quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

HERANÇA, Jo.14.27.

HERANÇA
Jo.14.27

Introd.:           É lamentável a herança deixada pelas guerras.
            Quando ouvimos muitos dizerem que estão à procura de paz para o mundo, ficamos estarrecidos.
            “A 1ª guerra - 1914 a 1918 e a 2ª - 1939 a 1945 foram certamente as mais marcantes de todo o século XX, também conhecido como o século da violência”.
            Mais de 80 milhões morreram nestes 10 anos de conflito.
            Tudo isto sem contar os conflitos africanos, europeus, asiáticos, americanos até os mais recentes: Síria, Egito e o norte da África.
            Os eventos das Grandes Guerras fixam um marco sangrento na história da humanidade, mostram o lado bestial e destrutivo do ser humano”. (Grandes Guerras).
            Lamentavelmente essa é a herança deixada pelas guerras – morte, destruição, sofrimento. O próprio Deus já havia proposto “[...] a vida e o bem, a morte e o mal”, Dt.30.15.
Nar.:   O texto bíblico nos deixa com o coração tranquilo ao saber que Cristo nos deixou a verdadeira herança da paz.
            A paz deixada por Cristo é antes de tudo o reino de Deus com todas as suas bênçãos presentes e futuras.
            A bênção presente é o bem estar, vestimenta, alimentação, moradia.
            A bênção futura é o gozo celeste sem “[...] lágrimas (sem) morte [...] (sem) luto [...] pranto [...] dor, porque as primeiras coisas passaram”, Ap.21.4. 
Propos.:          Cada um de nós deve tomar posse dessa herança.
Trans.:           A herança deixada por Jesus nesta terra é a [...]
1 – Paz.
            “Deixo-vos a paz [...]”, Jo.14.27 – Esta é a saudação usual do Judeu, que compreende a saúde corporal, a felicidade perfeita e a salvação trazida pelo Messias.
            Tudo isso, na mente deles, é dado por Jesus.
            É exatamente isso o que Cristo faz, “deixar-nos a paz [...]”, Jo.14.27.
            Essa paz é dada para todo o bem, conforto e deleite do servo de Jesus.
            Note bem que “Jesus deixa-nos [...] a sua paz [...]”, Jo.14.27.
            De outra feita Jesus disse que “estas coisas nos tem dito para que tenhamos paz em Jesus. No mundo, passamos por aflições; mas tende bom ânimo; Jesus venceu o mundo”, Jo.16.33.
            Isaías profetizou que “[...] um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: [...] Príncipe da Paz”, Is.9.6.
            Jesus é a autoridade da paz, o comandante da paz, o chefe da paz, a herança deixada.  
            Ele não deixou bens matérias, fortunas para ser adquirida.
            As suas vestes foram confiscadas “[...] e repartiram entre si [...] lançando-lhes sorte, para ver o que levaria cada um”, Mc.15.24.
            O Mestre “deixa-nos a paz [...]”, Jo.14.27.
            Um presente celestial, na realidade é um contato de Deus com a alma, por meio do Espírito Santo “para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi (minha vida) e sobre o seu reino (lar), para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre. O zelo do SENHOR dos Exércitos fará isto”, Is.9.7.
            Essa paz fala de reconciliação com Deus, alcançada por meio da morte de Jesus.
            Essa paz é o [...]
2 – Remédio para todos os temores.
            A morte de Cristo não marca derrota, marca vitória.
            Ele já havia dito para eu e você “não [...] turbar o nosso coração; (devemos) crer em Deus, crer também em Jesus”, Jo.14.1.
            Não temer porque a paz de Cristo não é conferida, “[...] como a dá o mundo [...]”, Jo.14.27. 
            Em Cristo a vida inteira tem propósitos porque não dependemos da paz deste mundo, mas a de Cristo.
            A paz que o mundo oferece abala qualquer um quando a morte se encontra tão perto.
            A paz de Cristo nos traz consolo, confiança e segurança, porque é uma paz “[...] não [...] como a dá o mundo [...]”, Jo.14.27.
            “Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente”, 1Jo.2.17. 
            Longe de nós qualquer temor, pois a Palavra de Jesus é consoladora, então, “[...] não se turbe o seu coração, nem se atemorize”, Jo.14.27.
            É para ficar lembrado: Jesus chamou de “[...] minha paz [...]”, 14.27.
            Essa paz fala de algo profundo e duradouro, paz no coração que expulsa a ansiedade e o medo, é “[...] a paz de Deus, que excede todo o entendimento, (que) guardará o nosso coração e a nossa mente em Cristo Jesus”, Fp.4.7.
            A herança deixada nos fala [...]
Conclusão:     Que mesmo com a morte de Jesus, o Espírito Santo continua comunicando a paz e a segurança, visto que Ele é o pacificador de Deus, não eliminando o perigo, mas assegurando que Deus controla tudo.
            Discípulos perturbados! “Deixo-vos a paz [...] não se atemorize”, Jo.14.27.
            “[...] A [...] paz (que) Jesus nos dá [...] o mundo [...]”, Jo.14.27 não pode dar e nem tirar.
            “A paz deixada (por) Jesus [...]”, Jo.14.27 pode vir até mesmo em meio às tormentas da vida.
            Melhor que a guerra é a herança calorosa e consoladora que Jesus deixou quando despediu de seus discípulos até o encontro eterno, por isso, “[...] Não se turbe o seu coração, nem se atemorize”, Jo.14.27.

            Rev. Salvador P. Santana

O ALIMENTO DA MORDOMIA, Mt.25.14-30.

O ALIMENTO DA MORDOMIA, Mt.25.14-30.

Introd.:           Mordomia tem tudo a ver com comida.
            O mordomo é a pessoa que administra os bens do seu senhor e cuida de alimentar todos os integrantes da família.
            O mordomo tem a chave da despensa, lugar onde se guarda os alimenta da casa.
            Como o crente pode crescer ou desenvolver-se espiritualmente?
            Todo crescimento relaciona-se com uma boa alimentação.  
            Para crescer, o cristão precisa seguir uma dieta espiritual balanceada, composta por cinco alimentos básicos: oração, estudo bíblico, adoração, serviço e mordomia.
            Hoje vamos estudar sobre a mordomia.
Exposição
1 – A parábola dos talentos.
            Jesus fala de “[...] um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens”, Mt.25.14 para nos mostrar a importância da mordomia.
            Como servos de Cristo precisamos saber que [...]
            1.1 – Deus é o dono de tudo que existe.
            Precisamos gravar em nosso coração que “ao SENHOR pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam”, Sl.24.1.
            Toda propriedade pertence a “Deus (por) criação [...] (pois) Ele [...] fez o mundo e tudo o que nele existe (e o melhor) [...] Ele (sendo o) Senhor do céu e da terra (é o preservador de tudo. É tão interessante esse ato de Deus que Ele) [...] fez toda a raça humana [...] habitar sobre toda a face da terra [...] (traçando) os limites da sua habitação”, Gn.1.27; At.17.24,26.
            Como Deus é o dono, Ele também é o Redentor que, através do “[...] sangue (de) Jesus comprou para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação”, Ap.5.9.
            A mordomia fala sobre [...]
            1.2 – Tudo que temos nos foi confiado por Deus, colocando-nos na condição de mordomos.
            Não somos proprietários definitivos de nada, “pois [...] (cada um de nós foi) chamado [...] (por Deus como) seus servos e (Ele) nos confiou os seus bens (para sermos mordomos)”, Mt.25.14.
            O rei “[...] Davi louvou (o) SENHOR (por aquilo que Ele é e faz) [...] (dizendo que ao) SENHOR [...] (pertence) o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque (de) Deus é tudo quanto há nos céus e na terra [...] (do) SENHOR [...] é o reino, e Ele [...] (é) exaltado por chefe sobre todos. (Portanto) riquezas e glória vêm de Deus, Ele domina sobre tudo, na sua mão há força e poder; (com) Deus está o engrandecer e a tudo dar força [...] (então, só nos resta) [...] dar graças e louvar (a) Deus [...] porque quem somos nós [...] (devemos saber que) tudo vem de Deus [...]”, 1Cr.29.10-14.
            Cada um de nós pode até requerer escrituras de imóveis e registrar como proprietário, mas ainda assim precisamos aceitar que somos apenas “[...] o mordomo fiel [...] a quem o senhor confiará os (nossos bens) [...]”, Lc.12.42.
            1.3 – Deus distribui soberanamente talentos (bens) a cada pessoa, em quantidades diferentes (cinco, dois e um) e conforme a capacidade de cada um.
            Como “[...] o Rei dos reis (é o) único Soberano [...]”, 1Tm.6.15 sobre todas as coisas, Ele tem total poder de “[...] a um abater, a outro exaltar”, Sl.75.7.
            Sendo assim, somente Deus tem autoridade para conceder “a um dá cinco talentos (bens), a outro, dois e a outro, um [...]”, Mt.25.15.
            Não podemos reclamar se temos muito ou poucos bens, mesmo porque, “[...] nunca deixará de haver pobres na terra [...]”, Dt.15.11.
            Como Deus é o doador de todas as coisas, os “[...] talentos (bens recebidos; seja) cinco (muito rico) [...] dois (rico) [...] (ou) um (pobre), (é) dado a cada um segundo a nossa própria capacidade (qualidade para produzir, habilidade) [...]”, Mt.25.15, então, “[...] àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão”, Lc.12.48.
            Então, eu e você temos que “[...] prestar contas àquele que é competente para julgar vivos e mortos”, 1Pe.4.5 sobre os “[...] talentos [...]”, Mt.25.15 recebidos.
            1.4 – Cada mordomo (cristão) deve se preocupar em multiplicar o que Deus tem lhe confiado.
            Interessante notar que muitas pessoas não conseguem multiplicar o que tem.
            Quem ganha salário mínimo fala que não tem condições de guardar, mas se todo mês economizar 10%, no final do ano terá R$ 868,80 + juros e correção.
            Mas, algo muito valioso Deus requer de cada servo dEle, “[...] além [...] (de economizar) o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel”, 1Co.4.2.         
            Veja como agem as pessoas no mundo:
            “Os que recebem cinco talentos (muito rico) saem imediatamente a negociar com eles e ganham outros cinco (a riqueza é dobrada e com isso, se destacam no mundo dos mais ricos)”, Mt.25.16.
            “Do mesmo modo, o que recebera dois (ricos) ganham outros dois (dobra a riqueza e, para entrarem no mundo dos mais ricos, basta apenas mais algumas aplicações)”, Mt.25.17.
            “Mas o que recebera um (pobre), saindo, abre uma cova (gasta tudo – vícios, supérfluo, querem andar como rico) e esconde (dízimo) o dinheiro do seu senhor”, Mt.25.18.
            É impossível o homem que esconde o dinheiro, “[...] os dízimos [...] (quando for) provado [...] (como se) abrirá [...] as janelas do céu e [...] (receber) bênção sem medida (?)”, Ml.3.10.
            Deus “[...] requer [...] que cada um [...] seja encontrado fiel”, 1Co.4.2 em tudo.
            1.5 – Deus exigirá prestação de contas, individualmente, de seus mordomos.
            “Não nos enganemos: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará”, Gl.6.7 e, “o (próprio) SENHOR [...] jamais inocenta o culpado [...]”, Na.1.3.
            Em breve, é esse “depois de muito tempo, (que) voltará o senhor (“[...] que há de julgar vivos e mortos [...]”, 2Tm.4.1 e, principalmente,) ajustará contas com (os seus) [...] servos [...]”, Mt.25.19.
            Note bem que ninguém escapa desse acerto de contas.
            Aqueles que “[...] receberam cinco talentos (muito rico) [...]”, Mt.25.20, “e, [...] também o que recebera dois talentos (rico) [...]”, Mt.25.22, e “[...] por fim, o que recebera um talento (pobre) [...]”, Mt.25.24, terão de ajustar as contas com Deus.
            Todos nós sabemos, mas aquele que é negligente, “[...] o que recebera um talento (pobre, muitos ricos também são negligentes) [...] sabe que (o) Senhor é homem severo (sério em todo o seu trato), que ceifas onde não semeou e ajunta onde não espalhou* (*pode ser uma alusão ao permitir que um seja mais rico que outro conforme a vontade permissiva de Deus)”, Mt.25.24.
            É verdade que o negligente sempre ficará “receoso (medroso de investir, então), esconderá na terra o [...] talento (bens) [...]”, Mt.25.25, então, a “resposta [...] (do) senhor (será): Servo mau (aborrecido, cansado) e negligente (lento), sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei? Cumpria, portanto, que entregasses o meu dinheiro aos banqueiros (investimento), e eu, ao voltar, receberia com juros o que é meu”, Mt.25.26,27.
            Que fique bem esclarecido, “[...] todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo”, 2Co.5.10.
            1.6 – Deus abençoa o mordomo fiel.
            A dinâmica da recompensa de Deus sobre a vida dos seus filhos é muito simples: “[...] a (quantidade de) talentos (bens) que (você) recebera [...] confiados (pelas mãos do) Senhor [...] entrega (devolva) outros [...] talentos (bens) que (você) ganhou”, Mt.25.20.
            A bênção sobre a vida desse servo fiel é que “o senhor lhe dirá: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei (galardão); entra no gozo do teu senhor (céu??!!)”, Mt.25.21.
            Mas, aquele que foi negligente, medroso, deve ser “tirado, pois, o talento (que recebera) e (esse talento/bem será) dado ao que tem dez (mais rico, que foi fiel)”, Mt.25.28.
            A bênção do Senhor é para o mordomo fiel “[...] que tem (recebido talentos/bens) se lhe dará (mais ainda), e terá em abundância (excesso, sobra); mas ao que não tem (não aplicou), até o que tem lhe será tirado”, Mt.25.29.
2 – O compromisso da fidelidade.
            A ordem bíblica é que todo cristão “[...] seja fiel até à morte, e (Jesus nos) dará a coroa da vida”, Ap.2.10.
            Salomão declara que “o homem fiel será cumulado de bênçãos [...]”, Pv.28.20.
            O autor da lição nos convida para assumirmos o compromisso da fidelidade a Deus.
            Somos motivados a esse compromisso porque “sabemos [...] que o SENHOR [...] é Deus [...] o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e cumprem os seus mandamentos”, Dt.7.9.
            A fidelidade a Deus compreende todas as áreas da nossa vida.
            2.1 – Fidelidade no relacionamento com Deus.
            O relacionamento com Deus “não (pode ser trocado a ponto de) ter outros deuses diante de dEle”, Ex.20.3.
            Como Deus é ciumento, então, devemos “guardar (para que) não suceda que o nosso coração se engane, e nos desviemos, e sirvamos a outros deuses, e nos prostremos perante eles”, Dt.11.16.
            Não é somente imagens de esculturas que toma o lugar de Deus, precisamos evitar que os bens materiais, poder, posições sociais, relacionamentos, trabalho e prazer roube o lugar central de Deus em nosso coração.
            A orientação bíblica é para “não fazer para nós outros ídolos, nem [...] levantar imagem de escultura nem coluna, nem por pedra com figuras na nossa terra, para nos inclinarmos a ela; porque Deus é o SENHOR, nosso Deus”, Lv.26.1.
            2.2 – Fidelidade à sã doutrina.
            Todo cristão fiel a Deus se torna “apegado à palavra fiel, que é segundo a doutrina, de modo que tenha poder tanto para exortar pelo reto ensino como para convencer os que o contradizem”, Tt.1.9.
            Por isso é importante “[...] perseverar na doutrina dos apóstolos [...]”, At.2.42.
            2.3 – Fidelidade nos votos feitos.
            O voto (promessa) não é obrigatório, é voluntário, mais que depressa, “não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu, na terra; portanto, sejam poucas as tuas palavras”, Ec.5.2.
            “Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos. Cumpre o voto que fazes”, Ec.5.4.
            O salmista declara que quando “fazemos votos (devemos) [...] pagar ao SENHOR, nosso Deus [...]”, Sl.76.11.
            É bom lembrar e cumprir com os votos que fizemos no dia da PF e batismo, casamento, ordenação como oficial da igreja. Cumpra-os!
            2.4 – Fidelidade na mordomia.
            Deus nos confia não somente os bens, mas também o corpo, o tempo, as oportunidades, o trabalho, os relacionamentos para sermos “[...] servos bons e fiéis [...] no pouco, (para) sobre o muito nos (Ele) colocar; (e depois) entrar no gozo do nosso senhor”, Mt.25.21.
            O que Deus “[...] requer dos despenseiros é que cada um (de) nós seja encontrado fiel”, 1Co.4.2.
            A fidelidade é requisito para o crescimento espiritual.
Conclusão:      O texto básico encerra falando que “[...] o servo inútil, (será) lançado para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes”, Mt.25.30.
            Esse texto me impulsiona a praticar melhor a mordomia.
            Devo servir melhor o próximo, os bens que recebo das mãos de Deus e aceitar que, “[...] morrendo, nada levarei comigo [...] (isto acontece porque) nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o SENHOR o deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR”, Sl.49.17; Jó 1.21.
            Vamos cuidar melhor de tudo que temos!



            Adaptado pelo Rev. Salvador P. Santana da revista da E.D. – Dieta espiritual – Z3 Editora – Rev. Arival Dias Casimiro.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

TRABALHAR COM PRAZER, Ec.2.18-26.

TRABALHAR COM PRAZER, Ec.2.18-26.

            Após vários dias, sobrecarregado e revoltado com o seu trabalho, o funcionário exclamou: - Ah, se eu soubesse quem inventou o trabalho!
            Esse sentimento acompanha muita gente que faz do trabalho um jugo pesado, isso gera estresse e, ataca ferozmente a saúde emocional e física.
            Trabalhar ao lado de pessoas sem motivação é algo que pode comprometer nossa qualidade de vida.
            Ficamos indignados em saber que o resultado do trabalho dedicado, de muitos, será repassado a alguns que não fazem por merecer.
            A reflexão de Salomão é sobre “[...] todas as obras que se fazem debaixo do sol, e eis que tudo (é) [...] vaidade e correr atrás do vento”, Ec.1.14.
            O filho de Davi, a respeito das posses, pensou, a fim de refrescar a nossa memória, sobre o “empreendimento (de) grandes obras; edificações [...] (de) casas [...] (a) feitura (de) jardins e pomares [...] (a) compra (de) servos e servas [...] (o) amontoado [...] (de) prata e ouro e tesouros [...] (a) provisão de cantores e cantoras e das delícias dos filhos dos homens: mulheres e mulheres”, Ec.2.4,5,7,8.  
            A respeito do conhecimento o rei declara que “aplicou o coração a esquadrinhar e a (se) informar com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu; este enfadonho trabalho impôs Deus aos filhos dos homens, para nele os afligir. Atentou para todas as obras que se fazem debaixo do sol [...] engrandeceu e sobrepujou em sabedoria a todos [...] com efeito, o seu coração tem tido larga experiência da sabedoria e do conhecimento”, Ec.1.13,14,16.
            A respeito do prazer o pregador “resolveu no seu coração dar-se ao vinho [...] e entregar-se à loucura, até ver o que melhor seria que fizessem os filhos dos homens debaixo do céu, durante os poucos dias da sua vida”, Ec.2.3.
            Mais uma vez o autor nos convida a refletir sobre “[...] a penosa [...] obra que se faz debaixo do sol; sim, tudo é vaidade e correr atrás do vento”, Ec.2.17, porém, desta vez, acrescenta algo novo, pois, além de ser “[...] vaidade é também [...] grande mal”, Ec.2.21.
            O rei ficou amargurado porque o acúmulo de riquezas não o levou a lugar nenhum.
            Ele fala que “aplicou o coração a esquadrinhar e a informar com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu [...] atentou para todas as obras que se fazem debaixo do sol (chegou a conclusão de) [...] que tudo (é) [...] vaidade e correr atrás do vento. (Portanto) aquilo que é torto (ambição humana e exploração) não se pode endireitar; e o que falta (sabedoria do alto) não se pode calcular”, Ec.1.13-15.
            Salomão faz uma análise sobre o drama da vida humana que trabalha e, ao final, sentem que tudo foi em vão.
            Precisamos resgatar a visão prazerosa do trabalho, algo que dá sentido à vida, pois “[...] tudo o que fizermos [...] (devemos) fazer em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai”, Cl.3.17.
            O trabalho será uma bênção na perspectiva de [...]
1 – Conceber uma visão altruísta (pensa nos outros) do trabalho.
            É muito fácil perceber, em todas as empresas, uma pessoa “[...] aborrecendo a vida, pois lhe foi penosa a obra que se faz debaixo do sol; sim, tudo é vaidade e correr atrás do vento”, Ec.2.17.
            Não havia motivo para Salomão viver “[...] aborrecido (da) vida [...] (e nem) foi penosa a obra que [...] (ele) fizera debaixo do sol [...]”, Ec.2.17, pois herdara o reino com muitas riquezas.
            Era impossível para o rei, filho de Davi, ficar “[...] afadigado (sofrer com esforço) debaixo do sol (pois ele comandava de dentro do palácio) [...]”, Ec.2.18 e nem mesmo “[...] o (seu) coração se desesperou (sem esperança) de todo trabalho [...]”, Ec.2.20, pois obteve tudo que desejava.
            É muito difícil conceber altruísmo (pensar nos outros) quando o trabalhador enxerga “[...] todos os seus dias (como sendo) [...] dores, e o seu trabalho, desgosto; até de noite não descansa o seu coração; também isto é vaidade”, Ec.2.23.
            O psicólogo Adam Grant, declara que existem três tipos de profissionais:
            1 – “O toma lá dá cá – ele não quer devorar os colegas nem ser devorado. Oferece favores, mas espera favores em troca. 2 – fominha – ele vê o ambiente profissional como uma selva. Extrai dos colegas e do entorno mais do que se dispõe a oferecer. 3 – generoso – sem esperar vantagem imediata, dispõe a compartilhar recursos preciosos como ideias e oportunidades” – Época – pag. 71.
            Muitos trabalhadores em seu orgulho e usura, se fecha em si mesmo, acumula bens e “[...] dizem à sua alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te”, Lc.12.19.
            Esses trabalhadores não sabem repartir, contribuir e nem dividir com os outros; “assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus”, Lc.12.21.
            Cada um de nós precisa aprender a “trabalhar, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem nos dará; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo”, Jo.6.27.
            Você trabalha por obrigação só para se sustentar ou é “a fim de que o nome de nosso Senhor Jesus seja glorificado em (você) [...]”, 2Ts.1.12 pelo trabalho exercido?
            As suas mãos te sustenta ou “[...] Deus é o seu ajudador, o SENHOR [...] (é) quem (te) [...] sustenta a vida (?)”, Sl.54.4.
            Busque o bem-estar dos outros no seu trabalho [...]
2 – Desfrutando o resultado do trabalho.
            Após lamentar a sorte, o autor admite que “nada há melhor para o homem do que comer, beber e fazer que a sua alma goze o bem do seu trabalho (desfrutar) [...]”, Ec.2.24.
            Sabe-se que o desejo de todos os “[...] homens [...] (é) levar vida regalada (satisfeito, próspero)”, Ec.3.12.
            Mas, a vida próspera “[...] não depende de quem quer ou de quem corre [...]”, Rm.9.16, por isso, devemos entender “[...] que é dom (presente) de Deus que possa o homem comer, beber e desfrutar o bem de todo o seu trabalho”, Ec.3.13.
            Sendo Deus o doador de todas as coisas, então é “[...] melhor o homem [...] alegrar-se nas suas obras, porque essa é a sua recompensa [...]”, Ec.3.22, “[...] gozar [...] do bem de todo o seu trabalho, com que se afadigou debaixo do sol, durante os poucos dias da vida que Deus lhe deu; porque esta é a sua porção”, Ec.5.18.
            Ao desfrutar o resultado do trabalho, “[...] o homem [...] se alegrará; pois isso o acompanhará no seu trabalho nos dias da vida que Deus lhe dá debaixo do sol”, Ec.8.15.
            Como o trabalho é uma bênção, então, “[...] Deus já de antemão se agrada das nossas obras [...] (por isso, devemos também) gozar a vida com a mulher que amamos, todos os dias de nossa vida fugaz, os quais Deus (nos) [...] deu debaixo do sol; porque esta é a [...] porção (daquele que foi agraciado) nesta vida pelo trabalho com que (fica) [...] afadigado debaixo do sol”, Ec.9.7,9.
            Assim como o povo de Israel, muitos outros ainda trabalham na escravidão.
            Houve momentos na vida de Israel que, segundo a permissão de Deus, o povo sofreu “[...] terror, a tísica (tuberculose) e a febre ardente, que fazem desaparecer o lustre dos olhos e definhar a vida; e semeavam debalde a [...] semente, porque os [...] inimigos a comiam”, Lv.26.16.
            Quando existe exploração, trabalho escravo, guerra, não há desfrute do trabalho porque o homem “desposa [...] uma mulher [...] outro homem dorme com ela; edifica casa, porém não mora nela; planta vinha, porém não a desfrutarás [...] o teu boi será morto [...] porém dele não comerá [...] as tuas ovelhas serão dadas aos teus inimigos [...] teus filhos e tuas filhas serão dados a outro povo [...] a tua mão nada poderá fazer [...] tu serás oprimido e quebrantado todos os dias”, Dt.28.30,31-33.
            Para todos aqueles que trabalham Jesus faz uma proposta: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.”, Mt.11.28-30.
            Este convite é feito para todos aqueles que conseguem e não se habilitam a desfrutar do trabalho de suas mãos, então, é por este motivo que “[...] Jesus veio para que (eu e você) tenha vida e a tenha em abundância”, Jo.10.10.
            Mas, diante de tanto trabalho, precisamos gravar na mente “[...] que isto vem da mão de Deus”, Ec.2.24.
            Longe de pensar em uma vida materialista onde “[...] só (prevalece) gozo e alegria [...] matança (de) bois [...] ovelhas [...] (para) se comer carne, beber vinho e se diz: Comamos e bebamos, que amanhã morreremos” Is.22.13.
            Devemos ter uma vida prazerosa, mas é preciso “lembrar do (nosso) [...] Criador nos dias da (nossa) [...] mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais diremos: Não tenho neles prazer”, Ec.12.1.
            Há um equilíbrio possível na realização do trabalho, conciliando a visão altruísta, que nos leva a pensar nos outros, com o desfrute das bênçãos do trabalho diário.
            O desfrute deve ser para [...]
3 – Honrar a Deus com o trabalho.
            Todo trabalho é feito “[...] perante o SENHOR, (mas o prazeroso deve ser) com grande regozijo [...] (a fim de que o homem) coma e beba [...]”, 1Cr.29.22 para glorificar a Deus.
            O viver com prazer não é apenas “[...] comer carnes gordas, tomar bebidas doces (é necessário) [...] enviar porções aos que não têm nada preparado para si [...] (isto precisa acontecer) porque a alegria do SENHOR é a nossa força”, Ne.8.10, por este motivo, para muitos, “[...] tudo lhe sucedeu bem”, Jr.22.15.
            A fim de honrar a Deus, Paulo declara que “[...] quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus”, 1Co.10.31.
            Quando o nosso trabalho serve para honrar a Deus, é possível desfrutar de tudo quanto temos.
            Quando “[...] trabalhamos (com prazer) [...] socorremos os necessitados e recordamos as palavras do próprio Senhor Jesus: Mais bem-aventurado é dar que receber”, At.20.35.
            Todo “[...] trabalho (honesto deve ser) [...] feito com as próprias mãos [...] para que tenha com que acudir ao necessitado”, Ef.4.28.
            Prestar auxílio é uma forma de honrar a Deus, por isso, “se amamos os que nos amam, qual é a nossa recompensa? Porque até os pecadores amam aos que os amam. Se fizermos o bem aos que nos fazem o bem, qual é a nossa recompensa? Até os pecadores fazem isso. E, se emprestamos àqueles de quem esperamos receber, qual é a nossa recompensa? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para receberem outro tanto”, Lc.6.32-34.
            É o nosso dever, como servos de Deus “amar, porém, os nossos inimigos, fazendo o bem e emprestando, sem esperar nenhuma paga; será grande o nosso galardão, e seremos filhos do Altíssimo. Pois ele é benigno até para com os ingratos e maus”, Lc.6.35.
            Também é o nosso dever “ser misericordioso, como também é misericordioso nosso Pai”, Lc.6.36.
            Validando este ensino do socorro aos outros para honrar a Deus, Jesus recomenda que “não (devemos) acumular para nós [...] tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas (devemos) ajuntar para nós [...] tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o nosso [...] tesouro, aí estará também o nosso coração”, Mt.6.19-21.
            Se por acaso eu andar na contramão do ensino bíblico, “também (vou) aborrecer todo o meu trabalho, com que me afadigo debaixo do sol, visto que o seu ganho eu hei de deixar a quem vier depois de mim”, Ec.2.18.
            Não honrando a Deus com o meu trabalho, então, “[...] quem pode dizer se será sábio ou estulto (o que receberá a minha herança)? Contudo, ele terá domínio sobre todo o ganho das minhas fadigas e sabedoria debaixo do sol; também isto é vaidade”, Ec.2.19, pois neste aspecto, tenho mais desejos pelos bens do que por Deus.
            Eis o motivo do conselho de Paulo “[...] aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento; que pratiquem o bem, sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir; que acumulem para si mesmos tesouros, sólido fundamento para o futuro, a fim de se apoderarem da verdadeira vida”, 1Tm.6.17-19.
            Trabalhar com prazer precisa [...]
Conclusão – Ser feita esta pergunta: “Pois que tem o homem de todo o seu trabalho e da fadiga do seu coração, em que ele anda trabalhando debaixo do sol?”, Ec.2.22.
            O divertimento agradou a Deus?
            Bens acumulados garante a vida eterna?
            Ora, se tudo “[...] vem da mão de Deus, pois, separado deste, quem pode comer ou quem pode alegrar-se?”, Ec.2.24,25.
Discussão – Como aplicar sabiamente os nossos recursos materiais?
            É possível trabalhar com prazer em um ambiente não cristão?
            Que tipo de trabalho não agrada a Deus e deve ser evitado pelo cristão?



     Adaptado pelo Rev. Salvador P. Santana para estudo da Revista Vida abundante – Didaquê – Rev. Wilson Emerick de Souza. 

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

FELICIDADE

FELICIDADE
                “Conta-se a história de um rei que tinha tudo, menos felicidade. Além desta, nada mias lhe faltava. Seu país estava em paz. E, no entanto, ele não era feliz. Quando todas as possíveis medidas falharam, seus amigos resolveram experimentar o conselho de um sábio. Este sugeriu que o rei usasse uma camisa do homem mais feliz do reino. Pouco tempo depois, o homem foi encontrado. Contudo, o problema permaneceu sem solução, pois o homem não possuía uma camisa sequer” – Coletânea de ilustrações.
                A Bíblia fala que são “bem-aventurados os que choram [...]” (Mt 5.4), não por causa de uma enfermidade, desgraça na vida, a morte de um ente querido, pelo contrário, chorar por reconhecer que “[...] todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm 3.23). Este homem será feliz quando “[...] ele conhecer as suas (próprias) transgressões, (pois) [...] o seu pecado está sempre diante de [...] (si)” (Sl 51.3).
                Para ser “bem-aventurado (o homem de Deus precisa ser) [...] manso [...]” (Mt 5.5). Essa mansidão fala de uma pessoa que é fácil de se lidar, dócil no trato com os outros. O Pentateuco declara que “[...] o varão Moisés (era) mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra” (Nm 12.3). Ao olhar para a vida desse servo de Deus, percebe-se que o seu modo de agir, a sua bondade para com o povo guiado no deserto, fora extraordinário. Por agir desse modo ele era feliz. Certa vez fora falado que “Israel (era um) povo feliz [...] (e, além disso) salvo pelo SENHOR [...]” (Dt 33.29).
                Outra qualidade de um homem feliz é aquela que deseja e busca a paz interior e para todos os que estão ao seu redor. Um dos evangelistas revela que haverá de ser “bem-aventurado o pacificador [...]” (Mt 5.9). Isto se deve pelo fato de Jesus ter “deixado a paz, a Sua paz [...] dada [...] não [...] (ao) mundo (por que este a rejeita, mas oferecida aos filhos de Deus) [...]” (Jo 14.27). É por este motivo que o antigo cobrador de imposto completa o texto dizendo que os “[...] pacificadores [...] serão chamados filhos de Deus” (Mt 5.9).
                Diante de um mundo cheio de maldade, brigas, discórdias e desavenças, é preciso que haja também, a fim de que o homem seja “bem-aventurado (a disposição, que deve partir de dentro do coração, com o desejo de ser) [...] misericordioso [...]” (Mt 5.7). Conforme o dicionário bíblico, misericórdia fala de bondade, amor, graça de Deus para com todos, em especial, a favor do ser humano. Sabe-se que Deus manifesta completamente o seu perdão, nasce em seu próprio coração o desejo de proteger e auxiliar  todos aqueles que se achegam para lhe pedir ajuda. Desta forma o cristão precisa agir em favor de todos aqueles que se acham aflitos, angustiados, cheios de inquietação. Verdade é que, “[...] os misericordiosos [...] alcançarão misericórdia” (Mt 5.7).
                O rei procurou alegria por todos os cantos do seu reino, não encontrou. Quando achou a suposta resposta para a sua felicidade, não foi possível que essa fortuna lhe acertasse o coração. Os seus súditos suspeitaram de que, o rei vestindo a camisa do homem mais feliz do reino, pudesse reparar essa falta em sua vida. Que engano, o homem mais feliz do seu reino não possuía nenhuma camisa. Assim são muitos nestes dias à procura da sorte de serem alegres. Só a encontram dentro do coração aqueles que são agraciados com “[...] o fruto do Espírito (que) é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade [...]” (Gl 5.22).
                Que a felicidade possa encher o seu coração e de todos quantos estão ao seu redor. Deus te abençoe!

Rev. Salvador P. Santana

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

GRAÇA, Jo.8.1-11.

GRAÇA
Jo.8.1-11

Introd.:           Graça é favor imerecido. É o favor que o homem não merece, mas que Deus livremente lhe concede.
Nar.:   O texto nos mostra as duas faces da graça. Uma meritória – onde o indivíduo só é recompensado mediante o bem que ele faz; a outra é alcançada pela misericórdia de Deus – o individuo só recebe mediante a dependência de Deus.
Propos.:          A graça de Deus alcança o mais vil pecador.
Trans.:           A graça [...]
1 – Não alcança os sábios deste mundo.
            Neste texto vemos claramente os intérpretes da lei, os separados dos demais judeus, “os escribas e fariseus [...]”, Jo.8.3.
            Existia naqueles dias um provérbio de que se duas pessoas entrassem no céu, uma delas havia de ser fariseu.
            Eles se julgavam os maiores, os intelectuais da época.
            Não adianta, a graça não alcança os sábios deste mundo na sua prepotência.
            Aqueles homens, cheios de sabedoria, queriam envergonhar aquela “[...] mulher [...] trouxeram-na à presença (de Jesus) [...]”, Jo.8.3.
            A humilharam “[...] fazendo-a ficar de pé no meio de todos”, Jo.8.3 – eles começaram a perder a graça.
            Isto feito devido ela ter sido “[...] surpreendida em adultério [...]”, Jo.8.3; crime severamente punido.
            Eles abusaram da autoridade.
            Jesus fala noutro texto que “[...] todo o que se exalta será humilhado [...]”, Lc.14.11.
            Muitos crentes agem como escribas e fariseus – são agentes secretos de Deus; estes também ficarão sem a graça de Deus.
            Procuram erros e defeitos em tudo e em todos; como aqueles que “[...] surpreenderam (aquela mulher em flagrante) adultério [...]”, Jo.8.3,4.
            Do mesmo modo que aqueles escribas e fariseus fizeram, muitos de nós fazemos hoje – encontramos resposta bíblica para erros e defeitos cometidos.
            Achamos resposta não para acusa, mas para livrar da condenação, corremos a “dizer (para) Jesus: Mestre, esta mulher (este homem)[...]”. Jo.8.4 fez tal coisa errada.
            Por eles serem detentores da lei de Moisés, deviam agir de acordo com a lei.
            A lei dizia: “[...] ambos morrerão [...]”, Dt.22.22.
            Eles disseram: “E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas [...]”, Jo.8.5.
            Aqueles homens queriam colocar Jesus à prova; “[...] tu, pois, que dizes?”, Jo.8.5.
            O outro acusado não iria aparecer, “isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar [...]”, Jo.8.6.
            Eis o motivo de Jesus não ter se importado e “[...] inclinando-se, escrevia na terra com o dedo”, Jo.8.6.
            Meu irmão, se você simpatizou com essa ação dos escribas e fariseus, saiba de uma coisa, você viverá uma vida sem graça neste mundo e no porvir.
            A graça [...]
2 – Alcança o coração quebrantado.
            Jesus soube tratar aqueles insubordinados escribas e fariseus que “[...] insistiam na pergunta [...]”, Jo.8.7.
            “[...] Jesus se levantou [...]”, Jo.8.7 para olhar nos olhos de seus acusadores.
            Ele apelou para a consciência – Você “[...] está sem pecado (?) seja o primeiro que lhe atire pedra”, Jo.8.7.
            O único da multidão que poderia atirar a pedra era Jesus, mas Ele esperou a decisão dos demais.
            Ele aguardou o fogo acender em suas cabeças “e, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão”, Jo.8.8.
            Aquela mulher podia se justificar, não o fez, preferiu esperar a graça de Jesus.
            Quanto aos demais? Tendo “[...] ouvindo eles a resposta de Jesus [...] atire a pedra (!) [...]”, Jo.8.9,7.
            Oh Deus! “[...] acusa (a nossa) própria consciência (voz interior) [...]”, Jo.8.9.
            “[...] Faça (que) um por um (de nós se) retire, a começar pelos mais velhos até aos últimos [...]”, Jo.8.9 quando acusamos o nosso irmão.
            Que “[...] fique somente Jesus (eu e você) no meio onde estamos”, Jo.8.9 para receber a graça.
            Jesus se compadece daqueles que se achegam a Ele.
            E, como Ele sonda os corações, sabe muito bem da sua lealdade e fidelidade para com Ele.
            O desejo de Jesus não é condenar como os homens fazem, mas derramar a sua graça sobre os nossos corações.
            Os dois sozinhos; eu/você e Jesus.
            É assim que devemos estar com Jesus.
            Nesse momento podemos ter a ousadia de entrar no Santo dos santos e falar das nossas lutas e dificuldades.
            Dizer aquilo que não dizemos para o nosso semelhante.
            Abrir e derramar a alma diante dEle.
            Espera, Jesus “erguer-se [...]”, Jo.8.10 para atender você, dar-lhe ouvidos.
            Somente “[...] Jesus (tem o poder de) não vê [...] ninguém mais além (de você) [...]”, Jo.8.10 recebendo a graça.
            Somente Jesus pode “[...] perguntar: [...] onde estão aqueles teus acusadores? [...]”, Jo.8.10.
            Aleluia! Ao lado de Jesus “[...] ninguém (pode) te condenar [...]”, Jo.8.10.
            A graça maravilhosa de Jesus nos fala de amor, carinho, dedicação, paciência, amizade e perdão.
            É isso o que Jesus quer fazer conosco – derramar a sua graça sem fim sobre nós.
            O homem pode até condenar, mas a resposta de Jesus será sempre a mesma: “[...] nem eu tampouco te condeno [...]”, Jo.8.11.
            Mas Jesus faz uma exigência: “[...] vai e não peques mais”, Jo.8.11.
            A graça [...]
Conclusão:     De Jesus é estendida àqueles que se humilham diante dEle e desejam mudança de vida.
            Por isso, constantemente “Jesus (estará voltando) [...] para o monte das Oliveiras”, Jo.8.1 lugar do azeite, do Espírito Santo, o seu coração.
            O seu amor por nós é resultado do seu sacrifício na cruz do calvário.
            Aqueles escribas e fariseus tiveram a grande oportunidade de mudança de vida, mas rejeitaram.
            A mulher adúltera não perdeu a oportunidade, ficou quieta aos pés do Senhor Jesus a espera da solução do seu caso.
            Faça o mesmo, aguarde com paciência a resposta de Cristo pela graça que você tanto deseja.
            Aceite a graça em sua vida e tenha paz com Cristo Jesus porque Ele, “de madrugada, (horário que você não espera) voltará novamente para o templo (casa de Deus, o seu coração; vai) ter com ele; e, assentado, (você receberá) o ensinamento”, Jo.8.2.



            Rev. Salvador P. Santana

VIDA FRUTÍFERA, Jo.15.1-11.

VIDA FRUTÍFERA
Jo.15.1-11

Introd.:           Ao olhar para as plantas frutíferas podemos admirar e ao mesmo tempo aprender como o nosso Pai Celeste cuida tão bem da natureza.
            Olhando para a nossa vida espiritual percebemos o cuidado paterno de Deus sobre nós.                
Nar.:   João nos apresenta as condições para uma vida frutífera. 
Propos.:          A vida de frutificação deve ser buscada.
Trans.:           Como obter uma vida frutífera?
1 – Passando pelo processo de purificação.
            O único meio de purificação é quando “todo ramo que, estando em Jesus, não der fruto (amor, alegria, paz ...), (a providência de Deus é somente) o corte [...]”,Jo.15.2.
            Esse corte acontece por dois motivos: 1 – Porque Jesus, que é “Jesus (que é) [...] a videira verdadeira [...]”, Jo.15.1, o qual vive e dá vida aos ramos, não aceita impureza;
            2 – Porque o “[...] Pai é o agricultor”, Jo.15.1 que cuida e conhece os ramos defeituosos, os falsos crentes.
            Essa poda pode ser uma enfermidade, a morte física, uma dificuldade, ou, até mesmo, a morte espiritual dos crentes infrutíferos, mesmo porque, se alguém não permanecer em Jesus, será lançado fora, à semelhança do ramo [...]”, Jo.15.6.
            O processo de purificação é doloroso, mas necessário, pois sem produção de uvas a videira só serve para “[...] secar [...] (ser) apanhada (e) lançada no fogo (para ser) queimada”, Jo.15.6.
            Não havendo produção de frutos vem o fogo como juízo sobre a esterilidade, mas lembre-se, não é um abandono à eterna destruição.          
            A vida frutífera é manifestada na atitude de [...]
2 – Permanência na videira.
            A única condição para uma vida frutífera é “permanecer em (Jesus)[...] (para Ele) permanecer em você [...]”, Jo.15.4.
            Permanecer em Cristo se resume em:
            Não ter pecado conhecido não confessado;
            Ter interesse de que Jesus participe da nossa vida diária; e,
            Levar todos os fardos, preocupações, lamentações e queixumes a Ele.
            Vida frutífera é permanecer e reconhecer que [...] o ramo (não pode) produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem nós o podemos dar, se não permanecermos em Jesus”, Jo.15.4.
            Permanecer fala da vontade, da decisão de depender de Cristo para ser limpo, pois [...] todo o que dá fruto limpa [...]”, Jo.15.2.
            Aqui é a ação de Deus disciplinando a igreja para remover os crentes inúteis.
            É certo que muitos de nós precisamos ser modificados, cortados, diminuídos, aumentados ou melhorados, após esse ajuste, Jesus declara que nós já estamos limpos pela palavra que (Ele) nos tenho falado”, Jo.15.3.
            O viver permanente em Cristo proporciona aumento de produção, pois “[...] todo o que dá fruto [...] produz mais fruto ainda”, Jo.15.2.
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            É preciso haver dependência completa para que haja mais produção, e isso acontece somente, quando, “[...]quem permanece em Jesus, e Jesus, nele, esse dá muito fruto; porque sem Jesus nada podemos fazer”, Jo.15.5.
            Quando fazemos a opção de permanecer, “nisto é glorificado [...] (o) Pai (celeste), em que (cada um de nós) demos muito fruto; e assim nos tornaremos discípulos (de) Jesus”, Jo.15.8.
            Os nossos frutos tendem a glorificar a Deus, por isso da insistência de Jesus de que “como o Pai O amou, também Ele nos ama; (por isso devemos) permanecer no seu amor”, Jo.15.9.
            Amar é a prova da espiritualidade.
            O amor é o item principal no fruto que o Pai está preocupado em achar nos seus filhos.
            O amor está ligado à verdadeira obediência e permanência em Deus.
            Daí, o resultado do permanecer são os horizontes abertos da oração eficaz, pois, “se permanecermos em Jesus, e as sua palavras permanecerem em nós, pediremos o que quisermos, e nos será feito”, Jo.15.7.
            Teremos sucesso na oração – é Deus fazendo a sua vontade sobre nós.
            Quem tem vida frutífera [...]
Conclusão:     Obedece.
            É preciso haver reciprocidade pelo motivo de quem [...] guarda os mandamentos (de) Jesus, permanece no meu amor [...]”, Jo.15.10.
            Este modelo de obediência é encontrado em Jesus que “[...] também [...] tem guardado os mandamentos do [...] Pai e no seu amor permanece”, Jo.15.10.
            Aqui é expresso um relacionamento de amor mútuo, onde a obediência é alegria espontânea e não obrigação penosa.
            Por isso de Jesus dizer: [...] digo estas coisas (tenham uma vida frutífera, aceitem o processo de purificação e permaneçam em mim) para que o gozo (de) Jesus esteja em vocês, e o seu gozo seja completo”, Jo.15.11.
            Mas é preciso saber que essa vida frutífera só acontece quando “[...] Jesus permanecer (verdadeiramente) em nós [...] (isto acontece porque) Jesus (é) [...] a videira, nós, os ramos [...]”, Jo.15.4,5.


            Rev. Salvador P. Santana