sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

MODA

MODA
            “[...] O que acha da moda ‘periguetes’? Não gosto dessa moda muito justa, apertada, com barriga de fora. De um tempo para cá, a mulher ficou muito exposta. Não precisa virar freira, mas tem de ter uma medida [...]” – Época – Edição 818 – 03/02/14 – Bruno Astuto entrevistando Paulo Martinez, stylist e produtor de moda.
            Assim como existem normas nas empresas para a vestimenta, e para as celebridades quem dita as regras são estilistas de renome, também existem normas para a vestimenta do povo de Deus, e as ordens ditadas estão na Palavra de Deus, a única regra de fé e prática.
            Nestes dias em que se enfrentam grandes problemas com o vestuário, é bom ficar com ouvido atento ao conselho do apóstolo Paulo quando fala para Timóteo de “que (ele) queria também que as mulheres fossem sensatas e usassem roupas decentes e simples. Que elas se enfeitem, mas não com penteados complicados, nem com joias de ouro ou de pérolas, nem com roupas caras!” (1Tm 2.9).
            Paulo apela para um bom juízo das mulheres crentes em relação ao seu vestuário. Ele diz que elas devem usar roupas decentes. Conforme o dicionário Larousse da Ática, decente quer dizer: “Diz-se daquilo que fica bem; conveniente. Decoroso, honesto e digno”. O que Paulo está querendo dizer é o seguinte: A sua roupa fica bem em você? Ela é decorosa e digna de vir para a Igreja? A sua roupa não pode servir apenas para vir à igreja, mas também para andar no seu dia a dia.
            Preste bem atenção no vestuário das suas irmãs, colegas e amigas. Você tem coragem de vestir a roupa que elas vestem sendo que você as critica? Será que você não está levando o seu irmão a pecar contra Deus? Dê uma olhada no espelho antes de sair de casa.
            O texto não está proibindo vestuário ou penteados, ele só está chamando atenção quanto aos exageros no vestuário, penteados e joias e, acima de tudo, quanto a ostentação de suas roupas caras.
            Lembre-se! Igreja não é passarela de modas. Igreja não serve para mostrar o que você tem de melhor no seu guarda roupa. Igreja não é estúdio de TV.
            É bom lembrar o que é Igreja. Igreja é o lugar onde se reúnem os crentes no Senhor Jesus. Igreja é aquela que é perseguida por causa do testemunho que dá. Igreja é aquele que tem paz e caminha no temor do Senhor. Igreja é aquela que evangeliza e discipula os novos crentes. Igreja é a que ora e faz jejum. Igreja é a busca a santificação para ver a face de Cristo. Igreja se reúne de casa em casa para aperfeiçoar a comunhão, mas também pode ser encontrada na rua e no templo. Igreja é você, amada irmã, que precisa se vestir “[...] com sensatez e usar roupas decentes e simples. Que [...] se enfeitem, mas não com penteados complicados, nem com joias de ouro ou de pérolas, nem com roupas caras!” (1Tm 2.9).
            A Igreja do Senhor Jesus Cristo precisa estar na moda a ponto das “[...] portas do inferno não prevalecer contra ela” (Mt 16.18).
            Queridas irmãs, se na maioria das empresas brasileiras há exigências quanto ao vestuário, imaginem a cobrança de Cristo das suas vestes?
            Deus abençoe a todas!

Rev. Salvador P. Santana

O EXERCÍCIO DO QUEBRANTAMENTO, Is.57.11.

O EXERCÍCIO DO QUEBRANTAMENTO, Is.57.11.

            Objetivo da lição: aprender a se quebrantar diante de Deus.
Introd.:
            O profeta Isaías faz uma declaração de exaltação ao Deus que pode mudar, transformar e renovar cada coração.
            Deus tem esse poder “porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos”, Is.57.15.
            Interessante notar que Deus tem dois endereços de habitação.
            O primeiro fala que Deus “[...] habita a eternidade [...] habita no alto e santo lugar [...]”, Is.57.15, ou seja, “no céu está o nosso Deus [...]”, Sl.115.3.
            O segundo lugar de “[...] habitação [...] do Santo (é) [...] também com o contrito (arrependido, esmagado, quebrantado) e abatido (humilde, baixo) de espírito [...]”, Is.57.15.
            A respeito desses “[...] humildes de espírito (Jesus declara que eles são) bem-aventurados, porque deles é o reino dos céus”, Mt.5.3.
            Davi reconhece que “sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado (esmagado); coração compungido (tristeza por haver pecado) e contrito (arrependido), não o desprezarás, ó Deus”, Sl.51.17.
            O problema é que temos um coração orgulhoso, cheio de si, mesmo após a nossa conversão, sendo habitação de Deus, o nosso coração continua duro é por este motivo de Deus reclamar: “Mas de quem tiveste receio ou temor (deuses), para que mentisses e não te lembrasses de mim, nem de mim te importasses? Não é, acaso, porque me calo, e isso desde muito tempo, e não me temes?”, Is.57.11.
            A declaração do profeta Jeremias mostra cada um de “nós fazendo pior do que nossos pais; pois eis que cada um de nós anda segundo a dureza do nosso coração maligno, para não [...] dar ouvidos a Deus”, Jr.16.12.
            Sendo um coração em constante desejo para desviar-se de Deus, “[...] o Alto, o Sublime, que habita a eternidade [...] (deseja) vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos”, Is.57.15.
            Quebrantamento é a solução para o nosso coração orgulhoso.
            Você tem praticado o exercício do quebrantamento (desanimado, aflito, ferido)?
Exposição
1 – O que é quebrantamento?
            A palavra quebrantamento traduz a palavra bíblica contrição (arrependimento).
            Essa palavra sugere algo que foi esmagado em minúsculos pedaços, tal como uma rocha que se tornou em pó.
            Davi fala que “perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado (arrependido, esmagado, minúsculo) e salva os de espírito oprimido”, Sl.34.18.
            Nancy L. DeMoss afirma que quebrantamento consiste em três coisas:
            1 – Quebrantamento é o rompimento da nossa vontade pessoal e total rendição à vontade de Deus.
            Ao renegar a vontade de Deus em nossas vidas, agimos como Simeão e Levi que “[...] na sua vontade perversa [...] (misturado a) seu furor mataram homens [...] jarretaram (aleijar) touros”, Gn.49.6.
            O sinal do quebrantamento é quando o servo “[...] que [...] diz: Senhor, Senhor! [...] faz a vontade do [...] Pai, que está nos céus”, Mt.7.21.
            2 – Quebrantamento é abrir mão da autoconfiança e da independência de Deus.
            Muitos ainda neste mundo agem como “[...] Faraó (que era autoconfiante e totalmente independente de Deus ao afirmar): Quem é o SENHOR para que lhe ouça eu a voz e deixe ir a Israel? Não conheço o SENHOR, nem tampouco deixarei ir a Israel”, Ex.5.2.
            O quebrantamento começa quando “amamos o SENHOR, nosso Deus, dando ouvidos à sua voz e apegando-nos a ele; pois disto depende a nossa vida e a nossa longevidade [...]”, Dt.30.20.
            3 – Quebrantamento é o amolecimento do solo do nosso coração para que a Palavra de Deus penetre e lance raízes.
            Assim como “[...] Faraó [...] (muitos) corações continuam endurecidos e não [...] ouvem [...] o (que o) SENHOR tem dito”, Ex.8.15.
            O quebrantamento nos levar “[...] ouvir [...] (as) palavras (de) Jesus e as praticar (daí) será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha [...] (este) semeado em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende; este frutifica e produz a cem, a sessenta e a trinta por um”, Mt.7.24; 13.23.
2 – Avalie o seu orgulho.
            J. N. Darby declara que “o orgulho é o pior dos males que podem nos sobrevir. De todos os nossos inimigos, ele é o que perece com mais dificuldade e mais lentamente”.
            É preciso combater o orgulho, pois “Deus, certamente, escarnece dos escarnecedores [...]”, Pv.3.34.
            Devemos gravar em nosso coração que “[...] Deus resiste aos soberbos (orgulho) [...]”, Tg.4.6; 1Pe.5.5.
            É impossível o orgulhoso esconder do “[...] SENHOR [...] (porque) ele os conhece de longe”, Sl.138.6.
            Faça um check-up espiritual do seu coração. Avalie o nível de orgulho presente no seu coração.
            1 – O orgulhoso olha para os fracassos dos outros e está sempre pronto a mencioná-los tal como “[...] Judá (depois que soube que) [...] Tamar, sua nora, adulterou [...] (mandou) tirá-la fora para que ser queimada”, Gn.38.24;
            2 – O orgulhoso tem um espírito crítico e está sempre procurando erro nos outros. “[...] Ele vê o argueiro (cisco) no olho do [...] irmão, porém não repara na trave que está no seu próprio [...]”, Mt.7.3;
            3 – O orgulhoso tem a tendência de criticar quem se encontra em posição de autoridade (presidente, patrão, marido, pai, pastor), e comenta com outras pessoas as falhas percebidas.
Isto aconteceu com “Miriã e Arão (que) falaram contra Moisés, por causa da mulher cuxita (etíope) que tomara [...]”, Nm.12.1;  
            4 – O orgulhoso se autojustifica; tem um conceito elevado de si mesmo a ponto de, “[...] posto em pé, orar de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou (mas ao mesmo tempo menospreza os outros) porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano”, Lc.18.11;
            6 – O orgulhoso quer provar que sempre está certo e deseja sempre ter a última palavra a ponto de dizer: “[...] Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros”, Tg.4.13;
            7 – O orgulhoso exige sempre os seus direitos e a preservação de sua reputação. Foi o que fez a esposa do rei Acabe. Ela, para não ficar humilhada por um dos súditos do rei, que recusou vender um pedaço de terra ao soberano, primeiro quis saber se “[...] com efeito (Acabe) governava [...] sobre Israel [...] (com o seu orgulho prometeu) dar(-lhe) a vinha de Nabote [...] (por meio) homens malignos, que testemunharam (falsamente) [...]”, 1Rs.21.7,10.
            8 – O orgulhoso deseja sempre ser servido, quer que a vida gire em torno de si e de suas necessidades, tal como “[...] os governadores dos povos (que) os dominam e que os maiorais exercem autoridade (mandam) sobre eles”, Mt.20.25;
            9 – O orgulhoso tem o sentimento de que a igreja é privilegiada por poder contar com ele, pois somente ele “resolve [...] rege [...] empreende [...]edifica [...] planta [...] faz [...] compra [...] possui [...] amontoa [...] sobrepuja [...]”, Ec.2.3-5,7-9 a todos, portanto, ele é único;
            10 – O orgulhoso busca sempre se autopromover;
            11 – O orgulhoso deseja intensamente ser reconhecido e apreciado por seus esforços, pois “amam o primeiro lugar nos banquetes e as primeiras cadeiras nas sinagogas, as saudações nas praças e o serem chamados mestres pelos homens”, Mt.23.6,7;
            12 – O orgulhoso fica magoado quando outros são promovidos em vez dele, tal como “[...] o filho mais velho [...] quando [...] ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Ele se indignou e não queria entrar; saindo, porém, o pai, procurava conciliá-lo”, Lc.15.25,28;
            13 – O orgulhoso se deixa abater pelas críticas;
            14 – O orgulhoso não aceita ser corrigido ou disciplinado;
            15 – O orgulho se preocupa com a opinião das pessoas a respeito dele;
            16 – O orgulhoso tem dificuldade de aceitar os seus erros e pedir perdão;
            17 – O orgulhoso não conhece a verdadeira condição do seu coração;
            18 – O orgulhoso considera que não precisa de arrependimento e avivamento espiritual.
            Essa lista te ajudou a reconhecer o quanto você é orgulhoso?
            Não fique desesperado, “as misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim”, Lm.3.22.
3 – Pratique o quebrantamento.
            O quebrantamento é uma obra de Deus, mas exige a nossa participação.
            Alguns passos para o quebrantamento:
            3.1 – Aproxime-se de Deus.
            Deve nascer o desejo em cada coração de “chegar-se a Deus [...]”, Tg.4.8 por meio da oração, leitura bíblica e frequência aos cultos.
            Duas coisas importantes:
            3.1.1 – Deus não rejeita a oração de alguém que o busca de todo o coração.
            Quando buscamos a presença de “[...] Deus (temos a certeza de que Ele) me tem ouvido e me tem atendido a voz da oração. (Portanto) bendito seja Deus, que não me rejeita a oração, nem aparta de mim a sua graça”, Sl.66.19,20.
            Quando nos dispomos a “buscar Deus o [...] achamos quando o buscamos de todo o nosso coração”, Jr.29.13.
            E quando “[...] não sabemos orar como convém [...] o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza [...] (e) intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis”, Rm.8.26.
            3.1.2 – “[...] A palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração (mais duro)”, Hb.4.12.
            “[...] A palavra (é) fogo, diz o SENHOR, e martelo que esmiúça a penha (coração mais endurecido) [...]”, Jr.23.29.
            3.2 – Confesse os seus pecados.
            Ao aproximar-se de Deus, pela oração e meditação bíblica, enxergamos o quanto “[...] estamos perdido! Porque somos homem de lábios impuros, habitamos no meio de um povo de impuros lábios [...]”, Is.6.5.
            Quando somos impulsionados a “chegar a Deus, e ele se chega a nós [...] (então, a nossa obrigação é) purificar as mãos, (somos) pecadores [...] (devemos) limpar o coração. Afligir (atormentar), lamentar e chorar [...] (a fim de) nos humilhar na presença do Senhor, e ele nos exaltará”, Tg.4.8-10.
            Cada um de nós pode ter a certeza, pois, “se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”, 1Jo.1.9.
            3.3 – Tome atitudes de obediência a Deus.
            John Maxwell diz que atitude é um sentimento interior que se expressa pelo comportamento exterior. É a capacidade de transformar pensamentos em ações.
            Para Tiago, você tem atitude quando se “torna [...] praticante da palavra e não somente ouvinte, enganando a (si) [...] mesmo”, Tg.1.22.
            Atitude é “[...] apresentar o nosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o nosso culto racional. E não nos conformar com este século, mas (ser) transformados pela renovação da nossa mente, para que experimentemos qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”, Rm.12.1,2.
            Faça uma lista de decisões a ser tomadas:
            1 – Ajoelhe-se diante de Deus e reconheça a sua dependência;
            2 – Reúna a sua família e peça perdão pelas suas ofensas e reconheça os seus erros;
            3 – Desista de brigar e entregue os seus ressentimentos para Deus;
            4 – Comece a dar testemunho de cristão no seu ambiente de trabalho;
            5 – Comprometa-se com a sua igreja através dos dízimos;
            6 – Passe a falar de Jesus para as pessoas que estão ao seu redor.
Conclusão:      O meio-irmão de Jesus fala que todos nós devemos “nos humilhar na presença do Senhor, e ele nos exaltará”, Tg.4.10.
            Não podemos “[...] ter receio ou temor (de) Deus (para sermos quebrantados) [...]”, Is.57.11.

Discussão:       1 – Você é uma pessoa soberba?
            2 – Você tem se esforçado para buscar o quebrantamento?



            Adaptado pelo Rev. Salvador P. Santana para E.D. – Dieta espiritual – Z3 Editora – Rev. Arival Dias Casimiro.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Ec.3.1-15 - A TEMPORALIDADE DA VIDA.

A TEMPORALIDADE DA VIDA, Ec.3.1-15.

            Uma das dádivas de Deus para toda humanidade é que “tudo tem o seu tempo determinado [...]”, Ec.3.1.
            Sendo assim, todos os homens precisam administrar o seu tempo, mas, sabemos que existe uma correria desenfreada para conseguir cumprir com todos os seus compromissos.
            E, como o tempo para muitos está curto, daí, gera ativismo prejudicial, corre-corre, estresse.
            Como administrar e utilizar corretamente o tempo que Deus nos dá?
            Não tenho tempo. É o que dizem quase todos os homens, mas conforme o poeta, “tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu [...]”, Ec.3.1.
            Cada homem na face da terra tem um momento apropriado para cada atividade humana.
            Como você tem administrado o seu tempo?
            O texto básico apresenta 14 situações que cobrem varias atividades desta vida.  
            Esses vários aspectos da temporalidade da vida são apresentados em pares, indicando a universalidade do controle de Deus.
            Essa forma literária de apresentação é comum no Antigo Testamento quando fala “[...] nenhum homem ou mulher [...] desde o menor deles até ao maior [...] o mar e a terra”, Ex.36.6; Jr.6.13; Jn.1.9.
            O quadro do texto básico oferece uma linguagem em pares, sobre as várias tonalidades da vida humana, onde apresenta “[...] Deus [...] (como) soberano Senhor, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há”, At.4.24:
Texto
Pares
Sentido básico
v.2
[...] nascer [...] morrer [...] plantar [...] arrancar [...]”.
Eventos mais importantes da vida humana
v.3
[...] matar [...] curar [...] derribar [...] edificar”.
Atividades criativas e destrutivas, ou seja coisas boas e más.
v.4
[...] chorar [...] rir [...] prantear [...] saltar de alegria”.
Situações que envolvem emoções humanas.
v.5
[...] espalhar pedras [...] ajuntar pedras [...] abraçar [...] afastar-se de abraçar”.
Trata das amizades e inimizades nesta vida.
v.6
[...] buscar [...] perder [...] guardar [...] deitar fora”.
Refere-se às posses humanas.
v.7ª
[...] rasgar [...] coser [...]”.
Expressa atividades destrutivas e criativas.
v.7b,8
[...] estar calado [...] falar”.
[...] amar [...] aborrecer [...] guerra [...] paz”.
Significa falas humanas sentimentais e empreendimentos nacionais.

            Sendo a vida temporária neste mundo, neste estudo será apresentado o viver humano à luz da soberania de Deus.
Tópicos para reflexão.
1 – A temporalidade da vida e sua fragilidade.
            Como “tudo tem o seu tempo determinado [...] debaixo do céu [...]”, Ec.3.1, então é verdade que “há tempo de nascer e tempo de morrer [...]”, Ec.3.2 que é determinado por Deus, isto acontece pelo simples motivo de “[...] Deus, somente Deus, e mais nenhum deus além dele [...] (pode) matar e [...] fazer viver [...] ferir e [...] sarar; e não há quem possa livrar alguém da sua mão”, Dt.32.39.
            Essa fragilidade da vida é porque “[...] Deus impôs aos filhos dos homens [...]”, Ec.3.10 o tempo da sua permanência neste mundo.
            É preciso saber que “tudo fez Deus formoso no seu devido tempo (homem algum morre fora do tempo); também pôs a eternidade no coração do homem (Deus agiu dessa forma “porque os vivos sabem que hão de morrer [...]”, Ec.9.5, então, é por este motivo) [...] que (nenhum homem) [...] pode descobrir as obras que Deus fez (dia exato de nascer ou morrer) desde o princípio até ao fim”, Ec.3.11.
            O ser humano se considera inútil, frágil e sem possibilidades em todas as coisas, até mesmo de se controlar, isto acontece porque, além do “[...] trabalho imposto (por) Deus [...] aos filhos dos homens, (também, as demais atividades neste mundo é tão somente) para com ele os afligir”, Ec.3.10.
            Deus é aquele que comanda a vida temporal.
            A prova da temporalidade da vida do homem é retratada pelo Salmista onde ele declara que o “SENHOR [...] sondas e [...] conhece (o homem) [...] cercas por trás e por diante [...] se (o homem resolve) subir aos céus, lá estás; se faz a sua cama no mais profundo abismo, lá estás também”, Sl.139.1,5,8.
            De fato, o homem é tão limitado que muitos chegam a “[...] dizer: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros (autossuficiente, independente). (A resposta dAquele que comanda é:) Vocês não sabem o que sucederá amanhã (Deus está no controle). Que é a vossa vida? Somos, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. Em vez disso, devemos dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo. Agora, entretanto, nos jactamos (gloriar) das nossas arrogantes pretensões. Toda jactância (glória) semelhante a essa é maligna”, Tg.4.13-16.
            David A. Hubbard em seu livro, Muito Além da Futilidade – “O alcance total da vida está além do controle humano, quando se observa que os eventos que o Pregador alinhou eram todos opostos entre si. Nosso labor é basicamente sem lucro, porque Deus planejou de tal maneira, e de tal maneira controla os fatos de nossa vida, que todos os nossos esforços são impotentes para produzir qualquer mudança essencial”.
2 – A temporalidade da vida e o prazer de viver.
            Salomão “sabe que nada há melhor para o homem do que regozijar-se e levar vida regalada”, Ec.3.12 quando aprende a viver debaixo do poder soberano de Deus.
            Para o Pregador e, também deve ser para cada cristão, o dever de reconhecer “[...] que também é dom de Deus que possa o homem comer, beber e desfrutar o bem de todo o seu trabalho”, Ec.3.13, tudo isso “[...] vem da mão de Deus, pois, separado deste, quem pode comer ou quem pode alegrar-se?”, Ec.2.24,25.
            O filósofo Aristóteles dizia que “prazer é o ato de um hábito que é conforme a natureza”, mas o escritor bíblico, Salomão, declara que “[...] Deus (é quem) dá [...] prazer ao homem (de viver neste mundo) [...]”, Ec.2.26.
            É por este motivo que o filho do rei Davi declara que “tudo fez Deus formoso no seu devido tempo [...]”, Ec.3.11 a fim de que, o servo de Deus reconheça que todos os homens são temporários neste mundo, então é dever de cada um ter prazer na vida, pois “[...] é dom de Deus [...]”, Ec.3.13.
            Ora, como Deus nos oferece o presente de ter o prazer neste mundo, o “[...] jovem [...] (precisa aprender a) recrear o seu coração nos dias da sua mocidade; andar pelos caminhos que satisfazem ao seu coração e agradam aos seus olhos; (mas deve) saber [...] que de todas estas coisas Deus [...] pedirá contas”, Ec.11.9.
            Existem muitos que apenas vivem neste mundo sem ter alegria completa.
            São pessoas que não tem prazer de viver, vivem inquietas e sem direção.
            Esses homens inquietos e sem prazer na vida perguntam incessantemente: “Que proveito tem o trabalhador naquilo com que se afadiga?”, Ec.3.9.
            O prazer de viver não depende das circunstâncias deste mundo, depende daquilo que está dentro do coração, pois “são os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão!”, Mt.6.22,23.
3 – A temporalidade da vida e a sua segurança.
            No verso 14 Salomão se volta para a segurança da vida.
            Essa “segurança (precisa ser buscada constantemente no) [...] SENHOR [...] (que é soberano e pode) responder no dia da tribulação [...]”, Sl.20.1.
            Alguns aspectos da ação soberana de Deus, a qual proporciona segurança:
            1 – Segurança permanente.
            Precisamos gravar na mente e coração que o “[...] SENHOR [...] (é o) Deus Eterno”, Gn.21.33, então, fica mais claro reconhecer e “saber que tudo quanto Deus faz durará eternamente [...]”, Ec.3.14.
            A ideia principal é que não há possibilidade de fracasso quando se vive sob o comando divino.
            O salmista declara que “o SENHOR é quem te guarda; o SENHOR é a tua sombra à tua direita. O SENHOR te guardará de todo mal; guardará a tua alma”, Sl.121.5,7.
            Sendo o Senhor o nosso guarda, temos a certeza que “[...] o seu favor dura a vida inteira [...]”, Sl.30.5.
            A prova dessa segurança constante é quando “o SENHOR ia adiante (do seu povo no deserto) [...] durante o dia, numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho; durante a noite, numa coluna de fogo, para os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite. Nunca se apartou do povo a coluna de nuvem durante o dia, nem a coluna de fogo durante a noite”, Ex.13.21.22.
            2 – Segurança completa.
            Todos os homens, especial, aquele “[...] que confia no SENHOR está seguro”, Pv.29.25.
            Tudo quanto Deus faz é perfeito e completo, por isso, “[...] nada se lhe pode acrescentar e nada lhe tirar [...]”, Ec.3.14.
            Nenhuma obra de Deus precisa ser abandonada ou desprezada porque “tudo fez Deus formoso no seu devido tempo [...]”, Ec.3.11.
            3 – Segurança insuperável (invencível).
            Deus continua pergunta para todos os homens: “Quem pode numerar com sabedoria as nuvens? Ou os odres (chuva) dos céus, quem os pode despejar (?)”, Jó 38.37.
            Deus é invencível em todas as coisas. Ninguém pode ser maior do que Ele.
            Nada fica fora do alcance, controle e conhecimento de Deus.
            “[...] Deus faz tudo [...] isto para que os homens temam (reverenciar, honrar, respeitar) diante dele”, Ec.3.14.
            Como Deus é total segurança, podemos “[...] estar bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”, Rm.8.38,39.
Conclusão:      Como “tudo tem o seu tempo determinado [...]”, Ec.3.1 neste mundo para todos os homens, então, só nos resta “[...] que é dom (presente) de Deus que possa o homem comer, beber e desfrutar o bem de todo o seu trabalho”, Ec.3.13.
            Então, “o que é já foi (o trato com todos os homens de lhe oferecer a comida e bebida), e o que há de ser também já foi (o bem concedido a todos nós, haverá de ser igual para os que vierem depois); Deus fará renovar-se o que se passou (tal como Salomão já havia escrito: “o que foi é o que há de ser; e o que se fez, isso se tornará a fazer; nada há, pois, novo debaixo do sol”, Ec.1.9)”, Ec.3.15.
            Discussão:       É possível gozar a vida sem pecar contra Deus?
            É possível os fatores externos oferecer alegria completa para o homem?
            Para o salmista, o que proporciona alegria completa é “[...] a graça (do) Senhor (que) é melhor do que a vida [...]”, Sl.63.3.
            Você sabe aproveitar a vida?


            Adaptado pelo Rev. Salvador P. Santana – Estudo – Vida abundante – Didaquê – Rev. Anderson Sathler.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

HERANÇA, Jo.14.27.

HERANÇA
Jo.14.27

Introd.:           É lamentável a herança deixada pelas guerras.
            Quando ouvimos muitos dizerem que estão à procura de paz para o mundo, ficamos estarrecidos.
            “A 1ª guerra - 1914 a 1918 e a 2ª - 1939 a 1945 foram certamente as mais marcantes de todo o século XX, também conhecido como o século da violência”.
            Mais de 80 milhões morreram nestes 10 anos de conflito.
            Tudo isto sem contar os conflitos africanos, europeus, asiáticos, americanos até os mais recentes: Síria, Egito e o norte da África.
            Os eventos das Grandes Guerras fixam um marco sangrento na história da humanidade, mostram o lado bestial e destrutivo do ser humano”. (Grandes Guerras).
            Lamentavelmente essa é a herança deixada pelas guerras – morte, destruição, sofrimento. O próprio Deus já havia proposto “[...] a vida e o bem, a morte e o mal”, Dt.30.15.
Nar.:   O texto bíblico nos deixa com o coração tranquilo ao saber que Cristo nos deixou a verdadeira herança da paz.
            A paz deixada por Cristo é antes de tudo o reino de Deus com todas as suas bênçãos presentes e futuras.
            A bênção presente é o bem estar, vestimenta, alimentação, moradia.
            A bênção futura é o gozo celeste sem “[...] lágrimas (sem) morte [...] (sem) luto [...] pranto [...] dor, porque as primeiras coisas passaram”, Ap.21.4. 
Propos.:          Cada um de nós deve tomar posse dessa herança.
Trans.:           A herança deixada por Jesus nesta terra é a [...]
1 – Paz.
            “Deixo-vos a paz [...]”, Jo.14.27 – Esta é a saudação usual do Judeu, que compreende a saúde corporal, a felicidade perfeita e a salvação trazida pelo Messias.
            Tudo isso, na mente deles, é dado por Jesus.
            É exatamente isso o que Cristo faz, “deixar-nos a paz [...]”, Jo.14.27.
            Essa paz é dada para todo o bem, conforto e deleite do servo de Jesus.
            Note bem que “Jesus deixa-nos [...] a sua paz [...]”, Jo.14.27.
            De outra feita Jesus disse que “estas coisas nos tem dito para que tenhamos paz em Jesus. No mundo, passamos por aflições; mas tende bom ânimo; Jesus venceu o mundo”, Jo.16.33.
            Isaías profetizou que “[...] um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: [...] Príncipe da Paz”, Is.9.6.
            Jesus é a autoridade da paz, o comandante da paz, o chefe da paz, a herança deixada.  
            Ele não deixou bens matérias, fortunas para ser adquirida.
            As suas vestes foram confiscadas “[...] e repartiram entre si [...] lançando-lhes sorte, para ver o que levaria cada um”, Mc.15.24.
            O Mestre “deixa-nos a paz [...]”, Jo.14.27.
            Um presente celestial, na realidade é um contato de Deus com a alma, por meio do Espírito Santo “para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi (minha vida) e sobre o seu reino (lar), para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre. O zelo do SENHOR dos Exércitos fará isto”, Is.9.7.
            Essa paz fala de reconciliação com Deus, alcançada por meio da morte de Jesus.
            Essa paz é o [...]
2 – Remédio para todos os temores.
            A morte de Cristo não marca derrota, marca vitória.
            Ele já havia dito para eu e você “não [...] turbar o nosso coração; (devemos) crer em Deus, crer também em Jesus”, Jo.14.1.
            Não temer porque a paz de Cristo não é conferida, “[...] como a dá o mundo [...]”, Jo.14.27. 
            Em Cristo a vida inteira tem propósitos porque não dependemos da paz deste mundo, mas a de Cristo.
            A paz que o mundo oferece abala qualquer um quando a morte se encontra tão perto.
            A paz de Cristo nos traz consolo, confiança e segurança, porque é uma paz “[...] não [...] como a dá o mundo [...]”, Jo.14.27.
            “Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente”, 1Jo.2.17. 
            Longe de nós qualquer temor, pois a Palavra de Jesus é consoladora, então, “[...] não se turbe o seu coração, nem se atemorize”, Jo.14.27.
            É para ficar lembrado: Jesus chamou de “[...] minha paz [...]”, 14.27.
            Essa paz fala de algo profundo e duradouro, paz no coração que expulsa a ansiedade e o medo, é “[...] a paz de Deus, que excede todo o entendimento, (que) guardará o nosso coração e a nossa mente em Cristo Jesus”, Fp.4.7.
            A herança deixada nos fala [...]
Conclusão:     Que mesmo com a morte de Jesus, o Espírito Santo continua comunicando a paz e a segurança, visto que Ele é o pacificador de Deus, não eliminando o perigo, mas assegurando que Deus controla tudo.
            Discípulos perturbados! “Deixo-vos a paz [...] não se atemorize”, Jo.14.27.
            “[...] A [...] paz (que) Jesus nos dá [...] o mundo [...]”, Jo.14.27 não pode dar e nem tirar.
            “A paz deixada (por) Jesus [...]”, Jo.14.27 pode vir até mesmo em meio às tormentas da vida.
            Melhor que a guerra é a herança calorosa e consoladora que Jesus deixou quando despediu de seus discípulos até o encontro eterno, por isso, “[...] Não se turbe o seu coração, nem se atemorize”, Jo.14.27.

            Rev. Salvador P. Santana

O ALIMENTO DA MORDOMIA, Mt.25.14-30.

O ALIMENTO DA MORDOMIA, Mt.25.14-30.

Introd.:           Mordomia tem tudo a ver com comida.
            O mordomo é a pessoa que administra os bens do seu senhor e cuida de alimentar todos os integrantes da família.
            O mordomo tem a chave da despensa, lugar onde se guarda os alimenta da casa.
            Como o crente pode crescer ou desenvolver-se espiritualmente?
            Todo crescimento relaciona-se com uma boa alimentação.  
            Para crescer, o cristão precisa seguir uma dieta espiritual balanceada, composta por cinco alimentos básicos: oração, estudo bíblico, adoração, serviço e mordomia.
            Hoje vamos estudar sobre a mordomia.
Exposição
1 – A parábola dos talentos.
            Jesus fala de “[...] um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens”, Mt.25.14 para nos mostrar a importância da mordomia.
            Como servos de Cristo precisamos saber que [...]
            1.1 – Deus é o dono de tudo que existe.
            Precisamos gravar em nosso coração que “ao SENHOR pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam”, Sl.24.1.
            Toda propriedade pertence a “Deus (por) criação [...] (pois) Ele [...] fez o mundo e tudo o que nele existe (e o melhor) [...] Ele (sendo o) Senhor do céu e da terra (é o preservador de tudo. É tão interessante esse ato de Deus que Ele) [...] fez toda a raça humana [...] habitar sobre toda a face da terra [...] (traçando) os limites da sua habitação”, Gn.1.27; At.17.24,26.
            Como Deus é o dono, Ele também é o Redentor que, através do “[...] sangue (de) Jesus comprou para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação”, Ap.5.9.
            A mordomia fala sobre [...]
            1.2 – Tudo que temos nos foi confiado por Deus, colocando-nos na condição de mordomos.
            Não somos proprietários definitivos de nada, “pois [...] (cada um de nós foi) chamado [...] (por Deus como) seus servos e (Ele) nos confiou os seus bens (para sermos mordomos)”, Mt.25.14.
            O rei “[...] Davi louvou (o) SENHOR (por aquilo que Ele é e faz) [...] (dizendo que ao) SENHOR [...] (pertence) o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque (de) Deus é tudo quanto há nos céus e na terra [...] (do) SENHOR [...] é o reino, e Ele [...] (é) exaltado por chefe sobre todos. (Portanto) riquezas e glória vêm de Deus, Ele domina sobre tudo, na sua mão há força e poder; (com) Deus está o engrandecer e a tudo dar força [...] (então, só nos resta) [...] dar graças e louvar (a) Deus [...] porque quem somos nós [...] (devemos saber que) tudo vem de Deus [...]”, 1Cr.29.10-14.
            Cada um de nós pode até requerer escrituras de imóveis e registrar como proprietário, mas ainda assim precisamos aceitar que somos apenas “[...] o mordomo fiel [...] a quem o senhor confiará os (nossos bens) [...]”, Lc.12.42.
            1.3 – Deus distribui soberanamente talentos (bens) a cada pessoa, em quantidades diferentes (cinco, dois e um) e conforme a capacidade de cada um.
            Como “[...] o Rei dos reis (é o) único Soberano [...]”, 1Tm.6.15 sobre todas as coisas, Ele tem total poder de “[...] a um abater, a outro exaltar”, Sl.75.7.
            Sendo assim, somente Deus tem autoridade para conceder “a um dá cinco talentos (bens), a outro, dois e a outro, um [...]”, Mt.25.15.
            Não podemos reclamar se temos muito ou poucos bens, mesmo porque, “[...] nunca deixará de haver pobres na terra [...]”, Dt.15.11.
            Como Deus é o doador de todas as coisas, os “[...] talentos (bens recebidos; seja) cinco (muito rico) [...] dois (rico) [...] (ou) um (pobre), (é) dado a cada um segundo a nossa própria capacidade (qualidade para produzir, habilidade) [...]”, Mt.25.15, então, “[...] àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão”, Lc.12.48.
            Então, eu e você temos que “[...] prestar contas àquele que é competente para julgar vivos e mortos”, 1Pe.4.5 sobre os “[...] talentos [...]”, Mt.25.15 recebidos.
            1.4 – Cada mordomo (cristão) deve se preocupar em multiplicar o que Deus tem lhe confiado.
            Interessante notar que muitas pessoas não conseguem multiplicar o que tem.
            Quem ganha salário mínimo fala que não tem condições de guardar, mas se todo mês economizar 10%, no final do ano terá R$ 868,80 + juros e correção.
            Mas, algo muito valioso Deus requer de cada servo dEle, “[...] além [...] (de economizar) o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel”, 1Co.4.2.         
            Veja como agem as pessoas no mundo:
            “Os que recebem cinco talentos (muito rico) saem imediatamente a negociar com eles e ganham outros cinco (a riqueza é dobrada e com isso, se destacam no mundo dos mais ricos)”, Mt.25.16.
            “Do mesmo modo, o que recebera dois (ricos) ganham outros dois (dobra a riqueza e, para entrarem no mundo dos mais ricos, basta apenas mais algumas aplicações)”, Mt.25.17.
            “Mas o que recebera um (pobre), saindo, abre uma cova (gasta tudo – vícios, supérfluo, querem andar como rico) e esconde (dízimo) o dinheiro do seu senhor”, Mt.25.18.
            É impossível o homem que esconde o dinheiro, “[...] os dízimos [...] (quando for) provado [...] (como se) abrirá [...] as janelas do céu e [...] (receber) bênção sem medida (?)”, Ml.3.10.
            Deus “[...] requer [...] que cada um [...] seja encontrado fiel”, 1Co.4.2 em tudo.
            1.5 – Deus exigirá prestação de contas, individualmente, de seus mordomos.
            “Não nos enganemos: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará”, Gl.6.7 e, “o (próprio) SENHOR [...] jamais inocenta o culpado [...]”, Na.1.3.
            Em breve, é esse “depois de muito tempo, (que) voltará o senhor (“[...] que há de julgar vivos e mortos [...]”, 2Tm.4.1 e, principalmente,) ajustará contas com (os seus) [...] servos [...]”, Mt.25.19.
            Note bem que ninguém escapa desse acerto de contas.
            Aqueles que “[...] receberam cinco talentos (muito rico) [...]”, Mt.25.20, “e, [...] também o que recebera dois talentos (rico) [...]”, Mt.25.22, e “[...] por fim, o que recebera um talento (pobre) [...]”, Mt.25.24, terão de ajustar as contas com Deus.
            Todos nós sabemos, mas aquele que é negligente, “[...] o que recebera um talento (pobre, muitos ricos também são negligentes) [...] sabe que (o) Senhor é homem severo (sério em todo o seu trato), que ceifas onde não semeou e ajunta onde não espalhou* (*pode ser uma alusão ao permitir que um seja mais rico que outro conforme a vontade permissiva de Deus)”, Mt.25.24.
            É verdade que o negligente sempre ficará “receoso (medroso de investir, então), esconderá na terra o [...] talento (bens) [...]”, Mt.25.25, então, a “resposta [...] (do) senhor (será): Servo mau (aborrecido, cansado) e negligente (lento), sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei? Cumpria, portanto, que entregasses o meu dinheiro aos banqueiros (investimento), e eu, ao voltar, receberia com juros o que é meu”, Mt.25.26,27.
            Que fique bem esclarecido, “[...] todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo”, 2Co.5.10.
            1.6 – Deus abençoa o mordomo fiel.
            A dinâmica da recompensa de Deus sobre a vida dos seus filhos é muito simples: “[...] a (quantidade de) talentos (bens) que (você) recebera [...] confiados (pelas mãos do) Senhor [...] entrega (devolva) outros [...] talentos (bens) que (você) ganhou”, Mt.25.20.
            A bênção sobre a vida desse servo fiel é que “o senhor lhe dirá: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei (galardão); entra no gozo do teu senhor (céu??!!)”, Mt.25.21.
            Mas, aquele que foi negligente, medroso, deve ser “tirado, pois, o talento (que recebera) e (esse talento/bem será) dado ao que tem dez (mais rico, que foi fiel)”, Mt.25.28.
            A bênção do Senhor é para o mordomo fiel “[...] que tem (recebido talentos/bens) se lhe dará (mais ainda), e terá em abundância (excesso, sobra); mas ao que não tem (não aplicou), até o que tem lhe será tirado”, Mt.25.29.
2 – O compromisso da fidelidade.
            A ordem bíblica é que todo cristão “[...] seja fiel até à morte, e (Jesus nos) dará a coroa da vida”, Ap.2.10.
            Salomão declara que “o homem fiel será cumulado de bênçãos [...]”, Pv.28.20.
            O autor da lição nos convida para assumirmos o compromisso da fidelidade a Deus.
            Somos motivados a esse compromisso porque “sabemos [...] que o SENHOR [...] é Deus [...] o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e cumprem os seus mandamentos”, Dt.7.9.
            A fidelidade a Deus compreende todas as áreas da nossa vida.
            2.1 – Fidelidade no relacionamento com Deus.
            O relacionamento com Deus “não (pode ser trocado a ponto de) ter outros deuses diante de dEle”, Ex.20.3.
            Como Deus é ciumento, então, devemos “guardar (para que) não suceda que o nosso coração se engane, e nos desviemos, e sirvamos a outros deuses, e nos prostremos perante eles”, Dt.11.16.
            Não é somente imagens de esculturas que toma o lugar de Deus, precisamos evitar que os bens materiais, poder, posições sociais, relacionamentos, trabalho e prazer roube o lugar central de Deus em nosso coração.
            A orientação bíblica é para “não fazer para nós outros ídolos, nem [...] levantar imagem de escultura nem coluna, nem por pedra com figuras na nossa terra, para nos inclinarmos a ela; porque Deus é o SENHOR, nosso Deus”, Lv.26.1.
            2.2 – Fidelidade à sã doutrina.
            Todo cristão fiel a Deus se torna “apegado à palavra fiel, que é segundo a doutrina, de modo que tenha poder tanto para exortar pelo reto ensino como para convencer os que o contradizem”, Tt.1.9.
            Por isso é importante “[...] perseverar na doutrina dos apóstolos [...]”, At.2.42.
            2.3 – Fidelidade nos votos feitos.
            O voto (promessa) não é obrigatório, é voluntário, mais que depressa, “não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu, na terra; portanto, sejam poucas as tuas palavras”, Ec.5.2.
            “Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos. Cumpre o voto que fazes”, Ec.5.4.
            O salmista declara que quando “fazemos votos (devemos) [...] pagar ao SENHOR, nosso Deus [...]”, Sl.76.11.
            É bom lembrar e cumprir com os votos que fizemos no dia da PF e batismo, casamento, ordenação como oficial da igreja. Cumpra-os!
            2.4 – Fidelidade na mordomia.
            Deus nos confia não somente os bens, mas também o corpo, o tempo, as oportunidades, o trabalho, os relacionamentos para sermos “[...] servos bons e fiéis [...] no pouco, (para) sobre o muito nos (Ele) colocar; (e depois) entrar no gozo do nosso senhor”, Mt.25.21.
            O que Deus “[...] requer dos despenseiros é que cada um (de) nós seja encontrado fiel”, 1Co.4.2.
            A fidelidade é requisito para o crescimento espiritual.
Conclusão:      O texto básico encerra falando que “[...] o servo inútil, (será) lançado para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes”, Mt.25.30.
            Esse texto me impulsiona a praticar melhor a mordomia.
            Devo servir melhor o próximo, os bens que recebo das mãos de Deus e aceitar que, “[...] morrendo, nada levarei comigo [...] (isto acontece porque) nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o SENHOR o deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR”, Sl.49.17; Jó 1.21.
            Vamos cuidar melhor de tudo que temos!



            Adaptado pelo Rev. Salvador P. Santana da revista da E.D. – Dieta espiritual – Z3 Editora – Rev. Arival Dias Casimiro.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

TRABALHAR COM PRAZER, Ec.2.18-26.

TRABALHAR COM PRAZER, Ec.2.18-26.

            Após vários dias, sobrecarregado e revoltado com o seu trabalho, o funcionário exclamou: - Ah, se eu soubesse quem inventou o trabalho!
            Esse sentimento acompanha muita gente que faz do trabalho um jugo pesado, isso gera estresse e, ataca ferozmente a saúde emocional e física.
            Trabalhar ao lado de pessoas sem motivação é algo que pode comprometer nossa qualidade de vida.
            Ficamos indignados em saber que o resultado do trabalho dedicado, de muitos, será repassado a alguns que não fazem por merecer.
            A reflexão de Salomão é sobre “[...] todas as obras que se fazem debaixo do sol, e eis que tudo (é) [...] vaidade e correr atrás do vento”, Ec.1.14.
            O filho de Davi, a respeito das posses, pensou, a fim de refrescar a nossa memória, sobre o “empreendimento (de) grandes obras; edificações [...] (de) casas [...] (a) feitura (de) jardins e pomares [...] (a) compra (de) servos e servas [...] (o) amontoado [...] (de) prata e ouro e tesouros [...] (a) provisão de cantores e cantoras e das delícias dos filhos dos homens: mulheres e mulheres”, Ec.2.4,5,7,8.  
            A respeito do conhecimento o rei declara que “aplicou o coração a esquadrinhar e a (se) informar com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu; este enfadonho trabalho impôs Deus aos filhos dos homens, para nele os afligir. Atentou para todas as obras que se fazem debaixo do sol [...] engrandeceu e sobrepujou em sabedoria a todos [...] com efeito, o seu coração tem tido larga experiência da sabedoria e do conhecimento”, Ec.1.13,14,16.
            A respeito do prazer o pregador “resolveu no seu coração dar-se ao vinho [...] e entregar-se à loucura, até ver o que melhor seria que fizessem os filhos dos homens debaixo do céu, durante os poucos dias da sua vida”, Ec.2.3.
            Mais uma vez o autor nos convida a refletir sobre “[...] a penosa [...] obra que se faz debaixo do sol; sim, tudo é vaidade e correr atrás do vento”, Ec.2.17, porém, desta vez, acrescenta algo novo, pois, além de ser “[...] vaidade é também [...] grande mal”, Ec.2.21.
            O rei ficou amargurado porque o acúmulo de riquezas não o levou a lugar nenhum.
            Ele fala que “aplicou o coração a esquadrinhar e a informar com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu [...] atentou para todas as obras que se fazem debaixo do sol (chegou a conclusão de) [...] que tudo (é) [...] vaidade e correr atrás do vento. (Portanto) aquilo que é torto (ambição humana e exploração) não se pode endireitar; e o que falta (sabedoria do alto) não se pode calcular”, Ec.1.13-15.
            Salomão faz uma análise sobre o drama da vida humana que trabalha e, ao final, sentem que tudo foi em vão.
            Precisamos resgatar a visão prazerosa do trabalho, algo que dá sentido à vida, pois “[...] tudo o que fizermos [...] (devemos) fazer em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai”, Cl.3.17.
            O trabalho será uma bênção na perspectiva de [...]
1 – Conceber uma visão altruísta (pensa nos outros) do trabalho.
            É muito fácil perceber, em todas as empresas, uma pessoa “[...] aborrecendo a vida, pois lhe foi penosa a obra que se faz debaixo do sol; sim, tudo é vaidade e correr atrás do vento”, Ec.2.17.
            Não havia motivo para Salomão viver “[...] aborrecido (da) vida [...] (e nem) foi penosa a obra que [...] (ele) fizera debaixo do sol [...]”, Ec.2.17, pois herdara o reino com muitas riquezas.
            Era impossível para o rei, filho de Davi, ficar “[...] afadigado (sofrer com esforço) debaixo do sol (pois ele comandava de dentro do palácio) [...]”, Ec.2.18 e nem mesmo “[...] o (seu) coração se desesperou (sem esperança) de todo trabalho [...]”, Ec.2.20, pois obteve tudo que desejava.
            É muito difícil conceber altruísmo (pensar nos outros) quando o trabalhador enxerga “[...] todos os seus dias (como sendo) [...] dores, e o seu trabalho, desgosto; até de noite não descansa o seu coração; também isto é vaidade”, Ec.2.23.
            O psicólogo Adam Grant, declara que existem três tipos de profissionais:
            1 – “O toma lá dá cá – ele não quer devorar os colegas nem ser devorado. Oferece favores, mas espera favores em troca. 2 – fominha – ele vê o ambiente profissional como uma selva. Extrai dos colegas e do entorno mais do que se dispõe a oferecer. 3 – generoso – sem esperar vantagem imediata, dispõe a compartilhar recursos preciosos como ideias e oportunidades” – Época – pag. 71.
            Muitos trabalhadores em seu orgulho e usura, se fecha em si mesmo, acumula bens e “[...] dizem à sua alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te”, Lc.12.19.
            Esses trabalhadores não sabem repartir, contribuir e nem dividir com os outros; “assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus”, Lc.12.21.
            Cada um de nós precisa aprender a “trabalhar, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem nos dará; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo”, Jo.6.27.
            Você trabalha por obrigação só para se sustentar ou é “a fim de que o nome de nosso Senhor Jesus seja glorificado em (você) [...]”, 2Ts.1.12 pelo trabalho exercido?
            As suas mãos te sustenta ou “[...] Deus é o seu ajudador, o SENHOR [...] (é) quem (te) [...] sustenta a vida (?)”, Sl.54.4.
            Busque o bem-estar dos outros no seu trabalho [...]
2 – Desfrutando o resultado do trabalho.
            Após lamentar a sorte, o autor admite que “nada há melhor para o homem do que comer, beber e fazer que a sua alma goze o bem do seu trabalho (desfrutar) [...]”, Ec.2.24.
            Sabe-se que o desejo de todos os “[...] homens [...] (é) levar vida regalada (satisfeito, próspero)”, Ec.3.12.
            Mas, a vida próspera “[...] não depende de quem quer ou de quem corre [...]”, Rm.9.16, por isso, devemos entender “[...] que é dom (presente) de Deus que possa o homem comer, beber e desfrutar o bem de todo o seu trabalho”, Ec.3.13.
            Sendo Deus o doador de todas as coisas, então é “[...] melhor o homem [...] alegrar-se nas suas obras, porque essa é a sua recompensa [...]”, Ec.3.22, “[...] gozar [...] do bem de todo o seu trabalho, com que se afadigou debaixo do sol, durante os poucos dias da vida que Deus lhe deu; porque esta é a sua porção”, Ec.5.18.
            Ao desfrutar o resultado do trabalho, “[...] o homem [...] se alegrará; pois isso o acompanhará no seu trabalho nos dias da vida que Deus lhe dá debaixo do sol”, Ec.8.15.
            Como o trabalho é uma bênção, então, “[...] Deus já de antemão se agrada das nossas obras [...] (por isso, devemos também) gozar a vida com a mulher que amamos, todos os dias de nossa vida fugaz, os quais Deus (nos) [...] deu debaixo do sol; porque esta é a [...] porção (daquele que foi agraciado) nesta vida pelo trabalho com que (fica) [...] afadigado debaixo do sol”, Ec.9.7,9.
            Assim como o povo de Israel, muitos outros ainda trabalham na escravidão.
            Houve momentos na vida de Israel que, segundo a permissão de Deus, o povo sofreu “[...] terror, a tísica (tuberculose) e a febre ardente, que fazem desaparecer o lustre dos olhos e definhar a vida; e semeavam debalde a [...] semente, porque os [...] inimigos a comiam”, Lv.26.16.
            Quando existe exploração, trabalho escravo, guerra, não há desfrute do trabalho porque o homem “desposa [...] uma mulher [...] outro homem dorme com ela; edifica casa, porém não mora nela; planta vinha, porém não a desfrutarás [...] o teu boi será morto [...] porém dele não comerá [...] as tuas ovelhas serão dadas aos teus inimigos [...] teus filhos e tuas filhas serão dados a outro povo [...] a tua mão nada poderá fazer [...] tu serás oprimido e quebrantado todos os dias”, Dt.28.30,31-33.
            Para todos aqueles que trabalham Jesus faz uma proposta: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.”, Mt.11.28-30.
            Este convite é feito para todos aqueles que conseguem e não se habilitam a desfrutar do trabalho de suas mãos, então, é por este motivo que “[...] Jesus veio para que (eu e você) tenha vida e a tenha em abundância”, Jo.10.10.
            Mas, diante de tanto trabalho, precisamos gravar na mente “[...] que isto vem da mão de Deus”, Ec.2.24.
            Longe de pensar em uma vida materialista onde “[...] só (prevalece) gozo e alegria [...] matança (de) bois [...] ovelhas [...] (para) se comer carne, beber vinho e se diz: Comamos e bebamos, que amanhã morreremos” Is.22.13.
            Devemos ter uma vida prazerosa, mas é preciso “lembrar do (nosso) [...] Criador nos dias da (nossa) [...] mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais diremos: Não tenho neles prazer”, Ec.12.1.
            Há um equilíbrio possível na realização do trabalho, conciliando a visão altruísta, que nos leva a pensar nos outros, com o desfrute das bênçãos do trabalho diário.
            O desfrute deve ser para [...]
3 – Honrar a Deus com o trabalho.
            Todo trabalho é feito “[...] perante o SENHOR, (mas o prazeroso deve ser) com grande regozijo [...] (a fim de que o homem) coma e beba [...]”, 1Cr.29.22 para glorificar a Deus.
            O viver com prazer não é apenas “[...] comer carnes gordas, tomar bebidas doces (é necessário) [...] enviar porções aos que não têm nada preparado para si [...] (isto precisa acontecer) porque a alegria do SENHOR é a nossa força”, Ne.8.10, por este motivo, para muitos, “[...] tudo lhe sucedeu bem”, Jr.22.15.
            A fim de honrar a Deus, Paulo declara que “[...] quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus”, 1Co.10.31.
            Quando o nosso trabalho serve para honrar a Deus, é possível desfrutar de tudo quanto temos.
            Quando “[...] trabalhamos (com prazer) [...] socorremos os necessitados e recordamos as palavras do próprio Senhor Jesus: Mais bem-aventurado é dar que receber”, At.20.35.
            Todo “[...] trabalho (honesto deve ser) [...] feito com as próprias mãos [...] para que tenha com que acudir ao necessitado”, Ef.4.28.
            Prestar auxílio é uma forma de honrar a Deus, por isso, “se amamos os que nos amam, qual é a nossa recompensa? Porque até os pecadores amam aos que os amam. Se fizermos o bem aos que nos fazem o bem, qual é a nossa recompensa? Até os pecadores fazem isso. E, se emprestamos àqueles de quem esperamos receber, qual é a nossa recompensa? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para receberem outro tanto”, Lc.6.32-34.
            É o nosso dever, como servos de Deus “amar, porém, os nossos inimigos, fazendo o bem e emprestando, sem esperar nenhuma paga; será grande o nosso galardão, e seremos filhos do Altíssimo. Pois ele é benigno até para com os ingratos e maus”, Lc.6.35.
            Também é o nosso dever “ser misericordioso, como também é misericordioso nosso Pai”, Lc.6.36.
            Validando este ensino do socorro aos outros para honrar a Deus, Jesus recomenda que “não (devemos) acumular para nós [...] tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas (devemos) ajuntar para nós [...] tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o nosso [...] tesouro, aí estará também o nosso coração”, Mt.6.19-21.
            Se por acaso eu andar na contramão do ensino bíblico, “também (vou) aborrecer todo o meu trabalho, com que me afadigo debaixo do sol, visto que o seu ganho eu hei de deixar a quem vier depois de mim”, Ec.2.18.
            Não honrando a Deus com o meu trabalho, então, “[...] quem pode dizer se será sábio ou estulto (o que receberá a minha herança)? Contudo, ele terá domínio sobre todo o ganho das minhas fadigas e sabedoria debaixo do sol; também isto é vaidade”, Ec.2.19, pois neste aspecto, tenho mais desejos pelos bens do que por Deus.
            Eis o motivo do conselho de Paulo “[...] aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento; que pratiquem o bem, sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir; que acumulem para si mesmos tesouros, sólido fundamento para o futuro, a fim de se apoderarem da verdadeira vida”, 1Tm.6.17-19.
            Trabalhar com prazer precisa [...]
Conclusão – Ser feita esta pergunta: “Pois que tem o homem de todo o seu trabalho e da fadiga do seu coração, em que ele anda trabalhando debaixo do sol?”, Ec.2.22.
            O divertimento agradou a Deus?
            Bens acumulados garante a vida eterna?
            Ora, se tudo “[...] vem da mão de Deus, pois, separado deste, quem pode comer ou quem pode alegrar-se?”, Ec.2.24,25.
Discussão – Como aplicar sabiamente os nossos recursos materiais?
            É possível trabalhar com prazer em um ambiente não cristão?
            Que tipo de trabalho não agrada a Deus e deve ser evitado pelo cristão?



     Adaptado pelo Rev. Salvador P. Santana para estudo da Revista Vida abundante – Didaquê – Rev. Wilson Emerick de Souza.