sexta-feira, 17 de abril de 2015

SOLUÇÃO PARA A DESORDEM

SOLUÇÃO PARA A DESORDEM
            “[...] A novela escrita por Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga promete [...] os personagens gays [...] (com) mais destaque [...] (aconteceu) um selinho do casal [...] (Tereza) e (Estela) [...] que estão casadas há 35 anos [...]. (O próprio autor da novela declara:) ‘Vai ter muito gay, mas vai ter muito imbecil retrógrado homofóbico’ (e ainda) ‘os conservadores vão ter de nos aturar’ (declarou Fernanda Montenegro) [...]” – http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/bruno-astuto/noticia/2015/03/autor-de-bbabiloniab-avisa-vai-ter-muito-gay-mas-vai-ter-muito-imbecil-retrogrado-homofobico.html.
            A estreia desta novela se dá, por coincidência ou não, num período em que o Brasil apresenta na mídia os seus muitos pecados cometidos em todos os segmentos da sociedade brasileira. Em meio a essa corja, não escapa ninguém. O apurado pela Polícia Federal, através das investigações, até o momento, aponta quadrilhas, assaltantes, contraventores e falsificadores ideológicos de toda espécie. Os investigados são aqueles que pelo menos se espera, um pouco de honradez, tais como: líderes religiosos, políticos, funcionários públicos e privados, policiais civis e militares, parentes, amigos da Presidente da República, instituições privadas e governamentais.
            Passando um olhar pelos jornais tem-se a impressão, ou será verdade, que todas as instituições brasileiras estão corrompidas. A ideia é que todos os homens são culpados. Que toda a sociedade brasileira se vendeu à mentira, ao dolo, à prostituição, ao crime organizado, à entrega do corpo e da alma ao diabo. Será isso verdade?
            Para que não haja nenhuma sombra de dúvida é preciso buscar orientação no livro Sagrado. Procurar saber o que diz a Palavra de Deus a respeito do comportamento humano depois da queda de Adão e Eva no Jardim do Éden.
            A grande verdade é “[...] que Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias” (Ec 7.29). O primeiro erro do homem foi a desobediência à ordem dada por Deus de que não podia “comer da árvore do conhecimento do bem e do mal [...] porque, no dia em que dela comesse, certamente morreria” (Gn 2.17). De fato o homem morreu espiritualmente, separou-se de Deus e não o serviu como está prescrito na lei.
            Desse momento em diante a situação piorou. “[...] A maldade do homem se havia multiplicado na terra e [...] era continuamente mau todo desígnio do seu coração” (Gn 6.5). Eis o motivo de Deus ter “[...] feito desaparecer da face da terra o homem que criou [...]” (Gn 6.7). Deus falando dessa maneira até parece que Ele criou o homem e dele se aborreceu rapidamente. Pelo contrário, desde a queda do homem, ele passou a fugir da presença de Deus, fazendo o jogo do ‘não quero te ver’. Mesmo assim, ali no Éden “o SENHOR Deus chamou ao homem e lhe perguntou: Onde estás?” (Gn 3.9).
            A atitude de buscar o homem perdido foi sempre a do Todo-Poderoso, o Senhor dos exércitos. Esta mesma pergunta ainda ecoa porque o homem ainda continua “[...] se extraviando e não fazendo o bem [...]” (Sl 14.3). A situação é tão séria que Paulo alerta que “todos se extraviam, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (Rm 3.12).
            Quando Paulo usa a palavra ‘todos’ significa todas as pessoas, tomadas individualmente, ou, que cada ser humano espalhado pela face da terra tem se apartado, desviado do caminho reto, ou, tem dado as costas Àquele que o criou e tem cuidado diariamente, o próprio Deus. Para o apóstolo e todos os escritores da Bíblia Sagrada, todo o homem, sem distinção de cor, raça e credo “[...] não faz o bem, não há nem um sequer” (Rm 3.12).
            Deus está indignado com este mundo. O pecado tem se alastrado de tal maneira que desde tempos antigos Deus já dissera: “Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam” (1Co 6.9,10; Gl 5.19-21).
            Há solução para essa desordem? Sim. Os discípulos perguntaram para Jesus: “[...] Sendo assim, quem pode ser salvo?” (Lc 18.26). Se todos estão perdidos, se todos têm fugido de Deus, se todos não fazem bem nenhum. O próprio “[...] Jesus responde: Os impossíveis dos homens são possíveis para Deus” (Lc 18.27). A solução para o homem pecador se encontra em Deus somente, porque Ele “[...] sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, — pela graça sois salvos” (Ef 2.4,5).
            Arrependa-se dos seus pecados e aceite a Cristo como seu único Senhor e Salvador, e serás salvo.
Rev. Salvador P. Santana


quarta-feira, 15 de abril de 2015

MULHERES QUE SURPREENDEM, Tt.2.3-5.

MULHERES QUE SURPREENDEM
Tt.2.3-5

Introd.:           Mulheres que surpreendem muitas vezes são rejeitadas, esquecidas e abandonadas devido a sua falta de sabedoria. 
Nar.:   O autor instrui as mulheres a deixarem de lado a conversação maliciosa, as reclamações e a bisbilhotice (abelhuda).
Propos.:          A mulher como instrumento de Deus contribui para o crescimento espiritual de outras mulheres.
Trans.:           Mulheres que surpreendem [...]
1 – Sejam sérias.
            A exortação já havia sido feita ao chefe da casa; e “quanto às mulheres idosas [...]”, Tt.2.3 que aprendam a surpreender.
            Mas elas também precisam ser instruídas.
            As mulheres têm as suas responsabilidades domésticas quanto aos bons costumes.
            “[...] Mulheres [...] sejam sérias [...]”, Tt.2.3, isso é próprio para a idade avançada.
            “[...] Mulheres [...] sejam sérias [...]”, Tt.2.3 no sentido de viver uma vida de santidade pela dedicação a Deus.
            “[...] Mulheres idosas [...] sejam sérias em seu proceder [...]”, Tt.2.3 se comportando como servas do Senhor Jesus, em seu modo de orar, ler a Bíblia e cantar ao Senhor.
            Ah! As “[...] mulheres [...] (precisam deixar a) calunia [...]”, Tt.2.3.
            Esse é um típico pecado feminino, em que se deleitam em provocar a queda de outrem.
            É mentir afirmando que alguém cometeu um pecado ou uma ação criminosa.
            “[...] Mulheres (novas e) idosas [...] não (sejam) escravas (do) vinho [...]”, Tt.2.3.
            Fica o alerta: o alcoolismo é um problema sério na sociedade e a Igreja não está isenta desse mal.
            Abster-se totalmente do vinho é o melhor método a ser seguido para evitar contendas, acidentes, a morte física e espiritual.
            “[...] Mulheres [...] não (sejam) escravas [...]”, Tt.2.3 de hábitos detestáveis, até mesmo quando não há dependência física.
            Saiba disso: em todos os hábitos, bons ou maus, se cria certa dependência mental.
            Mulheres [...]
2 – Sejam mestras.
            “[...] Mulheres [...]”, Tt.2.3 comecem a ensinar coisas de valor, boas, da sã doutrina, da correta conduta cristã.
            “[...] Mulheres [...] sejam [...] mestras do bem”, Tt.2.3 evitando as fofocas, a lamúria, o falar mal do marido, dos filhos, da casa, do trabalho.
            “[...] Mulheres [...] sejam [...] mestras [...]”, Tt.2.3 para ensinar a bondade, o amor, a perseverança, a dedicação.
            “[...] Mulheres [...] sejam [...] mestras do bem, a fim de instruírem as jovens recém-casadas [...]”, Tt.2.3,4.
            “[...] Mulheres [...] sejam [...] mestras [...]”, Tt.2.3; dê instrução com respeito às responsabilidades da vida doméstica – lavar, passar, cozinhar, administrar, atender ao marido.
            “[...] Sejam [...] mestras [...]”, Tt.2.3 no comportamento decente e na sua maneira de sentar, de vestir, de falar, de andar, de conversar.
            Instrua a sua filha, a sua neta a se desviar de homens mal intencionados.
            “[...] Mulheres [...] sejam [...] mestras [...]”, Tt.2.3 para encorajar a sua filha a ter bom juízo e procurar como procura a agulha no palheiro o seu futuro esposo.
            “[...] Mulheres [...] instrui (doutrina, ensina, leciona, educa) as jovens recém-casadas a amarem ao marido e a seus filhos”, Tt.2.3,4.
            Deve ensinar porque as mais jovens não sabem que muitos maridos são brutos, ignorantes, atrevidos, nojentos, adúlteros, mentirosos, fanfarrões.
            “[...] Seja [...] mestra [...]”, Tt.2.3 para livrar a sua filha de um beberão, vagabundo, sem instrução, sodomita enquanto ela não assinar o termo de casamento religioso com efeito civil.
            Instrua! Porque depois a sua filha terá que “[...] amar ao marido e a seus filhos”, Tt.2.4 para evitar o adultério.
            O lar, o marido e os filhos precisam ser o centro dos interesses da mulher cristã.
            “[...] Seja [...] mestra [...]”, Tt.2.3, porque somente o amor pode formar um lar feliz, de outro modo haverá apenas uma moradia onde as pessoas se encontram para descansar.
            Lembre-se! Todos os criminosos têm um lar onde impera o ódio e a dissensão.
            “[...] Mulher (como instrumento de Deus) [...]”, Tt.2.3, busque um lar melhor que o seu para a sua filha!
            “[...] Mulher [...] (ensine) [...]”, Tt.2.3 a sua filha a “a ser sensata [...]”, Tt.2.5.
            Isso fala de sobriedade, lucidez, temperança, discrição (esperteza).
            “[...] Mulher [...] (ensine) [...]”, Tt.2.3 “a jovem recém-casada [...] a ser [...] honesta [...]”, Tt.2.4,5 consigo mesma na lealdade, fidelidade para com o seu marido e com os seus negócios.
            Mostre para ela que o alto padrão moral ainda prevalece em nossos dias.
            “[...] Mulher [...] (eduque) [...] a jovem recém-casada a ser uma boa dona de casa”, Tt.2.3-5 em todos os afazeres, pois se não souber fazer, não sabe ensinar.
            Não esqueça “[...] de instruir [...] a jovem recém-casada [...] a ser bondosa [...]”, Tt.2.3-5.
            É dizer não à violência, ao gênio mau, a não ficar emburrada por qualquer motivo.
            E o mais excelente ensino você não pode deixar de transmitir para a “[...] jovem recém-casada [...] (ser) sujeita ao marido [...]”, Tt.2.5.
            Estar debaixo da lei de seu marido, da proteção, da responsabilidade, até mesmo do marido incrédulo.
            Mulher que surpreende [...]
Conclusão:     A sua seriedade, santidade, devoção e a sua maestria, educação, ensino, doutrina, tem um propósito traçado por Deus: “[...] Para que a palavra de Deus não seja difamada”, Tt.2.5.
            Para que ninguém fale mal da Palavra de Deus.
            Para que ninguém ofenda, injurie, difame o nosso Deus.
            Essa é a responsabilidade da “[...] mulher [...]”, Tt.2.3 que surpreende.


            Rev. Salvador P. Santana

sábado, 11 de abril de 2015

CUIDADO DE DEUS

CUIDADO DE DEUS
            Um gavião nas alturas e um pardal beirando as árvores e os telhados , voavam tranquilamente. Espera ai! Um dos dois não estava tão sossegado assim.
            A história é que o gavião fazia os seus rasantes com o intuito de, com as suas garras, alçar até no penhasco os filhotes do pardal para alimentar as suas pequenas e habilidosas aves crescidas, que de tão grandes que estavam, só faltava-lhes ter as mesmas habilidades daqueles que lhes buscavam o alimento diário.
            O pardal mais que depressa procurava por todos os meios livrar os seus pequeninos.  Alimentava os seus filhotes descendo ao chão para apanhar as sementes e as migalhas deixadas pelos homens ou nas devidas plantações dos agricultores.
            Verdade é que cada um dos dois tem a plena certeza que mais cedo ou mais tarde o alimento estará posto, como que dizer, à mesa ou ao bico.
            A primeira investida do pardal foi bem sucedida, encontrou alimento e os trouxe para o seu ninho. O gavião deixou escapar a primeira, a segunda e a terceira tentativa, mas na quarta vez não ficou decepcionado, acertou o alvo, segurou bem firme a sua presa com as suas garras potentes e foi às alturas alimentar o seu filhote.
            Os homens não são como os pássaros no aspecto de esperar o alimento diário. As aves não são racionais, os homens sim. O homem não tem necessidade de andar preocupado com o dia de amanhã, em especial quanto a respeito do vestuário e do alimento cotidiano.
            A esse respeito Jesus adverte: “Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes?” (Mt 6.25).
            Que fique bem gravado em sua mente que a sua “[...] vida (vale) mais do que o alimento, e o (seu) corpo, (vale) mais do que as vestes [...]” (Mt 6.25).
            Deus tem um grande cuidado de toda a sua criação, em especial, do homem criado “[...] à sua imagem, à imagem de Deus [...]” (Gn 1.27). E , o criador de todas as coisas nunca deixou um de seus servos passarem necessidade de pão ou veste.
            Faça uma análise a respeito do crescimento da população. Hoje, o mundo conta com mais ou menos sete bilhões de habitantes e até o momento nenhum servo de Jesus pôde dizer que ficou completamente sem o alimento dentro de casa, pelo contrário, sempre Deus supre o necessário para os seus.
            O rei Davi teve essa experiência e registrou para que todos possam comprovar e experimentar dessa bondade de Deus ao dizer: “Fui moço e já, agora, sou velho, porém jamais vi o justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão” (Sl 37.25).
            Você pode dizer com todas as letras: “[...] Deus tem cuidado de nós”, 1Pe.5.7 ou você não acredita nesta Santa Palavra?
                                                                       Rev. Salvador P. Santana


O QUE FAZEMOS DIANTE DE DEUS, Tt.1.15,16.


O QUE FAZEMOS DIANTE DE DEUS
Tt.1.15,16

Introd.:           O testemunho de um crente vale mais que muitos cristãos tagarela.
Nar.:   Paulo, seguindo as instruções de Jesus, alerta Tito sobre os “[...] falsos cristos e falsos profetas (que) surgirão operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos”, Mt.24.24.
Propos.:          O desejo de Paulo é que falemos menos e demostremos mais em atos de dedicação a Deus.
Trans.:           O que você faz [...]
I – É puro diante de Deus?
            Todos nós, só conseguimos “[...] ser puro [...]”, Tt.1.15 pelo poder transformador do Espírito Santo.
            Essa “[...] pureza (precisa ser em) todas as coisas [...]”, Tt.1.15.
            Ao falar sobre “todas as coisas [...]”, Tt.1.15, nada pode escapar – vida espiritual imaculada, vida física decente, vida conjugal em respeito, vida financeira controlada, vida sentimental em inteira dedicação e espera em Deus.
            Esse servo “[...] puro [...]”, Tt.1.15 tem o seu coração voltado para Deus.
            “[...] As coisas [...] puras [...]”, Tt.1.15 afasta o filho de Deus das práticas pecaminosas.
            O homem “[...] puro [...]”, Tt.1.15  permite Jesus purificar o seu coração de todas as obras malignas.
            Busque “[...] as coisas [...] puras [...]”, Tt.1.15 para a vida exterior e interior.
            O que fazemos [...]
II – Não pode corromper.
            Já ouvimos falar muito sobre corrupção no Brasil.
            Devemos agir na “[...] pureza (porque) para os impuros e descrentes, nada é puro [...]”, Tt.1.15, tudo é lícito, tudo pode, nada é proibido.
            A verdade é que “[...] a mente (o lugar onde se alojo o pensamento, a reflexão e a lembrança dos) impuros e descrentes [...] estão corrompidos”, Tt.1.15.
            Devemos saber que todos “[...] os impuros e descrentes [...] (tem) a consciência (que diferencia o que é moralmente bom e mal) [...]”, Tt.1.15, escolhem sempre o que é perigoso à sua alma.
            E o pior: “[...] impuros e descrentes [...] estão corrompidos (manchado, poluído, sujo com o pecado)”, Tt.1.15.
            Nenhum de nós tem a liberdade para se “[...] corromper”, Tt.1.15 diante deste mundo e de Deus.
            Faça o que é reto para glorificar ao Pai celeste.
            Busque o arrependimento, a lamentação e procure viver de acordo com os padrões bíblicos.
            Tudo o que eu faço [...]
III – Precisa da aprovação de Deus.
            “No tocante a Deus [...]”, Tt.1.16, o que fazemos, podemos contar com a aprovação dEle?
            O que acontece é que, “no tocante a Deus, (muitos) professam conhecê-lo [...]”, Tt.1.16, mas a vida não condiz, a farsa é aparente e não tem como esconder.
            Muitos são “[...] como (os) hipócritas [...] (que) honra (a) Deus com os lábios, mas o seu coração está longe de dEle”, Mc.7.6.
            O modo de agir é “[...] negando (a) Deus por suas obras [...]”, Tt.1.16, atitudes que trazem vergonha ao nome do Pai celeste e a igreja de Jesus Cristo.
            Precisamos “manter exemplar o nosso procedimento no meio dos [...] (incrédulos), para que, naquilo que falam contra nós outros como de malfeitores, observando-nos em nossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação”, 1Pe.2.12.
            O que faço [...]
Conclusão:      Não pode:
            Demonstrar “[...] que (eu) sou abominável (reprovado, nojento, maldito, detestável diante de Deus) [...]”, Tt.1.16.
            O que faço neste mundo não pode ser [...]
            Em “[...] desobediência (não persuasível, não submisso, obstinado diante das ordens de Deus) [...]”, Tt.1.16.
            O que fazemos jamais pode ser [...]
            “[...] Reprovado (usado para metais e moedas que passam pelo fogo para serem aprovados, em nosso caso, pelo próprio Deus) [...]”, Tt.1.16.
            Tudo o que fazemos neste mundo deve ser “[...] para toda boa obra”, Tt.1.16 a fim de que, “[...] brilhe também a nossa luz diante dos homens, para que vejam as nossas boas obras e glorifiquem a nosso Pai que está nos céus”, Mt.5.16.


            Rev. Salvador P. Santana

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Is.57.15 - QUEM É O DEUS DE ISAÍAS.



 
QUEM É O DEUS DE ISAÍAS? Is.57.15.

Introd.:           Existem diferentes maneiras de estudar a Bíblia.
            Podemos selecionar um trecho específico e tentar entendê-lo à luz de seu contexto, ou podemos escolher um assunto e estudar o que fala a Bíblia toda, ou um trecho dele, fala sobre o tema escolhido.
            Esse segundo método é o que escolhemos para nossa primeira lição sobre o livro de Isaías.
            Nesta lição veremos o que o livro de Isaías nos ensina a respeito de Deus.
            O conceito que temos de Deus determina o que pensamos sobre nós mesmos, como agimos no mundo e como nos relacionamos com as pessoas e com o próprio Deus.
            O Deus de Isaías é [...]
I – O Deus santo e santificador.
            O Deus de Isaías “[...] tem o nome de Santo [...] (e pode) vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos (arrependido, triste por ter ofendido um amigo)”, Is.57.15.
            O profeta Isaías menciona mais de 50 vezes o nome “santo” ou “santidade”, isto nos prova que a “[...] Santidade [...]”, Is.57.15 é o atributo divino mais enfatizado nesse livro.
            Assim como Isaías, devemos servir e reconhecer Deus como “[...] o SENHOR dos Exércitos (que vence todas as batalhas) [...] Deus, o Santo [...]”, Is.5.16 em contraste com nós, que somos pecadores.
            Até mesmo entre aqueles que não reconhecem Deus “[...] dizem: Apresse-se Deus, leve a cabo a sua obra, para que a vejamos (certa incredulidade); aproxime-se, manifeste-se o conselho do Santo de Israel, para que o conheçamos”, Is.5.19.
            Para aqueles “[...] rejeitaram a lei do SENHOR dos Exércitos e desprezaram a palavra do Santo de Israel (será para eles) [...] como a língua de fogo consome o restolho, e a erva seca se desfaz pela chama, assim será a sua raiz como podridão, e a sua flor se esvaecerá como pó [...]”, Is.5.24.
            A definição teológica fala que a santidade “é a perfeição de Deus, em virtude da qual ele eternamente quer manter e mantém a sua excelência moral, aborrece o pecado, e exige pureza moral em suas criaturas” – (Teologia sistemática, Louis Berkhof, p. 76).
            Deus se revelou ao profeta Isaías de maneira muito especial.
            Assim como “[...] Isaías viu o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono (nós também podemos vê-lo em nosso coração a ponto de) [...] encher (esse) templo”, Is.6.1.
            Todo aquele que tem Cristo Jesus em seu coração pode “[...] clamar [...] dizendo: Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória”, Is.6.3.
            Assim como os “serafins (seres angelicais) [...] cobriam o rosto [...]”, Is.6.2 diante de um Deus perfeito em santidade, também nós, “[...] perdidos [...] sendo homens de lábios impuros, habitando no meio de um povo de impuros lábios, (ainda assim) [...] os nossos olhos veem o Rei, o SENHOR dos Exércitos!”, Is.6.5.
            Não conseguimos achegar a Deus com a nossa própria vontade ou força.
            Como Deus deseja um povo santo, Ele próprio envia “[...] um dos serafins voando para mim, trazendo na mão uma brasa viva (para queimar as nossas impurezas) [...]”, Is.6.6.
            É digno de nota que, “com a brasa toca a minha boca e [...] a nossa iniquidade (culpa) foi tirada, e perdoado, o nosso pecado”, Is.6.7.
            Foi logo “depois (de Isaías) [...] ouvir a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse ele (e nós também podemos): eis-me aqui, envia-me a mim”, Is.6.8 para pregar o evangelho.
            A nossa pregação muitas vezes tem que ser como a de Isaías, de acusação e endurecimento, pois a ordem de Deus é “[...] : Vai e dize a este povo: Ouvi, ouvi e não entendais; vede, vede, mas não percebais”, Is.6.9.
            Esse tipo de mensagem é para “tornar insensível o coração (do) [...] povo, endurecendo-lhe os ouvidos e fechando-lhe os olhos, para que não venham [...] a ver com os olhos, a ouvir com os ouvidos e a entender com o coração, e se convertam, e sejam salvos”, Is.6.10.
            Daí, podemos perguntar como Isaías: “[...] até quando, Senhor? Ele responde: Até que sejam desoladas (destruídas) as cidades e fiquem sem habitantes, as casas fiquem sem moradores, e a terra seja de todo assolada (arruinada, estragada)”, Is.6.11.
            Então, o desejo do “[...] SENHOR (é de) afastar (da cidade) [...] os homens, e no meio da terra seja grande o desamparo”, Is.6.12 por não terem dado crédito à Palavra de Deus.
            O objetivo das mensagens duras e da destruição é a santificação do povo de Deus.
            Mesmo que “[...] ainda fique a décima parte (da cidade) [...] tornará a ser destruída. Como terebinto e como carvalho, dos quais, depois de derribados, ainda fica o toco, assim a santa semente é o seu toco”, Is.6.13 que glorificará a Deus.
            Isaías fala que o seu ministério era prestado a um Deus santo, que exigia que o vocacionado fosse santo para formar um povo santo para Deus.
            O preparo de um povo santo é o desejo de Deus, portanto, o desenrolar do livro de Isaías é com esse intuito.
            A lição de Isaías é que possamos pregar tragédias e castigos ao invés de curas e milagres a um povo impuro, visando que pelo menos “[...] os restantes [...] os que ficarem (na igreja) [...] sejam chamados santos; todos os que estão inscritos [...] para a vida”, Is.4.3.
            A santificação vai acontecer quando houver “[...] conversão [...]”, Is.30.15, daí, “[...] o SENHOR [...] nos redimirá (resgata) [...] por amor de nós, enviará inimigos contra (os nossos inimigos) [...]”, Is.43.14.
            Ora, como é o próprio Deus, “[...] o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo [...]”, Is.57.15, pode nos e “nos chamar (de) Povo Santo, Remidos-Do-SENHOR [...]”, Is.62.12.
            No livro de Isaías encontramos também [...]
2 – O Deus soberano.
            Podemos contar com um Deus soberano em todas as épocas.
            “No ano da morte do rei Uzias (um dos melhores reis de Israel, o trono ficou vazio, mas) [...] Isaías viu o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono (comandando Israel a ponto de) [...] encher o templo (o meu e o seu coração). E (esse) [...] SENHOR dos Exércitos é Santo, santo, santo [...] toda a terra está cheia da sua glória (honra, louvor, majestade)”, Is.6.1,3.
            Esse mesmo Deus é soberano sobre todas as nações. Ninguém escapa ao Seu comando.
            Foi o próprio “[...] SENHOR (que) suscitou contra Israel (eu e você) os adversários [...] e instiga os inimigos. Do Oriente vêm [...] do Ocidente [...] e (nos) devora [...] com tudo isto, não se aparta a sua ira, e a mão dele continua ainda estendida”, Is.9.11,12 para nos corrigir.
            Para restaurar, também é o próprio “Deus (que) irá adiante de nós, endireitando os caminhos tortuosos, quebrando as portas de bronze e despedaçando as trancas de ferro; dando-nos os tesouros escondidos e as riquezas encobertas, para que saibamos que Deus é o SENHOR [...] que nos chama pelo [...] nome”, Is.45.2,3.
            Todos nós podemos ter a certeza, “porque o SENHOR é o nosso juiz, o SENHOR é o nosso legislador, o SENHOR é o nosso Rei; ele nos salvará”, Is.33.22.
            O Deus soberano que servimos é aquele que “[...] na concha de sua mão mediu as águas e tomou a medida dos céus a palmos [...] (Ele) recolheu na terça parte de um efa (17,5 l) o pó da terra e pesou os montes em romana (balança) e os outeiros em balança de precisão [...] Ele guiou o Espírito do SENHOR [...] como seu conselheiro, o ensinou [...] (sendo esse o nosso Deus) com quem ele tomou conselho, para que lhe desse compreensão? Quem o instruiu na vereda do juízo, e lhe ensinou sabedoria, e lhe mostrou o caminho de entendimento?”, Is.40.12-14.
            A verdade é que, diante da soberania de Deus “[...] as nações são consideradas por ele como um pingo que cai de um balde e como um grão de pó na balança; as ilhas são como pó fino que se levanta. Todas as nações são perante ele como coisa que não é nada; ele as considera menos do que nada, como um vácuo”, Is.40.15,17.
            Como temos um Deus grande e soberano, “nem todo o Líbano basta para queimar, nem os seus animais, para um holocausto”, Is.40.16 e muito menos qualquer ato que fazemos é suficiente para fazer um sacrifício à altura do Senhor.
            O Deus soberano é o “[...] Deus (que não pode ser) comparado [...] (não existe) coisa semelhante que (possa) confrontá-Lo [...] a quem, pois, (podemos) [...] comparar para que [...] seja igual (a) Deus? — diz o Santo”, Is.40.18,25.
            Podemos ficar tranquilos, pois, “[...] o SENHOR [...] (é o) Rei de Israel, nosso Redentor, o SENHOR dos Exércitos [...] o primeiro e [...] o último [...] (então) não (fique) [...] assombrado, nem tema [...] (porque não) há outro Deus além de Deus [...] não há outra Rocha que eu conheça”, Is.44.6,8.
            O Deus que temos é Aquele “[...] que as primeiras predições (que fez) já se cumpriram, e novas coisas Deus nos anuncia; e, antes que sucedam, Ele no-las fará ouvir”, Is.42.9.
            Um exemplo de profecia anunciada que se cumpriu 700 depois foi a respeito de “[...] um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”, Is.9.6.
            O Deus soberano nos mostra [...]
III – A loucura da idolatria.
            Os capítulos 40-41 faz uma descrição dos atributos de Deus, mas também encontramos as características dos ídolos que são antagônicos a tudo o que é falado a respeito de Deus, sua santidade, majestade e poder, os ídolos são obra das mãos de homens.
            “[...] Os ídolos são postos sobre os animais, sobre as bestas; as cargas que costumam levar são canseira para as bestas já cansadas”, Is.46.1.
            Isaías zomba dos ídolos ao dizer que “o artífice funde a imagem, e o ourives a cobre de ouro e cadeias de prata forja para ela. O sacerdote idólatra escolhe madeira que não se corrompe e busca um artífice perito para assentar uma imagem esculpida que não oscile”, Is.40.19,20.
            O pior dos ídolos é que eles são carregados “sobre os ombros [...] levam-no e o põem no seu lugar, e aí ele fica; do seu lugar não se move; recorrem a ele, mas nenhuma resposta ele dá e a ninguém livra da sua tribulação”, Is.46.7.
            Diferentemente dos ídolos, “até à nossa velhice, Deus será o mesmo e, ainda até às cãs, Deus nos carregará; já o tem feito; levar-nos-á, pois, carregar-nos-á e nos salvará”, Is.46.4.
            Cada um de nós que crê em Deus, devemos “lembrar-se das coisas passadas da antiguidade: que Deus é Deus, e não há outro, Ele é Deus, e não há outro semelhante a Ele”, Is.46.9.
            Esse nosso Deus [...]
IV – Habita também com o contrito e abatido de espírito.
            O texto base fala que, apesar de Deus ser “[...] Alto [...] Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar [...] (ainda assim Ele) habita também com o contrito e abatido (humilde) de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos (arrependido)”, Is.57.15 que tem a oportunidade de comunhão com Deus.
            O livro de Isaías foi escrito em torno de 739 a.C., o contexto pressupõe que a punição de Deus por meio do exílio já aconteceu, e que Deus agora está restaurando seu povo.
            Deus, então, fala, no verso 16, que, se desejasse, “[...] contenderia para sempre (com o seu povo, mas), Deus (não se) [...] indignou continuamente; porque, do contrário, o espírito definharia diante de dEle, e o fôlego da vida, que Ele criou”, Is.57.16.
            A ação de Deus em favor do seu povo é que Ele “tem visto os nossos caminhos e o sara; também o guia e nos torna a dar consolação [...] (então, Ele) cria a paz, paz para os que estão longe e para os que estão perto [...] mas os perversos são como o mar agitado, que não se pode aquietar, cujas águas lançam de si lama e lodo. Para os perversos, diz o meu Deus, não há paz”, Is.57.18-21.
            O nosso Deus é [...]
V – O Deus que é digno de louvor.
            O livro de Isaías pode ser resumido assim:
            1 – O Deus da aliança escolheu um povo;
            2 – Este povo está vivendo em pecado;
            3 – Deus pune Israel por meio dos assírios e adverte Judá;
            4 – Deus anuncia punição a Judá por meio dos babilônios;
            5 – Deus anuncia punição para todos os povos;
            6 – Deus promete a vinda do Messias;
            7 – Deus promete restauração futura e completa para aqueles que se arrependerem, inclusive pessoas de outras nações.
            Através do livro de Isaías, Deus se revela um Deus santo, grande e poderoso, e também misericordioso e gracioso.
            Esse Deus é digno de todo louvor porque “[...] o Senhor tornará a estender a mão para resgatar o restante do seu povo [...]”, Is.11.11.
Conclusão:      Deus, além de santo e santificador é soberano.
            É por este motivo que os ídolos nada são.
            Então, cada um de nós precisa louvar a Deus por aquilo que Ele é e faz em nosso favor.
Aplicação:       Ora, se Deus é “[...] Alto [...] Sublime [...] habita a eternidade [...] (e) tem o nome de Santo [...]”, Is.57.15; até quanto você acredita nessa verdade?
            O texto fala que Deus “[...] habita com o contrito (arrependido) e abatido (tristeza) de espírito [...]”, Is.57.15.
            A sua vida é caracterizada pelo arrependimento e tristeza por ter pecado contra Deus?
            Pensa bem: Se Deus “[...] vivifica o espírito dos abatidos (triste) e vivifica o coração dos contritos (arrependido)”, Is.57.15, o que você tem feito para andar na presença de Deus?
            Faça da sua vida uma verdadeira expressão de louvor a Deus.



            Adaptado pelo Rev. Salvador P. Santana para Estudo – Expressão – CCC – Rev. João Paulo Thomaz de Aquino.

sábado, 4 de abril de 2015

A RESSURREIÇÃO DE JESUS

A RESSURREIÇÃO DE JESUS
            Vários foram os acontecimentos que explodiram antes, durante e depois da ressurreição de Jesus Cristo. Um em especial, antes da ressurreição, chamou atenção não só da classe religiosa, mas também das autoridades estrangeiras e judaicas, dos discípulos de Jesus, do povo em geral e da comunidade carcerária. Como não existia jornal e nem telejornal naquela época, o assunto chegou aos ouvidos dos interessados através do boca a boca.  
            No segundo dia do sepultamento do corpo de Jesus, ajuntou-se em comum acordo “[...] os principais sacerdotes e os fariseus e [...] Pilatos” (Mt 27.62) com a única finalidade: “Ordenar, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até ao terceiro dia, para não suceder que, vindo os discípulos, o roubem e depois digam ao povo: Ressuscitou dos mortos; e será o último embuste pior que o primeiro” (Mt 27.64).
            A conversa era para ficar em sigilo, mas como não existe nada neste mundo que fique em oculto aos olhos de Deus, mesmo “porque (Deus) perscruta até as extremidades da terra, vê tudo o que há debaixo dos céus” (Jó 28.24). Por causa desse poder de Deus, essa grande verdade ficou acessível a quem desejar conhecer as maravilhas operadas naquele dia.
            Em nenhuma parte deste mundo se tem ouvido falar sobre a “ordem [...] (de) guardar (algum) sepulcro [...] com segurança [...]” (Mt 27.64) a menos que no jazido, junto ao defunto, tenha sido colocada uma grande soma de dinheiro. Todos sabem que isso é impossível; seria o convite a um grande assalto.
            Essa ordem não foi à toa. Deus, com isso, desejou calar a boca dos incrédulos da época e dos atuais. Toda aquela segurança como também “[...] a grande pedra rolada para a entrada do sepulcro [...]” (Mt 27.60) não reteve o poder maravilhoso de Deus de “[...] ressuscitar a Jesus, como tinha dito [...]” (Mt 28.6). Aleluia! Essa segurança foi a prova incontestável da ressurreição de Jesus, ninguém pôde até hoje dizer o contrário.
            Note bem que essa segurança aconteceu “[...] até ao terceiro dia [...]” (Mt 27.64). Essa expressão é outra prova da ressurreição porque “[...] Jesus Cristo [...] (já havia dito para os seus) discípulos que [...] era necessário [...] sofrer muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitado no terceiro dia” (Mt 16.21). Dito e feito! Tudo foi cumprido.
            O texto é bem claro ao dizer que, “[...] o sepulcro (foi) guardado com segurança até ao terceiro dia [...]” (Mt 27.64) logo, toda e qualquer possibilidade de tentativa de “[...] vir os discípulos (e) roubarem (o corpo de Jesus) [...]” (Mt 27.64) seria impossível. Foi impraticável o roubo do corpo de Jesus pelo simples motivo da escolta montada. Imediatamente o governador “[...] Pilatos [...] (cedeu-lhes) uma escolta [...]” (Mt 27.65).
            Cada escolta contava com quatro soldados, sendo assim, cada soldado ou de dois em dois ficavam de prontidão, e a cada três horas era substituído. Nem discípulo ou outro forasteiro qualquer tinha permissão para se aproximar, muito menos roubar, caso acontecesse, o guarda responderia com a própria vida.     
            Muitos  hoje, assim como as autoridades do tempo de Jesus, continuam afirmando que “[...] o último embuste (mentira) será pior que o primeiro (Jesus histórico, divino/humano)” (Mt 27.64). O que prevaleceu naqueles dias e nos séculos seguintes é que “[...] (o) povo (continua) dizendo: (Jesus) Ressuscitou dos mortos [...]” (Mt 27.64).
            A ressurreição de Jesus é o que interessa a igreja de hoje.
Rev. Salvador P. Santana


SERVO OBEDIENTE, Tt.2.9,10.

SERVO OBEDIENTE
Tt.2.9,10

Introd.:           O trabalhador brasileiro não é exemplo de servo obediente – chega atrasado, faz de tudo para ficar encostado pelo Inss, seguro desemprego, de última hora procura um substituto, quando é despedido leva o patrão na justiça, exige salário e não gosta de ser cobrado.     
Nar.:   Paulo escreve a Tito seu amigo e filho na fé instruindo-o a exortar os trabalhadores da época a serem obedientes – é sinal de que eles também sabiam enrolar.
Propos.:          O cristão precisa desenvolver o seu trabalho para honrar e glorificar o nome de Jesus Cristo.
Trans.:           Cada um de nós precisa ser servo obediente [...]
1 – Ao seu Senhor,
            Ser obediente ao Senhor tem duplo sentido – deve ser obediente ao patrão e ao Deus verdadeiro.
            Paulo já havia instruído aos “[...] homens idosos, que (deviam) ser temperantes (não exagerado) [...]”, Tt.2.2.
            “[...] Às mulheres idosas [...] (que) sejam sérias em seu proceder [...]”, Tt.2.3.
            “[...] Aos moços [...] que [...] sejam criteriosos (norma para julgar)”, Tt.2.6.
            Ele inicia o texto como se alguém o perguntasse: “Quanto aos servos (?) [...]”, Tt.2.9.
            Pode ser o empregado assalariado, o escravo, esse sem qualquer direito pessoal ou a pessoa que presta culto e obedece a Deus.
            Seja quem for, o “[...] servo (tem) que ser, em tudo, obediente [...]”, Tt.2.9.
            Se for empregado deve ser pontual, honesto, trabalhador.
            Sendo escravo, a sua obrigação por natureza é obedecer – era criado para isso.
            Aquele que presta culto a Deus deve “[...] andar no temor do SENHOR, com fidelidade e inteireza de coração”, 2Cr.19.9.
            Obediência é a primeira qualidade de um escravo.
            Um servo que não obedece “[...] ao seu senhor [...]”, Tt.2.9 não é digno de merecer um trabalho.
            Um escravo estava sujeito exclusivamente ao senhor que sobre ele tinha direito legal mediante compra.
            Sendo Cristo o nosso Senhor, ele nos “[...] comprou com o seu próprio sangue”, At.20.28.
            Jesus espera a nossa total dedicação à sua Pessoa, mesmo porque, “[...] o nosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em nós, o qual temos da parte de Deus, e que não somos de nós mesmos [...] porque fomos comprados por preço. Agora, pois, glorificamos a Deus no nosso corpo”, 1Co.6.19,20.
            A finalidade dessa obediência a Jesus é “[...] dar-Lhe motivo de satisfação [...]”, Tt.2.9.
            Ser agradável, aceitável a Deus, ainda que você não receba nada neste mundo.
            Ainda que receba uma missão difícil e desagradável, é esperado de cada um de nós a completa “[...] obediência ao seu senhor [...]”, Tt.2.9.
            O servo obediente precisa da boa qualidade: “[...] não (ser) [...] respondão”, Tt.2.9.
            O servo obediente não fala contra, não contradiz, não se opõe, não rejeita, não faz oposição contra o seu senhor, não defende os seus direitos, não recusa cumprir algum trabalho ou dever conforme o ensino de Pedro de que os “servos [...] (devem) ser submissos, com todo o temor ao (seu) [...] senhor, não somente se for bom e cordato (compreensível), mas também ao perverso”, 1Pe.2.18.
            Lembre-se! Você como servo de Deus é um servo obediente que [...]
2 – Prova a fidelidade.
            Paulo já havia dito sobre “[...] o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel”, 1Co.4.2.
            Mais uma vez ele ela fala que os servos “não furtem [...]”, Tt.2.10, não separando para si ilegalmente o que é do outro.
            Você pode raciocinar: o patrão é rico, o meu salário é baixo, mereço esse pequeno benefício adquirido pelo furto.
            Outros adquirem diplomas mediante a cola do que através do estudo diligente e honesto.
            Muitos abandonam a honestidade e eles se tornam escravos do autointeresse.
            Você é crente? Aja diferente até mesmo debaixo de circunstancias mais difíceis, “[...] dando prova [...]”, Tt.2.10.
            Mostra, não seja apanhado em atos desonestos, mas “[...] dêem prova de toda a fidelidade [...]”, Tt.2.10 a Deus, principalmente.
            Ao falar de toda fidelidade, se fala de fé, confiança, garantia.
            Prova a sua lealdade para com seu senhor em todas as suas ações ao invés de dar motivo de suspeita de furto.
            A fidelidade tem o objetivo “[...] de ornar (decorar, adornar, enfeitar, o seu local de trabalho) [...]”, Tt.2.10.
            Torne atraente o reino de Deus.
            Reflita positivamente o evangelho.
            Essa beleza será mostrada ao patrão bom e ao perverso, ao chefe enjoado, brigão e ao funcionário que deseja tomar o seu lugar.
            Veja bem: “[...] em todas as coisas [...]”, Tt.2.10 não podemos furtar nem mesmo uma agulha.
            Qual é a finalidade de eu e você serem fieis?
Conclusão:     Mostrar a graça e o poder da doutrina.
            O crente fiel mostra que “[...] a doutrina (ensino) de Deus [...]”, Tt.2.10 mudou a sua vida.
            Demonstra que a instrução que ele recebeu na Palavra de Deus, fez dele um servo obediente a Deus.
            O servo obediente mostra a graça e o poder da doutrina quando aceita, crê e obedece ao “[...] nosso Salvador”, Tt.2.10.
            Ele mostra com a vida prática que se converteu e vive para Deus em Cristo Jesus como servo obediente.


            Rev. Salvador P. Santana