domingo, 13 de dezembro de 2015

EXEMPLO DE EVANGELIZAÇÃO, 3Jo.5-8.

EXEMPLO DE EVANGELIZAÇÃO
3Jo.5-8

Introd.:           Nestes últimos dias o jeito de evangelizar mudou completamente a cara.
            Ao invés de distribuir folhetos e Bíblias nas ruas, agora são realizados cultos mirabolantes e atrativos para todos os gostos.
            No lugar da pregação da Palavra de Deus, se usa histórias, contos, sátiras, revelações e previsões extraordinárias a fim de entreter o povo. 
Nar.:    Na Ásia Menor havia muitos evangelistas ambulantes que necessitavam de hospedagem e sustento.
            Gaio se dispôs a ajudá-los e reconduzi-los a outros campos de trabalho.
Propos.:           A evangelização bíblica precisa ser imitada.
Trans.:             O exemplo de evangelização fala sobre [...]
I – Proceder fielmente.
            João retoma o que dissera anteriormente a Gaio quando escreve dizendo que ele é “amado (é merecedor do amor do próximo, mas principalmente de Deus) [...]”, 3Jo.5. 
            Ao olhar para dentro de nós percebemos que somos “amados (mas também sabemos que o nosso coração é enganoso, corrupto e que muitas vezes rejeitamos amar o próximo) [...]”, 3Jo.5. 
            Gaio “[...] procedia fielmente [...]”, 3Jo.5 em favor do evangelho. 
            É por este motivo que, “[...] naquilo que praticava (em favor da evangelização, servia de benefício) para com os irmãos (que recebiam a porção bíblica, e daqueles que evangelizavam) [...]”, 3Jo.5.
            Esse exemplo de evangelizar deve ser demonstrado até “[...] mesmo fazendo (em favor dos que) são estrangeiros (gentios convertidos missionários de uma forma) [...] amorosa (e) fiel [...]”, 3Jo.5.
            O exemplo deixado por Gaio deve ser o meu exemplo em Itapuí.
            Exemplo de evangelização fala sobre [...]
II – Testemunho.
            O que falam sobre o meu testemunho em nossa cidade?
            Quando “os (evangelistas chegaram a Éfeso) [...] perante a igreja (onde João pastoreava), deram testemunho do [...] amor (de) Gaio (em favor deles) [...]”, 3Jo.6. 
            Muitas vezes nos falta dar testemunho não apenas a respeito do amor, mas principalmente a respeito da vida moral – sexual, financeira, conjugal, familiar, estudantil.
            Outro maravilhoso testemunho de Gaio era “[...] fazendo (o) bem [...] (não importando a quem precisasse ou do que necessitava)”, 3Jo.6. 
            Como os evangelistas eram itinerantes, de cidade em cidade pregando o evangelho, Gaio se dispôs a “[...] encaminhá-los em sua jornada (dando-lhes o necessário – veste, comida e sustento financeiro) [...]”, 3Jo.6. 
            A disponibilidade de ajudar o próximo nasce não meramente do nosso coração, mas dAquele que sonda e refaz a nossa vida e nos capacita – Jesus Cristo, o próprio Deus.
            É “[...] por (este motivo que devemos fazer de) modo digno (que agrade) [...] Deus (e não a homens)”, 3Jo.6.
            Dê um bom testemunho.
            O exemplo de evangelização deve ser [...]
III – Por causa de Cristo.
            Por causa de pessoas não evangelizamos, pois muitos são arrogantes, rejeitam o evangelho e zombam de nós.
            João alista três assuntos importantes que devemos imitar.
            1 – “[...] Nome [...]”, 3Jo.7.
            2 – “[...] Saíram [...]”, 3Jo.7.
            3 – “[...] Nada recebendo [...]”, 3Jo.7.
            Estamos vivendo um evangelho do “faz de conta”.
            Devemos imitar esse exemplo dos evangelistas do passado que evangelizavam “[...] por causa do Nome (de Jesus) [...]”, 3Jo.7.
            Hoje as pessoas evangelizam por causa do nome do pastor, da igreja, do missionário que faz milagres, por causa da construção de um templo.
            O “[...] Nome (de Jesus deve ser a) causa (mais importante) [...]”, 3Jo.7 da nossa evangelização.
            O “[...] Nome (de Jesus é o único Maravilho Conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz) [...]”, 3Jo.7.
            Aqueles evangelistas “[...] que saíram (foi) por causa do Nome (de Jesus em obediência ao Ide) [...]”, 3Jo.7.
            Muitos hoje “[...] saem (para evangelizar por causa do salário, status, cidade grande, oportunidades diversas) [...]”, 3Jo.7.
            Outro fato importante na vida dos evangelistas é que eles “[...] nada recebiam dos gentios”, 3Jo.7.
            A cada dia você escuta sobre pastores que cobram por uma revelação, aconselhamento, profecia, caneta, lenço, maquete, água e óleo de Israel.
            O testemunho daqueles evangelistas era de “[...] que [...] nada recebiam dos gentios”, 3Jo.7.
            Eles “[...] nada recebiam (para orar, fazer uma leitura bíblica, visitar, entregar uma porção bíblica, uma Bíblia. Faziam tudo) por causa do Nome (de Jesus) [...]”, 3Jo.7.
            E você; faz tudo “[...] por causa do Nome (?) [...]”, 3Jo.7.
            A evangelização precisa de [...]
Conclusão:      Cooperadores da verdade.
            “[...] Para [...] (se) tornar cooperador [...]”, 3Jo.8, não precisam ir para outros países.
            “[...] Devemos cooperar [...] acolhendo [...]”, 3Jo.8.
            Nos tempos bíblicos as jornadas eram longas, cansativas e cheias de perigos de salteadores, então, onde houvesse uma oportunidade, eram “[...] acolhidos esses irmãos [...]”, 3Jo.8.
            Em nossos dias “[...] devemos acolher [...] nos tornarmos cooperadores da verdade (Cristo, pregação do genuíno evangelho)”, 3Jo.8.
            “[...] Devemos [...] cooperar (com os pés indo, com os joelhos orando e com o salário contribuindo) [...]”, 3Jo.8.
            Que o exemplo aprendido nesta noite sirva para cada um de proceder fielmente, dar testemunho, que seja por causa de Cristo para cooperar com a verdade.

            Rev. Salvador P. Santana

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

ACREDITAR OU NÃO NAS ESCRITURAS

ACREDITAR OU NÃO NAS ESCRITURAS
            “Se uma hecatombe (sacrifício, destruição) nuclear destruir a vida na Terra no futuro ou um asteroide se chocar com o planeta e levantar uma poeira que vai tampar o Sol e impedir o crescimento de plantas [...] pior cenário de aquecimento global se concretizar e matar boa parte da diversidade da terra, mesmo assim as pessoas que sobreviverem terão a chance de recomeçar [...] projeto gigantesco de armazenamento de sementes que está sendo construído no remoto arquipélago norueguês [...] localizado no círculo Ártico. Em uma versão moderna da Arca de Noé – que, diz a lenda, salvou do dilúvio um casal de cada espécie de animal –, a nova arca pretende preservar sementes de todos os tipos de culturas agrícolas. Se tudo o mais der errado e faltar comida no mundo, os humanos remanescentes poderão reiniciar suas plantações” –http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe2411200703.htm.
            Como hoje é o Dia da Bíblia, não existe livro melhor, mais bem aplicado e eterno para acabar com essa bela ilusão dos cientistas. Ainda bem que sonhar não custa nada e nem é um pecado cometido contra o criador do universo, o próprio Deus.
            Para início de conversa, existem no texto citado acima algumas inverdades. Não haverá apenas uma destruição da vida, nem mesmo uma poeira levantada, alguns milhares de pessoas mortas e muito menos sementes protegidas.
            O que vai acontecer é algo espantoso, porque “[...] naquele dia (o Dia da volta de Jesus) os céus vão desaparecer com um barulho espantoso, e tudo o que há no Universo (tudo que Deus criou; o que existe no céu e na terra) será queimado. A terra e tudo o que existe nela vão sumir” (2Pe 3.10).
            Com relação à volta de Cristo e a destruição deste mundo, preste atenção nisso: não vai sobrar nada, nem homens, nem plantas, nem animais, e nem mesmo o gigantesco armazém de sementes.
            É fundamental que o homem creia na Palavra de Deus, caso contrário, irá dizer palavras jactanciosas e em momento algum da vida estará esperando esse Dia glorioso.
            Você pode escolher acreditar em palavras científicas que a todo o momento são mudadas ou crer que pode “passar o céu e a terra, porém as minhas (Jesus) palavras não passarão” (Mt 24.35).
            Outra falta de verdade por parte dos cientistas é dizer que o acontecido na época de Noé foi algo fantasiado na mente humana e anotado em papel. Dizer que foi salvo apenas um casal de cada espécie é total desconhecimento bíblico.
            É impossível negar que Deus ordenou para que “[...] entrasse na arca, Noé e seus filhos, e sua mulher, e as mulheres de seus filhos” (Gn 6.18).
            Não se pode negligenciar que Noé “levou [...] de tudo o que se come [...] (para) servir (de) alimento, a ele e aos animais” (Gn 6.21).
            A leva de mantimento se deu devido Noé ter ficado dentro da Arca trezentos e setenta e cinco dias. E os animais quantos foram de cada espécie? Um conforme o dito científico? Na Bíblia em que esses homens da ciência leram deve ter sido arrancada a parte que diz: “De todo animal limpo levarás contigo sete pares: o macho e sua fêmea [...]” (Gn 7.2).
            É provável que, para se livrarem de pesquisas bíblicas minuciosas, atropelaram o texto e leram apenas que entraram na arca, “[...] dos animais imundos, um par: o macho e sua fêmea” (Gn 7.2).
            Resta a você, caro leitor, acreditar ou não nas Santas Escrituras. Saiba de uma coisa, querendo, cientificamente, esses homens que se debruçam em suas pesquisas, podem comprovar o dilúvio, mas, antes de tudo é preciso que você e eles busquem crer nas Sagradas Letras, caso contrário, se “[...] eles não crerem, (é) porque não são das [...] ovelhas (de) Jesus” (Jo 10.26).
            Que neste dia da Bíblia você possa refletir sobre a verdade que pode libertar.
Rev. Salvador P. Santana

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

PROSPERIDADE, 3Jo.1-4.

PROSPERIDADE
3Jo.1-4

Introd.:           Nunca se ouviu falar tanto a respeito de prosperidade material nestes últimos anos.
            Esforçam-se ao máximo pela busca de bens duráveis e não duráveis e dão o máximo que tiverem para adquirirem muito mais recurso financeiro.
Nar.:   A terceira carta de João é pessoal a “[...] Gaio [...]”, 3Jo.1, um possível pastor de alguma igreja da Ásia Menor.
            João deseja que “[...] Gaio (seja próspero em tudo. 1 - Macedônio companheiro de Paulo; 2 – Derbe partiu com Paulo de Corinto em sua última viagem a Jerusalém; 3 – Corinto que hospedou Paulo) [...]”, 3Jo.1.
Propos.:          A prosperidade precisa ser entendida para ser buscada de forma correta.
Trans.:           A prosperidade fala sobre o [...]       
1 – Amor.
            “O presbítero João (declara que) Gaio (é) amado (é merecedor) [...]”, 3Jo.1.
            “O [...] (ser) amado (é desejo do nosso coração, mas muitas vezes rejeitamos amar o próximo) [...]”, 3Jo.1.
            Quando alguém nos machuca com o mínimo, pagamos com o máximo de rancor, tristeza, menosprezo, ódio.
            A fim de combater esse ódio, João fala que a maior prosperidade que precisamos adquirir é “o [...] amor [...]”, 3Jo.1 declarado também por Paulo, Pedro e principalmente por Jesus.
            “O [...] (ser) amado (repetido no verso 2) [...] (e o) amor (é o elo de ligação entre pessoas feridas, magoadas, chateadas, desequilibradas, brigadas, separadas) [...]”, 3Jo.1.
            Sem esse “[...] amor [...]”, 3Jo.1 é impossível viver em família, entre amigos e até mesmo entre inimigos.
            Aquele que não tem “[...] amor [...]”, 3Jo.1 corre o risco de viver isolado e sem companhia em todos os momentos da vida.
            É por este motivo que “o [...] amor (deve ser baseado) na verdade (Jesus Cristo, o evangelho)”, 3Jo.1.
            Irmão, busque a prosperidade do “[...] amor [...]”, 3Jo.1, isto é, se você deseja viver bem neste mundo.
            O desejo pela prosperidade deve [...]
2 – Incluir a alma.
            Ao pedir “[...] prosperidade (para) [...] a nossa alma (pedimos para vida, respiração, fôlego de vida que ao sair, morre)”, 3Jo.2.
            Pedindo “[...] prosperidade [...] (para) a [...] alma [...]”, 3Jo.2, pede vida longa, agradável, vida bem vivida com todos neste mundo.
            Mas, como muitos estão mais preocupados com bens móveis, imóveis, joias, vestes, se esquecem de pedir a Deus que “[...] a sua alma (seja) próspera [...]”, 3Jo.2 no sentido de ter condições de se relacionar com todas as pessoas.
            Como “[...] a nossa alma (é fonte de vida, João antecipa dizendo que), acima de tudo, faz votos por nossa prosperidade e saúde (física e mental para não haver reclamação) [...]”, 3Jo.2.
            A alma abastecida com amor pode [...]
3 – Trazer alegria.
            “[...] Alegria [...]”, 3Jo.3 não acontece apenas em sua vida.
            Assim como João “[...] ficou sobremodo (grandemente) alegre [...]”, 3Jo.3, qualquer outra pessoa, pedindo, pode “[...] ficar [...] alegre [...]”, 3Jo.3 por coisas mínimas na vida, como também as grandiosas bênçãos acontecidas.
            A “[...] alegria (de) João (parece ser coisa banal para muitos de nós, mas os motivos são extraordinários) [...]”, 3Jo.3.
            João alista três motivos dessa “[...] alegria [...]”, 3Jo.3:
            1 – “[...] Pela vinda de irmãos [...]”, 3Jo.3 que trouxeram notícias de Gaio;
            2 - “[...] Pelo [...] testemunho da verdade (Jesus, evangelho) (de) Gaio (na cidade) [...]”, 3Jo.3;
            E, 3 – “[...] como Gaio andava na verdade (debaixo do poder de Cristo, seguindo o evangelho)”, 3Jo.3 é motivo dessa alegria.
            A pergunta que fica é: Eu e você temos pedido a Deus a bênção da prosperidade de “[...] andar na verdade (?)”, 3Jo.3.
            O texto encerra falando-nos sobre [...]
Conclusão:     Exemplo.
            Exemplo de amor, exemplo de uma alma dedicada a Deus, exemplo de viver na alegria com os amigos e conosco mesmo.
            Para o homem que dá exemplo neste mundo, “não tem maior alegria do que esta (diante de Deus que se agrada do seu filho) [...]”, 3Jo.4.
            O exemplo que pedimos pode ser “[...] a de ouvir [...]”, 3Jo.4 que Deus é o nosso Pai.
            Devemos pedir a prosperidade “[...] de que nós (somos) filhos (de Deus) que anda na verdade (Jesus, o evangelho)”, 3Jo.4.
            Busque a verdadeira prosperidade.


            Rev. Salvador P. Santana

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

FUJA DA BEBIDA ALCOÓLICA

FUJA DA BEBIDA ALCOÓLICA
            É tempo de festa. Bem; em se falando de Brasil todo tempo é de festa. Para se ter uma ideia, o Brasil, neste ano de 2015, comemorou dezesseis (16) dias de feriado nacional, isto sem contar com os feriados municipais, estaduais e com os dias chamados de santificados.
            É do saber de quase todos que esses feriados são cumpridos literalmente. Esse povo não dispensa um dia sequer. O resultado é que, por ano, os dias trabalhados somam apenas trezentos e quarenta e nove (349) dias corridos.
            Mas não é só isso. É preciso descansar também aos sábados e domingos e dar aquela esticada o máximo que puder em tais feriados nacionais e municipais. Ainda existe aquela desculpa da ‘ressaca’ e da perda do ônibus, da morte dos avós e da doença dos pais.
            Coisas desse tipo fazem com que os dias trabalhados do povo brasileiríssimo conte apenas com mirrados duzentos e quarenta e cinco (245) dias, e isso, para não dizer que muitos acabam trabalhando apenas 200 dias por ano ou não fazendo nada para o crescimento de si mesmo e do próprio país.
            Desta forma os estudantes aprendem menos, as instituições públicas trabalham cada vez mais preguiçosas e o Produto Interno Bruto – PIB cai assustadoramente. Quem é o culpado afinal? As festas? Não. O culpado de toda esta desordem é o coração humano.
            Associado a cada festa, a cada final de semana, a cada feriado prolongado, a cada matança de um dia de trabalho e principalmente após o expediente de cada dia de trabalho cresce espantosamente o consumo de bebidas alcoólicas em todo o território nacional. Apesar da crise financeira deste ano, e com queda de 8,6% no consumo de cerveja, a AMBEV faturou R$ 2,8 bilhões, em comparação com os R$ 2,2 bilhões do mesmo período de 2014 – http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2015/07/31/internas_economia,492744/crise-do-brasil-esbarra-no-consumo-de-cervejas-e-refrigerantes.shtml.
            Essa situação está saindo de controle. É tão sério que as poucas empresas que existem de cervejaria e alambiques no país não suportaram e não deram conta de atender a demanda, então, foi preciso outras concorrentes entrarem nesse mercado que tem contribuído com a morte ou mutilação de milhares de brasileiros.
            Deus tem uma reprimenda para todo aquele que bebe ou incentiva aos que nunca experimentaram ou gostam de beber. Deus na sua infinita sabedoria escolheu o sábio Salomão para instruir aos homens que desejam seguir o caminho que conduz ao céu.
            Ele disse: “Filho meu, se os pecadores querem seduzir-te, não o consintas” (Pv 1.10). É a partir desse princípio que Salomão faz a sua análise. Ele pergunta: “Para quem são os ais? Para quem, os pesares? Para quem, as rixas? Para quem, as queixas? Para quem, as feridas sem causa? E para quem, os olhos vermelhos?” (Pv 23.29).
            Ao falar sobre os ‘ais’, Salomão quer alertar sobre aquele grito sentido de lamento, dor ou desespero. Fala sobre o desejo intenso com ardor que o homem tem pela bebida alcoólica. Fala de dependência total, ainda que seja um copo por final de semana, a cada mês ou na noite de natal.
            Reconheça que você é um dependente químico. Quando chega esse determinado dia escolhido para a farra ou bebida, você não suporta. É como se encurvasse diante daquele que te domina, ou seja, você se torna escravo do seu vício, a bebida alcoólica, ela te arrasta.
            Não é à toa que Salomão alerta para “não olhar (no sentido de dar atenção) para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente” (Pv 23.31). O texto ainda não terminou. Quando se fala de ‘pesares’ se fala de tristeza. Afinal, quando vem a tristeza? Quando acontece alguma tragédia, algum acidente, alguma morte.
            Não é isso que tem acontecido com milhares a cada dia? Após a desgraça acontecida é que a pessoa fica triste, cabisbaixo, envergonhado. Pergunte para todos aqueles que já passaram por algum vexame. Você verá que de fato é isso o que tem acontecido.
            A conversa é sempre a mesma depois de um porre: “[…] Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando despertarei? Então, tornarei a beber” (Pv 23.35). Veja que a situação vai se avolumando a tal ponto que surgem mais perguntas sem respostas a tal ponto de se perguntar: “[...] Para quem, as queixas? [...]” (Pv 23.29). A situação se torna um carrossel vicioso.
            Hoje o bêbado cai, amanhã, apesar de continuar dolorida a ferida, ele bebe novamente. É por isso que, para ele, e todos quantos o cercam, “[...] as feridas (são) sem causa [...]” (Pv 23.29). Salomão não desiste. Agora ele pergunta: “[…] Para quem, as rixas? […]” (Pv 23.29). É do conhecimento de todos que em muitos lares, onde reina a bebida alcoólica, ali se aloja o conflito, a contenda, a luta, a desavença, o retribuir o mal com o mal, o desejo de julgar.  
            A lista é sem fim. Dentro desse lar acontece exatamente o que está escrito: “Pois ao cabo (o advérbio indica tempo; logo depois, a conclusão será a) mordedura (uma cobrança de juros) como a cobra e picará como o basilisco” (Pv 23.32). A cobra pode significar um réptil não peçonhento, a princípio a sua mordedura não faz muitos estragos, mas dói e deixa marcas.
            A situação fica pior quando o ‘basilisco’, ou seja, o réptil peçonhento, venenoso, lança o seu bote e consegue pegar a sua presa. Esse animal não somente machuca, mata. Todo bêbado é assim, depois de tanto se lambuzar na bebida, após uma noite de farra, ao chegar em casa, surge mais uma pergunta intrigante: “[...] E para quem, os olhos vermelhos?” (Pv 23.29).
            É como se ele tentasse esconder a todo custo o bafo de sua bebida através da bala de menta, da folha de eucalipto, do chiclete ou de algum artifício que impeça de alguém saber que ele acabou de tomar um trago. Não há como esconder. Os seus olhos são a prova concreta de que ele passou a noite na farra.
            Como resultado dessa bebedeira: “Os teus olhos verão coisas esquisitas, e o teu coração falará perversidades (maldade, crueldade)” (Pv 23.33). Ele ou ela acaba enxergando algo que não acontece dentro de casa, fazem acusações infundadas que acabam em grandes tragédias.
            Como dizem: para sarar é só tomar outro trago e aí, ele é como aquele que “[...] se deita no meio do mar (enjoo, vômito) e como o que se deita no alto do mastro (tontura, cambaleante)” (Pv 23.34). Quem afinal passa por toda essa tragédia? “[...] Os que se demoram em beber vinho (uma medida de vinho para três de água), para os que andam buscando bebida misturada (vinho puro)”, Pv.23.30.
            Nestes dias festivos em todo o território nacional fica um conselho: fuja da bebida alcoólica antes que aconteça alguma desgraça em sua família.

Rev. Salvador P. Santana

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

CURSO NOIVADO, 1Co.7.27.

CURSO NOIVADO.

            Estás casado? Não procures separar-te. Estás livre de mulher? Não procures casamento”, 1Co7.27.
           
Introdução.
            Fazer todos os exames pré-nupciais no posto de saúde.
            Alistem em ordem alfabética os nomes e idade dos parentes do seu futuro cônjuge.
            Como você se relaciona com seus pais, irmãos, primos, tios, cunhados? Brigas, perseguições, amor, amizade, companheirismo, severo demais ou trata com brutalidade?
            Cuidado! O que você aprende com seus pais e parentes você pode levar para dentro do seu futuro lar.
            Entre os seus pais, quem é o líder?
            Em seu futuro lar, quem será o líder? A Bíblia fala que “[...] o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja [...] como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas (sujeitar, submeter) ao seu marido”, Ef.5.23,24.
            Você, futura esposa, deseja se sujeitar?
            “Mosuo – nordeste da China, a sociedade é matriarcal – elas são responsáveis pelas decisões, administram o dinheiro e a propriedade, líderes políticas e religiosas. Não existe casamento entre os musuo. Quando um homem e uma mulher se apaixonam, não passam a viver juntos: a mulher continua na sua casa e o homem na dele, ao final do dia o homem vai à casa da mulher e, se ela quiser, o deixa entrar. Ele jamais dorme na casa dela. Os filhos dessa relação são criados sempre pela mãe, aliás, não existe a palavra ‘pai’ no idioma mosuo” – https://contrademocracia.wordpress.com/2011/01/12/mosuo-%E2%80%93-a-sociedade-liderada–por-mulheres/.
            Qual é o mais importante: A preparação para a festa de casamento ou a construção de um bom relacionamento? Por quê?
            A festa de casamento pode ser comemorada em apenas um dia; é passageiro.
            Quanto tempo vocês pretendem ficar casados?
            Quanto tempo de casados tem os seus pais? São separados? Qual é o exemplo na vida deles?
            Para vocês o relacionamento matrimonial é indissolúvel ou por qualquer motivo pode pedir a separação?
            Jesus fala que, após o casamento, vocês “[...] já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem”, Mt.19.6.
            Cola e duas folha de papel. Colar as duas folhas e descolar em 1 minuto.
            É preciso saber que “[...] o homem (deve) deixar pai e mãe e se unir à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne”, Gn.2.24.
            “[...] O Senhor Deus disse: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea”, Gn.2.18.
A construção do lar.
            O primeiro passo é “[...] o homem deixar pai e mãe [...]”, Gn.2.24, mas precisa continuar “honrando seu pai e sua mãe, para que se prolonguem os seus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá”, Gn.20.12.
            A construção do lar não nasce no coração humano, nasce em Deus, porque Ele sabe da real necessidade humana.
            Foi por isso que Deus instituiu o casamento entre um “[...] homem [...] (e uma) mulher [...]”, Gn.2.22 devido um completar o outro.
            Na construção do lar marido e mulher precisam querer Deus como companheiro constante no relacionamento “pois (Ele é o único que pode) livrar (a sua) alma da morte [...] livrar da queda os seus pés, para que (você) [...] andar na presença de Deus [...]”, Sl.56.13.
            O lar precisa ser construído na base e na orientação dada por Deus, a fim de que nenhum dos cônjuges se “[...] ponha em jugo desigual com os incrédulos (bêbados, drogados – todos os tipos, presidiários, traficantes, pedófilos, homossexuais) [...]”, 2Co.6.14 a fim de não reclamar da sorte depois de anos de casados.
            O lar construído deve ser baseado no “[...] amor (dos cônjuges) [...]”, Gn.24.67, pois a demonstração para serve para demonstrar que foi “revestido, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade. Suportando uns aos outros, perdoando mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor nos perdoou, assim também perdoai [...] acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição”Cl.3.12-14.
            Construindo o lar, cada um dos cônjuges precisa aprender que é “[...] o [...] Espírito Santo (que derrama) o fruto (do) amor [...]”, Gl.5.22 em cada coração, pois o amor não nasce em nós ou por nós.
            Esse “[...] amor (não pode ser aquele que fala: “se você ama você faz”, pelo contrário) o amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana (gabar, exibir), não se ensoberbece (inchar), não se conduz inconvenientemente (indecorosamente), não procura os seus interesses, não se exaspera (irritar, provocar), não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba (ele cresce a cada dia) [...]”, 1Co.13.4-8.
            É preciso “[...] amar uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus”, 1Jo.4.7.
            Para construir o seu lar procure uma “[...] moça (rapaz) [...] formosa (bonita aos seus olhos) de aparência, virgem, a quem nenhum homem (mulher) havia possuído [...]”, Gn.24.16 para depois não colocar defeito e reclamar.
            Escolha uma pessoa responsável, que “[...] dá a beber (trabalha honestamente para) [...] tirar água [...] para os [...] camelos (cada camelo toma 200 litros de água de uma só vez. A comitiva de Eliézer estava com 10 camelos, Gn.24.10. Rebeca tirou 2.000 litros de água) [...]”, Gn.24.19.
            O lar para ser construído, precisa de uma petição do rapaz, no caso de Rebeca, o servo enviado, Eliézer, pediu aos pais de Rebeca para “[...] usar de benevolência e de verdade para com o seu senhor (Abrão), fazendo-o saber (sobre a aceitação ou não do pedido de casamento) [...] então, responderam Labão e Betuel: Isto procede do Senhor, nada temos a dizer fora da sua verdade. Abençoaram a Rebeca [...]”, Gn.24.49,50,60.
            Os “maridos [...] (devem) amar (sua) mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela”, Ef.5.25 para construir o seu lar na disposição de entrega e doação.
            Um lar bem construído, marido e mulher devem “andar (os) dois juntos [...] havendo entre eles acordo [...]”, Am.3.3, caso contrário, haverá ruptura e separações.
            Um lar bem construído é aquele em que “[...] eu e a minha casa serviremos ao Senhor”, Js.24.15.
            É a partir da servidão a Cristo que tanto o marido quanto a esposa irá buscar um “[...] olhar de amigo (para) alegrar ao coração (do cônjuge) [...]”Pv.15.30 – seja gentil, paciente, tolerante, dedica tempo um ao outro.
            Construa o seu lar com o desejo de “não ter cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros (fazendo o outro feliz)”, Fp.2.4.
            Para o seu lar ser feliz não deixe que a “dureza do seu coração [...] permita repudiar a (sua) mulher [...] (porque) não foi assim desde o princípio”, Mt.19.8.
As crises do casamento.
            Muitas crises no casamento nascem na situação financeira, na incompatibilidade de gênios, nos maus hábitos de vida, desinteresse sexual e vários outros.
            Nas crises pode acontecer de um e outro se tratar na base do vale tudo.
            Dentro das quatro paredes, longe dos olhares alheios, se encontra com muita facilidade as "[...] inimizades, porfias (contenda de palavras), ciúmes, iras, discórdias, dissensões (divergência), facções, invejas", Gl.5.20, 21 e em alguns casos pode gerar agressão física e morte.
            Essas crises acontecem porque “as coisas que a natureza humana produz são bem conhecidas. Elas são: a imoralidade sexual, a impureza, as ações indecentes, a adoração de ídolos, as feitiçarias, as inimizades, as brigas, as ciumeiras, os acessos de raiva, a ambição egoísta, a desunião, as divisões, as invejas, as bebedeiras, as farras e outras coisas parecidas com essas [...]”, Gl.5.19-21.
            Muitos que não recorrem a golpes físicos para acertar uma rivalidade usam de trapaça, engano, duplicidade, astúcia, perfídia, mexerico, calúnia e o que mais possa vir-lhes à mente para conseguir seu intento.
            Tiago fala que “[...] onde há inveja e sentimento faccioso, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins. (Então, o melhor a fazer é buscar) a sabedoria [...] lá do alto (que) é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento”, Tg.3.16, 17 a fim de que as crises sejam enfrentadas com amadurecimento.
            Na vida do casal pode também acontecer a crise do:
            Primeiro ano – Conhecendo um ao outro – adaptação.
            Surge o desmascaramento. Como ele (a) lida com os afazeres de casa – lavar, passar, cozinhar, roupa íntima, escova e pasta dental, preferência aos pais, amigos, parentes em detrimento (prejuízo) do cônjuge, roncos e a falta de delicadeza.
            Buscar ajuda com os pais e com os mais sábios.
            Terceiro ano – Chegada de filhos – readaptação.
            Um terceiro entra no relacionamento e assim é preciso dividir os cuidados e atenção.
            É preciso refazer os votos, viajar, fazer encontros, tarefas com amigos, parentes, anotar qualidades do cônjuge e reafirmá-las.
            Seja honesto, sincero e não deixe de usar a comunicação saudável e verdadeira.
            Sétimo ano – Distanciamento – filhos um pouco independentes com a vida escolar.
            O amadurecimento dá lugar a pequenos conflitos por causa dos filhos na vida escolar e desentendimentos com amigos e parentes – muitos pais tomam o lugar dos filhos.
            A idade dos cônjuges favorece a procura ainda de novos relacionamentos – pode acontecer o adultério.
            Reaproximar um do outro e investir um pouco mais no casamento e aconselhamento a respeito da criação de filhos.
            Décimo quinto ano em diante – Para viver não depende do cônjuge – Filhos adolescentes, jovens – estudos e casamento.    
            Surgem muitos questionamentos da vida sexual dos cônjuges ao chegar à meia idade.
            Invista em viagens e namoros mais frequentes com aquele que você escolheu.
            Busque interessar-se pelo outro.
Motivos que pode causar a separação.
            1 – Adultério – “Jesus, porém, nos diz: quem repudiar seu (cônjuge) [...] não sendo por causa de relações sexuais ilícitas (adultério, homossexualismo, relação com animais), e casar com outra(o) comete adultério [e o que casar com a repudiada comete adultério]”, Mt.19.9;
            Neste e em outros casos, a separação acontece “[...] por causa da dureza do nosso coração é que Moisés nos permitiu repudiar [...] entretanto, não foi assim desde o princípio. Responde Jesus (para cada um de nós)”, Mt.19.8;
            Ainda que aconteça o adultério, é preciso lembrar que, “[...] o que Deus ajuntou não o separe o homem”, Mt.19.6;
            Outro meio que pode causar a separação é [...]
            2 – A privação do sexo – por isso, “o marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também, semelhantemente, a esposa, ao seu marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim o marido; e também, semelhantemente, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim a mulher. Não nos privar um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para nos dedicarmos à oração e, novamente, nos ajuntar, para que Satanás não nos tente por causa da incontinência”, 1Co.7.3-5;
            Também pode levar à separação o [...]
            3 – Abandono do lar – caso o cônjuge fique “[...] aborrecido [...] o deixar, tornando para a casa de seu pai [...] (porém é possível) se levantar e (ir) [...] após (o cônjuge) para falar-lhe ao coração, a fim de tornar a trazê-lo [...]”, Jz.19.2, 3;
            4 – Agressões físicas, emocionais, sexuais ou quando – “[...] o descrente quiser apartar-se, que se aparte; em tais casos, não fica sujeito à servidão nem o irmão, nem a irmã; Deus nos tem chamado à paz”, 1Co.7.15;
            A única separação aceita pela Palavra de Deus é a [...]
            5 – Morte – Pois, enquanto o cônjuge “[...] casado estiver ligado pela lei ao [...] (cônjuge), enquanto ele(a) vive; mas, se o mesmo morrer, desobrigados ficarão da lei conjugal”, Rm.7.2;
            Caso acontecer “[...] viver ainda o [...] (cônjuge) unir-se com outro(a) [...] será considerado adúltero(a) [...] porém, se morrer o (cônjuge) [...] estará livre da lei e não será adúltero(a) se contrair novas núpcias”, Rm.7.3.
            Em todos os casos de separação é bom lembrar que: “E, quando estiverem orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai (lembrar sem sentir a dor), para que nosso Pai celestial nos perdoe as nossas ofensas”, Mc.11.25.
            A fim de tentar amenizar a situação nas crises é preciso fazer uso constante do [...]
Diálogo.
            O diálogo não pode se basear na mentira.
            Para que haja um bom diálogo se faz necessário usar da fidelidade, honestidade, transparência para tentar resolver o problema da melhor forma possível e ajudar também os filhos nessa comunicação.
            Salomão fala que “a mulher sábia edifica a sua casa, mas a insensata, com as próprias mãos, a derriba”, Pv.14.1.
            É por este motivo que as nossas palavras precisam ser bem dirigidas para não ferir o cônjuge, isto porque, “a resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira”, Pv.15.1.
            As nossas palavras devem ser de respeito.
            Aprenda a dizer: – eu te amo, me perdoe, eu errei.
            Aceite o defeito do outro, porque pode acontecer, no passar dos anos, do “[...] seu hálito (ser) [...] intolerável à (seu cônjuge) [...] e pelo mau cheiro ser repugnante [...]”, Jó 19.17.
            Então, converse o máximo possível.
Segurança no lar.
            Não existe um lar totalmente seguro, dependemos muito de Deus, portanto, “se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela”, Sl.127.1.
            É possível acontecer de alguém em sã consciência ou não, querer invadir o nosso lar para roubar não somente pertences, mas principalmente a paz e a alegria.      
            Na medida do possível o marido deve proporcionar “[...] proteção (à esposa) sob (o) seu teto”, Gn.19.8.
            Essa proteção fala do bem-estar físico, sexual, emocional e financeiro da pessoa que você ama.
            O homem de Deus “[...] vive tranquilamente, cuida do que é seu e trabalha com as próprias mãos [...]”, 1Ts.4.11.
            O servo de Jesus vive seguro dentro do lar com a sua família a partir do momento em que ele aceita a “[...] ordem: [...] se alguém não quer trabalhar, também não coma”, 2Ts.3.10.
            Quando há negligência física, sexual, emocional e financeira, é certo que “[...] não terá cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, (esse) tem negado a fé e é pior do que o descrente”, 1Tm.5.8.
            A mulher tem a responsabilidade de manter o seu lar seguro.
            Ela deve “[...] ser sensata (juízo), honesta, boa dona de casa, bondosa, sujeita ao marido, para que a palavra de Deus não seja difamada”, Tt.2.5.
            Cabe aos “filhos (buscar um lar seguro), obedecendo a seus pais no Senhor, pois isto é justo”, Ef.6.1.
            A obrigação de cada filho é “honrar (respeito) a seu pai e a sua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa)”, Ef.6.2.
            A recompensa aos filhos: “Para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra”, Ef.6.3.
            Mas, para que os filhos alcancem essa segurança se faz necessário que os “[...] pais, não provoquem seus filhos à ira (impulso violento contra), mas criai-os na disciplina e na admoestação (censurar, repreender, aconselhar) do Senhor”, Ef.6.4.
            Então, você que deseja um lar seguro, tome cuidado com “o vinho (pois) é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora (perturba); todo aquele que por eles é vencido não é sábio”, Pv.20.1.
            E fique sabendo que “[...] não é próprio dos reis beber vinho, nem dos príncipes desejar bebida forte”, Pv.31.4.
            Busque a todo custo um lar seguro.
Intimidade e sexualidade.
            Aos “maridos (lhes são ordenados a) [...] viver a vida comum do lar, com discernimento (entre o que é certo e errado); e, tendo consideração (avaliar) para com a (sua) [...] mulher como parte mais frágil, tratando-a com dignidade (honra, respeito) [...]”, 1Pe.3.7.
            Tanto “o marido (deve) conceder à esposa o que lhe é devido, e também, semelhantemente, a esposa, ao seu marido”, 1Co.7.3.
            Algo muito importante na vida do casal é evitar falar de fracassos dele ou dela para os amigos e parentes.
O cristão e o sexo.
            A fim de entender a respeito do sexo, precisamos saber que “[...] Deus [...] criou homem e mulher [...] viu [...] tudo quanto fizera, e eis que era muito bom [...]”, Gn.1.27, 31.
            Sabemos que a nossa sociedade é obcecada (dominada) pelo sexo.
            Para você é normal o sexo fora do casamento, a homossexualidade, a masturbação, o sexo em grupo, o estupro, a prostituição infantil?
            O sexo é usado por todos os meios de comunicação.
            Como manter uma ética (moral) cristã sexual em meio a uma sociedade tão pervertida sexualmente?
O Ensino Bíblico Acerca do Sexo.
            O sexo é o instinto que atrai um sexo para o outro; é a soma total de todas as diferenças físicas e anatômicas que distinguem o homem da mulher.
            A Bíblia ensina três coisas acerca do sexo:
            1 – O sexo foi criado por Deus e é bom.
            “[...] Deus [...] criou homem e mulher [...] viu [...] tudo quanto fizera, e eis que era muito bom [...]”, Gn.1.27, 31.
            Paulo fala que “[...] tudo que Deus criou é bom, e, recebido com ações de graças, nada é recusável”, 1Tm.4.4, inclusive o sexo.
            2 – O sexo é poderoso.
            O sexo é poderoso para “[...] fecundar, multiplicar, encher a terra [...]”, Gn.1.28
            Mas o sexo precisa ser controlado.
            O poder do sexo precisa ser canalizado para a felicidade do homem.
            O casamento é o meio escolhido por Deus para dirigir e regular o grande poder do sexo, “por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne”, Gn.2.24.
            Os três verbos indicam três propósitos do casamento:
            Deixar – Separação dos pais no sentido físico, financeiro e geográfico, e a união legal entre marido e esposa.
            Unir – Significa aderir ou juntar, como se você colasse duas folhas de papel. Ao separar rasga.
            Tornar – Envolve sexo e o compartilhar de todo o ser, bens materiais, emoções, sentimentos e pensamentos.
            O casamento é o meio estabelecido por Deus a fim de controlar o sexo.
            3 – A função do Sexo.
            É visto em três ângulos:
            A – A função do sexo antes do casamento
            O sexo antes do casamento serve apenas para destruir sentimentos.
            O sexo antes do casamento é chamado biblicamente, na tradução brasileira de “[...] fornicação [...]”, Gl.5.19 e, o dever de todos os servos de Jesus é “fugi da fornicação [...]”, 1Co.6.18.
            A relação sexual já inicia um casamento.
            Em conversa com Jesus, a mulher samaritana lhe disse: “[...] Não tenho marido. Replicou-lhe Jesus: Bem disseste, não tenho marido; porque cinco maridos já tiveste, e esse que agora tens não é teu marido [...]”, Jo.4.17, 18.
            Se o sexo não for constituído dentro de um compromisso vitalício, constitui-se em um ato de fornicação ou prostituição, isto porque, precisamos “[...] saber que aquele que se une com a prostituta faz-se um corpo com ela [...] porque [...] os dois serão uma só carne”, 1Co.6.16.
            Não existe relação sexual pré-nupcial na Bíblia.
            A prostituição é um casamento ilegítimo.
            A sociedade estimula a sexualidade fora do casamento.
            B – A função do sexo no casamento.
            União conjugal.
            A união conjugal acontece quando “[...] os dois (homem e mulher) se tornam uma só carne”.Gn.2.24.
            Jesus, citando o texto de Gênesis declara “[...] que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne”, Mt.19.5,
            O casamento é o ideal divino para se atingir esse objetivo.
            Recreacional.
            O sexo proporciona prazer físico e satisfação mútua.
            O prazer só é obtido da reafirmação e do reforço da união que o casamento efetuou no início, por isso, “[...] é bom que o homem não toque em mulher; mas, por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido. (E para satisfazer um ao outro) o marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também, semelhantemente, a esposa, ao seu marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim o marido; e também, semelhantemente, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim a mulher. Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e, novamente, vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência (tentação, adultério)”, 1Co.7.1-5.
            Procriação.
            O “coabitar (do) homem com (sua mulher) concebe e dá à luz (ao filho) [...] com o auxílio do SENHHOR”, Gn.4.1.
            O fruto da união no casamento é o nascimento de “[...] filhos; o fruto do ventre [...]”, Sl.127.3.
            C – A função do sexo fora do casamento.
            Os resultados obtidos com o sexo fora do casamento: Desarmonia, intrigas, separações, filhos indesejados, brigas e até mortes.
            O adultério, a prostituição, a fornicação e a homossexualidade são práticas condenadas por Deus.
            Adultério e prostituição abrangem toda relação sexual extramarital de um homem com uma mulher casada ou vice-versa.
            No Antigo Testamento, “se um homem adulterar com a mulher do seu próximo, será morto o adúltero e a adúltera”, Lv.20.10.
            Até hoje, no Oriente Médio, em alguns países, essa lei ainda vigora.
            No Brasil não existe essa pena, mas as consequências são trágicas.
            Em Israel, o adultério era uma preocupação pública, pois ele ofendia os alicerces da família e a lei de Deus.
            Deus odeia o repúdio.
            Jesus fala “[...] que (um homem e uma mulher casados) já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem”, Mt.19.6.
            Então, o adultério e a prostituição são errados por duas razões:
            1 – Tentativa de levar a efeito vários relacionamentos íntimos ao mesmo tempo, o que é impossível.
            2 – Visa apenas uma união temporária, ao passo que Deus deseja que a união seja duradoura e permanente.
            A fornicação e as “[...] relações sexuais ilícitas (prostituição, adultério, sexo com animais) [...]”, Mt.19.9 é condenada porque é um casamento fora do casamento.
            Também a homossexualidade é condenada por dois motivos:
            1 – Não reproduz novos seres;
            2 – É uma inversão da natureza e o pior, “[...] os injustos não herdarão o reino de Deus [...] nem efeminados (recebe carícias), nem sodomitas (homossexual)”, 1Co.6.9.
            Deus nos fez criaturas sexuais, portanto, a sexualidade é boa e não pecaminosa.
            Tudo que contraria a vontade de Deus constitui pecado.
            Não existe ninguém forte na área sexual, então, “aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia”, 1Co.10.12.
            Os pecados sexuais ou qualquer outro pode ser perdoado quando a pessoa se aproxima de Jesus, “se confessar o (seu) [...] pecado, ele é fiel e justo para [...] perdoar os pecados e [...] purificar de toda injustiça”, 1Jo.1.9.
            O único lugar adequado para o intercurso sexual é no casamento.
            Sexo envolve compromisso mútuo por toda a vida. (Extraído de “O Mediador” – Revista Educação Cristã – Vol. V – Inteligência Moral – Socep).
Vida financeira.
            Para viver bem financeiramente devemos saber que “[...] nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele”, 1Tm.6.7.
            Aprenda “estar contente (com o seu) sustento e com [...] (o seu) vestir)”, 1Tm.6.8.
            Não “[...] queira ficar rico (é perigoso) cair em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas (sem juízo) e perniciosas (prejudicial), as quais afogam os homens na ruína e perdição”, 1Tm.6.9.
            Jamais tenha “[...] amor [...] (ao) dinheiro porque é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores”, 1Tm.6.10.
            Saiba disso: “Mais vale o bom nome do que as muitas riquezas; e o ser estimado é melhor do que a prata e o ouro”, Pv.22.1.
Administrar o salário.
            Precisamos “[...] aprender a viver contente em toda e qualquer situação”, Fp.4.11, pois vivemos em um país injusto em termos salariais e encargos sociais.
            Salário mínimo – R$ 788,00 – 8% empregado assalariado – 20% autônomo sobre o que ganha.
            Despesas fixas: água, luz, prestação da casa ou aluguel.
            Quem ganha salário mínimo não tem condições de adquirir telefone celular ou fixo.
Dízimo            -           10%     -           R$   78,80
Alimentação   -    35 a 50%   -           R$ 394,00      
Vestimenta     -           15%     -           R$ 118,20 – poupar.
Educação        -           10%     -           R$   78,80 – poupar.
Despesas fixas            15%     -           R$ 118,20
Total                          100%  -           R$ 788,00
Conclusão:     Busque o melhor para o seu lar.
            Não permita que seus pais, parentes e amigos interfiram em seu relacionamento ditando ordens ou que invadem a sua privacidade.
            Visitas quando convidadas podem entrar na cozinha, saindo daí para os seus lares.
            Faça de tudo para não depender dos seus pais financeiramente, fisicamente e emocionalmente – corte o cordão umbilical.
            Faça de tudo para cuidar dos seus próprios filhos – onde você estiver, esteja com eles.
            Qualquer infidelidade, pedindo perdão a Deus, será perdoada.
            Perdoar é lembrar sem sentir a dor – como um corte no corpo.


            Rev. Salvador P. Santana