domingo, 21 de agosto de 2016

Hc.1.1-2.5 - CONFLITOS DO CRENTE COM A VONTADE DE DEUS.


CONFLITOS DO CRENTE COM A VONTADE DE DEUS, Hc.1.1-2.5.



Introd.:           A vontade de Deus está sobre todas as coisas e devemos nos submeter a seu propósito soberano.

            Nem sempre é fácil praticar isso.

            Esse propósito se choca com nossos desejos, necessidades e opiniões.

            Quando Deus “revela (a Sua) sentença [...]”, Hc.1.1 contra o Seu povo, boa parte das pessoas passam a murmurar e a se queixar da vontade de Deus.

            Outros, pela reverência, submetem-se a essa vontade, mesmo sem compreender sobre os motivos pelos quais devem fazer isso.

            O livro de Habacuque não em destinatário específico.

            Nele são registradas as orações de Habacuque.

            Habacuque faz as mesmas perguntas que eu e você fazemos: “Por que? [...]”, Hc.1.3.

            Queremos saber “por que Deus (nos) mostra a iniquidade (quando não reconhecemos o direito do próximo)? [...]”, Hc.1.3.

            “Por que Deus [...] me faz ver a opressão (perseguição, exploração, tirania contra negros, pobres, mulheres, crianças, idosos)? [...]”, Hc.1.3.

            “Por que Deus me faz ver [...] a destruição (da família – separações, assassinatos e da natureza)? [...]”, Hc.1.3.

            “Por que Deus [...] me faz ver [...] a violência (entre pais e filhos, cônjuges, vizinhos, amigos, nações)? [...]”, Hc.1.3.

            Continuamos a perguntar: “Por que Deus [...] me faz ver [...] contendas (brigas entre parentes, conflito entre vizinhos, disputa judiciais, guerras contra nações)? [...]”, Hc.1.3.

            “Por que Deus me [...] faz ver [...] suscitar [...] o litígio (controvérsia, disputa legal no judiciário – 100 milhões de processos judiciais no Brasil em 2015)?”, Hc.1.3.

            Boice descreve Habacuque como um livro “profundo porque levanta importantes questões sobre as obras de Deus na história – por que Deus faz o que faz, por que ele as faz do modo que az e por que às vezes ele não faz nada”? – (The Minor prophets; James Boice, Kregel Publicatios, vol. II p.83).

            Habacuque nos apresenta perguntas quantos aos caminhos de Deus que nos afligem que são comuns na vida de todos os servos de Deus.

            Precisamos aprender a lidar com as nossas dúvidas sem perder a nossa fidelidade e confiança no Senhor.

            Os conflitos do crente com a vontade de Deus são causados porquê [...]

1 – Temos dificuldade em lidar com as coisas que Deus permite.

            Imagina José do Egito sendo jogado no poço, vendido aos ismaelitas, escravo de Potifar, preso injustamente.

            Habacuque faz as mesmas perguntas que eu e você fazemos em nossos dias: “Até quando, SENHOR, clamarei eu (por algum perigo), e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência (crueldade, injustiça contra animais, mulheres, crianças, idosos)! E não salvarás?”, Hc.1.2.

            O conflito do profeta está relacionado a dois grandes problemas, que nós também enfrentamos [...]

            A – A corrupção generalizada.

            Habacuque viveu os últimos dias do reino de Judá.

            Habacuque profetiza, provavelmente, durante o reinado de Jeoaquim (609-598 a.C.) e foi contemporâneo de Jeremias.

            “[...] Jeoaquim (filho do rei Josias que promoveu a reforma religiosa em Judá, foi totalmente diferente do seu pai, porque) fez ele o que era mau perante o Senhor [...] cortando (o) livro [...] com um canivete [...] e o lançou no fogo [...]”, 2Rs.23.36, 37; Jr.36.23.

            Aqueles dias foram de injustiça e quebra de direitos começando pelo rei Jeoaquim, daí toda a sociedade judaica mergulhou no processo de corrupção moral e espiritual.

            “Por esta causa, (Habacuque ora reclamando da) [...] lei (que) se afrouxa (dormente, ninguém obedece), e a justiça nunca se manifesta (vence), porque o perverso (criminoso) cerca o justo, a justiça é torcida (por parte dos políticos e magistrados)”, Hc.1.4.

            Esse quadro não é muito diferente do nosso Brasil.

            Ouvimos falar sobre desvio de recursos públicos, crise na segurança, saúde, educação.

            A corrupção parece que tomou conta dos poderes e até dentro das igrejas impera a imoralidade.

            Homens simples e justos, assim como Habacuque, não podem se conformar com toda essa injustiça.

            É por este motivo que os justos ainda continuam orando e perguntando ao criador: “Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los?”, Lc.18.7.

            O outro problema para lidar com as coisas que Deus permite é sobre [...]

            B – A impressão de inatividade do Senhor.

            O que incomoda Habacuque não é apenas a maldade humana.

            Ele não conseguia entender como Deus podia assistir todas essas maldades e ficar em silêncio.

            Como homem de Deus, Habacuque ficava sensível a todos os males que dominavam seu mundo.

            Habacuque e nós esperamos qualquer expectativa de mudança, por isso, cada um de nós temos “as [...] lágrimas (como) [...] o nosso alimento dia e noite, enquanto nos dizem continuamente: O teu Deus, onde está?”, Sl.42.3.

            Diante da dor que experimentamos por causa das injustiças desse mundo, esperamos que Deus seja mais rápido em sua resposta.

            O salmista enfrentou os mesmos problemas que passamos a ponto de perguntar: “Até quando, SENHOR? Esquecer-te-ás de mim para sempre? Até quando ocultarás de mim o rosto? Até quando estarei eu relutando dentro de minha alma, com tristeza no coração cada dia? Até quando se erguerá contra mim o meu inimigo?”, Sl.13.1, 2.

            O conforto para a nossa alma é que Jesus nos avisa que “[...] Deus fará justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los [...]”, Lc.18.7.

            Seja qual conflito enfrentar, podemos esperar [...]   

            C – A resposta surpreendente de Deus.

            Após a ressurreição de Jesus, Ele se encontrou com “[...] dois (de seus discípulos que) [...] estavam [...]”, Lc.24.13 desanimados.

            Esses discípulos “[...] esperavam que fosse Jesus quem havia de redimir a Israel; mas, [...] (no) terceiro dia [...] (eles ainda não perceberam ou não entenderam as Escrituras.) Então, lhes disse Jesus: Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram!”, Lc.24.21, 25.

            Deus não fica surdo, por isso, “[...] agindo Deus, quem o impedirá?”, Is.43.13.

            Deus age e está no pleno controle de toda situação e o que Ele faz é surpreendente.

            Em resposta a Habacuque, Deus declara: “Vede entre as nações, olhai, maravilhai-vos e desvanecei (perplexo, atônito, pasmado, estupefato), porque realizo, em vossos dias, obra tal, que vós não crereis, quando vos for contada”, Hc.1.5.

            Este é o único versículo que se desvia do diálogo entre Deus e o profeta.

            Os salmistas cantaram que somente “[...] Deus é grande e operas maravilhas [...]”, Sl.86.10.

            Paulo fala “[...] que Deus é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós”, Ef.3.20.

            Nunca devemos desanimar diante de situações adversas.

            Precisamos saber que “[...] para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas”, Lc.1.37.

            O Deus que surpreende é o mesmo “[...] que (prometeu) estar conosco todos os dias até à consumação do século [...] (e) ele (mesmo) nos [...] guardará do Maligno”, Mt.28.20; 2Ts.3.3.

            O “[...] SENHOR [...] Deus [...] (prometeu) executar juízo (contra o seu povo) [...] para servir de disciplina”, Hc.1.12, então, Ele “[...] suscitou os caldeus, nação amarga e impetuosa (apressada), que marchou pela largura da terra, para apoderar-se de moradas que não são suas”, Hc.1.6.

            Nos dias de Habacuque, os caldeus estavam no auge de suas vitórias.

            Eles haviam vencido o império Assírio (612 a.C.) e “[...] o exército de Faraó-Neco, rei do Egito, exército que estava junto ao rio Eufrates em Carquemis; ao qual feriu Nabucodonosor, rei da Babilônia, no ano quarto de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá [...]”, Jr.46.2, em (605 a.C.).

            Agora seu caminho estava aberto para conquistar toda a região de Judá.

            Por meio dos caldeus, o juízo de Deus seria rápido e definitivo.

            Judá seria julgado por todos os seus pecados, e muito mais rapidamente do que alguém pudesse esperar.

            Em qualquer conflito [...]

2 – Temos dificuldade em entender as respostas de Deus.

            A resposta de Deus para o profeta e para nós, muitas vezes é para “[...] olhar [...] (e perceber que) Deus (vai) realizar, em nossos dias, obra tal, que nós não creremos, quando nos for contada”, Hc.1.5.

            No caso de Judá, a notícia de sua própria derrota e cativeiro por Nabucodonosor é “[...] que Deus suscita os caldeus, nação amarga e impetuosa, que marcham pela largura da terra (grande exército), para apoderar-se de moradas que não são suas”, Hc.1.6.

            A resposta de Deus trouxe mais conflito do que paz ao coração do profeta.

            Habacuque não entendeu a resposta de Deus.

            Eu e você não entendemos muitas das respostas de Deus.

            A segunda oração de Habacuque não tem a impaciência da primeira oração, mas tem a perplexidade de um homem diante dos desígnios de Deus.

            A dificuldade em entender a resposta de Deus é não saber ou fingir não saber que [...]

            A – O pecado do homem pode promover a justiça de Deus.

            Temos dificuldade em entender como é possível que Deus se utilize de homens maus para executar os seus planos.

            Todos nós sabemos que “[...] se ajuntaram (em Jerusalém) contra [...] Jesus [...] Herodes (Antipas – 4 a.C. – 39 d.C. Executou João Batista. Divorciou-se de sua esposa Aretas para casar-se com Herodias) e Pôncio Pilatos (governador romano da Judeia – 26 d.C. – 36 d.C.), com gentios e gente de Israel, para fazerem tudo o que a mão (de) Deus e o seu propósito predeterminaram”, At.4.27, 28.

            Esperamos que a justiça sempre seja promovida por homens justos. Dos homens maus só esperamos injustiça.

            É por este motivo que Habacuque ora desta forma: “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar; por que, pois, toleras os que procedem perfidamente (desleal, enganoso, infiel – Nabucodonosor, Herodes, Pôncio Pilatos) e te calas quando o perverso devora aquele que é mais justo (Jesus) do que ele?”, Hc.1.13.

            Habacuque ansiava pela disciplina e o juízo do SENHOR contra os pecadores de Judá.

            Não conseguimos entender muitas decisões de Deus, pois Ele enviou os caldeus – povo arrogante, violento, idólatra, “[...] pavorosos (causa espanto, admiração) e terríveis (a ponto de estuprar, matar e estrangular as suas vítimas), e criaram eles mesmos o seu direito (julgamento) e a sua dignidade (poder para punir conforme a crueldade deles)”, Hc.1.7.

            Deus determinou que esses homens fossem instrumento de juízo sobre o seu próprio povo.

            A determinação de Deus é que “os seus cavalos seriam mais ligeiros do que os leopardos, mais ferozes do que os lobos ao anoitecer são os seus cavaleiros que se espalham por toda parte; sim, os seus cavaleiros chegam de longe, voam como águia que se precipita a devorar”, Hc.1.8 devido o pecado do povo de Deus.

            A ordem de Deus contra o pecado do seu povo é que os “caldeus [...] vêm para fazer violência (crueldade, injustiça); o seu rosto suspira por seguir avante (com o propósito de atacar); eles reúnem os cativos como areia”, Hc.1.9 para serem levados para uma terra distante.

            Por causa do pecado do povo de Judá, os “caldeus escarneceram dos reis; os príncipes (passaram a) ser objeto do seu riso; riam-se de todas as fortalezas (muros derrubados de Jerusalém), porque, amontoando terra, as tomaram”, Hc.1.10 com facilidade.

            Babilônia prevalecendo contra Judá, os ímpios continuariam prevalecendo e o pecado se estabeleceria mais intensamente.

            A zombaria foi tanta contra os pecadores de Judá que os caldeus “[...] passaram como passa o vento (os muros de Jerusalém) e seguiram (na matança, destruição); faziam-se culpados estes cujo poder (força do seu exército) é o seu deus”, Hc.1.11.

            É como se Deus dissesse que corrigiria os males da igreja mandando os incrédulos persegui-la.

            A doutrina da providência de Deus fala que o Senhor está no controle de todos os acontecimentos da história e atos dos homens.

            Precisamos entender e “saber que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”, Rm.8.28, portanto [...]

            B – Nossos caminhos não são os caminhos de Deus.

            O conflito de Habacuque demonstra a nossa incapacidade em compreender os caminhos de Deus.

            Deus já havia declarado para o profeta Isaías de que “[...] os seus pensamentos não são os nossos pensamentos, nem os nossos caminhos, os seus caminhos, diz o SENHOR”, Is.55.8.

            O profeta Habacuque reconhece que “[...] Deus é [...] desde a eternidade [...] não morreremos (se for da vontade do) [...] SENHOR [...] (isto porque, foi o próprio Deus que, para) executar juízo, pôs [...] (o) povo (Babilônico) [...] para servir de disciplina (contra o seu povo escolhido)”, Hc.1.12.

            Somos incapazes de compreender o agir de Deus em nossas vidas.

            Muitas vezes queremos medir os caminhos de Deus com nossa régua.

            Pensamos que sabemos o que é melhor para nós e que Deus deveria fazer.

            Paulo fala que “[...] são insondáveis (investigar, descobrir) [...] (de) Deus [...] os seus juízos (condena e absolve quem Ele deseja. São) [...] inescrutáveis (saber, averiguar, compreender), os seus caminhos [...] (em favor dos homens)”, Rm.11.33.

            Precisamos aprender que “[...] falamos do que não entendemos [...] (de) coisas maravilhosas demais para (compreender) [...] coisas que (nenhum de nós) [...] conhecemos”, Jó 42.3 a respeito dos caminhos do Senhor.

            É preciso permanecer em comunhão com o Senhor para sermos levados a considerar sua grandeza, sabedoria e poder a fim de sermos motivados a esperar por sua orientação.

            Eternamente ligados ao Senhor, iremos aceitar que “[...] Ele é [...] desde a eternidade [...] (o qual pode) executar (todas as coisas) [...]”, Hc.1.12.

            Assim como o profeta Habacuque, eu e você devemos nos “pôr na nossa torre de vigia (oração), colocar-nos sobre a fortaleza (comunhão) e vigiar (leitura bíblica) para ver o que Deus me dirá e que resposta eu terei à nossa queixa”, Hc.2.1.

            Diante do desconhecimento dos caminhos do Senhor, se faz necessário “não nos precipitar com a nossa boca, nem o nosso coração se apressar a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e nós, na terra; portanto, sejam poucas as nossa palavras”, Ec.5.2.

            O conselho que recebemos de Tiago é que “[...] todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar”, Tg.1.19 contra as decisões de Deus.

            Diante de todo desconhecimento, podemos esperar [...]

3 – A resposta de Deus aos nossos conflitos, Hc.2.2-5.

            Qualquer limitação que enfrentamos, podemos encontrar solução na resposta de Deus.

            Com mais uma tentativa para descobrir a resposta de Deus, Habacuque continua questionando Deus.

            O profeta pergunta para Deus o “por quê (de Deus) fazer os homens como os peixes do mar, como os répteis, que não têm quem os governe?”, Hc.1.14 e que diante dos homens são derrotados.

            É como se Habacuque dissesse que Deus não está cuidado do seu povo.

            A sua reclamação ou indagação é devido “a todos (os caldeus) levantarem o inimigo (nações dominadas) com o anzol, pescando-os de arrastão e os ajuntam na sua rede varredoura (para matança); por isso [...] (eles) se alegraram e se regozijaram (por ter derrotado os Judeus)”, Hc.1.15.

            A fim de mover o coração de Deus, Habacuque fala que os caldeus, com a invasão, “[...] ofereceram sacrifício à sua rede (de traição) e queimaram incenso à sua varredoura (de destruição); porque por elas enriqueceram (com ouro) a sua porção (de ganância), e tiveram gordura a sua comida (com os despojos)”, Hc.1.16.

            Então, o profeta encerra o capítulo perguntando: “Acaso, (os caldeus) continuarão, por isso, esvaziando a sua rede (de prisioneiros) e matando sem piedade os povos?”, Hc.1.17.

            A “[...] resposta (do) SENHOR [...]”, Hc.2.2 é fantástica quando Deus lhe mostra sobre [...]

            A – A certeza dos atos preditos.

            “O SENHOR [...] (manda Habacuque) escrever a visão (que já havia sido falada através de Isaías e Jeremias sobre o cativeiro), grava-a sobre tábuas, para que a possa ler até quem passa correndo (para tentar escapar do cativeiro)”, Hc.2.2.

            Quando o texto fala que “[...] a visão ainda estava para cumprir-se no tempo determinado (o livro de Habacuque é escrito em 607 a.C. e o texto continua dizendo que o próprio Deus irá) [...] se apressar para o fim e não falhará; se tardar, espera-o, porque, certamente, virá, não tardará”, Hc.2.3.

            Dois anos depois, em 605 a.C., Babilônia cerca Jerusalém e a invade, queimando-a em 586 a.C.

            É nesse tempo que Deus cumpre com a sua Palavra de punição sobre os pecados de Judá.

            Por mais generalizado e arraigado que esteja o pecado em determinado lugar ou situação, Deus virá para punir, com os instrumentos que lhe convier, para nos corrigir e restaurar a ordem das coisas.

            É a partir do agir de Deus que podemos ter [...]      

            B – A certeza da vida do justo.

            Deus sabe diferenciar a vida do justo do perverso.

            A certeza que temos é “[...] que o SENHOR distingue para si o piedoso; o SENHOR nos ouve quando [...] clamamos por ele”, Sl.4.3.

            Habacuque não deveria temer, mesmo porque, “[...] o soberbo (orgulhoso, descuidado)! (Deus sabe que) sua alma não é reta nele; mas o justo viverá pela sua fé”, Hc.2.4.

            Todos os nossos conflitos se encerram quando temos [...]

            C – A certeza da condenação do ímpio.

            Parte do próprio “Deus (de) [...] por em lugares escorregadios e [...]destruir (os ímpios)”, Sl.73.18.

            É por este motivo que o texto encerra dizendo:       

Conclusão:      “Assim como o vinho é enganoso, tampouco permanece o arrogante, cuja gananciosa boca se escancara como o sepulcro e é como a morte, que não se farta; ele ajunta para si todas as nações e congrega todos os povos”, Hc.2.5 para nada.

            Os nossos conflitos são iguais aos de Habacuque.

            Saiba que Deus, no momento que Ele desejar, irá responder as nossas orações.

Aplicação:       Faça da oração o seu meio de lidar com os seus conflitos espirituais.

            Necessidades, dúvidas ou temores, leve-os à presença de Deus e espere a resposta e orientação do Senhor.

            Não se afaste da comunhão com Deus e de seus caminhos.

            Por meio da nossa fidelidade iremos viver.

            E lembre-se! “Assim como o vinho é enganoso, tampouco permanece o arrogante, cuja gananciosa boca se escancara como o sepulcro e é como a morte, que não se farta; ele ajunta para si todas as nações e congrega todos os povos”, Hc.2.5, mas o final de sua vida será terrível.



            Adaptado pelo Rev. Salvador P. Santana para Estudo – Expressão – Os profetas falam hoje – CCC – Rev. Dario de Araújo Cardoso.


sábado, 20 de agosto de 2016

LEITURA DA HISTÓRIA DE ITAPUÍ.


LEITURA DA HISTÓRIA DE ITAPUÍ

            É possível que muitas pessoas que frequentam hoje a Igreja Presbiteriana de Itapuí ou da região não tenham ouvido falar e nem sequer sabem que, outrora, precisamente no dia 17 de agosto de 1907, o Presbitério de São Paulo resolveu organizar a Igreja Presbiteriana de Itapuí, antiga Bica de Pedra. É possível também que haja desconhecimento de 73 membros comungantes e 177 membros não comungantes que iniciaram este trabalho.

            Pode-se esquecer toda a história, mas é impossível esquecer “[...] Jesus, o Filho de Deus [...]” (Hb 4.14). A primeira vez que foi mencionado este nome, a data é incerta, provavelmente foi entre o ano 6 a 4 a.C. quando o anjo anunciou a Maria “[...] que conceberia e dando à luz um filho, a quem chamou pelo nome de Jesus” (Lc 1.31).

            Após esta data nunca mais esse nome ficou esquecido. Muitos falam zombando, outros criticando, alguns tantos daquela e desta época não creem que Jesus existiu; no entanto, muitos dos seus discípulos e até mesmo aqueles que lhes são contrários nunca deixaram de pronunciar este nome que é “[...] Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is 9.6).

            O diretor de música sacra no tempo do rei Davi e Salomão, Asafe, deixou escrito algo muito interessante a respeito do passado. Ele volta a sua mente para a história passada e começa a “recordar os feitos do SENHOR, pois [...] lembrava das [...] maravilhas de Deus da antiguidade” (Sl 77.11).

            É muito curioso saber que Asafe estava cerca de 500 anos à frente desse acontecimento. Como então ele descobriu esses feitos? Não existia outro meio a não ser vasculhar o que ficara escrito pelas mãos hábeis de Moisés, Josué e outros escritores sacros.

            Asafe procurou até encontrar provas concretas de que “[...] grandes coisas fez o SENHOR por eles [...]” (Sl 126.3). Tanto procurou que encontrou “[...] maravilhas de Deus da antiguidade” (Sl 77.11) como, por exemplo: A remissão do povo hebreu do Egito (Sl 77.15) e a “[...] caminhada a pé enxuto pelo meio do mar; e as águas lhes eram quais muros, à sua direita e à sua esquerda” (Ex 14.29).

            Foi à toa essa busca? Não. Neste mesmo salmo o chefe dos músicos “elevou a voz (e) clamou a Deus [...] para que (ele fosse) atendido” (Sl 77.1). Ele esteve angustiado, desconsolado, com insônia, a ponto de perder a voz e quase “[...] rejeitar o Senhor para sempre” (Sl 77.2-7).

            Tudo isso, pensava ele, que “Deus esqueceu de ser benigno [...] ou, na [...] ira de Deus, tenha Ele [...] reprimido as suas misericórdias [...]” (Sl 77.9). É a partir dessa dúvida e incerteza que Deus poderia ajudá-lo. Então, o salmista faz uma consulta nas benfeitorias passadas e percebe que Deus fizera maravilhas e pôde, então, “pensar em tudo o que Deus tinha feito (a fim de poder) meditar em todos os [...] atos poderosos de Deus” (Sl 77.12).

            Eis o motivo do nome de Jesus Cristo até hoje estar inculcado na mente e nos corações de alguns escolhidos. Ele sempre fez e fará maravilhas na vida do homem perdido.

            Aqueles homens que pediram a organização da IP de Itapuí e seus membros maiores e menores, muitos deles, conheciam Jesus Cristo como seu único Senhor e Salvador de suas vidas. Resta saber é se você que hoje frequenta esta igreja crê unicamente em Jesus.

            É sempre bom rever a história. Ao fazer essa leitura do que aconteceu na vida do povo de Deus na Igreja Presbiteriana de Itapuí, todos terão condições de saber que o mesmo Jesus que os abençoou também há de abençoar esta geração presente. Eis o motivo do nome de Jesus nunca ser esquecido na face da terra.

            Que Deus abençoe os cento e nove anos de história da Igreja Presbiteriana de Itapuí.
Rev. Salvador P. Santana

terça-feira, 16 de agosto de 2016

A VOLTA DE JESUS CRISTO, Mt.24.32-44.


A VOLTA DE JESUS CRISTO

Mt.24.32-44



Introd.:           Quando Jesus voltará para resgatar a sua igreja?

            Jesus Cristo não marca uma data específica, Ele apenas declara que “haverá sinais no sol (aquecimento), na lua (influência na pesca, maré, agricultura) e nas estrelas (caírem); sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade (dificuldade, necessidade, dúvida sem saber qual caminho tomar) por causa do bramido (barulho) do mar e das ondas”, Lc.21.25.

            Você acha demorada a volta de Jesus?

            Muitos no passado “[...] disseram: Onde está a promessa da sua vinda? Porque, desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação”, 2Pe.3.4.

            Não fique preocupado com a volta de Cristo; faça o melhor: Seja vigilante.

            Você está preparado para esse dia?

Nar.:    Este texto é uma resposta aos discípulos que “[...] pediram em particular: Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século”, Mt.24.3.

Propos.:           O desejo de Jesus é que eu e você creiamos nestas palavras e que cada um possa esperar confiante.

Trans.: Algumas interrogações a respeito da volta de Cristo [...]

1 – Será nesta geração?

            Jesus “nos diz que em verdade não passará esta (nossa) geração sem que tudo isto aconteça”, Mt.24.34.

            Para entender este texto é preciso saber que “[...] Jesus (acabara de) sair do templo [...] (e) os seus discípulos [...] lhe mostraram as construções do templo”, Mt.24.1.

            Então Jesus “[...] lhes dissera [...] que não ficaria [...] pedra sobre pedra [...]”, Mt.24.2.

            Ao mesmo tempo Jesus fala da destruição de Jerusalém que ocorreria no ano 70 pelo imperador romano – 69-81 d.C., Tito Flávio Vespasiano Augusto.

            Jesus faz uma analogia entre a figueira (povo de Deus) e a Sua volta.

            A declaração é para “aprender, pois, a parábola (fatos verdadeiros para ensinar lições sobre o reino dos céus) [...]”, Mt.24.32.

            É preciso “aprender [...] (que,) quando [...] os ramos (povo de Deus, da) figueira [...] se renovam (vida espiritual – primavera – árvores florescem e as flores embelezam) e as folhas brotam (frutos do Espírito), sabemos que está próximo o verão (dia quente e longo com as estrelas caindo do firmamento)”, Mt.24.32.

            Qual destas duas estações você prefere: Beleza ou sequidão?

            Quando Jesus fala que “[...] não passará esta geração sem que tudo isto aconteça”, Mt.24.34, nos alerta para sermos vigilantes.

            É por este motivo que Jesus fala que “assim também nós: quando virmos todas estas coisas, sabemos que está próximo, às portas”, Mt.24.33 que nos conduzirá para a vida eterna, enquanto outros, para o castigo eterno.

            De súbito, como acontecem nas estações do ano, Jesus voltará, mesmo porque “passará o céu e a terra, porém as palavras (de) Jesus não passarão”, Mt.24.35.

            Você está preparado para este dia?

            A volta de Jesus Cristo me [...]

2 – Pegará de surpresa?

            Para muitos o fim do mundo será uma surpresa.

            E você, sabe “[...] a respeito daquele dia e hora (?) [...]”, Mt.24.36.

            Este verso serve para calar a boca dos falsos profetas porque “[...] ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho [...]”, Mt.24.36.

            A encarnação exigiu que Jesus se limitasse em seus poderes, é por isso que somente “[...] o Pai sabe”, Mt.24.36.

            As condições sociais que precederão essa destruição serão similares as que prevaleciam “[...] assim como foi nos dias de Noé [...]”, Mt.24.37.

            De igual modo “[...] também será a vinda do Filho do Homem”, Mt.24.37; de surpresa.

            Por 100 anos aqueles homens foram advertidos, mas não ficaram impressionados.

            Suas mentes não ficaram despertas.

            Imaginavam que viveriam para sempre.

            Eram homens, “porquanto, assim como (esta geração) nos dias anteriores ao dilúvio (eles viviam uma vida comum e se preocupavam com as coisas terrenas) comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento (não aconteceu nada de extraordinário), até ao dia em que Noé entrou na arca”, Mt.24.38.

            Devemos saber que a impiedade prevalece antes de qualquer julgamento divino – Dilúvio – incredulidade, Êxodo – bezerro de ouro, Sodoma e Gomorra – homossexualismo.

            Não havia preocupação com a vida espiritual “e não o perceberam (somente com a visão das grandes ondas é que foram despertados) [...] assim

será também a vinda do Filho do Homem”, Mt.24.39 que alcançará muitos que não se importam em viver uma vida de santidade.

            Já era tarde e pode ser para você também “[...] quando veio o dilúvio (Jesus voltar) e os levou a todos [...]”, Mt.24.39.

            A geração do tempo de Noé não tinha tempo para Deus.

            O dilúvio não fez acepção de pessoas, “[...] assim será também a vinda do Filho do Homem”, Mt.24.39 que alcançará muitos salvos e perdidos.

            Você será pego de surpresa?

            A hora é incerta.

            A volta de Jesus me fala se [...]

3 – Serei tomado ou deixado.

            [...] Um tomado, e outro deixado (vai acontecer quando estivermos em nossas atividades diárias) [...]”, Mt.24.40.

            Não haverá acepção de pessoas, sexos, profissões, etnias, posição, religião.

            Quando “[...] dois estiverem no campo [...]”, Mt.24.40, “duas estiverem trabalhando num moinho, uma será tomada, e deixada a outra”, Mt.24.41.

            Os destinos ficarão determinados para sempre.

            Para você não ser deixado, seja diferente dos demais deste mundo, prepare-se espiritualmente, não seja negligente.

            Para você não ser deixado, “[...] vigie, porque (você) não sabe em que dia vem o nosso Senhor”, Mt.24.42.

            Vigiar não significa que devemos negligenciar as atividades diárias – trabalho, estudos, vida familiar.

            Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria e não deixaria que fosse arrombada a sua casa”, Mt.24.43 feita de barro.

            Cada um sabe qual é a sua situação espiritual – tomado ou deixado.

            Como ainda estamos vivos, ainda existe esperança, “por isso, ficai também [...] apercebidos (preparado, pronto para agir para o seu próprio bem) [...]”, Mt.24.44.

            A volta de Jesus Cristo [...]

Conclusão:      Está oculta para todos nós.

            Alguma vez você já acordou atrasado para ir ao trabalho?

            Quando isso acontece, o atrasado tropeça no ventilador, na cama, na cadeira, não acerta a fechadura, sai sem escovar os dentes e até de meias trocadas.

            Você deseja que isso aconteça no dia da volta de Cristo?

            [...] À hora em que não cuidamos, o Filho do Homem virá”, Mt.24.44.

            Prepara-te para a volta de Cristo!





                Rev. Salvador P. Santana

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

A SOBREVIVÊNCIA DO LAR.

A SOBREVIVÊNCIA DO LAR
            Solicito a presença de minha esposa e de meus filhos, hoje, após a Escola Dominical na sala de jantar para conversarmos a respeito de nossa família. O assunto já quero adiantar: A sobrevivência da nossa família.
            Quero me dirigir primeiramente a você, minha querida esposa. Deus, pela sua graça, me concedeu ser o cabeça do lar, assim como Cristo é o cabeça da igreja, (1Co 11.3).
            Tenho me esforçado o máximo possível para falar bem de você para os meus amigos. Digo-lhes que você é uma boa esposa e que excede as mais finas joias. Digo também com convicção que posso confiar em você e que mulher mais trabalhadora que você não existe.
            Os meus amigos me respeitam quando me veem tratando você com elogios. Digo a todos eles que por você temer ao nosso Senhor Jesus Cristo, eu teço elogios sobre essa sua adoração (Pv 31.10-31).
            Quero, do fundo do meu coração que a sobrevivência do nosso lar comece com nós dois, pois devemos dar exemplo para os nossos filhos. O meu desejo é que alcancemos a velhice juntos e que possamos ver os filhos de nossos filhos. Que tal até a quarta geração?
            Você já pensou quando estivermos sozinhos em casa nos preparando para receber a visita dos nossos bisnetos? Como será isso maravilhoso para nós e para os nossos vizinhos.
            Você se lembra do que eu falei no início de nossa conversa? Eu desejo a sobrevivência do nosso lar até que a morte nos separe. Não importa o que venha acontecer, mesmo que haja brigas e discórdias entre nós.
            Venha aqui! Vamos nos esforçar para vivermos juntos e manter vivo o nosso lar. Por isso, como pai e chefe de família, estou tendo essa conversa com você, querida minha.
            Não sei se você se lembra, mas quero tomar aquelas palavras que o ministro evangélico proferiu no dia do nosso matrimônio, o qual disse: “Recebo você que tenho pela mão, por minha legítima mulher, com o propósito de amar, honrar e defender, sustentá-la, cuidar de você e ser-lhe fiel em todas as coisas, por todo o tempo em que Deus for servido conservar-nos ambos com vida”.
            Tudo isso pretendo realizar seguindo o conselho do apóstolo Paulo que diz: “[...] Maridos, amai vossas esposas [...]” (Ef 5.25; Cl 3.19). Minha querida, você sabe muito bem que o meu desejo é a sobrevivência do nosso lar.
            Quero falar com vocês também, filhos. Vou lhes dizer do fundo do meu coração: Eu os considero os melhores filhos do mundo. Sim, porque nunca recebi uma intimação policial em casa.
            Vejo que vocês sempre estão lúcidos, isso me fala que vocês andam longe das drogas. Não sinto cheiro de perfume de mulher estranha que não tenha sido apresentada a nós. Não sinto o mau cheiro de cigarro, vinho, cerveja ou cachaça em vocês. Eu me alegro em Deus por tudo isso.
            Insisto com vocês filhos, que o meu desejo é a sobrevivência do nosso lar. E, para que isso aconteça é preciso da minha colaboração, da sua mãe e de vocês a fim de que a nossa família viva bem e feliz.
            Eu me alegro em Deus por não usar até o momento daquela ordem do estadista Moisés que dissera: “Se alguém tiver um filho contumaz e rebelde, que não obedece à voz de seu pai e à de sua mãe, ainda castigado, não lhes dá ouvidos, seu pai e sua mãe o pegarão, e o levarão aos anciãos da cidade [...]” (Dt 21.18, 19, 21). 
            Meus queridos, para chegarmos a esse ponto em que estamos, ou seja, de observar a sobrevivência do nosso lar, tivemos que caminhar, sofrer, chorar, comer, dormir juntos, mesmo quando em discórdia.
            Espero que daqui para frente as coisas melhorem mais e que a nossa família sobreviva em meio a tanta desordem social neste mundo.    
            Quero saber de vocês o que preciso mudar a fim de que o nosso lar sobreviva. Tenho dado mau testemunho? Tenho vícios que a Bíblia condena? Sou chato? Tenho pegado muito no pé de vocês? Não tenho cumprido com a minha palavra e responsabilidade de pai que sou? Podem falar!
            Ainda tenho muito o que falar com vocês, por isso, no domingo preciso convocar vocês para uma conversa franca.
            Deus nos abençoe!
Rev. Salvador P. Santana      

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

QUEM É JESUS? Mt.8.29.

QUEM É JESUS?
Mt.8.29
Introd.:           “O analfabetismo bíblico é quase universal entre aqueles que não se interessam por Cristo. Eles não conhecem nem mesmo as histórias e personalidades mais faladas da Bíblia”.
            Infelizmente o analfabetismo bíblico não está apenas entre os incrédulos, existe também no meio evangélico.
            Quando perguntamos para as pessoas: Quem é Jesus para você? Ele fica sem saber o que responder.
            Muitos que estão na igreja têm pouco ou nenhum relacionamento com Jesus – falta de leitura bíblica e intimidade nas orações.
            Para você, quem é Jesus?
Nar.:    O texto em destaque mostra o reconhecimento público dos demônios de que Jesus é o “[...] Filho de Deus! [...]” Mt.8.29.
            Após essa consideração o diabo também reconhece e crê que Jesus é o criador e o juiz de todos, por isso da pergunta: “[...] Vieste aqui atormentar-nos (testar, questionar, torturar com dores) antes de tempo?” Mt.8.29 – Jesus incomoda e aflige o Diabo.
            Quem é Jesus em minha vida?
Propos.:           É preciso conhecer a quem estou servindo.
Trans.:             Quem é Jesus?           
1 – Jesus é o Filho de Deus.
            Ter a certeza que Jesus é o Filho de Deus envolve a fé.
            A fé implantada pelo próprio Deus e não por nós, nos leva a confiar que Jesus é verdadeiramente o “[...] Filho de Deus [...]”, Mt.8.29, não sob ameaça como aconteceu com o Diabo.
            Jesus é chamado de “[...] Filho de Deus [...]”, Mt.8.29 porque Ele é “[...] o Verbo (que) se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito (único gerado) do Pai”, Jo.1.14.  
            Pela relação que existe entre os termos “Pai” e “Filho” na Bíblia, podemos ter a certeza de “[...] que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo”, 1Jo.4.14.
            Jesus é considerado como Filho de Deus por ter sido o Salvador prometido no V.T., “[...] o Cristo, o Filho de Deus que devia vir ao mundo”, Jo.11.27 para salvar os pecadores.
            E finalmente, Jesus é “[...] chamado (como) Filho do Altíssimo [...] (porque Jesus foi gerado pelo poder do) [...] Espírito Santo [...]”, Lc.1.32, 35 .
            Por este motivo os demônios sempre vão “[...] gritar [...] ó Filho de Deus! Vieste aqui atormentar-nos antes de tempo?” Mt.8.29 devido o Reino de Deus ser implantado neste mundo e nos corações.
            Quem é Jesus?
2 –  Jesus é o criador de todas as coisas.
            O apóstolo Paulo fala aos Colossenses que, “pois, nele (Jesus), foram criadas todas as cousas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele”, Cl.1.16.
            Assim como é necessário fé para crê que Jesus é o Filho de Deus, também devemos reconhecer que em “[...] Jesus, foram criadas todas as cousas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis [...]”, Cl.1.16.
            Sempre imaginamos em nossa mente finita que a criação é apenas uma obra do Pai, quando lemos que “[...] criou Deus [...]”, Gn.1.1, “[...] façamos o homem [...]”, Gn.1.26.
            Nestes textos percebemos a Trindade operando em favor do homem e do universo.
            Logo, basta crê que Jesus é de fato o criador até mesmo das coisas “[...] visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades [...]”, Cl.1.16, anjos bons e maus.
            Isto não quer dizer que Jesus tenha criado os anjos no estado de maldade, pois na criação “Deus viu tudo quanto fizera, e eis que era muito bom [...]”, Gn.1.31. 
            Alguns “[...] anjos [...] não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio, (por este motivo) Jesus tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande Dia [...] (pois) Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitou-os no inferno os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo”, Jd.6; 2Pe.2.4.
            O propósito da Bíblia nesse sentido é mostrar que “todas as cousas foram feitas por intermédio (de) Jesus, e, sem ele, nada que foi feito se fez [...] criou todas as cousas [...] (até mesmo) o universo”, Jo.1.3; Ef.3.9; Hb.1.2.
            Quem é Jesus?
3 – Jesus é o juiz de todos.
            O médico Lucas, autor do evangelho de Lucas e dos Atos dos Apóstolos, escreveu dizendo que Jesus “[...] nos mandou pregar ao povo e testificar que ele é quem foi constituído por Deus Juiz de vivos e de mortos”, At.10.42. 
            Você está preparado para enfrentar o Dia do juízo final?
            Jesus será o “[...] juiz de vivos e de mortos”, At.10.42.
            O texto diz que Ele “[...] foi constituído por Deus [...]”, At.10.42.
            A Trindade deu carta branca para Jesus atuar como Juiz.
            Esse ensino é nítido no V.T. quando fala que “na presença do SENHOR, porque vem, vem julgar a terra; julgará o mundo com justiça [...] Deus julgará o justo e o perverso [...] [...] Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más”, Sl.96.13; Ec.3.17; 12.14.
            Ninguém escapará, “[...] pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus”, Rm.14.12. 
            Como “os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos [...] (e) o que de Deus se pode conhecer é manifesto [...] porque Deus lhes manifestou [...] tais homens são, por isso, indesculpáveis [...]”, Sl.19.1; Rm.1.20.
            Para “[...] todos os (judeus) que pecaram sem lei também sem lei perecerão; e todos os que com lei pecaram mediante lei serão julgados”, Rm.2.12.
            Nós seremos julgados pelas exigências do evangelho, logo, “falai de tal maneira e de tal maneira procedei como aqueles que hão de ser julgados pela lei da liberdade”, Tg.2.12.
            Você está convicto que será julgado?
            Quem é Jesus?
Conclusão:      Para cada um de nós
            Não seja um analfabeto. Leia a Bíblia, faça oração “e [...] pregue ao povo (o evangelho) [...]”, At.10.42.
            É preciso eu e você saber que os demônios “[...] gritaram (de pavor, de medo, de terror por saber que em breve o julgamento os alcançaria. Também, haverá homens no Dia do Juízo) “[...] que [...] serão lançados para fora (do Reino de Deus), nas trevas; ali haverá choro e ranger dos dentes [...] (daqueles que são chamados de) [...] filhos do reino” “[...] que [...] foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro (mas caíram)””, Mt.8.29, 12; Hb.6.4, 5.
            Fique sabendo “[...] que temos (parte com) [...] o Filho de Deus [...] (portanto, Jesus) vem aqui (não para) atormentar-nos [...]”, Mt.8.29, mas para nos dizer que Ele é o Filho de Deus, criador de todas as coisas e Juiz de todos os homens e anjos.
            Não seja um analfabeto bíblico.
            Procure saber quem é Jesus para você.



            Rev. Salvador P. Santana

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

FAÇA A ESCOLHA.



FAÇA A ESCOLHA
            Atualmente é muito raro ouvir falar sobre namoro ou noivado à moda antiga. Ouve-se dizer muito a respeito de “ficar” e, esse verbo está presente na linguagem de homens e mulheres desde a década de 80.
            A desculpa que muitos têm dado é um tanto fora de moda. Dizem que, devido ao excesso de trabalho, ou as dificuldades encontradas para estudar, não lhes sobra tempo para passear, conhecer a família do outro (a), ou até mesmo, passar momentos agradáveis namorando.
            Há algum tempo atrás, o namoro era, normalmente, um preparo para se chegar ao noivado, e, logo depois, contrair matrimônio. Voltando um pouco mais o calendário, mais ou menos 1.500 a.C. não existia nem a opção de namoro e nem a de “ficar”. A única opção era sair do noivado para o casamento.
            Em alguns casos nem acontecia o noivado, apenas o casamento, e este é o caso de Sansão que, por não ouvir os conselhos dos progenitores, não foi feliz na escolha da sua companheira, e o final de sua vida foi muito trágico.
            Já “Isaque [...] (filho de Abraão que) tomou a Rebeca [...] por mulher [...] (e) ele a amou [...]” (Gn 24.67) até que a morte os separou. Isaque deu ouvidos aos conselhos paternos. Lendo os textos você notará as diferenças de um para com o outro, em relação à escolha da futura companheira (o).
            Em pleno século XXI, parece que os relacionamentos estão se dissolvendo rapidamente. Prova desse fato são moças e rapazes que "ficam" por um minuto ou por alguns dias ao invés de namorar.
            Aquela história de aprender com os mais velhos e escutá-los já era. Nestes dias o tempo de namoro e noivado tem aumentado assustadoramente. Fala-se que entre namoro e noivado o tempo máximo chega a ser entre dez a quinze anos enrolando um e outro.
            É incrível, mas esse prolongamento não tem sido necessário para que os dois consigam viver após o casamento até que a morte os separe. Qualquer assunto é motivo para separação.
            Até parece que o processo dessa separação é gradual para não envergonhar a família ou mesmo a própria pessoa. Fala-se de separação de cama, de corpos, extrajudicial e judicial.
            Isso não quer dizer que no tempo passado não aconteciam separações após o casamento, o número para a época era assustador. Tanto acontecia que certa vez “vieram a Jesus alguns fariseus e o experimentavam, perguntando: É lícito ao marido repudiar a sua mulher por qualquer motivo?” (Mt 19.3).
            Talvez os espectadores não esperassem, mas Jesus fala da indissolubilidade do noivado e casamento de “[...] que (aquele que) Deus ajuntou não [...] (pode) separar o homem” (Mt 19.6).
            Complicou ao falar sobre o noivado?! Não. Nos tempos bíblicos, como não existia esse negócio de namoro e nem “ficar”, o noivado era tido como compromisso firmado, tal qual o casamento, e os noivos eram tidos como sendo casados.
            Nesses tempos de crise familiar, onde a separação parece ser uma troca de camisa, é urgente, o casal de namorados, saber e aprender sobre algumas obrigações: Não brinque com o sentimento alheio, não ofereça nenhuma esperança que você não pode dar, não ultrapasse os limites.
            Talvez você esteja pensando: – Sendo assim, prefiro não ser cristão para poder desfrutar do namoro ou ficar o quanto quero, quando quero e com quem eu quero. Fazendo essa escolha você estará estragando completamente o seu futuro, pois todos aqueles que assim o fizeram, foram prejudicados em seus relacionamentos e não conseguiram nem mesmo passar dos sete anos de matrimônio.
            Você deseja essa desordem para a sua vida futura? Então procure namorar seriamente!
Rev. Salvador P. Santana

terça-feira, 2 de agosto de 2016

JESUS, Mt.1.21.

JESUS
Mt.1.21


Introd.:           Jesus é o nome mais precioso de todos os tempos.
            O profeta Isaías foi muito feliz ao dizer que “[...] o nome (de) Jesus é: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”, Is.9.6.
            O nome de Jesus é conhecido em todos os continentes e em todos os tempos.
            O livro de Atos dos apóstolos já comunicava que “chegou este fato ao conhecimento de todos [...] judeus [...] gregos [...] e o nome do Senhor Jesus era engrandecido”, At.19.17.
Nar.:    O livro de Mateus fala de duas coisas preciosas: O nascimento de Jesus e a missão para a qual Ele foi designado.
Propos.:           Somos devedores a Deus, através de Jesus Cristo, que nos deu gratuitamente a vida eterna, “e não apenas isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem recebemos, agora, a reconciliação”, Rm.5.11.
Trans.: Jesus Cristo [...]
1 – Foi prometido.
            No jardim do Éden, após o pecado, o homem foi amaldiçoado por Deus.
            Após a queda, Deus nos faz uma preciosa promessa de “por inimizade entre (a) serpente) [...] e a mulher, entre a sua descendência (do Diabo) e o seu descendente (do homem). Este (Jesus) te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar (ferimentos de Cristo na cruz com o seu sacrifício)”, Gn.3.15.
            Nesse texto vemos claramente que a descendência da mulher é a raça humana, mas que por extensão é o próprio Cristo.
            A descendência da serpente é o seu contínuo poder maligno e seus servos.
            O profeta Isaías, instruído por Deus, após a primeira menção do nascimento do menino Jesus fala que “[...] o Senhor mesmo [...] dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel (Deus conosco)”, Is.7.14.
            “Ela dará à luz um filho [...]”, Mt.1.21, o qual veio “[...] para servir e dar a sua vida em resgate por muitos”, Mt.20.28.
            “[...] A virgem conceberá e dará à luz um filho [...]”, Is.7.14 que “[...] veio para que testificasse da luz (dar testemunho de Deus)”, Jo.1.8.
            “Ela dará à luz um filho [...]”, Mt.1.21, Jesus, que “veio para o que era seu, e os seus não o receberam”, Jo.1.11.
            Essa rejeição foi providencial de Deus porque “[...] alguns ramos foram quebrados, para que eu (e você) fôssemos enxertados”, Rm.11.19.
            Foi prometido o nascimento de Jesus através da virgem Maria para que “[...] todos quantos o recebessem, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome”, Jo.1.12.
            Jesus [...]
2 – Nasceu para salvar o pecador.
            Não foi somente Maria que foi agraciada.
            José recebera uma incumbência não menos digna, o de “[...] lhe por o nome [...]”, Mt.1.21 de Jesus.
            Esse nome não foi um nome qualquer.
            Não foi escolhido pela vontade humana, pelo contrário, “[...] foi o anjo Gabriel enviado, da parte de Deus [...] (instruindo Maria que) chamasse (seu filho) pelo nome de Jesus”, Lc.1.26, 31.
            O nome predeterminado pelo Pai Celeste tem tudo a ver com o Seu ministério terreno, que “[...] lhe porá o nome de Jesus [...]”, Mt.1.21 que quer dizer: Ele é o único que pode salvar.
            “[...] Jesus [...]”, Mt.1.21 veio com uma missão especial: “[...] Salvar o seu povo [...]”, Mt.1.21.
            O salvamento do seu povo não foi contra os romanos.
            Não é contra os enrosco de dívidas que adquirimos.
            Não é nenhum plano de saúde perfeita neste mundo.
            “[...] Jesus (veio) salvar o seu povo dos pecados deles”, Mt.1.21.
            Ele veio iniciar uma nova história em que os homens serão salvos de tudo o que destrói a sua vida – o pecado.
            O pecado é o maior inimigo da raça humana, arruinando a vida e a alma da pessoa.
            Muitos ainda reclamam como o salmista de que “enquanto calou os seus pecados, envelheceram os seus ossos pelos seus constantes gemidos todo o dia”, Sl.32.3.
            O pecado cometido causa separação.
            “[...] Jesus (veio) salvar o seu povo [...]”, Mt.1.21 da culpa, do medo da morte, da influência e poder maligno e do castigo eterno.
            “[...] Jesus (veio) salvar o seu povo [...]”, Mt.1.21 [...] do pecado que tenazmente (pegajosamente o) [...] assedia (persegue, cerca, importuna) [...]”, Hb.12.1.
            “[...] Jesus (veio) salvar o seu povo [...]”, Mt.1.21 da ira, da maldição e de toda desgraça, aqui neste mundo e no porvir.
            “[...] Jesus (veio) salvar o seu povo [...]”, Mt.1.21 e libertá-lo da escravidão do pecado.
            Jesus nasceu e [...]
Conclusão:     Deseja fazer morada em nosso coração.
            O nascimento de Jesus foi prometido e cumprido, Ele nasceu e quer entrar em seu coração, porque “[...] não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos”, At.4.12.
            Jesus é o nome mais precioso de todos os tempos.
            Aceite-o como seu único e exclusivo Salvador.



            Rev. Salvador P. Santana