sábado, 19 de abril de 2014

DOMINGO DA RESSURREIÇÃO



DOMINGO DA RESSURREIÇÃO
            “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento [...]” (Os 4.6). Existe um grande analfabetismo bíblico com relação à Páscoa. Caso o homem ainda não tenha o conhecimento correto do que é exatamente o significado da Páscoa, a recompensa será a destruição, porque Deus não mente e até o momento tem sido verdadeira a sua Palavra ao dizer que “O [...] povo está sendo destruído [...] (por) falta (do) conhecimento [...]” (Os 4.6).
            Por todos os cantos do mundo se percebe a associação do ovo de chocolate com o coelho. Quando ocorre essa péssima associação, fica estabelecida a ideia de que o coelho bota ovo, coisa absurda e impossível. Outra analogia também é feita quando se diz que o coelho é símbolo da fertilidade; com respeito à vida espiritual não há correlação. Sinceramente, nenhuma das duas semelhanças é válida. Outro erro é que se confunde Páscoa com Ressurreição.
            A Páscoa, no contexto bíblico-judaico, na verdade é a festa na qual os israelitas comemoram a libertação dos seus antepassados da escravidão no Egito. Esta festa funcionava da seguinte forma: Acontecia no “[...] primeiro mês do ano”, (Ex 12.2) no dia 14 do mês de NISÃ do calendário judeu (lunar) (ou mais ou menos dia 1º de abril do calendário (gregoriano). Cada chefe de família, no dia “[...] dez deste mês (devia) tomar para si um cordeiro [...] para cada família” (Ex 12.3). “O cordeiro [...] sem defeito, macho de um ano (ou) um cordeiro ou um cabrito; e o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o imolará no crepúsculo (quando sol se põe) da tarde” (Ex 12.5,6). Em hebraico o nome dessa festa é “Pessach”, que significa “passar por cima”, foi o que fez o anjo da morte, “porque, naquela noite, passou pela terra do Egito e feriu na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até aos animais; executou juízo sobre todos os deuses do Egito. Deus é o SENHOR” (Ex 12.12). Os judeus não foram atingidos pela mortandade porque o portal de suas casas estava marcado com o sangue do cordeiro tomado para o sacrifício Pascoal.
            Neste período chamado de Páscoa, do ponto de vista cristão, comemora-se a RESSURREIÇÃO de Jesus Cristo, o Salvador. Este ato ocorreu na última Páscoa da vida de Cristo neste mundo, durante a qual foi preso, julgado, morto e ressuscitado ao terceiro dia. Naquele dia, primeira quinta-feira de abril do ano 33 da era cristã, Jesus “[...] enviou dois dos seus discípulos [...] à cidade [...] (com a finalidade de preparar o) aposento (para) comer a Páscoa com os seus discípulos [...] ao cair da tarde [...]” (Mc 14.13,14,17). No início da noite, “quando estavam à mesa e comiam, disse Jesus: Em verdade vos digo que um dentre vós, o que come comigo, me trairá” (Mc 14.18). Em meio a esta festa da Páscoa, antes de Jesus ir para o Getsêmani (jardim no monte das Oliveiras) para orar, Jesus institui a Santa Ceia e os doze participaram com Ele. Daí em diante começou o sofrimento de Jesus. Preso, foi levado ao sumo sacerdote, depois diante de Pilatos (governador romano da Judeia) e do rei Herodes Antipas que governou a Galileia e a Pereia. Na sexta-feira Jesus foi entregue aos soldados, açoitado, escarnecido, cuspido, despido para depois “[...] conduzirem Jesus para fora, com o fim de o crucificarem” (Mc 15.20). “À hora nona (15h00), clamou Jesus em alta voz: [...] Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (todos os pecados dos eleitos estavam sobre os ombros de Jesus) [...] dando um grande brado, expirou” (Mc 15.34,37). Para muitos, a morte de Jesus foi o fim, pois Ele ficou na tumba três dias, mas para Deus foi a conquista da grande vitória, porque “no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada [...] mas Deus o ressuscitou dentre os mortos” (Jo 20.1); (At 13.30).  A vitória de Cristo é a sua vitória.
            Os primeiros cristãos comemoraram a ressurreição de Jesus em todo primeiro dia da semana [domingo], reunindo-se para o culto dominical. Mas numa comemoração anual deste evento tão importante para a fé dos eleitos, ela permanece na data da sua ocorrência conforme o calendário judeu. Assim é totalmente descabido tomar como essência ou símbolo desta comemoração cristã o chocolate, o coelho ou o ovo; por belos e significantes que sejam. Quando se adota esses símbolos, imitando o mundo, pois este adota, pratica e impõe estes elementos tendo em vista o faturamento comercial e o faz totalmente alienado do sentido religioso que a comemoração tem. O elemento central da comemoração é a Pessoa de Jesus Cristo, que nasceu de mulher, sob a lei e tendo vivido vida perfeita, também morreu pelos pecados dos eleitos e ressuscitou para justificação destes. A essência da comemoração é a fé. Fé que é depositada em Jesus Cristo, o Filho de Deus, que garante a salvação, que alimenta a esperança, e que permanece no coração dos escolhidos, ou seja, essa fé permanecerá até a consumação dos séculos.
            Chocolate é um alimento gostoso, pode e deve ser consumido, o coelho e o ovo são admiráveis criações de Deus, mas não são símbolos bíblicos da Páscoa.
            Neste domingo da Ressurreição revigore a sua fé e o seu amor a Jesus num culto fervoroso que só a Ele é devido.
            Rev. Salvador P. Santana

RESSURREIÇÃO, At.4.33.



RESSURREIÇÃO
At.4.33

Introd.:           Conta-se que existiam três pequenas árvores que sonhavam o que seriam depois de grandes.
            A primeira disse: - Eu quero ser o baú mais precioso do mundo, cheio de tesouros! Para isso se dispunha a ser cortada.
            A segunda suspirou: - Ah! Eu quero ser um grande navio para transportar reis e rainhas!
            A terceira pensou: – Quero ficar aqui e crescer tanto que as pessoas, ao olharem para mim, levantem seus olhos e pensem em Deus.
            Anos depois vieram três lenhadores e cortaram as três árvores.
            Todas ansiosas em serem transformadas naquilo que sonhavam, menos a terceira. Mas lenhadores não costumam ouvir nem entender sonhos de árvores [...] Que pena!
            A primeira foi transformada num coxo de animais.
            A segunda virou um simples e pequeno barco de pesca.
            A terceira mesmo sonhando em ficar na floresta foi cortada em grossas vigas.
            Todas se perguntaram desiludidas: Para que serve isso?
            Numa bela noite, em Belém da Judéia, uma jovem de mulher colocou seu neném nascido naquele coxo de animais.
            Aquela árvore percebeu que continha o maior tesouro do mundo.
            A segunda árvore se viu transportando um homem que acabou dormindo no barco, este quase veio a submergir, quando o Mestre se levantou e disse ao mar: “sossegai”.
            A segunda árvore entendeu que estava carregando o Rei dos céus e da terra.
            Anos mais tarde, numa sexta-feira, a terceira árvore espantou-se quando suas vigas foram unidas em forma de cruz e um homem fora pregado nela devido a sua condenação.
            Aquela árvore se sentiu horrível e cruel [...]
Nar.:   A partir daquele glorioso domingo os apóstolos começaram a proclamar a ressurreição do Filho de Deus.
Propos.:          De igual modo precisamos dar testemunho da ressurreição de Jesus.
Trans.:           A ressurreição nos impulsiona [...]
1 - A dar testemunho, At.4.33a, “Com grande poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus [...]”.
            Esta era a doutrina pregada – a ressurreição.
            A ressurreição nos fala sobre a certeza de uma vida plena e satisfeita ao lado de Deus.
            Fala sobre a garantia que temos sobre a morte, esta foi a certeza do apóstolo Paulo ao dizer: “Caso, pois, tenha eu praticado algum mal ou crime digno de morte, estou pronto para morrer [...]”, At.25.11.
            Só nos resta dar um bom testemunho.
            Ou um poderoso testemunho através de palavras e ações.
            O escritor sagrado ao introduzir o verbo “dar” indica que as suas ações eram habituais.
            Eram constantes os “[...] testemunhos da ressurreição [...]”.
            O poder que havia descido sobre eles, proveniente do Espírito Santo, fazia deles testemunhas habituais e poderosas de uma mensagem real.    
            Esse poder operado pela terceira Pessoa da Trindade é que efetuava nos ouvintes a convicção de pecado. 
            Logo, com esse poder, devo testemunhar a ressurreição de Cristo Jesus.
            A ressurreição nos [...]
2 – Proporciona graça, At.4.33b, “[...] e em todos eles havia abundante graça”.
            Por causa do testemunho da ressurreição, “[...] havia abundante graça (em todos eles)”.
            Ou seja, Deus derramava bênçãos sobre todos aqueles que davam testemunho da ressurreição.
            Essa graça pode se manifestar até mesmo com ações miraculosas.
            Uma das ações miraculosas em nossas vidas devido à ressurreição de Jesus é a bênção da salvação.
            Aqui encontramos o verbo “haver” sendo usado para nos comunicar que essa graça era constante na vida daqueles que testemunhavam a Ressurreição de Jesus Cristo.        
            Hoje podemos receber essa “[...] abundante graça”; basta testemunhar a Ressurreição de Jesus.
            É simples, fácil e enche o nosso coração de alegria.
            A ressurreição [...]
Conclusão:     Nos comunica vida em Cristo Jesus.
            A ressurreição é a garantia da entrada de muitos no céu, portanto, seja testemunha e receba a graça abundante dos altos céus.
            Assim como aquela terceira árvore ficou sabendo que ao despontar da aurora do primeiro dia da semana, o domingo, o mundo vibrou de alegria, ela, então, pôde entender que nela havia sido pregado o Filho de Deus, o Salvador do mundo.
            Deixe a alegria encher o seu coração, pois Jesus Ressuscitou, logo, podemos dizer:
            Com grande poder, (nós iremos) dar testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e (haverá entre nós) abundante graça”.

            Rev. Salvador P. Santana

ARREPENDEI-VOS, At.2.38.



ARREPENDEI-VOS
At.2.38

Introd.:           Em nossos dias os cultos não estão sendo mais centralizados em Deus.
            O pastor Ricardo Gondim fala que “as igrejas evangélicas esforçam-se para vender o evangelho. Prometem enormes possibilidades. Anuncia-se que qualquer um pode adquirir determinado benefício com um esforço mínimo. As igrejas se transformam em balcões de serviços religiosos ou supermercados da fé”.
            Diz ainda que essas igrejas “oferecem cultos diferenciados e as intermináveis campanhas de milagres financeiros e curas de todos os tipos. Procuram incrementar os serviços ao gosto do freguês. São estratégias para atrair o maior número de pessoas. Esse modelo induz as pessoas a adorarem a Deus por aquilo que Ele dá e não por aquilo que Ele é” – Ultimato – mar/03.
            Não encontramos na Bíblia nenhuma aprovação de Deus quanto a criatividade ou inovação no culto.
            Qualquer elemento incluído ao culto deve passar pelo crivo das Escrituras Sagradas, até mesmo as nossas músicas.
Nar.:   O livro de Atos dos Apóstolos em seu capítulo 2 narra o tipo de culto que deve ser oferecido a Deus.
            Não é exatamente nesta ordem, mas vemos os elementos do culto neste texto que são: Invocação, intercessão, adoração, contrição e a edificação.
            Neste culto de Atos dos Apóstolos não se percebe os hinos de louvor, os cânticos espirituais, as palmas e nem mesmo as danças ou coreografias.
            Isto nos mostra que o mais importante no culto é a Pessoa de Jesus Cristo.
Propos.:          O ponto máximo no culto dos Atos dos Apóstolos foi o convite [...] arrependimento [...]”, At.2.38.
Trans.:           [...] Arrependei-vos [...]”, At.2.38.
1 – É a principal exigência.
            Ao ler o contexto, vemos que Pedro, no culto, alerta ao povo de que “[...] Jesus [...] (fora) crucificado (por) eles, (mas) Deus o fez Senhor e Cristo”, At.2.36.
            Após “ouvirem eles esta (mensagem) [...] o coração (desse povo) compungiu-se (encheu-se de tristeza por ter pecado) e (então) perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos?”, At.2.37.
            Não existe outra alternativa a não ser o [...] arrependimento [...]”, At.2.38 para aqueles que praticam qualquer maldade contra o Filho de Deus, pecando deliberadamente (de caso pensado).
            Pedro lhes mostrou a crueldade praticada, a crucificação de Cristo, daí, eles sentiram o profundo golpe em seus corações.
            Ao exigir o [...] arrependimento, Pedro (lhes assegura que através) de Jesus Cristo (cada um pode alcançar a) [...] remissão (perdão) dos seus pecados [...]”, At.2.38.
            É preciso se “[...] arrepender [...]”, At.2.38 por ter maltratado o próximo, “[...] sem motivo negar ao justo o seu direito [...] [sem motivo] se irar contra seu irmão [...]”, Is.29.21; Mt.5.22.
            A mesma “resposta (de) Pedro (deve ser a nossa para os nossos erros e para aqueles que estão à nossa volta): Arrependimento [...]”, At.2.38.
            O “[...] arrependimento [...]”, At.2.38 é necessário para o nosso relacionamento com Deus.
            O “[...] arrependimento [...]”, At.2.38 mostra que todos nós precisamos viver para glorificar a Deus.
            O homem que se achega a Cristo Jesus, através da pregação da Palavra, e não através de ruídos ou barulho é “[...] salvo (porque) aprouve a Deus (agir dessa forma com todos aqueles) [...] que creem pela loucura da pregação”, 1Co.1.21.
            Cada um precisa ouvir muito mais a pregação da Palavra que músicas.
            Aconteceu certa vez de “[...] o rei Josias ter ouvido as palavras do Livro da Lei, (a sua atitude foi de) rasgar as suas vestes”, 2Rs.22.11 em demonstração de arrependimento por não ter encontrado o livro há mais tempo.
            É dever ficar atento à leitura da Bíblia, assim como o sacerdote Esdras que “[...] leu no livro, diante da praça [...] desde a alva até ao meio-dia, perante homens e mulheres e os que podiam entender; e todo o povo tinha os ouvidos atentos ao Livro da Lei”, Ne.8.3 – muitas vezes preferimos ficar o dia diante da TV.
            É por este motivo que Jesus fala que devemos “[...] conhecer a verdade, e a verdade nos libertará”, Jo.8.32.
            Precisamos ouvir muito mais a mensagem da cruz, porque “[...] a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo”, Rm.10.17.
            O resultado para o “[...] arrependido [...]”, At.2.38 é duplo [...]
Conclusão:     O “[...] arrependido [...] recebe o dom (presente) do Espírito Santo”, At.2.38 e com Ele, “[...] o fruto do Espírito [...] amor, alegria, paz, longanimidade (paciência), benignidade (misericórdia), bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio [...]”,Gl.5.22,23.
            Outro maravilhoso resultado para o “[...] arrependido [...] (é) ser batizado em nome de Jesus Cristo [...]”, At.2.38 para pertencer a igreja neste mundo.
            A “resposta (de) Pedro [...] (para o) arrependimento, (não fica restrito a alguns, é para) [...] cada um de nós [...]”, At.2.38 que deseja seguir mais perto de Deus.
            [....] Arrependa [...]”, At.2.38 de seus pecados, volte para Deus com profunda tristeza.
            Faça uma análise: Você gosta mais da música, das bênçãos ou da pregação da Palavra de Deus?

            Rev. Salvador P. Santana

quarta-feira, 9 de abril de 2014

POR POUCO ME FAZES CRISTÃO, At.26.28.

POR POUCO ME FAZES CRISTÃO
At.26.28

            “De todas as tristes palavras, da língua ou da pena, as mais tristes são: Por pouco!” – John Whittier.
            Paulo compareceu perante Herodes Agripa II que governou o mesmo território que Filipe havia governado (50-70 d.C.).
            A palavra que “[...] Agripa [...] dirige a Paulo (é um disfarce diante das obrigações que temos que assumir diante de Deus) [...] Por pouco me persuades a me fazer cristão”, At.26.28.
            Quase cristão não pode ser crente no Senhor Jesus Cristo.
            Quase cristão “[...] não tem parte com Jesus”, Jo.13.8.
            O quase cristão precisa “[...] deixar casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe [ou mulher], ou filhos, ou campos, por causa do [...] nome (de) Jesus, (então, ele) receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna”, Mt.19.29.
            O quase cristão não tem paz interior, rejeita a bênção, não é vitorioso, não é grato, deixa de orar, não é dado a leitura Bíblica, não conhece o Deus da Bíblia e nem participa dos cultos.
            Esses quase cristãos são forçados pelo pai, pela mãe, namorado, cônjuge a frequentar a igreja.
            É por este motivo que Jesus declara que “nem todo o que [...] diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade do [...] Pai, que está nos céus”, Mt.7.21.
            Ser quase cristão não pode estar na moda.
            Para o quase cristão, todas as religiões levam a Deus, mas para o servo de Cristo, “[...] há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem”, 1Tm.2.5.
            Para o cristão só “[...] Jesus (é) [...] o caminho, e a verdade, e a vida; (pois) ninguém vai ao Pai senão por Ele”, Jo.14.6.
            Precisamos gravar na mente que Jesus é o único que pode “[...] nos dá a vida eterna; jamais pereceremos, e ninguém as arrebatará da mão (de) Jesus”, Jo.10.28.
            Quase cristão! Que pena!
            O discurso de Paulo perante o rei Agripa era com o desejo de “fazer-se fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Fazer-se tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns”, 1Co.9.22, mas o rei “[...] Agripa [...] disse: Por pouco me persuades a me fazer cristão”, At.26.28.
            No discurso de Paulo, ele fala que “[...] estava sendo julgado por causa da esperança da promessa que por Deus foi feita (a respeito do Messias) [...]”, At.26.6, mas Agripa rejeitou como muitos o têm feito até nossos dias.
            Paulo alertou ao rei Agripa e a todos nós de “[...] que se (deve) arrepender e se converter a Deus, praticando obras dignas de arrependimento”, At.26.20.
            “Então, Agripa (talvez furioso, devido a sua posição de rei) se dirigiu a Paulo e disse: Por pouco me persuades a me fazer cristão”, At.26.28.
            Que bom se o rei e todos nós nos tornássemos cristãos verdadeiros, mas nenhum de nós consegue persuadir a outra pessoa.
            O aceitar a Cristo ou ser cristão verdadeiro se dá “quando (o) Espírito Santo vier, convencer (a mim e a você) [...] do pecado, da justiça e do juízo [...]”, Jo.16.8.
            Para se tornar cristão é preciso que “[...] o Senhor [...] abra o (seu) coração para atender às coisas [...] ditas (na Palavra de Deus)”, At.16.14.
Conclusão:      Peça a Deus que não nos deixe cair nesse erro de “[...] por pouco [...] (ser) cristão”, At.26.28.
            Peça a Deus para ser “[...] persuadido a [...] (ser um) cristão (verdadeiro)”, At.26.28.
            Tenha a coragem de pedir que “[...] Deus permita que, por pouco ou por muito, não apenas você, (mas toda a sua família seja um verdadeiro servo de Cristo) [...]”, At.26.29.

            Rev. Salvador P. Santana

ABRAÃO E SARA - O desafio de viver pela fé, Gn.12.1-9.

ABRAÃO E SARA – O desafio de viver pela fé, Gn.12.1-9.

Introd.:           Cotidianamente somos desafiados por questões de nosso mundo pós-moderno. Temos de estar sempre on-line com os assuntos do momento, nosso preparo profissional tem de ser contínuo ou corremos o risco de perder o emprego. Nossos relacionamentos com familiares e com outras pessoas são testados constantemente.
            Aqueles que não são cristãos podem simplesmente ignorar um ‘viver bem’ em cada uma dessas áreas, mas isso não deve acontecer com um cristão.  
            Muito mais do que viver uma vida de desafios diários, o crente deve viver pela fé e isso deve estar evidente em tudo o que faz.
            Como casais cristãos enfrentando pressões da sociedade que põe os laços matrimoniais em descrédito, como viver pela fé?
            Abraão e Sara nos ajuda a compreender melhor essa situação de estar no mundo e praticar a fé constante em nossos corações.
            Qual é o seu [...]
1 – Conceito de fé?
            “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam (a volta de Cristo), a convicção de fatos que se não veem (milagres, o céu)”, Hb.11.1.
            A fé é o que nos move em direção ao sobrenatural e, “de fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam”, Hb.11.6.
            A “[...] fé em Cristo Jesus (é o meio que) pode (nos) tornar sábio para a salvação [...]”, 2Tm.3.15.
            Aquele que “[...] tem fé em Jesus [...] (é) justificado (Deus declara justo todo aquele que recebe Jesus)”, Rm.3.26.
            É por este motivo que não podemos “[...] gloriar (por causa das nossas) obras diante de Deus [...] (porque, se) cremos (em) Deus que (nos) justifica [...] a nossa fé (nos) são atribuída como justiça”, Rm.4.2,5.
            É por meio da “[...] fé [...] que andamos [...] e não pelo que vemos”, 2Co.5.7.
            Não existe outro meio para viver neste mundo, “[...] o [...] justo (deve) viver pela fé; e: Se retroceder, nele não se compraz a alma (de) Deus”, Hb.10.38.
            É somente “pela fé, (que temos condições de) entender que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem”, Hb.11.3.
            Através da fé “[...] cremos (não somente) no evangelho”, Mc.1.15, mas em toda a Bíblia que como sendo “[...] as Escrituras, porque julgamos ter nelas a vida eterna [...]”, Jo.5.39.
            Essa mesma fé nos levará a ter a mesma atitude quando “respondeu Simão Pedro, dizendo (a Jesus): Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”, Mt.16.16.
            “A fé cristã é confiança no Deus eterno e em suas promessas garantidas por meio de Jesus Cristo. Ela é produzida pelo evangelho, quando o evangelho é entendido mediante a obra graciosa do Espírito Santo. É um ato pessoal, que envolve a mente, o coração e a vontade, uma vez que é dirigida ao Deus pessoal e não a um ídolo ou a uma ideia” (Bíblia de Estudo de Genebra).
            É por meio da fé que temos condições de reconhecer que, “[...] para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós também, por ele (de que) há um só Senhor, uma só fé, um só batismo [...] um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem”, 1Co.8.6; Ef.4.5; 1Tm.2.5.
            Foi a partir dessa [...]
2 – Fé que Abraão e Sara foram fortalecidos.
            Desde o chamado de “[...] Abrão [...] (para) sair da sua terra [...] (com a ordem do) SENHOR: vai para a terra que te mostrarei”, Gn.12.1, é que o próprio Deus o fortaleceu na fé e na esperança.
            Como é o próprio “[...] Deus [...] que conhece os segredos dos corações [...]”, Sl.44.21, então, Ele sabia das limitações e inconstâncias de Abraão e de todos nós.
            Foi o próprio Deus quem trabalhou Abraão para ele crescer na fé.
            É verdade que é “[...] pela graça (de Deus que) somos salvos, mediante a fé; e (deve ser gravado em nosso coração que) isto não vem de nós; é dom de Deus”, Ef.2.8.
            Essa fé “não (pode ser) de obras, para que ninguém se glorie”, Ef.2.9.
            Como “[...] somos feitura (de) Deus, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”, Ef.2.10, então, é o próprio Deus quem nos fortalece.
            A fim de que Abrão fosse fortalecido, partiu do próprio “[...] SENHOR dizer a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei”, Gn.12.1.
            Deus tirou Abraão do meio dos seus porque “[...] antigamente [...] Tera, pai de Abraão e de Naor, habitaram dalém do Eufrates e serviram a outros deuses”, Js.24.2.
            Nasceu no coração de Deus “fazer de Abraão uma grande nação, e (o) [...] abençoar, e [...] engrandecer o nome (de) Abraão. (Como não existe disposição em nós para o ministério, o próprio Deus determina:) Sê (imperativo) tu uma bênção!”, Gn.12.2.
            Após ser enviado, é também o próprio Deus que “abençoa os que nos abençoam e amaldiçoa os que nos amaldiçoam; (é por este motivo que) em nós (assim como aconteceu com Abrão) serão benditas todas as famílias da terra”, Gn.12.3.
            Sempre que acontece algo fora do nosso controle, “[...] o SENHOR (continua fortalecendo a nossa fé. Quando) Ló se separou (de) Abrão [...] (Deus mandou Abrão) erguer os olhos e olhar desde onde estava para o norte, para o sul, para o oriente e para o ocidente”, Gn.13.14, mostrando-lhe que o próprio Senhor continua no controle de sua vida.
            A promessa para Abrão era que, “[...] toda (aquela) [...] terra que via, Deus [...]deu, a Abrão e à sua descendência, para sempre”, Gn.13.15 – faça uma análise dos bens que você tem recebido de Deus.
            A promessa de Deus era de “fazer (com que) a [...] descendência (de Abrão fosse) como o pó da terra; de maneira que, se alguém puder contar o pó da terra, então se contará também a sua descendência”, Gn.13.16.
            Como Deus já havia prometido a terra, fala para Abrão “levantar, percorrer [...] (a) terra no seu comprimento e na sua largura; porque Deus [...] deu (a Abrão)”, Gn.13.17 – trabalhar com as mãos os bens recebidos – talentos – 1,2,5.
            Em agradecimento, “[...] Abrão [...] junto a Hebrom [...] levanta [...] um altar (oferta) ao SENHOR”, Gn.13.18.
            Como é o próprio Deus que fortalece a vida dos seus servos, o “[...] SENHOR (falou) a Abrão [...] dizendo: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo (proteção), e teu galardão (prêmio, recompensa) será sobremodo grande”, Gn.15.1.
            Mas Abrão não deseja apenas terras, então falou para o “[...] SENHOR Deus (:) [...] que me haverás de dar, se continuo sem filhos e o herdeiro da minha casa é o damasceno Eliézer?”, Gn.15.2.
            A resposta de Deus é que Abraão seria “abençoado [...] (lhe) dando um filho [...]”, Gn.17.16.
            Veja como é interessante o fortalecimento oferecido por Deus seguido de promessas.
            É provável que “[...] Abraão tinha setenta e cinco anos [...] (quando) o SENHOR [...] (lhe promete um) herdeiro [...] (mas, quando) Abraão (completou) oitenta e seis anos (nasce) Ismael (filho da escrava) Agar [...] (a promessa de Deus se cumpre só depois que) o SENHOR visitou a Sara, como lhe dissera, e o SENHOR cumpriu o que lhe havia prometido (o filho após 25 anos, quando) Abraão tinha cem anos, quando lhe nasceu Isaque, seu filho”, Gn.12.4; 15.4; 16.16; 21.1,5.
            Precisamos saber que “[...] para o SENHOR (não) há (nada) [...] demasiadamente difícil [...] (tanto) um filho (prometido quanto o fortalecimento do nosso coração)”, Gn.18.14.
            Você crê que Deus pode fortalecer o seu coração no momento do desespero?
            Então fique preparado para [...]
3 – O desafio do chamado.
            O desafio é quando Deus nos chama e temos que “[...] deixar casas [...] irmãos [...] irmãs [...] pai [...] mãe [ou mulher] [...] filhos [...] campos, por causa do nome (de) Cristo, receberemos muitas vezes mais e herdaremos a vida eterna”, Mt.19.29.
            O grande desafio para Abraão foi quando “[...] o SENHOR disse (como reconhecer que Deus está nos mandando para outra moradia?) [...] sai da tua terra (deixar amigos, emprego, bens), da tua parentela (a quem podemos contar nas horas de aperto) e da casa de teu pai (que oferece o ombro, alimento) e vai para a terra que te mostrarei (o desafio de se lançar ao desconhecido)”, Gn.12.1.
            Outro desafio para “Abraão (foi) levar consigo a Sarai, sua mulher (estéril – filhos - fonte de renda barata para toda a família) [...] e todos os bens que haviam adquirido (é possível que tenha vendido outros bens), e as pessoas (escravos) que lhes acresceram em Harã (Síria-Damasco). Partiram para a terra de Canaã (sem conhecer as pessoas, o seu desafio foi conhecer quando) [...] lá chegaram”, Gn.12.5.
            Abraão e Sara enfrentam o [...]
4 – O desafio da obediência.
            O desafio de “Abrão (foi) partir (sem reclamar de Deus e nem do lugar que não conhecia para construir uma grande nação) [...] como lho ordenara o SENHOR, e Ló foi com ele (desafiado por seu sobrinho quando resolveu abandonar o tio e partir para Sodoma e Gomorra). Tinha Abrão setenta e cinco anos (o cansaço o desafiou) quando saiu de Harã”, Gn.12.4.
            A resposta de Abraão foi segura, imediata e positiva.
            A Bíblia fala que “pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia”, Hb.11.8.
            Note bem que, “a própria Sara [...] pela fé, também (com o marido, encarando os mesmos desafios), recebeu poder para ser mãe, não obstante o avançado de sua idade, pois teve por fiel aquele que lhe havia feito a promessa”, Hb.11.11 – precisamos aprender a confiar em Deus.
            O seu cônjuge aprova a sua vida de oração, leitura bíblia, culto que presta a Deus, vida espiritual, dízimos, ofertas?
            Abraão e Sara enfrentaram [...]
5 – O desafio da peregrinação.
            Quando “atravessou Abrão a terra até Siquém (o seu desafio foi andar 750 km em cima de lombo de burro e camelo no deserto escaldante e perigoso. Um homem anda 40 km por dia), até ao carvalho de Moré [...] (encontrou outro desafio, saber que) os cananeus (povo desconhecido) habitavam essa terra”, Gn.12.6 e podia haver discórdia e ciúmes.
            Na peregrinação, Abraão enfrentou a “fome (que) havia naquela terra; (foi obrigado a) descer [...] ao Egito [...] porquanto era grande a fome na terra”, Gn.12.10.
            Quando enfrentamos problemas, pensamos que Deus não está conosco, mas “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações”, Sl.46.1.
            Outro desafio na peregrinação foi “quando Abraão se aproximou do Egito [...] (por causa) da formosa aparência de Sara [...] (diante dos) egípcios [...] (como Abraão não conhecia o futuro, ele pensava que seria) [...] morto, deixando Sara com vida”, Gn.12.11,12.
            Todos nós pintamos o quadro sem enxergar a paisagem.
            Pensando dessa forma, Abraão sugeriu, assim como cada um de nós, que os nossos precisam “dizer (mentiras) [...] que é minha irmã (que não foi eu), para que me considerem por amor de ti e, por tua causa, me conservem a vida (medo da morte, de se encontrar com Deus)”, Gn.12.13.
            Abraão sofreu consequências.          
            Por ter mentido “[...] dizendo (que Sara era) sua irmã [...] por isso, Faraó a tomou para ser sua mulher [...] (Abraão foi expulso quando lhe disse:) toma-a e vai-te. E Faraó deu ordens aos seus homens a respeito dele; e acompanharam-no (até fora da cidade), a ele, a sua mulher e a tudo que possuía”, Gn.12.19,20.
            Na peregrinação que enfrentamos, e também “Abraão (foi desafiado quando) ouviu que seu sobrinho estava preso, fez sair trezentos e dezoito homens dos mais capazes (faz de tudo para livrá-lo da prisão – advogado, se dispõe de bens e pode pagar até propina) [...] e os persegue até (resolver o problema. Pode acontecer) [...] feridas [...] perseguição [...] (para) trazer de novo todos os bens, e também a Ló [...]”, Gn.14.14-16.
            A nossa peregrinação não é fácil neste mundo, mas como todos nós “[...] somos peregrinos e forasteiros (neste mundo, então devemos) [...] nos abster das paixões carnais, que fazem guerra contra a (nossa) alma”, 1Pe..2.11.
            Em toda peregrinação existe temores e fraquezas, mas lembre-se “o SENHOR, nosso Deus, está no meio de nós, poderoso para salvar-nos [...]”, Sf.3.17 e, “[...] depois de termos sofrido por um pouco, ele mesmo nos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar”, 1Pe.5.10.
            Abraão e Sara souberam trabalhar [...]
6 – O desafio da espera.
            Esperar, aguardar ninguém gosta.
            É desagradável ficar na fila do banco, do Inss, do restaurante. Somos imediatistas e ansiosos. Esperar é completamente fora de nosso mundo faz rápido.
            Somos cobrados para tomar decisões e atitudes de modo rápido e agir da mesma maneira com os outros, daí, tomamos decisões precipitadas e vamos enfrentar problemas.
            Abraão e Sara tiveram que esperar 25 anos pela promessa de um filho.
            Enquanto não se cumpria essa promessa [...]
            A – Abraão se preocupava com a vida.
            Quando “apareceu o SENHOR a Abrão e lhe disse: Darei à tua descendência esta terra (ou esperamos a compra de uma casa, a promoção na empresa, aprovação no concurso, a cura de uma enfermidade, ficamos desesperados quando não vem a resposta. A Palavra de Deus nos fala que devemos “esperar pelo SENHOR, ter bom ânimo, e fortificar o nosso coração; esperar, pois, pelo SENHOR”, Sl.27.14. [...]”, Gn.12.7.
            A atitude de “[...] Abrão [...] ali (no local onde se encontrou com Deus, não foi de desespero. Ele) edificou um altar ao SENHOR, que lhe aparecera”, Gn.12.7 para cultuá-lo por aquilo que Deus já havia feito em sua vida.
            Abraão não ficou de braços cruzados. Ele “atravessou (procurando um lugar de sossego e pastagens para o seu rebanho foi) [...] até a terra (de) Siquém (64 km ao norte de Jerusalém) [...]”, Gn.12.6.
            Como ele estava procurando um lugar de repouso, onde Deus o pudesse abençoar e também conhecendo a terra, “passando dali para o monte ao oriente de Betel (20 km ao norte de Jerusalém), armou a sua tenda, ficando Betel (20 km ao norte de Jerusalém, mais) ao ocidente e Ai (leste de Betel) ao oriente; ali edificou um altar (para adorar) ao SENHOR e invocou o nome do SENHOR (em agradecimento)”, Gn.12.8.
            “Depois (que conheceu a terra, Deus fez) [...] Abrão seguir dali (lugar de sossego), indo sempre para o Neguebe (deserto, dificuldades, em direção ao Egito, onde mentiu para salvar a sua vida)”, Gn.12.9.
            Não podemos “[...] preferir mentir a falar retamente”, Sl.52.3, pois Abraão passou por sérios problemas.
            B – A ansiedade quanto ao cumprimento da promessa.
            O nascimento de Isaque era o evento mais esperado de Abraão e Sara, mas demorou 25 anos.
            A ordem que temos é que “[...] não (devemos) nos inquietar com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal”, Mt.6.34.
            Mas a ansiedade falou mais alto no coração de “[...] Sarai, mulher de Abrão, (ela tentou ajudar Deus) tomou a Agar, egípcia, sua serva (costume da época – barriga de aluguel), e deu-a por mulher a Abrão, seu marido (concubina – você ia recusar?), depois de ter ele habitado por dez anos (85 anos de idade) na terra de Canaã”, Gn.16.3.
            “Ele a possuiu, e ela concebeu (mas o filho gerado ficava sob os cuidados e educação da esposa legítima). Vendo ela que havia concebido, foi sua senhora por ela desprezada”, Gn.16.4.
            Quando tentamos ajudar Deus, caímos em erros.
            Houve da parte de “[...] Agar (quando) viu que havia concebido (muito desacordo, briga, intriga e) [...] desprezo (a) sua senhora [...]”, Gn.16.4.
            Você deseja um lar em permanente rivalidade?
            Não havia outra alternativa para “[...] Sarai a (não ser reclamar para) Abrão [...] sobre [...] a afronta (recebida vindo da escrava) [...]”, Gn.16.5, o resultado foi “[...] Sarai humilhar Agar, e ela fugiu de sua presença”, Gn.16.6.
            Sempre que acontece de praticar algo em desacordo com os princípios bíblicos, “[...] o Anjo do SENHOR (entra em ação para resolver para nós, pois não conseguimos sair dos problemas. Ele disse): Volta para a tua senhora e humilha-te sob suas mãos”, Gn.16.9.
            Uma lição péssima ficou para Abraão, Sara e para nós, “ele (Ismael e os nossos erros) será, entre [...] (nós como uma) mão [...] contra todos, e a mão de todos, contra ele [...]”, Gn.16.12.
            Quais problemas causados por nós que tem afligido a nossa alma em todos os nossos dias? Sífilis.
            Abraão e Sara nos ensina [...]
7 – O júbilo do cumprimento da promessa.
            Demorou chegar a bênção, mas quando “o SENHOR visitou a Sara, como lhe dissera [...] o SENHOR cumpriu o que lhe havia prometido”, Gn.21.1.
            Temos que gravar na mente este versículo: “Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá?”, Nm.23.19.
            Depois de 25 anos “Sara concebeu e deu à luz um filho a Abraão na sua velhice, no tempo determinado, de que Deus lhe falara”, Gn.21.2. Vale a pena esperar.
            Temos que saber que “tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu [...]”, Ec.3.1.
            Foi Deus quem determinou que “Isaque nascesse quando tinha Abraão cem anos [...]”, Gn.21.5.
            Nesse dia “[...] Sara disse [...] (que) Deus lhe deu motivo de riso (por ser abençoada) [...]”, Gn.21.6, mas, no dia da promessa de um filho, vinte cinco anos atrás, “riu [...] Sara no seu íntimo, dizendo consigo mesma: Depois de velha, e velho também o meu senhor, terei ainda prazer?”, Gn.18.12, sendo incrédula diante de Deus.
            Precisamos aprender a esperar as bênçãos de Deus, pois quando somos abençoados, até mesmo “[...] entre as nações se diz: Grandes coisas o SENHOR tem feito por eles”, Sl.126.2.
            A promessa de Deus se cumpriu não somente quanto ao nascimento de Isaque, mas também quanto a multidão dos descendentes de Abraão.
            “[...] A promessa (foi) para toda a descendência, não somente ao que está no regime da lei, mas também ao que é da fé (nós que cremos) que teve Abraão (porque Abraão é pai de todos nós, como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí.), perante aquele no qual creu, o Deus que vivifica os mortos e chama à existência as coisas que não existem. Abraão, esperando contra a esperança, creu, para vir a ser pai de muitas nações, segundo lhe fora dito: Assim será a nossa descendência”, Rm.4.16-18.
            Somos povo de Deus porque “[...] saiu uma posteridade (de Abraão) tão numerosa como as estrelas do céu e inumerável como a areia que está na praia do mar”, Hb.11.12.
Conclusão:      Sara e Abraão teve uma história de luta e superação.
            Abraão e Sara passaram pelos mesmos desafios, as mesmas derrotas. Eles andaram juntos e conseguiram vencer as batalhas da vida “de modo que já não (eram) [...] mais dois, porém uma só carne [...] não [...] separaram [...]”, Mt.19.6 até que a morte os separou.
            É preciso que pelo menos, nós, possamos deixar “[...] Cristo viver em nós [...] e esse viver que, agora, temos na carne, vivemos pela fé no Filho de Deus, que nos amou e a si mesmo se entregou por [...] nós”, Gl.2.20.
            “[...] Abraão (e Sara aprenderam a viver juntos nas dificuldades, mas aprenderam também a) crer em Deus, e isso lhes foi imputado (responsabilidade) para justiça”, Rm.4.3.
Aplicação:       Viver pela fé é que faz a diferença.
            Como você e seu cônjuge tem buscado em Deus fortalecer-se na fé?
            As dificuldades enfrentadas por você são motivo de glorificar a Deus ou de reclamação?



            Adaptado pelo Rev. Salvador P. Santana para E.D. – Nossa fé – Casais da Bíblia – CCC – Rev. José Antônio de Góes Filho.