quarta-feira, 17 de julho de 2013

HUMILDADE, Ez.29.1-16.

HUMILDADE
 Introd.:           Humildade é o sentimento que leva a pessoa a reconhecer suas próprias limitações.
            Em nossos dias temos visto pouquíssimas pessoas com esse sentimento.
            Muitas vezes nos deparamos com pessoas orgulhosas, cheias de si, capazes de resolver qualquer problema.
Nar.:   Diante de nossos olhos vemos o profeta Ezequiel dando o seu recado a respeito do Egito. Um dos grandes impérios do mundo antigo.
            A sua maior queixa é dizer que a posição elevada é incompatível com a humildade, daí, só lhe resta a devastação para restaurar com a verdadeira humildade.
Propos.:          Toda humildade deve ser colocada sob a poderosa mão de Deus.
Trans.:           Para o cristão é incompatível [...]
1 – A posição elevada com a humildade.
            Era o ano de 587 a.C. um ano depois que Nabucodonosor cercou Jerusalém.
            Faraó Hofra, rei do Egito, tentava inutilmente livrar Jerusalém das garras do rei da Babilônia, pois para Deus, o Egito tinha se tornado “[...] um bordão de cana para a casa de Israel”, Ez.29.6.
            Judá de todos os modos tentou pedir auxílio ao Egito, mas tudo em vão.
            Assim como o profeta Jeremias, Ezequiel condenava a aliança de Judá com o Egito e recomendava a sujeição à Babilônia.
            Naquele ano Deus enviara uma palavra de advertência contra o povo do Egito.
            A profecia era contra a posição elevada do rei e do povo egípcio, Deus dissera: “[...] contra Faraó, rei do Egito, e [...] contra todo o Egito”, Ez.29.2.
            Neste poema alegórico, o Faraó está igualado a um “[...] crocodilo enorme [...]”, Ez.29.3.
            Naquela época existia o mito de que o mostro marinho ‘leviatã’ tragava e despedaçava todas as embarcações dentro das águas.
            Desta forma pensava o rei do Egito “[...]: O meu rio é meu, e eu o fiz para mim mesmo”, Ez.29.3.
            Faraó, na sua posição elevada, exaltado e poderoso, era como o temível ‘leviatã’.
            Hofra jactava-se de que o rio pertencia a ele.
            Ele julgava que todos os habitantes da terra o temiam.
            Que todas as nações deveriam se subjugar ao seu poderio.
            Mas Deus zomba e escarnece de Faraó Hofra dizendo: “[...] Assim diz o SENHOR Deus: Eis-me contra ti, ó Faraó, rei do Egito [...]”, Ez.29.3.
            – Não importa se o mostro marinho rivaliza com outros deuses;
            – Não me interessa se a rã, o gafanhoto, ou os piolhos sejam deuses do Egito;
            – “[...] Deus porá anzóis em teus queixos e fará que os peixes dos teus rios se apeguem às tuas escamas; tirar-te-ei do meio dos teus rios, juntamente com todos os peixes dos teus rios que se apeguem às tuas escamas”, Ez.29.4.
            O suposto dono e arquiteto do Egito logo perderia tudo, inclusive a própria vida.
            Deus prenderia esse monstro com facilidade como os pescadores puxam o peixe.
            Como o mar obedece a Deus, assim todas as criaturas mitológicas deveriam obedecer.
            Faraó e todo o seu povo seriam “lançados para o deserto [...]”, Ez.29.5.
            Afastados da sua habitação natural, seriam mortos sem serem enterrados, onde os “[...] animais da terra e as aves do céu [...]”, Ez.29.5 os usariam como pasto.
            Deus estava dizendo alegoricamente: Os babilônios que vocês tanto temem e desprezam virão para apanhá-los de surpresa.
            Não adianta vivermos uma falsa humildade com uma posição elevada, arrogante, exaltada, poderosa, desmerecida.
            Com tal posição só nos resta [...]
2 – A devastação.
            Naquela época os babilônios eram peritos em genocídio e o Egito não escapou à perícia deles.
            Jeremias já havia profetizado dizendo: “Entregá-los-ei nas mãos dos que lhes procuram a morte, nas mãos de Nabucodonosor, rei da Babilônia, e nas mãos dos seus servos [...]”, Jr.46.26.
            Aqueles dias foram para a terra do Egito dia de “[...] desolação, no meio de terras desoladas [...] as suas cidades no meio das cidades desertas se tornaram em desolação [...] egípcios espalhados entre as nações e derramados pelas terras”, Ez.29.12.
            Em quem Israel confiava, se tornou “[...] um bordão de cana [...]”, Ez.29.6.
            Deus se queixou contra o Egito pelo fato do mesmo ter sempre atraído Israel à intriga política internacional, mas sempre traindo seus aliados, e recusando o apoio na hora de guerra.
            Toda aquela exaltação, toda aquela potência, caíra por terra.
            O Egito estava sendo comparado a “uma cana que quebrou sob o peso do homem que se inclinava sobre ela, e um fragmento atingiu o seu ombro, causando um corte profundo”, Ez.29.7.
            O Egito era uma muleta fraca que deixou Judá em apuros.
            Assim tem sido muitos em que nós confiamos, no momento do apuro, eles nos abandonam.
            Após quinze anos, depois desta profecia, e seis meses antes da queda de Jerusalém, Nabucodonosor invadiu e despojou o Egito, “[...] eliminando homem e animal”, Ez.29.8.
            O Soberano e Eterno Deus decretou o fim do Egito. O sol do Egito se pôs; era a hora da Babilônia.
            “A terra do Egito se tornou em desolação e deserto; e (todos) souberam que Deus é o SENHOR”, Ez.29.9 da história.           
            A tríade temível – a espada, a fome e a peste fizeram bem o seu serviço, deixando uma pilha de escombros.
            Tanto os egípcios como nós devemos reconhecer pelo terror de Deus que Ele é o Senhor da história.
            Não adianta falar e pensar como Hofra dizendo: “[...] O rio é meu, e eu o fiz [...]”, Ez.29.10.
            Através deste texto Deus nos prova que não nos convém ser arrogante, jactancioso, prepotente, orgulhoso e cheio de si.
            Deus foi claro em dizer: “[...] eis que eu estou contra ti e contra os teus rios; tornarei a terra do Egito deserta, em completa desolação, desde Migdol até Sevene, até às fronteiras da Etiópia. Não passará por ela pé de homem, nem pé de animal passará por ela, nem será habitada por quarenta anos”, Ez.29.10,11.
            Deus faz a devastação para nos subjugar ao seu poderio e nos levar [...]
Conclusão: A restauração com a verdadeira humildade.
            Os egípcios ficaram cativos durante quarenta anos na Babilônia.
            Mas Deus prometeu “restaurar a sorte dos egípcios e os fizerem voltar à terra de Patros, à terra de sua origem [...]”, Ez.29.14.
            Veio a restauração, mas não como uma posição de glória, e sim “[...] um reino humilde”, Ez.29.14.
7
 
            Este texto serve para nos mostrar que nunca mais podemos depender de um aliado tão fraco, pois “já não terá a confiança da casa de Israel [...] quando se voltava a ele à procura de socorro; antes, saberão que eu sou o SENHOR Deus”, Ez.29.16.
            A lição é que nós devemos depender de Deus e não de alianças com homens.
            É sabido que o Egito nunca obteve de volta a sua glória anterior.
            A partir de então, tem desempenhado um papel muito secundário na história do mundo, cumprindo num sentido muito real a profecia de Ezequiel de que “tornar-se-á o mais humilde dos reinos e nunca mais se exaltará sobre as nações; porque Deus os diminuiu, para que não dominem sobre as nações”, Ez.29.15.
            É incompatível a posição elevada com a humildade.
            Caso tenhamos uma falsa humildade diante de Deus, seremos devastados como aconteceu com o Egito.
            Por isso humilhe-se diante de Deus.

Rev. Salvador P. Santana

A MISSÃO ESSENCIAL DA IGREJA E MISSÕES, 1Pe.2.1-10

A MISSÃO ESSENCIAL DA IGREJA E MISSÕES, 1Pe.2.1-10.
Aula para Escola Dominical adaptada por Rev. Salvador P. Santana da revista de missões – E. Cristã Evangélica – Pr. João Batista Cavalcante

Introdução.

            O guarda de trânsito não controla o trânsito, mas faz o serviço bancário e cozinha.
            Na mão existem joias, mas não consegue segurar nada.
            Assim é a igreja que não faz missões.
            É preciso existir a igreja para fazer missões.
1 – Entendendo a natureza básica da igreja.
            Faz parte da igreja pessoas “[...] nascidas da água e do Espírito [...]”, Jo.3.5 que tem um único propósito: “desejar ardentemente (cobiçar), como crianças recém-nascidas, o genuíno (não misturado, adulterado) leite espiritual (que pertence à alma), para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação, 1Pe.2.2.
            Mas, para que este desejo aconteça é necessário o crente “despojar (largar, abandonar) [...] toda maldade e dolo (engano) [...] hipocrisias (fingir) e invejas e [...] toda sorte de maledicências (calúnia – mentir afirmando que alguém cometeu algum pecado)”, 1Pe.2.1.
            É a partir desse entendimento que a igreja vai descobrir o modo de ela ser [...]
            A – Como “corpo de Cristo”.
            Paulo faz uma analogia (relação) entre o “[...] corpo (que) tem muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função [...] (com a igreja que também são) muitos (membros) [...] (no entanto) são (apenas) um só corpo em Cristo e membros uns dos outros”, Rm.12.4,5.         
            Esse corpo, a igreja, deve “esforçar-se [...] por preservar a unidade do Espírito no vínculo (elo) da paz”, Ef.4.3.
            Cada membro da igreja deve se esforçar para “glorificar [...] (o) SENHOR entre os gentios [...]”, Sl.18.49.
            Antes de investir em missões a igreja precisa entender que ela é [...]
            B – Como “templo de Deus”.
            Cada crente deve se “chegar para Jesus, a pedra que vive [...]”, 1Pe.2.4 a fim de saber que ele é “[...] edificado (apoiado sobre a pedra principal, Jesus) [...]”, 1Pe.2.5.
            Todo aquele que faz parte do templo de Deus se torna “[...] casa espiritual para ser sacerdócio santo (oferece sacrifício) [...] agradável a Deus por intermédio de Jesus Cristo”, 1Pe.2.5.
            Sendo morada de Deus o crente terá o desejo de “[...] proclamar as virtudes (poder de) Deus [...]”, 1Pe.2.9.
2 – A missão da igreja e suas funções.
            Jesus fala que a missão da igreja é “[...] ser o sal da terra [...] (com a função de não) ser insípido (sem gosto, sabor) [...]”, Mt.5.13.
3
 
            Todo crente precisa “[...] ser a luz do mundo [...] nem se acende uma candeia (lamparina) para colocá-la debaixo do alqueire (vaso para medir), mas no velador (suporte), e alumia a todos os que se encontram na casa [...] (é a partir daí que vai) brilhar também a nossa luz diante dos homens, para que vejam as nossas boas obras e glorifiquem a nosso Pai que está nos céus”, Mt.5.14-16.
            Quando a igreja tem sabor e luz, ela conserva, dá gosto e ilumina o mundo pecador.
            A missão da igreja é “[...] ser [...] luz do mundo [...] (tendo como função) não [...] poder esconder a cidade edificada sobre um monte”, Mt.5.14.
            Cada membro da igreja precisa se mostrar apto para “[...] ser embaixador em nome de Cristo [...]”, 2Co.5.20 “[...] a fim de proclamar as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”, 1Pe.2.9.
            Essa proclamação precisa ser vista através da comunhão, da evangelização, da ação social e das missões, por isso que Jesus certa vez falou que “[...] teve fome, e me destes de comer; teve sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes”, Mt.25.35.
            O N.T. classifica as funções da igreja em dois tipos:
            A – De edificação interior.
            Deus deseja que cada servo dEle amadureça “[...] efetuando o seu próprio aumento para a edificação (construção) de si mesmo em amor”, Ef.4.16.
            Uma das formas da igreja amadurecer é fazer tudo para “não sair da [...] boca nenhuma palavra torpe (nojento, corrompido), e sim unicamente a que for boa para edificação [...] (para) transmitir graça aos que ouvem”, Ef.4.29.
            A igreja busca edificação interior também “consolando (chamar para o meu lado) [...] uns aos outros e edificar (construir) reciprocamente (troca) [...]”, 1Ts.5.11.
            A edificação interior deve acontecer através da “habitação [...] (da) palavra de Cristo (com a finalidade de cada um) [...] instruir e aconselhar chamar para o meu lado)  mutuamente (troca) [...]”, Cl.3.16.
            B – Atividades que lançam vista fora da igreja.
            A igreja deve olhar para fora das quatro paredes; sair para evangelizar.
            Mas essa decisão só acontece “se [...] já temos a experiência de que o Senhor é bondoso”, 1Pe.2.3.
            O servo sai para evangelizar após reconhecer que Jesus o “[...] salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo”, Tt.3.5.
            Está capacitado para evangelizar depois que ele “[...] recebe poder, ao descer sobre ele o Espírito Santo, e (então) será testemunha (de) Jesus [...] até aos confins da terra”, At.1.8.
            Não basta apenas ser testemunha, é preciso fazer “[...] brilhar [...] a nossa luz diante dos homens, para que vejam as nossas boas obras e glorifiquem a nosso Pai que está nos céus”, Mt.5.16.
3 – A missão da igreja e a obra missionária.
            Quando a igreja faz missões ela “anuncia (reconta) entre as nações a glória (dar preferência - de) Deus, (anuncia) entre todos os povos, as maravilhas (de) Deus”, Sl.96.3.
            A igreja deve anunciar o evangelho porque “para [...] os que creem, é a preciosidade (muito valor); mas, para os descrentes, A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular (encontro duas paredes)”, 1Pe.2.7.
            Por que Jesus se torna a principal pedra para os que não creem? Porque eles “[...] tropeçam na palavra, são desobedientes [...]”, 1Pe.2.8.
            Deus deseja que a igreja seja missionária com a finalidade de todos os “[...] principados (anjos e demônios) e potestades (autoridade de administrar) nos lugares celestiais conheçam [...] (através da) [...] igreja, a multiforme (variedade) sabedoria de Deus”, Ef.3.10.
            É por este motivo que Jesus falou que cada crente individual deve fazer “oração [e jejum] (através desse exercício) [...] (algumas) castas (tipos de demônios) pode sair [...]”, Mc.9.29.
            Assim como os babilônicos, também os incrédulos “[...] nos pedem canções [...] entoai-nos algum dos cânticos [...]”, Sl.137.3.
            Os gibeonitas “[...] vieram de uma terra [...] distante, por causa do nome do SENHOR [...] (porque) ouviram a sua fama e tudo quanto (Deus) fez no Egito”, Js.9.9.
            Com a finalidade de ser uma igreja missionária é preciso que todos os crentes se reúnam “na assembleia dos santos (porque) Deus é sobremodo tremendo [...] e temível sobre todos os que o rodeiam”, Sl.89.7.
            Individualmente, cada crente é convidado a “[...] ir por todo o mundo e pregar o evangelho a toda criatura”, Mc.16.15.
            Deus nos colocou neste mundo como missionários porque Ele “[...] pôs em Sião (habitação de Deus) uma pedra angular (Jesus), eleita e preciosa; e quem nela crer não será, de modo algum, envergonhado”, 1Pe.2.6 e todo aquele que tem a certeza da salvação tem o desejo de evangelizar.
            O motivo de sermos instrumentos de Deus para fazer missões neste mundo é porque “[...] antes, não éramos povo, mas, agora, somos povo de Deus [...] (antes) não tínhamos alcançado misericórdia, mas, agora, alcançamos misericórdia (ajudar alguém aflito)”, 1Pe.2.10.
            Você tem ajudado aquele que está aflito sem a salvação?
Conclusão:     Será que a pesquisa feita pelo autor da lição se repete em nosso meio?
            88% jovens e 97% líderes não pastores são conscientes de seu lugar no corpo de Cristo, ou seja, “[...] crê (que) tem a vida eterna”, Jo.3.15.
            91,5% dos crentes não participam de algum trabalho de evangelização em escolas.  
            76,5% não participam de grupos de estudos bíblicos nos lares.
            97,5% não participam de equipes de evangelização em condomínios.
            92,8% não participam efetivamente na manutenção de missionários.
Aplicações práticas:  Homens como Abraão, Jacó, Moisés, Samuel, Isaías, Ananias deram resposta “[...] a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disseram [...] (eles): eis-nos aqui, envia-nos a nós”, Is.6.8.
            Qual é a sua resposta? Envia-me ou me deixa em paz.
            Lembre-se! “Nós [...] somos raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”, 1Pe.2.9.

sábado, 13 de julho de 2013

QUIETUDE

QUIETUDE
            “Conheci um diácono que atrapalhava os cultos. Ele circulava no salão, atarefado, carregando uma criança perdida, levando um recado ou um alerta de farol ligado no estacionamento. Fazia tudo com seriedade e zelo, talvez em demasia [...] Certa senhora não parecia ter grandes problemas financeiros nem familiares. Era bem de vida e com os filhos já criados. O mal dela era o cansaço. Ela olhava com uma expressão que parecia querer dizer: ‘Ufa, veja como estou cansada, mas estou firme’” – Rubem Amorese – Consultor legislativo no Senado Federal – Presbítero na IPB Planalto – DF, Revista Ultimato, pg. 66 – Nov/Dez/05.
            É tão verdade que a quietude não faz parte da vida do ser humano que Jesus disse certa vez aos seus discípulos inquietos: “Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal” (Mt 6.34). É um corre e corre tremendo. No caso dos diáconos que correm atrás dos filhos dos outros, é preciso desculpar, mais parece gato e rato brincando de esconde-esconde. Exatamente isso, quando as crianças percebem que você está correndo atrás delas; o que será que passa pela mente dessas crianças? – Ele está querendo brincar comigo. Então, corre mais ainda entre os bancos e ouvindo todos gargalharem, sim, pois um simples sorriso que você dá, para elas que têm os ouvidos tão afinados, é como se fossem gargalhadas, elas entendem que você está simplesmente brincando.
            Quando não só o diácono, mas toda a igreja parar de correr atrás dos filhos dos outros, de dar risadas, as crianças irão perceber que não tem graça nenhuma correr nos corredores da igreja. Deixe o pai, a mãe da criança segurá-la no colo, pois essa é a obrigação deles. Quietude é a melhor coisa que pode acontecer dentro do recinto de culto, do lar e do trabalho. Quieto! Esse é o ensino dos livros históricos para “[...] não temer; aquietai-vos e vede o livramento do SENHOR que, hoje, vos fará [...]” (Ex 14.13). Do profeta, “[...] aquieta-te; não temas, nem se desanime o teu coração [...]” (Is 7.4) e também do salmista que diz: “Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus [...]” (Sl 46.10).
            Lembrete: o diácono representa aquele que trabalha em prol da assistência social na Igreja e na sociedade, portanto, aquiete-se, porque você não dará conta de resolver todas as questões dos “[...] pobres que clamam e também o órfão que não tem quem o socorra” (Jó 29.12). Ei! Você é humano e não Deus. Lute com todas as forças para manter um culto em ordem e decência.
            Um recado a todos os diáconos: a formiga é diligente, ela “corta a folha e carrega, quando uma cansa a outra pega. Deus não quer preguiçoso em sua obra”. Conforme Amorese, o diácono precisa trabalhar diligente na casa do Senhor. Ele deve trabalhar em todas as sociedades, na área da música, da oração, da visitação, do aconselhamento, da pregação, do estudo da Palavra e, o mais importante, ele deve fazer o serviço de diácono “[...] não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho” (1Pe 5.2,3).
            É a partir desse trabalho diligente que virá a quietude sobre os diáconos e sobre o rebanho a ele confiado para trabalhar. Diácono, você não dará conta de mudar todas as coisas tentando fazer isso ou aquilo no culto público a fim de persuadir as pessoas a agirem do modo que você deseja. Aquiete-se! Caso as autoridades constituídas por Deus não busquem “viver [...] acima de tudo, por modo digno do evangelho de Cristo [...] firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica” (Fp 1.27) é certo que aquela senhora, a igreja, que parecia sem problemas, sempre andará cansada, aborrecida, desanimada para tudo quanto Deus determinar que ela faça, portanto, aquiete-se.
            Desejamos as muitas bênçãos de Deus sobre a vida de cada diácono.
Rev. Salvador P. Santana

O PRODUTO DA FÉ

O PRODUTO DA FÉ
            Quando se fala de produto é porque algo foi plantado para receber o seu fruto. Paulo fala sobre os resultados “[...] mediante a fé [...] (só assim é possível) ter paz com Deus por meio do [...] Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1). O desejo do apóstolo é mostrar que a fé que o homem tem em Deus não deve ser inerte, mas operante.
            Esse produto da fé deve proporcionar “[...] paz com Deus [...]” (Rm 5.1). Após falar sobre a “justificação [...] mediante a fé, (Paulo fala que o homem, servo de Jesus Cristo) tem paz com Deus [...]” (Rm 5.1). A “[...] paz (é o produto da) [...] fé [...] (que está no) Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1). A “[...] a fé (mais a) justificação [...]”(Rm 5.1) que é o ato de Deus, como juiz, declarando o homem justo, tem como resultado a “[...] paz com Deus [...]”(Rm 5.1). Portanto, “[...] paz [...]”(Rm 5.1) indica todas as variedades de bênçãos favoráveis ao povo de Deus que cria o sentimento de bem-estar.
            O produto da fé proporciona harmonia e unidade entre as relações do homem com o seu próximo e principalmente com o seu Deus. Ainda que grande parte da superfície do oceano da existência seja agitada pelo vento, no profundo do mar a alma do homem pode continuar a “[...] ter paz com Deus [...]” (Rm 5.1). Essa paz é oposta a qualquer inimizade criada pelo pecado, logo, o fruto da fé é o caminho da reconciliação com Deus. Eis a razão de o apóstolo dizer que é “[...] por meio de [...] Jesus [...]”(Rm 5.1) que o homem tem acesso a todas as bênçãos eternas.
            Outra recompensa é a liberdade de acesso. O apóstolo continua dizendo que “por intermédio de quem (Jesus Cristo, o homem) obtiver igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estará firme; e gloriar-se-á na esperança da glória de Deus” (Rm 5.2). Não é somente a paz que é produzida, mas também o livre acesso. O “[...] acesso (que) obtém [...]” (Rm 5.2) é a permissão ou liberdade de chegar perto de Deus para se comunicar com ele através de Jesus. Não existe diferença de doador, ele é o mesmo, o próprio Cristo. É “por intermédio de (Jesus) [...]” (Rm 5.2) que o homem pode entrar no estado de graça. Ainda mais, é “por intermédio de Jesus [...] (e) pela fé (que o homem pode) estar firme [...]” (Rm 5.2). Sabe-se que a glória de Deus é o fim para o qual Ele criou o homem. Por isso, cada um deve se “[...] gloriar (ter orgulho, louvar, alegrar) [...]” (Rm 5.2) por causa dessa liberdade. Este deve ser o desejo de estar com Cristo neste mundo e no porvir.
            O produto da fé fala de exultação. O apóstolo fala da seguinte forma: “E não somente isto, mas também (o homem pode se) [...] gloriar nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança” (Rm 5.3). O objeto da alegria é inesperado, vem mais “[...] tribulações [...]” (Rm 5.3). Tribulações no latim é tribulum – o mangual – dois pedaços de paus – o manguo e pírtigo – ligados por uma correia para debulha de grãos. Tribulação nada mais é do que aflição, tormento, contrariedade, adversidade. Primeiro o apóstolo diz que o cristão se alegra na graça de Deus, depois fala que esse mesmo cristão tem liberdade de acesso. Agora ele diz que ele se “[...] gloria nas próprias tribulações [...]” (Rm 5.3). Quando, então, você é aprovado, aí sim, é possível ficar alegre. Mas não para por aí. Após a experiência da dor, é possível ter o que causa alegria quando “[...] produz (em cada servo de Deus a) perseverança” (Rm 5.3). Logo, ao “[...] perseverar (em servir a Cristo, cada um terá a sua própria) [...] experiência; e a experiência, esperança” (Rm 5.4) para a vida eterna.
            O produto da fé pode trazer “[...] esperança (porque ela) não confunde, porque o amor de Deus é derramado em (cada) coração (dos salvos) pelo Espírito Santo, que (a cada um) [...] foi outorgado” (Rm 5.5). O maior e melhor produto da fé é “[...] a esperança [...]” (Rm 5.5) de ver dias melhores, a salvação dos parentes e o seu crescimento espiritual. Essa certeza em cada coração “[...] não confunde [...]”, Rm.5.5 a fé do homem de Deus. Ela não desaponta nem engana “[...] porque [...] o Espírito Santo [...] foi outorgado” (Rm 5.1) a cada filho de Deus. É por este motivo que o homem pode ser abençoado somente porque “[...] o amor de Deus é derramado em seu coração [...]” (Rm 5.1).
            Assim como Paulo, todos os homens devem buscar o produto da fé: a paz, o livre acesso, a alegria e a esperança na glória porvir.

Rev. Salvador P. Santana 

sexta-feira, 28 de junho de 2013

CURA FÍSICA E ESPIRITUAL

CURA FÍSICA E ESPIRITUAL
            São várias as enfermidades que acometem o homem. Existem as doenças transmitidas por alimentos, por bactérias, DST’s. Muitas vezes acontece de o Senhor Deus enviar a “[...] enfermidade de que (a pessoa) há de morrer [...] (como o foi o caso do) rei de Israel, Jeoás [...]” (2Rs 13.14) e o rei “[...] Ezequias (que) adoeceu de uma enfermidade mortal [...] (quando) disse o SENHOR: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás e não viverás” (2Rs 20.1).
            É sabido que existem muitos outros tipos de enfermidades, e que a ciência ainda não descobriu como curá-las, tal como o câncer. Isto acontece porque muitas delas foram “[...] enviadas (pelo) [...] SENHOR [...]” (1Cr 21.14). Verdade é que quando “[...] entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Rm 5.12). Ora, tanto a enfermidade que pode levar à morte quanto a morte natural, sem uma causa aparente, já estão determinadas, “visto que os seus dias estão contados, com Deus está o número dos seus meses; Deus ao homem puseste limites além dos quais não passará” (Jó 14.5). E do “[...] SENHOR [...] Deus [...] depende a tua vida e a tua longevidade; para que habites na terra [...]” (Dt 30.20).
            Existe outra enfermidade, não carnal, mas espiritual, que não pode ser curada por nenhum medicamento existente neste mundo: a enfermidade da alma. Para expor essa situação, um dos profetas maiores declara que a “[...] dor (do homem) é incurável [...] (o motivo é) por causa da grandeza da [...] maldade (do coração humano) e da multidão dos (seus) [...] pecados [...]” (Jr 30.15). Deus mostra para todos os povos que, ainda que o homem tenha condições de “subir a (qualquer lugar) [...] e tomar [...] (qualquer medicação, ainda assim será) [...] debalde multiplicar remédios, pois não há remédio (neste mundo) para curar-te” (Jr 46.11).
            Qualquer enfermidade, física ou espiritual só pode ser curada pelo poder sobrenatural de Deus. Isto quer dizer que Ele pode usar médicos e qualquer medicamento para curar qualquer dor física, seja ela de pequena ou grande intensidade, e isto acontece pelo simples motivo de estar nas mãos de “[...] Deus fazer a ferida e ele mesmo [...] atá-la; ele fere, e as suas mãos curam” (Jó 5.18). Outro fato importante na cura física é que a medicação precisa fazer efeito de dentro para fora.
            Quanto a cura espiritual, esta não depende em nenhum momento da intervenção humana, mas sim do ato exclusivo de “[...] Jesus Cristo (que pode) [...] curar [...]” (At 9.34). Assim, na cura física, há casos, em que é necessário tratar a parte interior antes da exterior. Muito mais, a restauração espiritual necessita que seja “dado (por Deus, através de Cristo) coração novo e por dentro de cada um espírito novo; tirando [...] o coração de pedra e [...] dando-lhe coração de carne” (Ez 36.26) para ser trabalhado pelo Espírito Santo de Deus. Este ato acontece somente quando “o Pai celeste (envia) todo aquele que (Ele deseja que vá até) [...] Jesus; e o que vai a Jesus, de modo nenhum Jesus o lançará fora” (Jo 6.37).

Rev. Salvador P. Santana

quinta-feira, 16 de maio de 2013

POSTAGENS

POSTAGENS


É preciso haver um clamor em favor de coisas boas, decentes e que traz benefício à família. O que mais chama atenção nos meios de comunicação são acidentes, reportagens policiais, brigas, escândalos financeiros, sexuais e políticos. As muitas postagens nas redes sociais são muitas vezes esdrúxulas, sem nenhum valor para o homem de bem. As mulheres a cada dia se exibem de forma a provocar. Os homens, parecem dar mais valor ficando próximos às caixas de cervejas ao invés de viver bem com a família. É preciso mudar.

Em toda a Bíblia vê-se perfeitamente o “[...] grande amor que (aos homens) [...] tem concedido o Pai, a ponto de (muitos) serem chamados filhos de Deus; e, de fato, (existem muitos) [...] filhos de Deus [...]” (1Jo 3.1). Ora, esse amor “que Deus derramou sobre (o homem de uma forma) [...] rica, por meio de Jesus Cristo, [...] (o) Salvador” (Tt 3.6) de todos aqueles “[...] que hão de herdar a salvação [...]” (Hb 1.14), deve ser compartilhado como acontece nas redes sociais.

Quando alguém se depara com algo interessante ou assustador, que faça rir, chorar ou questionar, imediatamente, curte ou envia para os seus colegas de rede. O apóstolo João chegou a declarar para os amigos do seu tempo que ele “e (os demais apóstolos, servos e discípulos de Cristo) [...] conheceram e creram no amor que Deus tinha por eles. (A declaração que João faz para todos é que:) Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele” (1Jo 4.16).

Se a tecnologia tivesse sido descoberta no ano 100 da era cristã, João teria revolucionado o mundo com a “[...] riqueza em misericórdia (de) Deus, por causa do grande amor com que Deus ama” (Ef 2.4) muitos homens. Haveria também as postagens de “[...] muitas outras coisas que Jesus fez. (Mas) se todas elas fossem relatadas (no Facebook, no Orkut, nos blogs, nos twitters) uma por uma, (a) crença (de) João (é) que nem no mundo inteiro caberiam [...] (o que seria escrito” (Jo 21.25). João fala desta forma porque “na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos [...] (no) livro (Sagrado, a Palavra de Deus)” (Jo 20.30).

Devido este mundo estar mergulhado nas grandes lutas, nas dificuldades, nas angústias, brigas, discórdias é preciso que cada um, através da internet, “[...] manifeste o amor de Deus em (sua vida) [...]” (1Jo 4.9). Isto deve ser feito a fim de que o homem que não conhece a Deus como Senhor e Salvador de sua vida, tenha condições de “sentir-se seguro, porque haverá esperança; olharás em derredor e dormirás tranquilo” (Jó 11.18) e esta tranquilidade é porque “o SENHOR é quem te guarda; o SENHOR [...] (será) a tua sombra à tua direita” (Sl 121.5). É possível mudar qualquer situação que tenha condição de abençoar o próximo através das redes sociais.

Aprenda a postar algo de valor moral, social, familiar e religioso para os seus amigos.

Rev. Salvador P. Santana



LEMBRA-TE DO TEU CRIADOR


LEMBRA-TE DO TEU CRIADOR
            A todo instante, o jovem é assolado pelas atrocidades da vida. Uns são pegos de surpresa pelo vício do crack, cocaína, maconha, LSD, cigarros e bebidas. Outros estão entregues ao crime de toda espécie, jogados pelas sarjetas desta vida. Alguns já se encontram abandonados pelos seus progenitores, deixados para trás na carreira profissional por falta de uma oportunidade tanto no mercado de trabalho, quanto em seus estudos.
            As dores de muitos jovens estão insuportáveis. Muitos deles já não sabem o que fazer e nem onde encontrar socorro para o aperto que estão enfrentando. Para muitos o que lhes resta é apenas entregar os pontos, dedicar-se completamente aos prazeres deste mundo. Na verdade muitos destes jovens não sabem a quem recorrer. Quando decidem procurar recurso, conforto em amigos, parentes e instituições, eles ficam totalmente desprovidos e decepcionados.
            O rei Salomão, provavelmente tenha escrito este texto beirando o final da sua vida, cerca de “[...] setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta [...]” (Sl 90.10) como que, deixando instrução aos jovens, disse que cada um devia “lembrar-se do seu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer” (Ec 12.1).
            O “lembrar-se do seu criador [...]” não pode ser apenas uma lembrança vaga de quem é Deus ou do que Ele faz “[...] em favor dos seus amigos” (Jo 15.13). O “lembrar-se do seu criador [...]” deve ser a tal ponto de “amar, pois, o Senhor [...] Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de toda a sua força” Mc 12.30). Essa disposição vai além das meras palavras que saem de muitos lábios.
            Para chegar a esse estágio de “lembra-se do seu criador [...]” de forma amorosa é preciso “entregar o teu caminho ao SENHOR, confiar nele, e o mais ele fará” (Sl 37.5). Pode ser que essa entrega não aconteça porque, simplesmente, não confiamos completamente em Deus. Isto é compreensível porque muitos já estão amargurados com muitas promessas de amigos, parentes e, até mesmo de “[...] deuses que, de fato, não são deuses (e como muitos jovens caem em ciladas, caíram na tentação de) fazerem [...] para si deuses [...]” (Jr 16.20).      
            O dever de “lembrar-se do seu Criador [...]” não pode acontecer quando estiveres “[...] cansado [...] (sem) forças [...] (no momento em) que não tiver nenhum vigor” (Is 40.29). O “lembrar-se do seu criador [...]”, do amor incondicional, da entrega total deve advir “[...] antes que venham os maus dias [...]”, da falta de saúde, falta de um salário complementar, de “um [...] (ou) outro (cônjuge, filhos, parentes e amigos para te) ajudar e [...] (te) dizer: Sê forte” (Is 41.6) nas lutas e dificuldades.
            É, “[...] antes que [...] cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer” (Ec 12.1). A falta de prazer pode ser devido as suas pernas, braços e a mente já não terem mais forças para as atividades normais da vida. Pode ser que esteja em um leito de enfermidade ou porque um acidente ceifou a sua juventude. Antes de outras coisas acontecerem se faz necessário “buscar o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto” (Is 55.6).
            Jovem, esforça-te um pouco mais para “lembrar-se do seu Criador nos dias da sua mocidade [...]” (Ec 12.1) porque “os dias da sua vida (podem) subir a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta [...] (mas é preciso saber que) tudo passa rapidamente, e você voa” (Sl 90.10). Sendo assim, “confia os teus cuidados ao SENHOR, e ele te susterá [...]” (Sl 55.22) quando aparecer qualquer dificuldade.  
Rev. Salvador P. Santana