quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

O PRIMEIRO MILAGRE, Jo.2.1-12.

O PRIMEIRO MILAGRE
Jo.2.1-12

Introd.:           “Aos cinco anos de idade, o menino Jesus estava brincando em uma correnteza de água, depois da chuva.
            Recolhia água em pequenas poças e a tornava límpida em um instante, dominando-a só com a sua palavra.
            Formou uma pasta com o barro e modelou com ela doze passarinhos.
            Isto fora feito em dia de sábado; havia várias crianças brincando com ele e um judeu correu e contou para seu pai José.
            José dirigiu-se ao lugar e ao vê-lo, o repreendeu, dizendo: - Por que fazes, no sábado, o que não é permitido fazer?
            Jesus bateu as mãos, voltou-se para os passarinhos e disse-lhes: - Ide! Abrindo as asas, os passarinhos voaram, gorjeando.
            Ao presenciar isso, os judeus ficaram admirados e foram contar a seus chefes o que tinha visto Jesus fazer.
            Vendo aquilo, Jesus indignou-se e disse-lhe: - Malvado, ímpio, insensato! Por acaso te faziam mal as poças e a água?
            Agora ficarás seco como uma árvore e não produzirá nem folhas, nem raiz, nem frutos.
            No mesmo instante, o menino que ficara seco o tomaram e, chorando por causa de sua tenra idade, o levaram a José, a quem censuraram asperamente, pelo fato de seu filho fazer tais coisas.
            Outra vez, caminha no meio de um povoado, quando um menino, que vinha correndo, esbarrou nela pelas costas. Irritado, Jesus lhe disse: – Não continuarás teu caminho. Imediatamente o menino caiu morto.
            Algumas pessoas, que presenciaram aquilo, disseram: – Donde saiu este menino? Todas as suas palavras se transformam em realidade.
            Ressuscitou um menino, curou um lenhador, carregou água dentro de um manto. Um grão de trigo que semeou, colheu 38.000 litros de trigo. Alongou um varal de cama por ser mais curto que o outro. Todos os que o contrariava caíam mortos. Soprou a ferida de Tiago, picado por uma cobra e este foi curado.
            É como diz o próprio texto: Os fatos narrados mostram um Jesus cruel e vingativo” – Bíblia Apócrifa – São José e o menino Jesus.
Nar.:   Entre a bíblia Apócrifa e a Bíblia Sagrada, fico com esta verdadeira Palavra, pois “[...] em Caná da Galileia deu Jesus princípio a seus sinais [...]”, Jo.2.11.
            A contradição dos textos entre os livros apócrifos e a Palavra de Deus é que nos Apócrifos, Jesus começa seus milagres aos cinco anos de idade.
            Interessante notar que as Bíblias de Jerusalém, Pastoral, Pão Nosso, Ave Maria, mostra o texto idêntico ao texto bíblico.
            O texto bíblico fala que “Jesus também foi convidado, com os seus discípulos, para o casamento”, Jo.2.2.
            A festa de casamento se prolongava por sete dias.
            Sempre começava nas quartas-feiras, isto porque, se a moça não fosse virgem, na quinta-feira, o Sinédrio se reunia, então, era apresentada a queixa.
            O vinho era servido livremente, coisa de “[...] seis talhas (cântaro) de pedra [...] e cada uma levava duas ou três metretas (40 l. Se considerar as três, então tinha 720 l)”, Jo.2.6 no final da festa, fora “[...] o vinho (que) tinha acabado [...]”, Jo.2.3, então, cerca de 1500 l de vinho foi servido.
            “[...] A mãe de Jesus (fez uma interferência) [...] disse (à) Jesus: Eles não têm mais vinho”, Jo.2.3.
            “Mas (, gentilmente rejeitada por) Jesus lhe dizendo: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora”, Jo.2.4.
            Outro “[...] costume (era) pôr primeiro o bom vinho e, quando já beberam fartamente, servem o inferior; (mas o dono da festa) [...] porém, guardou o bom vinho até (aquele momento) [...]”, Jo.2.10 em que Jesus interferiu.
            O primeiro “[...] sinal (de) Jesus (foi realizado) em Caná da Galileia [...]”, Jo.2.11.
Propos.:          O primeiro milagre bíblico joga por terra a versão Apócrifa de que Jesus iniciou os seus milagres aos cinco anos de idade.
Trans.:           No primeiro milagre de Jesus [...]
1 – Teve testemunhas oculares.
            O médico Lucas fala que os apóstolos, “[...] desde o princípio foram [...] testemunhas oculares [...]”, Lc.1.2 dos atos de Jesus Cristo.
            Sabe-se que “[...] Jesus tinha cerca de trinta anos (quando) [...] começou o seu ministério [...]”, Lc.3.23, então, é impossível Jesus ter realizado milagres desde os cinco anos.
            Além dos convidados presentes no “[...] casamento em Caná da Galileia, achava-se ali a mãe de Jesus”, Jo.2.1, “[...] também [...] os seus discípulos [...]”, Jo.2.2, os “[...] serventes [...]”, Jo.2.5, o “[...] mestre-sala (quem colocava em ordem as mesas e os leitos, arranjava os pratos de um cardápio, testava a comida e o vinho) [...]”, Jo.2.8, “[...] os noivos (e todos os seus familiares)”, Jo.2.9 e, os “[...] irmãos (de) Jesus (“[...] Tiago, José, Simão e Judas [...] (e) todas as suas irmãs [...]”, Mt.13.55,56) [...]”, Jo.2.12.
            Como esse texto é Escritura de Deus, Jesus fala que pode “passar o céu e a terra, porém as sua palavras não passarão”, Lc.21.33.
            No primeiro milagre [...]
2 – Jesus usa material preexistente.
            Segundo o texto, “três dias depois, houve um casamento [...]”, Jo.2.1, então, Jesus não era um fantasma, Ele é “[...] o Verbo (que) se fez carne e habitou entre [...]”, Jo.1.14 o povo do seu tempo.
            Jesus usou as “talhas (que) estavam ali [...] (na casa do noivo) que os judeus usavam para as purificações (lavar as mãos, pés; no sentido espiritual, tornar-se puro diante de Deus para adorá-Lo) [...]”, Jo.2.6.
            “Jesus [...] (usa a) água (fala sobre “aquele [...] que beber da água que Jesus [...] der nunca mais terá sede [...]”, Jo.4.14) [...]”, Jo.2.7.
            “Jesus [...] (usa as pessoas para fazerem coisas simples) [...] e elas [...] encheram totalmente (as talhas; sendo obedientes)”, Jo.2.7, daí, Jesus “[...] determina [...] tirar [...] e levar [...] (a água transformada em vinho, e) eles o fizeram (obedientes)”, Jo.2.8.
            Jesus usa “[...] o mestre-sala (para) provar a água transformada em vinho (Ele “[...] não queria que ninguém o soubesse”, Mc.9.30, por isso o mestre-sala) não sabia donde viera, se bem que o sabiam os serventes que haviam tirado a água) [...]”, Jo.2.9.
            Jesus usa tudo quanto Ele deseja para fazer cumprir a Sua vontade.
            Deixa Jesus usar você! 
            O primeiro milagre [...]
3 – Manifesta a glória de Cristo.
            “[...] Jesus [...] manifestou a sua glória (o que dá peso, é importante, impõe, confere estimação, como riqueza, esplendor, majestade, brilho, poder) [...]”, Jo.2.11.
            Essa glória dada a Cristo é “porque Deus [...] das trevas resplandeceu a luz [...] em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo”, 2Co.4.6.
            A glória de Cristo nos “[...] fala [...] (que devemos) fazer tudo o que Jesus nos disser”, Jo.2.5, daí, “nós seremos seus amigos, se fizermos o que Jesus nos manda”, Jo.15.14.
            O primeiro milagre [...]
Conclusão:     Fala de fé.
            Os “[...] discípulos (de) Jesus creram nele”, Jo.2.11; e você, crê?
            “Depois desse (primeiro milagre), Jesus desceu para Cafarnaum (onde realizou muitos outros) [...] e ficaram ali não muitos dias”, Jo.2.12, pois partiu para outras localidades/nossos corações para realizar outros milagres.


            Rev. Salvador P. Santana

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

O EXERCÍCIO DA INFLUÊNCIA, Mt.5.13-16.

O EXERCÍCIO DA INFLUÊNCIA, Mt.5.13-16.

            Objetivo da lição: Ser diferente e fazer a diferença neste mundo.
Introd.:           O sal em seu estado puro consiste de cloreto de sódio e é encontrado em grande quantidade na natureza.
            O sal pode ser extraído da água, especialmente do mar, ou da terra.
            Enciclopédia Mirador Internacional classifica o sal em dois grupos, de acordo com o teor de pureza: 1 – Sal bruto, subdividido em marinho verde ou curado; o de minas, proveniente de lagos salgados ou mares interiores; o de jazidas de sal-gema ou salde rocha, encontrado no subsolo; o de depósitos mistos; 2 – O beneficiado, subdividido em alimentício, de mesa, de cozinha ou grosso; e de conserva.
            O sal é usado há muito tempo pelo homem.
            O primeiro relato bíblico fala sobre “[...] a mulher de Ló (que) olhou para trás e converteu-se numa estátua de sal”, Gn.19.26.
            O uso do sal é variado. Serve como tempero, na produção industrial (cloro, soda cáustica, vidro, alumínio, borracha, plástico, celulose).
            Também é usado como conservante de alimento como peixes, carnes e salames.
            Um homem adulto tem cerca de 250 gramas de sal em seu corpo.
            A dose recomendável de ingestão diária de sal para uma pessoa saudável é de 2,4g (colher de chá).
            O sal é importante na manutenção do metabolismo e equilíbrio do nosso sistema de defesa.
            O uso exagerado do sal produz hipertensão arterial, eclampsia, cálculos renais e arteriosclerose.
            Jesus já havia ensinado sobre o caráter do cristão, mostrando que cada um precisa ser “bem-aventurado [...]”, Mt.5.3.
            No texto básico, Jesus fala sobre a influência do cristão no mundo. Ela usa duas metáforas (sentido figurado por meio de comparação): sal e luz.
            A ênfase de Jesus é que um cristão verdadeiro, por meio da sua maneira de viver, influencie o mundo ou a sociedade em que vive.
            Como está o seu testemunho diante da sua família e sociedade?
Exposição
1 – O sal da terra.
            Na época em que Jesus viveu, o sal possuía um grande valor.
            Os gregos diziam que o sal era divino. Os romanos diziam: “Nada é mais útil do que o sol e o sal”.
            Por um longo tempo o sal foi considerado muito precioso para a preservação dos alimentos e foi chamado de ouro branco.
            Os gregos e romanos, utilizavam o sal como moeda para suas compras e vendas e com este condimento os romanos eram pagos, por isso surgiu a palavra salário, que deriva de sal.
            Foi considerado um artigo de luxo e só os mais ricos tinham acesso a ele.
            Naquela época o sal se associava a três qualidades:
            1.1 – O sal simboliza pureza.
            Pelo fato de ser extraído da natureza, o sal é essencialmente puro.
            Os romanos diziam que o sal era o mais puro dos alimentos porque procedia das duas coisas mais puras que existem: o sol e o mar.
            Entre os povos do oriente, o sal era usado como selo de alianças e acordos, simbolizando fidelidade e compromissos.
            No culto do Antigo Testamento, cada “[...] oferta [...] (de) manjares (era) temperada com sal [...] não (podia) deixar faltar o sal da aliança do teu Deus [...]”, Lv.2.13 com dois propósitos didáticos: compromisso com Deus e pureza.
            O cristão é comparado ao “[...] sal da terra [...]”, Mt.5.13, logo, ele deve ser um exemplo de pureza e santidade, ser “[...] limpo de coração, porque verá a Deus”, Mt.5.8.
            A fim de influenciar, cada cristão precisa se “[...] purificar de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a sua santidade no temor de Deus”, 2Co.7.1.
            Para influenciar é necessário “[...] tornar-se padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza”, 1Tm.4.12.
            Mas, para chegar a ponto de influenciar, “[...] ser [...] sal da terra [...]”, Mt.5.13 é preciso “chegar-se a Deus, e ele se chegará a (cada um de) nós outros. (Daí, vamos) purificar as mãos [...] limpar o coração”, Tg.4.8.
            O sal age secretamente, sem ser percebido.
            A influência do cristão muitas vezes não é vista, mas experimentada ou sentida.
            1.2 – O sal simboliza preservação.
            O sal impede a putrefação de alimentos.
            O cristão exerce influência positiva na sociedade, impedindo a sua deterioração moral.
            O cristão deve ser um elemento antisséptico e purificador dos homens maus.
            Certa vez “[...] disse o SENHOR: Se eu achar em Sodoma cinquenta justos dentro da cidade, pouparei a cidade toda por amor deles [...] Abraão (foi um antisséptico e purificador do seu sobrinho a ponto de clamar pelos sodomitas) [...] na hipótese de faltarem cinco para cinquenta justos, destruirás por isso toda a cidade? Ele respondeu: Não a destruirei se eu achar ali quarenta e cinco [...] e se, porventura, houver ali quarenta? [...] não o farei por amor dos quarenta. Insistiu: [...] se houver, porventura, ali trinta? [...] Não o farei se eu encontrar ali trinta. [...] Se, porventura, houver ali vinte? [...] Não a destruirei por amor dos vinte. [...] Se, porventura, houver ali dez? [...] Não a destruirei por amor dos dez”, Gn.18.26-32.
            “Joás fez o que era reto perante o SENHOR [...] (porque) o sacerdote Joiada o dirigia”, 2Rs.12.2, preservando-o do pecado.
            Para evitar infecções nos recém-nascidos, “[...] esfregavam-no com sal [...]”, Ez.16.4, friccionando na carne para exercer a sua influência.
            O cristão, para influenciar, precisa sair do saleiro.
            O cristão não deve fugir ou “[...] esconder [...]”, Mt.5.14 do mundo, mas “[...] a si mesmo guardar-se incontaminado (livre de contaminação) do mundo”, Tg.1.27.
            1.3 – O sal simboliza sabor.
            O sabor é algo sobrenatural.
            Na época de Eliseu, em Jericó, havia um rio de “[...] águas [...] más [...] saiu ele ao manancial das águas e deitou sal nele; e disse: Assim diz o SENHOR: Tornei saudáveis estas águas; já não procederá daí morte nem esterilidade. Ficaram, pois, saudáveis aquelas águas [...]”, 2Rs.2.19,21,22.
            O sal foi usado como elemento de restauração do sabor ou da qualidade da água.
            “[...] o sal [...] (dá) sabor [...]”, Mt.5.13 à comida.
            O cristão é para o mundo o que o sal é para a comida.
            Não é impossível “comer sem sal [...] (então) a nossa palavra (deve) ser sempre agradável, temperada com sal, para saber como devemos responder a cada um”, Jó 6.6; Cl.4.6.
            “[...] O sal [...] (só perde) o sabor [...]”, Mt.5.13 por um processo de adulteração, contaminação ou infiltração, daí, “[...] o sal (se torna) insípido [...]”, Mt.5.13 em razão das substâncias estranhas que se agregam a ele.
            Quando “[...] o sal vier a ser insípido [...] para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens”, Mt.5.13, tal como “[...] os [...] charcos (brejo) e os seus pântanos (brejo atoleiro) não serão feitos saudáveis; serão deixados para o sal”, Ez.47.11.
            Se cada um de “nós somos o sal da terra [...] (não podemos) ser insípido (sem gosto, é dever buscar) [...] restaurar o sabor [...] (se não buscar) para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens”, Mt.5.13.
            Você está disposto a ser jogado fora ou ser aproveitado?
2 – A luz do mundo.
            Conforme William Hendriksen, a luz na Bíblia, indica:
            1 – “[...] Na luz (de) Deus, vemos a luz”, Sl.36.9 que é o verdadeiro conhecimento.
            O evangelista Mateus declara que “são os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão!”, Mt.6.22,23.
            2 – Como todos nós “[...] outrora, éramos trevas, porém, agora, somos luz no Senhor; (então, precisamos) andar como filhos da luz (porque o fruto da luz consiste em toda bondade, e justiça, e verdade)”, Ef.5.8,9.
            3 – O salmista fala que “a luz difunde-se para o justo, e a alegria, para os retos de coração. (É por este motivo que) o povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz”, Sl.97.11; Is.9.2.
            A palavra luz sempre é empregada em conexão com alegria, bênção e vida, em contraste com tristeza, maldição e morte.
            Jó faz o contraste ao dizer: “antes que eu vá para o lugar de que não voltarei, para a terra das trevas e da sombra da morte; terra de negridão, de profunda escuridade, terra da sombra da morte e do caos, onde a própria luz é tenebrosa”, Jó 10.21,22.
            Quando Isaías profetiza sobre a vinda do Messias, ele fala “[...] que a terra [...] aflita não continuará a obscuridade (escuridão porque Jesus nasceu) [...]”, Is.9.1.
            É por isso que o evangelista João declara que “a vida estava nele e a vida era a luz dos homens. (E que) a luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela”, Jo.1.4,5.
            Sendo assim, é verdadeiro quando “[...] Jesus fala, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida”, Jo.8.12.
            Mas é preciso saber que “enquanto Cristo estava no mundo, (era) [...] a luz do mundo”, Jo.9.5 e hoje, “[...] somos a luz do mundo. (Logo) não se pode esconder a cidade edificada (todo cristão) sobre um monte”, Mt.5.14.
            É como já fora falado de que “[...] outrora, éramos trevas, porém, agora, somos luz no Senhor; (devemos) andar como filhos da luz”, Ef.5.8.
            Quando andamos na luz, “[...] nos tornamos irrepreensíveis (não merece censura) e sinceros, filhos de Deus inculpáveis (inocente segundo os padrões de Deus) no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandecemos como luzeiros no mundo”, Fp.2.15.
            Mas é preciso “permanecer em Jesus, e ele permanecerá em nós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podemos dar, se não permanecermos em Jesus. (Isto é porque) Jesus é a videira, nós, os ramos. Quem permanece em Jesus, e Jesus, (em nós) [...] esse dá muito fruto; porque sem Jesus nada podemos fazer”, Jo.15.4,5.
            Jesus declara que “nós somos a luz do mundo [...]”, Mt.5.14, “[...] se o sal vier a ser insípido (sem gosto) [...] para nada mais presta (é uma função oculta) [...]”, Mt.5.13, então, “[...] a luz do mundo (que) somos. Não se pode esconder [...]”, Mt.5.14 porque ela brilha aberta e publicamente, por isso, “nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire (vaso medir cereais), mas no velador (suporte lamparina), e alumia a todos os que se encontram na casa”, Mt.5.15, e mais: “[...] não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte”, Mt.5.14.
            2.1 – A luz simboliza visibilidade.
            “[...] Luz (é a forma de energia que ilumina o) [...] mundo (por este motivo ela) não pode se esconder [...]”, Mt.5.14.
            A luz e outras radiações eletromagnéticas são emitidas por objetos energéticos ou quentes.
            No caso da terra, o maior exemplo é o sol.
            A luz é o único componente do espectro eletromagnético (que inclui as micro-ondas, os raios ultravioletas e os raios X) que pode ser detectado pelo olho humano.
            Vemos os objetos quando eles refletem a luz em direção a nossos olhos.
            Nada se movimenta tão rápido como a luz. No vácuo a luz se movimenta numa velocidade de 300.000 km por segundo.
            A missão primordial da luz é ser vista, então, “[...] não se pode esconder a cidade edificada (“[...] sobre esta pedra (Jesus, que é) edificada a igreja [...]”, Mt.16.18) sobre um monte (que dá a ideia do “[...] Senhor assentado sobre um alto e sublime trono [...]”, Is.6.1”, Mt.5.14.
            O cristão não pode se esconder “[...] depois de acender uma candeia (recebe o Espírito Santo) [...] pelo contrário, coloca-a sobre um velador, a fim de que os que entram vejam a luz”, Lc.8.16 que “somos nós a luz do mundo [...]”, Mt.5.14.
            Como servos de Cristo, “[...] nada (em nós deve) estar oculto, senão para ser manifesto; e nada se faz escondido, senão para ser revelado”, Mc.4.22.
            A nossa visibilidade é tão séria que devemos estar “[...] atentos no que ouvimos (através da Palavra de Deus, pois) [...] com a medida com que tivermos medido nos medirão também, e ainda se nos acrescentará. Pois ao que tem se lhe dará; e, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado”, Mc.4.24,25 – galardão, talentos??!!
            2.1 – A luz simboliza direção.
            As três grandezas físicas básicas da luz são: brilho (ou amplitude), cor (ou frequência), e polarização (ou ângulo de vibração).
            Devido a dualidade onda-partícula, a luz exibe simultaneamente propriedades quer de ondas quer de partículas.
            Por causa do brilho, a luz é utilizada para dirigir ou orientar navegações. Esta é a função da luz de um farol.
            “A nossa luz também (deve) brilhar diante dos homens [...]”, Mt.5.16.
            É o nosso dever influenciar este mundo pelo motivo de “[...] Jesus [...] ser a luz do mundo [...] (portanto) quem segue Jesus não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida”, Jo.8.12.
            Quando apresentamos a direção, que é Jesus, muitos irão “[...] perguntar: Onde está [...] (Jesus) Rei dos judeus? Porque [...] viemos para adorá-lo”, Mt.2.2.
            2.1 – A luz simboliza vida.
            Toda a vida no planeta e em tudo na natureza é dependente da luz do sol. Sem o sol, não haveria nenhuma vida no planeta.
            A luz, simboliza, na Bíblia, o verdadeiro conhecimento de Deus, “pois em Deus está o manancial da vida; na luz (de) Deus, vemos a luz”, Sl.36.9.
            É por este motivo que, “são os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão!”, Mt.6.22,23.
            Mas, para que possamos andar na luz e mostrar a vida que recebemos, é preciso conhecer Deus através de Jesus Cristo, porque “a vida está nele e a vida é a luz dos homens”, Jo.1.4, então, “[...] quem segue Jesus não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida”, Jo.8.12.
            O exercício da influência [...]
Conclusão:      Nos fala que todos “nós somos o sal da terra (para salgar, temperar, dar sabor) [...]”, Mt.5.13 e “[...] a luz do mundo (que) não [...] pode esconder [...]”, Mt.5.14 com a finalidade de “[...] alumia a todos os que se encontram na casa (ao nosso redor)”, Mt.5.15, essa atitude serve “[...] para que vejam as nossas boas obras e glorifiquem a nosso Pai que está nos céus”, Mt.5.16.
            Se por acaso eu e você for negligente em “[...] ser o sal da terra (e “[...] a luz do mundo [...]”, Mt.5.14) [...] para nada mais prestar [...] (fique sabendo que será) lançado fora, (para) ser pisado (humilhado, ridicularizado, comparado aos demais homens que não tem Cristo) pelos homens”, Mt.5.13.
Discussão:       1 – As pessoas com quem você se relaciona reconhecem em você um cristão verdadeiro?
            2 – Qual o testemunho da igreja evangélica em Itapuí?
            3 – Qual é o seu poder de influência para os moradores de Itapuí?



            Adaptado pelo Rev. Salvador P. Santana para E.D. – Dieta espiritual – Z3 Editora – Rev. Arival Dias Casimiro.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

MODA

MODA
            “[...] O que acha da moda ‘periguetes’? Não gosto dessa moda muito justa, apertada, com barriga de fora. De um tempo para cá, a mulher ficou muito exposta. Não precisa virar freira, mas tem de ter uma medida [...]” – Época – Edição 818 – 03/02/14 – Bruno Astuto entrevistando Paulo Martinez, stylist e produtor de moda.
            Assim como existem normas nas empresas para a vestimenta, e para as celebridades quem dita as regras são estilistas de renome, também existem normas para a vestimenta do povo de Deus, e as ordens ditadas estão na Palavra de Deus, a única regra de fé e prática.
            Nestes dias em que se enfrentam grandes problemas com o vestuário, é bom ficar com ouvido atento ao conselho do apóstolo Paulo quando fala para Timóteo de “que (ele) queria também que as mulheres fossem sensatas e usassem roupas decentes e simples. Que elas se enfeitem, mas não com penteados complicados, nem com joias de ouro ou de pérolas, nem com roupas caras!” (1Tm 2.9).
            Paulo apela para um bom juízo das mulheres crentes em relação ao seu vestuário. Ele diz que elas devem usar roupas decentes. Conforme o dicionário Larousse da Ática, decente quer dizer: “Diz-se daquilo que fica bem; conveniente. Decoroso, honesto e digno”. O que Paulo está querendo dizer é o seguinte: A sua roupa fica bem em você? Ela é decorosa e digna de vir para a Igreja? A sua roupa não pode servir apenas para vir à igreja, mas também para andar no seu dia a dia.
            Preste bem atenção no vestuário das suas irmãs, colegas e amigas. Você tem coragem de vestir a roupa que elas vestem sendo que você as critica? Será que você não está levando o seu irmão a pecar contra Deus? Dê uma olhada no espelho antes de sair de casa.
            O texto não está proibindo vestuário ou penteados, ele só está chamando atenção quanto aos exageros no vestuário, penteados e joias e, acima de tudo, quanto a ostentação de suas roupas caras.
            Lembre-se! Igreja não é passarela de modas. Igreja não serve para mostrar o que você tem de melhor no seu guarda roupa. Igreja não é estúdio de TV.
            É bom lembrar o que é Igreja. Igreja é o lugar onde se reúnem os crentes no Senhor Jesus. Igreja é aquela que é perseguida por causa do testemunho que dá. Igreja é aquele que tem paz e caminha no temor do Senhor. Igreja é aquela que evangeliza e discipula os novos crentes. Igreja é a que ora e faz jejum. Igreja é a busca a santificação para ver a face de Cristo. Igreja se reúne de casa em casa para aperfeiçoar a comunhão, mas também pode ser encontrada na rua e no templo. Igreja é você, amada irmã, que precisa se vestir “[...] com sensatez e usar roupas decentes e simples. Que [...] se enfeitem, mas não com penteados complicados, nem com joias de ouro ou de pérolas, nem com roupas caras!” (1Tm 2.9).
            A Igreja do Senhor Jesus Cristo precisa estar na moda a ponto das “[...] portas do inferno não prevalecer contra ela” (Mt 16.18).
            Queridas irmãs, se na maioria das empresas brasileiras há exigências quanto ao vestuário, imaginem a cobrança de Cristo das suas vestes?
            Deus abençoe a todas!

Rev. Salvador P. Santana

O EXERCÍCIO DO QUEBRANTAMENTO, Is.57.11.

O EXERCÍCIO DO QUEBRANTAMENTO, Is.57.11.

            Objetivo da lição: aprender a se quebrantar diante de Deus.
Introd.:
            O profeta Isaías faz uma declaração de exaltação ao Deus que pode mudar, transformar e renovar cada coração.
            Deus tem esse poder “porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos”, Is.57.15.
            Interessante notar que Deus tem dois endereços de habitação.
            O primeiro fala que Deus “[...] habita a eternidade [...] habita no alto e santo lugar [...]”, Is.57.15, ou seja, “no céu está o nosso Deus [...]”, Sl.115.3.
            O segundo lugar de “[...] habitação [...] do Santo (é) [...] também com o contrito (arrependido, esmagado, quebrantado) e abatido (humilde, baixo) de espírito [...]”, Is.57.15.
            A respeito desses “[...] humildes de espírito (Jesus declara que eles são) bem-aventurados, porque deles é o reino dos céus”, Mt.5.3.
            Davi reconhece que “sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado (esmagado); coração compungido (tristeza por haver pecado) e contrito (arrependido), não o desprezarás, ó Deus”, Sl.51.17.
            O problema é que temos um coração orgulhoso, cheio de si, mesmo após a nossa conversão, sendo habitação de Deus, o nosso coração continua duro é por este motivo de Deus reclamar: “Mas de quem tiveste receio ou temor (deuses), para que mentisses e não te lembrasses de mim, nem de mim te importasses? Não é, acaso, porque me calo, e isso desde muito tempo, e não me temes?”, Is.57.11.
            A declaração do profeta Jeremias mostra cada um de “nós fazendo pior do que nossos pais; pois eis que cada um de nós anda segundo a dureza do nosso coração maligno, para não [...] dar ouvidos a Deus”, Jr.16.12.
            Sendo um coração em constante desejo para desviar-se de Deus, “[...] o Alto, o Sublime, que habita a eternidade [...] (deseja) vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos”, Is.57.15.
            Quebrantamento é a solução para o nosso coração orgulhoso.
            Você tem praticado o exercício do quebrantamento (desanimado, aflito, ferido)?
Exposição
1 – O que é quebrantamento?
            A palavra quebrantamento traduz a palavra bíblica contrição (arrependimento).
            Essa palavra sugere algo que foi esmagado em minúsculos pedaços, tal como uma rocha que se tornou em pó.
            Davi fala que “perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado (arrependido, esmagado, minúsculo) e salva os de espírito oprimido”, Sl.34.18.
            Nancy L. DeMoss afirma que quebrantamento consiste em três coisas:
            1 – Quebrantamento é o rompimento da nossa vontade pessoal e total rendição à vontade de Deus.
            Ao renegar a vontade de Deus em nossas vidas, agimos como Simeão e Levi que “[...] na sua vontade perversa [...] (misturado a) seu furor mataram homens [...] jarretaram (aleijar) touros”, Gn.49.6.
            O sinal do quebrantamento é quando o servo “[...] que [...] diz: Senhor, Senhor! [...] faz a vontade do [...] Pai, que está nos céus”, Mt.7.21.
            2 – Quebrantamento é abrir mão da autoconfiança e da independência de Deus.
            Muitos ainda neste mundo agem como “[...] Faraó (que era autoconfiante e totalmente independente de Deus ao afirmar): Quem é o SENHOR para que lhe ouça eu a voz e deixe ir a Israel? Não conheço o SENHOR, nem tampouco deixarei ir a Israel”, Ex.5.2.
            O quebrantamento começa quando “amamos o SENHOR, nosso Deus, dando ouvidos à sua voz e apegando-nos a ele; pois disto depende a nossa vida e a nossa longevidade [...]”, Dt.30.20.
            3 – Quebrantamento é o amolecimento do solo do nosso coração para que a Palavra de Deus penetre e lance raízes.
            Assim como “[...] Faraó [...] (muitos) corações continuam endurecidos e não [...] ouvem [...] o (que o) SENHOR tem dito”, Ex.8.15.
            O quebrantamento nos levar “[...] ouvir [...] (as) palavras (de) Jesus e as praticar (daí) será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha [...] (este) semeado em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende; este frutifica e produz a cem, a sessenta e a trinta por um”, Mt.7.24; 13.23.
2 – Avalie o seu orgulho.
            J. N. Darby declara que “o orgulho é o pior dos males que podem nos sobrevir. De todos os nossos inimigos, ele é o que perece com mais dificuldade e mais lentamente”.
            É preciso combater o orgulho, pois “Deus, certamente, escarnece dos escarnecedores [...]”, Pv.3.34.
            Devemos gravar em nosso coração que “[...] Deus resiste aos soberbos (orgulho) [...]”, Tg.4.6; 1Pe.5.5.
            É impossível o orgulhoso esconder do “[...] SENHOR [...] (porque) ele os conhece de longe”, Sl.138.6.
            Faça um check-up espiritual do seu coração. Avalie o nível de orgulho presente no seu coração.
            1 – O orgulhoso olha para os fracassos dos outros e está sempre pronto a mencioná-los tal como “[...] Judá (depois que soube que) [...] Tamar, sua nora, adulterou [...] (mandou) tirá-la fora para que ser queimada”, Gn.38.24;
            2 – O orgulhoso tem um espírito crítico e está sempre procurando erro nos outros. “[...] Ele vê o argueiro (cisco) no olho do [...] irmão, porém não repara na trave que está no seu próprio [...]”, Mt.7.3;
            3 – O orgulhoso tem a tendência de criticar quem se encontra em posição de autoridade (presidente, patrão, marido, pai, pastor), e comenta com outras pessoas as falhas percebidas.
Isto aconteceu com “Miriã e Arão (que) falaram contra Moisés, por causa da mulher cuxita (etíope) que tomara [...]”, Nm.12.1;  
            4 – O orgulhoso se autojustifica; tem um conceito elevado de si mesmo a ponto de, “[...] posto em pé, orar de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou (mas ao mesmo tempo menospreza os outros) porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano”, Lc.18.11;
            6 – O orgulhoso quer provar que sempre está certo e deseja sempre ter a última palavra a ponto de dizer: “[...] Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros”, Tg.4.13;
            7 – O orgulhoso exige sempre os seus direitos e a preservação de sua reputação. Foi o que fez a esposa do rei Acabe. Ela, para não ficar humilhada por um dos súditos do rei, que recusou vender um pedaço de terra ao soberano, primeiro quis saber se “[...] com efeito (Acabe) governava [...] sobre Israel [...] (com o seu orgulho prometeu) dar(-lhe) a vinha de Nabote [...] (por meio) homens malignos, que testemunharam (falsamente) [...]”, 1Rs.21.7,10.
            8 – O orgulhoso deseja sempre ser servido, quer que a vida gire em torno de si e de suas necessidades, tal como “[...] os governadores dos povos (que) os dominam e que os maiorais exercem autoridade (mandam) sobre eles”, Mt.20.25;
            9 – O orgulhoso tem o sentimento de que a igreja é privilegiada por poder contar com ele, pois somente ele “resolve [...] rege [...] empreende [...]edifica [...] planta [...] faz [...] compra [...] possui [...] amontoa [...] sobrepuja [...]”, Ec.2.3-5,7-9 a todos, portanto, ele é único;
            10 – O orgulhoso busca sempre se autopromover;
            11 – O orgulhoso deseja intensamente ser reconhecido e apreciado por seus esforços, pois “amam o primeiro lugar nos banquetes e as primeiras cadeiras nas sinagogas, as saudações nas praças e o serem chamados mestres pelos homens”, Mt.23.6,7;
            12 – O orgulhoso fica magoado quando outros são promovidos em vez dele, tal como “[...] o filho mais velho [...] quando [...] ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Ele se indignou e não queria entrar; saindo, porém, o pai, procurava conciliá-lo”, Lc.15.25,28;
            13 – O orgulhoso se deixa abater pelas críticas;
            14 – O orgulhoso não aceita ser corrigido ou disciplinado;
            15 – O orgulho se preocupa com a opinião das pessoas a respeito dele;
            16 – O orgulhoso tem dificuldade de aceitar os seus erros e pedir perdão;
            17 – O orgulhoso não conhece a verdadeira condição do seu coração;
            18 – O orgulhoso considera que não precisa de arrependimento e avivamento espiritual.
            Essa lista te ajudou a reconhecer o quanto você é orgulhoso?
            Não fique desesperado, “as misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim”, Lm.3.22.
3 – Pratique o quebrantamento.
            O quebrantamento é uma obra de Deus, mas exige a nossa participação.
            Alguns passos para o quebrantamento:
            3.1 – Aproxime-se de Deus.
            Deve nascer o desejo em cada coração de “chegar-se a Deus [...]”, Tg.4.8 por meio da oração, leitura bíblica e frequência aos cultos.
            Duas coisas importantes:
            3.1.1 – Deus não rejeita a oração de alguém que o busca de todo o coração.
            Quando buscamos a presença de “[...] Deus (temos a certeza de que Ele) me tem ouvido e me tem atendido a voz da oração. (Portanto) bendito seja Deus, que não me rejeita a oração, nem aparta de mim a sua graça”, Sl.66.19,20.
            Quando nos dispomos a “buscar Deus o [...] achamos quando o buscamos de todo o nosso coração”, Jr.29.13.
            E quando “[...] não sabemos orar como convém [...] o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza [...] (e) intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis”, Rm.8.26.
            3.1.2 – “[...] A palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração (mais duro)”, Hb.4.12.
            “[...] A palavra (é) fogo, diz o SENHOR, e martelo que esmiúça a penha (coração mais endurecido) [...]”, Jr.23.29.
            3.2 – Confesse os seus pecados.
            Ao aproximar-se de Deus, pela oração e meditação bíblica, enxergamos o quanto “[...] estamos perdido! Porque somos homem de lábios impuros, habitamos no meio de um povo de impuros lábios [...]”, Is.6.5.
            Quando somos impulsionados a “chegar a Deus, e ele se chega a nós [...] (então, a nossa obrigação é) purificar as mãos, (somos) pecadores [...] (devemos) limpar o coração. Afligir (atormentar), lamentar e chorar [...] (a fim de) nos humilhar na presença do Senhor, e ele nos exaltará”, Tg.4.8-10.
            Cada um de nós pode ter a certeza, pois, “se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”, 1Jo.1.9.
            3.3 – Tome atitudes de obediência a Deus.
            John Maxwell diz que atitude é um sentimento interior que se expressa pelo comportamento exterior. É a capacidade de transformar pensamentos em ações.
            Para Tiago, você tem atitude quando se “torna [...] praticante da palavra e não somente ouvinte, enganando a (si) [...] mesmo”, Tg.1.22.
            Atitude é “[...] apresentar o nosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o nosso culto racional. E não nos conformar com este século, mas (ser) transformados pela renovação da nossa mente, para que experimentemos qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”, Rm.12.1,2.
            Faça uma lista de decisões a ser tomadas:
            1 – Ajoelhe-se diante de Deus e reconheça a sua dependência;
            2 – Reúna a sua família e peça perdão pelas suas ofensas e reconheça os seus erros;
            3 – Desista de brigar e entregue os seus ressentimentos para Deus;
            4 – Comece a dar testemunho de cristão no seu ambiente de trabalho;
            5 – Comprometa-se com a sua igreja através dos dízimos;
            6 – Passe a falar de Jesus para as pessoas que estão ao seu redor.
Conclusão:      O meio-irmão de Jesus fala que todos nós devemos “nos humilhar na presença do Senhor, e ele nos exaltará”, Tg.4.10.
            Não podemos “[...] ter receio ou temor (de) Deus (para sermos quebrantados) [...]”, Is.57.11.

Discussão:       1 – Você é uma pessoa soberba?
            2 – Você tem se esforçado para buscar o quebrantamento?



            Adaptado pelo Rev. Salvador P. Santana para E.D. – Dieta espiritual – Z3 Editora – Rev. Arival Dias Casimiro.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Ec.3.1-15 - A TEMPORALIDADE DA VIDA.

A TEMPORALIDADE DA VIDA, Ec.3.1-15.

            Uma das dádivas de Deus para toda humanidade é que “tudo tem o seu tempo determinado [...]”, Ec.3.1.
            Sendo assim, todos os homens precisam administrar o seu tempo, mas, sabemos que existe uma correria desenfreada para conseguir cumprir com todos os seus compromissos.
            E, como o tempo para muitos está curto, daí, gera ativismo prejudicial, corre-corre, estresse.
            Como administrar e utilizar corretamente o tempo que Deus nos dá?
            Não tenho tempo. É o que dizem quase todos os homens, mas conforme o poeta, “tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu [...]”, Ec.3.1.
            Cada homem na face da terra tem um momento apropriado para cada atividade humana.
            Como você tem administrado o seu tempo?
            O texto básico apresenta 14 situações que cobrem varias atividades desta vida.  
            Esses vários aspectos da temporalidade da vida são apresentados em pares, indicando a universalidade do controle de Deus.
            Essa forma literária de apresentação é comum no Antigo Testamento quando fala “[...] nenhum homem ou mulher [...] desde o menor deles até ao maior [...] o mar e a terra”, Ex.36.6; Jr.6.13; Jn.1.9.
            O quadro do texto básico oferece uma linguagem em pares, sobre as várias tonalidades da vida humana, onde apresenta “[...] Deus [...] (como) soberano Senhor, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há”, At.4.24:
Texto
Pares
Sentido básico
v.2
[...] nascer [...] morrer [...] plantar [...] arrancar [...]”.
Eventos mais importantes da vida humana
v.3
[...] matar [...] curar [...] derribar [...] edificar”.
Atividades criativas e destrutivas, ou seja coisas boas e más.
v.4
[...] chorar [...] rir [...] prantear [...] saltar de alegria”.
Situações que envolvem emoções humanas.
v.5
[...] espalhar pedras [...] ajuntar pedras [...] abraçar [...] afastar-se de abraçar”.
Trata das amizades e inimizades nesta vida.
v.6
[...] buscar [...] perder [...] guardar [...] deitar fora”.
Refere-se às posses humanas.
v.7ª
[...] rasgar [...] coser [...]”.
Expressa atividades destrutivas e criativas.
v.7b,8
[...] estar calado [...] falar”.
[...] amar [...] aborrecer [...] guerra [...] paz”.
Significa falas humanas sentimentais e empreendimentos nacionais.

            Sendo a vida temporária neste mundo, neste estudo será apresentado o viver humano à luz da soberania de Deus.
Tópicos para reflexão.
1 – A temporalidade da vida e sua fragilidade.
            Como “tudo tem o seu tempo determinado [...] debaixo do céu [...]”, Ec.3.1, então é verdade que “há tempo de nascer e tempo de morrer [...]”, Ec.3.2 que é determinado por Deus, isto acontece pelo simples motivo de “[...] Deus, somente Deus, e mais nenhum deus além dele [...] (pode) matar e [...] fazer viver [...] ferir e [...] sarar; e não há quem possa livrar alguém da sua mão”, Dt.32.39.
            Essa fragilidade da vida é porque “[...] Deus impôs aos filhos dos homens [...]”, Ec.3.10 o tempo da sua permanência neste mundo.
            É preciso saber que “tudo fez Deus formoso no seu devido tempo (homem algum morre fora do tempo); também pôs a eternidade no coração do homem (Deus agiu dessa forma “porque os vivos sabem que hão de morrer [...]”, Ec.9.5, então, é por este motivo) [...] que (nenhum homem) [...] pode descobrir as obras que Deus fez (dia exato de nascer ou morrer) desde o princípio até ao fim”, Ec.3.11.
            O ser humano se considera inútil, frágil e sem possibilidades em todas as coisas, até mesmo de se controlar, isto acontece porque, além do “[...] trabalho imposto (por) Deus [...] aos filhos dos homens, (também, as demais atividades neste mundo é tão somente) para com ele os afligir”, Ec.3.10.
            Deus é aquele que comanda a vida temporal.
            A prova da temporalidade da vida do homem é retratada pelo Salmista onde ele declara que o “SENHOR [...] sondas e [...] conhece (o homem) [...] cercas por trás e por diante [...] se (o homem resolve) subir aos céus, lá estás; se faz a sua cama no mais profundo abismo, lá estás também”, Sl.139.1,5,8.
            De fato, o homem é tão limitado que muitos chegam a “[...] dizer: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros (autossuficiente, independente). (A resposta dAquele que comanda é:) Vocês não sabem o que sucederá amanhã (Deus está no controle). Que é a vossa vida? Somos, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. Em vez disso, devemos dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo. Agora, entretanto, nos jactamos (gloriar) das nossas arrogantes pretensões. Toda jactância (glória) semelhante a essa é maligna”, Tg.4.13-16.
            David A. Hubbard em seu livro, Muito Além da Futilidade – “O alcance total da vida está além do controle humano, quando se observa que os eventos que o Pregador alinhou eram todos opostos entre si. Nosso labor é basicamente sem lucro, porque Deus planejou de tal maneira, e de tal maneira controla os fatos de nossa vida, que todos os nossos esforços são impotentes para produzir qualquer mudança essencial”.
2 – A temporalidade da vida e o prazer de viver.
            Salomão “sabe que nada há melhor para o homem do que regozijar-se e levar vida regalada”, Ec.3.12 quando aprende a viver debaixo do poder soberano de Deus.
            Para o Pregador e, também deve ser para cada cristão, o dever de reconhecer “[...] que também é dom de Deus que possa o homem comer, beber e desfrutar o bem de todo o seu trabalho”, Ec.3.13, tudo isso “[...] vem da mão de Deus, pois, separado deste, quem pode comer ou quem pode alegrar-se?”, Ec.2.24,25.
            O filósofo Aristóteles dizia que “prazer é o ato de um hábito que é conforme a natureza”, mas o escritor bíblico, Salomão, declara que “[...] Deus (é quem) dá [...] prazer ao homem (de viver neste mundo) [...]”, Ec.2.26.
            É por este motivo que o filho do rei Davi declara que “tudo fez Deus formoso no seu devido tempo [...]”, Ec.3.11 a fim de que, o servo de Deus reconheça que todos os homens são temporários neste mundo, então é dever de cada um ter prazer na vida, pois “[...] é dom de Deus [...]”, Ec.3.13.
            Ora, como Deus nos oferece o presente de ter o prazer neste mundo, o “[...] jovem [...] (precisa aprender a) recrear o seu coração nos dias da sua mocidade; andar pelos caminhos que satisfazem ao seu coração e agradam aos seus olhos; (mas deve) saber [...] que de todas estas coisas Deus [...] pedirá contas”, Ec.11.9.
            Existem muitos que apenas vivem neste mundo sem ter alegria completa.
            São pessoas que não tem prazer de viver, vivem inquietas e sem direção.
            Esses homens inquietos e sem prazer na vida perguntam incessantemente: “Que proveito tem o trabalhador naquilo com que se afadiga?”, Ec.3.9.
            O prazer de viver não depende das circunstâncias deste mundo, depende daquilo que está dentro do coração, pois “são os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão!”, Mt.6.22,23.
3 – A temporalidade da vida e a sua segurança.
            No verso 14 Salomão se volta para a segurança da vida.
            Essa “segurança (precisa ser buscada constantemente no) [...] SENHOR [...] (que é soberano e pode) responder no dia da tribulação [...]”, Sl.20.1.
            Alguns aspectos da ação soberana de Deus, a qual proporciona segurança:
            1 – Segurança permanente.
            Precisamos gravar na mente e coração que o “[...] SENHOR [...] (é o) Deus Eterno”, Gn.21.33, então, fica mais claro reconhecer e “saber que tudo quanto Deus faz durará eternamente [...]”, Ec.3.14.
            A ideia principal é que não há possibilidade de fracasso quando se vive sob o comando divino.
            O salmista declara que “o SENHOR é quem te guarda; o SENHOR é a tua sombra à tua direita. O SENHOR te guardará de todo mal; guardará a tua alma”, Sl.121.5,7.
            Sendo o Senhor o nosso guarda, temos a certeza que “[...] o seu favor dura a vida inteira [...]”, Sl.30.5.
            A prova dessa segurança constante é quando “o SENHOR ia adiante (do seu povo no deserto) [...] durante o dia, numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho; durante a noite, numa coluna de fogo, para os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite. Nunca se apartou do povo a coluna de nuvem durante o dia, nem a coluna de fogo durante a noite”, Ex.13.21.22.
            2 – Segurança completa.
            Todos os homens, especial, aquele “[...] que confia no SENHOR está seguro”, Pv.29.25.
            Tudo quanto Deus faz é perfeito e completo, por isso, “[...] nada se lhe pode acrescentar e nada lhe tirar [...]”, Ec.3.14.
            Nenhuma obra de Deus precisa ser abandonada ou desprezada porque “tudo fez Deus formoso no seu devido tempo [...]”, Ec.3.11.
            3 – Segurança insuperável (invencível).
            Deus continua pergunta para todos os homens: “Quem pode numerar com sabedoria as nuvens? Ou os odres (chuva) dos céus, quem os pode despejar (?)”, Jó 38.37.
            Deus é invencível em todas as coisas. Ninguém pode ser maior do que Ele.
            Nada fica fora do alcance, controle e conhecimento de Deus.
            “[...] Deus faz tudo [...] isto para que os homens temam (reverenciar, honrar, respeitar) diante dele”, Ec.3.14.
            Como Deus é total segurança, podemos “[...] estar bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”, Rm.8.38,39.
Conclusão:      Como “tudo tem o seu tempo determinado [...]”, Ec.3.1 neste mundo para todos os homens, então, só nos resta “[...] que é dom (presente) de Deus que possa o homem comer, beber e desfrutar o bem de todo o seu trabalho”, Ec.3.13.
            Então, “o que é já foi (o trato com todos os homens de lhe oferecer a comida e bebida), e o que há de ser também já foi (o bem concedido a todos nós, haverá de ser igual para os que vierem depois); Deus fará renovar-se o que se passou (tal como Salomão já havia escrito: “o que foi é o que há de ser; e o que se fez, isso se tornará a fazer; nada há, pois, novo debaixo do sol”, Ec.1.9)”, Ec.3.15.
            Discussão:       É possível gozar a vida sem pecar contra Deus?
            É possível os fatores externos oferecer alegria completa para o homem?
            Para o salmista, o que proporciona alegria completa é “[...] a graça (do) Senhor (que) é melhor do que a vida [...]”, Sl.63.3.
            Você sabe aproveitar a vida?


            Adaptado pelo Rev. Salvador P. Santana – Estudo – Vida abundante – Didaquê – Rev. Anderson Sathler.