terça-feira, 17 de dezembro de 2013

AMAMOS PORQUE ELE NOS AMOU, Ef.2.14-22.

AMAMOS PORQUE ELE NOS AMOU, Ef.2.14-22.

Introdução.
            É preciso reforçar que, como membro da família de Deus, somos “justificados [...] mediante a fé [...] por meio de nosso Senhor Jesus Cristo”, Rm.5.1 apesar de sermos “[...] pecadores [...]”, Rm.3.23.  
            Desse modo, temos uma dívida para com Deus e para com o próximo porque sabemos que “[...] ele nos amou primeiro”, 1Jo.4.19.
            Ao compreender que somos aceitos por Deus, somos capazes de aceitar a nós próprios, nossas circunstâncias de vida e as pessoas com quem convivemos.
            Por este motivo, Jesus nos faz a cobrança ao ouvir a declaração do “[...] intérprete da lei [...] amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e: amarás o teu próximo como a ti mesmo. Então, Jesus [...] diz: [...] faze isto e viverás”, Lc.10.25,27,28.
Texto.
            A igreja vive em Cristo, por meio dele e para Ele “porque ele é a nossa paz [...] (porque Ele) derrubou a parede da separação que estava no meio, a inimizade”, Ef.2.14 entre o judeu e não judeu, entre Deus e o seu povo.                       
            Nós vivemos sob “[...] a nova aliança no sangue (de) Jesus [...]”, 1Co.11.25 devido a “[...] primeira aliança ter sido (defeituosa) [...]”, Hb.8.7.
            Por este motivo Jesus “aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois (judeu e não judeu) criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz”, Ef.2.15.  
            Sob a nova aliança, o Espírito derramado sobre a igreja, pode acontecer a “[...] comunhão (com os irmãos, porque) [...] a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo”, 1Jo.1.3.
            Essa comunhão é possível acontecer porque fomos “[...] reconciliados ambos (judeu e não judeu) em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade”, Ef.2.16.
            A igreja é constituída da igreja militante e da igreja triunfante.
            Por isso “[...] não somos (mais considerados) estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e somos da família de Deus”, Ef.2.19.
            Tanto a igreja militante quanto a triunfante está “edificada sobre [...] Cristo Jesus, a pedra angular”, Ef.2.20.
1 – Resultados da visão da glória.
            Na conversão de Paulo “[...] uma luz do céu brilhou ao seu redor”, At.9.3.
            Esse clarão foi o bastante para conduzir Paulo a “[...] sofrer pelo nome (de) Jesus”, At.9.16.
            Outro acontecimento não teve o mesmo efeito na vida dos “[...] guardas (que) tremeram e ficaram como se estivessem mortos (quando) houve um [...] terremoto [...] (aparecendo-lhes) um anjo do Senhor [...] (com) o [...] aspecto [...] como de um relâmpago”, Mt.2.4,2,3.
            A diferença se dá porque Paulo contemplou “[...] ao meio-dia [...] (uma) grande luz do céu brilhando ao redor dele [...] (e que, do meio dela o próprio) Jesus [...]”, At.22.6,8 lhe deu instruções.
            Através de Ananias, Paulo recuperou “[...] novamente a visão (e ficou sabendo que) [...] Deus [...] de antemão, (o) [...] escolheu para conhecer a vontade de Deus [...]”, At.22.13,14.
            Paulo não procurou a salvação e nem a Jesus. Partiu da própria luz de Deus irromper nas trevas do pecado de Paulo.
            Todos nós somos inimigos de Deus, é por este motivo que “[...] Deus [...] das trevas resplandece a luz [...] em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo”, 2Co.4.6.
            Foi através da iluminação de Deus sobre a vida de Paulo que ele foi capacitado para suportar “[...] açoites [...] varas [...] apedrejamento [...] naufrágio [...] perigos [...] trabalho [...] fadigas [...] vigílias [...] jejum [...] frio [...]”, 2Co.11.24-27.
2 – Justificados pela fé no justo.
            Jesus alcançou Paulo por amor, logo, o apóstolo “[...] não [...] envergonhou do evangelho, porque (tinha a certeza de que) é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê [...]”, Rm.1.16.
            Paulo foi impulsionado pela compreensão da verdade de que “[...] Jesus morreu por todos, para que os vivem não vivam mais para si mesmos [...]”, 2Co.5.15.
            Paulo pregou que todos os filhos de Deus são “[...] justificados gratuitamente [...] mediante a redenção que há em Cristo Jesus”, Rm.3.24.
            E essa “justificação [...] (é somente) mediante a fé [...] por meio de nosso Senhor Jesus Cristo”, Rm.5.1, o qual “[...] nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo”, Tt.3.5.
            Sem a intervenção de Jesus Cristo, todos nós estaríamos condenados.
            O Breve Catecismo de Westminster – resposta á pergunta 33 – “justificação é um ato da livre graça de Deus, no qual ele perdoa todos os nossos pecados e nos aceita como justos diante dele somente por causa da justiça de Cristo a nós imputada, e recebida só pela fé”.
            A salvação em Cristo nos garante ficar diante do Santo juiz, porque “[...] Jesus comprou com o seu próprio sangue a igreja de Deus”, At.20.28.
3 Bênçãos e advertência do pacto.
            Ao escrever sobre a bênção sacerdotal Moisés reconhece que somente “o SENHOR (é a única fonte de) bênção e (de proteção)”, Nm.6.22 para o povo de Deus.
            Mas após “[...] a mulher [...] (e seu) marido [...] comerem [...] da árvore do conhecimento do bem e do mal [...]”, Gn.3.6;2.17 o ser humano não pôde fazer nada para reverter esse quadro.
            Somente Deus tem o poder de “[...] fazer resplandecer o rosto sobre nós e ter misericórdia de nós”, Nm.6.25.
            O doador da vida chega a sua expressão máxima ao dizer que “[...] Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”, Jo.3.16.
            Esse é o ato de Deus voltar a sua face para nós e “[...] nos abençoar com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo”, Ef.1.3.
            Esse ato amoroso é somente “[...] para louvor da glória de sua graça, que Deus nos concedeu gratuitamente no Amado”, Ef.1.6.
            Aceitando a bênção, “[...] a aliança da paz (de) Deus não será removida [...] (e) todos os [...] filhos serão ensinados do SENHOR; e será grande a paz (de seus) [...] filhos”, Is.54.10,13.
            Da bênção pactual resulta a advertência pactual “[...] de (não) dar seus filhos a Moloque (Amom/Ló/sacrifica filho vivo) [...]”, Lv.20.2.
            Precisamos pedir para Deus nos mostrar quais deuses existem neste mundo para não “[...] contaminar [...] o santuário (de) Deus (e nem) profanar (o) seu santo nome”, Lv.20.3.
            Nós passamos para nossos filhos a natureza corrupta do pecado. Mas Deus pôs em nossas mãos os meios para agirmos contra essa situação, tendo as “[...] palavras (de) Deus [...] (em nosso) coração [...] inculcando (e) delas falando [...] (aos) filhos [...]”, Dt.6.6,7.
            A natureza corrupta somente Deus é quem pode mudar na vida do homem quando Ele dispuser “dar-nos um só coração, espírito novo por dentro de nós [...]”, Ez.11.19.
4 – Aceitação – um valor familiar.
            A ética bíblica da aceitação não é da cultura da tolerância.              
            O princípio da tolerância desconhece a realidade do pecado.
            Seu propósito é o prazer e o interesse próprios, definidos pela palavra do homem.
            O propósito da aceitação “[...] é para [...] a glória de Deus, a fim de que o Filho de Deus seja [...] glorificado”, Jo.11.4.
            Ao aceitar, “[...] ouvindo a palavra (de) Jesus e crendo naquele que enviou Jesus teremos a vida eterna, não entraremos em juízo, mas passaremos da morte para a vida”, Jo.5.24.
            Ora, se Cristo nos aceita, “[...] nós que somos fortes devemos suportar as debilidades dos fracos [...]”, Rm.15.1 para que “[...] a uma voz glorifiquemos ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo”, Rm.15.6.
            A partir do amor infinito de Deus ficamos livres para “[...] acolher uns aos outros, como também Cristo nos acolheu para a glória de Deus”, Rm.15.7.
5 – Reciprocidade do amor.
            Caso a nossa família da aliança, IPB Itapuí, não vive em união, devemos observar e praticar 1Co.13.
            O amor é muito mais que um sentimento, ou uma emoção, uma sensação de altos e baixos, ou uma experiência forte ou fraca.    
            O amor é uma realidade permanente.
            Conforme Paulo, o amor é demonstrado através do modo de “[...] falar [...] sentir [...] pensar [...]”, 1Co.13.11.      
            O amor pelo outro é o meio pelo qual “[...] não ardo em ciúmes, não ufano (orgulho) não ensoberbeço (vaidade) não (sou) inconveniente (grosseiro), não procuro os meus interesses (egoísta), não me exaspero (irritado), não (fico) ressentido do mal (guardar mágoa), não me alegro com a injustiça [...]”, 1Co.13.4-6.
            O verdadeiro amor é demonstrado no “[...] regozijo (alegra) com a verdade; tudo sofre, tudo crê; tudo espera, tudo suporta”, 1Co.13.6,7. 
            Quando “permanecemos em Jesus, e Ele permanece em nós [...]”, Jo.15.4, “o amor jamais acaba [...]”, 1Co.13.8.
            O amor funciona em vários níveis. O amor entre um homem e uma mulher, “[...] tornando-se os dois uma só carne”, Gn.2.24, o amor entre pais e filhos/irmãos e o mais profundo, “[...] amar a Deus de todo o coração, de todo o entendimento e de toda a força [...]”, Mt.12.33.
5 – Origem e deveres do amor.
            Poucos reconhecem, mas é necessário aceitar que “nós amamos porque Deus nos amou primeiro”, 1Jo.4.19.
            Esse amor primeiro de Deus sobre o homem é porque, soberanamente, “[...] Deus nos escolheu, (em) Jesus, antes da fundação do mundo [...]”, Ef.1.4.
            O grande amor de Deus por nós deve nos impulsionar a “[...] amá-lo muito [...]”, Lc.7.47 mais.
            O que nos impulsiona amar a Deus é que “não foi nós que escolhemos Jesus; pelo contrário, Jesus nos escolheu [...]”, Jo.15.16.
            A prova desse amor devotado a Deus é “se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê”, 1Jo.4.20.         
            Aliado a esse amor precisamos “[...] confessar Jesus Cristo diante dos homens, também Jesus (nos) confessará diante de Deus Pai, que está nos céus”, Mt.10.32.
            Devemos também, “[...] com a [...] boca, confessar Jesus como Senhor e [...] (com o) coração, (devemos) crê que Deus o ressuscitou dentre os mortos, (para) sermos salvos”, Rm.10.9.
            Essa declaração de fé pode ser mentirosa caso “[...] alguém disser que tem fé, mas não tiver obras [...]”, Tg.2.14.
            Quando “[...] dizemos que mantemos comunhão com Deus e andamos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade (ou) se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós”, 1Jo.1.6,10.
            O mais trágico é para “aqueles que dizem: Eu conheço (a) Deus e não guarda os seus mandamentos (esse) é mentiroso [...] nele não está a verdade”, 1Jo.2.4.
            O desejo de Deus é que “[...] amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus, e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus”, 1Jo.4.7.
            João usa a expressão “amados” indicando a sua afeição por seus leitores e levando-os a amarem uns aos outros, caso contrário, “[...] aquele que não ama a seu irmão não procede de Deus”., 1Jo.3.10.
            Quando o amor não vem de Deus ele “[...] procede do mundo [...] (ele é) filho do diabo [...] é o espírito do anticristo [...] pratica o pecado procedente do diabo [...] (esses) jamais viu a Deus”, 1Jo.2.16; 3.10; 4.3; 3.8; 3Jo.11.
            Para mudar essa atitude é somente “o SENHOR [...] Deus, (que) circuncida o [...] coração [...] para amar o SENHOR, teu Deus de todo o coração e de toda a tua alma para que vivas”, Dt.30.6.  
            A partir desse momento entra em operação “[...] o fruto do Espírito (que) é: amor [...]”, Gl.5.22 “porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de [...] amor [...]”, 2Tm.1.7.
Conclusão:     Um dia cada um de nós foi alcançado por Deus através da “[...] evangelização (da Sua) paz a nós [...] que estávamos longe [...]”, Ef.2.17, por isso devemos pertencer a Deus.
            É somente através de “[...] Jesus (que) [...] temos acesso ao Pai em um Espírito”, Ef.2.18, logo, vivemos porque a graça de Deus torna isso possível.
            Por tudo que Deus fez e faz por nós devemos amar a Deus e aos nossos irmãos, pois, devemos ser “[...] o edifício, bem ajustado, crescendo para santuário dedicado ao Senhor”, Ef.2.21.
            E por fim, devemos ensinar aos nossos filhos através do exemplo e da Palavra de Deus para “[...] sermos edificados para habitação de Deus no Espírito”, Ef.2.22.
           
            Meditação – “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura, as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas”, 2Co.5.17.



            Adaptado pelo Rev. Salvador P. Santana da Revista de Escola Dominical – Nossa Fé – O lar segundo Deus – CCC.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

PERDE E GANHA

PERDE E GANHA
                Acontece com todas as mães. Após uma gestação de risco ou muito tranquila e abençoada pelo Papai do céu, o bebe perde o lugar de tranquilidade, alimento na dosagem certa, a bolsa e o líquido amniótico para ganhar e viver em um mundo competitivo onde, “[...] se multiplica a iniquidade, o amor se esfria de quase todos” (Mt 24.12).
                As perdas não terminam após o nascimento dos nenês. No decorrer do tempo, devido aos problemas sociais, saúde dos pais, obrigações diárias, os filhos não param de perder. A amamentação do leite doce dá lugar para as papinhas salgadas, dos colos confortáveis para andarem no chão, deixam de receber carinho para começarem a receber beliscões, palmadas, surras. Neste caso, os pais não precisam exagerar, pois a ordenança bíblica é de que “a vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe” (Pv 29.15).
                Aquele conforto dentro de casa muda radicalmente quando as crianças são deixadas com as babás, levadas para as creches e escolas. A quietude dá lugar as correrias junto com os colegas de rua e de sala de aula. As brincadeiras são trocadas pelas lições escolares e a preocupação de alcançarem a série escolar seguinte. Uma triste história se repete quase que em todos os lares. É nesta época da vida que muitos pais não se preocupam em dar exemplo de vida. O uso de drogas lícitas e ilícitas tem deixado uma herança maldita. É preciso aprender com “[...] Jesus (que) deu [...] exemplo, para que, como ele [...] fez, façam [...] também (os pais)” (Jo 13.15).
                Na adolescência começam as muitas divergências dentro e fora de casa. A casa parece mais com um campo de guerra devido “[...] o filho desprezar o pai, a filha se levantar contra a mãe, a nora, contra a sogra; os inimigos do homem são os da sua própria casa” (Mq 7.6). Esta situação pode acontecer por rebeldia contra tudo e todos, influência dos amigos, por querer ser diferente. Note bem que neste estágio da vida, o adolescente, se não tiver cuidado, tende a perder com muita facilidade os parentes, amigos e começa a ganhar mais inimigos e pessoas de má índole para andar ao seu lado.
                A fase adulta é terrível para muitas pessoas. As perdas se tornam mais reais que na infância e adolescência. E é neste período de vida que as decisões tomadas tendem a ser para o resto da vida. A saída da casa dos pais é por motivos dos mais variados. É tempo de faculdade, muitos fazem esse caminho tornar mais tranquilo para novas conquistas. Por falta de oportunidade de trabalho, muitos saem do seu domicilio para alcançarem novos ideais de trabalho. Talvez, por falta de orientação, irresponsabilidade, filhos aparecem sem o devido planejamento, daí, surgem novas responsabilidades. Alguns, não suportando a pressão da família resolvem buscar outros rumos. Muitos fazem como o filho pródigo: “[...] ajunta tudo o que (é) [...] seu, parte para uma terra distante e lá dissipa todos os seus bens, vivendo dissolutamente” (Lc 15.13). Mas, é possível “[...] cair em si [...] levanta, e (vai) [...] ter com o seu pai, e lhe diz: Pai, pequei contra o céu e diante de ti” (Lc 15.17,18).
                Para todos aqueles que pensam que na velhice, ou, como queiram chamar de melhor idade, dias finais, serão os melhores da vida, estão enganados. Praticamente, quase tudo quanto ganharam desde a infância, começam a perder vertiginosamente. Perdem a boa aparência, a visão, os dentes, os cabelos, o corpo esbelto, os amigos mais chegados, os parentes mais queridos. Se desde os primeiros dias ele viveu desregradamente, é sinal que toda riqueza será desviada para restabelecer a sua saúde. A vida de muitos se compara ao “[...] homem [...] (que) ganhou o mundo inteiro e perdeu a sua alma [...]” (Mt 16.26).
                Todos precisam saber que “[...] a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte” (2Co 7.10), então, “[...] considera tudo como perda, por causa [...] de Cristo Jesus [...] perde todas as coisas e as considera como refugo, para ganhar a Cristo” (Fp 3.8).
                                 
Rev. Salvador P. Santana

A MINHA OFERTA, Mc.14.3-9.

A MINHA OFERTA
Mc.14.3-9

Introd.:           O que você tem para ofertar?
            Paulo declara que devemos “[...] apresentar o nosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o nosso culto racional”, Rm.12.1.
            Qual é a sua oferta?
Nar.:   Maria, irmã de Marta e Lázaro diante de Jesus fez uma entrega incondicional ao Mestre Jesus.
Propos.:          Devo ofertar a minha vida a Deus com todo o meu coração.
Trans.:           A minha oferta [...]
1 - Deve ser preciosa.
            Dois dias antes Jesus havia entrado com triunfo em Jerusalém.
            Dois dias depois Ele é traído e entregue às autoridades para ser julgado e crucificado.
            Jesus estava no meio de uma crise – a morte o aguardava.
            A oferta pode ser em qualquer lugar.
            “Jesus estava em Betânia (povoado a 3km de Jerusalém), reclinado à mesa, em casa de Simão, o leproso (imundo) [...]”, Mc.14.3.
            Veja que Jesus enaltece a “[...] mulher [...] (com o) alabastro (pedra pouco resistente) [...] (que foi) quebrado [...] (e o) bálsamo (líquido cheiroso) [...]”, Mc.14.3 ofertado para o Mestre Jesus.
            Com o desejo de confortar Jesus, Maria, num ato extravagante, mas de puro amor pelo Mestre, “[...] veio [...] trouxe (o que tinha de mais luxuoso) [...] derramou [...] sobre a cabeça de Jesus”, Mc.14.3.
            Maria não se contentou em oferecer alguma coisa comum de todos os dias, ela ofereceu o “[...] preciosíssimo perfume de nardo (caule e raízes prepara perfume caro) puro [...]”, Mc.14.3.
            Uma grande lição para nós – As ofertas que damos a Deus são moedas que damos a um esmoler.
            São restos da nossa vida quando não prestamos para mais nada.
            O culto e adoração prestados a Jesus devem ser com o mais precioso perfume, com puro amor, com um coração grato, alegre, disposto, cheio de vida.
            Ainda que alguém considere um desperdício [...]
2 – Eu devo ofertar.
            Quantas pessoas já lhe disseram: Vamos curtir a vida! Largue mão de Igreja!
            Meu amigo, servir a Deus não é um desperdício.
            Aquela mulher deixou muitas pessoas admiradas, atônitas.
            Judas Iscariotes foi o maior incentivador desse queixume ante o suposto “[...] desperdício de bálsamo [...]”, Mc.14.4 para servir a Jesus.
            Muitos agem como Judas Iscariotes ao desprezarem o culto a Cristo e são cruéis com aqueles que tentam prestar.
            Não se deixe dominar por aqueles que não querem compromisso com Jesus.
            “Muitos (ficarão) indignados (quando estiverem) entre [...]”, Mc.14.4 você e perceberem o seu desejo por Cristo.
            Eles irão “[...] dizer [...]”, Mc.14.4 coisas absurdas para você deixar de servir a Deus.
            Diga-lhes em alto e bom som: Vou ofertar a minha vida a Deus.
            A minha oferta deve ser preciosa [...]
3 – Ainda que alguém murmure.
            A desculpa de Judas Iscariotes é “porque este perfume poderia ser vendido [...] e dar-se aos pobres [...]”, Mc.14.5.
            O suposto desperdício equivalia ao trabalho de um homem por quase um ano, “[...] por mais de trezentos denários [...]”, Mc.14.5.
            Que belo egoísmo! O Mestre merece muito mais.
            Mas ao invés, os demais discípulos foram influenciados pela reclamação.
            Quantos de nós temos reclamado das reuniões de orações, das visitas, do evangelismo.
            Isso contagia “[...] e (continuamos a) murmurar contra (aqueles que desejam ofertar a Jesus) [...]”, Mc.14.5 .
            Homens bons criticam erroneamente a pessoa que serve a Cristo melhor.
            Muitos preferem não apreciar qual é o significado de nossa vida ao lado de Cristo, daí, começa a reclamação.
            Mude essa situação!
            Faça uma oferta preciosa.
            Quando a sua oferta for preciosa [...]
4 – Ela será aprovada por Jesus.
            Se a sua oferta for preciosa “[...] Jesus dirá: Deixai-a [...]”, Mc.14.6. 
            Assim como Jesus fez os discípulos pararem de desmerecer a mulher, irá fazer com aqueles que desaprovam o nosso culto, a nossa oração, o nosso jejum, a nossa oferta.
            Aquilo que muitos desprezam, é apreciado por “[...] Jesus (quando) diz [...] (que) praticamos boa ação para com Ele”, Mc.14.6.
            A ordem de “[...] Jesus (é que não sejamos) [...] a molestados [...]”, Mc.14.6. 
            Você tem certeza que o culto prestado não é um desperdício? Vá em frente, Jesus aprova a sua boa ação.
            Por isso Jesus reclama: “[...] os pobres, sempre os tendes convosco e, quando quiserdes, podeis fazer-lhes bem, mas a mim nem sempre me tendes”, Mc.14.7.
            Mostre que Jesus é precioso para você.
            Qualquer dom extravagante para dar-lhe, que tudo seja dEle.
            Jesus irá aprovar qualquer atitude feita de coração.
            Para Jesus só é possível fazer bem ao próximo dentro do projeto dEle.
            E até a volta de Cristo haverá homens dependentes da bondade do próximo.
            A aprovação de Jesus é porque “ela fez o que pôde [...]”, Mc.14.8.
            Você diz: Não tenho nada para ofertar. Dê o melhor!
            Procure melhorar na oração, na leitura, nas visitas, na assistência social.
            Se você chegar a conclusão que não tem nada mesmo; ofereça a sua vida.
            Maria “[...] antecipou-se a ungir Jesus para a sepultura”, Mc.14.8.
            Faça a sua oferta [...]
Conclusão:     E você será recompensado.
            Pode acreditar: A palavra de Jesus é “[...] verdadeira [...] [...]”, Mc.14.9.
            O que você faz para o Reino de Deus jamais será esquecido pelo Senhor Jesus.
            Tudo o que fizermos deve ser com o intuito de “[...] pregar em todo o mundo o evangelho [...]”, Mc.14.9.
            Aquilo que ofertamos de coração será lembrado por Deus; estará no memorial eterno, pois “[...] será também contado o que [...] fazemos, para nossa memória”, Mc.14.9.
            O que Maria fez é um exemplo para nós – Dê a sua vida ao Mestre Jesus.


            Rev. Salvador P. Santana

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

A REVELAÇÃO DA ALIANÇA, Hb.1.1-4.

A REVELAÇÃO DA ALIANÇA, Hb.1.1-4.

Introdução.
            Deus sempre se revelou ao homem e “nestes últimos dias, nos fala pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas [...]”, Hb.1.2.
            A mensagem é transmitida através de Jesus porque Ele “[...] é o Verbo, e o Verbo está com Deus, e o Verbo é Deus”, Jo.1.1.
            A Bíblia é a revelação de Deus de si mesmo, do seu reino, da aliança e da salvação, portanto, devemos lê-la e meditar sobre ela diariamente.
            Deus não tem obrigação de se revelar a nós, faz por amor.
            Quando “[...] Deus, outrora, falou, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas”, Hb.1.1 o autor de Hebreus nos conduz para o V.T. onde Deus usou profetas, sacerdotes, reis, homens do campo, pastores de ovelhas para entregar a mensagem da salvação ao seu povo.
            E ao falar “nestes últimos dias [...]”, Hb.1.2, somos transportados para o período do N.T. desde o nascimento de Jesus Cristo até os “[...] últimos dias [...] (nos quais) sobrevirão tempos difíceis”, 2Tm.3.1, o qual marca o nosso atual período de tempo de salvação que os profetas predisseram.
                Sobre esse assunto Moisés afirmou: “quando estiveres em angústia [...] nos últimos dias, e te voltares para o SENHOR, teu Deus, e lhe atenderes a voz, então, o SENHOR, teu Deus, não te desamparará [...]”, Dt.4.30,31.
            Isaías declarou que “nos últimos dias, acontecerá que (a) [...] Casa do SENHOR será estabelecida [...] e para (ela) afluirão todos os povos”, Is.2.2.
            E Paulo falando sobre os acontecimentos do V.T. que serviram de “[...] exemplo (para nós) e foram escritos para advertência nossa [...] sobre quem os fins dos séculos têm chegado”, 1Co.10.11.
            O texto básico fala que a revelação de “[...] Deus (fora) de muitas maneiras [...]”, Hb.1.1 por meio de visões, sonhos e enigmas (segredo).
            Ao falar “[...] pelos profetas”, Hb.1.1 Deus mostra que o sistema sacrificial não podia eliminar a culpa pelo pecado, eis então o motivo de “nestes últimos dias, (Deus) nos falar pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo”, Hb.1.2.
            É somente através de Jesus Cristo que [...]
1 - Deus revela a si mesmo.
            Todos nós sabemos que “[...] Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias”, Ec.7.29, daí, desde a queda Deus utilizou a fala para se comunicar com o homem “[...] perguntando: Onde estás?”, Gn.3.9.
            Após o pecado, todos os homens “[...] estavam mortos nos [...] delitos e pecados (foi preciso) Deus nos dá vida”, Ef.2.1.
            A fala foi o instrumento mais natural e próximo do nosso entendimento que Deus usou para transmitir a sua verdade.
                Desde o V.T. o próprio Deus inclinou-se de sua majestade e “[...] desceu lá do céu, a saber, o Filho do Homem [que está no céu]”, Jo.3.13 para se revelar e manifestar o principal propósito de seu plano a seu povo.
            Na revelação sabemos quem é esse “[...] Deus; o SENHOR (que) [...] nos escolheu, para que lhe fôssemos o seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra”, Dt.7.6.       
            Através da revelação sabemos que “[...] todos (nós) pecamos e carecemos da glória de Deus”, Rm.3.23.  
            Essa é a nossa situação após a queda, morte, mas após a “justificação [...] mediante a fé, temos Paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo”, Rm.5.1.
            É preciso aceitar que somente “Deus (é que pode) nos libertar do império das trevas e nos transportar para o reino do Filho do seu amor”, Cl.1.13.
            Após Deus oferecer libertação para o homem, é possível compreender a criação de todas as coisas, a queda, o plano de salvar o seu povo e a perseguição que Jesus e o seu povo sofrem.
            É através da Bíblia que Deus promete “dar-nos um só coração, espírito novo por dentro de nós; tirar da nossa carne o coração de pedra e nos dar coração de carne”, Ez.11.19.
            O profeta Isaías faz uma pergunta que é repetida por Jesus: “Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do SENHOR?”, Is.53.1.
            Tudo que precisamos saber acerca de Deus e de nós mesmos está revelado nas Escrituras e Jesus responde: “[...] quem ouve a palavra (de) Jesus e crê (no) Pai que o enviou tem a vida eterna [...]”, Jo.5.24.
            O crente tem facilidade para crê nas promessas de Deus, nos ensinos dos valores cristãos e na obediência que deve prestar a Jesus Cristo.
            A Confissão de Fé de Westminster declara: “Todo o conselho de Deus concernente a todas as coisas necessárias para a glória dele e para a salvação do homem, ou é expressamente declarado na Escritura ou pode ser lógica e claramente deduzido dela” e “Na Escritura não são todas as coisas igualmente claras em si, nem do mesmo modo evidentes a todos; contudo, as coisas que precisam ser obedecidas, cridas e observadas para a salvação, em uma ou outra passagem da Escritura são tão claramente expostas e aplicadas, que não só os doutos, mas os indoutros, no devido uso dos meios ordinários, podem alcançar uma suficiente compreensão delas”.
            Sobre a revelação de Deus Jesus declara: “Examinais as Escrituras [...] elas mesmas que testificam de mim”, Jo.5.39 e ainda, Deus mostrou “[...] o seu eterno poder, como também a sua própria divindade [...]”, Rm.1.20.
            A respeito da adoração Deus é exclusivista e exige “não fazer para nós imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra”, Dt.5.9.
            Ao saber que Deus revela-se a si mesmo na Escritura Sagrada, precisamos de nos “[...] gloriar nisso: em conhecer Deus e saber que ele é o SENHOR [...]”, Jr.9.24.
            Através de Jesus [...]
2 – Deus revela seu reino.
            Sendo “[...] Jesus [...] herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo”, Hb.1.2 o reino de Deus é revelado através dele.
            Cristo reúne toda a forma de revelação de Deus, sendo “Ele [...] o resplendor (brilha) da glória e a expressão exata (semelhança perfeita) do seu Ser [...]”, Hb.1.3.
            É através de “[...] Jesus (que) toda a plenitude reside”, Cl.1.19 “[...] a imagem do Deus invisível, o primogênito (superior) de toda a criação”, Cl.1.15.
            A pregação revelacional sempre foi para mostrar o reino de Deus, constituído não de códigos humanos, mas de princípios espirituais.
            O reino de Deus não era, como queriam os judeus, físico ou político, mas espiritual, em Cristo.
            A necessidade do homem era ocupar os lugares políticos no reino humano, como desejou Tiago e João se “[...] assentar um à direita e o outro à esquerda (de) Jesus na glória”, Mc.10.37.
            O principal desejo de “Deus (é) nos libertar do império das trevas e nos transportar para o reino do Filho do seu amor”, Cl.1.13.
            Ao revelar o seu reino, Deus deseja que todos compreendam que ele dirige a história de modo a “[...] fazer convergir (em) Jesus [...] todas as coisas, tanto as do céu como as da terra”, Ef.1.10.
                O projeto de Deus revelar o seu reino é “[...] purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras”, Tt.2.14 para vencer contra o inimigo.
            Os crentes do A.T. tinham a compreensão de um “[...] coração [...] humilhado perante o SENHOR [...]”, 2Rs.22.19 para percorrer o caminho para conhecer o reino de Deus.
            O salmista reconhece que “o SENHOR reina [...] (que) desde a antiguidade, está firme o trono (de) Deus [...] desde a eternidade”, Sl.93.1,2.
            Para revelar o reino, Deus concedeu a Jesus “[...] toda a autoridade [...] no céu e na terra”, Mt.28.18.
            A revelação do reino é feita através de “[...] Jesus [...] (porque) ele fez a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas”, Hb.1.3.
            Essa revelação é somente para mostrar que “[...] Deus exaltou Jesus [...] e lhe deu o nome que está acima de todo nome”, Fp.2.9.
            E no dia final, no retorno de Cristo, “[...] ao nome de Jesus se dobrará todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra”, Fp.2.10.
            Nesse dia Jesus dará um fim vergonhoso a todos os que se opuseram ao seu reinado neste mundo “e toda língua confessará que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai”, Fp.2.11.
            Para muitos já não haverá mais oportunidade de salvação porque “[...] virá o fim, quando Jesus entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder”, 1Co.15.24.
            Por meio de Jesus [...]
                Enquanto esse dia não chega, podemos reconhecer e aceitar a revelação do reino de Deus, “porque convém que Jesus reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés”, 1Co.15.25.
3 – Deus revela sua aliança.
            Deus prometeu salvar eternamente o seu povo “[...] por meio de sofrimento, o Autor da salvação (do seu) povo”, Hb.2.10.
            Certa vez Jesus garantiu que “Ele nos dá a vida eterna; jamais pereceremos, e ninguém (nos) [...] arrebatará da sua mão”, Jo.10.28.
            Temos essa garantia devido a “[...] morte (de) Jesus, destruir aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo”, Hb.2.14.
            Desde o início Deus se revelou no relacionamento com o homem para “[...] os abençoar [...]”, Gn.1.28.
            No decorrer da história Deus revela a intenção no plano redentor, tornar cada vez mais o “[...] povo santo ao SENHOR [...] para que lhe [...] (seja) o seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra”, Dt.7.6 – A escolha é de Deus; não interferimos.
            A revelação da aliança nos mostra que “[...] o SENHOR não teve afeição (amor), nem nos escolheu porque fôssemos mais numerosos do que qualquer povo, pois éramos o menor de todos os povos, mas porque o SENHOR nos amava e, para guardar o juramento que fizera com nossos pais [...]”, Dt.7.7.
            A revelação da aliança é perfeita porque a “[...] escolha (do homem perdido aconteceu em) Jesus, antes da fundação do mundo [...]”, Ef.1.4.
                Na revelação da aliança Deus ordena o homem “[...] dá ouvido à sua voz, e ele será o nosso Deus, e nós seremos o seu povo [...]”, Jr.7.23.            E o livro da revelação declara: “[...] Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles”, Ap.21.3.
            Por meio de Jesus [...]
4 – Deus revela sua salvação.
            Após Deus revelar a si mesmo, o reino e a sua aliança com o seu povo, Ele declara a salvação dos eleitos.
            O projeto de Deus foi de libertar o seu povo da escravidão dos “[...] egípcios (quando) Moisés (anunciou) o livramento do SENHOR [...]”, Ex.14.13.      
            Deus projetou libertar o seu povo do cativeiro babilônico anunciando-lhes que “[...] a sua justiça durará para sempre, e a sua salvação, para todas as gerações”, Is.51.8.
            Deus revela a salvação das tribulações pessoais criadas por nosso próprio coração, em razão de nossa pecaminosidade, por este motivo a “[...] nossa alma tem sede de Deus, do Deus vivo [...]”, Sl.42.2.
            O ponto culminante do projeto de Deus é que todos os seus filhos “[...] preguem [...] a palavra de Cristo (com o desejo de que) a fé venha pela pregação [...]”, Rm.10.17.
            Para proclamar a revelação da salvação, Deus, através do Espírito Santo, “[...] nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação”, 2Co.5.18 para levar outros homens a Cristo.
                O Catecismo Maior de Westminster – pergunta/resposta 32, apresenta o plano de salvação – “A graça de Deus se manifesta no segundo pacto em que ele (Deus), livremente, provê e oferece aos pecadores um Mediador, a vida e a salvação por meio dele, exigindo a fé como condição de interessá-los nele, promete e dá seu Espírito Santo a todos os seus eleitos, para neles operar essa fé, com todas as demais graças salvadoras, e para habilitá-los a praticar toda a santa obediência, como evidência da veracidade da sua fé e gratidão para com Deus, e como o caminho que Deus lhes designou para a salvação”.
Conclusão:     A partir do conhecimento de que Deus se revela através da Sua Palavra, é dever de cada um de nós ser incitados a ler as Escrituras e “[...] conhecer Deus e saber que ele é o SENHOR [...]”, Jr.9.24 das nossas vidas.
             
           
    
            Meditar:          Caso não temos conhecimento, é preciso saber que Jesus “[...] se tornou tão superior aos anjos quanto herdou mais excelente nome do que eles”, Hb.1.4.
            Jesus é o único que pode revelar a aliança de Deus para cada um de nós.




                    Adaptado pelo Rev. Salvador P. Santana da Revista da Escola Dominical - Nossa fé - O lar segundo Deus - CCC.

UM NOVO COMPROMISSO COM A MENTE, Gn.39.10.

UM NOVO COMPROMISSO COM A MENTE, Gn.39.10.

            A insistência é uma teimosia. É como a água que bate na pedra dura até que fura. Uma repetição constante até obter o resultado desejado.
            A mulher de Potifar “falava [...] a José todos os dias [...]”, Gn.39.10 com a finalidade de torcer o desejo do jovem distante do pai.
            Lembra da propaganda do chocolate? “Compre batom, compre batom”.
            A mulher de Potifar “falava [...] todos os dias [...] deita (comigo) [...]”, Gn.39.10.
            Essa é uma estratégia de Satanás.
            “[...] O tentador (sempre irá insistir) [...] se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães [...] atira-te abaixo [...] tudo isto te darei se, prostrado, me adorares”, Mt.4.3,6,9.
            “Jesus [...] (sempre) respondeu: Está escrito [...]”, Mt.4.4.
            Assim como “[...] José (devemos fazer o mesmo em relação àqueles que insistem para pecarmos contra Deus) [...] não lhe dá [...] ouvidos [...]”, Gn.39.10.
            A Palavra de Deus nos traz grandes ensinos com relação a nossa mente.
            Tudo quanto vemos ou ouvimos deve ser “[...] verdadeiro [...] respeitável [...] justo [...] puro [...] amável [...] de boa fama (decente) [...] isso (deve ser) o que ocupa o nosso pensamento”, Fp.4.8.

            As letras das músicas, os programas de TV que ouvimos, se aplicam a este texto?
            É preciso saber que, “[...] embora andando na carne, não militamos (serviço ativo) segundo a carne”, 2Co.10.3.
            Ao enfrentar qualquer tentação ou problema neste mundo, não podemos usar “[...] as armas da nossa milícia [...] carnal, (mas as armas) [...] poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas (argumento aparentemente válido, mas enganoso tal como as modalidades de famílias que as novelas apresentam)”, 2Co.10.4.
            É por este motivo que precisamos “[...] levar cativo todo pensamento à obediência de Cristo”, 2Co.10.5.
            Paulo fala que “[...] que não (podemos) mais andar [...] na vaidade (desejo exagerado, ilusão) dos nossos próprios pensamentos”, Ef.4.17.
            Sendo de Cristo Jesus, é impossível viver “obscurecido (coberto com trevas) de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do nosso coração”, Ef.4.18.
            Urgente! Faz-se necessário “[...] nos despojar do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências (forte desejo) do engano, e nos renovar no espírito do nosso entendimento, e nos revestir do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade”, Ef.4.22-24.
            A mente corrompida engana. Ela pode levar o homem a sentir-se bem mentindo.
            É por isso que “[...] existem muitos insubordinados (revoltado), palradores (falador) frívolos (precipitado) e enganadores [...] é preciso fazê-los calar, porque andam [...] ensinando o que não devem, por torpe (sujo) ganância”, Tt.10,11.
            Caso eu e você insista em praticar o pecado, “[...] desprezando o conhecimento de Deus, o próprio Deus (nos) [...] entregará a uma disposição mental reprovável (não aprovado), para praticarem coisas inconvenientes (fazer o que não deve)”, Rm.1.28.
            Cada um de nós precisa tomar a atitude de “[...] não (se) [...] conformar com este século, mas transformar-nos pela renovação da nossa mente, para que experimentemos qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”, Rm.12.2.
            Quando você vem para a igreja, você “[...] ora com o espírito, mas também ora com a mente; canta com o espírito, mas também canta com a mente”, 1Co.14.15.
            Existem muitos que estão com o espírito e o corpo na igreja, mas a mente está distante.
            Quem aceita Jesus Cristo como Senhor e Salvador de sua vida, é certo que “[...] foi ressuscitado juntamente com Cristo, (então, deve) buscar as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensar nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morremos, e a nossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus”, Cl.3.1-3.
            Sendo “[...] de nosso Senhor Jesus Cristo, (precisamos) [...] falar todos a mesma coisa e que não haja entre nós divisões; antes, sejamos inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer”, 1Co.1.10 para o crescimento espiritual.
            Quando você passar a maior parte do tempo na TV, ouvindo músicas populares, como fica a sua mente? Contaminada, manchada, machucada.
            É impossível evitar um pássaro posar em nossa cabeça, mas é possível evitar que ele faça ninho.
            Precisamos saber que “todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam”, 1Co.10.23.
            Eu “não (posso ser) [...] enganado: as más conversações corrompem os bons costumes”, 1Co.15.33, então, tenho que ter compromisso com a minha mente.
            Isto deve ser feito porque “[...] o nosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em nós, o qual temos da parte de Deus, e que não somos de nós mesmos [...]”, 1Co.6.19.
Conclusão:     O nosso compromisso com a mente deve ser como “[...] José (que, mesmo ouvindo a mulher de Faraó) falar [...] todos os dias, [...] ele não lhe deu ouvidos, para se deitar com ela e estar com ela”, Gn.39.10.
            José venceu, “[...] Jesus venceu as aflições (e) o mundo”, Jo.16.33, nós também podemos, porque somos de Deus.

Rev. Salvador P. Santana - Adaptado da Revista de Escola Dominical - Didaquê.


quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

AS QUATRO GARRAFAS

AS QUATRO GARRAFAS
            Em várias partes do mundo já começaram os preparativos para as festas de final de ano. Com isso, está circulando no Facebook que a vida do homem se resume em quatro garrafas. São elas: A mamadeira, o refrigerante, a cerveja e, por último, a bolsa do soro fisiológico usado em postos de saúde e hospitais para atender aos moribundos. Este último indica que o sujeito pode estar nas últimas idas e vindas visitas aos hospitais. E, quando chega nesse estágio da vida, precisa tomar soro fisiológico constantemente, de duas uma: Ele levou uma vida desregrada demais neste mundo ou o próprio “[...] SENHOR [...] (o) despedaçou e [...] (o) feriu [...] (com a finalidade de ele) [...] tornar para o SENHOR [...] (para ser) sarado [...] e [...] ligado” (Os 6.1).
            Veja bem como é a vida do ser humano que começa bem para terminar melhor e aquele que começa mais ou menos para terminar pior. Dizem os médicos que quando o bebe é amamentado no seio da mãe, por pelo menos seis meses, ele cresce forte, sadio e imune às bactérias. Mas, caso, algum bebe, por algum motivo começar com a mamadeira, pode ter problemas com a sua saúde futura. Pode ser que tenham acontecido alguns desacertos para começar erradamente o desenvolvimento dessa criança amamentada pela mamadeira. A mãe pode não ter tido o leite necessário, morte da genitora, a criança pode ter sido abandonada e outros fatores. Calma! Isto não quer dizer que todos que não tiveram a oportunidade de mamar no peito serão raquíticos, desnutridos. Prova é que muitos sobreviveram e estão aí para contar a história.
            Dizem que, “[...] no século IV a.C., o grego Hipócrates [...] o pai da medicina [...] recomendava banhos em fontes naturais de água gasosa [...] nunca lhe ocorreu receitar o líquido para beber. A água carbonatada [...] tornou uma bebida popular por volta de 1500 [...] vários químicos [...] fizeram tentativas de recriar o produto artificialmente [...] o americano John Pemberton [...] criou o mais famoso deles, a Coca-Cola, em 1886” – http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-surgiram-os-refrigerantes. Nem todos sabem, mas o refrigerante causa males ao corpo humano. A concentração de açúcar é prejudicial, principalmente ao diabético, ingerindo quantidades elevadas de refrigerante. Muitos ganham peso com muita facilidade quando abusam. E, sem falar na osteoporose, ataque cardíaco e outros males. Sendo assim, faz bem reduzir ao máximo a ingestão de refrigerante para o seu próprio bem.
            A unidade de dependência de drogas da Unifesp lançou a campanha: “Brasil – beber menos” – www.bebermenos.org.br com o intuito de conscientizar o povo brasileiro a parar de beber. Só não entende quem não quer, pois a Palavra de Deus fala que “vinho ou bebida forte tu e teus filhos não beberás [...]” (Lv 10.9). É preciso entender que “a bebida destilada, tipo pinga, rum, etc., de elevado teor alcoólico, não era conhecido nos tempos bíblicos. O vinho na Bíblia tem dois significados: suco não fermentado ou fermentado e embriagante. O rei Salomão declara que “o vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; todo aquele que por eles é vencido não é sábio” (Pv 20.1). Ele ainda fala que “[...] os ais [...] os pesares [...] as rixas [...] as queixas [...] as feridas sem causa [...] os olhos vermelhos [...] são [...] para os que se demoram em beber vinho, para os que andam buscando bebida misturada” (Pv 23.29,30). O resultado não pode ser mais desastroso, “pois ao cabo (o próprio vinho) morderá como a cobra e picará como o basilisco” (Pv 23.32).
            Uma pergunta não pode calar em cada coração: Qual será o seu fim? Caso você tenha começado bem, é sinal que terminará bem melhor, mas começando a vida de forma errada, é possível que ela caminhe para um fim muito trágico. Faça uma análise da vida que está levando. A verdade é que a bolsa do soro fisiológico está aguardando muitos nas salas dos postos de saúde e nos hospitais. O profeta Jeremias fala que “[...] a morte sobe pelas [...] janelas e entra [...] (nos) palácios; exterminam das ruas as crianças e os jovens, das praças” (Jr 9.21). Ela não tem piedade. Mais que urgente, é preciso começar a pensar melhor a respeito desta vida, pois “[...] tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, (deve ser) feito em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (Cl 3.17).
            Que Deus te abençoe e te mostre que “[...] estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela” (Mt 7.14).

Rev. Salvador P. Santana

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

O LIVRO DA ALIANÇA, Sl.119.

            O LIVRO DA ALIANÇA, Sl.119.

Introdução.
            O material didático para o cristão é a Bíblia, é o livro da aliança que, através da leitura deve mudar as nossas vidas.
            O salmo 119 começa dizendo que é “bem-aventurado o irrepreensível [...] que anda na lei do SENHOR”, Sl.119.1.
            O salmo 119 é o mais longo texto do saltério.
            A sua extensão pode ser atribuída à notável devoção do autor à lei de Deus ao afirmar: “[...] ensina-me os teus de preceitos. Terei prazer nos teus decretos [...] contemplo as maravilhas da tua lei [...] tenho guardado os teus testemunhos”, Sl.119.12,16,18,22.
            O tema principal do salmo 119 é: “lei”, “testemunho”, “preceitos”, “estatutos”, “mandamentos”, “juízos”, “palavra” e “promessa”.
            Ou seja, o tema é a Escritura Sagrada, especialmente a obediência à lei.
            Além de expressar amor a Palavra de Deus, o autor do salmo reconhece as suas próprias faltas quando pede para Deus “afastar (de sua vida) o caminho da falsidade [...]”, Sl.119.29.
            É preciso reafirmar que somente “[...] a Escritura (Sagrada) é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça”, 2Tm.3.16.
            Através da Bíblia Deus determinou a seus filhos que “não cesse de falar deste Livro da Lei [...] (para) ter cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito [...]”, Js.1.8.
            Nenhum material didático substitui a Bíblia no aspecto de “ensinar [...] no caminho em que deve andar [...] (para) não se desviar dele”, Pv.22.6.
            O cristão jamais deve negligenciar a leitura e a “[...] meditação (no) livro da lei (esse costume deve ser) dia e noite, para [...] fazer segundo tudo quanto nele está escrito [...] (só assim é possível) fazer prosperar o nosso caminho e seremos bem-sucedido”, Js.1.8.
            O aprendizado não pode ficar restrito apenas na lição da Escola Dominical e no ouvir da mensagem nos cultos.
            Individualmente, precisamos nos “[...] aplicar à leitura [...]”, 1Tm.4.13 da Palavra de Deus para entendê-la, a fim de que ela molde nosso modo de ser, e então, glorifiquemos a Deus.
            A leitura bíblica precisa ser feita pelo pai, pela mãe e pelos filhos com a finalidade de “guardar no coração as palavras (de) Deus, para não pecar contra ele”, Sl.119.11.
            Como fazer a leitura da Palavra de Deus de modo apreciável e útil?
1 – Comece por você mesmo.
            Desejamos para o outro aquilo que não conseguimos fazer para nós mesmos.
            Muitas vezes agimos como os fariseus que “atavam fardos pesados [e difíceis de carregar] e os (colocavam) [...] sobre os ombros dos homens; entretanto, eles mesmos nem com o dedo querem movê-los”, Mt.23.4.
            É um desafio para nós entrar em contato diário com a Palavra de Deus.
3
 
            O escritor do Salmo 119 reconhece a Bíblia como alimento para a sua alma dizendo o “quanto ama a lei (de) Deus! É a minha meditação, todo dia!”, Sl.119.98.
            Sem a Sagrada Escritura é impossível viver sob o pacto, a luz daquilo que Deus deseja para nós, então, devemos insistir pedindo “faze-me, SENHOR, conhecer os teus caminhos, ensina-me as tuas veredas”, Sl.25.4. Urgente! É preciso começar por nós mesmos “[...] prosseguir em conhecer ao SENHOR [...]”, Os.6.3.
            O método não pode ser ditado por ninguém. Quem programa a leitura somos nós mesmos.
            O importante é fazer a leitura diária da Palavra de Deus.
            A ordem dada por Deus é que cada um de nós tenha “[...] escrito para si um traslado (reprodução exata) desta lei [...] e o terá consigo e nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer o SENHOR, seu Deus, a fim de guardar todas as palavra desta lei e estatutos, para os cumprir”, Dt.17.18,19.
            A Bíblia não é um livro mágico em suas folhas e nem vale apenas folhear as suas páginas.
            É preciso “[...] dá de comer ao meu ventre e encher as minhas entranhas deste rolo [...]”, Ez.3.3.
            O salmista é prático neste aspecto quando fala que “[...] meditará nas tuas maravilhas”, Sl.119.27.
            Ao fazer uso constante da Palavra de Deus ela será absorvida vagarosamente, meditada, pensada, sentida pelo coração e analisada com a mente, por este motivo outro salmista declara que “[...] o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite”, Sl.1.2.
            A leitura bíblica não pode ser mecânica porque “a minha alma está apegada ao pó; (logo, necessito ser) vivificado segundo a palavra (de) Deus”, Sl.119.25.
            Vamos criar o hábito de ler a Bíblia todos os dias assim como não deixamos de comer arroz e feijão.
            Comece por você mesmo escolhendo um dos 66 livros da Bíblia, leia com atenção, meditando, fazendo anotações importantes.
            Faça comparações com a Bíblia e nunca com livros comuns editados, ainda que seja do melhor autor.
            É preciso lembrar que “toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça”, 2Tm.3.16.
            Gaste tempo com a Palavra de Deus.
            Faça como o salmista que “antecipava ao alvorecer do dia e clamava; na palavra (de) Deus, esperava confiante. Os seus olhos antecipavam-se às vigílias noturnas, para [...] meditar nas palavras (de) Deus”, Sl.119.147,148.
            Vamos aprender com os crentes “[...] de Bereia (que) eram mais nobres [...] pois receberam a palavra com toda avidez (desejo ardente), examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim”, At.17.11. 
            É preciso ler a Bíblia com interesse “porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração”, Hb.4.12.
            Para ler a Bíblia com vontade de mudança é preciso pedir auxílio a Deus através do Espírito Santo para eu ser “vivificado, segundo a misericórdia (de) Deus [...]”, Sl.119.88, caso contrário, se “não for a lei (de) Deus ter sido o meu prazer, há muito já teria eu perecido na minha angústia”, Sl.119.92.
            Assim como o nosso corpo necessita da água para sobreviver, “a nossa alma tem sede de Deus, do Deus vivo [...]”, Sl.42.2, para “firmar os meus passos na palavra (de) Deus, e não me domine iniquidade alguma”, Sl.119.133.
            Comece por você mesmo a leitura da Palavra de Deus para vencer as tentações tal como Jesus venceu dizendo: “[...] está escrito [...]”, Mt.4.4.
            A leitura Bíblica deve começar por mim para eu [...]
2 – Influenciar todos ao meu redor.
            Quando Deus chamou Abraão, o chamou para “[...] sê [...] uma bênção [...] (para) todas as famílias da terra”, Gn.12.2,3.
            Fazendo parte do pacto da graça de Deus, todos nós devemos “anunciar entre as nações a glória (de) Deus, entre todos os povos, as suas maravilhas”, Sl.96.3.
            É dever de todo cristão buscar no fundo da “alma [...] bendizer ao SENHOR, e tudo o que há em mim bendizer ao seu santo nome”, Sl.103.1 para que outros aprendam e possam ensinar a outros.
            Essa atitude deve ser tomada porque o servo de Deus é “[...] embaixador em nome de Cristo [...]”, 2Co.5.20 para promover o reino de Deus neste mundo.
            Influenciar outras pessoas será possível a partir do momento em que, “[...] na qualidade de cooperador com Deus [...] (somos) exortados a [...] não receber em vão a graça de Deus [...] (pois temos) o tempo [...] oportuno [...] o dia da salvação [...] (logo, cabe a cada um) não dá [...] nenhum motivo de escândalo em coisa alguma [...]”, 2Co.6.1-3.
            É preciso lembrar que o meu testemunho fala mais alto que as minhas palavras.
            Devo analisar como estou influenciando os outros e como estou sendo influenciado.
            Jesus Cristo deve ser o que mais influencia a nossa vida.
            O salmista era tão influenciado pela mensagem bíblica que achava “[...] doce a palavra (de) Deus ao seu paladar! Mais que o mel à sua boca”, Sl.119.103.
            Outra atitude do salmista era o de “abrir a boca e aspirar, porque anelava os mandamentos (de) Deus”, Sl.119.131.
            É preciso ter a mesma atitude do salmista que achava “puríssima [...] a palavra (de) Deus; por isso [...] a estimava”, Sl.119.140.
            Sabemos que é muito difícil influenciar positivamente pessoas, mas é dever do servo de Deus “[...] ser o sal da terra (e) a luz do mundo [...]”, Mt.5.13,14.
            Jesus nos fez seus discípulos para o “ide [...] fazer discípulo de todas as nações [...]”, Mt.28.19, mas, se o evangelizado percebe que desprezo a Bíblia, será difícil influenciar.
            Um dos métodos mais práticos para influenciar outros na leitura da Bíblia é “[...] todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessando de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo”, At.5.42.
            O desejo de Deus é que eu e você levemos outros a “louvar ao SENHOR [...] porque mui grande é a sua misericórdia para conosco e a fidelidade do SENHOR subsiste para sempre [...]”, Sl.117.1,2.
Conclusão:     Antes da morte e ressurreição de Jesus ele prometeu “[...] edificar a sua igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”, Mt.16.18 e Jesus tem cumprido à risca essa promessa.
            Cabe a mim e a você fazer leitura diária da Bíblia para sermos edificados e termos condições de influenciar outros.
            Dificuldades que encontramos para ler a Bíblia: não tenho tempo, fico com sono, não compreendo, cansativa a leitura, a leitura no domingo é o suficiente.
            Quanto tempo dedico para a leitura da Palavra de Deus?    Ao perceber que um membro da família não está fazendo uso da Bíblia, faça a leitura junto com ele.
            Não está orando, ore junto com ele.
            Não frequenta mais a igreja, incentive para ir junto com ele.
 
            Meditar:          Vamos criar coragem e pedir para Deus “desvendar os nossos olhos, para que [...] contemplar as maravilhas da [...] lei (de) Deus”, Sl.119.18.


            Adaptado pelo Rev. Salvador P. Santana da Revista da E.D. Nossa fé – O lar segundo Deus - CCC.