sábado, 4 de fevereiro de 2017

ESPERANÇA.



ESPERANÇA

             “Porque há esperança para a árvore, pois, mesmo cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus rebentos” (Jó 14.7).
            Esperança pode ser a confiança no cumprimento de um desejo, de uma expectativa ou pode ser a verdadeira confiança em Deus.
            Conforme o texto citado, em todo tempo existe “[...] esperança para a árvore [...] cortada [...]”. Ora, se existe esperança para um ser inerte, porque não pode existir ainda esperança para a criação especial de Deus, o homem? Sim, sempre existirá esperança, principalmente para os servos de Cristo Jesus.
            O livro de Esdras fala que “[...] ainda há esperança para Israel” (Ed 10.2), e também o salmista pede para Deus “guardá-lo como a menina dos olhos, escondê-lo à sombra das asas (de) Deus” (Sl 17.8).
            Sendo a esperança de algum desejo da alma ou da verdadeira confiança em Deus, qualquer filho de Deus pode tomar as palavras do salmista e dizer com muita alegria: “Esperei confiantemente pelo SENHOR; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro” (Sl 40.1). 
            Ao olhar para os problemas da vida, vem logo aquela falta de esperança de que será resolvida esta ou aquela questão. O homem fica desanimado e sem esperança ao se deparar com a não aprovação num concurso público, não aprovação em um vestibular ou a insegurança do futuro.
            A não aprovação por parte dos pais de um namoro, a não concretização de um enlace matrimonial, a casa própria ainda não conseguida, a falta de mudança de comportamento de algum ente querido, são coisas que muitos não conseguem enxergar como sendo uma boa realização.
            É por estes e vários outros problemas que bate logo no peito a falta de esperança. Mas, conforme dito, “[...] há esperança para a árvore [...] mesmo cortada [...]”.
            “[...] Mesmo cortada, (a árvore) ainda se renovará [...]”. “Mesmo cortada [...] não cessarão os seus rebentos” (Jó 14.7).
            O que dizer então do homem  sendo servo de Deus? O salmista apresenta a resposta perguntando: “E eu, Senhor, que espero? (ele mesmo responde reconhecendo que Deus) é a sua esperança” (Sl 39.7).
            Como o homem não sabe nem sequer o que sucederá daqui a um minuto, só lhe resta ter esperança de que Deus estará no controle total de toda e qualquer situação, seja ela grande ou pequena aos seus olhos. Não importa, Deus estará agindo sempre “[...] em favor dos seus amigos” (Jo 15.13).
            Partindo do princípio de que Deus age e é a única esperança para seus filhos, só  resta: 1 – Olhar com mais alegria para a vida, pois ninguém conhece o futuro; 2 – Testemunhar as beneficências que Deus tem trazido para cada um; 3 – Enfrentar a vida com mais segurança e certeza nas promessas de Deus; 4 – Ter a certeza de que estando ao lado de Cristo pode desabar o mundo, no dizer de Paulo em certo lugar: “[...] Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8.31).
            Se “[...] há esperança para a árvore [...] cortada [...]”, logo, está subentendido que existe esperança para aquele que confia nas promessas do Pai Celeste.
            É correto dizer que ainda “[...] há esperança [...]” para o casamento destruído, o filho rebelde, a dívida não paga, a falta de salário, a falta de alimento. Ainda que seja uma enfermidade, ou coisa parecida, você verá a renovação, o conserto, a bênção de Deus operando em sua vida.
            Ainda que a árvore esteja cortada, você irá poder presenciar e cultivar o broto. Para que isto ocorra, tenha esperança em Deus, que o cumprimento de algum desejo, conforme “[...] a vontade (de) Deus [...]” (1Jo 5.14, será realizado.
            Tenha a verdadeira esperança em Deus como sendo a única solução para todos os problemas da vida, em especial a sua salvação. 
            Mesmo que tudo esteja acabado e destruído, tenha esperança em Deus, “porque há esperança para a árvore, pois, mesmo cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus rebentos” (Jó 14.7).
            Confie e tenha esperança em Deus!
            Rev. Salvador P. Santana 

ALCANÇAR A VIDA, Mt.19.16-22.



ALCANÇAR A VIDA
Mt.19.16-22

Introd.:                Muitos homens estão interessados na vida eterna, mas desconhecem qual caminho deve trilhar.
                Muitos se perdem em seus pensamentos e não buscam o verdadeiro caminho que conduz ao lar celeste.
Nar.:      O texto apresenta um jovem rico, perfeito, inteligente e desejoso de participar do Reino de Deus.
Propos.:              É preciso um esforço maior além do nosso costumeiro.
Trans.:                  Alcançar a vida [...]
1 – Não pode ser através da bondade.
                Encontramos neste texto um homem sem nome.
                Ele é conhecido apenas como “[...] alguém [...]”, Mt.19.16 que resolveu conquistar a vida eterna por meio da sua influência, sua riqueza, bondade, disponibilidade, paternidade dos pobres.
                E eis que [...] (não apenas esse ninguém) alguém [...]”, Mt.19.16, são todos os homens que se julgam os tais, os melhores, os mais inteligentes; são decepcionados quando se encontram com Jesus Cristo.
                Note bem que, todos nós, ao “[...] aproximar-se (do) Mestre Jesus (temos algum interesse emocional, físico, material, financeiro, familiar e, verdade que poucos se aproximam com desejos espirituais) [...]”, Mt.19.16.
                Algo muito comum entre os homens ou esse “[...] alguém [...] (é encher os ouvidos do) Mestre (de) perguntas (sábias, honestas, sinceras, com desejos predeterminado de fazer cumprir e não cumprir) [...]”, Mt.19.16.
                A “[...] pergunta (que ainda insiste em nosso meio é a mesma desse) alguém [...] (é quando) perguntamos (:) [...] que farei eu de bom (saudável, agradável, útil, amável, excelente, honesto, honrado diante dos homens e de Deus?) [...]”, Mt.19.16.
                Esse “[...] alguém [...] (a princípio, talvez, com medo do fogo eterno, desejava) [...] alcançar a vida eterna (com Cristo, assim como muitos em nossos dias) [...]”, Mt.19.16.
                A “resposta (de) Jesus (para todos os homens continua sendo a mesma pelo motivo de não haver mudança em muitos ou quase todos os corações) [...]”, Mt.19.17.
                [...] Por que [...] perguntamos (a) Jesus acerca do que é bom (honesto, disponível para fazer o bem, sobre a nossa natureza) [...]”, Mt.19.17.
                É possível que eu e você ainda consiga achar um respingo de bondade, mas “[...] Jesus (insiste em sua) resposta: [...] Bom só existe um (então, todos os homens são excluídos) [...]”, Mt.19.17.
                O céu é de graça e não por méritos.
                Como Jesus percebeu um fiasco de interesse, então lançou o primeiro passo para o jovem alcançar a vida [...]
2 – Guardar os mandamentos.
                [...] Guardar os mandamentos (é o princípio da confirmação da fé, do amor a Deus e do amor ao próximo)”, Mt.19.17.
                [...] Jesus (acrescenta a conjunção) se (com o desejo de despertar nesse) [...] alguém [...] (o desejo de) querer [...]”, Mt.19.16, 17 um compromisso mais sincero, integro com o Evangelho do Reino.
                A luz lançada em cada coração por “[...] Jesus [...] (é quando Ele determina Mateus escrever) porém (para eu e você fazer uma análise sobre dúvidas que possam estar em nosso coração) [...]”, Mt.19.17.
                Nasceu em nosso coração o desejo de “[...] entrar na vida (dos céus, morada com Cristo?) [...]”, Mt.19.17.
                [...] Se (esse desejo for confirmado no fundo da alma, então) [...] guarda os mandamentos (para não pecar contra Deus)”, Mt.19.17.
                A fim de buscar uma justificativa, insistimos “[...] perguntando (a) Jesus: Quais (agindo como ignorante, para disfarçar ou testar Jesus) [...]”, Mt.19.18.
                Então, para nos levar ao caminho que conduz ao céu, “[...] Jesus [...] responde (apontando o que determina os 10 mandamentos): Não matarás, não adulterarás, não furtarás (roubar), não dirás falso testemunho; honra (respeito) a teu pai e a tua mãe e amarás o teu próximo como a ti mesmo”, Mt.19.18, 19.
                O “replicar (desse) [...] jovem (é com o intuito de manter a sua afirmação, continuar com a sua teimosia, tentar ensinar o Mestre a respeito da sua posição, do seu andar correto, de ser bom acima de qualquer suspeita, melhor que qualquer homem ou até do próprio Deus) [...]”, Mt.19.20.
                Esse “[...] jovem (assim como muitos de nós se considera o melhor, o mais perfeito) [...] observador (em) tudo (dos mandamentos; não existe ninguém igual e mais perfeito que ele) [...]”, Mt.19.20.
                Os seis mandamentos são tirados de letra, obedecidos ao pé da letra, “[...] que me falta (ou tenha deixado para mais tarde ou em atraso) ainda?”, Mt.19.20.
                Sou crente, dizimista, oro, leia a Bíblia, frequento todos os cultos. Estou feliz, satisfeito, não preciso de mais nada.
                [...] Que me falta ainda?”, Mt.19.20.
                Para alcançar a vida Jesus [...]
3 – Mexe com o nosso bolso.
                Muitos homens colocam a sua esperança naquilo que é, tem e faz.
                A sugestão de “[...] Jesus (é simples, fácil e não envolve outras pessoas, somente eu e você) [...]”, Mt.19.21.
                O “dizer (de) Jesus (sobre esse assunto é direto e Ele não faz rodeios) [...]”, Mt.19.21.
                [...] Se (você) quer (ter em mente, resolvido, determinado) ser perfeito (que não precisa de nada para estar completo, íntegro, maduro espiritual, ausência de pecado, perfeito como Deus; então, você não é gente como Jesus) [...]”, Mt.19.21.
                É aí que “[...] Jesus [...] (toca no bolso, mexe com a grandeza, os desejos, a intenção do coração do homem) [...]”, Mt.19.21.
                Quando perdemos dinheiro, bens, móveis e imóveis; somos capazes de atacar com objetos, usar o que for possível para espancar e, se possível, estiver ao nosso alcance e a ira deixar, matamos.
                [...] Vai, vende os teus bens [...]”, Mt.19.21 e mostre o seu amor através dos mandamentos.
                Faça o melhor, “disse Jesus: [...] Dê aos pobres (o que tem; muito ou pouco; o que já adquiriu com esforço ou sem esforço) [...]”, Mt.19.21.
                A dinâmica de “[...] Jesus (é a seguinte: Com a sua generosidade, você irá mudar o mundo, ajudar pessoas, torná-las feliz) e (você, de sobra) terá um tesouro (valores duráveis) no céu [...]”, Mt.19.21.
                Só “[...] depois [...] (da) perfeição (que pensamos ter alcançado é que devemos) [...] vir (à casa do Senhor) e seguir (a) Jesus (com fidelidade)”, Mt.19.21.
                Essa má ideia pode nos levar de volta para casa com [...]
Conclusão:         Tristeza no coração.      
                As “[...] muitas propriedades (riquezas, podem causar muito desconforto, inimizade, intriga entre os homens)”, Mt.19.22.
                Quando o homem se “[...] sente dono (ele pensa que pode fazer o céu se dobrar diante dele; engano total) [...]”, Mt.19.22.
                Neste texto encontramos o oposto de Zaqueu que aceitou o convite de Jesus.
                Esse “[...] jovem (eu e você) [...] rico [...] (sem nome, após) ter [...] ouvido [...] palavras (duras de Jesus sobre como alcançar a vida), retirou-se triste (magoado, ofendido, preocupado por não ter coragem de desvencilhar dos bens matérias em favor de Cristo) [...]”, Mt.19.22.
                Vamos buscar mudar as nossas atitudes.

                Rev. Salvador P. Santana

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

O MAIOR DE TODOS OS PAIS, Jo.1.1-5.



O MAIOR DE TODOS OS PAIS, Jo.1.1-5.

Introdução:     É comum a afirmação de que o Deus do Antigo Testamento é um “Deus vingador” e, o do Novo Testamento, um “Deus Pai”, “Deus de amor”.
            Tal distinção, maléfica, prejudica a compreensão da unicidade da Teologia Bíblica – dicotomizando Deus e a sua Palavra.
            Tanto no Antigo como no Novo Testamento, encontramos a revelação de Deus como Pai de amor, bondade e justiça.
            Não é à toa que o evangelho de João declara que “no princípio (da criação do mundo) era o Verbo (Jesus amoroso, bondoso), e o Verbo estava com Deus (agindo), e o Verbo era Deus (fazendo justiça quando o homem precisava de justiça)”, Jo.1.1. 
            Alguns aspectos da [...]
1 – A paternidade de Deus no Antigo Testamento.
            Ora, precisamos saber que “Jesus estava no princípio (da criação do mundo) com Deus”, Jo.1.2.
            No Antigo Testamento, a paternidade de Deus é reconhecida como sendo exclusiva do povo Judeu.
            Deus é Pai de Israel, “porque Israel é povo santo ao Senhor [...] escolhido (por) Deus, para que lhe fosse o seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra”, Dt.7.6.
            Precisamos saber que Deus “o Senhor não [...] teve afeição, nem [...] escolheu Israel porque fosse mais numeroso do que qualquer povo, pois era o menor de todos os povos”, Dt.7.7.
            A escolha de Israel para ser filho é “[...] porque o Senhor (os) [...] amava e, para guardar o juramento que fizera a seus pais, o Senhor os [...] tirou com mão poderosa e os [...] resgatou da casa da servidão, do poder de Faraó, rei do Egito”, Dt.7.6-8. 
            Todo o povo de Israel reconhecia que “[...] Deus era (seu) [...] Pai [...] (e) seu Redentor [...] desde a antiguidade”, Is.63.16.
            Apesar de só encontrarmos 14 vezes a palavra “Pai” se referindo a Deus, o Antigo Testamento apresenta, em todas as suas partes, essa ideia de forma enfática.
            A paternidade de Deus sobre Israel encontra o seu fundamento no ato histórico de salvação; o Êxodo do Egito.
            Deus tirou Israel da escravidão como um pai que liberta e protege o seu filho – Escravidão no Egito.
            A ordem foi dirigida a Moisés nestes termos, confirmando a paternidade de Deus: “Dirás a Faraó: Assim diz o Senhor: Israel é meu filho, meu primogênito. Digo-te, pois: deixa ir meu filho, para que me sirva; mas, se recusares deixá-lo ir, eis que eu matarei teu filho, teu primogênito”, Ex.4.22, 23.
            Assim como Deus é apresentado como Pai no Velho Testamento, vemos também [...]
2 – A paternidade de Deus no Novo Testamento.
            A paternidade de Deus é amplamente ensinada no Novo Testamento.
            Paulo, em todas as suas cartas declara que “[...] Deus [...] (é) nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo”, Rm.1.7.
            A paternidade divina é entendida como um ato de intenso amor para com os homens, que se encontrava em um estado de total depravação e miséria.
            O evangelista João fala que precisamos “ver (o) grande amor que nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus [...]”, 1Jo.3.1.
            Eis o motivo “porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (e seja filho)”, Jo.3.16.
            Os homens são filhos de Deus não apenas por nascimento natural, mas por um novo nascimento concedido por Deus, tornando-se assim, seus filhos adotivos.
            Essa adoção é da livre graça de Deus, a tal ponto de “[...] se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus [...] (e) quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus”, Jo.3.3, 5.  
            O novo nascimento ou filiação do Pai celeste, acontece logo depois dos filhos de Deus “[...] receberem [...] o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai”, Rm.8.15.
            É tão maravilhosa essa paternidade que foi o próprio Deus que “nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade”, Ef.1.5.
            Todas as demais bênçãos que recebemos, decorrem dessa graciosa bênção.
            Na oração dominical Jesus começa dessa forma: “[...] Pai nosso [...]”, Mt.6.9 e disse que orássemos assim confirmando que somos filhos e tendo Deus como Pai.
            A Bíblia mostra de forma clara que Deus é o nosso Pai.
            Percebemos com facilidade todos os [...]
            3 – Aspectos da paternidade de Deus nas Escrituras.
            Faz-se necessário entender que foi através de Jesus que “todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez”, Jo.1.3, principalmente a nossa adoção como filhos do [...] 
            A – Pai glorioso, Mt.6.9, 13.
            O Deus que chamamos “[...] Pai nosso, (é aquele) que está nos céus [...]”, Mt.6.9, o qual tem “[...] o reino, o poder e a glória para sempre [...]”, Mt.6.13.
            Aquele que é filho de “[...] Deus [...] (tem) o Pai da glória (que) [...] concede espírito de sabedoria e de revelação [...]”, Ef.1.17.
            Ao reconhecer Deus como o Deus da glória, enchemos de admiração e reverente temor diante dEle.
            A glória divina se revela na sua criação e na sua obra salvadora, por meio do qual ele redime o seu povo.
            Por este motivo é que “todas as coisas foram feitas por intermédio Jesus, e, sem ele, nada do que foi feito se fez”, Jo.1.3.
            Tenhamos sempre isso em mente para que sejamos cheios de admiração e reverente temor.
            A paternidade de Deus nos aproxima; a sua glória nos dá a dimensão da sua grandeza e nos enche de gratidão.
            A paternidade de Deus deve nos conduzir ao senso de adoração pelo motivo de que “a vida está (em Jesus e a vida é a luz dos homens”, Jo.1.4.
            A paternidade de Deus aponta para o [...]
            B – Pai santo, Mt.6.9.
            Temos um verdadeiro “[...] Pai [...] que está nos céus, (é) santificado [...] o seu nome”, Mt.6.9, ou seja, Deus é sem pecado.
            A Sua natureza e o seu nome são santos “porque o Poderoso [...] é Santo [...] o seu nome”, Lc.1.49.
            Quando nos aproximamos de Deus, temos de buscar nele a purificação de nossa vida, e “se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”, 1Jo.1.9.
            A paternidade de Deus deve nos levar a examinar nossa conduta, petições e as motivações que as cercam.
            Nós temos um Pai santo, puro, que não pode conviver com a imundícia do pecado, por isso, “a luz (que é Cristo) resplandece nas trevas, e as trevas não prevalecem contra ela”, Jo.1.5.9.
            A paternidade de Deus nos mostra um [...]
            C – Pai justo, Jo.17.25.
            Pai justo [...]”, Jo.17.25 é alguém que não pode ser subornado com carinhos, oferendas, orações fervorosas.
            [...] O Senhor (não tem) [...] prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra [...] eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros”, 1Sm.15.22.
            Deus é justo, não é subornável.
            Por isso, “[...] o mundo não [...] conhece Deus [...]”, Jo.17.25 como sendo um “Pai justo [...]”, Jo.17.25.
            [...] Jesus, porém, (o) conhece (como) Pai justo [...]a”, Jo.17.25 e nos informa através da Sua Palavra, a respeito dessa justiça.
            Quando reconhecemos Jesus Cristo como o nosso Senhor, eu e você iremos “[...] compreender que Deus [...] enviou Jesus”, Jo.17.25 com a finalidade de nos apresentar o “Pai justo [...]”, Jo.17.25.
            Em todas as ações do “Pai justo [...]”, Jo.17.25 podemos encontrar ações perfeitas e retas pelo motivo de que a “justiça e direito são o fundamento do [...] trono (de) Deus [...]”, Sl.89.14.
            A ira de Deus é uma manifestação da sua justiça – Torre de Babel – Babilônia, Sodoma e Gomorra.     
            A nossa vida com Cristo revela que estamos com “[...] fome e sede de justiça [...]”, Mt.5.6.
            A paternidade nos mostra um [...]
            D – Pai onisciente e providente, Mt.6.6-8, 11.
            A ação de Deus na história não é imediatista ou apenas ara resolver problemas isolados.
            Deus age de maneira sábia porque “os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no seu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda”, Sl.139.16. 
            Ao ensinar a “[...] orar (Jesus deixa claro que Deus é um Pai onisciente – conhece infinitamente quando) [...] entramos no nosso quarto e, fechada a porta, oramos a nosso Pai, que está em secreto; e nosso Pai, que vê em secreto, nos recompensará”, Mt.6.6. 
            É por este motivo que não precisamos “[...] orar [...] usando [...] vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos”, Mt.6.7. 
            Verdade é que “[...] Deus, o nosso Pai, sabe o de que temos necessidade, antes que lho peçamos (sendo assim, temos um Deus providente em todas as coisas)”, Mt.6.8, principalmente “o pão nosso de cada dia (Ele tem) dado hoje”, Mt.6.11. 
            Muitos não reconhecem um Deus onisciente e providente, então, são movidos de um lado para outro em suas petições e promessas – seduções espirituais, peregrinações, sacrifícios, abstinências, louvores exaltados, longas orações.
            Esse não é o Deus das Escrituras.
            Podemos ter a confiança de “buscar, pois, em primeiro lugar, o [...] reino (de) Deus e a sua justiça, e todas estas coisas (comida, veste, bebida) nos serão acrescentadas (bondosamente)”, Mt.6.33.
            A paternidade de Deus nos apresenta um [...]
            E – Pai Todo-Poderoso, Mt.6.10, 13.
            Temos um “[...] Deus [...] Soberano (supremo, superior) Senhor, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há”, At.4.24.
            A esse Deus pertence “[...] o [...] reino [...] (a) terra (e o) [...] céu”, Mt.6.10. 
            É por este motivo que “[...] para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas”, Lc.1.37.
            Deus é soberano em todas as coisas, em especial “[...] não nos deixando cair em tentação [...] livrando-nos do mal [pois dEle é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]!”, Mt.6.13.
            É bom ficar gravado em cada coração que “todos os moradores da terra são por Deus reputados (pensar, considerar) em nada; e, segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?”, Dn.4.35.
            Deus é livre para usar os anjos, os eleitos, os ímpios, Satanás, uma jumenta.
            Ele é quem determina os fins e os meios pelos quais atuará.
            Em Deus há uma perfeita harmonia entre o seu propósito e a sua concretização.
            Precisamos “entregar o nosso caminho ao Senhor, confiar nele, e o mais ele fará”, Sl.37.5.
            A paternidade de Deus nos avisa que [...]
Conclusão:      Deus é Todo-Poderoso Pai, que se fez nosso Pai, através da “[...] feitura dele, criados em Cristo Jesus [...]”, Ef.2.10.
            Deus além de ser o nosso Pai é o Senhor da glória.
            A nossa aproximação deve ser cheia de confiança e reverência.
            A paternidade de Deus é uma garantia de que ele cuida de nós em santidade, justiça e poder.
            Devemos aprender com Deus o sentido da genuína paternidade.   
Aplicação:       Veja que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo”, 1Jo.3.1.
            Louve a Deus por esse grande privilégio.
            Desenvolva sua admiração e reverência pelo Pai celestial.
            Seja um filho obediente e cultive uma vida que reflita um coração transformado, que luta pela santidade, e sujeite-se à direção e à justiça divina.
            Confie no cuidado paternal de Deus e desfrute da paz e da segurança que só nele encontramos.


            Adaptado pelo Rev. Salvador P. Santana para Estudo – Palavra viva – O credo apostólico– Em vez de fé na fé, o conteúdo da fé – CCC – Rev. Hermister Maia Pereira da Costa.