd.:           A secularização é identificado como “amor ao mundo”.
            É por este motivo que “não (devemos) amar o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele”, 1Jo.2.15.
            A secularização é uma questão mais abrangente do que muitos cristãos enxergam.
            Há muitos que definem mundanismo como um conjunto de atividades que se pratica fora da igreja – jogos, danças e artes.
            Mundanismo não é composto apenas de certas atividades culturais, mas principalmente da corrupção delas.
            Não podemos ter uma visão fragmentada da ética, que divide a vida em praticar coisas ruins ou coisas boas – sagrado e secular.
            Albert Wolters escreve: “Essa divisão em compartimento é um grande erro, pois sugere que não há ‘mundanismo’ na igreja, por exemplo, e que não há santidade na política ou, digamos, no jornalismo” – A criação restaurada – Cultura Cristã.
            Wolters está advertindo contra o pensamento de que uma igreja secularizada é aquela composta de pessoas que praticam muitas coisas ‘mundanas’ fora da igreja. Esta é uma visão míope do processo de secularização, que não o enxerga acontecendo na própria igreja.
            Precisamos redefinir mundanismo para enxergar o quanto ele adentra nossas igrejas.
            A secularização também acontece enquanto praticamos atividades consideradas religiosas – culto, cânticos, planejamento para a igreja.
            Isso significa que a secularização é um problema dentro da igreja.
            É por este motivo que existe [...]                              
I – Uma falsa dicotomia.
            Dicotomia é a divisão de um elemento em duas partes, em geral contrárias, como a noite e o dia, o bem e o mal, o preto e o branco, o céu e o inferno.
            Diante das ameaças de tornarem-se mundanas, algumas igrejas evangélicas no Brasil têm procurado se distanciar de atividades ou entretenimentos ‘seculares’, criando substitutos com o rótulo ‘gospel’: em vez de deixar o jovem cristão participar de festas mundanas, cria-se festas semelhantes:
            ‘Funk evangélico’; assistir filmes evangélicos; a ouvir rádios evangélicas; adolescentes são direcionados ao grupo de ‘skatistas de Cristo’; as senhoras criam ‘crochê de Jesus’; ‘loja feminina gospel’; receitas cristãs.
            Isso nada mais é do que separatismo.
            O argumento do separatismo é a promoção da santidade, e o argumento contra é a falta de engajamento com o mundo. Essa é uma discussão antiga no cristianismo.
            O separatismo e o mundanismo são polos opostos no que tangue ao relacionamento do cristão com a cultura.
            Albert fala que “é bem possível ser totalmente corrompido pelo mundanismo até mesmo quando estamos enfurnados no gueto cristão. Nossa música, literatura, escolas, rádio, televisão e igrejas cristãs podem se tornar portadoras do vírus do mundanismo, sem que tenhamos de nos incomodar com o mundo”.
            É possível ser separatista e ao mesmo tempo, mundano.
            Quando alguém compra um apartamento ou abre uma loja e busca-se ‘consagrá-lo, pode ser uma secularização.
            O culto por si só, não torna o lugar santificado ou dedicado a Deus.
            É a santidade contínua na vida do lar, ou nos negócios, que torna o ambiente do apartamento, e da loja, santos, isto é “porque o marido incrédulo é santificado no convívio da esposa, e a esposa incrédula é santificada no convívio do marido crente. Doutra sorte, os [...] filhos seriam impuros; porém, agora, são santos”, 1Co.7.14.
            Devemos saber que o [...]
II – Secularismo é um problema antigo.
            O livro de Juízes mostra como o secularismo foi trazido para dentro do povo de Deus.
            Após os Israelitas entrarem para a terra de Canaã, “[...] Josué despediu o povo, foram-se os filhos de Israel, cada um à sua herança (dividida), para possuírem a terra”, Jz.2.6.
            “O povo (de Deus muitas vezes precisa ser empurrado para) servir ao SENHOR (isto aconteceu com o povo de Israel) todos os dias de Josué e todos os dias dos anciãos que ainda sobreviveram por muito tempo depois de Josué e que viram todas as grandes obras feitas pelo SENHOR a Israel”, Jz.2.7.
            Após o “falecimento (de) Josué, filho de Num, servo do SENHOR, com a idade de cento e dez anos; sepultaram-no no limite da sua herança, em Timnate-Heres, na região montanhosa de Efraim, ao norte do monte Gaás”, Jz.2.8,9 – faltando um líder, falta direção.
            Na falta de alguns pais que conduzem seus filhos aos caminhos do Senhor, muitos deles abandonam a Deus.
            Talvez pode ficar ainda alguns que ainda temem a Deus, como foi o caso de alguns anciãos de Israel, mas eles “também foram congregados a seus pais toda aquela geração; e outra geração após eles se levantou, que não conhecia (morre espiritualmente) o SENHOR, nem tampouco as obras que fizera a Israel”, Jz.2.10.
            Nesta época Israel ficou sem um líder por cerca de 300 anos.
            A falta de um líder e o desprezo pelo conhecimento de Deus foi motivo para levar “[...] os filhos de Israel (reincidirem no pecado) fazendo o que era mau (maligno) perante o SENHOR; pois serviram aos baalins (deus da fertilidade)”, Jz.2.11.
            A situação se torna perigosa, pois quando o homem se propõe a “[...] deixar o SENHOR (a sua atitude é) [...] servir a Baal (deus da fertilidade) e a Astarote (deusa da fertilidade e da guerra que envolvia a imoralidade sexual – foge as regras da conduta. No tempo de Jeremias era conhecida como a rainha dos céus, Jr.7.18)”, Jz.2.13.
            Mas, “sucedia, porém, que, falecendo o juiz (pois os livrará apenas politicamente, e não espiritualmente), reincidiam e se tornavam piores do que seus pais, seguindo após outros deuses, servindo-os e adorando-os eles; nada deixavam das suas obras, nem da obstinação (birra) dos seus caminhos”, Jz.2.19.
            Israel havia acomodado os cananeus entre eles, ao sujeitá-los a trabalhos forçados, e depois a maneira como eles negaram sua fé ao servir outros deuses.
            Por causa dessa rebeldia, os filhos de Israel “deixaram o SENHOR, Deus de seus pais, que os tirara da terra do Egito, e foram-se após outros deuses, dentre os deuses das gentes que havia ao redor deles, e os adoraram (inclinar-se), e provocaram o SENHOR à ira”, Jz.2.12.
            O resultado é “[...] a ira do SENHOR se acendendo contra Israel (a ponto de) e os dá na mão dos espoliadores (tirar alguma coisa, roubo, engano), que os pilharam (saque); e os entregou na mão dos seus inimigos ao redor; e não mais puderam resistir a eles”, Jz.2.14.
            Como está a sua vida espiritual?
            Apesar de muitos não acreditarem que Deus pode punir, a verdade é que, “por onde quer que saia (o povo de Deus), a mão do SENHOR (é) [...] contra eles para seu mal (o que é moralmente errado e o que não está de acordo com a ordem divina), como o SENHOR lhes dissera e jurara; e estavam em grande aperto”, Jz.2.15.
            Muitos dizem que o aperto que passam é por acaso que acontece.
            Ora, foi o próprio “SENHOR (que) suscitou juízes, que os livraram da mão dos que os pilharam (roubo, saque)”, Jz.2.16.
            Mesmo passando por dificuldades, “contudo, não obedeceram aos seus juízes (que os livraram apenas politicamente e não espiritualmente); antes, se prostituíram após outros deuses e os adoraram. Depressa se desviaram do caminho por onde andaram seus pais na obediência dos mandamentos do SENHOR; e não fizeram como eles”, Jz.2.17.
            Assim com naquela época, hoje, alguns, só buscam a Deus “quando o SENHOR lhes suscita juízes (libertá-los através da oração), o SENHOR era com o juiz e os livrava da mão dos seus inimigos, todos os dias daquele juiz; porquanto o SENHOR se compadecia deles ante os seus gemidos, por causa dos que os apertavam e oprimiam”, Jz.2.18.
            Então, só restava “[...] a ira do SENHOR se acender contra Israel; e dizer: Porquanto este povo transgrediu (irritar, desobedecer) a minha aliança que eu ordenara a seus pais e não deu ouvidos à minha voz”, Jz.2.20.
            Deus não apenas se irou, mas “também Deus não expulsou mais de diante (do seu povo) [...] nenhuma das nações (que os subjulgava) que Josué deixou quando morreu”, Jz.2.21.
            Deus permitiu Israel experimentar o secularismo ou o sincretismo – fusão de diferentes cultos e doutrinas para formar uma nova – o Senhor agiu desta forma “para, por elas (através das nações e seus deuses), pôr Israel à prova, se guardará ou não o caminho do SENHOR, como seus pais o guardaram”, Jz.2.22.
            É por este motivo que “[...] o SENHOR (até nossos dias) deixa ficar aquelas nações (deuses) e não as expulsa logo, nem as entrega na mão de [...] (seu povo para ser destruído)”, Jz.2.23.
            O vício nos pecados entre o povo de Deus aconteceu porque “[...] as nações (e seus deuses) que o SENHOR deixou para, por elas, provar a Israel, isto é, provar quantos em Israel não sabiam de todas as guerras de Canaã”, Jz.3.1 foram aumentando dia a dia e não se importaram com o Senhor.
            O desejo de Deus, quando deixa algo para nos provar, é “[...] tão-somente para que as gerações dos filhos de Israel (nossos filhos) delas soubessem (para lhes ensinar a guerra contra todo tipo de pecado), pelo menos as gerações que, dantes, não sabiam disso”, Jz.3.2.
            O laço para apanhar o povo de Deus foi terrível.
            Ficaram na terra de Israel “cinco príncipes dos filisteus (dagom - peixe), e todos os cananeus (sacrifício humano, prostituição religiosa feminina e masculina), e sidônios (astarote – deusa da fertilidade), e [...] (outros vários deuses que subjulgaram a Israel)”, Jz.3.3.
            Notar que Deus faz a repetição para nos mostrar a gravidade do problema de servir a outros deuses ao dizer que “estes ficaram para, por eles, o SENHOR pôr Israel à prova, para saber se dariam ouvidos aos mandamentos que havia ordenado a seus pais por intermédio de Moisés”, Jz.3.4.
            O pior acontecimento e que, ainda nos assombra é que, “habitando, pois, os filhos de Israel no meio dos cananeus, dos heteus, e amorreus, e ferezeus, e heveus, e jebuseus (e muitos outros deuses que encontramos no Brasil), tomaram de suas filhas para si por mulheres e deram as suas próprias aos filhos deles; e rendiam culto a seus deuses”, Jz.3.5,6 – casamento misto que ainda acontece.
            Salomão, “Sendo já velho, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era de todo fiel para com o SENHOR, seu Deus, como fora o de Davi, seu pai”, 1Rs.11.4.
            E o seu coração continua sendo fiel a Deus ou alguém o tem pervertido?
            A igreja secularizada fala de [...]
III – Mudança de cosmovisão.
            Abraham Kuyper foi um cristão holandês que se envolveu em várias áreas da sociedade: educação, jornalismo política e teologia.
            Quando fundou uma universidade, criou um jornal, organizou um partido político, ele não formou uma subcultura (ou gueto) ‘cristã’.
            Ele criou um segmento na cultura para expressar ideais cristãos em áreas não religiosas.
            Mostrou que é possível evitar a retirada pietista – experiência individual dos crentes – da sociedade e se envolver em diferentes áreas da cultura sem se tornar secularizado.
            Trata-se de ‘estar no mundo, mas não ser do mundo, em vez de criar uma igreja do mundo, mas que não está no mundo’ – O cristão e a cultura, Horton, Cultura Cristã.
            “A Reforma Protestante não apenas buscou purificar a igreja e livrá-la dos erros doutrinários, mas também buscou a restauração da integralidade da vida [...] levaram o pecado mais a sério e não cometeram o engano de condenar as coisas naturais como se fossem profanas; eles criam na restauração, na purificação e na consagração do natural” – O conceito calvinista de cultura – Cultura Cristã.
            Ao invés de nos separarmos do que é secular, devemos santificar o secular, pois “[...] alguns de nós foi (profano, rebelde, sem Cristo); mas nós nos lavamos, mas fomos santificados, mas fomos justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus”, 1Co.6.11.
            A igreja secularizada precisa aprender a [...]
Conclusão:      Fazer a separação.
            A separação entre o que é profano e santo deve acontecer para nenhum de nós cair no mesmo erro do povo de Israel que “tomou das [...] filhas (dos povos que não serviam a Deus) para si por mulheres e deram as suas próprias aos filhos deles; e (por causa desse sincretismo – fusão de várias doutrinas para formar uma) rendiam culto a seus deuses”, Jz.3.6.
            Em outro texto Deus fala que, se por acaso isso acontecer, essa pessoa está “[...] se prostituindo com seus deuses [...] (por este motivo) nem (se deve) contrair matrimônio com os filhos dessas nações (que servem outros deuses) [...] pois elas fariam desviar seus filhos de Deus, para que sirvam a outros deuses; e a ira do SENHOR se acenderá contra vós outros e depressa vos destruirá”, Ex.34.16; Dt.7.3,4.
Aplicação:       De algum modo você tem se moldado a este mundo?
            É preciso abandonar toda prática que se oponha ao santo evangelho e, recuperar a pureza da doutrina e da vida, que sempre teve uma influência transformadora no mundo.

            Adaptado pelo Rev. Salvador P. Santana para ED – Nossa Fé – CCC – Rev. Heber Carlos de Campos.


sábado, 9 de maio de 2015

AGRADECIMENTO, Fm.1.4-7.

AGRADECIMENTO
Fm.1.4-7

Introd.:           O salmista declara que todos os servos de Jesus Cristo deve “oferecer a Deus sacrifício de ações de graças e cumprir os seus votos para com o Altíssimo”, Sl.50.14.
            Esta é uma forma simples de adorar a Deus – o agradecimento.
Nar.:   Neste texto Paulo agradece a Deus pelas qualidades cristãs de Filemom.
Propos.:          Cada um de nós deve, a todo instante, ser diligente “em tudo, dando graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para conosco”, 1Ts.5.18.
Trans.:           O agradecimento deve ser feito em primeiro lugar [...]
1 – A Deus, Fm.1.4.
            Por 19 vezes Paulo “dá graças [...] (a) Deus [...]”, Fm.1.4 nas cartas que ele escreveu.
            O seu modo de “[...] agradecer (a) Deus [...]”, Fm.1.4 é a sua marca registrada.
            O motivo de “Paulo agradecer ao nosso Deus [...] (são as) lembranças [...]”, Fm.1.4 de seus irmãos em Cristo – muitos de nós temos péssimas lembranças.
            É por causa dessas boas “[...] lembranças (de companheirismo, amizade, ajuda mútua que) Paulo [...] sempre [...] (intercede através de) suas orações”, Fm.1.4.
            O “dou graças ao meu Deus [...]”, Fm.1.4 deve ser constante em nossas vidas.
            “Dá graças [...] (a) Deus [...]”, Fm.1.4 precisa fazer parte do nosso dia a dia.
            “Dá graças ao nosso Deus [...] (precisa ser constante em) nossas orações”, Fm.1.4.
            Todos nós precisamos ser gratos a Deus [...]
2 – Pela fé que os nossos tem adquirido, Fm.1.5.
            Precisamos saber que a “[...] fé que temos [...]”, Fm.1.5 não nasce de nós mesmos.
            A “[...] fé que temos [...]”, Fm.1.5 é somente “[...] pela graça [...] e isto não vem de nós; é dom de Deus”, Ef.2.8.
            Como Paulo estava preso, ele “estava ciente (através dos seus colaboradores sobre o) [...] amor (que) Filemom [...]”, Fm.1.5 guardava em seu coração.
            O “[...] amor [...]”, Fm.1.5 não ofertado por Deus, mas aprendido.
            Interessante notar que esse “[...] amor [...] (primeiro) tem que (ser) para com o Senhor Jesus (depois é estendido a) todos os santos”, Fm.1.5.
            Essa ordem é a mesma determinada por Jesus Cristo ao determinar “[...] amar o Senhor, nosso Deus, de todo o teu coração, de toda a nossa alma e de todo o nosso entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, Mt.22.37-39.
            O texto de Paulo parece que nos induz primeiro a praticar o “[...] amor (para depois a) fé [...]”, Fm.1.5 ser implantada em nosso coração.
            Caso eu e você não tivermos “[...] amor e [...] (a) fé [...]”, Fm.1.5, estamos perdidos.
            E outra, tanto o “[...] amor [...] (quanto a) fé [...] que temos (servem para testemunhar a) todos os santos”, Fm.1.5 que de fato somos de Deus.
            O nosso agradecimento a Deus deve acontecer porque podemos [...]
3 – Buscar a comunhão, Fm.1.6.
            Quando fala de “[...] comunhão [...]”, Fm.1.6, Paulo está dizendo que todos nós devemos nos associar com uma pessoa, envolvendo amizade com ela e incluindo participação nos seus sentimentos, nas suas experiências e na sua vivência.
            Paulo ainda fala que “[...] comunhão [...]”, Fm.1.6 é um tipo de relacionamento que envolve propósitos e atividades comuns a fim de manter uma parceria.
            Paulo apela “para que (essa) comunhão (de Filemom esteja na base) da sua fé [...]”, Fm.1.6 para poder libertar o seu escravo fujão.
            Mas, para que o escravo seja liberto, é preciso acontecer que essa “[...] fé se torne eficiente (ativa) no pleno conhecimento (da verdade que liberta e pode nos tornar servos e donos obedientes a Deus) [...]”, Fm.1.6.
            É somente após esse “[...] conhecimento (da verdade é que podemos praticar) [...] todo bem que há em nós [...]”, Fm.1.6 em favor de todos os homens.
            É bom lembrar que a “[...] comunhão (que temos não serve para nos engrandecer, mas é um dever) para com Cristo”, Fm.1.6 a fim de que o seu nome seja glorificado.
            O nosso agradecimento a Deus nos impulsiona a [...]
Conclusão:      Ter condições de animar os corações, Fm.1.7.
            Para encerrar essa oração de agradecimento, Paulo fala para “[...] Filemom (que) teve grande alegria [...]”, Fm.1.7 em poder compartilhar com ele a respeito de ser grato a Deus por tudo.
            Além dessa “[...] alegria (Paulo expõe para Filemom sobre o) [...] conforto (que encontrou) no seu amor [...]”, Fm.1.7 em favor dos irmãos em Cristo.
            Esse “[...] amor (de Filemom que fora encontrado em favor dos) [...] corações dos santos [...]”, Fm.1.7 podia servir para ser enviado também ao coração do seu escravo fugitivo.
            É por este motivo que Paulo usa a tática de agradecimento a Deus, pois sabia que “[...] Filemom (havia) reanimado (muitos) corações [...]”, Fm.1.7 que estavam sendo perseguidos por causa do evangelho, então, Filemom podia dispensar esse mesmo amor ao ser escravo Onésimo em forma de agradecimento a Deus.


            Rev. Salvador P. Santana

EXEMPLO PARA SEUS FILHOS

EXEMPLO PARA SEUS FILHOS
            Dizem que o mês de maio é o mês do lar e das noivas. Pode estar ligado ao dia em que se comemora o Dia das Mães ou porque neste mês muitos se envolvem em casamentos ou outra razão qualquer. Na verdade o mês de maio não tem ligação nenhuma com o termo mês do lar ou mês das noivas.
            É interessante notar e deve-se tomar de empréstimo as palavras do profeta Daniel dizendo: “Ó SENHOR, a nós pertence o corar de vergonha, aos nossos reis, aos nossos príncipes e aos nossos pais, porque temos pecado contra ti” (Dn 9.8). Sim, é preciso que toda família, – pai, mãe e filhos – comecem a ter um pouco mais de vergonha, devido as mais diversas situações em que se encontram muitos lares.
            Aqueles que juraram amor no passado hoje juram ódio. Os que disseram que levariam até as últimas consequências o desejo de ficarem juntos, mais que depressa deram entrada na separação.
            A situação do povo na época do cativeiro era de causar perplexidade com a vida comunitária do povo. Todos teriam que “[...] corar de vergonha [...] reis [...] príncipes [...] pais [...]” (Dn 9.8). Desde a mais alta autoridade, os reis, até  nos lares, os pais, a situação era vergonhosa.
            Na verdade este texto não fala sobre separações entre casais, mas se “[...] o corar de vergonha [...] (era por causa do) pecado contra Deus” (Dn 9.8), se torna evidente que separações de pais casados corriam à solta no meio do povo.
            Numa separação entre marido e mulher as dificuldades começam a brotar. Filhos ficam à mercê das disputas judiciais e com o coração dividido, pois, ao que tudo indica, eles amam tanto o pai quanto a mãe. O grande dilema é: com quem morar? A quem visitar a cada final de semana? Outro problema causado é o desfalque dos bens adquiridos no decorrer daqueles anos ditos como felizes. As famílias se desintegram, as visitas costumeiras são desfeitas e nenhum dos dois tem aquela liberdade de outrora que os permitia ficar à vontade na casa dos sogros. 
            Mais que depressa se faz preciso “[...] o corar de vergonha [...] (dos) reis [...] príncipes [...] pais [...]” (Dn 9.8) filhos, a fim de que a partir deste mês de maio as famílias comecem a viver mais unidas e tirar de uma vez por todas a ideia de separação de camas , de quartos ou de corpos. Faça o máximo possível para viver junto ainda que ele (a) seja “[...] rixosa (contenda) e iracunda (provocar à raiva e ira)” (Pv 21.19).
            Há conserto para a separação? Sim. Muitos podem dizer que é casar com outro (a) ou ficar separado (a) para sempre. Para desfazer esse mau pensamento, Deus deixou registrado na Bíblia que tanto um como o outro deve, caso “[...] tenha alguma coisa (rixa, briga), discórdia, contra alguém, perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas” (Mc 11.25).
            É difícil tomar essa atitude? Sem dúvida nenhuma, mas como diz o texto você não será perdoado se não perdoar. Muitos dizem que perdoam, mas querem ele (a) bem longe de suas vidas. Isso não é perdão. Perdoar não é esquecer, somente Deus é capaz de fazer isso. Perdoar não é apenas dizer você está perdoado. Perdoar é você saber que foi ferido, mas não sente a dor. Perdoar é deixar algo que te trouxe pesar, mágoa, ferimento para trás e não tocar mais no assunto.
            Note bem que perdoar não é uma decisão que você tem o direito de estender ou não. Perdoar não significa que devido o outro ter lhe perdoado é que você deve fazê-lo também. Perdoar é uma obrigação que Deus impõe sobre a vida de “[...] todo aquele que crê em Jesus (com a finalidade de) não permanecer nas trevas” (Jo 12.46). Você está disposto a perdoar qualquer ofensa em seu casamento para ter um casamento mais duradouro?
            Não importa se este mês de maio é o mês do lar ou das noivas; o que importa é que você lute com todas as forças para manter firme o seu casamento, para dar exemplo aos seus filhos. É possível perdurar até que a morte os separe, mas lembre-se, é preciso perdoar.

Rev. Salvador P. Santana

sábado, 2 de maio de 2015

TUDO PARA CRISTO, Fm.1.1-3.

TUDO PARA CRISTO
Fm.1.1-3

Introd.:           “Eu trocaria tudo pra te ter aqui.
            Eu troco minha paz por um beijo seu
            Eu troco meu destino pra viver o seu
            Eu troco minha cama pra dormir na sua
            Eu troco mil estrelas pra te dar a lua
            E tudo que você quiser
            E se você quiser, te dou meu sobrenome” – Luan Santana.
Nar.:   Encontramos nesta carta de   “Paulo (escrita cerca de 54-62 d.C. quando estava preso – Éfeso, Cesareia ou Roma, endereçada a) Filemom [...]”, Fm.1.1, dono de um certo escravo fugitivo.
            Paulo parte do pressuposto de que, sendo tudo para Cristo, então, os proprietários dos escravos e até mesmo estes, são também de Jesus.
Propos.:          Se tudo é para Cristo, então, “[...] quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus”, 1Co.10.31.
Trans.:           Tudo para Cristo deve incluir [...]
1 – Todos os meus afazeres, Fm.1.1.
            A começar pelo apóstolo “Paulo [...]”, Fm.1.1, ele se considerava como sendo “[...] servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus”, Rm.1.1.
      Quando “Paulo [...] (escreve para Filemom, ele estava) preso (Éfeso, Cesareia, Roma, mas ainda assim, ele não considerava um jugo, um peso, uma desgraça em sua vida) [...]”, Fm.1.1.
            Jesus já havia alertado Paulo que “[...] lhe mostraria quanto lhe importava sofrer pelo [...] nome (de) Cristo”, At.9.16.
            Paulo não tinha as mordomias como os presos do Brasil – musculação, futebol, baralho, escolta para hospitais, comida balanceada.
            “Paulo, (além de encarcerado do governo romano, era também) prisioneiro de Cristo Jesus [...]”, Fm.1.1 para fazer a vontade do seu Mestre.
            É aqui que se mostra a nossa fidelidade para com Deus, ser “[...] de Cristo Jesus [...]”, Fm.1.1.
            “Paulo [...] (tinha como companheiro de cela) o irmão Timóteo (e, posteriormente, pastor da Igreja de Éfeso) [...]”, Fm.1.1.
            Como “Paulo [...] e [...] Timóteo (eram incansáveis na obra) de Cristo Jesus, (o desejo do apóstolo era de que o) amado Filemom (proprietário do escravo fugitivo se aliasse ao propósito do Reino de Deus, doando todos os seus afazeres) [...]”, Fm.1.1.
            “[...] E o [...] amado Filemom, também (se aliou como) [...] colaborador (de) Paulo [...] e o irmão Timóteo [...]”, Fm.1.1.
            Que eu e você estejamos dispostos a entregar todos os nossos afazeres, principalmente a nossa vida a Cristo Jesus.
     Tudo para Cristo envolve também [...]
2 – O meu lar, Fm.1.2.
            Paulo entende que o nosso lar, a nossa família precisa ser de Cristo.
            Na verdade, não podemos “[...] estar sem Cristo, (e muito menos) separados da comunidade de Israel [...] (e) não (devemos perder a) [...] esperança e (ficar) sem Deus no mundo”,Ef.2.12.
            Por este motivo Paulo se preocupou com “[...] a irmã Áfia, (esposa de Filemom) e a Arquipo (filho deste casal a fim de que eles oferecessem a própria vida para Cristo) [...]”, Fm.1.2.
            Paulo percebe que nessa família da “[...] irmã Áfia (com seu filho) [...] Arquipo [...] e (seu esposo Filemom, eles são considerados como) [...] companheiros de lutas (conflitos pela causa de Cristo) [...]”, Fm.1.2.
            Assim, como toda a família está empenhada em oferecer tudo para Cristo, é mais certo que também “[...] a igreja [...] estará em sua casa (seu coração)”, Fm.1.2.
            A igreja vai bem quando a família vai bem.
            Se tudo, os meus afazeres e o meu lar são para Cristo, então [...]
Conclusão:      Posso receber a graça.
            Paulo declara que a “graça (de Deus, o favor imerecido pode alcançar a todos) nós outros (como os nossos familiares) [...]”, Fm.1.3.
            Essa “graça (é acompanhada pela) [...] paz (de Cristo que pode tirar todo medo de entrega total a Jesus Cristo de tudo o que fazemos, somos e temos) [...]”, Fm.1.3.
            É bom lembrar que essa entrega deve ser incondicional, pois “[...] Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo”, Fm.1.3 é o único que pode nos abençoar por tudo o que fazemos.
            Vamos trocar tudo para ter Jesus Cristo aqui, em nosso coração.
            Vamos trocar a nossa paz pela paz de Cristo Jesus.
            Queira trocar o seu destino para viver o destino de Deus.
            Troque a sua falta de sono por momentos especiais em conversas com o Pai celeste.
            Mude o foco dos problemas e até mesmo da natureza para contemplar a Deus.
            E tudo que você quiser, “peça-a, porém, com fé (a Deus), em nada duvidando [...]”, Tg.1.6, “[...] porque o Senhor te dará compreensão em todas as coisas”, 2Tm.2.7.


            Rev. Salvador P. Santana

sexta-feira, 1 de maio de 2015

FELIZ OU INFELIZ

FELIZ OU INFELIZ
            O referencial de família a cada dia que passa está se deteriorando. E falando sobre referencial, a indicação para o STF, pela Presidente Dilma Rousseff, do especialista em direito de família, Luiz Edson Fachin, conforme Reinaldo Azevedo, “Fachin é diretor de um troço chamado IBDFAM (Instituto Brasileiro de Direito da Família). É seu grande pensador. O tal instituto conseguiu emplacar algumas propostas no PLS 470/2013, que institui o ‘Estatuto da Família’. Direitos de Amante. O PLS – ‘Projeto de Lei do Senado’ propõe que todas as relações possam ser reconhecidas como entidades familiares, inclusive as relações extraconjugais [...]” – http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/. Ou seja, a esposa terá que dividir a pensão.   
            Esta é uma história fictícia, qualquer semelhança é uma mera Divino-cidência. Este verbete não se encontra em qualquer dicionário. Diz que certa criança, conhecida mais pelo apelido de ‘Feliz da Vida’, ao sair da escola, pediu ao amigo de sala, conhecido como ‘Infeliz da Vida’, que se fosse possível, o seu pai, ‘Faz de Tudo’, dar-lhe uma carona. Dito e feito. Assim que estacionou o carro, ‘Infeliz da Vida’, comunicou a seu pai ‘Faz de Tudo’ sobre o pedido de carona de ‘Feliz da Vida’.
            Carinhosamente lhe foi oferecido assento no carro. No meio do caminho ‘Faz de Tudo’ pergunta a ‘Feliz da Vida’: – Qual o seu endereço? ‘Feliz da Vida’ perdeu o norte, ficou indeciso, sem saber o que responder. Preocupado, ‘Faz de Tudo’ quis saber o motivo de tanta demora em responder a uma simples pergunta que qualquer criança sabe na ponta da língua.
             ‘Faz de Tudo’ ficou estarrecido com o que passou a ouvir da boca de ‘Feliz da Vida’. ‘Infeliz da Vida’ começou a analisar cada palavra que ouvia naquele momento saindo como fagulhas dos lábios de ‘Feliz da Vida’. Pai e filho pareciam não acreditar no que estavam ouvindo. A história por mais fictícia que fosse, parecia real demais.
             ‘Faz de Tudo’ tinha tempo de sobra. Pediu calma e fez um convite à ‘Feliz da Vida’ para almoçar em sua casa juntamente com a sua esposa, ‘Te Quero Bem’ e seu filho ‘Infeliz da Vida’. ‘Feliz da Vida’ não pensou duas vezes, atendeu prontamente o convite. Foi à mesa que a família ‘Bem-Faz-Infeliz’ passou a ouvir com exatidão a real história de ‘Feliz da Vida’.
            Sou apelidado pelos colegas da escola de ‘Feliz da Vida’ porque normalmente tenho entre quatro a seis famílias para visitar todos os dias, e que  considero, digamos, como meus parentes. Meus colegas dizem que eu sou a criança mais feliz da vida por ter muitas famílias para eu visitar.
            Vou colocar por ordem de preferência as visitações. A primeira família é a do meu pai que está casado com outra mulher que não é a minha mãe. Esta é a família que eu mais gosto de visitar porque a esposa de meu pai que não é a minha mãe não dá palpite, não chama a minha atenção, me deixa comer o que quero, a hora que desejo, assim acontece porque o meu pai me protege.
            A segunda é a dos meus avós tanto paternos como maternos que sempre me dão do bom e do melhor. Dizem eles que eu sou o filho que eles não tiveram. Que sou obediente, educado, que não faço birra como meus pais faziam quando tinham a minha idade.
            A terceira, bom, essa quase não visito, mas por insistência da minha mãe acabo indo algumas vezes. Sabe o que acontece? O cara que é casado com a minha mãe, e que não é o meu pai, vive sempre insistindo comigo que eu devo chamá-lo de pai. Eu não gosto dele. Ele é muito chato, brigão, esconde a comida quando chego em sua casa. Já tentou me bater, sempre teve essa fama com a minha mãe.
            O quarto grupo de família, se assim posso dizer, são os pais do esposo da minha mãe e da esposa do meu pai. Apareço de vez em quando, somente quando acontece alguma festa dos meus meios-irmãos que os considero como irmãos naturais, nascidos no segundo casamento dos meus pais.
            Esse assunto de sexta família é uma complicação que dói na minha cabeça. Quero explicar. Os meus verdadeiros avós paternos e maternos sempre me perguntam se a quarta família me pede para chamá-los de avós. Respondo que sim, sempre houve essa insistência. Então dizem os meus avós: – ‘Feliz da Vida’, não os chame de avós, não lhes dê confiança, arreda o pé da casa deles. Os seus avôs verdadeiros somos nós. Olhe bem para nós, grave bem a nossa voz e o nosso rosto, caso contrário, você verá o que pode te acontecer aqui dentro de casa: renegamos você.
            Alterei a voz porque é assim que eles fazem comigo. Ih! Falei demais. Ainda bem que vocês tiveram tempo para me ouvir, porque os meus pais, os meus avós, aqueles que se dizem parentes e os meus amigos nunca me escutaram.
            A história ainda que fictícia da família ‘Bem-Faz-Infeliz’, através da história de ‘Feliz da Vida’, pode fazer uma bela reflexão: ‘eu sou feliz e não sabia’. Essa desordem fictícia retrata muito bem a história real de muitos lares.
            No Brasil, para agilizar as separações, os CEJUSCs, os Cartórios de Registro Civil podem a qualquer momento fazer separações amigáveis, depende apenas de algumas horas e do pagamento. Está fechado, digo, desfeito o casamento.
            Esse modo de desfazer casamento não é uma história fictícia, mas real em todo o território nacional. À luz da Palavra de Deus essa história real precisa tomar novos rumos. Para que haja um casamento duradouro o casal precisa alistar-se na campanha do “vigiai e orai, para que não entreis em tentação [...]” (Mt 26.41) com a real finalidade de “suportar um ao outro, perdoar mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor [...] perdoou, assim também perdoai [...]” (Cl 3.13). Grave bem os verbos vigiar, orar e perdoar.
            Importante: Ainda que você tome todos os cuidados que a Bíblia aponta para um casamento duradouro, mesmo assim muitas famílias estão semelhantes a família ‘Bem-Faz-Infeliz-daVida’.
            Procure mudar a história de sua vida. Deixe de ser um ‘Infeliz da Vida’ para ser um ‘Feliz da Vida’ no sentido correto de dizer na presença do dono da vida, Jesus Cristo, o Salvador da vida feliz.
            Rev. Salvador P. Santana