quinta-feira, 12 de março de 2015

COMBATE, 2Tm.4.6-8.

COMBATE

2Tm.4.6-8


Introd.:           Desde o inicio do mundo temos presenciado grandes combates.
            Embora aconteça por razões justas, conforme dizem os seus combatentes, não vemos nenhuma recompensa final.
            Na vida espiritual nos deparamos com muitas lutas, guerras, contendas e discórdias, “pois nós não estamos lutando contra seres humanos, mas contra as forças espirituais do mal que vivem nas alturas, isto é, os governos, as autoridades e os poderes que dominam completamente este mundo de escuridão”, Ef.6.12.
            O combate espiritual é diferente do combate terreno, os filhos de Deus são vitoriosos.
Nar.:   Paulo transmite a Timóteo a necessidade do combate diário do cristão.
Propos.:          O combate bem firmado proporciona resultados concretos.
Trans.:           Quem sai para combater pode deparar com [...]
1 – A morte.
            Paulo havia aconselhado Timóteo a “[...] ser sóbrio (moderado) em todas as coisas, suportar as aflições (sofrimentos), fazer o trabalho de um evangelista [...] (e) cumprir cabalmente (com) o seu ministério”, 2Tm.4.5.
            Por que desse conselho? Porque qualquer um que entra na luta pode sair ferido ou ficar de frente com a morte.
            Por isso o verso 6 começa dizendo: “Quanto a mim [...]”, 2Tm.4.6, a minha obrigação como servo de Deus já está quase cumprida.
            Paulo sabia que a partir daquele dia ele “[...] já estava sendo [...] oferecido por libação (óleo ou vinho derramado sobre os sacrifícios oferecidos a Deus) [...]”, 6.
            Paulo era o próprio sacrifício vivo; a libação era as dificuldades do seu ministério.
            Paulo servia com diligência ao Mestre Jesus.
            Mas Paulo compreende que “[...] o tempo de (sua) partida era chegado”, 2Tm.4.6.
            Isto quer dizer que não somos eternos neste mundo.
            A morte avizinha a nossa vida.
            É motivo de desespero e terror? Não.
            A explicação é que: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam”, Sl.23.4.
            E também Jó declara: “Mas será que alguém tornará a viver depois de ter morrido? Eu, porém, esperarei por melhores tempos, até que as minhas lutas acabem”, Jó 14.14.
            Paulo cumpriu a sua obrigação com êxito e obteve a preciosa aprovação do Senhor.
            Para ele a morte é apenas a mudança de uma casa ruim para outra melhor e eterna.
            Como você encara a morte? Um terror e sem esperança?
            Fique sabendo: a qualquer hora do combate a morte pode chegar.
            Lute com [...]
2 – Esforço.
            Todo soldado que sai à luta, todo atleta que entra numa competição, tem um único propósito: “Combater (com esforço) [...]”, 2Tm.4.7.
            Ninguém entra numa guerra ou competição para perder; é preciso esforço, treino, ânimo, “combater o bom combate [...]”, 2Tm.4.7.
            A vida cristã é uma verdadeira luta.
            Por isso “[...] o bom combate [...]”, 2Tm.4.7 é a única luta que vale a pena.
            “[...] O bom combate [...]”, 2Tm.4.7 fala de bons e nobres propósitos – a finalidade da nossa vida.
            Devemos “[...] completar a carreira [...]”, 2Tm.4.7 da vida cristã como uma longa carreira de obstáculos e dificuldades que nos esmagam.
            “[...] Completar a carreira [...]”, 2Tm.4.7 que exige dedicação e coragem para enfrentar as oposições.
            “[...] Guardei a fé”, 2Tm.4.7 do compromisso que o atleta faz de observar as regras, preceitos, mandamentos da Palavra de Deus com fidelidade a Jesus Cristo.
            Para muitos as coisas que o mundo oferece são normais, daí, querem agir da mesma forma dentro da Igreja sem qualquer reprimenda, é por isso que muitas pessoas sente que a Igreja é monótona e maçante.
            Precisamos “[...] guardar a fé”, 2Tm.4.7 em Cristo Jesus.
            Qual é a recompensa de passar pela morte, esforçar e ter a fé em Cristo Jesus em meio ao combate?
Conclusão:     Conquistar a coroa.
            O soldado, o atleta e o cristão são recompensados pela sua fidelidade e retidão com “[...] a coroa da justiça [...]”, 2Tm.4.8.
            Fidelidade, retidão, constância e dedicação são qualidades que não pode ser esquecida e jamais fica sem a devida recompensa, “[...] a coroa da justiça me está guardada [...]”, 2Tm.4.8.
            Esse é o prêmio que cada um receberá pelo serviço fiel prestado a Deus.
            Existe apenas um que está guardando essa coroa: “[...] O Senhor, reto juiz [...]”, 2Tm.4.8.
            Jesus é quem julgará que recompensa deverá ser dada a mim e a você.
            Jesus Cristo é quem garante essa doação.
            “[...] O Senhor [...]”, 2Tm.4.8. nunca se mostra injusto e desleal.
            Em Jesus podemos confiar porque Ele “[...] me dará naquele Dia (do julgamento) (a coroa da justiça) [...]”, 2Tm.4.8.
            Veja bem! A recompensa pelo combate bem firme está reservada não somente a você, “[...] mas também a todos quantos amam a [...] vinda (de) Jesus Cristo”, 2Tm.4.8.
            Precisamos urgentemente entrar nesse combate bem firmado que nos proporciona resultados eternos.
            Por isso, não tema a morte, se esforça por alcançar “[...] a coroa da justiça [...]”, 2Tm.4.8.


            Rev. Salvador P. Santana

A MORTE - O grande inimigo, 1Pe.1.24,25.


 
A MORTE – O grande inimigo, 1Pe.1.24,25.

Introd.:           O pintor medieval Jan Van Eick impressionava as pessoas com seus quadros que demonstravam, ao mesmo tempo, a futilidade da busca pelos prazeres do mundo e a realidade da morte que assolava de forma despercebida.
            Não raro, um mesmo quadro ilustrava a loucura dos homens que viviam para satisfazer seus caprichos, enquanto muitos ficavam prostrados abatidos pela morte.
            Nada há mais certo a respeito da vida do que a morte, mas é impressionante o quanto os seres humanos conseguem ocultar de si mesmos essa verdade.
            Quando jovem, a vida parece radiante e a morte distante.
            Ano após ano a vida prossegue, vivemos nosso dia a dia, fazemos planos, construímos e nos envolvemos com muitos projetos.
            Lemos nos jornais que pessoas estão morrendo de fome na África ou em explosões no Oriente Médio.
            Mas esses lugares estão muito distantes de nós.
            Diante das TVs ficamos horrorizados pelas tragédias, mas em seguida retornamos para a nossa vida normal, e tudo aquilo foge de nossa mente.
            Vamos ao enterro, confrontamos a família, e fiamos alguns momentos abalados, mas logo continuamos nosso trabalho e voltamos às diversões.
            Em ‘Imortalidade’ o escritor Loraine Boettner diz que “há, dentro de nós, uma espécie de sentimento de imunidade em relação à tragédia e a morte”.
            Mas, de súbito, a morte bate a porta. Um pai, uma mãe, um esposo ou filho são levados abruptamente.
            Então, grande tristeza cai sobre nós com o peso de milhões de toneladas.
            Uma confusão se estabelece em nossa mente, e uma pergunta brota da agonia: por que isso tinha de acontecer?
I – A origem da morte.
            Você se considera imortal?
            Pedro responde ao dizer que “[...] toda carne é como a erva, e toda a sua glória, como a flor da erva; seca-se a erva, e cai a sua flor”, 1Pe.1.24.
            Moisés fala que “antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus”, Sl.90.2.
            Ao escrever desta forma, Moisés alerta que somos temporários neste mundo.
            Somos tão passageiros neste mundo que é o próprio “Deus (que) reduz o homem ao pó [...]”, Sl.90.3.
             A vida é tão breve que “[...] todos os nossos dias se passam [...] acabam-se os nossos anos como um breve pensamento. Os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente, e nós voamos”, Sl.90.9,10.
            Não há como fechar os olhos; a morte é a realidade mais concreta que conhecemos.
            Esse sentimento negativo que os seres humanos e os animais têm em relação a morte é porque a morte é uma anomalia.
            A morte não faz parte da criação de Deus.
            A Bíblia fala que “[...] o SENHOR Deus [...] deu esta ordem (à) Adão e Eva: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás”, Gn.2.16,17.
            Paulo escrevendo aos Romanos declara “[...] que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus [...]”, Rm.8.21 porque, naquele dia da entrada do pecado no mundo, Deus disse que “[...] maldita é a terra [...]”, Gn.3.17.
            E todos nós precisamos saber que foi “[...] por um só homem (que) entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram”, Rm.5.12.
            Questionamos de que o pecado de Adão e Eva gerou a morte, mas eles não morreram no dia em que pecaram.
            O texto de Gênesis fala que “[...] no dia em que dela comeres, certamente morrerás”, Gn.2.16,17, mas Adão e Eva viveram muitos anos.
            A declaração divina é uma expressão idiomática da língua hebraica que significa “se você comer vai morrer com certeza”.
            Essa expressão é vista quando Salomão ordenou que Simei não “[...] passasse o ribeiro [...] (caso acontecesse) seria morto [...]”, 1Rs.2.37.
            Aconteceu também que “[...] Faraó disse a Moisés: Retira-te de mim e guarda-te que não mais vejas o meu rosto; porque, no dia em que vires o meu rosto, morrerás”, Ex.10.28.
            A morte tem [...]
II – Três significados.
            Todos nós sabemos que a morte é consequência do pecado, mas não é uma consequência natural.
            A morte é uma imposição penal de Deus em relação à desobediência do homem.
            Morte, antes de qualquer coisa, é punição “porque o salário do pecado é a morte [...]”, Rm.6.23.
            Berkhof fala que “a morte não é descrita como algo natural na vida do homem, mera falha de um ideal, e sim, assaz decisivamente como algo alheio e hostil à vida humana”.
            A morte é uma expressão da “[...] ira (de) Deus [...] pela (qual somos) consumidos [...]”, Sl.90.7, pois nenhum de nós “[...] conhece o poder da [...] ira (de) Deus [...]”, Sl.90.11.
            Todos os homens “[...] conhecem [...] (que) a sentença de Deus [...] (pode conduzir à) morte [...]”, Rm.1.32.
            E essa morte pode conduzir muitos “[...] para a condenação [...]”, Rm.5.16 e o único que pode “nos resgatar da maldição (é) Cristo [...]”, Gl.3.13.
            Precisamos entender que há três sentidos para esse acontecimento que relutamos em não aceitar.
            A – Morte espiritual.
            Viver ou não espiritualmente depende do homem estar ou não em comunhão com Deus, caso contrário, “se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade”, 1Jo.1.6, então, neste caso, este homem está morto ou separado espiritualmente de Deus.
            Isto aconteceu com Adão e Eva quando “abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si. Quando ouviram a voz do SENHOR Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do SENHOR Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim”, Gn.3.7,8.
            A comunhão estava quebrada. Adão e Eva experimentaram a morte espiritual.
            Essa morte é a forma como todas as pessoas vivem, então, foi preciso “Deus nos dá vida, estando nós mortos nos nossos delitos e pecados”, Ef.2.1.
            No estado de morte espiritual o homem não consegue agradar a Deus e nem sequer dar um passo em direção a Ele.
            Neste caso, “[...] o deus deste século cega o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo [...]”, 2Co.4.4 para ir até Ele.
            Então é preciso “[...] o Pai [...] enviar [...] (o homem pecador até) Jesus [...] (para ele ser) ressuscitado no último dia”, Jo.6.44.
            Só então o homem consegue voltar para Deus.
            B – Morte física.
            Parece que esta morte é a mais temida entre os homens.
            A morte física é a separação do corpo e da alma e desta forma, quando “[...] o corpo (fica) sem (o) espírito (a) [...] morte (chegou) [...]”, Tg.2.26.
            É aqui que se cumpre a Palavra que Deus dirigiu ao homem após o pecado: “No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás”, Gn.3.19.
            No dia da morte “todos irão para o mesmo lugar; todos procedem do pó e ao pó tornará”, Ec.3.20.
            No entanto, o espírito não vira pó, porque “[...] o pó volta à terra, como o era, e o espírito volta a Deus, que o deu”, Ec.12.7.
            A morte física é uma punição porque o homem não foi feito para viver sem corpo.
            Apesar de a alma continuar vivendo após a morte do corpo, ela não se encontra em felicidade completa.
            Deus criou o homem com duas partes constituintes, a espiritual e a física, e essas duas precisam uma da outra.
            No dia final, quando Cristo voltar para buscar a sua igreja, todos serão ressuscitados.
            C – Morte eterna.
            A morte eterna deve ser vista como uma consumação da morte espiritual após a morte física.
            É certo e verdadeiro que “[...] por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram”, Rm.5.12.
            Mas, haverá um dia em que “[...] nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem”, 1Ts.4.15.
            É neste dia que “muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno”, Dn.12.2.
            É preciso saber que a morte eterna não virá “para [...] (aqueles) que nele crê (esse) tem a vida eterna”, Jo.3.15.
            Mas, a morte eterna virá apenas para aquele “[...] que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus”, Jo.3.18.
            Neste aspecto, é bom lembrar que a salvação depende de um “[...] nascer de novo [...] (para) ver o reino de Deus”, Jo.3.3.
            Quem nasce uma vez, morre duas, mas quem nasce duas vezes só morre uma vez.
            Na morte eterna a corrupção do pecado tem a sua ora completa.
            O peso total da “[...] ira de Deus vem sobre os filhos da desobediência”, Ef.5.6 e isto significa morte no sentido mais terrível da palavra.
            Morte eterna deve ser associada com o inferno.
            Ainda temos pela frente
III – O último inimigo.
            Em 1Co.15, Paulo faz uma defesa magistral da ressurreição de Cristo e dos crentes, mas também fala muitas coisas sobre a morte.
            Ele lembra que “[...] assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo”, 1Co.15.22.
            Essa promessa de vitória sobre a morte descansa sobre a própria vitória de Cristo.
            Isto é porque “Deus ressuscitou o Senhor e também nos ressuscitará a nós pelo seu poder”, 1Co.6.14.
            É a partir desse dia da ressurreição que “[...] então, virá o fim, quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado (demônios), bem como toda potestade e poder (Satanás)”, 1Co.15.24.
            A morte e ressurreição de Jesus é a nossa garantia, porque “[...] veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador (Satanás) de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus”, Ap.12.10.
            Porém, ainda falta o dia quando Satanás será totalmente esmagado, cumprindo a promessa de Gênesis de “por inimizade entre Satanás e a mulher, entre a [...] descendência (de Satanás) e o [...] descendente (da mulher). Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”, Gn.3.15.
            É bom saber que “o último inimigo a ser destruído é a morte. Porque todas as coisas sujeitou debaixo dos pés (de Cristo). E, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, certamente, exclui aquele (o Pai) que tudo lhe subordinou”, 1Co.15.26,27.
            No último dia, Cristo e a morte se encontrarão pela última vez.
            O próprio Jesus enfrentou a fúria da morte, dependurado no madeiro, mas “todavia [...] eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu [...]”, Ap.5.5 a morte.
            Desde então, os dia da morte estão contados e cairá definitivamente diante de Jesus Cristo.
            É a partir dessa vitória de Cristo que o [...]
IV – Mal será transformado em bem.
            Se a morte é resultado do pecado, e deve ser vista como punição, por que os cristãos ainda precisam morrer?
            A morte dos crentes não deve ser vista como punição pelo simples motivo de “agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”, Rm.8.1.
            Se Deus quisesse, poderia trasladar todos os cristãos para o céu como fez com Enoque e Elias, sem que passassem pela morte.           
            Deus resolveu que a natureza seguisse seu curso normal.
            Apesar de nascidos de novo, nosso copo ainda é decaído.
            Nosso corpo não foi aperfeiçoado, e a prova disso é que continuamos adoecendo, cansando e “[...] suando (o) [...] rosto (para termos condições de) comer o nosso pão [...]”, Gn.3.19.
            A morte é necessária porque abre as portas para a eternidade.
            No momento da morte, não somente os “[...] arrebatados (mas também aqueles que estiverem mortos se) encontrará (com) o [...] Senhor [...] e, assim, (no último dia) estaremos para sempre com o Senhor”, 1Ts.4.17.
            Na morte a alma fica livre de todo peso da corrupção e passa a aguardar o dia final.
            A expectativa da morte leva o crente a considerar seus dias e a manter a humildade.
            Enquanto estivermos neste mundo precisamos pedir a Deus para “ensinar-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio”, Sl.90.12.
            O mal da morte é transformado em bem porque “é preciosa aos olhos do SENHOR a morte dos seus santos”, Sl.116.15 porque o céu “[...] é incomparavelmente melhor”, Fp.1.23.
            E ainda, não precisamos ficar amedrontados quando uma pessoa de mais idade ou recém-nascida morre, devemos entender que “[...] mil anos, aos [...] olhos (do Senhor), são como o dia de ontem que se foi e como a vigília da noite”, Sl.90.4, então, a nossa vida é nada.
            Paulo entendeu que a morte nos conduz a um estado superior, então ele disse: “Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro. Entretanto, se o viver na carne traz fruto para o meu trabalho, já não sei o que hei de escolher. Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor”, Fp.1.21-23.
            Cada um de nós precisa querer “[...] descansar das suas fadigas [...]”, Ap.14.13 para então desfrutar do mal transformado em bem.
            O grande inimigo [...]
Conclusão:      Será derrotado.
            Se todos nós sabemos que “[...] toda carne é como a erva, e toda a sua glória, como a flor da erva; seca-se a erva, e cai a sua flor”, 1Pe.1.24, então, a qualquer momento eu e você podemos partir.
            A certeza que temos sobre a derrota do inimigo e a nossa vitória alcançada é que “a palavra do Senhor, porém, permanece eternamente. Ora, esta é a palavra que nos foi evangelizada”, 1Pe.1.25 e pode garantir a nossa segurança eterna.


            Adaptado pelo Rev. Salvador P. Santana para Estudo Bíblico sobre o final dos tempos – Expressão – CCC.

ROSAS DO JARDIM

ROSAS DO JARDIM
            É interessante notar como Deus criou as rosas no jardim. Os espinhos, os mais temidos, a primeira vista, parece não ter nenhuma serventia, mas é possível que a posição deles ali, pela mão poderosa de Deus, sirva para proteger as rosas dos predadores. São elas que embelezam o caule. Para fazer contraste com o encanto da flor e muitas vezes, o espinho pode machucar aos desavisados.
            Mais atraente ainda, é saber que quanto mais espinho se consegue tirar, o caule não enfraquece, não murcha, não muda de cor, pelo contrário, continua imponente, esverdeado, pintado como uma camuflagem dizendo: – não me toque, o perigo é grande e você pode sair muito ferido.
            As pétalas, não importam se elas são amarelas, vermelhas, brancas, rosas, laranjas, azuis, verdes, violetas, pretas ou cinzentas. Todas são lindas. Todas são criadas pelas mãos do “[...] SENHOR (que as) fez [...] para determinado fim [...]” (Pv 16.4).
            Cada pétala caída ou arrancada mostra o seu esplendor no chão. Não importa se ela está desidratada, posta dentro de um caderno ou na palma de uma mão jovem ou já enrugada.
            As caídas, por algumas horas ou dias enfeitam ao redor do caule ou caso o vento lhe dirija para outros arredores, para logo depois servir como húmus, com a finalidade de revigorar as novas que estão a desabrochar. Toda essa beleza é motivo para “[...] parar e considerar as maravilhas de Deus” (Jó 37.14).
            O caule é o sustentáculo dos espinhos, das folhas, dos brotos e das rosas, mas não é apoiado por si só. É por este motivo que ele continua revigorante, firme, ereto e em até certo ponto imbatível ao frio, calor, seca, geada, tempestade, vendaval.
            Outro componente precioso para tornar preciso o adorno dos jardins, mas não é o principal, é a raiz, a terra, a água, o adubo, a poda. Sem essa estrutura bem montada e cuidada é impossível perceber “[...] os sinais e maravilhas que Deus, o Altíssimo, tem feito [...]” (Dn 4.2). 
            É possível que algum jardineiro ou proprietário, em sã consciência ou fora dela, venha dizer que sem ele ou faltando todos esses itens acima citados, a flor do canteiro, o adubar da terra, não irá prevalecer. Que desde a raiz até a bonita rosa, irá desaparecer por falta do seu inteiro cuidado.
            Para que todos e em qualquer lugar aprenda, é bom acatar o conselho dado pelo mestre Jesus: Tudo depende neste mundo, não do acaso, mas da providência de Deus. Tudo aquilo que nasce, cresce e se torna belo aos olhos humanos ou não, não vem da inteligência do homem.
            É preciso aceitar e “observar (que) as aves do céu (e também toda e qualquer tipo de plantação): não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, (é o) [...] Pai celeste (que) as sustenta [...]” (Mt 6.26).
            É das próprias Mãos eternas de Deus que saem o cuidado de Sua bela e formidável natureza. Não é à toa a pergunta insistente feita a todos os homens: “Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Dize--mo, se tens entendimento” (Jó 38.4).
            Pode ser que você seja apenas uma pequena pétala caída ao chão esmagada, prensada, servindo como esterco, ou, uma bela rosa plantada ou arrancada do jardim de várias cores. Ainda assim, você não deixou de ser uma rosa.
            Talvez tenha acabado o seu perfume, mas a formosura continua intacta e o único que pode conceder esse encanto é “o SENHOR (que) dá força ao seu povo, o SENHOR (é que) abençoa [...] ao seu povo” (Sl 29.11).
            Parabéns ao dia Internacional da Mulher que pode ser considerada uma rosa em seu lar.
            Rev. Salvador P. Santana


sábado, 7 de março de 2015

URGENTE, 2Tm.4.1-5.

URGENTE
2Tm.4.1-5


Introd.:           Em casa, no trabalho, na escola, nas ruas se vê pessoas andando com urgência por causa de suas obrigações.
            As empresas pedem mais rapidez.
            Os Correios aderiram há muito tempo com a invenção do Sedex.
Nar.:   A pregação do evangelho não pode andar a passos curtos.
            A urgência na pregação é por três motivos: 1 – É ordem divina; 2 – não sabemos quando você será tomado; e 3 – Cristo está às portas.
Propos.:          É como disse Jesus: “[...] Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”, Mc.16.15.
Trans.:           Urgente [...]
1 – Jesus virá julgar.
            Você está preparado para o julgamento?
            O apelo é urgente porque está alicerçado sobre o juízo final.
            Visto ser importante a pregação da Palavra, Paulo exorta Timóteo “conjurando (ou implorando) [...]”, 2Tm.4.1 pela urgência da pregação do evangelho.
            A urgência não é um jugo, mas um encargo assumido “[...] perante Deus [...]”, 2Tm.4.1 que é a nossa testemunha.
            Urgência na pregação não é vontade humana, é uma necessidade imposta por Deus que trata do nosso relacionamento com Ele.
            É urgente a pregação porque defendemos a honra e a doutrina de “[...] Cristo Jesus [...]”, 2Tm.4.1 diante dos hereges (contrário à verdade).
            Urgente! “[...] Cristo Jesus (haverá de voltar na capacidade de juiz) [...]”, 2Tm.4.1.
            A urgência de Sua volta é para “[...] julgar vivos (crentes e descrentes) e mortos (espiritualmente, fisicamente e eternamente) [...]”, 2Tm.4.1.
            Julgará o crente segundo as suas obras, o ímpio de acordo com o seu pecado.
            O julgamento é condicionado à segunda vinda e não à morte física.
            A pregação é urgente por causa da “[...] manifestação (de) Cristo Jesus [...]”, 2Tm.4.1.
            Urgente é o desejo do crente se encontrar nos ares com o Rei Jesus.
            É urgente o desejo de o homem querer entrar no “[...] reino (de) Deus” 2Tm.4.1.
            O julgamento de Cristo inaugurará o trono de Jesus e os fiéis serão reunidos no reino celeste.
            Esforça-te por ser um excelente representante de Cristo.
            Urgente [...]
2 – Prega a Palavra.
            O “pregar a palavra [...]”, 2Tm.4.2 é anunciar publicamente, proclamar em voz alta.
            “Pregar a palavra [...]”, 2Tm.4.2 é apenas o evangelho, as Boas-novas, a mensagem central que fala sobre Cristo.
            Urgente! “Insista (permaneça perto, se por diante preparado para anunciar Cristo) [...]”, 2Tm.4.2.
            “[...] Quer seja oportuno, quer não [...]”, 2Tm.4.2.
            Tem oportunidade? Pregue o evangelho. É partidário ou não do evangelho? Anuncie as boas-novas.
            Entre inimigos? “prega a palavra [...]”, 2Tm.4.2.
            É alvo de aprovação ou zombaria? Seja urgente em anunciar Cristo Jesus.
            Seja urgente para “[...] corrigir (expor, desnudar, refutar, reprimir qualquer desvio) [...]”, 2Tm.4.2.
            A pregação da Palavra nem sempre agrada o ouvinte.
            Não deixe de “[...] repreender (mostrando as falhas, quando permitido, pecados e advertir com seriedade) [...]”, 2Tm.4.2.
            A “[...] exortação (deve ser no sentido de consolar, apelar em favor das ações corretas com o fim de abandonar o mal) [...]”, 2Tm.4.2.
            O modo de pregar a Palavra deve ser “[...] com toda a longanimidade (paciência e tolerância para com aqueles que são repreendidos) [...]”, 2Tm.4.2.
            Os homens não serão conquistados com reprimendas azedas.
            Urgente! “Prega a palavra [...] com toda [...] doutrina (ensino, instrução a fim de o evangelizado ser fortalecido)”, 2Tm.4.2.
            Urgente [...]
3 – Antes de recusarem a verdade.
            Todos nós sabemos que muitos “[...] se recusam (à verdade, desviam o rosto, dão meia volta) [...]”, 2Tm.4.4.  
            Não podemos brincar de ser crente.
            Urgente! Os homens estão desviando os “[...] ouvidos (da) verdade (Jesus) [...]”, 2Tm.4.4.
            Os “[...] ouvidos [...] (dados por Deus como meio de reconhecer a verdade) se recusam (a obedecer essa ordem natural) [...]”, 2Tm.4.4.
            A verdade para eles tem sido prejudicial e ofensiva.
            Eles preferem “[...] entregar-se às fábulas (vaguear por lendas, histórias extravagantes que se transformam em verdades religiosas)”, 2Tm.4.4.
            Deixam-se atrair por doutrinas falsas, por isso eles “[...] não suportam a sã doutrina [...]”, 2Tm.4.3.
            Muitos do que estão na Igreja “[...] não suportam a sã doutrina [...]”, 2Tm.4.3.
            Não querem o que é saudável, correto, uma doutrina que transmite vida e bem-estar espiritual.
            Muitos perdidos estão “[...] cercados de (falsos) mestres (de que os homens aceitam) [...]”, Tm.4.3.
            Eles ensinam “[...] segundo as suas próprias cobiças (o que desejam ouvir e aprender; que lhes são agradáveis) [...]”, 2Tm.4.3.
            Eles “[...] sentem coceira nos ouvidos”, 2Tm.4.3 buscando agradar a si mesmo, retendo informações interessantes e apimentadas aos seus ouvidos.
            Sêneca já dizia: “Alguns vem para ouvir e não para aprender”, é como ir ao teatro para se alegrar e não apreciar.
            Muitos se agradam de ouvir que podem pecar com satisfação.
            Muitos não querem ouvir o que fere os seus ouvidos.
            Não mais se interessa pela mensagem da reconciliação, arrependimento, confissão de pecados.
            Ouve tudo, menos a verdade.
            Professam a fé, mas não aceita Cristo e nem as Suas exigências, “pois (em) haver (esse) tempo (já chegou) [...]”, 2Tm.4.3.
            Urgente [...]
Conclusão:     Faça o trabalho.
            O apelo não é coletivo é individual.
            “Tu, porém, sê sóbrio (lucidez moral, autocontrole, equilibrado, vigilante) [...]”, 2Tm.4.5.
            Todos esses adjetivos precisam ser “[...] em todas as coisas [...]”, 2Tm.4.5.
            O resultado é para que eu e você possamos “[...] suportar as aflições (perseguições e tribulações) [...]”, 2Tm.4.5.
            Urgente! “[...] Faça o trabalho de um evangelista (alguém que tem, conhece e obedece ao evangelho) [...]”, 2Tm.4.5.
            Urgente! “[...] Cumpre cabalmente o teu ministério”, 2Tm.4.5, mas é preciso encher-se completamente do evangelho de Cristo para cumprir fielmente com o seu dever de servo de Deus.
            Urgência para pregar o evangelho assim como você é forçoso em casa, no trabalho, na escola, nas ruas pelas suas atividades normais.


            Rev. Salvador P. Santana

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

RECONHEÇA O SEU ERRO

RECONHEÇA O SEU ERRO
            Não existe crime perfeito. Prova disso são os vários crimes que ocorrem diariamente em todo o mundo. Não adianta, os investigadores seguem em busca da solução do caso. Muitos demoram a ser descobertos, outros, em questão de horas, dias, meses e anos são solucionados.
            Os últimos crimes, que por sinal, terríveis, acontecidos no Brasil, em especial na Petrobras, parece ser crime perfeito. Isso é apenas aparente. Não subestime a polícia, porque mais cedo ou mais tarde a verdade vem à tona e os criminosos estarão por trás das grades.
            A Bíblia Sagrada registrou vários crimes, entre eles, assassinatos. Foram relatados no exemplar Sagrado porque “o SENHOR [...] jamais inocenta o culpado [...]” (Na 1.3). Deus sempre mostra a verdade, doa a quem doer. Um desses crimes fora praticado pelo “[...] o homem [...] mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra” (Nm 12.3). “Naqueles dias, sendo Moisés já homem, saiu a seus irmãos [...] e viu que certo egípcio espancava um hebreu, um do seu povo. Olhou de um e de outro lado, e, vendo que não havia ali ninguém, matou o egípcio, e o escondeu na areia”, Ex.2.11,12.
            Naquele tempo, o número dos filhos de Israel era mais ou menos dois milhões, um pouco menor que a população egípcia. Moisés pensava que havia praticado o crime mais perfeito de todos os tempos, enganou-se totalmente, porque, “saiu no dia seguinte (um hebreu lhe perguntou:) Pensas matar-me, como mataste o egípcio? [...]” (Ex 2.13,14).
            Moisés não esperava que fosse descoberto tão rápido assim. O rei do Egito foi “informado desse caso [...] (então) procurou Faraó matar a Moisés; porém Moisés fugiu da presença de Faraó e se deteve na terra de Mídiã [...]”, Ex.2.15.
            Outro registro nas páginas bíblicas de um crime quase, mas não perfeito, que não teve testemunha ocular, os animais não puderam delatar o culpado e parecia ser a obra mais bem planejada em seu território, mesmo porque, a população devia ser de mais ou menos quatro pessoas; Adão, sua esposa Eva, seus filhos Abel e Caim. Por causa da inveja, “disse Caim a Abel, seu irmão: Vamos ao campo. Estando eles no campo, sucedeu que se levantou Caim contra Abel, seu irmão, e o matou” (Gn 4.8).
            Sem testemunha, não tinha como Caim ser dedurado para seus pais. Caim fez como muitos nestes dias fazem: mentiu para Deus quando “disse o SENHOR a Caim: Onde está Abel, teu irmão? Ele respondeu: Não sei; acaso, sou eu tutor de meu irmão?” (Gn 4.9). Pobre coitado! Ele se esqueceu que “nada há encoberto que não venha a ser revelado; e oculto que não venha a ser conhecido” (Lc 12.2). Deus descobriu o seu erro, a sua maldade, a sua mentira.
            Assim como Moisés, Caim e tantos outros, cujos crimes são registrados na Bíblia Sagrada, e também os assassinos de todos os séculos, todos pensam que os seus crimes ficarão impunes, escondidos para todo o sempre. Haverá um dia em que “[...] Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más” (Ec 12.14).
            Será uma grande decepção para muitos, por isso, não se engane, “[...] Deus, por meio de Cristo Jesus, (vai) julgar os segredos dos homens [...]” (Rm 2.16). Seja qual for o crime você tenha cometido como o do assassinato, conforme a Bíblia ou falcatrua, conforme os relatados na investigação da Petrobras. Ninguém precisa tirar propriamente a vida de outrem ou levar um pouco de dólar ou real, basta “[...] odiar a seu irmão (você) é (considerado) assassino; ora, [...] (todos) sabem que todo assassino não tem a vida eterna permanente em si” (1Jo 3.15).
            A listagem é extensa, só para se ter uma ideia, todos precisam saber que “[...]  os injustos não herdarão o reino de Deus [...] nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores [...]” (1Co 6.9,10). O espaço é muito pequeno para relacionar tanta maldade humana, por isso, querendo descobrir quais são os outros pecados relacionados, leia a Bíblia.
            Não existe crime perfeito diante do Poderoso Deus. Caso a polícia ou Ministério Público ainda não tenha descoberto o autor seja de qualquer crime praticado neste mundo, conforme o evangelista João, um dia todos “[...] os mortos, os grandes e os pequenos, (estarão) postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros” (Ap 20.12).
            E, “quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte”, Ap.21.8.
            Fique sabendo desta grande verdade! “Portanto, todo aquele que [...] confessar Jesus diante dos homens, também Jesus o confessará diante de seu Pai, que está nos céus” (Mt 10.32), portanto, deixe o seu pecado, aceite a Jesus como Senhor e Salvador de sua vida e reconheça o seu erro e pague-o, porque para Deus não existe crime perfeito.

Rev. Salvador P. Santana

sábado, 21 de fevereiro de 2015

EXORTAÇÃO, 1Tm.2.1,2.


EXORTAÇÃO
1Tm.2.1,2

Introd.:           Alguns homens bíblicos deram conselhos.
            Balaque enviou mensageiro a Balaão que “viesse [...] amaldiçoar [...] (o) povo (de Israel), pois (o considerava) [...] mais poderoso do que ele [...]”, Nm.22.6. Balaque não obteve resultado.
            “[...] Aitofel [...] (aconselhou) Absalão [...] coabitar com as concubinas de seu pai [...]”, 2Sm.16.21. Absalão obedeceu.
            Jesus “[...] envia os seus servos a chamar os convidados para as bodas; mas estes não querem vir”, Mt.22.3.
Nar.:   Paulo aconselha Timóteo, antes de iniciar o seu ministério, a interceder em favor de todos os homens. Ele obedece.
Propos.:          A intercessão é o que mais podemos incentivar o outro a fazer neste mundo.
Trans.:           Faça a exortação [...]
I – Em favor de todos.
            “Antes de tudo, [...]”, 1Tm.2.1 de falar sobre o Mediador, o real proceder, as qualificações, Timóteo é orientado como proceder na vida espiritual.
            A “[...] exortação (ou aconselhamento é sobre a prática espiritual de falar com Deus) [...]”, 1Tm.2.1 sobre o que você quiser.
            Então, “[...] que (eu e você) [...] use a prática de súplicas (e falar sobre as necessidades e privações do dia a dia) [...]”, 1Tm.2.1.
            As “[...] orações (podem ser realizadas no lugar reservado, templo e ao ar livre) [...]”, 1Tm.2.1 a fim de que Deus conheça as nossas necessidades.
            Pode também “[...] interceder (tal como marcar um encontro, visita ou uma conversa com Deus para desabafar sobre qualquer assunto) [...]”, 1Tm.2.1.
            Por fim, nesta lista de obrigações espirituais, temos que “[...] usar a prática de [...] ações de graças (em lugar da reclamação de tudo que temos e somos) [...]”, 1Tm.2.1.
            Agora o interessante é que a prática espiritual não pode ser apenas individual, ela precisa ser “[...] em favor de todos os homens (bons e maus, parentes e amigos)”, 1Tm.2.1.
            A exortação a todos nós é que precisamos interceder “em favor (benefício para segurança) dos reis (que tem o comando do país a fim de que eles possam administrar com dedicação em favor da população) [...]”, 1Tm.2.2.
            É preciso ainda “[...] usar a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor (benefício para segurança) [...]”, 1Tm.2.1 “[...] de todos os que se acham investidos de autoridade (desde o policial até aos ministros de estado) [...]”, 1Tm.2.2.
            Quando nos empenhamos na busca pela vida espiritual ativa, só ganhamos.
            A exortação é para eu e você [...]
Conclusão: Viver bem.
            Para eu e você viver bem neste mundo é preciso que “todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas”, Rm.13.1.
            Além dessa sujeição, não podemos deixar de “[...] usar a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças [...]”, 1Tm.2.1 “em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade [...]”, 1Tm.2.2.
            A finalidade dessas nossas práticas serve “[...] para que (eu e você) vivamos vida tranquila (quieta, calma quando o estado cumpre com o dever de proteger o cidadão) [...]”, 1Tm.2.2.
            O “[...] viver vida [...] mansa (não tem nada a ver com bolsa família, renda cidadã, ação jovem e programa do leite/Itapuí, bolsa copa, bolsa olímpica, bolsa permanência na escola, bolsa ditadura e auxílio-reclusão até teto o máximo de R$ 4.663,00) [...]”, 1Tm.2.2.
            Paulo fala “[...] que (esse) viver [...] (tem que ser) com toda piedade (dedicação, reverência, fidelidade, respeito a Deus, pois Ele é o único que pode nos exortar) [...]”, 1Tm.2.2.
            E, por fim, para “[...] viver [...] (com) respeito (a todos os homens)”, 1Tm.2.2.
            Cabe a cada um de nós aceitar essa exortação bíblica para vivermos feliz de modo digno neste mundo.


            Rev. Salvador P. Santana

AMANHECER DE MANEIRA DIFERENTE

AMANHECER DE MANEIRA DIFERENTE
              No decorrer desta semana, salvo alguns dias, o dia todo ficou nublado. Muitos moradores, no dia do feriado, quase não arriscaram sair às ruas. É certo que muitos devem ter se retirado para outros municípios a fim de descansar da fadiga do dia, relaxar o corpo à beira de um rio com o intuito de pescar, fazer um passeio turístico ou visitar parentes que há muito não viam.
            Após esse feriado, a natureza tão bela que Deus criou anunciou que “[...] o sol, o qual, como noivo que sai dos seus aposentos, se regozija como herói, a percorrer o seu caminho. Principia numa extremidade dos céus, e até à outra vai o seu percurso; e nada refoge ao seu calor” (Sl 19.4-6). Sim, com esses ares, cores vibrantes e brilhantes têm amanhecido outros dias.
            Parece que a vida voltou ao normal, mesmo porque, o feriado foi um pouco mais pacato, sossegado e porque não dizer, sombrio, sem atividade constante. No dia subsequente os homens se locomovem de um lado para o outro, uns indo para o seu trabalho, outros para a sua escola, alguns a jogar conversa fora, conforme o ditado, enfim, a vida ocupada tem muito mais vigor.
            Assim como esses dias foram bem diferenciados uns dos outros, um quieto demais, outro bastante agitado, assim também é a vida espiritual daquele que crê no único Filho de Deus, Jesus Cristo. É evidente que haverá dias em que você irá se levantar de sua cama e verá que tudo ao seu redor está nebuloso, sem gosto, até mesmo a ponto de uma irritabilidade incontrolável.
            Outro dia levantar-se-á sorrindo para as paredes, até parece que nos dias anteriores não lhe acontecera nada de anormal. Estranho! Não se preocupe. Isso pode não ser normal, mas acontece com todos. Mas lembre-se, quando todos os dias ficarem nublados em sua vida espiritual, procure imediatamente o seu médico particular e se persistir o erro, procure o médico da alma, Cristo Jesus, pois o convite que Ele faz é extensivo e insistente: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28).
            Não se engane, como o dia ensolarado é totalmente controlado e determinado por Deus, de igual modo o Senhor, Soberano sobre todas as coisas é quem “[...] cobre de nuvens os céus, prepara a chuva para a terra, faz brotar nos montes a erva” (Sl 147.8). Sendo assim é impossível qualquer dia por si só acordar de manhã e dizer: hoje estarei ensopado, encharcado ou de olhos vivos, acesos e bem escaldantes, pelo contrário, quando “[...] o SENHOR dos Exércitos o determinar (que haja chuva ou sol); quem, pois, o invalidará? A sua mão está estendida; quem, pois, a fará voltar atrás?” (Is 14.27).
            Fique bem atento a isto! Deus determina como a natureza deve ser a cada dia, mas com respeito ao homem, longe de pensar que é Deus quem determina se ele vai amanhecer alegre ou emburrado, amargurado ou risonho, bruto ou manso, quieto ou agitado. Deus na sua muita misericórdia permite que todos, sem exceção, se “alegre [...] na sua juventude, e recreie-se o seu coração nos dias da tua mocidade; anda pelos caminhos que satisfazem ao seu coração e agradam aos seus olhos (mas lembre-se muito bem dessa última parte do versículo) sabe, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá contas” (Ec 11.9).
            A cada dia você pode amanhecer de maneiras diferentes. Pode ter acontecido na noite anterior de alguém ter lhe machucado, enfrentado fisicamente ou até mesmo intentado contra a sua vida, daí, você terá duas opções: acordar de bom ou de mau humor; a escolha é sua.
            Mas como cristão, servo de Deus, nascido de novo, você tem como obrigação buscar o melhor para a sua vida diária física e espiritual, pois conforme Paulo, o fruto do Espírito Santo deve ser colhido todos os dias tais como: “[...] amor, alegria, paz, longanimidade (paciência), benignidade (misericórdia), bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei” (Gl 5.22,23). Dê uma última olhada na parte final do verso vinte e três: “[...] mansidão, domínio próprio [...]” (Gl 5.23). 
            É preciso dizer mais alguma coisa?
Rev. Salvador P. Santana