quarta-feira, 18 de junho de 2014

O SENTIDO DA VIDA, Ec.11.7-12.14.



O SENTIDO DA VIDA, Ec.11.7-12.14.

            Eclesiastes é um texto difícil, diferente de todos os outros livros bíblicos.
            A exposição do livro apresenta a vida de maneira por demais realista.
            Eclesiastes é uma reflexão sobre o sentido da vida.
            “O Pregador, além de sábio, ainda ensinou ao povo o conhecimento; e, atentando e esquadrinhando, compôs muitos provérbios”, Ec.12.9, sem rodeios, para nos mostrar como devemos viver neste mundo.
            Além disso, “o pregador procurou achar palavras agradáveis (trazer aos nossos ouvidos aquilo que Deus deseja; tanto é que ele) [...] escreve com retidão palavras de verdade (doutrina)”, Ec.12.10.
            Como a verdade está de acordo com a doutrina bíblica, “as palavras dos sábios são como aguilhões (ferrão para guiar as ovelhas), e como pregos bem fixados (não pende) as sentenças (declaração de pena imposta por um juiz) coligidas (proprietário, senhor), dadas pelo único Pastor (Jesus Cristo)”, Ec.12.11.
            Aparentemente a vida não tem propósito, pois “geração vai e geração vem; mas a terra permanece para sempre (para receber outros depois de nós, mas é preciso saber que chegará o fim)”, Ec.1.4.
            O sentido da vida fala que “ainda veremos debaixo do sol que não é dos ligeiros o prêmio, nem dos valentes, a vitória, nem tampouco dos sábios, o pão, nem ainda dos prudentes (discernir), a riqueza, nem dos inteligentes, o favor; porém tudo depende do tempo (futuro contínuo) e do acaso (alcançar o alvo)”, Ec.9.11.
            Além de todas essas coisas que acontecem, “tudo sucede igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo e ao perverso; ao bom, ao puro e ao impuro; tanto ao que sacrifica como ao que não sacrifica; ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme o juramento”, Ec.9.2, ou seja, ninguém escapa das agonias da vida.
            Assim como Salomão, todos nós continuamos a “ver tudo isto nos dias da nossa vaidade: há justo que perece na sua justiça, e há perverso que prolonga os seus dias na sua perversidade”, Ec.7.15 até o dia de se encontrar com o Senhor da vida.
            Pode ser por este motivo que o rei fala que “não há nenhum homem que tenha domínio sobre o vento para o reter; nem tampouco tem ele poder sobre o dia da morte; nem há tréguas nesta peleja; nem tampouco a perversidade livrará aquele que a ela se entrega”, Ec.8.8.
            Um sentimento de impotência invade a alma do Pregador quando percebe “[...] que no lugar do juízo (ato de Deus absolver ou condenar) reina a maldade (imoralidade, criminalidade no meio da sociedade) e no lugar da justiça (agir corretamente), maldade ainda”, Ec.3.16.
            Tanto Salomão quanto nós “veremos ainda todas as opressões que se fazem debaixo do sol: veremos as lágrimas dos que foram oprimidos, sem que ninguém os console; veremos a violência na mão dos opressores, sem que ninguém console os oprimidos (daqueles que tem poder, assaltante) [...]”, Ec.4.1.
            O mal crescerá a ponto de “se vermos em alguma província opressão de pobres e o roubo em lugar do direito e da justiça, não (podemos) [...] maravilhar de semelhante caso; porque o que está alto tem acima de si outro mais alto que o explora, e sobre estes há ainda outros mais elevados que também exploram”, Ec.5.8
            Eu e você ainda vamos encontrar “estes [...] males que há em tudo quanto se faz debaixo do sol [...]”, Ec.9.3.
            Se o texto fala que “[...] a todos sucede o mesmo (então eu e você estamos incluídos; não tem como escapar) [...]”, Ec.9.3.
            Mas é preciso saber “[...] também (que) o coração dos homens está cheio de maldade [...]”, Ec.9.3, eis o motivo de muitas tragédias em nossas vidas.
            Sabemos que nos homens maldosos “[...] há desvarios (desordem mental) enquanto vivem; depois, (todos os homens, sem escapar um, estará indo) rumo aos mortos”, Ec.9.3.
            É interessante saber disso, “porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento”, Ec.9.5.
            Mesmo sabendo dessa verdade, “ainda há outra vaidade sobre a terra: justos a quem sucede segundo as obras dos perversos, e perversos a quem sucede segundo as obras dos justos. (Salomão) diz que também isto é vaidade”, Ec.8.14.
            É assim, “então, (que continuamos a) contemplar toda a obra de Deus e vemos que o homem não pode compreender a obra que se faz debaixo do sol; por mais que trabalhe o homem para a descobrir, não a entenderá; e, ainda que diga o sábio que a virá a conhecer, nem por isso a poderá achar”, Ec.8.17.
            Nem Salomão, “assim como nós não sabemos qual o caminho do vento, nem como se formam os ossos no ventre da mulher grávida, assim também não sabemos as obras de Deus, que faz todas as coisas”, Ec.11.5 e porque acontecem todas essas maldades e bondades no mundo.
            Sabedor dessa verdade, “o pregador procurou achar palavras agradáveis (trazer aos nossos ouvidos aquilo que Deus deseja; tanto é que ele) [...] escreve com retidão palavras de verdade (com base do querer de Deus)”, Ec.12.10.
            Este estudo mostra o contraste entre a juventude e a velhice e que, portanto, precisamos aprender a viver melhor neste mundo.
Tópicos para reflexão.
1 – A beleza da juventude.
            Salomão começa apresentando a beleza da juventude.
            Ele declara que os dias da mocidade são “doce [...] luz [...] agradável aos olhos [...]”, Ec.11.7, cheios de “alegria [...] recreio [...] que satisfaz [...] (o) coração e agradam aos [...] olhos [...]”, Ec.11.9 e que também é a “[...] primavera (beleza, flores) da vida [...]”, Ec.11.10.
            Esses dias foram descritos pelo poeta mineiro Flávio Venturini, como “nossa linda juventude, páginas de um livro bom. Nesses dias, a vida é “doce [...] (e) agradável aos olhos [...]”, Ec.11.7 e que também, a “[...] juventude [...] (é tempo para) satisfazer ao [...] coração [...]”, Ec.11.9 das coisas que a vida oferece”.
            Mas, no decorrer da vida, é necessário “lembrar-se do nosso Criador nos dias da nossa mocidade [...]”, Ec.12.1.
            O teólogo evangélico equatoriano, Jorge Atiencia, fala que “lembrar-se do [...] Criador [...]”, Ec.12.1 “não é só contar com um assessor, confessor, mentor ou legislador; é contar com um “[...] Criador [...]”, Ec.12.1, com alguém que assegura que em meus dias de juventude haja criação, gênesis, projetos, utopias (civilização ideal), construção. Tudo que se faz terá como finalidade o criar; nessa perspectiva, estão demarcados a vocação, as energias, as amizades, o trabalho, a escolha do cônjuge, a opção política. Dessa maneira, colocam-se as bases para um futuro de alegria e contentamento. Que ao olhar para trás, adverte o autor, não te reproves de haver usado mal o tempo”.
            Não podemos pensar que Deus é um “estraga prazeres”; antes, deseja que seu povo aproveite os bens e os dons que ele mesmo criou para o desfrute dos homens e mulheres que ama.
            Salomão não ensina um liberalismo de costumes.
            É comum os jovens pensarem que, para aproveitar a vida, é preciso se entregar a excessos, e que tudo é permitido.
            O texto é claro ao dizer que o “jovem (deve se) alegrar [...] na sua juventude, e recrear o seu coração nos dias da sua mocidade; andar pelos caminhos que satisfazem ao seu coração e agradam aos seus olhos; (agora, uma advertência:) sabe, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá contas”, Ec.11.9.
            Você está “[...] preparado [...] para te encontrares com o teu Deus (?)”, Am.4.12.
            Após a beleza da juventude, vem [...]
2 – O peso da velhice.
            O que você espera da sua velhice?
            Uma boa aposentadoria, caderneta de poupança como reserva, casa espaçosa com piscina, carro 0km, filhos unidos, viagens internacionais, boa saúde.
            Estatísticas mostram o envelhecimento da população brasileira. Você faz parte de amostragem?
            Com que vigor você chegará aos 60 anos?
            A velhice depende não somente da alimentação, de como desfrutou a vida, mas principalmente do “[...] Espírito de Deus (que) nos fez, e o sopro do Todo-Poderoso (que) nos deu vida”, Jó 33.4.
            Todos nós sabemos que à medida que o tempo passa, diminuem-se a energia e o vigor da juventude.
            Em compensação, com o envelhecimento, há a possibilidade de a pessoa crescer em maturidade e sabedoria de vida.
            É preciso se preparar para os anos dos cabelos ficam brancos e as rugas aparecem no rosto.
            Quem não se prepara para a velhice, demonstra falta de sabedoria.
            Salomão, neste texto, apresenta as limitações provenientes da velhice.
            Nesta fase da vida,     já não tenho muito ousadia para falar porque “[...] os meus lábios [...] (estão) se fechando (sim, vai chegar um) dia em que não poderei falar em alta voz [...]”, Ec.12.4; é verdade, a minha voz está desaparecendo.
            Parece que aqueles que estão ao meu redor não me escutam.
            Estou confuso, eu mesmo não sei se estou surdo ou se falo baixo demais.
            Estranho! “[...] A voz das aves levantadas [...]”, Ec.12.4 ou aquele canto suave pela manhã dos passarinhos me desperta e perturba o meu sono.
            Já não posso mais descansar à vontade.
            Dei conta de que estou ficando surdo – isto é pura ironia “[...] todas as harmonias, filhas da música, (estão) diminuindo”, Ec.12.4.
            Por muitos anos formei um hábito de acordar bem cedo, e agora? Nada tenho a fazer, exceto continuar ali, deitado.
            “Lembra-te do teu Criador [...] antes que se escureçam o sol (cegueira), a lua e as estrelas do esplendor da tua vida [...]”, Ec.12.1,2 fique enjoado com toda riqueza acumulada.
            “Lembra-te do teu Criador [...] antes que se [...] tornem a vir as nuvens depois do aguaceiro”, Ec.12.1,2 e a mesmice volte acontecer em nossa vida.
            Sentimos a velhice chegar quando, “no dia em que tremerem os guardas da casa, os nossos braços, e se curvarem os homens outrora fortes, as nossas pernas, e cessarem os nossos moedores (dentes) da boca, por já serem poucos, e se escurecerem os nossos olhos nas janelas”, Ec.12.3.
            É possível que temos em grande apreço os cabelos, hoje, estão “[...] embranquecidos [...]”, Ec.12.5.
            Cabelo branco fala que definitivamente o dia da minha juventude terminou.
            O fruto da “[...] amendoeira (nozes) [...]”, Ec.12.5, delicioso, mas devido a idade avançada, o estômago não aceita mais alimentos saborosos.
            Aquela vontade de comer já se foi e está “[...] perecendo (acabando) o apetite [...]”, Ec.12.5.
            Parece que a vida abandona o homem no momento em que a natureza ressuscita.
            E a robustez? Era forte, vigoroso, um atlético, agora um “[...] gafanhoto (é) um peso [...]”, Ec.12.5.
            Qualquer coisa é motivo de cansaço.
            Já não existe mais gosto por nada nesta vida, por isso de ficar sempre encostado pelos cantos.
            Mais que depressa temos que pensar no futuro próximo, “[...] porque vamos à casa eterna [...]”, Ec.12.5.
            Ó Deus, o sepulcro, o lugar do silêncio está prestes a me apanhar de surpresa.
            Estranho! Mas é a pura verdade, “[...] os pranteadores (meus vizinhos) andam rodeando pela praça”, Ec.12.5 esperando a minha morte.           
            É por este motivo que, “[...] quando (caminhando) tememos o que é alto, e nos espantares no caminho (por saber que os nossos dias estão se findando) [...]”, Ec.12.5.
            O “lembrar-se do nosso Criador [...] (deve acontecer) antes que (eu e você) venha [...] dizer: Não tenho neles prazer”, Ec.12.1.
            O peso da velhice me fala que está chegando a hora, “antes que se rompa o fio de prata [...]”, Ec.12.6.
            A minha e a sua vida está por um fio.
            O fio de prata é aquela experiência fora do corpo, que entra nos primeiros estágios da morte, que se chama experiência de quase morte.
            É como se fosse usado um fio de prata para suspender uma taça preciosa ou outro objeto de decoração.
            Esse “[...] fio se rompe [...] (o enfeite) se despedaça (no chão tornando-se inútil) [...]”, Ec.12.6.
            Esse enfeite nada mais é do que “[...] o copo de ouro [...]”, Ec.12.6.
            Ah! Senhor a minha vida vale ouro.
            O prazer de viver está esgotando como quando “[...] se quebra o cântaro junto à fonte [...]”, Ec.12.6.
            A minha vida é comparada a um pote quebrado acidentalmente nas mãos de uma mulher que o levara à fonte.
            Quando quebrado, não mais contém água em seu interior.
            Assim estamos nós, quebrado, partido, não temos mais valor para este mundo porque a vida se foi.
            Perdemos o que temos de mais precioso neste mundo.
            Estamos ainda como que um sarilho quebrado quando “[...] se desfaz a roda junto ao poço”, Ec.12.6.
            O prazer de viver está indo embora.
            Esse cordão umbilical espiritual está tentando separar o meu corpo da alma.
            Essa linguagem de Salomão cheia de floreios nos lembra do irreversível ciclo descrito em Gênesis de “[...] que tornaremos à terra, pois dela fomos formado; porque nós somos pó e ao pó tornaremos”, Gn.3.19.
            No entanto, a morte não é o fim, pois quando “[...] o pó voltar à terra, como o era, (também) [...] o espírito voltará a Deus, que o deu”, Ec.12.7.
            Precisamos dar sentido a nossa vida neste mundo, mesmo na velhice, porque “quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”, Rm.8.35-39.
            Salomão declara que “ainda que o homem viva muitos anos, (é preciso) regozijar-se em todos eles; contudo, devemos lembrar de que há dias de trevas (escuridão profunda), porque serão muitos. (Mas, devemos saber que) tudo quanto sucede é vaidade (ilusão, vapor, falso)”, Ec.11.8.
            Assim como a juventude, também a velhice passará e cada um de nós vai se encontrar com Deus.
            Você está preparado para este dia? Então dê [...]
3 – Sentido à sua vida.
            Para o Pregador, aparentemente nada faz sentido, porque, mais uma vez, ele fala que “vaidade de vaidade, diz o Pregador, tudo é vaidade”, Ec.12.8.
            Não no sentido de que a vida que o Senhor nos dá neste mundo não tenha valor, mas, que este mundo não é digno de vivermos nele para sempre.
            A vida não é um absurdo que aparenta ser.
            Eu e você precisamos nos esforçar para “aplicar o coração a esquadrinhar e a informar-nos com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu (coisas boas e ruins); este enfadonho trabalho impôs Deus aos filhos dos homens, para nele (nos) [...] afligir”, Ec.1.13.
            Então, “o que é já foi (o trato com todos os homens de lhe oferecer comida, veste e bebida), e o que há de ser também já foi (o bem concedido a todos nós, haverá de ser igual para os que vierem depois); Deus fará renovar o que se passou (tal como Salomão já havia escrito: “o que foi é o que há de ser; e o que se fez, isso se tornará a fazer; nada há, pois, novo debaixo do sol”, Ec.1.9)”, Ec.3.15.
            É interessante notar “[...] que Deus [...] nos prova (a fim de que) [...] vermos que somos [...] como os animais”, Ec.3.18, “porque o que sucede aos filhos dos homens sucede aos animais; o mesmo lhes sucede: como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego de vida, e nenhuma vantagem tem o homem sobre os animais (no aspecto da morte) [...]”, Ec.3.19.
            “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem”, Ec.12.13.
            Juventude e velhice deve nos direcionar para buscar o sentido da vida.
            Devemos agir dessa forma porque [...]
Conclusão:      É o dever de cada homem e outra, “porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más”, Ec.12.14.
Discussão:       A sua juventude foi bem preparada para a sua velhice?
            Se você pudesse voltar atrás, o que você não faria de novo?
            Qual é o sentido da sua vida daqui para frente?
            Assim como Salomão, muitos de nós já estamos entrando na velhice, então, o Pregador fala: “Demais, filho meu, atenta: não há limite para fazer livros, e o muito estudar é enfado da carne”, Ec.12.12.
            O Rev. Augustus Nicodemus comenta esse texto: “O que teria levado um pesquisador tão brilhante a considerar o resultado de seu trabalho enfadonho, tristeza e vaidade? É que ele percebeu que a busca do conhecimento e da ciência por si não é capaz de satisfazer os anseios mais profundos da alma humana. Quando, porém, percebeu que o conhecimento deve ser buscado dentro de um contexto maior, em que Deus é o referencial, conseguiu perceber sentido na vida e achar o seu fator unificador”, ou seja, “lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade (e nos dias da velhice), antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer”, Ec.12.1.

            Adaptado pelo Rev. Salvador P. Santana para estudo – Vida abundante – Didaquê – Rev. Carlos Ribeiro Caldas Filho.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

DA GUERRA UM PODE LIVRAR



DA GUERRA UM PODE LIVRAR
            A respeito da primeira e segunda guerra mundial ser evitadas, disse Max Hastings, historiador britânico: “[...] Nem mesmo hoje a ONU é capaz de evitar conflitos graves. Basta ver a dificuldade nas Nações Unidas na crise da Ucrânia, diante da ambição do presidente russo, Vladimir Putin. As grandes questões mundiais são definidas pelas nações mais poderosas de seu tempo, isso é inevitável. Organizações como ONU e Liga das Nações conseguem controlar e atuar em conflitos pequenos de escala menor. Quando grandes interesses de nações poderosas estão envolvidos, as Nações Unidas pouco podem fazer. A Rússia não dá bola para a ONU, tampouco a China se interessa que a ONU arbitre a disputa por ilhas com o Japão e Taiwan. Não vemos nenhuma das poderosas dando o apoio necessário para a ONU agir no grave conflito na Síria. Sempre que houver grandes questões envolvendo nações poderosas, esses conflitos serão resolvidos por um pequeno grupo de nações – e organizações como a ONU terão papel secundário [...]” – Revista Época – Guerras São Necessárias – edição 834, 26 de maio de 2014 – pag. 114 – Rodrigo Turrer.
            O historiador britânico está completamente correto ao dizer que a ONU fica de mãos amarradas a respeito da guerra entre países poderosos. Neste aspecto, a visão de guerra precisa ser vista e entendida a partir do olhar de Deus sobre os povos. O salmista declara que “o SENHOR olha dos céus; vê todos os filhos dos homens” (Sl 33.13) não apenas no sentido de observação, mas de controle total de suas vidas. Isto acontece porque “o coração do homem (pode até) traçar o seu caminho, mas o SENHOR (é quem) lhe dirige os passos” (Pv 16.9).
            Já está na hora de reconhecer que nem a ONU e muito menos nenhuma nação poderosa tem autoridade de fazer parar uma guerra. É preciso saber que “não há rei que se salve com o poder dos seus exércitos; nem por sua muita força se livra o valente” (Sl 33.16) da investida do inimigo.
            É possível que muitos coloquem a sua confiança não apenas em pessoas, mas também em vários artifícios que possam ser utilizados e que consigam combater uma guerra. Algo poderoso que existia nos tempos bíblicos para enfrentar nos combates, eram os cavalos. Eles pareciam invencíveis, pois ao enfrentá-los, homens caiam mortos pelas suas pisaduras ou, arrastados e atropelados pelas bigas (carros de guerras).
            Nos tempos bíblicos “o cavalo não garantia vitória; a despeito de sua grande força, a ninguém podia livrar” (Sl 33.17). Os homens de guerra não se limitavam apenas à cavalaria. A infantaria podia ser muito eficiente, pois eles saiam à luta armados de espadas. Mas, ainda assim, “[...] não foi (pelo poder da) [...] espada (que os homens tinham poder para) [...] possuírem a terra, nem foi o [...] braço (dos soldados) que lhes deram vitória, e sim a destra (de) Deus, e o braço (de) Deus, e o fulgor do rosto (do Senhor de toda terra) [...]” (Sl 44.3) que “[...] lhes alcançaram a vitória” (Sl 98.1).
            É preciso concordar com Max Hastings que ninguém neste mundo, nem mesmo a ONU, pode intervir de forma que impeça algum enfrentamento entre homens de guerra, isto porque, somente o “SENHOR (é quem pode) livrá-lo [...] do homem perverso, guardá-lo do homem violento” (Sl 140.1).
            Creia e dependa desse Deus!
Rev. Salvador P. Santana

ACERCA DO DIVÓRCIO, 1Co.7.10-16.



ACERCA DO DIVÓRCIO
1Co.7.10-16

Introd.:           Certa vez, Jesus falando a respeito do divórcio para os seus discípulos, “[...] disse-lhe (que): quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério (desfaz o contrato de casamento) [e o que casar com a repudiada comete adultério]. (Daí) disseram-lhe os discípulos: Se essa é a condição do homem relativamente à sua mulher, não convém casar”, Mt.19.9,10.
            Tanto para Jesus, quanto para Paulo, não existe qualquer base para o divórcio.     
Nar.:   Em todo esse capítulo Paulo trata sobre o casamento.
            Ele inicia o capítulo dizendo “[...] que [...] é bom que o homem não toque (fique solteiro) em mulher”, 1Co.7.1.
            Declara que a família precisa ter estabilidade, não buscando o divórcio para contrair novas núpcias.
            Por fim, declara que “a mulher está ligada enquanto vive o marido; contudo, se falecer o marido, fica livre para casar com quem quiser, mas somente no Senhor”, 1Co.7.39.
Propos.:          O divórcio não resolve o problema de relacionamento.
 Trans.:          Sobre o divórcio [...]
1 – O conselho é para não separar.
            “Ora (se estão) [...] casados [...]”, 1Co.7.10 é porque fizeram uma escolha no passado.
            É verdade que ainda existem casamentos arranjados em alguns países mulçumanos, especialmente no norte da África, Ásia Menor e ainda um resquício na Índia e Paquistão.
            A “[...] ordem aos casados, não (vêm de) Paulo (e nem da igreja), mas (do) [...] Senhor [...]”, 1Co.7.10 para os casados continuarem juntos.
            “[...] Como [...] a [...] mulher (é) parte mais frágil [...]”, 1Pe.3.7, Paulo instrui essa “[...] mulher (a) não se separar do marido”, 1Co.7.10 devido ele ser grosseiro, mau caráter, desrespeitoso, pois algum vestígio havia quando estavam namorando.
            Nem Jesus e nem Paulo admite qualquer exceção.
            Pode acontecer algum deslize em todos os relacionamentos, mas não pode chegar a ponto de separação.
            Mas, “(se, porém, ela vier a separar-se, que não se case [...]”, 1Co.7.11.
            Essa proibição é porque “[...] a mulher casada está ligada pela lei ao marido, enquanto ele vive; mas, se o mesmo morrer, desobrigada ficará da lei conjugal”, Rm.7.2.
            É ordenado também “[...] que o marido não se aparte de sua mulher”, 1Co.7.11 devido ela ser mandona, intrigante, “[...] rixosa e iracunda”, Pv.21.19.
            Antes do casamento deu para perceber algo de errado; parente e amigos te alertaram, mas você não deu ouvido.
            Pode acontecer também de você “[...] consentir em morar com [...] mulher incrédula [...]”, 1Co.7.12.
            A ordem é a mesma: “[...] não [...] abandone”, 1Co.7.12 esse relacionamento.
            Tanto o “[...] marido (quanto) a mulher que tem [...] (cônjuge) incrédulo [...] (recebe a mesma orientação para) [...] não deixar o (cônjuge) [...]”, 1Co.7.13.
            Esse conselho é porque você “[...] consentiu em viver com (com o seu cônjuge) [...]”, 1Co.7.13 – lembra das juras de amor?
            Talvez você possa retrucar com o próprio texto quando Paulo fala que “aos mais digo eu, não o Senhor [...]”, 1Co.7.12.
            Saiba que o texto “[...] é inspirado por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça”, 2Tm.3.16.
            “(Se, porém [...] (acontecer) a separação [...] que se reconcilie [...]”, 1Co.7.11 buscando o perdão.
            Sobre o divórcio [...]
2 – Em alguns casos cabe a separação.
            Abandono do lar, homossexualidade, agressão física, sexual, psicológica e, conforme Paulo, o conselho dado, é que, “[...] se o descrente quiser apartar-se, que se aparte [...]”, 1Co.7.15.
            Como não conhecemos os corações, é difícil distinguir quem é de Deus.
            Então, esse “[...] descrente quiser apartar-se (ainda que receba conselho bíblico, ele não vai atender) [...] em tais casos, não fica sujeito à servidão nem o irmão, nem a irmã [...]”, 1Co.7.15.
            Note bem que a decisão de “[...] apartar-se [...]”, 1Co.7.15 não nasce no coração daquele que serve a Deus, mas no coração do “[...] descrente [...] [...]”, 1Co.7.15.
            A separação neste caso é porque “[...] Deus (os) [...] tem chamado à paz (dada por Cristo)”, 1Co.7.15.
            Mesmo nos casos em que um dos cônjuges não seja servo de Deus, o divórcio não traz nenhum benefício.
            Para dizer não ao divórcio é preciso buscar a [...]
Conclusão:     A santificação.
            É impossível buscar a santificação em dupla.
            Como um dos cônjuges pode ser “[...] incrédulo (a parte fiel a Deus deve buscar a) [...] santificação no convívio (quais são os seus atos dentro de casa? Quem mais te conhece são aqueles que estão mais próximo. Então, se os seus atos são pecaminosos, busque a) santificação [...]”, 1Co.7.14.
            “[...] O (seu) marido é incrédulo (? Ele precisa ser) [...] santificado no convívio da esposa [...]”, 1Co.7.14.
            “[...] A (sua) esposa (é) incrédula (? Ela precisa ser) [...] santificada no convívio do marido crente [...]”, 1Co.7.14.
            A recompensa para o povo de Deus é que, ao invés dos “[...] seus filhos serem impuros; porém, agora (após a sua santificação), serão santos”, 1Co.7.14.
            Essa perseguição da “[...] santificação [...]”, 1Co.7.14, aliado ao não divórcio, é porque nem eu e nem você “[...] sabe [...] se salvará seu marido [...] ou, [...] se salvará sua mulher [...]”, 1Co.7.16.


            Rev. Salvador P. Santana

sábado, 7 de junho de 2014

FUJA DA BEBIDA



FUJA DA BEBIDA
            É tempo de festa. Bem, no Brasil todo tempo é de festa. Neste ano de 2014 são computados seis (06) dias de feriado nacional, isto é, não foram contados os dias dos jogos do Brasil. Todos sabem que todos estes feriados são cumpridos literalmente. Esse povo não dispensa um feriado sequer. O resultado é que por ano os dias trabalhados somam apenas duzentos e cinquenta e cinco (255) dias corridos. Mas não é só isso. É preciso dar aquela esticada o máximo que puder em tais feriados nacionais e municipais. Ainda existe aquela desculpa da ‘ressaca’ e da perda do ônibus, da morte dos avós e a doença dos pais. Coisas assim fazem com que os dias de trabalho do povo brasileiríssimo sejam mais curtos.
            O resultado desses poucos dias de trabalho afeta a todos. Desta forma os estudantes aprendem menos, as instituições públicas trabalham cada vez mais preguiçosas e o Produto Interno Bruto – PIB cai assustadoramente. Quem é o culpado afinal? As festas? Não. O culpado de toda esta desordem é o coração humano. Associado a cada festa, a cada final de semana, a cada feriado prolongado, a cada matança de um dia de trabalho e principalmente após o expediente de cada dia, cresce espantosamente o consumo de bebidas alcoólicas em todo o território nacional.
            Essa situação está saindo de controle. É tão sério que as poucas empresas que operavam de cervejaria e alambique no país não suportaram e não deram conta de atender a demanda, então, foi preciso que outras concorrentes entrassem nesse mercado que tem contribuído com a morte ou mutilação de milhares de brasileiros.
            Deus tem uma reprimenda para todo aquele que bebe ou incentiva ao que nunca experimentou ou gosta de beber. Deus na sua infinita sabedoria escolheu o sábio Salomão para instruir aos homens que desejam seguir certo o caminho neste mundo. Ele disse: “filho meu, se os pecadores querem seduzir-te, não o consintas” (Pv 1.10). É a partir deste princípio que Salomão faz a sua análise. Ele pergunta: “Para quem são os ais? Para quem, os pesares? Para quem, as rixas? Para quem, as queixas? Para quem, as feridas sem causa? E para quem, os olhos vermelhos?” (Pv 23.29). Ao falar sobre os ‘ais’, Salomão quer alertar sobre aquele grito sentido de lamento ou desespero, fala sobre o desejo com ardor (intensidade) que o homem tem pela bebida alcoólica. Isso fala de dependência total, ainda que seja um copo por final de semana, a cada mês ou na noite de natal. Reconheça que você é um dependente químico. Quando chega esse determinado dia, você não aguenta, você se encurva diante daquele que te domina, ou seja, você é escravo. Não é à toa que Salomão alerta para “não olhar (no sentido de dar atenção) para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente” (Pv 23.31).
            Quando se fala de ‘pesares’ se fala de tristeza. Afinal, quando vem a tristeza? Quando acontece alguma tragédia, algum acidente, alguma morte. De fato não é isso que tem acontecido com milhares a cada dia? É somente depois que a desgraça acontece que a pessoa fica triste, cabisbaixa, envergonhada. Pergunte para todos aqueles que já passaram por algum vexame. Você verá que de fato é isso o que tem acontecido. A conversa é sempre a mesma depois de um porre; “[…] espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando despertarei? Então, tornarei a beber” (Pv 23.35), é o que dizem. Veja que a situação vai se avolumando a tal ponto que surgem mais perguntas sem respostas. “[...] Para quem, as queixas? [...]” (Pv 23.29). Note bem que essa situação é um ciclo vicioso. Hoje o bêbado cai, amanhã, apesar de continuar dolorido, ele bebe novamente, por isso, para ele e todos quantos o cercam “[...] as feridas (são) sem causa [...]” (Pv 23.29).
            Salomão não desiste. Agora ele pergunta: “[…] Para quem, as rixas? […]” (Pv 23.29). É do conhecimento de todos que muitos lares onde reina a bebida alcoólica, ali se aloja o conflito, a contenda, a luta, a desavença, o retribuir o mal com o mal, o desejo de julgar. Esta lista não tem fim. Dentro deste lar acontece exatamente o que está escrito, “pois ao cabo (o advérbio indica tempo; depois, a conclusão será) morderá (como uma cobrança de juros) como a cobra e picará como o basilisco” (Pv 23.32). A cobra pode significar um réptil não peçonhento, a princípio a sua mordedura não faz muitos estragos, mas dói e deixa marcas. A situação fica pior quando o ‘basilisco’, ou seja, o réptil peçonhento, venenoso lança o seu bote e consegue pegar a sua presa, esse não somente machuca, mas o leva a morte.
            Todo bêbado é assim, depois de tanto se lambuzar na bebida, após uma noite de farra, ao chegar em casa surge mais uma pergunta intrigante: “[...] E para quem, os olhos vermelhos?” (Pv 23.29). É como se ele tentasse esconder a todo custo o bafo de sua bebida através da bala de menta, da folha de eucalipto, do chiclete ou de algum artifício que impeça de alguém saber que ele acabou de tomar um trago. Não tem como esconder. Os seus olhos são a prova concreta de que ele passou a noite na farra. Como resultado dessa bebedeira “os seus olhos verão coisas esquisitas, e o seu coração falará perversidades (maldade, crueldade)” (Pv 23.33). Ele ou ela acaba enxergando algo que não acontece dentro de casa, faz acusações infundadas que acabam em grandes tragédias. Como dizem: para sarar é só recomeçar, “[...] se deitar no meio do mar (enjoo, vômito) e como o que se deita no alto do mastro (tontura, cambaleante)” (Pv 23.34). Quem afinal passa por toda essa tragédia? “[...] Os que se demoram em beber vinho, para os que andam buscando bebida misturada” (Pv 23.30).
            Nestes dias de festejos; fuja da bebida alcoólica antes que aconteça alguma desgraça em sua família.
Rev. Salvador P. Santana