quarta-feira, 25 de maio de 2016

É DE GRAÇA


É DE GRAÇA

            Quem quiser receber a indulgência pode adquiri-la de graça. Calma lá! O que é afinal indulgência?

            “[...] A indulgência, uma espécie de anistia da punição na vida após a morte [...] muitos católicos de menos de 50 anos nunca ouviram falar em indulgências [...] depois de o pecador ser absolvido no confessionário e cumprir a penitência, ele ainda enfrenta o castigo após a morte, no purgatório, antes que possa ingressar no paraíso. Em troca de determinadas orações, devoções ou romarias em anos especiais, um católico pode receber uma indulgência, que reduz ou apaga esse castigo instantaneamente. Há indulgências parciais, que reduzem o tempo de purgatório por determinado número de dias ou anos, e indulgências plenárias, que eliminam o tempo de purgatório todo, até que seja cometido outro pecado. O fiel pode obter uma indulgência para ele mesmo ou para uma pessoa que já morreu. Não se podem compara indulgências – a igreja proibiu a venda em 1567 –, mas contribuições caridosas associadas a outros atos, podem ajudar o fiel a fazer jus a uma delas. As indulgências plenárias são limitadas a uma por pecador por dia” – Indulgência volta à voga na Igreja Católica – http://www.criacionismo.com.br/2009/02/igreja-catolica-volta-oferecer.html.

            Que bom seria se todas as pessoas pudessem ser anistiadas após a morte. Esse tipo de perdão seria maravilhoso por questões muito simples. Suponha que algum homem em sã consciência ou débil mental tenha cometido alguns desses pecados ou todos juntos: sequestro, pedofilia e estupro seguido de morte, latrocínio, cárcere privado, ou, crimes mais leves, tais como: Furtos de coisas insignificantes, lesão corporal, apropriação indébita, soltar cheques sem fundos, porte de arma, acidente automobilístico sem vítima.

            Contra este homem é feito um boletim de ocorrência e este, ou por via de advogado ou promotoria, gera um processo junto a justiça comum. O que, afinal, vai acontecer com este indivíduo? O juiz vai passar a mão em sua cabeça e mandá-lo de volta para casa e dizer que nada aconteceu? É certo que não.

            Por lei cada um tem que pagar na justiça o que deve. Então, suponha que para qualquer delito cometido deve haver uma penalidade, para cada ato existe uma sentença, e isto, deve acontecer no país em que ele vive, porque nenhuma autoridade vai deixar o seu criminoso fugir para fora de suas fronteiras.

            O homem em sã consciência não aceita em hipótese nenhuma a ideia de impunidade, mesmo porque, quando é noticiado, a própria mídia ou a população faz algum tipo de protesto.

            No plano de Deus a justiça precisa prevalecer, caso contrário, a Palavra de Deus é tida como mentirosa. Mas, como muitos sabem, “Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá?” (Nm 23.19).

            É por este motivo que “Deus é justo juiz [...]” (Sl 7.11) e Ele mesmo prometeu “[...] aos homens [...] morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo” (Hb 9.27). Deus já determinou a todos os homens morrerem e não voltar mais a este mundo, quanto mais serem salvos ou resgatados pós morte.

            Portanto, cai por terra qualquer espécie de “anistia da punição na vida após a morte” – Idem. Ninguém neste mundo pode nem ao menos salvar-se a si mesmo, quanto mais “obter uma indulgência para ele mesmo ou para uma pessoa que já morreu” – Idem. Esta verdade é declarada na Bíblia quando fala que “[...] não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (At 4.12).

            Logo é verdade que qualquer perdão de pecado, seja ele, no entender humano, leve ou pesado, existe apenas um, “[...] o Filho do Homem (Jesus Cristo,) tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados [...]” (Mt 9.6).

            Sendo assim, querido leitor, você não precisa comprar ou pedir nenhuma indulgência e nem tampouco confessar o seu pecado a quem quer que seja neste mundo, e impossível no porvir, mesmo porque, “se confessarmos os nossos pecados (enquanto vivo), ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1.9).

            Eis o motivo de, tanto a salvação quanto o perdão de pecados serem ofertados de graça, porque nenhum homem neste mundo tem poder para perdoar ou salvar outro qualquer.

            Que o Espírito Santo de Deus abra a sua mente.
Rev. Salvador P. Santana

CUMPRIR A LEI, Mt.5.17-20.


CUMPRIR A LEI

Mt.5.17-20



Introd.:           Ninguém neste mundo consegue cumprir a lei à risca.

            Existem algumas seitas que reclamam que, se não cumprirem a lei, não terão a recompensa eterna.

Nar.:    Jesus insiste que ele não está, de modo nenhum, contradizendo a lei mosaica.

            Jesus se opõe ao tipo legalista de religião que são construídos sobre a lei.

            Jesus considera o Antigo Testamento como tendo validade permanente como Palavra de Deus.

            Jesus considera o seu próprio ensino como igualmente válido.

            O texto nos fala que as exigências de Deus são muito mais amplas e rigorosas do que parecem sugerir as interpretações dos escribas.

            Jesus Cristo tem total autoridade para suplementar a lei, tirar as suas próprias conclusões.

Propos.:           Não é fácil cumprir a lei.

Trans.:             Apenas um, [...]

1 – Jesus, foi capaz de cumprir a lei.

            A missão determinada por Deus a Jesus foi “[...] vir (a este mundo) para cumprir a Lei (severa que punia o transgressor – Jesus leu – “não matarás [...] não adulterarás [...] não jurarás falso [...] não resistais o perverso [...] amarás o teu próximo [...] amai os vossos inimigos [...] (se) deres esmolas não toques trombeta [...] fechada a porta, orarás a teu Pai [...] jejuando, não mostreis contristados [...]”) Jesus veio e cumpriu (nós não conseguimos)”, Mt.5.17, 21, 27, 33, 39, 44; 6.3, 6, 16.

            O “[...] vir (de Jesus a este mundo fala sobre as palavras dos) [...] Profetas (recado de Deus para o seu povo cumprir – idolatria, feitiçaria, arrepender-se) Jesus veio e cumpriu (nós não conseguimos)”, Mt.5.17.

            Jesus foi capaz porque “[...] Ele [...] nasceu sob [...] (debaixo da) lei”, Gl.4.4.

            Jesus foi o único que “a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz”, Fp.2.8.

            [...] Cumpriu a Lei (severa que pune) [...]”, Mt.5.17 “[...] se purificando com sangue [...] (pois) sem derramamento de sangue não há remissão”, Hb.9.22.

            Então, “não (devemos) pensar que Jesus veio revogar (destruir, demolir) a Lei ou os Profetas [...] Jesus veio (nos mostrar que podemos cumprir obedecendo a Ele com inteireza de coração) [...]”, Mt.5.17.

            O que nos resta?          

2 – Não menosprezar as exigências menores.

            É preciso entender sobre a “[...] verdade dita (a todos nós pelos lábios de Jesus de que) [...] Lei (de Deus é uma eterna obrigação para o seu povo) [...]”, Mt.5.18.

            A “[...] verdade [...] (será cumprida) até que o céu e a terra passem (quando serão totalmente destruídos – daí em diante só haverá o Lar eterno) [...]”, Mt.5.18.

            Ao falar sobre “[...] nem um i (a menor letra do alfabeto hebraico e cuja inserção no texto muitas vezes não faz diferença) ou um til (embora pequena na forma, altera grandemente o sentido) jamais passará da Lei (então, a lei apresentada por Jesus tem que ser cumprida por nós) [...]”, Mt.5.18.

            Jesus nos fala que até mesmo nas pequeninas mudanças pode ocorrer graves erros espirituais em nossas vidas.

            Então, a Bíblia não pode ser desprezada, deixada de lado sem ser consultada, analisada, pesquisada para o nosso deleite.

            [...] Até que tudo se cumpra”, Mt.5.18 nos fala da necessidade de observância completa da lei sob as ordens de Jesus a fim de que eu e você viva para a eternidade.

            A não observação, ou, “aquele, pois, que violar um destes mandamentos (escritos tanto no Velho como no Novo Testamento, terá prejuízo eterno) [...]”, Mt.5.19.

            É preciso saber que não importa o tamanho do mandamento; Jesus fala que, “[...] posto que dos menores (amor, juramento, justiça), e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo (galardão) no reino dos céus [...]”, Mt.5.19.

            Por outro lado, “[...] aquele, porém, que os observar (Moisés) e ensinar (profetas), esse será considerado grande (galardão) no reino dos céus”, Mt.5.19.

            Você está disposto a não menosprezar as exigências menores?

            Cada um de nós deve colocar em prática o dever de [...]

3 – Ser justo e reto.

            Os defensores da lei, os escribas e fariseus eram perfeccionistas.

            Justiça e retidão não eram achadas em suas vidas.

            E quanto a nós, a justiça e retidão excede a dos escribas e fariseus?

            A palavra final fica com Jesus “porque (Ele tem autoridade para) nos dizer (a verdade, por isso, quando você ouvir alguma mensagem nos cultos, ED, estudos, verifique na Palavra de Deus a autenticidade comparando Bíblia com Bíblia) [...]”, Mt.5.20.

            O pedido de Jesus é simples, mas ao mesmo tempo condicionado a viver com Ele a fim de sermos orientados para viver, não “[...] a nossa justiça (mas a justiça aceitável para com Deus – lei moral – 10 mandamentos – os 4 primeiros falam do dever para com Deus e os 6 últimos falam dos deveres para com o homem) [...]”, Mt.5.20.

            É preciso que essa “[...] nossa justiça [...] exceda em muito a dos escribas e fariseus (hipócritas que diziam sem palavras: Faça o que mando e não faça o que faço) [...]”, Mt.5.20.

            Cumpra a lei, caso contrário [...]

Conclusão:      Você “[...] jamais entrará no reino dos céus”, Mt.5.20.

            Rev. Salvador P. Santana

terça-feira, 17 de maio de 2016

VIGIAR OS SENTIMENTOS ÍNTIMOS, Mt.5.27-32.



VIGIAR OS SENTIMENTOS ÍNTIMOS 
Mt.5.27-32

Introd.:           Um dos grandes problemas da humanidade é não vigiar os seus sentimentos e se interessar pelos sentimentos alheios.
            Esse desejo ou falta dele acontece porque eles não são percebidos e nem vigiados a olho nu.
            Então, cada um é responsável por si mesmo diante de Deus.
Nar.:    Jesus é categórico ao falar sobre a vida impura que muitos homens insistem em levar em sua vida sexual.
Propos.:           Olhe para dentro de você.
Trans.:             Vigie o seu [...]
1 – Coração.
            O “ouvistes que foi dito (Jesus nos leva até o Velho Testamento e sua autoridade para nos mostrar sobre a severidade da lei) [...]”, Mt.5.27. 
            Ao falar: “Eu, porém, vos digo (Jesus não contradiz e nem nega a validade da lei, mas deseja tratar, renovar e levar a transformação de cada coração) [...]”, Mt.5.28. 
            O desejo de Cristo é que, “[...] qualquer que olhar (persistente, não casual; aquele que chama atenção; o pecado jaz nesse olhar com desejo ilegítimo) [...]”, Mt.5.28. 
            Esse “[...] olhar (indica o intento do coração e essa vontade já se caracteriza como pecado) [...]”, Mt.5.28. 
            Não importa se esse “[...] olhar (é) para uma mulher (ou para um homem. Como Jesus conhece o nosso interior, Ele sabe se é) com intenção impura [...]”, Mt.5.28.
            O pensamento cobiçoso nada mais é do que a expressão final de um “[...] coração já (inclinado) [...] (para o) adultério com ela (e)”, Mt.5.28.
            Eis o motivo de cada um vigiar o coração, senão, o ato será consumado quando houver oportunidade.
            Deixa Jesus transformar o seu coração.
            Vigie [...]
2 – Para não ser preciso arrancar os seus olhos.
            [...] O nosso olho (é um agente em potencial da tentação ao pecado) [...]”, Mt.5.29. 
            É com “[...] o nosso olhar (que começamos a cometer o adultério) [...]”, Mt.5.29. 
            [...] O [...] olho direito (parece indicar o lado contrário do coração que é contra a razão, contra o modo correto de pensar, agir e se livrar do pecado e que deixa de ser um lugar de honra) [...]”, Mt.5.29. 
            Esse “[...] olho direito (direcionado ao pecado) nos faz tropeçar (obstáculo que nos seduz ao erro) [...]”, Mt.5.29. 
            Jesus faz uso da hipérbole (exagero) para nos mostrar o quanto é grave essa situação.
            A ideia é “[...] arrancar e lançar o olho (espiritual) de nós (que nos leva a pecar contra Deus) [...]”, Mt.5.29. 
            O excesso da hipérbole serve ainda para, “[...] se convém (se é útil a nosso bem espiritual) que se perca um dos nossos membros (a fim de haver crescimento espiritual em nós) [...]”, Mt.5.29.
            A finalidade dessa mutilação é para “[...] não ser todo o nosso corpo lançado no inferno (condenação, 1Co.6.9)”, Mt.5.29.
            Sendo assim, vale a pena redobrar a vigilância dos nossos sentimentos.
            Fique em sentinela [...]
3 – Para não arrancar as mãos.
            [...] A [...] mão (fala sobre ação, intenção daquilo que faz ou deixa de fazer) [...]”, Mt.5.30. 
            Segundo Jesus, “[...] a nossa mão direita (pode servir para abençoar, mas neste caso é usada para pecar contra Deus) [...]”, Mt.5.30. 
            Essa “[...] mão (pode ser usada indevidamente, então, nos) [...] faz tropeçar (cair em desgraça em nossos prazeres carnais) [...]”, Mt.5.30. 
            A hipérbole (abuso) da linguagem usada por Jesus é que essa “[...] mão (pode ser) cortada e lançada de nós (a fim de não ser usada para a destruição da vida espiritual) [...]”, Mt.5.30. 
            O abuso da linguagem de Jesus nos mostra que, “[...] se convém (se faz bem a nossa vida espiritual) que se perca um dos nossos membros (pode acontecer de haver crescimento espiritual em cada um de nós) [...]”, Mt.5.29.
            O alvo da mutilação corporal é para que “[...] não vá todo o nosso corpo para o inferno (condenação eterna, 1Co.6.9 - adultério)”, Mt.5.29.
            Seja vigilante [...]      
4 – Para evitar o repúdio.
            Jesus recorre mais uma vez ao Antigo Testamento ao declarar a seus discípulos: “Também foi dito [...]”, Mt.5.31. 
            Jesus tinha total conhecimento do Pentateuco, Livros históricos, poéticos, profetas maiores e profetas menores.
            [...] Aquele (desejo de) [...] repudiar sua mulher (nasceu “por causa da dureza do [...] coração (dos homens)”, Mt.19.8 [...]”, Mt.5.31. 
            Qualquer motivo, até mesmo o destemperar da comida, era suficiente para o homem “[...] dar-lhe carta de divórcio (tolerância para os homens e severidade para as mulheres)”, Mt.5.31. 
            Jesus não ordena e nem encoraja o divórcio.
            Para evitar o divórcio é preciso ouvir atentamente o “Eu, (Jesus que sonda, conhece, ama incondicionalmente) [...] nos dizer (algo totalmente revolucionário para os nossos corações) [...]”, Mt.5.32.
            Jesus [...] (declara que) qualquer que repudiar (libertar, divorciar, rejeitar legalmente) sua mulher [...] a expõe a tornar-se adúltera [...]”, Mt.5.32.
            Tanto a mulher quanto o homem separado fica impedido de novas núpcias, ou seja, “[...] aquele que casar com a repudiada (o) comete adultério”, Mt.5.32  – tanto um quanto o outro têm que se tornar eunuco.
            Só existe uma condição para o divórcio: “[...] Exceto em caso de relações sexuais ilícitas (descendentes e ascendentes, casados, solteiros, homossexuais e animais, Lv.18.6-23) [...]”, Mt.5.32.
            Faça de tudo para evitar o repúdio.
            Vigie os seus sentimentos, ore [...]
Conclusão:      E escute a mensagem.
            A expressão “ouvistes (é enfática e nos transmite a ideia de prestar atenção, considerar o que está ou tem sido) dito (aos nossos ouvidos sobre o dever de) não adulterar”, Mt.5.27.
            Vigie os seus sentimentos e viva.

            Rev. Salvador P. Santana

sexta-feira, 13 de maio de 2016

PERGUNTAS INSISTENTES


PERGUNTAS INSISTENTES

            A mocidade é uma fase da vida muito bela. Ela é cheia de encantos, encontros e de uma perspectiva de vida melhor para o futuro. É certo que nem todos pensam no futuro, querem apenas viver o presente. Eis o motivo de muitos não se importarem com a saúde, deleitarem-se nas drogas.

            Milhares não buscam um futuro profissional e estudantil digno, preferem as ruas. Alguns poucos (ou muitos) desonram pais, autoridades, estes vivem como se fossem donos de si mesmos e dos outros, não serão respeitados no futuro.

            Ao fazer uma análise destas considerações, o que a mocidade presbiteriana pensa de si mesma? Quais são os seus anseios para hoje e para o futuro? O que espera alcançar quando terminar essa mocidade?

            É bom que haja uma meditação neste texto: “Ainda que os seus ossos estejam cheios do vigor da sua juventude, esse vigor se deitará com ele no pó” (Jó 20.11). Você está preparado para este dia?

            Ninguém melhor do que você, jovem presbiteriano, para fazer uma investigação minuciosa do seu modo de viver neste mundo. Comece com esta pergunta: Serei esquecido na velhice? Aquilo que estou plantando hoje irei colher amanhã? Serei recompensado se ainda continuo andando erroneamente?

            Isto posto, é para você saber que a sua vida não pode ser vivida de qualquer maneira. Existem regras e elas precisam ser cumpridas. Considerando que as normas não são aprendidas da noite para o dia, conclui-se que, enquanto você viver neste mundo, seja no lar, no trabalho ou na escola, o seu aprendizado será de forma crescente, nunca de estagnação ou retrocesso.

            Amadureceu?! Ainda não, falta muito para adquirir conhecimento e amadurecimento. É a partir desse momento que você vai perceber que a sua vida é totalmente sem sentido se você não olhar para a eternidade.

            É a partir do momento do seu encontro com Deus que o seu modo de agir será reestruturado. É somente olhando para o invisível, o que está oculto aos olhos humanos, seja a realidade do céu ou do inferno ou como muitos pensam que não haverá nenhuma das duas, que a sua vida terá sentido e esperança de dias melhores.

            Um dos autores sagrados teve muita preocupação não somente com o seu dia a dia, mas principalmente com o seu futuro. Ele não sabia sobre o que poderia acontecer no dia de amanhã, ele não tinha visão do que seria reservado para ele, se algo de bom ou ruim, se dor ou tristeza, se angústia ou prazer.

            Ao se aproximar o findar dos dias do salmista ele clama: “Não me rejeites na minha velhice [...]” (Sl 71.9). Esse clamor pode ser devido o medo da condenação por causa dos pecados cometidos na juventude? Tudo indica que não, porque a Bíblia garante ao homem pecador que cada delito cometido e confessado, logo será perdoado.

            Outra razão é que este jovem “[...] desde a sua mocidade (tinha) o SENHOR Deus (como) esperança (e) confiança” (Sl 71.5). Ainda bem que esse jovem fez um trato com o seu coração de estar ao lado do seu criador.

            A sua inquietação era que um dia a sua idade estaria avançada, e que desde já, antecipa-se diante do trono da graça pedindo: “[...] Quando me faltarem as forças, não me desampares” (Sl 71.9).

            Jovens, as perguntas necessitam ser insistentes. Que ideia vocês têm sobre os seus dias finais? Pensam que estarão com todo vigor?  Suas mentes terão a mesma facilidade para pensar e agir como nos dias atuais? Estão iludidos quanto a ter uma saúde para sempre? Têm na mente que nunca enfrentarão dificuldades até o findar dos seus dias?

            Na verdade ninguém neste mundo, em sã consciência, pode dizer que sabe alguma coisa sobre os seus últimos dias, logo, o alerta do sábio Salomão vem a calhar em cada coração: “Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer” (Ec 12.1).

            Os belos dias que você desfruta hoje, não podem ser desperdiçados. A sua felicidade atual não pode ser em hipótese alguma motivo para você “[...] sentir desgosto, porque (você) não guardou a Palavra de Deus” (Sl 119.158).

            Mocidade, acorde enquanto é tempo!
Rev. Salvador P. Santana

quarta-feira, 11 de maio de 2016

AS TENTAÇÕES DE CADA DIA, Mt.4.1-11.


AS TENTAÇÕES DE CADA DIA

Mt.4.1-11




Introd.:           Tentação não é pecado.

            A verdade é que “ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta”, Tg.1.13.

            Precisamos saber que “[...] cada um é tentado pela sua própria cobiça (desejo ardente), quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte”, Tg.1.14, 15.

Nar.:    Assim como “[...] Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo”, Mt.4.1, muitas vezes Deus permite que sejamos tentados.

            Para resistir as tentações se faz necessário que eu e você comece a “[...] jejuar [...]”, Mt.4.2.

Propos.:           Não se entregue às tentações.           

Trans.:             Muitos são tentados a buscar [...]

1 – Satisfação nas necessidades imediatas.

            Deus é mais importante que o pão diário.

            O pão não serve para todas as necessidades.

            Sem a bênção do Senhor, a fartura material de nada adianta.

            É preciso lembrar que Adão foi tentado com um elemento físico – o fruto do conhecimento do bem e do mal.

            O povo de Israel no deserto caiu em tentação por causa do alimento – carne.

            O pão por mais útil que seja não mata a nossa fome espiritual.

            Todo cuidado é pouco, pois “[...] o tentador (Diabo, Satanás) [...] se aproxima [...] (de mansinho para) dizer [...]”, Mt.4.3 aos nossos ouvidos aquilo que desejamos ouvir de que devemos dar prioridade à nossa alimentação.

            Essa foi a tentativa do “[...] tentador [...] (ao) dizer (à Jesus): Se és Filho de Deus [...]”, Mt.4.3 para provar que de fato é o Deus encarnado, enviado para salvar o mundo ou que eu e você somos servos de Jesus Cristo.

            O “[...] tentador [...] (desejava que) Jesus mandasse que [...] (as) pedras se transformem em pães”, Mt.4.3, algum milagre de cura, prosperidade para provar que a minha fé tem valor.

            As tentações de cada dia falam sobre [...]

2 – Buscar prestígio.

            [...] O diabo (assim como fez com) Jesus (tem) levado à Cidade Santa (homens para templos suntuosos a fim de se exaltarem e se sentirem donos não apenas do templo, mas também das pessoas que ali frequentam) [...]”, Mt.4.5.

            Esses homens são “[...] colocados sobre o pináculo (lugar de destaque) do templo (sobre a vida de todos os membros com o desejo de dominá-los)”, Mt.4.5.

            A busca de prestígio pode ainda ser para eu e você provar “[...] se (somos) Filhos de Deus (tal como aconteceu com Jesus) [...]”, Mt.4.6.

            Quando o Diabo “[...] disse [...] (que, para provar a) Filiação (Jesus devia) se atirar abaixo (somos tentados a fazer algo duvidoso, desonesto, pecaminoso e imoral contra Deus para sermos aprovados pelos falsos amigos e pelo Diabo em nossas ações) [...]”, Mt.4.6.

            Com o desejo de buscar prestígio, Satanás pode tentar mostrando três mentiras:

            1 – A desculpa de Satanás e de muitos supostos amigos é “[...] porque está escrito (dizem eles, de que a Bíblia aprova tais pecados – mentira, roubo, bebida, sexo fora do casamento, novo casamento) [...]”, Mt.4.6.

            2 – Outra grande mentira é que Deus “[...] ordenará aos seus anjos a nosso respeito que nos guardem (aquela velha desculpa: Deus não se importa, Ele não vai nos punir, estamos protegidos) [...]”, Mt.4.6.

            3 – “[...] E [...] (talvez, uma das maiores mentiras pregadas pelo Diabo é de que os) anjos te susterão (levantar, segurar) nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra”, Mt.4.6.

            O que o inimigo das nossas almas está querendo dizer é que podemos nos enfiar em qualquer enrascada que Deus nos livrará.

            Não acredite nessas mentiras.

            As tentações de cada dia nos fala sobre o desejo de [...]

3 – Ambicionar o poder e as riquezas.

            O desejo de muitos homens é ganhar poder e riqueza – políticos brasileiros.

            Não é à toa que “o diabo levou Jesus ainda a um monte muito alto (poder, dignidade, honra, ser visto por todos é o que mais agrada ao homem) [...]”, Mt.4.8.

            Quando são “[...] mostrados (aos homens gananciosos) [...] todos os reinos do mundo e a glória deles (enche-lhes o coração de ganância e desejo maligno)”, Mt.4.8.

            O final da tentação para estes é que o diabo “[...] lhes [...] dará tudo isso [...] (mas tem um preço;) se, prostrado [...] adorar (o diabo, ficará eternamente preso ao pecado)”, Mt.4.9 – Dep. Eduardo Cunha.

            Não queira esse final infeliz para você.

            Em todas as tentações devemos [...]

4 – Usar a arma mais poderosa.

            Jesus, (entre doze e trinta anos, deve ter se dedicado à Leitura da Palavra de Deus) [...]”, Mt.4.4.

            É por este motivo que “Ele [...] respondeu: Está escrito (com total autoridade e fiel conhecedor das Escrituras) [...]”, Mt.4.4.

            Por saber que o diabo estava mentindo a respeito das coisas necessárias para a vida, “Jesus (declara): [...] Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus (para nos levar ao caminho que conduz ao céu)”, Mt.4.4.

            É preciso conhecer a Palavra de Deus e sempre “responder [...] (quando enfrentarmos a tentação de que) também está escrito: Não tentarás o Senhor, nosso Deus”, Mt.4.7.

            Vencidas as tentações, podemos dizer como “[...] Jesus [...] ordenou (ao) diabo: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto”, Mt.4.10.

            É imprescindível conhecer a Palavra de Deus.

            Faça isso e viverás!

            Tentações vencidas [...]

Conclusão:      O diabo nos deixará.

            Com esta (atitude de se colocar na dependência de Deus), o diabo (nos) deixará (por minutos horas, dias, meses ou anos, mas ele volta a atacar) [...]”, Mt.4.11.

            Após uma pequena parte da vitória espiritual, “[...] eis que virá anjos e (nos) [...] servirá (a fim de herdarmos a bênção da salvação)”, Mt.4.11.



            Rev. Salvador P. Santana

sexta-feira, 6 de maio de 2016

A MÃE PRECISA SER VALORIZADA


A MÃE PRECISA SER VALORIZADA

            É verídico e comprovado que enquanto as mães conseguem cuidar do recém-nascido, lavar, passar, cozinhar, arrumar a casa e atender ao chamado do marido que está esparramado no sofá, ele por sua vez não consegue fazer duas coisas ao mesmo tempo. Vergonhoso!

            É fácil ser mãe? Será que os homens fazem esse tipo de pergunta? Quando mães deixam seus filhos aos cuidados dos pais por alguns minutos ou horas, é possível que eles entrem num colapso. Muitas vezes nem é preciso entregar aos cuidados deles; só de pensar em fraldas, banho, mamadeira, passeio e outros cuidados, imediatamente, os grandalhões procuram uma atividade física para fazer ou saem à procura de jogos com uma única finalidade: Fugir da responsabilidade, diga-se, maternal.

            Sendo assim, o desejo de não assumir responsabilidades maternais por parte dos pais, ou apenas uma ajuda no momento do aperto, isso nada impede que os maridões reconheçam e façam uma singela homenagem a essas mulheres corajosas.

            É difícil ser mãe? O que será que se passa na mente das crianças e adolescentes quando se deparam com a situação de ser mãe antes do tempo? Pode ser que no dia em que uma criança ou adolescente trocar a boneca por um bebê, a casinha de brincar por responsabilidades do lar, o corre-corre no quintal por tarefas diárias, descobrirá que de fato a tarefa de ser mãe não é das mais fáceis. Urgente, faz-se necessário que pais alertem seus filhos e netos para não assumirem esse tipo de responsabilidade antes do tempo.

            Para mostrar aos homens que a todo instante eles devem supervalorizar as mães, textos bíblicos exaltam todas as mães. E para mostrar que assim deve acontecer, Deus fez que “[...] homens [santos] (que) falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (2Pe 1.21) escrevessem sobre o valor que as mães têm na bíblia.

            Um destes escritos saiu das penas do rei Salomão ao dizer que, “mulher virtuosa (habilidosa, eficiente), quem a achará? O seu valor muito excede o de finas joias” (Pv 31.10).

            Note bem que o escritor eleva a posição da mãe de seus filhos para ser “[...] virtuosa [...] valorosa [...] (que) excede o de finas joias” (Pv 31.10), portanto, cai por terra aquela ideia de que a mulher era desprezada, rejeitada na época dos tempos bíblicos.

            Pode ser que alguns poucos daquela época, assim como alguns pais dos tempos atuais, não davam o devido valor às mães. Fica o alerta para aqueles que sempre se esquivaram e nunca ajudaram em casa na tão abençoada tarefa de cuidar de filhos.

            Pai, faça alguma coisa; só assim você irá dizer sem palavras que a sua esposa é uma mãe “[...] virtuosa [...] (que) o seu valor muito excede o de finas joias” (Pv 31.10).    

            Ao lançar os olhos na sequência de Provérbios 31 você perceberá que essa mulher foi tratada dignamente como mãe, não somente por ter dado a luz aos seus filhos, mas também por ser reconhecida como uma mulher capaz de gerenciar a casa a ponto de “[...] não haver falta de ganho” (Pv 31.11).

            Percebe que ela não fica ociosa, “[...] trabalha com as mãos” (Pv 31.13) por isso “[...] que o seu ganho é bom [...]” (Pv 31.18) e que, o “[...] aflito [...] e [...] o necessitado” (Pv 31.20) são atendidos; a família é bem vestida e de sobra, “seu marido é estimado (conhecido) entre os juízes [...]” (Pv 31.23).

            Não é à toa que o “[...] seu marido a louva (elogia), dizendo: Muitas mulheres procedem virtuosamente, mas tu a todas sobrepujas” (Pv 31.28, 29).

            Mãe! Caso seu esposo, filho, genro ou outro qualquer não elogie você neste dia ou não tenha coragem para te ajudar, receba o elogio da Igreja Presbiteriana de Itapuí.

            Parabéns pela sua responsabilidade de ser mãe! 
Rev. Salvador P. Santana

quarta-feira, 4 de maio de 2016

LIÇÕES SOBRE A ORAÇÃO, Mt.7.7-11.


LIÇÕES SOBRE A ORAÇÃO

Mt.7.7-11



Introd.:           Martinho Lutero disse que devemos “[...] deixar que a oração seja nossa primeira atividade logo de manhã, e a última ao findar o dia. Evitar diligentemente o falso e enganoso pensamento que diz: Espera um pouco, logo mais orarei uma hora inteira; mas, agora, tenho isto e aquilo para fazer. Com tais pensamentos troca-se a oração pelos negócios, de tal maneira que se acaba por não orar o dia inteiro [...]” – Coletânea de Ilustrações.           

Nar.:    Jesus nos encoraja a sermos perseverantes na oração, frequentes e por qualquer necessidade.

Propos.:           Ore! Não deixe de orar.

Trans.:             A lição sobre a oração nos ensina [...]

1 – Pedir.

            Precisamos aprender a “pedir (rogar, suplicar, desejar de acordo com a vontade de Deus, de acordo com a nossa necessidade o que não temos) [...]”, Mt.7.7. 

            Se faz necessário “[...] buscar (procurar a fim de encontrar, investigar tudo aquilo que está visível aos nossos olhos – vestes, alimentos, bens móveis e imóveis) [...]”, Mt.7.7. 

            Devemos insistir em “[...] bater (na porta certa, a qual será atendida pelo próprio Deus por intermédio de Jesus Cristo e do Espírito Santo a fim de encontrarmos a bênção que desejamos) [...]”, Mt.7.7. 

            O desejo de “pedir [...] buscar [...] bater (aponta para as nossas deficiências que podem ser supridas pela provisão divina) [...]”, Mt.7.7.

            As lições sobre a oração nos fala que devemos persistir em “pedir [...] (a Deus, só assim) dar-se-nos-á (livre de espontânea vontade da parte de Deus, O qual fornecerá as coisas necessárias à cada um de nós) [...]”, Mt.7.7. 

            Faz-se necessário continuar “[...] buscando (aquilo que nos foi concedido, só assim) acharemos (a fim de descobrir, achar o que temos buscado – bens, saúde, vida espiritual e salvação) [...]”, Mt.7.7. 

            Fique sabendo que ao “[...] bater (na porta certa, Jesus) [...] abrir-se-nos-á (as oportunidades para a vida física, material e espiritual)”, Mt.7.7. 

            A própria Palavra de Deus afirma que, “[...] todo o que pede (através da oração) recebe (as bênçãos vindas dos altos céus); o que busca encontra (o que estava perdido); e, a quem bate, abrir-se-lhe-á (principalmente a morada eterna)”, Mt.7.8. 

            A lição sobre a oração nos ensina a [...]

2 – Ser específicos.

            O incentivo de Deus para que eu e você continue orando, é que façamos pedidos específicos.

            As perguntas retóricas nos leva a fazer uma análise mais profunda a respeito daquilo que precisamos de fato para a nossa sobrevivência neste mundo.

            Jesus fala que nenhum “[...] dentre nós é (mesquinho a ponto de negar o necessário para) o [...] (nosso) filho [...] se porventura (ele precisar) [...]”, Mt.7.9. 

            Faz-se necessário que eu e você insista com Deus em oração a fim de “[...] lhe pedir pão [...] (ou) um peixe (necessários para a nossa sobrevivência, mas principalmente, precisamos de nos alimentar do Pão da vida, Jesus Cristo) [...]”, Mt.7.9, 10. 

            Orando de forma específica, é certo que Deus não nos “[...] dará pedra (e nem mesmo) uma cobra (para comer) [...]”, Mt.7.9, 10.

            A oração jamais terá resposta prejudicial.

            O Pai celeste não recusa – pode ser um sim, um não ou espere.

            Faça os seus pedidos específicos, aquilo que você sabe que tem necessidade, que vai usar, assim como são os nossos alimentos.

            A lição sobre a oração fala que cada um de nós [...]

Conclusão:      Pode ser atendido.

            O desejo de Deus é que eu e você comece a orar todos os dias e pelos nossos próprios desejos.

            Essa lição nos mostra que Jesus sabe “[...] que (todos) nós somos maus (aborrecimentos, fadigas) [...]”, Mt.7.11.

            Ora [...] (ainda assim) sendo maus, sabemos dar boas dádivas (presentes) aos nossos filhos [...]”, Mt.7.11.

            Tire a visão desse homem mau e olhe para Deus.

            O texto fala que, apesar dessa “[...] maldade (dominante em cada coração, temos um, o) nosso Pai, que está nos céus (pronto para nos atender) [...]”, Mt.7.11.

            E esse atendimento é tão especial que o “[...] Pai (celeste) nos dará boas coisas (útil, saudável, bom, agradável, amável, alegre, excelente, honesto) [...]”, Mt.7.11.

            As lições sobre a oração e seus benefícios são para por todos aqueles “[...] que [...] pedirem (ao) Pai (todas as coisas, qualquer necessidade e que sejam frequentes e perseverantes) [...]”, Mt.7.11.



            Rev. Salvador P. Santana