sábado, 28 de maio de 2011

A DESCULPA NÃO ANULA O DEVER

A DESCULPA NÃO ANULA O DEVER


"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo [...] mas, posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso" – Autor desconhecido.

A desculpa de muitos quando são incumbidos de alguma atividade é que não dá, não tem condições, a tarefa é muito difícil, é impossível atingir a meta seja ela de pequeno ou grande porte. Da pequenina obrigação até as maiores e mais difíceis de serem executadas que o homem possa imaginar é preciso que todos os homens se dediquem ao máximo, ainda que seja para “[...] fazer o pouco que pode”. Caso um e outro deixem de cumprir com o seu dever, alguns poucos ficarão sobrecarregados das cargas dos outros, não é naquele sentido que Paulo fala de “levar as cargas uns dos outros e, assim, cumprir a lei de Cristo” (Gl.6.2). Esta carga que o apóstolo se refere fala da opressão, do peso e da preocupação que o outro não dá conta de levar, pois ele precisa da sua oração, do seu apoio, do seu ombro para conseguir vencer. A obrigação que muitos têm deixado de fazer são os afazeres diários para “atender ao bom andamento da sua casa [...]” (Pv.31.27), do seu trabalho secular e da congregação dos eleitos de Deus.

Nem o déspota Herodes, o indumeu, nos dias de Cristo, administrou tantos homens como o rei Salomão. Quando Herodes, o Grande, levantou o terceiro templo, contratou cerca de 10 a 18 mil homens para trabalharem. O rei Salomão, dentre todos os homens bíblicos, foi agraciado por Deus e provavelmente tenha sido o homem mais capacitado para administrar 183.300 trabalhadores na obra do primeiro templo. A história bíblica conta que para este governante não fazer nada sozinho, “ele formou [...] uma leva de trabalhadores dentre todo o Israel, e se compunha de trinta mil homens [...] (estes trabalhavam) alternadamente, dez mil por mês; um mês estavam no Líbano, e dois meses, cada um em sua casa; e Adonirão dirigia a leva”, 1Rs.5.13. A intenção do rei era que cada homem pudesse desenvolver o seu próprio trabalho de modo prático, eficiente, mas que, ao mesmo tempo, pudesse depender um do outro, por este motivo, ajustou com mais “[...] setenta mil que levavam as cargas e oitenta mil que talhavam pedra nas montanhas, afora os chefes-oficiais de Salomão, em número de três mil e trezentos, que dirigiam a obra e davam ordens ao povo que a executava” (1Rs.5.15,16). A “[...] intenção (principal em) edificar uma casa (tão magnífica, não podia ser outra, que fosse dedicada unicamente) ao nome do SENHOR, (o) seu Deus [...]” (1Rs.5.5), e outra, Salomão “[...] não podia fazer tudo [...]” sozinho – autor desconhecido, logo, recrutou esse grande exército de trabalhadores para o ajudarem nesta grande obra de construção do templo.

Ao buscar “[...] fazer o pouco que pode”, o trabalhador consciente irá fazer apenas o que lhe “[...] fora ordenado [...] faz apenas o que deve fazer” (Lc.17.10) para não cair no erro de entrar em repartição alheia e querer executar o serviço que não lhe fora devidamente autorizado. Esta ordem está expressa quando Deus, através de Moisés, determinou aos levitas que “fizessem o serviço que lhes [...] (era) devido para (com o sumo sacerdote) [...] e para com a tenda; porém não (deviam) se aproximar dos utensílios do santuário, nem do altar, para que não morressem [...]” (Nm.18.3). O problema maior nestes dias é que, ao deixarem de executar o serviço acertado, alguns sem sabedoria, querem fazer o trabalho dos outros, daí, nem um e nem o outro trabalho fica bem feito.

Ao falar sobre o dever da evangelização, visitação, aconselhamento, oração, leitura bíblica, frequência aos cultos, tocar, cantar, lecionar, assistência social e outros deveres na igreja do Senhor Jesus Cristo, cada membro da família de Deus deve saber que ele é "[...] um só [...] (é impossível) fazer tudo (sozinho, e) [...] por não poder fazer tudo, (então) não [...] recuse [...] fazer o pouco que pode" – Autor desconhecido “[...] conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma” (Ec.9.10).

Rev. Salvador P. Santana

domingo, 1 de maio de 2011

COMPANHEIRISMO E FELICIDADE

COMPANHEIRISMO E FELICIDADE


“O casamento foi instituído por Deus para a felicidade do ser humano. Por intermédio dele ocorre a "propagação da raça humana por uma sucessão

legítima". Mas o seu principal objetivo é o companheirismo entre os cônjuges” – Oficina de casamentos – Rev. Adão Carlos Nascimento – página 7 digital.

Companheirismo e felicidade são palavras esquecidas, rejeitadas e arrancadas dos dicionários familiares. Cônjuges vivem juntos na mesma casa, mas ao mesmo tempo separados um do outro por problemas corriqueiros. Filhos estão perto dos pais, se esbarram um no outro, mas distantes nos relacionamentos. Para estes a felicidade e o companheirismo estão do lado de fora das portas familiares. Geralmente os supostos amigos, possivelmente aqueles que desejam desestabilizar o bom convívio familiar, são os estraga prazeres da felicidade e do companheirismo.

Para que haja companheirismo no seio familiar é preciso disposição, investimento e oração incessante. Para muitos a oração não tem nenhum valor em suas vidas, mesmo porque, não acreditam nas Sagradas Escrituras. Estes viverão o resto da vida sem receberem a graça de Deus da boa companhia na família, pois é preciso aceitar que vem do “[...] SENHOR [...] Deus (a ordem para) [...] abençoar [...] a tua descendência [...]” (Gn.26.24). Mas, não é apenas acreditar que Deus é o grande abençoador e que daí, a família será abençoada, se faz necessário “[...] pedir tudo [...] em oração, (também,) crer, (para) receber” (Mt.21.22) das mãos do Pai celeste toda bênção familiar.

Nas grandes e pequenas empresas o investimento financeiro, humano e técnico é de fundamental importância para a sua sobrevivência e crescimento, de igual modo na vida familiar. A família não é uma empresa, é uma instituição divina, portanto, deve ser bem cuidada e alimentada financeiramente com o salário conduzido para o bem-estar de todos os membros da casa, o calor humano do abraço e do carinho constante e as boas maneiras para tratar um ao outro. A fim de que esse processo ocorra da melhor forma os “filhos [...] (devem) obedecer (aos) [...] pais (o mais importante) no Senhor, pois isto é justo” (Ef.6.1). “Honrar [...] pai e [...] mãe (que é o primeiro mandamento com promessa)” (Ef.6.2) é de fundamental importância para filhos conviverem bem com seus pais e evitarem atritos indesejados. Cabe também aos “[...] pais (investirem no relacionamento do lar) [...] não provocando [...] (os) filhos à ira, mas (devem ser) criados na disciplina e na admoestação do Senhor” (Ef.6.4). Com todo esse investimento não pense que o seu lar será um mar de rosas, onde não haverá discórdias, lutas, intrigas. Sempre acontecerá alguma coisa que vai deixar o parente um tanto chateado, mas para tudo isso há solução, basta investir na oração e pedir ao Papai do céu para intervir para que cada um viva em comunhão.

Como os homens estão com o tempo esgotado e muito preocupado com os afazeres diários da vida profissional e estudantil, muitos não estão tendo tempo de sobra para se dispor um ao outro nem nas empresas e principalmente nos lares. Com essa desordem, filhos e cônjuges sofrem sem saber o motivo. A solução para este embate não é tão simples. Para o homem ficar “[...] à disposição [...]” (Ne.11.24) da família é preciso sacrificar-se em favor do outro; ainda que o outro não mereça. Para se dispor cada um deve acatar o “[...] mandamento (de Jesus Cristo de) [...] amar uns aos outros” (Jo.15.17). Esse modo de agir conduz o homem a viver melhor em família se “alegrando com os que se alegram e chorando com os que choram” (Rm.12.15).

Tudo isso não quer dizer que o companheirismo será perfeito e que a felicidade da família será completa. Em cada situação é preciso se esforçar ao máximo para que a felicidade não seja danificada e tirada do dentro do lar. A verdadeira felicidade e o companheirismo no lar só poderão ser encontrados quando o homem acatar com muita dedicação “a paz deixada, a paz dada (por) Cristo Jesus; (esta) não (é) [...] dada como a dá o mundo [...]” (Jo.14.27) por este motivo é completa e pode abençoar toda a família.

Rev. Salvador P. Santana

sexta-feira, 22 de abril de 2011

DOMINGO DA RESSURREIÇÃO

DOMINGO DA RESSURREIÇÃO


Existe um grande analfabetismo bíblico com relação à Páscoa. Caso o homem ainda não tenha o conhecimento correto do que é exatamente o significado da Páscoa, a recompensa será a destruição, porque Deus não mente e até o momento tem sido verdadeira a sua Palavra ao dizer que “O [...] povo está sendo destruído [...] (por) falta (do) conhecimento [...]”, Os. 4.6.

Percebe-se com muita nitidez a associação do ovo de chocolate com o coelho. Quando ocorre essa péssima associação, fica estabelecida a ideia de que o coelho bota ovo, coisa absurda e impossível. Outra analogia também é feita quando se diz que o coelho é símbolo da fertilidade; com respeito à vida espiritual não há correlação. É impossível confundir Páscoa com a Ressurreição de Jesus.

A Páscoa, no contexto bíblico-judaico, na verdade é a festa na qual os israelitas comemoram a libertação dos seus antepassados da escravidão no Egito. Acontecia no “[...] primeiro mês do ano”, [Ex.12.2] no dia 14 do mês de NISÃ do calendário judeu (lunar) (ou mais ou menos dia 1º de abril do calendário (gregoriano). Cada chefe de família, no dia “[...] dez deste mês, (devia) tomar para si um cordeiro [...] para cada família”, Ex.12.3. “O cordeiro será sem defeito, macho de um ano (ou) um cordeiro ou um cabrito; e o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o imolará no crepúsculo (quando sol se põe) da tarde”, (Ex.12.5,6). Em hebraico o nome dessa festa é “Pessach”, que significa “passar por cima”, foi o que fez o anjo da morte “[...] naquela noite [...] (que) passou pela terra do Egito e feriu na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até aos animais [...]”, Ex.12.12. Os judeus não foram atingidos pela mortandade porque o portal de suas casas estavam marcadas com o sangue do cordeiro tomado para o sacrifício Pascoal.

Neste período chamado de Páscoa, do ponto de vista cristão, comemora-se a ressurreição de Jesus Cristo, o Salvador do mundo, ocorrida na última Páscoa de Sua vida terrena durante a qual foi preso, julgado, morto e ressuscitado ao terceiro dia. Naquele dia, primeira quinta-feira de abril do ano 33 da era cristã, Jesus “[...] enviou dois dos seus discípulos [...] à cidade [...] (com a finalidade de preparar o) aposento (para) comer a Páscoa com os seus discípulos [...] ao cair da tarde [...]”, Mc.14.13,14,17. Foi no início da noite, “quando estavam à mesa e comiam [...] (que) Jesus [...] disse que um dentre eles, o [...] trairia”, Mc.14.18. Em meio a esta festa, antes de Jesus ir para o Getsêmani (lugar no monte das Oliveiras) para orar, Jesus institui a Santa Ceia e os doze participaram com Ele. Daí em diante começou o sofrimento de Jesus. Preso, foi levado ao sumo sacerdote, depois diante de Pilatos (governador romano da Judéia) e do rei Herodes Antipas que governou a Galiléia e a Peréia. Na sexta-feira Jesus foi entregue aos soldados, açoitado, escarnecido, cuspido, despido para depois “[...] conduzirem-no para fora, com o fim de o crucificarem”, Mc.15.20. “À hora nona (15h00), clamou Jesus em alta voz: [...] Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (todos os pecados dos eleitos estavam sobre os ombros de Jesus)`[...] dando um grande brado, expirou”, Mc.15.34,37. Para muitos, a morte de Jesus foi o fim, pois Ele ficou na tumba três dias, mas para Deus foi a conquista da grande vitória, porque “no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada [...] (e) Deus o ressuscitou dentre os mortos”, Jo.20.1; At.13.30. A vitória de Cristo é a vitória do seu povo.

Os primeiros cristãos comemoravam a ressurreição de Jesus em todo primeiro dia da semana [domingo], reunindo-se para o culto dominical. Este evento tão importante para a fé de muitos, permaneceu na data da sua ocorrência conforme o calendário judeu. Assim é totalmente descabido tomar como essência ou símbolo desta comemoração cristã o chocolate, o coelho ou o ovo; por belos e significantes que sejam. Ao adotar estes símbolos, o cristão adota e imita o mundo, pois este, além da prática, impõe estes elementos, tendo em vista o faturamento comercial e o faz totalmente alienado do sentido religioso que a comemoração tem.

O elemento central da comemoração é a pessoa de Jesus, que nasceu de mulher, sob a lei e tendo vivido vida perfeita, também morreu pelos pecados dos eleitos e ressuscitou para justificação destes. A essência da comemoração é a fé. Fé que é depositada em Jesus Cristo, o Filho de Deus, que garante a salvação, que alimenta a esperança, e que permanece no coração dos escolhidos, ou seja, essa fé permanecerá até a consumação dos séculos.

Chocolate é um alimento gostoso, pode e deve ser consumido, o coelho e o ovo são admiráveis criações de Deus, mas não são símbolos bíblicos da Páscoa.

Neste domingo da Ressurreição revigore a sua fé e o seu amor a Jesus num culto fervoroso que só a Ele é devido. Amém!

Rev. Salvador P. Santana

sexta-feira, 8 de abril de 2011

DEUS É O ÚNICO QUE ABENÇOA

DEUS É O ÚNICO QUE ABENÇOA


“[...] vai ter que dar uma raladinha antes! Vai ter que trabalhar, investir, treinar e planejar: sucesso antes do trabalho apenas no dicionário! O goleiro Rogério Ceni [...] soma-se a outros exemplos utilizados para explicar por que algumas pessoas têm sucesso e outras não! Malcolm Gladwell criou a ‘teoria das 10 mil horas”: uma pessoa só consegue ser excelente se treinar uma atividade por mais de mil horas [...] o goleiro treinava bater faltas para passar o tempo [...] chegava sempre mais cedo nos treinamentos [...] permanecia mais um pouco batendo faltas [...] a cada mês, Rogério treina 3 mil batidas de falta desde 1997, mais que 10 mil horas. Mesmo assim, alguns afirmam: tem talento, tem dom! Não é talento, mas vontade, persistência e treinamento! [...]”– Sucesso... 10 mil horas! – Alberto Consolaro – Professor Titular da USP e Colunista do Caderno Ciência do JC – Ciências – Página 15 – Jornal da Cidade, Bauru, segunda-feira, 04 de abril de 2011.

Aquele que acredita que o homem não tem talento e nem dons, “[...] erra, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus” (Mt.22.29) que pode “[...] conceder dons aos homens” (Ef.4.8) e “[...] talentos [...] a cada um segundo a sua própria capacidade [...]” (Mt.25.15). Ora, parte do próprio Deus “[...] dar habilidade a todos os homens hábeis, para que [...] façam tudo o que (Deus) tem ordenado” (Ex.31.6). É a partir de então que entra o desejo do homem para se esforçar, trabalhar, fazer o máximo para crescer e se fortalecer naquilo que lhe foi dado pelo próprio Deus. É verdade que nem todos os homens descobrem nos primeiros anos de vida as suas capacidades, pode levar anos. Muitas vezes é preciso fazer testes de aptidão e ainda assim é possível errar e fazer novos cursos até chegar à medida da sua capacidade.

Não é apenas treinamento, persistência, vontade própria que conduzirá todos os homens à vitória, mas está nas mãos de “[...] Deus [...] efetuar [...] (na vida de todos os homens) tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (Fp.2.13). É preciso saber que “o cavalo não garante vitória; a despeito de sua grande força, a ninguém pode livrar” (Sl.33.17), logo, é preciso reconhecer que, no “[...] dia da batalha, [...] a vitória (seja ela grande ou pequena) vem do SENHOR” (Pv.21.31). Eis o motivo das chamadas zebras nos diversos jogos, maratonas e corridas automobilísticas quando aquele que não é favorito sai vitorioso para espanto de todos e sem explicações.

Ninguém “[...] poderá livrar alguém da mão (de) Deus [...] (quando a) ferida [...]” (Dt.32.39) o acometer, por este motivo, o sucesso vem através, nem tanto do esforço, do muito trabalho, mas de “[...] Deus (o qual) pertence o domínio (de tudo e de todos) e o poder [...]” (Jó 25.2) é totalmente dEle para mudar esta ou aquela situação. Não há contradição nessa afirmativa. Em lugar algum da Bíblia Deus ordena o homem ficar de braços cruzados esperando o alimento, pelo contrário, “tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar” (Gn.2.15) e, após o pecado, através do “[...] suor do rosto (o homem passou a) comer o [...] (seu próprio) pão [...]” (Gn.3.19).

O homem nunca pode deixar de trabalhar, treinar, correr em busca de uma situação melhor para a sua vida, mas é necessário ter em mente que é somente “[...] o SENHOR (que) te abençoará [...] em toda a tua obra e em tudo o que empreenderes” (Dt.15.10) e além desta bênção ele não ultrapassa.

Rev. Salvador P. Santana

sexta-feira, 1 de abril de 2011

MORTE

MORTE


Nem todos irão passar pela morte. O próprio Jesus já sabia disso ao dizer que “[...] alguns há, dos que aqui se encontram, que de maneira nenhuma passarão pela morte até que vejam vir o Filho do Homem no seu reino” (Mt.16.28). Muitos crentes devem almejar este dia, mas conforme diz o texto, somente “[...] alguns [...]” (Mt.16.280 não irão passar pela morte. Logo é difícil saber se a você está reservado a bênção do transporte (arrebatamento) para o Reino dos céus. Por isso amados, cada um deve estar preparado para um inevitável encontro com Cristo, seja através de uma morte súbita ou através do arrebatamento. Você está preparado, ou você pensa que é eterno neste mundo?

Um dos escritores bíblicos declarou que “o homem, nascido de mulher, vive breve tempo [...]” (Jó 14.1) e o salmista fala que “os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente, e nós voamos” (Sl.90.10). Não fique a pensar que somente os de mais idade é que morrem. Os fetos, os recém-nascidos, as crianças, os adolescentes, os jovens, os adultos, todos, exatamente, todos passam pela morte. Estão, como assim dizendo, “na lista de espera” para partir deste mundo. Você no mínimo deve se lembrar dos seus dias passados quando podia curtir junto a seus pais sua meninice, mas hoje “os seus dias são mais velozes do que a lançadeira do tecelão e se findam sem esperança” (Jó 7.6). Fale para você mesmo, bem baixinho, os anos de vida completados neste dia. O tempo passou rápido demais e é possível que “os dias da (sua) [...] vida subam a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente, e nós voamos” (Sl.90.10).

Suponha que você faça parte desses “[...] alguns [...]” (Mt.16.28) relatado no livro de Mateus. O dia em que você será tomado é impossível saber. O que convém é que cada um fique preparado para o dia do encontro com o Mestre Jesus, pois ninguém “[...] sabe o que sucederá amanhã [...] a [...] vida [...] (é) como neblina que aparece por instante e logo se dissipa” (Tg.4.14). Na realidade o homem nada vale, “pois Deus conhece a (sua) [...] estrutura e sabe que (você é apenas) [...] pó” (Sl.103.14), logo, todos necessitam ser dependentes de Deus. Estando neste mundo é preciso saber que ao homem sempre restará a incerteza e a certeza, ou seja, a incerteza se você irá ou não partir subitamente, seja por morte natural ou por arrebatamento. A certeza de que todos terão que se apresentar; “[...] os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono [...] e [...] (serão) julgados, segundo as suas obras, conforme o que se acha escrito nos livros” (Ap.20.12). Tenha a certeza, muitos irão ficar decepcionados quando receberem a sentença de morte eterna, isto devido a não aceitação da salvação em Cristo Jesus (entenda Regeneração).

Não se sabe se é medo da morte em si ou se é medo do encontro com o “[...] bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores” (1Tm.6.15) que muitos tem demonstrado. Mas de uma coisa cada um precisa ter a plena certeza; todos irão partir, de um jeito ou de outro. Prepare-se! Quando este dia chegar, o Senhor Jesus “[...] lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Ap.21.4). A morte, o arrebatamento são os meios de se adentrar ao céu, isto é, caso você creia unicamente no nome precioso de Cristo Jesus. Caso contrário, a pena para aqueles que rejeitam aceitar a salvação em Cristo (entenda reprovação ou preordenação) o merecido é o inferno. Portanto, não fique amedrontado, tentando fugir, se esquivar dizendo que não quer morrer ou coisa parecida, pois quando Deus determinar a sua partida quem irá impedir?

A partida deste mundo é algo certo na vida de todo e qualquer ser humano. Faz-se necessário que cada um fique atento e vigilante com a vida espiritual, pois o que Deus mais aprecia é que cada um tenha o desejo de “seguir a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb.12.14). E mais, “[...] alguns há, dos que aqui se encontram, que de maneira nenhuma passarão pela morte até que vejam vir o Filho do Homem no seu reino” (Mt.16.28). Não tenha medo da morte!

Rev. Salvador P. Santana

quarta-feira, 30 de março de 2011

APROXIMAR-SE DE DEUS

APROXIMAR-SE DE DEUS


As aflições da vida levam muitos homens a se aproximarem de Deus. Dependendo do sofrimento, leve, passageiro, sem muita gravidade é possível “[...] que muitas vezes (ele seja) repreendido (mas continua) endurecendo a cerviz (não dura muito tempo para) ser quebrantado de repente sem que haja cura” (Pv.29.1). Desse momento em diante a única solução encontrada pelo sofredor é pedir ao “SENHOR [...] (que) ouça (a sua voz. Que em seu favor Deus) [...] tenha compaixão [...] (reconhecendo que somente o) [...] SENHOR [...] (é) o seu auxílio” (Sl.30.10).

Um dos servos de Deus no passado passou por esse tipo de experiência. Na verdade nem todos enfrentam os mesmos problemas, cada um é diverso do outro. Alguns poucos ou muitos, dependendo da região, “foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados” (Hb.11.37). Ainda existem muitas histórias parecidas com essas mencionadas, mas houve uma, em especial, que nenhum outro homem experimentou; pelo menos a história geral não relata outra igual, tal como a de “[...] Jonas, (que) do ventre do peixe, orou ao SENHOR, seu Deus” (Jn.2.1).

A amarga prova que Jonas passou ficou registrada para o resto de sua vida. Tudo porque “Jonas se dispôs [...] para fugir [...] para longe da presença do SENHOR” (Jn.1.3). Como é do conhecimento de todos, também o profeta sabia que era impossível “[...] se ausentar do Espírito (de) Deus [...] (impraticável) fugir da face (de) Deus [...] (mesmo porque) se (algum homem) sobe aos céus, lá estás; se faz a sua cama no mais profundo abismo, lá estás também; se toma as asas da alvorada e se detêm nos confins dos mares, ainda lá a mão (do SENHOR) [...] haverá de guiar [...] (qualquer homem e em todo lugar) [...] a destra (de) Deus (o) [...] susterá” (Sl.139.7-9,10), e Jonas não foi diferente e por este motivo não pôde “[...] fugir da presença do SENHOR [...]” (Jn.1.3).

As dificuldades vêm, mas logo passam. É assim que acontece com todas as pessoas. Pode acontecer do “[...] SENHOR lançar sobre o mar um forte vento, e fazer-se no mar uma grande tempestade, e o navio estando a ponto de se despedaçar” (Jn.1.4) por causa da sua desobediência, ou, para o seu crescimento espiritual. De fato, é de se ficar desesperado e sem saber o que fazer, mas o profeta fujão “[...] tomou (uma atitude radical pedindo que o) [...] lançasse ao mar [...] porque ele sabia que, por sua causa [...] sobreveio [...] (a) grande tempestade” (Jn.1.12). É possível, caro leitor, que você esteja passando por situação de maior ou menor intensidade; a palavra dirigida a você é para “[...] não temer, porque o SENHOR é contigo [...] (para te) abençoar [...]” (Gn.26.24).

Ah! Neste momento de luta não existe outra solução a não ser clamar, pedir por livramento. A princípio Jonas ficou inerte, mas quando os seus companheiros de viagem “[...] clamaram ao SENHOR e disseram: Ah! SENHOR! Rogamos-te que não pereçamos [...]” (Jn.1.14), Jonas se pôs a “[...] dizer: Na minha angústia, clamei ao SENHOR, e ele me respondeu; do ventre do abismo, gritei, e tu me ouviste a voz” (Jn.2.2).

Clame e verá que de fato o Senhor vai atender as suas orações e como recompensa você se aproximará muito mais de Deus.

Rev. Salvador P. Santana

domingo, 13 de março de 2011

AS DUAS JANELAS

AS DUAS JANELAS


Ao olhar pela janela da casa, do apartamento, da cabana ou do carro, você pode deslumbrar tanto a doçura quanto a amargura. É possível que alguma janela dê de frente para algum córrego mal cheiroso, algum lixão exposto, alguma sujeira jogada propositalmente ou um local deserto, morto, sem vida, o que nos faz perder o desejo de querer abrir a janela. Outra janela pode ser aberta para um jardim de lindas flores, com pássaros voando e cantarolando, lindas borboletas, um caudaloso rio límpido, um edifício imponente com vitrais decorativos. Ao fazer a escolha de qual janela abrir, muitos irão optar pela mais bela, atrativa, enquanto que a outra, bem, a outra permanecerá sempre fechada com tranca de ouro, e a chave será jogada pela fresta do lado da sujeira para nunca mais ser aberta.

Parece que existe um mal imposto no coração do homem que a todo custo não deseja abrir a janela da imundícia. Ela sempre será rejeitada, maltratada para não perceber a sujidade que está exposta do outro lado. Interessante é que o dono da janela faz de tudo para tentar esconder essa podridão, aparentemente escondida dos amigos e parentes. Não adianta, quem está de fora da janela, enxerga com muita clareza porque a sua visão não está embaçada, e o sol brilha muito mais forte do lado de fora. Muitos destes, como que sendo os mais perfeitos sobre a face da terra, a todo instante reclamam: “como ele deixou chegar a esse ponto?”, “será que ele não se interessa em fazer uma limpeza total?”, “ah! se essa janela fosse a minha, não estaria tão desprezada assim!”, “estou a ponto de avisar-lhe que esse lixo está incomodando a todos e já não existe possibilidade de suportar tanto desprezo!”, “de fato, esse desprezo é uma afronta a natureza criada por Deus”.

Ao olhar para o interior do homem, percebe-se a existência dessas duas janelas, uma fechada e outra bem aberta. Embora sendo invisível, uma é sobreposta à outra a ponto do proprietário “[...] nem mesmo compreender o seu próprio modo de agir, pois não faz o que prefere, e sim o que detesta” (Rm.7.15). As duas aberturas devem ser bem observadas a fim de que os reparos sejam feitos periodicamente para perceber claramente que “[...] na (sua) carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem [...] (deseja); não, porém, o efetuá-lo” (Rm.7.18). Tanto uma quanto a outra necessitam dos cuidados diários para que o próprio “[...] Deus sondar [...] e conhecer o seu coração, provar e conhecer os seus pensamentos” (Sl.139.23) a fim de que haja limpeza completa e verdadeira do quintal, ou porque não dizer, do coração.

Escancare bem as janelas para entrar claridade, “a saber, a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem” (Jo.1.9) para que a parte de fora da outra janela seja contaminada pela beleza e doçura da que isso oferece.

Rev. Salvador P. Santana