sábado, 7 de junho de 2014

QUEDA, 1Co.10.12



QUEDA
1Co.10.12

Introd.:           A queda é gradativa. Ela não é como um “[...] cair”, 1Co.10.12 físico.
            Todos nós estamos sujeitos a queda. Isso faz parte da natureza humana.
            A desobediência a Deus coopera muito para que a queda aconteça.
            Talvez seja por essa razão que Jesus declara que “sabe, entretanto, que não tem em nós o amor de Deus”, Jo.5.42, então, ficamos sujeitos a “[...] cair”, 1Co.10.12.
            A queda, em todos os sentidos, é o tema mais explorado desde romances até novelas, e parece que quanto mais desobediência a Deus, o povo aplaude com mais entusiasmo.
            Exemplo desses aplausos com admiração são os casos de amor proibido nas telenovelas, o vilão se dando bem, a fortuna sendo roubada e os casos entre homossexuais.
            O conselho de Jesus para eu e você “[...] não cair”, 1Co.10.12 é somente “vigiar e orar, para que não entremos em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca”, Mt.26.41.
Nar.:   Através deste texto, para “[...] não cair”, 1Co.10.12, Paulo nos aponta a história do A.T. como exemplo para não ser imitado.
            Aqueles irmãos pecaram e caíram, portanto, o comportamento deles naquele tempo, se tornou em advertência para todos nós buscar “fortalecer a (nossa) alma [...] (e) a permanecer firmes na fé; e mostrar que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus”, At.14.22.
            Vendo a situação calamitosa dos Coríntios, Paulo os alerta de que eles estavam a ponto de “[...] cair”, 1Co.10.12.
            Por isso, todos nós precisamos dar ouvidos às lições bíblicas de muitas quedas, tais como: Adão e Eva, Saul, Davi, Salomão, Acabe.
            Vemos na vida desses homens e na nossa, algumas fases na queda do homem.
            A primeira fase é da fadiga, a segunda distancia de Deus e a terceira é a negação.
Propos.:          A queda poder ser fatal para “aquele, pois, que pensa estar em pé [...]”, 1Co.10.12.
Trans.:           A queda é precedida pela [...]
1 – Fadiga.
            Muitas vezes eu e você “[...] pensamos (que) estamos em pé [...]”, 1Co.10.12 na vida espiritual.
            Homens que viveram ao lado de Jesus, como “[...] Simão Pedro (ficaram desanimados, e mais quatro discípulos, revolveram voltar às suas antigas atividades ao dizer): Vou pescar [...]”, Jo.21.3.
            Ao menor descuido, deixamos de orar, ler a Bíblia, frequentar a igreja.
            O desânimo de um alcança o outro, daí, aqueles homens “[...] disseram: [...] Também nós vamos contigo [...]”, Jo.21.3 deixar “[...] os princípios elementares dos oráculos de Deus [...]”, Hb.5.12.
            Muitos discípulos de Jesus dão mais valor ao trabalho secular que servir a Jesus, pois “que proveito tem o homem de todo o seu trabalho, com que se afadiga debaixo do sol?”, Ec.1.3.
            Muitos de nós ficamos desanimados quando as angústias nos sobrevêm ou quando Deus não responde a nossa oração de acordo com o nosso querer.
            Paulo nos alerta: “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia”, 1Co.10.12.
            Leva a sério a sua vida espiritual!
            Peça a Deus para reanimá-lo na sua vida espiritual e não deixe o cansaço invadir o seu coração.
            Uma palavra de Jesus que ainda serve para nós é que, “assim (como a igreja de Laodiceia, muitos são) [...] mornos e nem é quente nem frio, (por isso) Jesus está a ponto de vomitar [...]”, Ap.3.16.
            Para não ser vomitado, “[...] veja que não caia”, 1Co.10.12, esforça-te para viver para Deus.
            O sono espiritual começa atacar, o estado de vigilância fora perdido, daí, a segunda fase da queda é a [...]
2 – Distância de Deus.
            A distância de Deus se dá porque muitos “[...] pensam estar em pé [...]”, 1Co.10.12.
            Acontece que alguns “[...] honram (a) Deus com os lábios, mas o seu coração está longe de dele”, Mc.7.6.
            Certa vez Deus falou para o seu povo para “afastar da (presença do) Deus (Eterno) o estrépito dos seus cânticos, porque não ouviria as melodias das suas liras”, Am.5.23.
            É impossível outra pessoa medir a sua proximidade de Deus.
            Não é porque este ou aquele canta na igreja que é mais íntimo de Deus.
            O que sabemos é que Jesus “conhece as tuas obras, o teu amor, a tua fé, o teu serviço, a tua perseverança e as tuas últimas obras [...]”, Ap.2.19.
            Então, o que nos resta é se esforçar para “[...] não cair”, 1Co.10.12.
            Fique sabendo que a distância de Deus se dá quando a oração é esporádica, a leitura bíblica míngua, a frequência aos cultos se torna cada vez menor.
            Jesus avisa que “todo ramo que, estando em Jesus, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda”, Jo.15.2.
            Seja rápido, “[...] veja que não caia”, 1Co.10.12.
            Os cristãos de Corinto estavam cada vez mais distantes de Deus. E você, como está a sua vida espiritual?
            A queda leva o homem a [...]
3 – Negação.
            É possível que você apenas “[...] pensa (que) está em pé [...]”, 1Co.10.12.
            Faça uma análise da sua vida.
            Em outra Escritura Paula fala que “se perseveramos, também com Jesus reinaremos; se o negamos, Jesus, por sua vez, nos negará”, 2Tm.2.12.
            Qual é a sua decisão? “[...] Perseverar [...] (ou) negar [...]”, 2Tm.2.12.
            Se você “[...] está em pé veja que não caia”, 1Co.10.12.
            Nesta fase da vida espiritual o pecado toma conta e ele se torna “[...] escravo do pecado (pelo motivo dele) [...] cometer pecado [...]”, Jo.8.34.
            É possível que essa pessoa “[...] abandonar Jesus e já não andar com ele”, Jo.6.66.
            A queda desse homem começou com o cansaço, o afastamento e agora nega.
            Tome cuidado em “[...] pensar (que) está em pé (então) veja que não caia”, 1Co.10.12.
            Qual é a chance de se levantar? Você tem a resposta.
            Saia do lamaçal do pecado e viva para Deus.
            A queda surgiu em sua vida [...]
Conclusão:     Esforça-te para “[...] não cair”, 1Co.10.12.
            Não deixe a fadiga te atingir, anime-se, começou a distanciar de Deus, volte ao “[...] teu primeiro amor”, Ap.2.4, negou a Cristo, pode ser que você continua “[...] pensando estar em pé (mas) veja que não caia”, 1Co.10.12.
            Não se deixe levar pelos temas de romances e novelas, seja você mesmo e fale para Deus sobre a sua vida espiritual.

            Rev. Salvador P. Santana

quarta-feira, 4 de junho de 2014

PACIÊNCIA, SENSATEZ, PRUDÊNCIA, Ec.10.1-11.6.



PACIÊNCIA, SENSATEZ (tem juízo), PRUDÊNCIA, Ec.10.1-11.6.

            Estudiosos têm observado que o livro de Eclesiastes apresenta, basicamente, dois tipos de discurso: o de observação do Pregador e o de instrução (S. De Jong, Qohelet and the Ambitious Spirit, JSOT 61, 1994, PP.85-96).
            A instrução e recomendação enfoca um ensino das vantagens da sabedoria sobre a estultícia; o cuidado que se deve ter com a autoridade tanto secular quanto divina; que o bom servo é o que trabalha, em vez de apenas festejar; e que os seres humanos, sendo mortais, devem ser modestos.
            Acredita que Salomão faz uma crítica a uma sociedade em que há uma classe em ascensão econômica e política, que busca sentido para a vida na ambição pelo poder, na riqueza e nos prazeres. Pensando assim, o livro de Eclesiastes é propício para os nossos dias.
            O texto não tem uma estrutura definida, pois é composto de vários ditados ou provérbios sem uma conexão clara entre um versículo e outro.
            Uma forma de compreender o texto é listar as características da sabedoria e da estultícia (falta de juízo).
Tópicos para reflexão.
1 – Sabedoria/Sábio x Estultícia/Estulto (falta juízo).
            A listagem apresentada por Salomão mostra figuras da sua época, por isso, não são claras a nós.
            Alguns pontos principais na perspectiva do sábio e daquele que não tem juízo:
            Para o sábio “[...] o unguento (óleo) do perfumador [...]”, Ec.10.1 serve para esfregar no corpo para ficar perfumado, mas para a pessoa que não tem juízo, “[...] a mosca morta (na sopa é motivo de) fazer o unguento (o perfume do lar) [...] exalar mau cheiro (discórdia) [...]”, Ec.10.1.
            Esse “[...] mau cheiro (ciúmes, iras, brigas, palavras ofensivas, mesmo que seja em) poucas (doses) de estultícia (falta juízo) [...] (acaba com qualquer) sabedoria e [...] (qualquer) honra (respeito, valor, homenagem) [...]”, Ec.10.1 dentro do lar.
            É por este motivo que “[...] Jesus [...] disse [...] (que devemos) acautelar do fermento dos fariseus e dos saduceus (seus inimigos; aqueles que nos aconselham contra os princípios bíblicos – separa mesmo, leva na justiça, acaba com ele)”, Mt.16.6.
            Precisamos “[...] entender que [...] acautelar [...] das (muitas) doutrinas (de muitos que estão dentro da igreja dando mau conselho) [...]”, Mt.16.12.
            Ao olhar para dentro do lar, podemos tomar uma das duas direções [...]
            1.2 – Direita/esquerda.
            O simbolismo “[...] para o lado direito [...] (e) para o da esquerda”, Ec.10.2 é usado na Bíblia, especialmente na literatura de sabedoria.
            O povo de Israel usava a expressão “[...] direita [...]”, Ec.10.2 para indicar poder, libertação e qualidade moral, tal como “a [...] destra [...] (do) SENHOR [...] (que) é gloriosa em poder [...] (que) despedaça o inimigo”, Ex.15.6.
            Essa mesma expressão fala de que é somente “o SENHOR [...] (que) temos sempre à nossa presença; estando ele à minha direita, não serei abalado”, Sl.16.8.
            O lugar de honra era “[...] o lado direito [...]”, Ec.10.2.
            Então, “o coração do sábio se inclina para o lado direito (honra, bênção, bem, poder, libertação das investidas daqueles que desejam a nossa destruição) [...]”, Ec.10.2.
            “[...] Mas [...] o (simbolismo) da esquerda”, Ec.10.2 aponta o lado mau.
            Em alguns países árabes, a mão esquerda é considerada impura, pois é destinada a higiene pessoal.
            Como nos relatos bíblicos não encontramos nenhuma comentário a respeito desse tipo de higiene, Salomão pode se referir ao “[...] coração [...] do estulto [...] (homem que se) inclina para a esquerda”, Ec.10.2 que tem uma má disposição em buscar o melhor para a vida, a família e a sociedade.
            Devido decisões erradas na vida, podemos descobrir quem são [...]
            1.3 – Ricos e tolos, príncipes e nobres.
            Salomão percebe “ainda (que) há um mal que (é) visto debaixo do sol, erro (pecado) que procede do governador [...]”, Ec.10.5, isto nos prova que até as autoridades “[...] caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas (tolo) e perniciosas (prejudicial) [...]”, 1Tm.6.9.
            Muitas vezes observamos ainda que “o tolo (é) posto em grandes alturas (cargos comissionados, chefia), mas os ricos assentados em lugar baixo (perde o que ganha por falta de sabedoria)”, Ec.10.6.
            É possível “ver (também) servos a cavalo (pobres vivem como ricos, gasta o que não tem, compra e não paga) e príncipes andando a pé como servos (não esbanja, não demonstra, vive humildemente) sobre a terra”, Ec.10.7.
            A sabedoria é percebida entre ricos e tolos, príncipes e nobres quando se descobre que “ditosa [...] (feliz é a) terra cujo rei é filho de nobres e cujos príncipes se sentam à mesa a seu tempo para refazerem as forças e não para bebedice”, Ec.10.17, de fato, esses buscam a sabedoria.
            Mas, “ai (daquele) [...] rei (que é) criança (no agir aos permitir que os) [...] príncipes se banqueteiam já de manhã”, Ec.10.16 “[...] seguem a bebedice e continuam até alta noite, até que o vinho os esquenta (a ponto de praticarem tolices dentro de casa, no trabalho) [...]”, Is.5.11.
            Ao olhar para essas atitudes, podemos entender um pouco mais sobre as [...]
            1.4 – Palavras do sábio e do tolo.
            “Nas palavras do sábio há favor (graça, charme, elegância), mas ao tolo os seus lábios devoram (engole, devora, destrói com palavras ofensivas, de baixa calão)”, Ec.10.12.
            Então, é bom desviar dos “tolos (louco porque) as primeiras palavras da (sua) boca são estultícia (sem juízo, estúpido, sem educação), e as últimas, loucura perversa (maligna, grosseira, fere)”, Ec.10.13.
            É interessante notar que “o estulto multiplica as palavras (fala demais), ainda que o homem não sabe o que sucederá (ele inventa coisas); e quem lhe manifestará o que será depois dele? (Ele é o único que sabe de todas as coisas)”, Ec.10.14.
            Por este motivo é melhor ouvir as “[...] palavras do sábio (porque) há favor, mas ao tolo os seus lábios devoram”, Ec.10.12.
            Se neste mundo existem sábios e tolos, precisamos buscar a sabedoria para lançar [...]
            1.5 – O pão sobre as águas.
            O “lançar o teu pão sobre as águas (comércio marítimo, trabalho árduo é com o objetivo de saber que), [...] depois de muitos dias o acharás (suficiente para sobreviver, preparar para o futuro)”, Ec.11.1.
            Aquele que não trabalha, que “[...] somente observa o vento (mudar a direção) nunca semeará, e o que olha para as nuvens (esperando chuva) nunca segará (colher)”, Ec.11.4.
            Existe outro tipo de trabalhador que, “estando as nuvens cheias (ele tem a certeza que vai) [...] derramar aguaceiro sobre a terra (isso é bom, principalmente para quem trabalha na roça; ficará dentro de casa); (mas) caindo a árvore para o sul ou para o norte, no lugar em que cair, aí ficará”, Ec.11.3, porque a sua intenção, desde as chuvas, é não trabalhar.
            O desejo de “lançar o [...] pão sobre as águas (trabalho duro) [...]”, Ec.11.1 é porque, “assim como nós não sabemos qual o caminho do vento, nem como se formam os ossos no ventre da mulher grávida, assim também não sabemos as obras de Deus, que faz todas as coisas”, Ec.11.5 – não compreendemos e não sabemos quais são as oportunidades que Deus nos oferece no dia a dia.
            Por apenas observar o tempo, “o trabalho do tolo o fatiga, pois nem sabe ir à cidade (procurar uma ocupação para tirá-lo da ociosidade)”, Ec.10.15.
            É “pela (sua) muita preguiça (que) desaba o teto, e pela frouxidão das (suas) mãos (que) goteja a casa”, Ec.10.18.
            Ainda que consiga uma atividade, “se o ferro está embotado (áspero, cego, ele) [...] não [...] (tem coragem de) afiar o corte, (então) é preciso redobrar a força; mas (se ele tivesse) a sabedoria (seria fácil) resolver com bom êxito”, Ec.10.10 para poder trabalhar.
            Por isso, o conselho do sábio é que se deve “semear pela manhã a tua semente e à tarde não repouses a mão, porque não sabes qual prosperará; se esta, se aquela ou se ambas igualmente serão boas”, Ec.11.6, ou seja, “[...] trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado”, Ef.4.28.
            O pão sobre as águas também pode falar sobre o “repartir com sete e ainda com oito, porque não sabes que mal sobrevirá à terra”, Ec.11.2 e, caso você vier a passar necessidade, pode ser socorrido.
            É como se cada um de nós se dispusesse a “dar, e (Deus) nos dará; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente nos darão; porque com a medida com que tivermos medido nos medirão também”, Lc.6.38.
            Diante do exposto, é preciso saber qual é [...]
2 – A essência (natureza íntima) da sabedoria.
            As expressões usadas sugerem que a sabedoria está em constante oposição à estultícia (falta juízo).
            O conselho do sábio Salomão é que, quando se “levantar contra ti a indignação (raiva-injustiça praticada) do governador (superior), não deixes o teu lugar, porque o ânimo (coragem) sereno (tranquilo) acalma grandes ofensores”, Ec.10.4.
            Vivemos numa época em que informação e conhecimento são muito valorizados, mas “quando o tolo (sem juízo) vai pelo caminho (errado), falta-lhe o entendimento (compreender o que é certo ou errado); e, assim, a todos mostra que é (e continua sendo) estulto (tolo)”, Ec.10.3.
            Dever ser por este motivo que, ainda esse tolo, quando “[...] abre uma cova nela cairá, e quem rompe um muro, mordê-lo-á uma cobra”, Ec.10.8 devido não ter buscado o conhecimento para agir nessa situação.
            Do mesmo modo, também, “quem arranca pedras (do modo como faz, sem perícia, sem saber, sem aplicar as técnicas certas) será maltratado por elas, e o que racha lenha expõe-se ao perigo (podendo perder a perna ou ferir a canela com a machadada)”, Ec.10.9.
            E, “se (caso) a cobra morder (o homem sem juízo ou sábio) antes de estar encantada, não haverá vantagem no encantador”, Ec.10.11, pois ele tentou fazer algo que não é da sua competência.
            Ao olhar para essas contradições, percebemos que ainda hoje existe essa separação entre conhecimento e viver.
            Vemos o contrassenso no médico que sabe dos males causados pelo cigarro, mas ele não transforma o seu hábito.
            Viver em sabedoria é muito mais do que simplesmente fazer ou dizer as coisas corretas na hora certa.
            Para viver neste mundo de forma satisfatória, é preciso pedir “[...] a sabedoria que desce lá do alto [...]”, Tg.3.15.
            Paciência, sensatez, prudência nos conduz a [...]     
Conclusão:     Buscar viver melhor neste mundo.
            Então, “nem no nosso pensamento amaldiçoes (tornar desprezível) o rei, nem tampouco no mais interior do teu quarto, o rico (pois de alguma forma os homens precisam dessas pessoas. Do governo para coordenar o país, do rico para assalariar); porque as aves dos céus poderiam levar a tua voz, e o que tem asas daria notícia das tuas palavras”, Ec.10.20, daí, entraremos em grandes apuros.
            É bom eu e você procurar “o festim (comida, festa) para (nos) fazer rir, o vinho alegrar a vida, e o dinheiro atender a tudo”, Ec.10.19, mas para buscar essas coisas, precisamos buscar a verdadeira sabedoria para agradar a Deus.
            Coloque a sua sabedoria em prática e não seja estulto (sem juízo)!

           
            Adaptado pelo Rev. Salvador P. Santana para Estudo – Vida abundante – Didaquê – Rev. William Lace Lane.

1Co.10.23 - LIBERDADE OU PRETEXTO?




LIBERDADE OU PRETEXTO?
1Co.10.23

Introd.:           Uma infinidade de pessoas usa textos isolados com o pretexto de ganhar a liberdade oferecida por Cristo Jesus, mas é bom lembrar que “para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão” (Gl 5.1).
            Muitos dizem que Jesus transformou a água em vinho, logo é autorizado encher a cara, mas fique ciente de que todos “[...] receberam do Senhor Jesus (a incumbência) para testemunhar o evangelho da graça de Deus” (At 20.24) e nenhum está autorizado a praticar “[...] orgias e bebedices [...]” (Rm 13.13).
            Há muitos que buscam justificar o relacionamento extraconjugal usando a vida pregressa do rei Salomão, mas fique sabendo que “[...] marido [...] (deve ter) uma só mulher e governe bem [...] a própria casa” (1Tm 3.12).
            Liberdade ou pretexto?
Nar.:    Em muitos lares dos Coríntios conservavam-se os ídolos domésticos. Em época de viagens ou aniversários era comum fazer festas e cultuar os falsos deuses.
            Após a conversão, os Coríntios deixaram tais práticas e dentre esses havia os liberais que aceitavam tudo; participavam de qualquer festa com qualquer ídolo.
            Entre os convertidos havia também os conservadores que condenavam tais práticas. Paulo dá apoio aos liberais, mas os faz lembrar que eles terão de usar de muito amor ao próximo, subordinando a sua liberdade para evitar qualquer escândalo ao irmão fraco.
Trans.:            Paulo “[...] sabe que o ídolo, de si mesmo, nada é no mundo e que não há senão um só Deus” (1Co 8.4).
          Liberdade ou pretexto?
1 – Tudo é lícito.
            Para corroborar com essa ideia, de que tudo é lícito, os liberais, da cidade de Corinto (Grécia), diziam que “todas as coisas são lícitas [...]” (1Co 10.23) como slogan, um lema de suas canções.
            Infelizmente muitas famílias usam desse mesmo artifício. Maridos não dizem a que horas vão chegar, o valor do salário ninguém sabe, abusam da boa vontade da esposa. Mulheres acham normal comprar o quanto quiserem, saem sem dar satisfação. Filhos imitam seus pais nos vícios, na falta de controle financeiro, chegam a hora que bem entendem. Ou seja, “todas as coisas são lícitas [...]” (1Co 10.23).
            Liberdade ou pretexto?
2 – Nem tudo convêm.
            “[...] Mas nem todas convêm [...]” (1Co.10.23). Não “[...] convêm [...]” (1Co 10.23) a esposa querer mandar no marido ou vice-versa. Não existe essa possibilidade dentro de um relacionamento cristão. É preciso dialogar, conversar, colocar a conversa em dia. Não “[...] convêm [...]” (1Co 10.23) filhos fazerem o que bem entender, chegar a hora que desejam.
            Não “[...] convêm [...]” (1Co 10.23) a um pai que não é acostumado a tomar banho ditar regras para o asseio da família, fedendo a cigarro reclamar do filho que fuma, ainda que beba uma lata de cerveja e querer ter razão diante do policial.
            “[...] Convêm [...]” (1Co 10.23) ajudar um ao outro, trazer benefício para a família, ser proveitoso. “[...] Convêm [...]” (1Co 10.23) você amar mais os seus.
            Liberdade ou pretexto?
3 – Nem tudo edifica.
            “[...] Edificar” (1Co 10.23) fala de elevar a pessoa socialmente, emocionalmente e espiritualmente.
            É preciso fazer uma avaliação daquilo que você tem realizado dentro e fora de sua casa. Se as suas palavras são obscenas, é melhor deixá-las, para não dar mau exemplo para filhos e netos. Se os seus gestos são pornográficos, deixe-os por amor a Cristo. Se a pessoa com quem você anda é malvista, procure andar sozinho.
           Tenha tanto na mente quanto no coração de que “todas são lícitas [...], mas nem todas edificam” (1Co 10.23).
            Liberdade ou pretexto?
Conclusão:       Em que pé está a direção do seu lar?
            Tudo o que não presta tem acontecido? Procure o melhor para a sua família o quanto antes.
            Amar a sua família, levar outros a Cristo, dar bom exemplo, deixar todos os vícios, pagar o que comprou. Com certeza o seu lar será muito mais abençoado.
            Não use da liberdade que você tem em Cristo como pretexto para pecar contra Deus.
            Saiba disso: “Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam” (1Co 10.23).
           Rev. Salvador P. Santana