sexta-feira, 26 de junho de 2020

ACERCA DO DIVÓRCIO.

ACERCA DO DIVÓRCIO
         Todos os casais que já se divorciaram e casaram de novo, repetem os mesmos erros com o posterior. Existem aqueles que são briguentos, violentos e ciumentos por qualquer coisa, continuam com os mesmos erros. Outros que outrora eram mesquinhos, agitados, ausentes, beberrões, no próximo relacionamento não se esforçam por mudança.   
         Certa vez, Jesus falando a respeito do divórcio para os seus discípulos, “[...] disse-lhe (que): quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério (desfaz o contrato de casamento) [e o que casar com a repudiada comete adultério]. (Daí) disseram-lhe os discípulos: Se essa é a condição do homem relativamente à sua mulher, não convém casar” (Mt 19.9,10).
         Tanto para Jesus, quanto para Paulo, não existe qualquer base para o divórcio. Em 1Co.7 Paulo fala sobre o casamento. Ele inicia o capítulo dizendo “[...] que [...] é bom que o homem não toque em mulher” (1Co 7.1), neste caso ele deve fazer a opção pelo não casamento.
         Paulo declara que a família precisa ter estabilidade, não buscando o divórcio para contrair novas núpcias, pois, em novos casamentos, haverá talvez, não a mesma dificuldade enfrentada, mas outros males, com certeza, irão aparecer.
         Por fim, declara que “a mulher está ligada enquanto vive o marido; contudo, se falecer o marido, fica livre para casar com quem quiser, mas somente no Senhor” (1Co 7.39).
         O divórcio não resolve o problema do mau relacionamento, portanto, sobre o divórcio, o conselho é para não separar.
         “Ora (se estão) [...] casados [...]” (1Co 7.10) é porque fizeram uma escolha no passado. É verdade que ainda existem casamentos arranjados em alguns países muçulmanos, especialmente no norte da África, Ásia Menor e ainda um resquício na Índia e Paquistão.
            A “[...] ordem aos casados, não (vêm de) Paulo (e nem da igreja), mas (do) [...] Senhor [...]” (1Co 7.10) para os casados continuarem casados. “[...] Como [...] a [...] mulher (é) parte mais frágil [...]” (1Pe 3.7), Paulo instrui essa “[...] mulher (a) não se separar do marido” (1Co 7.10) devido ele ser grosseiro, mau caráter, desrespeitoso, pois algum vestígio havia quando estavam namorando e, talvez, seja possível que os pais, amigos e parentes alertaram, mas ela não deu ouvidos e decidiu investir no casamento.
         Nem Jesus e nem Paulo admitem qualquer exceção. Pode acontecer algum deslize em todos os relacionamentos, mas não pode chegar ao ponto de separação. “(Se, porém, ela vier a separar-se, que não se case) [...]” (1Co 7.11).
         Essa proibição é porque “[...] a mulher casada está ligada pela lei ao marido, enquanto ele vive; mas, se o mesmo morrer, desobrigada ficará da lei conjugal” (Rm 7.2). É ordenado também “[...] que o marido não se aparte de sua mulher” (1Co 7.11) devido ela ser mandona, intrigante, “[...] rixosa e iracunda” (Pv 21.19).
         Antes do casamento deu para perceber algo de errado; parente e amigos te alertaram, mas você não deu ouvidos. Pode acontecer também de você ter “[...] consentido em morar com [...] mulher (homem) incrédula (o) [...]” (1Co 7.12). A ordem é a mesma: “[...] não [...] abandone” (1Co 7.12) esse relacionamento.
         Tanto o “[...] marido (quanto) a mulher que tem [...] (cônjuge) incrédulo [...] (recebe a mesma orientação para) [...] não deixar o (cônjuge) [...]” (1Co 7.13). Esse conselho é porque você “[...] consentiu em viver com [...]” (1Co 7.13) com o seu cônjuge. Lembra das juras de amor?
         Talvez você possa retrucar com o próprio texto quando Paulo fala que “aos mais digo eu, não o Senhor [...]” (1Co 7.12). Saiba que o texto “[...] é inspirado por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2Tm 3.16). “(Se, porém) [...] (acontecer) a separação [...] que se reconcilie [...]” (1Co 7.11) buscando o perdão.
            Sobre o divórcio, em alguns casos cabe a separação. Abandono do lar, homossexualidade, agressão física, sexual, psicológica e, conforme Paulo, o conselho dado, é que, “[...] se o descrente quiser apartar-se, que se aparte [...]” (1Co 7.15) e, neste caso, este pode ser o mais intransigente.
         Como nenhum conhece o coração do outro, é difícil distinguir quem é de Deus. Então, se esse “[...] descrente quiser apartar-se (ainda que receba conselho bíblico, ele não vai entender) [...] em tais casos, não fica sujeito à servidão nem o irmão, nem a irmã [...]” (1Co 7.15).
         Note bem que a decisão de “[...] apartar-se [...]” (1Co 7.15) não nasce no coração daquele que serve a Deus, mas no coração do “[...] descrente [...] [...]” (1Co 7.15). A separação neste caso é porque “[...] Deus (os) [...] tem chamado à paz” (1Co 7.15) oferecida por Cristo. Mesmo nos casos em que um dos cônjuges não seja servo de Deus, o divórcio não traz nenhum benefício.
           Para dizer não ao divórcio é preciso buscar a santificação. É impossível buscar a santificação em dupla. Como um dos cônjuges pode ser “[...] incrédulo (a parte fiel a Deus deve buscar a) [...] santificação no convívio (quais são os seus atos dentro de casa? Quem mais o conhece são aqueles que estão mais próximos. Então, se os seus atos são pecaminosos, busque a) santificação [...]” (1Co 7.14).
         “[...] O (seu) marido é incrédulo (? Ele precisa ser) [...] santificado no convívio da esposa [...]” (1Co 7.14). “[...] A (sua) esposa (é) incrédula (? Ela precisa ser) [...] santificada no convívio do marido crente [...]” (1Co 7.14).
         A recompensa para o povo de Deus é que, ao invés dos “[...] seus filhos serem impuros; porém, agora (após a sua santificação), serão santos” (1Co 7.14). Essa perseguição da “[...] santificação [...]” (1Co 7.14), aliado ao não divórcio, é porque nem eu e nem você “[...] sabemos [...] se salvará seu marido [...] ou, [...] se salvará sua mulher [...]” (1Co 7.16).
         Estando casado e o convívio não vai bem, não separe, busque mudança completa para a sua vida.
Rev. Salvador P. Santana

sábado, 6 de junho de 2020

1Sm.30.6 - REANIMAR.


REANIMAR
1Sm.30.6

Introd.: Pode ser reanimado o atropelado, o enfartado, o afogado.
            Todos quantos já perderam bens móveis e imóveis, documentos, pode ser reanimado na esperança de readquirir o que fora extraviado.
Nar.:    O futuro rei havia sido expulso das fileiras do exército filisteu, e “[...] chegando [...] (com) os seus homens [...] a Ziclague [...] os amalequitas [...] (haviam) ferido e queimado (a cidade); tinham levado cativas suas mulheres, seus filhos e suas filhas [...]”, 1Sm.30.1-3.
            Diante de tanta destruição “[...] Davi e o povo [...] ergueram a voz e choraram, até não terem mais forças para chorar”, 1Sm.30.4. 
Propos.:           Todos nós precisamos ser reanimados em situações das mais diversas.
Trans.:             Antes da reanimação vem a [...]
1 – Angústia, 1Sm.30.6, “Davi muito se angustiou, pois o povo falava de apedrejá-lo [...]”, 1Sm.30.6. 
            Nenhum homem, assim como “Davi (está isento de pouco ou) muita [...] angústia [...]”, 1Sm.30.6.
            Davi ficou como que atado aos problemas por culpa de outros.
            Essa aflição foi menor a que “[...] Jeremias viu [...] pela vara do furor de Deus”, Lm.3.1 sobre o povo de Israel.
            O coração de “Davi (ficou) [...] angustiado (por um motivo, talvez não enfrentado por muitos de nós, o) [...] apedrejamento [...]”, 1Sm.30.6.
            “Davi (estava entre os seus, mas o seu próprio) [...] povo [...] (o levou à) angústia”, 1Sm.30.6.
            O profeta fala a verdade quando faz menção de que “[...] o filho despreza o pai, a filha se levanta contra a mãe, a nora, contra a sogra; os inimigos do homem são os da sua própria casa”, Mq.7.6.
            Está angustiado irmão? Faça como Paulo quando pediu para Filemom “[...] Reanimar o (seu) coração em Cristo”, Fl.1.20.
            Antes de ser reanimado você pode ficar [...]
2 – Enfurecido, 1Sm.30.6, “[...] porque todos estavam em amargura, cada um por causa de seus filhos e de suas filhas [...]”.
            Imagina uma tragédia acontecendo quando os “orfãozinhos são arrancados ao peito [...]”, Jó 24.9.
            É possível ficar enfurecido ao “[...] ouvir um clamor [...] pranto e grande lamento [...] chorando por seus filhos e inconsolável por causa deles, porque já não existem”, Jr.31.15.
            Assim aconteceu com “Davi [...] (e os seus soldados) todos estavam em amargura [...]”, 1Sm.30.6.
            A “[...] fúria (desses homens era justa) [...] por causa de seus filhos e de suas filhas [...]”, 1Sm.30.6 que tinham sido raptados.
            Muitas vezes a nossa fúria não tem razão, levantamos contra alguém tal como Judas Iscariotes “[...] que comeu do pão (de) Jesus (e) levantou contra (o) Mestre o seu calcanhar”, Jo.13.18.
            Caso a sua amargura não tenha fundamento, é sem razão, peça perdão a Deus.
            Seja reanimado [...]
Conclusão:       Pelo Senhor, 1Sm.30.6, “[...] porém Davi se reanimou no SENHOR, seu Deus”.
            Só para ter uma ideia. Jacó fala que “[...] Deus [...] o respondeu no dia da sua angústia e o acompanhou no caminho por onde andou”, Gn.35.3.
            Israel no deserto “clamou ao SENHOR [...] e o SENHOR ouviu a sua voz e atentou para a sua angústia [...]”, Dt.26.7.
            Veja a atitude de Davi quando soube que mulheres e crianças haviam sido levados.
            O homem escolhido por Deus tomou uma atitude; “[...] Davi se reanimou [...]”, 1Sm.30.6, buscou forças, levantou do abatimento e foi à procura de quem podia socorrer.
            “[...] Davi [...]”, 1Sm.30.6 sabia que os soldados não estavam nada satisfeitos.
            Os filisteus haviam expulsado Davi, Saul estava em guerra.
            A única esperança de “[...] Davi [...] (era) o SENHOR, seu Deus”, 1Sm.30.6.
            Faça como Davi deixando Deus reanimar você em todas as coisas.


            Rev. Salvador P. Santana


1Tm.3.1-7 - APROVADO.



APROVADO
1Tm.3.1-7


Introd.:           Para ser aprovado em concursos públicos é necessário fazer um teste de avaliação.
            O teste é aplicado a fim de testar os seus conhecimentos.
Nar.:    Paulo escreve a Timóteo falando sobre as qualificações para ser aprovado para ser bispo da Igreja.
Propos.:           Deus deseja que você seja aprovado para desempenhar o seu ministério na Igreja.
Trans.:             Para ser aprovado é necessário [...]
1 – Testemunho.
            Bispo, presbítero, pastor e ancião são termos sinônimos de um só oficio.
            No entender do apóstolo, segundo a ordem de Deus, se faz “[...] necessário que (o bispo – pastor, presbítero e diácono) tenha bom testemunho dos de fora [...]”, 1Tm.3.7.
            O bom testemunho serve como prova de boa reputação ou a veracidade de alguma coisa.
            “É necessário [...] bom testemunho dos de fora [...]”, 1Tm.3.7 que, se não for bem avaliado pelos incrédulos não tem como ser líder.
            Daí o apóstolo apresenta as qualidades indispensáveis: “É necessário [...] ser irrepreensível [...]”, 1Tm.3.2, não ser apanhado em falta, em escândalo ou vício.
            Não significa sem pecado; é viver acima de qualquer reprimenda escandalosa.
            “É necessário ser [...] esposo de uma só mulher [...]”, 1Tm.3.2, não ser culpado de poligamia ou concubinato.
            Paulo usa de uma tríplice repetição para inculcar na mente que continua sendo “[...] necessário [...] que o bispo seja [...] temperante [...]”, 1Tm.3.2 controlado, moderado, equilibrado, cuidadoso.
            Esse controle está relacionado a “não (ser) dado ao vinho (não ser escravo para) não (gerar a) violência [...]”, 1Tm.3.3, irritado, agressivo com facilidade.
            “É necessário [...] que o bispo seja [...] sóbrio [...]”, 1Tm.3.2, mente sã, ser equilibrado em todas as coisas.
            Daí de ele dizer que esse homem temperante, sem vinho e sóbrio será “[...] modesto [...]”, 1Tm.3.2, sem vaidade no vestir.
            “É necessário [...] (amar a) hospitalidade [...]”, 1Tm.3.2 sem murmurações.
            “É necessário [...] (ser) apto para ensinar”, 1Tm.3.2 a verdade para não deixar a Igreja perecer.
            Dê testemunho sendo “[...] cordato (gentil), inimigo de contenda (pacífico), não avarento”, 1Tm.3.3, sem ambição pelo dinheiro.
            Devo dar testemunho só para ser líder em casa e na igreja? Não! A resposta é: “[...] a fim de não cair no opróbrio (desgraça, insulto) e no laço (armadilha – qualquer coisa que indica perigo ou ameaça) do diabo”, 1Tm.3.7.
            Você deseja ser aprovado? [...]
2 – Governe bem a sua casa.
            No verso três Paulo falou para fugir da bebida e da violência – um acompanha o outro – são siamesas.
            Isso serve para “[...] governar bem a própria casa [...]”, 1Tm.3.4.
            Esse texto fala sobre ser o cabeça, o condutor, o administrador, o provedor da casa.
            Seu lar é a sua primeira responsabilidade.
            O texto fala sobre “[...] vinho [...] violência [...] contendas [...]”, 1Tm.3.3 que tem invadido muitos lares.
            Neste caso, havendo esse intruso no lar, como “[...] criar os filhos sob disciplina (?) [...]”, 1Tm.3.4.
            Ao falar sobre “[...] criar os (seus) filhos [...] com todo o respeito”, 1Tm.3.4 – fala sobre governar seus filhos com reverência, dignidade e seriedade.
            Para que isso aconteça se faz necessário dizer não ao “[...] vinho [...] (não a) violência [...] (não as) contendas [...]”, 1Tm.3.3
            O seu lar é um campo de provas, caso contrário, “[...] se (você) [...] não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?”, 1Tm.3.5, daí não terá condições de cantar, tocar, pregar, lecionar, agir como autoridade dentro da igreja?
            O berço das virtudes cristãs é cultivado dentro do lar.
            Se você cultiva essas virtudes, saberá “([...] cuidar da igreja de Deus)”, 1Tm.3.5.
            Para ser aprovado ao ministério é bom que o crente [...]
Conclusão:      Seja experiente.
            O conselho de Paulo é para que “não seja neófito [...]”, 1Tm.3.6.
            Tem que ser experiente nas Sagradas Escrituras, dado à oração, participante dos cultos.
            Não pode ser novo na fé “[...] para não suceder que se ensoberbeça [...]”, 1Tm.3.6, ficar nublado, inchado, irresponsável.
            Para ser aprovado não deve ser recém-convertido “[...] para não suceder que se ensoberbeça (ficar arrogante) e incorra (cai na trama) na condenação (depois ser condenado) do diabo”, 1Tm.3.6.
            Para ser líder na Igreja é preciso dar testemunho, governar bem a casa e não pode ser neófito? Sim.
            Por quê? Porque “a palavra (de Deus) é fiel [...] (ao falar sobre aquele que) aspira ao episcopado [...]”, 1Tm.3.1.
            Porque aquele que “[...] aspira ao episcopado, excelente obra almeja”, 1Tm.3.1.
            Você deseja ser aprovado?

Rev. Salvador P. Santana

sexta-feira, 5 de junho de 2020

VOCÊ É SALVO?

VOCÊ SALVO?

            Não adianta pensar que sendo sacerdote, pastor, presbítero, diácono, algum cantor gospel, filho de pessoas influentes na igreja que você tem direito à salvação.
            Muitos imaginam que só pelo fato de estudar teologia, participar de retiros espirituais, “[...] escrever para si um traslado (da) [...] lei num livro [...] e o ter consigo e nele ler todos os dias da sua vida [...]” (Dt 17.18, 19) ou, até mesmo “orar sem cessar” (1Ts 5.17), isso lhe garante “obter [...] a salvação da sua alma” (1Pe 1.9).
            A salvação “[...] não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia. (Mas) [...] Ele[...] também endurece a quem lhe apraz” (Rm 9.16, 18), portanto “[...] Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus” (1Co 1.28, 29).
            Como a salvação não depende de você, fique sabendo que somente Deus é quem pode “[...] escolher (em) Jesus [...] antes da fundação do mundo, para (o homem) ser santo e irrepreensível perante ele; e em amor” (Ef 1.4).
            A respeito da salvação o conferencista e escritor, Dr. Gregory Frizzell, escreve a respeito da salvação em seu livro, “Salvo, Seguro e Transformado”. O início da sua fala é de que muitos crentes vivem uma vida atormentada em suas dúvidas quanto à sua salvação, mas em meio a essa dúvida, é possível ter uma paz perfeita, isto porque, apenas o “[...] SENHOR, (pode) conservar em perfeita paz aquele cujo propósito é firme [...]” (Is 26.3) e, o melhor, você pode “[...] saber que tem a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus” (1Jo 5.13).
            Entre tantos, segundo o escritor, existe a falsa certeza da salvação. É que a religiosidade de muitos não lhes garante a certeza da salvação. Esses apenas frequentam ou são até mesmo membros da igreja, mas nada além disso. Não é à toa que Jesus certa vez disse: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus [...]” (Mt 7.21).
            Segundo essa Palavra de Jesus é muito sério ser apenas membro de qualquer igreja, orar fervorosamente, ser um assíduo leitor da Palavra de Deus. Nada disso resolve se esse adorador não tomar a decisão de “[...] morrer para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus” (Rm 6.10).
            Eles, e talvez você, fazendo uma vistoria em seu coração, “no tocante a Deus, professam conhecê-lo; entretanto, o negam por suas obras; é por isso que são abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra” (Tt 1.16).
            Ainda, a este respeito, Isaías declara de que “o (próprio) Senhor disse: Visto que este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu” (Is 29.13).
            Veja se de fato “o Senhor [...] (não tem razão quando) diz [...] (sobre) homens, que maquinalmente aprendem” (Is 29.13) a orar, cantar, frequentar a igreja, ler a Bíblia. Há momentos em que Deus manda “afastar (dele) [...] o estrépito (no hebraico significa: murmúrio, rugido) dos seus cânticos, porque (Ele) não ouvirá as melodias das suas liras” (Am 5.23) e tantos outros instrumentos musicais.
            Na verdade, o próprio Deus “converte as suas festas (que hoje são proibidas) em luto (velórios que já não podem acontecer) e todos os seus cânticos em lamentações [...]” (Am 8.10) por não poder participar dos cultos.
            Frizzell fala que jamais você pode ser um crente incoverso, imaturo e cheio de dúvida a respeito da sua salvação. É por este motivo que todos precisam “[...] viver (no original, se portar como cidadão) de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus” (Cl 1.10), caso contrário, como “[...] todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas” (Hb 4.13), ninguém escapará.
            Segundo as Escrituras, Frizzell declara que você pode ter a certeza da salvação, portanto, não precisa ficar desesperado, angustiado a não ser que você não tenha sido “[...] escolhido (em) Jesus antes da fundação do mundo [...]” (Ef 1.4), a não ser que você não tenha um bom relacionamento com o Pai Celeste, isto é devido porque para muitos Jesus responderá: “[...] nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade” (Mt 7.23).
            Quando você é escolhido e tem um bom relacionamento com Deus, você simplesmente “[...] crê (unicamente em) Jesus (então você) terá a vida eterna” (Jo 3.15), você “[...] serve, segue (a) Jesus, e, onde Jesus está, ali estará também [...] (você como) servo. E, se alguém [...] serve (Jesus), o Pai o honrará” (Jo 12.26).
            Não seja apenas mais um membro dentro da igreja. Faça uma análise a respeito da sua salvação. Frizzell apresenta alguns pontos essenciais: Confesse Jesus Cristo como seu Salvador; seja um membro ativo da igreja; busque um tempo de leitura bíblica e oração; “não deixe de congregar, como é costume de alguns [...]” (Hb 10.25) e, por fim, “prossiga para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3.14).
            Deus, “[...] compadeça de alguns que estão na dúvida” (Jd 1.22) a respeito da salvação.
Rev. Salvador P. Santana

sábado, 30 de maio de 2020

1Sm.26.9 - INOCÊNCIA.


INOCÊNCIA
1Sm.26.9


Introd.:           É impossível alguém cometer algum pecado e depois dizer: estou inocente diante de Deus.
            Pecado cometido, inocência perdida.
            Como já dissemos, é impossível viver na prática do pecado e dizer: sou inocente.
            Mas afinal, o que é inocência? É o estado da ausência da culpabilidade ou a pessoa ignora ou desconhece o mal.
Nar.:   O texto em questão fala-nos que Abisai pediu permissão para matar o rei Saul com um golpe de lança, Davi lhe respondeu: “Não o mates, pois quem haverá que estenda a mão contra o ungido do Senhor, e fique inocente?”, 1Sm.26.9.
            Davi sabia que ninguém fica inocente cometendo qualquer pecado diante de Deus.
            Essa atitude deve estar em nossos corações; o reconhecimento do erro praticado.
            Quantas vezes tentamos esconder os nossos erros com desculpas esfarrapadas?
            Quantas vezes negamos a reconciliação com Deus por culpa da inocência?
Propos.:           Não existe inocência quando se pratica o pecado.
Trans.: O suposto inocente [...]
1 – Tenta esconder o seu pecado.
            Ele apenas tenta esconder o pecado, mas de uma coisa ele sabe; ele pecou contra Deus, logo, perde-se a inocência.
            A inocência cai por terra logo ao se deparar com o feio pecado.
            Seja ele qual for: a mentira, o dolo, a pornografia, a malignidade, a perversidade, o roubo, a ofensa, a maledicência, a falta de caráter, a falta de sinceridade em seu coração.
            Pecado praticado, inocência perdida.
            Davi teve a grande oportunidade de acabar com a vida do rei Saul.
            O seu futuro comandante, Abisai, queria por tudo encravar Saul com a lança ao chão.
            Provavelmente Davi se lembrou do texto de que Deus “[...] não inocenta o culpado [...]”, Ex.34.7.
            Davi tinha a plena certeza que o pecado quando praticado não escapa das mãos de Deus, “[...] quem haverá que [...] fique inocente?”, 1Sm.26.9.
            Quem haverá que fique inocente diante do “SENHOR, (que) me sonda e me conhece. Sabe quando me assento e quando me levanto; de longe penetra o meu pensamento. Esquadrinha o meu andar e o meu deitar e conhece todo o meu caminho”? Sl.139.1-3.
            Davi esperava que o próprio Deus tomasse as providências em seu favor.
            Ele disse a Abisai: Ninguém é inocente pelo pecado cometido.
            Deixa Deus tomar as devidas providências, pois “[...] tão certo como vive o SENHOR, este o ferirá, ou o seu dia chegará em que morra, ou em que, descendo à batalha, seja morto”, 1Sm.26.10.
            Que “O SENHOR me guarde de que eu estenda a mão contra o seu ungido [...]”, 1Sm.26.11.
             Muitos homens do século 21 têm o mesmo pensamento de Abisai; eles dizem: "[...] estou inocente; certamente, a ira (do SENHOR) se desviou de mim", Jr.2.35, eu não pequei.
            Com esse pensamento só irá agravar a situação.
            Qualquer transgressão é motivo da nossa consciência acusar que não somos inocentes diante de Deus.
            Não adianta queremos esconder detrás da inocência das nossas culpas, o Senhor não nos perdoará.
            É como diz Moisés, “[...] porque o SENHOR não (o) terá por inocente [...]”, Ex.20.7.
            É em vão tentar esconder de Deus as nossas faltas e transgressões.
            Se faz necessário ser mais honesto com nós mesmos.
            Precisamos deixar a ideia de que sou inocente como Pilatos.
            Ele tentou se justificar diante do povo “[...] dizendo: Estou inocente do sangue deste justo; fique o caso convosco!”, Mt.27:24.
            Essa atitude de Pilatos é a mesma atitude de Adão e Eva, e continua sendo a atitude de muitos homens nos dias atuais.
            Deixa essa vida de falsa inocência e se [...]
2 – Reconcilia com Deus.
            Enquanto vivermos debaixo de uma falsa inocência, jamais iremos reconhecer que precisamos da reconciliação com Deus.
            Aquele que se considera inocente não sente necessidade de perdão.
            Não sente a necessidade de purificação dos seus pecados.
            Não sente a necessidade de santificar a vida.
            Não sente a necessidade de orar.
            Não sente a necessidade da leitura Bíblica.
            Não sente a necessidade da reconciliação com Deus.
            Devemos ser como aquele publicano que batia no peito e dizia: “[...] Ó Deus, sê propício a mim, pecador!”, Lc.18.13.
            Como diz o salmista: “[...] tem misericórdia de mim e ouve a minha oração”, Sl.4.1.
            Precisamos urgentemente reconciliarmos com Deus.
            Nesse momento, cai por terra a nossa inocência.
            Faz-se necessário voltarmos o nosso rosto e tomar as palavras de Jó e dizer: “[...] porque bem sei que me não terás por inocente”, Jó 9:28.
            Enquanto não houver reconciliação não serei inocente diante de Deus.
            A reconciliação com Deus é o ato mais agradável que podemos tomar nesses dias cheio de lutas e dificuldades.
            A reconciliação com Deus é acima de tudo a atitude mais decente que devemos tomar diante de tal inocência fingida.
            Reconcilie o mais breve possível para cair a máscara da inocência, se não, você irá agir como Sansão que disse: “[...] Desta feita sou inocente para com os filisteus, quando lhes fizer algum mal”, Jz.15:3.
            Ou como os marinheiros que jogaram Jonas ao mar e disseram: “[...] ah! SENHOR! Rogamos-te que não pereçamos por causa da vida deste homem, e não faças cair sobre nós este sangue, quanto a nós, inocente [...]”, Jn.1:14.
            Enquanto não reconciliarmos com Deus, jamais seremos inocentes diante dele. 
            A inocência só existe [...]
Conclusão:      Para aqueles que não desejam perdão para os seus pecados. 
            Para aqueles que são rebeldes diante de Deus e da igreja do Senhor Jesus.
            Para aqueles que querem e desejam serem lançados no lago de fogo e enxofre, a saber, o inferno.
            Mas para os arrependidos e contritos de coração, existe o chamado para ser santo, a perseverança vinda de Deus, a justificação e a glorificação com Cristo Jesus.
            Você está disposto a perder a sua inocência para viver para Cristo Jesus?


Rev. Salvador P. Santana




sexta-feira, 29 de maio de 2020

1Co.10.12 - QUEDA.


QUEDA
1Co.10.12

Introd.:           A queda espiritual é gradativa. Ela não é como um “[...] cair”, 1Co.10.12 físico.
            Todos nós estamos sujeitos a queda. Isso faz parte da natureza humana.
            A desobediência a Deus coopera muito para que a queda espiritual aconteça.
            Talvez seja por essa razão que Jesus declara: “sabe, entretanto, que não tem em nós o amor de Deus”, Jo.5.42, então, ficamos sujeitos a “[...] cair”, 1Co.10.12.
            A queda, em todos os sentidos é o tema mais explorado desde romances até novelas, e parece que quanto mais desobediência a Deus, o povo aplaude com mais entusiasmo.
            Exemplo desses aplausos com admiração são os casos de amor proibido nas telenovelas, o vilão se dando bem, a fortuna sendo roubada e os casos entre homossexuais.
            O conselho de Jesus para eu e você “[...] não cair”, 1Co.10.12 é somente “vigiar e orar, para que não entremos em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca”, Mt.26.41.
Nar.:   Através deste texto, para “[...] não cair”, 1Co.10.12, Paulo nos aponta a história do A.T. como exemplo para não ser imitado.
            Aqueles irmãos pecaram e caíram, portanto, o comportamento deles naquele tempo se tornou em advertência para todos nós buscar “fortalecer a (nossa) alma [...] (e) a permanecer firmes na fé; e mostrar que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus”, At.14.22.
            Vendo a situação calamitosa dos Coríntios, Paulo faz o alerta de que eles estavam a ponto de “[...] caírem”, 1Co.10.12.
            Por isso, todos nós precisamos dar ouvidos às lições bíblicas de muitas quedas, tais como: Adão e Eva, Saul, Davi, Salomão, Acabe.
            Vemos na vida desses homens e na nossa, algumas fases na queda do homem.
            A primeira fase é da fadiga, a segunda é a distância de Deus e a terceira é a negação.
Propos.:           A queda pode ser fatal para “aquele, pois, que pensa estar em pé [...]”, 1Co.10.12.
Trans.:             A queda é precedida pela [...]
1 – Fadiga.
            Muitas vezes eu e você “[...] pensamos (que) estamos em pé [...]”, 1Co.10.12 na vida espiritual.
            Homens que viveram ao lado de Jesus, como “[...] Simão Pedro (ficaram desanimados, e mais quatro discípulos, revolveram voltar às suas antigas atividades ao dizer): Vou pescar [...]”, Jo.21.3.
            Ao menor descuido deixamos de orar, ler a Bíblia, frequentar a igreja.
            O desânimo de um alcança o outro, daí aqueles homens “[...] disseram: [...] Também nós vamos contigo [...]”, Jo.21.3 deixar “[...] os princípios elementares dos oráculos de Deus [...]”, Hb.5.12.
            Muitos discípulos de Jesus dão mais valor ao trabalho secular que servir a Jesus, pois “que proveito tem o homem de todo o seu trabalho, com que se afadiga debaixo do sol?”, Ec.1.3.
            Muitos de nós ficamos desanimados quando as angústias nos sobrevêm ou quando Deus não responde a nossa oração de acordo com o nosso querer.
            Paulo nos alerta: “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia”, 1Co.10.12.
            Leva a sério a sua vida espiritual!
            Peça a Deus para reanimá-lo na sua vida espiritual e não deixe o cansaço invadir o seu coração.
            Uma palavra de Jesus que ainda serve para nós é que, “assim (como a igreja de Laodiceia, muitos são) [...] mornos e nem é quente nem frio, (por isso) Jesus está a ponto de vomitar [...]”, Ap.3.16.
            Para não ser vomitado, “[...] veja que não caia”, 1Co.10.12; esforça-te e viva para Deus.
            O sono espiritual começa a atacar, o estado de vigilância se perde, daí a segunda fase da queda é a [...]
2 – Distância de Deus.
            A distância de Deus se dá porque muitos “[...] pensam estar em pé [...]”, 1Co.10.12.
            Acontece que alguns “[...] honram (a) Deus com os lábios, mas o seu coração está longe de Deus”, Mc.7.6.
            Certa vez Deus falou para o seu povo para “afastar da (presença do) Deus (Eterno) o estrépito dos seus cânticos, porque não ouviria as melodias das suas liras”, Am.5.23.
            É impossível outra pessoa medir a sua proximidade de Deus.
            Não é porque este ou aquele canta na igreja que é mais íntimo de Deus.
            O que sabemos é que Jesus “conhece as tuas obras, o teu amor, a tua fé, o teu serviço, a tua perseverança e as tuas últimas obras [...]”, Ap.2.19.
            Então, o que nos resta é se esforçar para “[...] não cair”, 1Co.10.12.
            Fique sabendo que a distância de Deus se dá quando a oração é esporádica, a leitura bíblica míngua, a frequência aos cultos se torna cada vez menor.
            Jesus avisa que “todo ramo que, estando em Jesus, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda”, Jo.15.2.
            Seja rápido, “[...] veja que não caia”, 1Co.10.12.
            Os cristãos de Corinto estavam cada vez mais distantes de Deus. E você, como está a sua vida espiritual?
            A queda leva o homem a [...]
3 – Negação.
            É possível que você apenas “[...] pensa estar em pé [...]”, 1Co.10.12.
            Faça uma análise da sua vida.
            Em outra Escritura Paulo fala que “se perseveramos, também com Jesus reinaremos; se o negamos, Jesus, por sua vez, nos negará”, 2Tm.2.12.
            Qual é a sua decisão? “[...] Perseverar [...] (ou) negar [...]”, 2Tm.2.12.
            Se você “[...] está em pé veja que não caia”, 1Co.10.12.
            Nesta fase da vida espiritual o pecado toma conta e ele se torna “[...] escravo do pecado (pelo motivo dele) [...] cometer pecado [...]”, Jo.8.34.
            É possível essa pessoa “[...] abandonar Jesus e já não andar com ele”, Jo.6.66.
            A queda desse homem começou com o cansaço, o afastamento e agora a negação.
            Tome cuidado em apenas “[...] pensar (que) estar em pé (então) veja que não caia”, 1Co.10.12.
            Qual é a chance de se levantar? Você tem a resposta.
            Saia do lamaçal do pecado e viva para Deus.
            A queda surgiu em sua vida [...]
Conclusão:      Esforça-te para “[...] não cair”, 1Co.10.12.
            Não deixe a fadiga te atingir, se anima, começou a distanciar-se de Deus, volte ao “[...] teu primeiro amor”, Ap.2.4, negou a Cristo, pode ser que você continua “[...] pensando estar em pé (mas) veja que não caia”, 1Co.10.12.
            Não se deixa levar pelos temas de romances e novelas, seja você mesmo e fale para Deus sobre a sua vida espiritual.
           

            Rev. Salvador P. Santana

quinta-feira, 28 de maio de 2020

ESPINHO.


ESPINHO

            Em meio a tantas lutas é preciso suportar o espinho na carne. A indisposição, o cansaço, a vida financeira, as dificuldades do lar, o parente brigão, o irmão que ofende. Tudo isso contribui para o sofrimento humano.
            O sofrimento de Paulo foi preventivo. Tinha o objetivo de impedir que ele tivesse orgulho espiritual, em virtude das emocionantes visões de sua experiência anterior.
            Atitude em meio aos espinhos da vida. Humildade é o sentimento que leva a pessoa a reconhecer suas próprias limitações e dependência. A humildade serviu “[...] para que (Paulo) não se ensoberbecesse [...]”, 2Co.12.7. Era para ele não levantar ou elevar-se acima, não se exaltar, não ter um espírito altivo.
            Paulo se considerava um anti-herói com esse espinho: sem forças, sem glória, sem triunfos. Seu verdadeiro lugar era entre os vencidos.
            A humildade serviu para que Paulo “[...] não se exaltasse com a grandeza das revelações [...]”, 2Co.12.7 recebidas. Para não se julgar o melhor crente, mais consagrado, melhor orador, que fazia mais milagres. A humildade era para quebrar o excesso de qualidade, de caráter extraordinário, a fim de não ultrapassar os seus limites.
            Para se tornar humilde “[...] foi-me posto um espinho na carne [...]”, 2Co.12.7, diz o texto. Espinho comunica a ideia de dor, de aflição, de sofrimento, de humilhação, ou de enfermidades físicas, mas não de levar a tentação para pecar.
            O espinho foi posto para impedir o orgulho – dom de curar, de línguas, de profecia, socorro, governo – quando se julgam os melhores.
            Quem se julga melhor Deus envia o Seu “[...] mensageiro [...] Satanás [...]” com espinho, 2Co.12.7 para humilhar e rebaixar o desejo de grandeza.
            O poder satânico é real e pode atingir o crente, se assim o Senhor Deus permitir. Quem ordenou foi o próprio Deus “[...] para (o) [...] esbofetear [...]”, 2Co.12.7 para tratar com violência, espancar.
            Deus o fez lembrar que em sua notável obra de realizações ele era pequeno, e que tudo quanto fora feito fora efetuado pelo poder de Deus “[...] a fim de que não se exaltasse”, 2Co.12.7. Paulo recebeu essa lição como benefício para mantê-lo humilde.
            Você está sofrendo? O espinho está machucando? Seja cauteloso na oração. “Por causa [...]”, 2Co.12.8 do espinho na carne. Paulo desejava livramento, não obteve, talvez tenha pensado :-Irei servir a Deus com mais dedicação.
            Foi então que Paulo viu na oração um meio de modificar as coisas; por isso, as orações devem ser de acordo com a vontade de Deus.        Se a enfermidade está persistente, Deus não respondeu com a cura, se “[...] três vezes (você já) pediu ao Senhor [...]”, 2Co.12.8 ou não tenha sido persistente. Essa enfermidade não pôde ser curada através da oração.
            Paulo não recebeu o que solicitou, mas recebeu o poder espiritual para poder tolerar o que tinha de sofrer. Não pense que a oração vai mudar os planos de Deus só porque você orou; Deus é soberano, aceite a vontade dEle.
            Seja um vencedor, ainda “[...] que (Deus não) afastou de você”, 2Co.12.8 a enfermidade. Olhe para a determinação dos deficientes físicos e os compare com a sua saúde. “Deus sabe de antemão o que é melhor para (todos) mas do que o [...] entendimento (de todos os homens que) é capaz de aprender”. (João Calvino).

            Quando Deus responde a oração com um ‘não’ é porque algo muito melhor vai acontecer. Se você não for humilde, cauteloso na oração, não haverá graça suficiente. Quem enviou esta palavra para Paulo foi o próprio Deus que “[...] disse (para) Paulo: A minha graça te basta [...]”, 2Co.12.9, a minha presença, o meu favor, o meu poder, disse Deus, é o melhor para você.

            Em vez de livrá-lo, Deus cobriu o sofrimento com sua graça, transformando dores em alegrias. A atuação do poder de Cristo é mais importante que a ausência da dor. “[...] A graça basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza [...]”, 2Co.12.9. O poder de Deus vai se manifestar na fraqueza.
            O poder de Cristo atua naquele que confia nele. O poder de Deus não pode ajudar e nem usar o homem autossuficiente. O homem vence por causa da força de Cristo que habita em nele.
            Mais fraqueza, mais graça, mais poder de Cristo, por isso Paulo “[...] de boa vontade [...]”, 2Co.12.9 aceitou a sua nova atitude ao invés de fazer mais uma oração. Só assim Paulo passou a “[...] se gloriar nas fraquezas [...]”, 2Co.12.9 quando começou a depender de Deus.
            A finalidade foi “[...] para que sobre (Paulo e todos os homens que) [...] repouse o poder de Cristo”, 2Co.12.9. A vitória espiritual depende, não das condições do corpo, e, sim, das condições da alma e do trabalho que Deus tem feito em favor de todos.
            Portanto, o que Deus outorga ao homem é sempre suficiente para viver a vida diária, para suportar os sofrimentos e espinhos na carne. Deus realiza o seu propósito sem tirar o espinho. A graça é suficiente em meio aos espinhos.
            Creia! Deus atua em todo sofrimento. Paulo não é masoquista. Os seus males, perseguições e sofrimentos promoviam a vontade de Deus em sua própria vida. Causa susto “pelo que (Paulo) sente prazer [...]”, 2Co.12.10 da certeza que todas as coisas contribuem para o seu bem.
            Prazer porque sentia o poder de Cristo “[...] nas fraquezas (fome, sede, frio), nas injúrias (insultos, maus tratos), nas necessidades (aflição, tortura), nas perseguições (apedrejamento, prisão), nas angústias [...]”, 2Co.12.10, nos apertos e nas circunstâncias da vida.
            Neste mundo é possível sofrer tudo “[...] por amor de Cristo [...]”, 2Co.12.10.
            Toda fortaleza em meio aos espinhos só pode ser encontrada em Cristo, “[...] porque, quando (você) é fraco, então, é que (você pode e) é forte”, 2Co.12.10 em Deus.
             Rev. Salvador P. Santana