sábado, 15 de julho de 2017

Mt.4.23-25 - JESUS.

JESUS

Mt.4.23-25


 

Introd.:           Jesus “era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso [...] (a tal ponto de) uns cuspirem no (seu) rosto e lhe darem murros, e outros o esbofetearem [...]”, Is.53.3; Mt.26.67.

            Por outro lado vemos “[...] discípulos (que) seguiam a Jesus [...]”, Jo.18.15.           

Nar.:    O texto nos apresenta Jesus ministrando a Palavra e curando na região da Galileia, onde moravam as pessoas mais pobres e rejeitadas de Israel.

Propos.:           Jesus é a solução para todos os problemas da humanidade.

Trans.:             Jesus sempre se propõe à [...]

1 – Ensinar.

            Em nossos dias “[...] Jesus (não) percorre (as cidades como Ele fazia no primeiro século, mas temos em nossos lares a Sua Palavra que pode encher os nossos corações através da leitura diária) [...]”, Mt.4.23.

            [...] Toda a Galileia (norte de Israel, tinha o rio Jordão e o mar da Galileia ao leste e o mar mediterrâneo ao oeste. Lugar propício para pescadores, homens rudes, pobres, sem estudos, desprezados pelos judeus, esquecidos pela sociedade, necessitados de Deus assim como nós o somos, mas Jesus estava ali dando- lhes atenção e orientação espiritual) [...] [...]”, Mt.4.23.

            O desejo maior de “[...] Jesus [...] (nesta região e principalmente em nossos corações, é) ensinar (as verdades sobre [...] o reino (de Deus) [...]”, Mt.4.23.

            Ali “[...] Jesus [...] (se fazia presente) nas sinagogas (casa de oração, adoração, estudo bíblico e escola secular. Jesus deixa esse exemplo para ser imitado) [...]”, Mt.4.23.

            Outra finalidade de “[...] Jesus (na) Galileia (era) pregar (publicar abertamente) o evangelho (das boas novas de salvação) do reino (dos céus) [...]”, Mt.4.23.

            Jesus deseja ensinar a cada um de nós através da sua Palavra. Leia a Bíblia!

            Jesus é o mesmo que pode [...]

2 – Curar.

            Não existe homem neste mundo que não tenha qualquer tipo de enfermidade.

            Todos os homens e mulheres que foram ressuscitados, tornaram a morrer.

            Homens agraciados com a cura de algum tipo de enfermidade, readquiriram outras. Ninguém escapa.

            Naquela região da Galileia “[...] trouxeram (a) Jesus (homens necessitados, desesperados, angustiados, sem Deus e sem paz) [...]”, Mt.4.24.

            O texto é claro ao que dizer que “[...] todos os doentes (talvez comece por mim para apresentar a Jesus as nossas queixas e dores) [...]”, Mt.4.24.

            Todos nós temos algum tipo de enfermidade.

            Ali e aqui haviam homens “[...] acometidos (mantendo o sofrimento) de várias enfermidades (lepra, tumor, úlcera, febre por alguma infecção, dor de dente, isto não quer dizer que uma só pessoa sofresse de vários males, mas Jesus podia e pode resolver qualquer problema) [...]”, Mt.4.24.

            O pior na vida destes homens eram os “[...] tormentos (tortura, angústia profunda espiritual quando eles ficavam) [...] endemoninhados (sob influência satânica), lunáticos (epilepsia – parece que a pessoa está endemoninhada) e paralíticos (invalidez, atrofia dos membros) [...]”, Mt.4.24.

            Todos estes males “[...] Jesus [...] curou”, Mt.4.24 e pode fazer o melhor por cada um de nós.

            É por este motivo que o texto fala que Jesus “[...] cura toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo (crédulo e incrédulo)”, Mt.4.23.

            Jesus [...]        

3 – Se tornou conhecido.

            Os nossos amigos, inimigos e parentes precisam conhecer Jesus através do nosso testemunho.

            Jesus se tornou conhecido em toda região da “[...] Galileia (norte de Israel onde viviam homens pobres e iletrados) [...]”, Mt.4.25.

            Em “[...] Decápolis (as dez cidades do lado leste da Galileia, os seus moradores eram gentios que precisavam conhecer e aceitar Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas) [...]”, Mt.4.25.

            [...] Jerusalém (capital de Israel. Cidade de Deus, cidade da paz, mas que precisa urgentemente reconciliar-se com Deus por causa dos seus pecados que tem manchado o evangelho de Cristo) [...]”, Mt.4.25.

            Jesus se tornou conhecido na “[...] Judeia (parte sul de Israel. Antepassado de Davi, filho de Jacó – pai de gêmeos com Tamar, sua nora – precisa se arrepender dos seus pecados) [...]”, Mt.4.25.

            [...] E dalém do Jordão (outrora Edom, Moabe – incesto – precisa de conversão, mudança de vida, renovação espiritual) [...]”, Mt.4.25.

            De norte a sul, leste a oeste, Jesus se tornou conhecido, então, “[...] numerosas multidões o seguiam (como servos, renascidos de Deus, aptos para o reino dos céus)”, Mt.4.25.

            Aceite a Cristo como Senhor da sua vida!

            Jesus tem [...]

Conclusão:      Fama até hoje.

            Atores, atrizes, jogadores de futebol e políticos dizem que tem fama, reconhecimento, poder, mas são todos passageiros; morrem, são lembrados por algum tempo, mas depois esquecidos.

            E a (respeito de) Jesus (o seu poder, a sua eternidade, simplicidade, humildade, dedicação e doação, são mais excelentes que todos os homens deste mundo) [...]”, Mt.4.24.

            [...] A [...] fama (o desejo de ouvir a pregação do evangelho, sobre os boatos, a notícia do dia, o relatório completo, o rumor de algum milagre) correu (o mundo da época) por toda Síria (norte de Israel) [...]”, Mt.4.24.

            Sendo a “[...] fama (de) Jesus [...]”, Mt.4.24 mais excelente, logo, a nossa deve ser diminuída, rebaixada a fim de que Jesus seja o nosso Senhor e Salvador da nossa alma.

 

            Rev. Salvador P. Santana

quarta-feira, 12 de julho de 2017

O PROBLEMA EXISTE.

O PROBLEMA EXISTE

            Na casa onde existe gato doméstico, nem os donos, nem os visitantes ficam sem receber uma encostada na perna pela calda do bichano.

            Geralmente, eles chegam de mansinho, por baixo da mesa, encostados ao sofá ou por cima do encosto, por entre as pernas. Pronto. Já estão alisando o desavisado.

            Alguns desses bichanos são tão folgados, ou adestrados, ou mal acostumados, que os moradores e frequentadores de uma hora para outra, são surpreendidos com o pulo do felino ao colo.

            Não se sabe ao certo o motivo de tanta insistência, mas, pode ser o desejo de ser acariciado pelo homem, ser coçado, limpar o seu pelo, tirar uma soneca, ou, mais uma vez encostar novamente, enrijecer a calda para, mais uma vez, encostar e sossegar.

            Por mais que você ralhe com ele, até parece que ele entende ao contrário; não desiste, sai por alguns instantes e logo volta para encostar-se novamente.

            É preciso ressaltar que os gatos, quando vistos juntos, geralmente, quando não estão brincando, estão dormindo e se alimentando próximos uns dos outros. 

            O homem é totalmente diferente a respeito da insistência de ficar junto com o seu próximo. Quanto mais ele tiver condições de se afastar do parente, amigo, vizinho, companheiro, irmão em Cristo, ele o faz com maestria.

            Não é preciso acontecer discussão, discórdia, olhar indiferente, ou qualquer tipo de reclamação, é uma reação natural na vida do homem. Pelo menos em algum momento da vida, e, em algumas pessoas é constante, ele “[...] anda irado, e [...] descai-lhe o semblante [...]” (Gn 4.6).

            Esse afastamento começou desde o dia em que o homem e “[...] a mulher [...] (tiveram) aberto os olhos [...] (e decidiram) comer do fruto (da) árvore desejável para dar entendimento [...]” (Gn 3.5,6), desse momento em diante, ao menor sinal de “[...] ouvir a voz do SENHOR Deus [...] o homem e a mulher escondem-se da presença do SENHOR Deus [...]” (Gn 3.8).

            Após essa decisão impensada de separação da presença do SENHOR, o homem só acumula prejuízos. Desde então, uns contra os outros começam a causar grandes embaraços no meio social.

            O convívio familiar chega a ponto de “[...] Caim se levantar contra Abel, seu irmão, e o matar” (Gn 4.8). A situação se agrava e “a terra [...] (se) corrompe [...] e (fica) cheia de violência à vista de Deus” (Gn 6.11).

            Na verdade, Deus tem controle total sobre todas as coisas, em momento algum o homem é aprisionado por Deus para impedi-lo de ser agressivo, danificar um ao outro, pelo contrário, Deus opera a sua vontade permissiva quando e por quanto tempo desejar sobre todos os homens, sem jamais forçá-lo a qualquer coisa.

            Isto é tão verdade que um dos profetas menores chega a dizer que “[...] não há entre os homens um que seja reto; todos espreitam derramar sangue; cada um caça a seu irmão com rede” (Mq 7.2) e mais adiante ele completa dizendo que “[...] o filho despreza o pai, a filha se levanta contra a mãe, a nora contra a sogra; os inimigos do homem são os da sua própria casa” Mq.7.6. Estranho, mas é verdade!

            Solução para todo esse problema existe. Isto não quer dizer que os homens viverão como famílias de bichinhos de estimação, criados para serem verdadeiros, dóceis e carinhosos para sempre com todos os seus. Até mesmo no convívio dos gatos existem unhas expostas e mordidas que podem levar à morte.

            Sempre haverá um respingo de brutalidade, inimizade, discórdia entre os homens. Precisa-se saber que em Jesus tudo pode ser transformado e renovado, porque “[...] se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2Co 5.17.

            É verdade que os gatos não devem ser imitados, o único que tem exemplo de vida transformada, de perdão, de companheirismo, de caminhar junto e de fazer a vontade daquele que o escolheu, deixou registrado que o servo de Deus deve “ser seus imitadores, como também (foi) [...] de Cristo”, 1Co.11.1.

Rev. Salvador P. Santana

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Fp.1.1-30, FILIPENSES – A carta da felicidade.

FILIPENSES – A carta da felicidade, Fp.1.1-30.

           

Introd.:           Por que se deve estudar essa carta?

            Cinco razões:

            1 – Ela nos revela o segredo da verdadeira felicidade;

            2 – Revela um homem que descobriu e experimentou essa felicidade;

            3 – Ensina que Jesus é a fonte da felicidade – William Hendriksen;

            4 – Ensina que felicidade é viver no propósito de Deus, mesmo que isso implique em sofrimento;

            5 – Ensina que os sofrimentos desta vida não podem destruir a felicidade do cristão – Rev. Arival.

            Paulo escreveu esta carta quando estava preso em Roma (61/62 d.C.) “[...] porque [...] (ele) trazia [...] (as marcas das) suas algemas, seja na defesa (que apresentava) e confirmação do evangelho (pregado a todos) [...]”, Fp.1.7.

            Os filipenses “[...] renovaram a [...] favor (de Paulo) o [...] cuidado (lhe enviando o necessário para a sobrevivência) [...]”, Fp.4.10.

            Os propósitos dessa epístola:

            1 – Agradecer a “[...] renovação a seu [...] cuidado (dos donativos) [...] (mesmo porque, Paulo) aprendeu a viver contente em toda e qualquer situação [...]”, Fp.4.10, 11. 

            2 – Prover orientação espiritual e encorajamento para os leitores que enfrentavam tribulações por isso, “[...] em nada (os crentes podiam) estar intimidados pelos adversários. Pois o que é para eles prova evidente de perdição é, para (a igreja) [...] de salvação, e isto da parte de Deus”, Fp.1.28.

            Neste encorajamento Paulo declara que “[...] foi concedida (a igreja) a graça de padecer por Cristo e não somente de crer nele”, Fp.1.29.

            E, um dos exemplos a igreja foi “[...] o mesmo combate que (Paulo) teve (que fora) visto (na própria vida do apóstolo em suas prisões e sofrimentos) [...]”, Fp.1.30;

            3 – Convocar os irmãos a lutar[...] de modo que penseis a mesma coisa, tendo o mesmo amor, sejam unidos de alma, tendo o mesmo sentimento”, Fp.2.2.          

            A carta está saturada de alegria.

            As palavras “[...] alegria [...]”, Fp.1.4 e “[...] regozijo [...]”, Fp.1.18 aparecem dezesseis vezes nesta carta.

            Sem dúvida, Paulo queria que os seus leitores fossem impactados com a alegria.

1 – Prefácio e saudação.

            O remetente da carta.

            O texto apresenta “Paulo [...] (como sendo) servo (doulos) de Cristo Jesus [...]”, Fp.1.1.

            Com a palavra “[...] servo (doulos) Paulo [...]”, Fp.1.1 quer dizer três coisas:

            1 – Que ele é uma propriedade exclusiva de Jesus;

            2 – Que ele deve a Cristo obediência absoluta;

            3 – Que servo de Deus é o título mais importante que um homem pode receber.

            Deus chama “Moisés [...] (de) meu servo [...] (e) também escolheu a Davi [...] (como) seu servo [...]”, Js.1.2; Sl.78.70.     

            Os destinatários da carta.

            Paulo [...] (envia a carta) a todos os santos em Cristo Jesus, inclusive bispos e diáconos que vivem em Filipos”, Fp.1.1.

            Filipos (atual Grécia ou Turquia) cidade da Macedônia fundada por Felipe II, pai de Alexandre, o Grande, no ano 358 a.C. Foi a primeira cidade da Europa que ouviu a pregação de Paulo, At. 16.6.

            Paulo “faz [...] súplicas por todos filipenses, em todas as suas orações”, Fp.1.4.

            O apóstolo amava esse povo a ponto de os “[...] trazer no coração [...]”, Fp.1.7.

            O desejo de Paulo “e, convencimento [...] (era) de [...] ficar e permanecer com todos (os) filipenses, para o [...] progresso (de cada um deles)”, Fp.1.25.

            Paulo “saúda (deseja o bem a) cada um dos santos em Cristo Jesus [...]”, Fp.4.21.

            Os santos são aqueles que estão unidos a Cristo, inclusive aqueles que lideram a igreja, bispos ou presbíteros e diáconos.

            Santos são aqueles que foram separados por Deus, para o glorificar.

            A igreja em Filipos foi plantada por Paulo em sua segunda viagem missionária, após “[...] Lídia, da cidade de Tiatira, vendedora (comerciante) de púrpura [...] (ter) o (seu) coração aberto (pelo) Senhor [...] uma jovem possessa de espírito adivinhador (escrava) [...] (e o carcereiro (funcionário público ter sido) batizado, e todos os seus”, At.16.14, 16, 33.

            Era uma igreja que reunia todos os segmentos da sociedade.

            Paulo, através dos filipenses fala sobre [...]

            A bênção.

            Paulo [...] (sendo) servo de Cristo Jesus, (não podia deixar de abençoar) a todos os santos em Cristo Jesus, inclusive bispos e diáconos que viviam em Filipos”, Fp.1.1.

            A sua palavra é de “graça (caris) e paz (eirene) [...]”, Fp.1.2 que resume a obra salvadora de Jesus Cristo.

            Graça (aquilo que dá alegria, deleite, prazer, doçura, charme, amabilidade, misericórdia pela qual Deus, exercendo sua santa influência sobre as almas, volta-as para Cristo, guardando, fortalecendo, fazendo com que cresçam na fé cristã) e paz (entre os indivíduos, harmonia, concórdia, do Messias, estado tranquilo da alma que tem certeza da sua salvação através de Cristo) [...]”, Fp.1.2.

            A fonte da “graça e (da) paz a nós [...] (vem) da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo”, Fp.1.2.

            A carta da felicidade fala sobre [...]

2 – A oração de Paulo.

            Paulo faz uma oração de gratidão a Deus pelos filipenses.

            Em Filipenses 1.1-11, Paulo usa três ideias que descrevem a verdadeira comunhão cristã:

            1 – A presença na memória, 1.3-6, da “[...] cooperação no evangelho, desde o primeiro dia até agora”, Fp.1.5;

            2 – A presença no coração, 1,7, 8 “[...] porque Paulo (os) trazia no coração, seja nas suas algemas, seja na defesa e confirmação do evangelho, pois todos são participantes da graça com Paulo”, Fp.1.7.

            3– A presença nas orações, 1.9-11, “[...] fazendo esta oração: que o [...] amor deles aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção”, Fp.1.9.

            Como Paulo “dava graças ao seu Deus por tudo que recordava (dos) filipenses”, Fp.1.3, então era justo ele dizer que “estava plenamente certo de que aquele (Deus) que começou boa obra (de salvação) em (Filipos – coração dos crentes) [...] havia de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus (parousia)”, Fp.1.6.

            Paulo está convicto de que Deus não permitirá que a sua obra de transformação espiritual fique inconclusa.

            Essa é a doutrina da segurança da salvação, onde “todo aquele que o Pai [...] dá (a) Jesus, esse vai a Jesus; e o que vai a Jesus, de modo nenhum Jesus o lançará fora. E a vontade de quem [...] enviou Jesus é esta: que nenhum Jesus perca de todos os que (o) Pai deu; pelo contrário, Jesus o ressuscitará no último dia. (Por isso) Jesus nos dá a vida eterna; jamais perecermos, e ninguém as arrebatará da [...] mão (de) Jesus”, Jo.7.37, 39; 10.28.

            Sendo de Cristo, “nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”, Rm.8.39.

            Uma vez salvo, salvo para sempre.

            O resumo da oração de Paulo pode ser comunhão, isto é, participação conjunta ou conexão.

            Paulo “fazia sempre, com alegria, súplicas por todos (os) Filipenses, em todas as suas orações”, Fp.1.4.

            Talvez, para que a igreja tenha mais comunhão, devemos começar a orar uns pelos outros.

            Outra atitude que Paulo desejava dos Filipenses era que todos pudessem “[...] cooperar pelo (progresso do) [...] evangelho (pregação), desde o primeiro dia (da conversão) até agora (dias atuais)”, Fp.1.5.

            Paulo (tinha a) plena certeza de que Deus que começou boa obra (na vida dos Filipenses) [...] havia de completá-la até ao Dia (do retorno) de Cristo Jesus”, Fp.1.6.

            Na oração, Paulo pede “[...] que todos sejam participantes da graça (favor imerecido juntamente) (com ele) [...]”, Fp.1.7.

            Orando e dizendo que “[...] Deus é (a) sua testemunha, da saudade que tem de todos (os) Filipenses [...]”, Fp.1.8.

            Outra petição que Paulo “[...] também faz nesta oração: que o [...] amor (dos) Filipenses (e nosso) aumente mais e mais em pleno conhecimento (da Palavra) e toda a percepção (discernimento, entendimento a fim de tomar decisões difíceis)”, Fp.1.9.

            A finalidade principal dessa oração é “para aprovarmos (testar, examinar, provar) as coisas excelentes (em nosso favor) e sermos sinceros e inculpáveis para o Dia de Cristo”, Fp.1.10.

            Para que a oração seja frutífera, se faz necessário que o servo de Deus viva “cheio do fruto de justiça (aceitável diante de Deus), o qual é mediante (ajuda, oferta de) Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus”, Fp.1.11.

            A oração de Paulo brota de um coração cheio de alegria.

            Ele fala da “[...] alegria [...] (de) suplicar [...] em [...] (suas) orações”, Fp.1.4;

            Mostra “[...] regozijo [...] (porque) Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado [...]”, Fp.1.18;

            Fala do seu “[...] convencimento [...] (é pelo) progresso e gozo da fé”, Fp.1.25;

            Paulo declara e pede para lhe “completarem a sua alegria [...] pensando a mesma coisa (tendo união) [...]”, Fp.2.2;

            Paulo se “[...] alegra (por ter sido) oferecido por libação sobre o sacrifício (por Cristo) [...]”, Fp.2.17.

            A fim de que “[...] tivesse menos tristeza [...] (Paulo se) apressa [...] em mandar (Epafrodito a Filipos) [...] para que, (eles) vendo-o novamente (se) [...] alegrassem [...]”, Fp.2.28.

            O desejo do apóstolo era que os filipenses o “recebessem [...] no Senhor, com toda a alegria [...]”, Fp.2.29.

            Assim como Paulo, cada um de nós deve se “[...] alegrar no Senhor (de estar com e servindo a Cristo) [...]”, Fp.3.1, isto, pelo motivo dessa “[...] alegria [...] (de) permanecer [...] firmes no Senhor”, Fp.4.1.

            Pelo fato da igreja de Filipos “[...] uma vez mais, renovar a favor (de) Paulo [...] o cuidado (ele se) alegra [...] no Senhor [...]”, Fp.4.10.              

            Aplicações práticas:

            Aprendemos que orar produz alegria e contentamento;

            Aprendemos que precisamos orar uns pelos outros com objetivos espirituais;       

            Aprendemos que todos os cristãos participam conjuntamente de grandes privilégios espirituais.

            A carta da felicidade fala sobre [...]

3 – O otimismo de um prisioneiro.

            O cristão é, por natureza, uma pessoa otimista.

            A sua expectativa é sempre para melhor, mesmo que as circunstâncias sejam difíceis.

            O seu otimismo baseia-se em Deus, o Pai que sabe e controla todas as coisas.

            Todo cristão precisa saber que “Deus nos fará ver os caminhos da vida; na [...] presença dEle há plenitude de alegria, na sua destra, delícias perpetuamente”, Sl.16.11.

            Winston Churchill disse: “O pessimista vê dificuldade em cada oportunidade; o otimista vê oportunidade em cada dificuldade”.

            Paulo viu em sua prisão uma oportunidade de abençoar os seus irmãos na fé.       

            Do presídio ele escreveu aos Efésios, Filemom, Colossenses e Filipenses e uma delas foi sobre a alegria: Carta aos Filipenses. 

            Fp.1.12-30, Paulo dá um exemplo de otimismo e fé.

            O apóstolo é um prisioneiro da alegria, um encarcerado do contentamento.

            Ele ensina a ser feliz no sofrimento. Fala que padecer por Jesus é uma graça, um privilégio imerecido, “porque (a ele) [...] foi concedida a graça de padecer por Cristo e não somente de crer nele”, Fp.1.29.

            1 – A prisão contribuía para o progresso do evangelho – Fp.1.12-18.

            Paulo está preso. Isso poderia significar o fim do seu trabalho missionário.

            Pelo contrário, ele “[...] cientifica (informar aos) irmãos de que as coisas que lhe aconteceram (prisões, açoites) têm, antes, contribuído para o progresso do evangelho”, Fp.1.12.

            Paulo era um prisioneiro otimista. Ele aponta duas contribuições:

            1.1 – Guardas evangelizados. Ele declara “[...] que as suas cadeias, em Cristo (motivo da sua prisão), se tornaram conhecidas de toda a guarda pretoriana e de todos os demais”, Fp.1.13.

            Paulo não perdeu tempo em jogatinas, em planejamentos de novos crimes, ele se esforço em anunciar o evangelho “[...] especialmente (para) os da casa de César (guardas e criadagem)”, Fp.4.22.

            1.2 – Conquistou novos evangelistas a tal ponto de “[...] a maioria dos irmãos (de Roma, serem) [...] estimulados no Senhor por suas algemas, ousarem falar com mais desassombro (coragem) a palavra de Deus”, Fp.1.14.

            Aqueles irmãos que estavam livres foram motivados a trabalhar em favor do evangelho.

            É verdade que “alguns [...] (daqueles e dos nossos dias) proclamam a Cristo por inveja e porfia (briga, discussão) [...]”, Fp.1.15 “[...] pregam a Cristo, por discórdia (da verdade) [...] julgavam (eles) suscitar tribulação (sofrimento, angústia) às [...] cadeias (de) Paulo”, Fp.1.17.

            Paulo conhecia aqueles “[...] outros, porém, (que) [...] faziam (a pregação do evangelho) de boa vontade (com o desejo de levar outros a Cristo)”, Fp.1.15, “estes, (pregavam) por amor, sabendo que (Paulo) estava incumbido da defesa do evangelho (de Cristo)”, Fp.1.16.

            Para Paulo, o “[...] que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto Paulo (se) [...] regozijava [...]”, Fp.1.18.

            Cabe a cada um de nós não ficar amedrontado, com ciúmes ou querer discutir com aqueles que não estão compromissados com o evangelho de Jesus Cristo.

            2 – A prisão servia para que Cristo fosse engrandecido – Fp.1.19-26.

            Paulo não tinha medo de morrer. E na prisão a sua vida estava por um fio.

            Se ele fosse absolvido e posto em liberdade, continuaria pregando Jesus Cristo.

            Paulo “[...] estava certo de que [...] pela [...] súplica (da igreja) e pela provisão (ajuda, suprimento) do Espírito de Jesus Cristo, ele (seria) redundado (posto) em liberdade”, Fp.1.19.

            Mas, todavia, se Deus não fosse favorável a sua soltura, “[...] a [...] ardente expectativa (de) Paulo e esperança (era) de que em nada seria envergonhado (em ter falhado na pregação do evangelho); antes, com toda a ousadia, como sempre, também agora, será Cristo engrandecido no seu corpo, quer pela vida, quer pela morte”, Fp.1.20.

            É por este motivo da frase sobre a escolha da vida e da morte: “Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro”, Fp.1.21.

            Para o apóstolo, morte e vida é lucro, mesmo porque, “[...] o viver na carne trazia fruto para o seu trabalho (evangelização, por isso Paulo) [...] já não sabia o que havia de escolher”, Fp.1.22.

            De um certo modo, “[...] de um e outro lado, Paulo estava constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor”, Fp.1.23.

            Mas, (o seu desejo) por [...] causa (da igreja), é mais necessário permanecer na carne (para continuar com a obra de evangelização)”, Fp.1.24.

            Outra esperança de Paulo “e, convencimento [...] (era de que) estava certo de que ficaria e permaneceria com (os Filipenses) [...] para o [...] progresso (crescimento) e gozo da fé (dos seus membros)”, Fp.1.25.

            E, o seu desejo maior era “[...] de que aumentasse [...] o motivo dos (Filipenses se) gloriarem (orgulho) em Cristo Jesus, pela [...] presença (de Paulo), de novo, com (os Filipenses)”, Fp.1.26.

            3 – A prisão era uma motivação para o crescimento espiritual dos irmãos – Fp.1.27-30.

            Paulo em seu otimismo espiritual, recomenda aos irmãos de Filipos, que “vivam, acima de tudo, por modo digno do evangelho de Cristo, para que, ou Paulo indo vê-los ou estando ausente, ouça, no tocante a eles [...] que estão firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica”, Fp.1.27.

            Esse crescimento seria capaz de “[...] em nada (os Filipenses) estarem intimidados pelos adversários (falsos missionários, pregadores). Pois o que é para [...] (os) adversários prova evidente de perdição é, para (os) Filipenses [...] de salvação, e isto da parte de Deus”, Fp.1.28.

            O crescimento espiritual fala também a respeito de ser “[...] concedida (a cada um de nós) a graça de padecermos por Cristo e não somente de crer nele”, Fp.1.29.

            Por este motivo devemos “[...] ter o mesmo combate que vimos em Paulo e, ainda agora (nestes dias), ouvimos que (continua sendo o mesmo combate) [...]”, Fp.1.30.

Aplicações práticas:    Otimismo e pessimismo são duas forças poderosas. Cabe a cada um de nós decidir qual delas irá influenciar a nossa vida e determinar as nossas ações.

            Os problemas que temos não podem ser desculpas para não evangelizar.

            Cristo quando nos chamou não prometeu uma vida sem lutas.

            Deus espera que sejamos firmes na fé e corajosos para o trabalho.

 

 

            Adaptado pelo Rev. Salvador P. Santana para ED – Filipenses e Colossenses – Cristo: Nossa alegria e suficiência – Z3 editora – Rev. Arival Dias Casimiro.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Mt.4.18-22 - CONVITE.

CONVITE

Mt.4.18-22


 

Introd.:           O convite é lançado todos os dias e para todas as pessoas.

            Devemos saber que “[...] os atributos invisíveis (qualidades) de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis”, Rm.1.20, por isso, nenhum homem pode reclamar que não recebeu o seu próprio convite.

Nar.:    Ao iniciar o seu ministério na Galileia, Jesus começa escolher o seu colégio apostólico.

Propos.:           O convite é feito a mim e a você.

            Aceite enquanto está sendo oferecido a cada um de nós.

Trans.:             O convite é lançado à [...]

1 – Pedro e André.

            [...] Dois irmãos, Simão [...] e André [...]”, Mt.4.18.

            Assim como nós; filhos dos mesmos pais, criados no mesmo lar, a mesma alimentação, tratamento iguais ou diferente a depender do temperamento ou perfil psicológico de cada um.

            Esses perfis são adquiridos, aprendidos e copiados como resultado dos modelos que tiveram na infância junto a seus pais.

            Jesus “caminhando junto (a cada um de nós sabe muito bem o que tem por detrás da nossa personalidade, escondido dentro do nosso coração) [...]”, Mt.4.18.

            [...] Junto ao mar da Galileia (havia pescadores, homens rudes, pobres, sem estudos, desprezados pelos judeus, esquecidos pela sociedade, necessitados de Deus assim como nós) [...]”, Mt.4.18.

            [...] Jesus viu [...] Simão [...] e André (que são iguais a qualquer um de nós) [...]”, Mt.4.18.

            [...] Simão, chamado Pedro (rocha ou pedra; pode ser qualquer um de nós foi convidado por Jesus) [...]”, Mt.4.18.

            [...] Simão, chamado Pedro (sendo rocha ou pedra, para a psicologia ele é COLÉRICO – ativo, otimista, dinâmico, assume riscos, trabalhador, tem disposição física e determinação. O lado negativo: Agitado, egoísta, arrogante) [...]”, Mt.4.18.

            [...] Pedro (sogra, sobre as águas, pede explicação parábolas, Tu és o Cristo, reprova Jesus, um dos três para orar, estáter – 4 denários, quantas vezes pecar contra, deixa tudo para seguir, morrer com Jesus, segue Jesus de longe, nega a Jesus, puxou da espada e feriu) [...]”, Mt.4.18.

            O outro convidado foi “[...] André (gr. “varonil", discípulo de João o Batista que resolveu seguir a Jesus) [...]”, Mt.4.18.

            A psicologia pode apontá-lo como um homem MELANCÓLICOpassivo, sensível e tímido. Criativo, imaginativo, com tendências artísticas e pedagógicas. Possui empatia e é incapaz de ferir alguém. O lado negativo: Pessimista, ansioso, baixo nível de concentração, distraído, dispersa e perde o foco facilmente. Dificuldade em cumprir tarefas, enfrentar desafios e correr riscos.

            Estes homens eram trabalhadores normais, “[...] que lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores”, Mt.4.18.

            Jesus convida eu e você também para ser discípulo, não importa qual é a sua personalidade ou perfil psicológico.

            Venha para Jesus!

            Jesus convida [...]

2 – Tiago e João.

            Fique sabendo que Jesus “[...] chama (a quem Ele deseja e é escolhido pelo Pai celeste)”, Mt.4.21.

            Sendo assim, fica de fora do reino de Deus, os que fazem boas obras com o intuito de serem salvos, os que se julgam melhores, os que frequentam a igreja e que, por isso, serão recompensados.

            Quando Jesus “passa (mais) adiante (Ele pode) ver (perfeitamente cada um de nós a fim de mostrar quem somos no Reino dos céus) [...]”, Mt.4.21.

            Esses “[...] dois irmãos (foram criados juntos, mas com destino eterno em tempos diferentes, com personalidades e perfis psicológicos antagônicos) [...]”, Mt.4.21.

            [...] Tiago (gr. “suplantador”) filho de (Zebedeu, chamado de Tiago maior ou o presbítero. É preciso cair por terra a ideia de que, sendo servo de Jesus, vamos morrer em ditosa velhice, pelo contrário, Tiago foi assassinado por Herodes) [...]”, Mt.4.21.

            Para a psicologia ele pode ser SANGUÍNEO – fogo do céu sobre os samaritanos – ativo, sociável, animado, enérgico, capacidade de concentração, disciplina.

            Apto para trabalhar em equipe e lidera pelo exemplo. Preocupa-se com o futuro e com a sua independência. O lado negativo: É crédulo e bom. Tendências a exagero e a acreditar nas próprias fantasias e pode ser indisciplinada.

            O “[...] seu irmão [...] João (gr. “Jeová é um doador gracioso", escritor do quarto evangelho e de apocalipse, é "o discípulo amado" de Jesus) [...]”, Mt.4.21.

            Na psicologia ele pode ser um FLEUMÁTICO – passivo, calmo, eficiente, inteligente, cumpre com deveres, confiável, honesto, gosta de leitura, se dedica a pensar, estudar e ao desenvolvimento profissional. O lado negativo: Introvertido, indeciso, desconfiado, desmotivado, se contenta com pouco, conformado, conservador e tem dificuldade de trabalhar em equipe.

            Nota-se que a vida desses homens deve ser imitada, pois “[...] estavam no barco em companhia (sociedade) de seu pai (Zebedeu), consertando as redes (trabalhadores. Não existe nenhum registro de homens desocupados sendo chamados por Jesus) [...]”, Mt.4.21.

            Quem sou eu com esses perfis para servir como [...]

3 – Pescador?

            Fique sabendo que a escolha não é opção minha ou sua. Quem escolhe é o próprio Deus.

            Presta atenção que foram apenas 12 homens que foram escolhidos como apóstolos, portanto, nenhum de nós pode ser chamado como tal.

            O interesse de Jesus é que eu e você sejamos “[...] pescadores de homens”, Mt.4.19.

            Na verdade nem todos sabem ou não tem paciência para pescar, eis o motivo de serem convidados ou escolhidos por Deus.

            Isto não quer dizer que inexistindo essa habilidade em você, você estará fora do reino de Deus.

            Jesus “[...] diz [...] (que) Ele (mesmo) nos fará (ser) pescadores (através do ensino da Palavra, do seu modo de vida, de como servir a Deus, da comunhão, de servir uns aos outros, de influenciar o meio onde estamos) [...]”, Mt.4.19.

            Mas é necessário saber que antes de qualquer atitude, precisamos atender ao convite de Jesus: “[...] Vinde (venha agora, não deixe para depois para assumir o compromisso com) Jesus (o Filho de Deus, o Salvador da humanidade) [...]”, Mt.4.19.

            Jesus já lançou o convite [...]

Conclusão:      Aceite.

            Note bem que na conclusão do convite feito aos quatro discípulos, o início da frase é idêntico com a inclusão da conjunção aditiva “então (de uma tomada de decisão urgente) [...]”, Mt.4.20, 22.

            A respeito de Pedro e André, o texto fala que “[...] eles deixaram imediatamente as redes (trabalho secular em favor do evangelho) [...]”, Mt.4.20.

            João e Tiago agiram da mesma forma; “[...] no mesmo instante, deixando o barco (atividade remunerada) e (com o acréscimo de ter deixado também) seu pai (biológico em favor ou para servir Cristo Jesus) [...]”, Mt.4.22.

            A decisão final da nossa vida não pode ser outra, faça como os quatro discípulos: “[...] seguiram (a Jesus)”, Mt.4.20, 22.

 

            Rev. Salvador P. Santana

NÃO É POSSÍVEL SOZINHO.

NÃO É POSSÍVEL SOZINHO

            Com o pecado ninguém pode brincar; muito menos com satanás.

            Todos os servos de Deus precisam “ser sóbrios e vigilantes [...] (motivo?! É muito simples) O diabo [...] (o) adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1Pe 5.8).

            Talvez nem todos saibam, mas o leão não sai à caça. Quem na verdade sai à procura da presa são as leoas. Elas, astutamente, ficam à espreita da presa, e, quando acontece o menor descuido, aparecem duas ou três leoas para atacar, derrubar e sufocar até a morte o seu alvo. Caso não deem conta de dominar a caça; não conseguindo derrubar o animal caçado, o leão sai do seu descanso e dá o golpe fatal, sangrando o seu banquete. Aí sim, os machos saboreiam os melhores pedaços, depois de satisfeitos, o resto é consumido pelas leoas e seus filhotes.

            O inimigo espiritual da alma, “[...] o diabo [...] (o) adversário [...]” (1Pe 5.8) e os leões ávidos por alimento visível são bem semelhantes. O diabo fica também na espreita juntamente com “[...] o joio (que) são os filhos do maligno” (Mt 13.38). Estes por onde passam causam destruição, anarquia e a retirada para além das fronteiras do Reino de Deus.

            O terror que eles causam naquele que está desavisado, desprotegido é com o intuito de “[...] devorar” (1Pe 5.8), “[...] roubar, matar e destruir [...]” (Jo 10.10).

            Sabe-se que para reerguer esse desvalido do monturo de podridão, não basta apenas a ajuda de si mesmo, nem do seu próximo e ainda menos de instituições. Se faz necessário, tão somente, que “[...] o Senhor o levante (através da) oração da fé [...]” (Tg 5.15).

            Por este motivo é bom saber que existe apenas “um só [...] que pode salvar e fazer perecer [...]” (Tg 4.12) todo aquele que está nas garras do inimigo para ser arrastado para as “[...] profundezas do inferno” (Pv 9.18).

            É possível que muitos sejam ignorantes a respeito do ensino bíblico sobre a queda do homem no pecado, mas calar por completo é impossível, mesmo porque, foi falado para o apóstolo Paulo e para todos quantos adoram o único Deus verdadeiro de que “[...] não (se deve) temer (a ninguém); pelo contrário, fale e não te cales” (At 18.9).

            Faz-se necessário alertar a todos àqueles que prestigiam, e amam as Sagradas Letras, que a pequena dose do erro tem conduzido muitos homens a grandes desgraças da vida, tal como aquele “[...] que segue o mal, para a sua morte o faz” (Pv 11.19).

            São coisas simples na vida que o mensageiro do diabo utiliza para conduzir o homem ao erro. Não se engane! São as pequenas doses do álcool, o conviver com aquele que usa tabaco, as palavras ditas irrefletidamente zombeteiras, o andar ao lado daquele que ignora a Deus, aquele que “[...] faz-se cúmplice das [...] obras más” (2Jo 1.11), que aplaude o erro; “se vês um ladrão, tu te comprazes nele e aos adúlteros te associas” (Sl 50.18).

            Essa associação com o erro acontece “até que a flecha lhe atravesse o coração; como a ave que se apressa para o laço, sem saber que isto lhe custará a vida” (Pv 7.23).

            Após se acostumar com o erro, se torna bem mais difícil o retorno para “o caminho apertado, porque estreita é a porta que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela” (Mt 7.14).

            Não brinque com o pecado e nem mesmo com “[...] o diabo e seus anjos” (Mt 25.41). Eles são astutos e sabem muito bem manipular e estragar uma vida por completo.

            Não pense que você irá vencer o mal sozinho. Possivelmente depois de tomar o gosto pelo erro, você fique totalmente embaraçado “[...] de todo peso e do pecado que tenazmente [...] (o) assedia, corra, com perseverança, a carreira que te está proposta” (Hb 12.1), tome a atitude de “[...] já não ser você quem vive, mas Cristo viver em você [...]” (Gl 2.20), e, caso “[...] o pecado jaz à (sua) porta [...] (saiba disso:) a ti cumpre dominá-lo” (Gn 4.7) para tão, somente, você “em todas estas coisas [...] ser mais que vencedor, por meio daquele que [...] (o) amou” (Rm 8.37), Cristo Jesus.

Rev. Salvador P. Santana