quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

A BUSCA DO PRAZER, Ec.2.1-17.

A BUSCA DO PRAZER, Ec.2.1-17.

            O tema geral da revista é o sentido da vida, mas, afinal, qual é o sentido da vida para você?
            Salomão responde falando sobre os caminhos que ele percorreu, que são caminhos buscados por aqueles que ainda não encontraram a resposta última – Deus, na tentativa de se sentirem plenamente realizados.
            Os vários caminhos que Salomão buscou e vivenciou parte da busca incessante do conhecimento.
            Ao entrar no caminho da sabedoria, percebe que quanto mais se conhece e se desvendam os mistérios da vida debaixo do sol, mas conturbado fica o coração humano.
            Salomão toma o conhecimento de que o saber, por mais sábio que alguém seja, é limitado e há muito que aprender.
            Então, a busca do conhecimento não é a realização plena.
            Conforme Salomão, aumentar o conhecimento é aumentar as frustrações da vida.
            Salomão não deseja descobrir apenas o conhecimento, busca também saber um pouco mais sobre os prazeres da vida.
            Os prazeres da vida nos torna bem realizados neste mundo?
Tópicos para reflexão.
1 – A inexistência de referencias morais e espirituais.
            Para encontrar o sentido da vida, Salomão “[...] prova [...] a alegria [...] goza [...] a felicidade [...]”, Ec.2.1 nos prazeres ilimitados, daí, ele abandona os referenciais morais e espirituais.
            O rei “resolve no seu coração dar-se (seguir) ao vinho [...] entregar-se (segura com firmeza) à loucura (estilo de vida que não está correto diante de Deus), até ver o que melhor seria que fizessem os filhos dos homens debaixo do céu, durante os poucos dias da sua vida”, Ec.2.3.            
            A fim de obter lucro, o filho de Davi “empreende grandes obras; edifica [...] casas (a ponto de) “[...] ajuntar casa a casa, reunir campo a campo, até que não haja mais lugar, e ficam como únicos moradores no meio da terra!”, Is.5.8. (Mas, é preciso saber que) “com efeito, passa o homem como uma sombra; em vão se inquieta; amontoa tesouros e não sabe quem os levará”, Sl.39.6.
            Ele “[...] planta [...] vinhas”, Ec.2.4, a qual produz o vinho que gera a ira de Deus.
            Para satisfazer ainda mais o seu prazer, o pregador “fez jardins e pomares [...] e nestes plantou árvores frutíferas de toda espécie. Fez para [...] açudes, para regar com eles o bosque em que reverdeciam as árvores”, Ec.2.5,6.
            Por este motivo a rainha de Sabá “[...] não creu (nas palavras que seus súditos tinham dito para ela) [...] até que [...] (ela) viu com os seus próprios olhos (e disse que o rei) [...] sobrepujava em sabedoria e prosperidade a fama [...]”, 1Rs.10.7.
            O seu luxo chegou a tal ponto de “comprar servos e servas e teve servos nascidos em casa; também possuiu bois e ovelhas, mais do que possuíram todos os que antes de Salomão viveram em Jerusalém”, Ec.2.7.                     
            Sobre a riqueza, o filho de Bate-Seba fala que “amontoou também para (si) [...] prata e ouro e tesouros de reis e de províncias [...]”, Ec.2.8 que fizera alianças.
            Para satisfazer a uma vida sexual desregrada, e a tudo o que seus olhos desejam, o Pregador fez uma “[...] provisão (ordenar) de cantores e cantoras e das delícias dos filhos dos homens: mulheres e mulheres”, Ec.2.8.
            Assim como Salomão, muitos se tornam adeptos da filosofia hedonista que ensina a busca do prazer como caminho para se encontrar o sentido da vida e da felicidade.
            O livro, Lições de Godofredo – um ensaio lúdico sobre a vida e seu propósito, Gabriel Lacerda, prega uma espécie de hedonismo cristão. Afirma que um mundo livre de proibições, onde todos se comportassem conforme indicasse o seu desejo genuíno, seria um lugar mais agradável para se viver.
            Esse autor propõe uma vida sem referências. Ele declara que “o homem é o único animal que ainda não descobriu que o propósito da vida é gozá-la”. Muitos vivem fazendo da busca pelo prazer a razão de viver.
            Mas, a respeito de viver desregradamente, Salomão “diz com (ele mesmo): [...] também isso (é) [...] vaidade”, Ec.2.1.
            Jesus fala sobre um homem que depois de enriquecer, tornou-se avarento, daí, perdeu as referências morais e espirituais a ponto de “[...] dizer à sua alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te (diverte)”, Lc.12.19.
            Não nos enganemos, pois “[...] Deus (nos) diz: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?”, Lc.12.20.
            Salomão declara que “[...] Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más”, Ec.12.14.
            Podemos até agir como Salomão, se “alegrar [...] (sem pudor/proteger a intimidade) na [...] juventude, e recrear o [...] coração (sem se importar com a adoração a Deus) [...] andar pelos caminhos que satisfazem ao [...] nosso coração e agradam aos nossos olhos; sabe, porém, que de todas estas coisas Deus nos pedirá contas”, Ec.11.9.
            Outro exemplo bíblico é do filho pródigo que buscou nos prazeres, o sentido para a vida. Não olhou para os absolutos morais e espirituais, ele apenas “[...] ajuntou tudo [...] partiu para uma terra distante [...] dissipou todos os seus bens [...] consumiu tudo, (mas) sobreveio [...] uma grande fome [...] passou necessidade [...] ele [...] se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a guardar porcos [...] desejava [...] fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam; mas ninguém lhe dava nada. (O resultado:) caiu em si [...] levantou [...] (foi) ter com o seu pai, e lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti”, Lc.15.13-18. 
            Qual valor você dá para a sua vida moral e espiritual?
            A busca do prazer fala que [...]
2 – O prazer sem limites é egocêntrico (prioriza a si).
            Seguir o caminho do prazer, de modo desenfreado, sem limite, revela que o hedonismo é egocêntrico.
            O Pregador não se importou com o próximo, apenas com o seu bem-estar.
            Salomão, no texto base, declara com clareza o seu egoísmo com todas as letras:   “Resolvi no meu coração [...] entreguei-me à loucura [...]”, Ec.2.3; “empreendi [...] edifiquei [...] plantei [...]”, Ec.2.4; “fiz [...]”, Ec.2.5, “comprei [...] tive [...] possuí [...]”, Ec.2.7, “amontoei [...] para mim [...] provi-me [...]”, Ec.2.8, “engrandeci-me e sobrepujei [...]”, Ec.2.9, “tudo quanto desejaram os meus olhos não lhes neguei, nem privei o coração [...] eu me alegrava [...]”, Ec.2.10, “considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos [...]”, Ec.2.11.
            Agimos sem importar se o outro vive ou não feliz. Tudo gira em torno de si, por este motivo Salomão declara que ele “engrandeceu e sobrepujou a todos os que viveram antes dele em Jerusalém; perseverou também com (ele) a sua sabedoria”, Ec.2.9.
            O nosso egocentrismo nos impede de perceber que “o caminho do SENHOR é fortaleza (e perfeito) para os íntegros [...]”, Pv.10.29.
            Para denunciar o nosso egocentrismo, Jesus conta que “[...] havia certo homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que, todos os dias, se regalava esplendidamente. Havia também certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de chagas, que jazia à porta daquele; e desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do rico; e até os cães vinham lamber-lhe as úlceras. Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado (apenas)”, Lc.16.19-22.
            As pessoas estão vivendo cada vez mais para si. Justifica-se a busca do prazer como a única forma de se aproveitar a vida.
            Usufruir o máximo, como fala o Pregador: “Tudo quanto desejaram os meus olhos não lhes neguei, nem privei o coração de alegria alguma, pois eu me alegrava com todas as minhas fadigas, e isso era a recompensa de todas elas”, Ec.2.10.
            A busca do prazer [...]
3 – Promete mais do que dá.
            No livro Muito além da futilidade (Missão Editora), David A. Hubbard declara o que está nesse título. Ele afirma acerca do prazer: “sua agência de publicidade é mais eficiente que seu departamento de produção. Ele acena com a possibilidade de um fino deleite, mas o melhor que pode oferecer é a pura estimulação. Procura acariciar o espírito do homem, mas não consegue atingir seu âmago”.
            A declaração de Salomão é que ele “considerou todas as obras que fizera as suas mãos, como também o trabalho que ele (praticara neste mundo) [...]”, Ec.2.11 não lhe trouxe muito benefício.
            O autor reconhece que a busca do prazer só lhe trouxe “[...] fadigas [...] (de tudo o que) havia feito [...] (para ele) tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do sol”, Ec.2.11.
            A busca do prazer alertou o rei de que “[...] passasse a considerar (examinar) a sabedoria (que ele pensara haver adquirido), e a loucura (ação de pecar deliberadamente contra Deus), e a estultícia (falta de juízo) [...]”, Ec.2.12.
            É possível que todos “[...] os homens que seguirem ao rei (, e não Deus) fará [...] o mesmo que outros já fizeram”, Ec.2.12, ou seja, o prazer os enganará.
            Devido a busca do prazer e não se satisfazer, o filho do rei Davi declara que “do riso (divertimento) disse: é loucura (fazer de bobo, zombar, pecar contra Deus); e da alegria (vinho e mulheres): de que serve?”, Ec.2.2.
            Ora, se o prazer promete mais do que dá, então não posso “dizer comigo: vamos! Eu te provarei com a alegria; goza, pois, a felicidade; (urgente, preciso saber que) [...] também isso é vaidade”, Ec.2.1, sendo assim, não alcançamos o sentido da vida no prazer.
            A busca do prazer [...]
Conclusão – Precisa ser reorientada.
            Se o prazer deste mundo produz prejuízo para a vida moral e espiritual, conduz ao egocentrismo e oferece mais do que esperamos, “então, (precisamos) ver que a sabedoria (do alto) é mais proveitosa do que a estultícia (falta juízo), quanto a luz traz mais proveito do que as trevas”, Ec.2.13.
            Para não haver acepção de pessoas, o texto declara que “os olhos do sábio estão na sua cabeça (direção), mas o estulto anda em trevas; contudo, entendi que o mesmo lhes sucede a ambos”, Ec.2.14, ou seja, os dois precisam ser orientados por Deus.
            A conclusão de Salomão, o Pregador, é o “[...] que diz [...] com (ele mesmo): como acontece ao estulto (sem juízo), assim me sucede a mim; por que, pois, busquei eu mais a sabedoria? Então, disse a mim mesmo que também isso era vaidade”, Ec.2.15.
            Salomão reconhece que “[...] tanto do sábio como do estulto, a memória (lembrança, fama) não durará para sempre; pois, passados alguns dias, tudo cai no esquecimento. Ah! Morre o sábio, e da mesma sorte, o estulto!”, Ec.2.16 e daí, o que iremos fazer o todo o prazer desfrutado neste mundo?
            Assim como Salomão, devemos “[...] aborrecer a vida (que não tem futuro eterno), pois me (é) [...] penosa a obra que se faz debaixo do sol; sim, tudo é vaidade e correr atrás do vento”, Ec.2.17.

Discussão.
            Ser crente em Jesus é incompatível com uma vida prazerosa?
            Você conhece casos que confirmam que os caminhos do prazer desembocam em sofrimento e morte? Elis Regina – álcool e medicamentos, Jimi Hendrix – álcool e inalação do vômito, Kurt Cobain – heroína, tira na cabeça, Marilyn Monroe – excesso de pílulas para dormir, Chorão – cocaína, Champignon – suicídio com arma de fogo.

            Adaptado pelo Rev. Salvador P. Santana – Estudo – Vida abundante – Didaquê – Rev. Sérgio Pereira Tavares

O ALIMENTO DO SERVIÇO, Mc.10.35-45.

O ALIMENTO DO SERVIÇO, Mc.10.35-45.

Introd.:           Comer e beber são necessidades básicas do ser humano. Ninguém vive sem se alimentar.
            Comer também é um dos grandes prazeres desta vida.
            “[...] Jesus [...] disse (a seus discípulos sobre) [...] uma comida (que) tinha para comer, que eles não conheciam”, Jo.4.32.
            “[...] Os discípulos (ficaram curiosos a ponto de) uns aos outros (perguntarem): Ter-lhe-ia, porventura, alguém trazido o que comer?”, Jo.4.33.
            Mas “[...] Jesus (revela que) [...] a sua comida consiste em fazer a vontade daquele que (o) [...] enviou e realizar a sua obra”, Jo.4.34.
            Para Jesus, como “[...] está [...] escrito no rolo do livro a seu respeito; agrada-lhe fazer a vontade (do) Pai [...] dentro do seu coração [...]”, Sl.40.7,8.
            Somos alimentados quando “[...] servimos (ao) nosso Deus [...]”, Dn.3.17.
Exposição
1 – Somo salvos para servir.
            O verdadeiro cristão é um servo de Deus.
            A Bíblia fala a respeito do povo “[...] de Israel (que eles) [...] são servos [...] os quais (foram) tirados da terra do Egito [...] (portanto) Deus é o SENHOR [...]”, Lv.25.55.          É preciso partir do coração do filho de Deus o desejo, assim como o salmista declarou: “[...] deveras sou teu servo [...]”, Sl.116.16.
            Jesus fala que “[...] depois de havermos feito quanto nos foi ordenado, dizemos: Somos servos inúteis, porque fizemos apenas o que devíamos fazer”, Lc.17.10.       
            Deve haver em cada coração o desejo de se “[...] oferecer como servos para obediência [...] (a Cristo Jesus, pois foi através dele que fomos) libertos do pecado, fomos feitos servos da justiça. Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, temos o nosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna”, Rm.6.16,18,22.           
            A nossa “[...] pregação (deve ser a de que) [...] somos servos (de) Cristo Jesus como Senhor [...]”, 2Co.4.5. 
            Servo é uma posição de confiança e honra na presença de Deus.
            Foi um privilégio para “[...] Abraão [...] (ser chamado de) servo (de Deus)”, Sl.105.42.       “[...] Moisés [...] (é considerado de) servo (do) SENHOR”, Ex.14.31.           
            É falado de “[...] Josué [...] (como) servo do SENHOR [...]”, Js.24.29.         
            De “[...] Davi (se fala que era) [...] servo [...] (do SENHOR)”, Sl.132.10.           
            A Bíblia fala a respeito de Jesus “[...] que (era) [...] Servo (sofredor, o qual) [...] seria exaltado e elevado [...] (mas, ao mesmo tempo) era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso”, Is.52.13; 53.3.
            Ainda existem muitos servos de Deus que vivem “[...] encarcerados [...] sofrem maus tratos [...] (outros) que sofrem segundo a vontade de Deus [...] (quando) praticam [...] (o) bem (mas, cada um) obterá o fim da (sua) [...] fé: a salvação da (sua) [...] alma”, Hb.13.3; 1Pe.4.19; 1Pe.1.9.           
            No texto básico Jesus faz uma distinção entre o serviço prestado pelos irmãos na igreja e pelos funcionários de uma instituição secular:
            “[...] Jesus (fala que na empresa, ou,) [...] os que são considerados governadores dos povos (querem ser servidos, pois) tem sob seu domínio (o empregado), e sobre eles os seus maiorais exercem autoridade (manda)”, Mc.10.42, “mas entre nós (igreja) não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre nós, será esse o que [...] serve (e obedece)”, Mc.10.43, pois “[...] quem quiser ser o primeiro entre nós será servo de todos”, Mc.10.44.      
            Hoje nas igrejas, os que frequentam, agem como consumidores ao pé do balcão; pedem e desejam logo serem atendidos.
            Muitos esquecem que servir é um alimento que nutre a alma.
2 – Motivos para servir.
            Há cinco razões básicas para servirmos:
            2.1 – Devemos servir seguindo o exemplo do Chefe.
            Enquanto não aceitarmos que “[...] o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos”, Mc.10.45, vamos continuar querendo ser servidos.
            É preciso deixar gravado em nosso coração que “[...] Jesus [...] diz que o servo não é maior do que seu senhor, nem o enviado (Jesus), maior do que aquele (Pai) que o enviou”, Jo.13.16.
            Assim como “[...] Jesus nos deu o exemplo [...] como ele nos fez, façamos nós também”, Jo.13.15.
            O que Jesus fez foi algo simples, “[...] lavou os pés (dos discípulos), tomou as vestes e, voltando à mesa, perguntou-lhes: Compreendeis o que vos fiz? ”, Jo.13.12.
            Será que estamos dispostos a abrir a porta do carro, ceder o lugar, lavar as louças, pedir perdão, aceitar os erros?
            Muitas vezes “nós chamamos Jesus (de) o Mestre e o Senhor e dizemos bem; porque ele o é”, Jo.13.13, mas, será que estamos aceitando o conselho de sermos servos?
            É preciso saber que “[...] se Jesus, sendo o Senhor e o Mestre [...] lavou os pés (dos discípulos), também nós devemos lavar (abaixar, humilhar, servir) os pés uns dos outros”, Jo.13.14, principalmente a nossa família.
            A partir do momento em que “[...] sabemos destas coisas, bem-aventurados somos se as praticarmos”, Jo.13.17.
            Vamos tentar imitar Jesus?
            2.2 – Devemos servir porque somos servos.
            Quando “lembro [...] (que sou) servo (de Deus e que) [...] ele não (se) [...] esquece de mim”, Is.44.21 estou “ciente de que receberei do Senhor a recompensa da herança. A Cristo, o Senhor, é que estamos servindo”, Cl.3.24.
            É por este motivo que devemos “servir uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus (portanto) [...] se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!”, 1Pe.4.10,11.
            Esse servir é uma consequência natural daquilo que somos, servos de Cristo Jesus.
            2.3 – Devemos servir porque temos uma tarefa para cumprir.
            Quando reconhecemos que “não foram nós que escolhemos a Jesus; pelo contrário, ele nos escolheu a nós outros (o propósito maior de Jesus em nós é que o sirvamos, pois) [...] Jesus nos designou para [...] dar fruto, e o nosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirmos ao Pai em nome (de) Jesus, ele no-lo conceda”, Jo.15.16.
            Essa disposição para servir não nasce de nós mesmo, “pois somos feitura (de) Deus, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”, Ef.2.10.
            2.4 – Devemos servir porque fomos capacitados espiritualmente por Deus.
            A nossa capacitação é do “[...] homem que, ausentando-se do país (Jesus) [...] nos confiou os seus bens (ministério, evangelização). A um deu cinco talentos, a outro, dois e a outro, um, a cada um segundo a sua própria capacidade; e, então, partiu”, Mt.25.14,15.
            A tarefa que recebemos é somente “[...] pela graça (de Deus) que nos foi dada [...] segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um (sendo assim) temos [...] diferentes dons (presente) segundo a graça que nos foi dada: se profecia (mensagem), seja segundo a proporção da fé; se ministério (serviço), dediquemo-nos ao ministério; ou o que ensina esmere-se no fazê-lo; ou o que exorta (chamar para o meu lado, encorajar, confortar) faça-o com dedicação; o que contribui, com liberalidade; o que preside, com diligência (dedicação); quem exerce misericórdia, com alegria”, Rm.12.3,6-8.
            Quando somos capacitados por Deus, desejamos “servir uns aos outros [...] conforme o dom que recebemos, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus (portanto) [...] se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!”, 1Pe.4.10,11.
            2.5 – Devemos servir porque seremos recompensados por Deus.
            A recompensa, “[...] assentar-se à direita (de) Jesus ou à sua esquerda (prêmio) [...] é para aqueles a quem está preparado”, Mc.10.40, por isso, longe de pensar que somos merecedores, pois “[...] não é dos ligeiros o prêmio, nem dos valentes, a vitória, nem tampouco dos sábios, o pão, nem ainda dos prudentes, a riqueza, nem dos inteligentes, o favor [...]”, Ec.9.11, “[...] Deus é quem opera tudo em todos”, 1Co.12.6.
            Quando julgamos merecedores de qualquer recompensa, muitos ficam “[...] indignados [...] contra (nós) [...]”, Mc.10.41.
            É por este motivo que “[...] Jesus [...] (nos) chama para junto de si (através da Sua Palavra), dizendo: Sabeis que os que são considerados governadores (querem ser servidos, pois) tem sob seu domínio (o empregado), e sobre eles os seus maiorais exercem autoridade (manda)”, Mc.10.42.
            Quanto aos servos de Deus, “tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens, cientes de que receberemos do Senhor a recompensa da herança. A Cristo, o Senhor, é que estamos servindo”, Cl.3.23,24.
            Ao servir a Jesus, sabemos que “[...] Deus não é injusto para ficar esquecido do nosso trabalho e do amor que evidenciamos para com o seu nome [...]”, Hb.6.10; seremos recompensados.
            Kent M. Keith, em seu livro “Faça a coisa certa apesar de tudo”, apresenta os paradoxos para nos motivar:
            Ame as pessoas, apesar de tudo; faça o bem, apesar da maldade; busque o sucesso, apesar dos demais o desanimarem; seja honesto, apesar da desonestidade; pense grande, quando outros não desejam; lute pelos oprimidos, ainda que todos sejam contra; construa, quando outros destroem; ajude as pessoas, mesmo que elas não façam nada por você; dê ao mundo o melhor, ainda que você não receba nada.
3 – Os riscos em servir.
            Servir não é algo fácil.
            Servir é algo contrário à natureza humana e pecadora.
            Queremos ser servidos pelos outros, mas nunca servir.
            No texto estudado Jesus aponta alguns perigos relacionados ao serviço cristão.
            3.1 – O perigo de desejarmos uma posição de privilégio na igreja, usando influências políticas ou familiares.
            “[...] Tiago e João, filhos de Zebedeu se aproximaram (de) Jesus [...] (apenas por interesse) dizendo-lhe: Mestre, queremos que nos concedas o que te vamos pedir”, Mc.10.35.
            Amigo do gerente de banco para facilitar empréstimo, médico para conseguir uma cirurgia.
            Ora, como a pessoa é sua amiga, a resposta/pergunta dela será a mesma que Jesus deu aos discípulos: “[...] Que quereis que vos faça?”, Mc.10.36.
            O que queremos é poder sobre os demais, mandar, que possamos receber “[...] permissão que, na tua glória, nos assentemos um à tua direita e o outro à tua esquerda”, Mc.10.37.
            Na igreja muitos não querem ser eleitos diáconos, mas desejam o presbiterato.
            3.2 – O perigo de uma família querer ser a dona da igreja.
            Muitos laços de sangue sobrepujam os laços espirituais.
            “[...] Jesus [...] disse (para os filhos de Zebedeu, Tiago e João que eles) [...] não sabiam o que pediam (destaque, posição. Em breve Jesus passaria pela morte, tal a simbologia do) [...] beber o cálice (receber na alma o que serve para fortalecer) [...] ou receber o batismo (de calamidades, aflições) [...]”, Mc.10.38.
            Muitos de nós, assim como os filhos de Zebedeu “disseram (para) Jesus: Podemos (PF - frequentar a igreja, dizimar, orar, ler a Bíblia). Torna [...] Jesus (a nos dizer): (podemos) beber o cálice (passar pela sombra da morte, mas somos fortalecidos por Deus) [...] e receber o batismo (enfrentar calamidades, aflições) com que Jesus (passou) [...]”, Mc.10.39, mas, “quanto, porém, ao assentar-se à minha direita ou à minha esquerda (ser e agir como dono da igreja) [...] Jesus não [...] concede; porque é para aqueles a quem está preparado”, Mc.10.40 e o único preparado e dono da igreja “[...] é Cristo [...] o cabeça da igreja, (além de ser o dono é) [...] o salvador do corpo [...] (e) o cabeça de todo principado e potestade”, Ef.5.23; Cl.2.10.
            3.3 – O perigo de disputas pessoais por cargos e posições de liderança na igreja.
            “[...] Jesus [...] (nos) chama para junto de si (através da Sua Palavra), dizendo: Sabeis que os que são considerados governadores (querem ser servidos, pois) tem sob seu domínio (o empregado), e sobre eles os seus maiorais exercem autoridade (manda)”, Mc.10.42.
            Essa disputa por cargos posições e lideranças acontece nas empresas, “mas entre nós (na igreja) não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar- se grande entre nós (mandar), será esse o que [...] serve”, Mc.10.43 tal como Jesus fez.
            Quando você oferece uma festa ou participa de alguma confraternização na igreja, você é o primeiro a se servir?
            Jesus ordena aquele que “[...] quiser ser o primeiro entre nós será servo de todos”, Mc.10.44.
            Você está disposto a servir ou ser servido?
            3.4 – O perigo de servir apenas para aparecer.
            Com a ânsia de servir, podemos correr o risco de querer aparecer, daí, não é aceito por Deus.
            Quando “[...] o Filho do Homem (veio a este mundo) não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos”, Mc.10.45 e, a “[...] oferta e sacrifício (que) Cristo (fez) [...] Deus [...] (aceitou como) aroma suave”, Ef.5.2.
            O único que deve “[...] crescer (na igreja e em nossas vidas é) Jesus e que eu diminua”, Jo.3.30.
            3.5 – O perigo de usarmos o discurso do serviço apenas para nos servirmos da igreja.
            Muitos se servem da igreja para ganhar uma cesta básica, estudos, aperfeiçoar a língua estrangeira – missionários.
            “[...] O Filho do Homem [...] (foi além) deu a sua vida em resgate por muitos”, Mc.10.45, não ficou apenas nas palavras, Ele cumpriu.
            E nós, ficamos apenas na palavra ou cumprimos com o nosso discurso?
Conclusão:      O cristão que trabalha, cresce, então, vamos “[...] seguir a verdade em amor, crescer em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor”, Ef.4.15,16.
            1 – Você tem agido como servo de Deus?
            2 – Quais são as suas maiores dificuldades para servir?
            3 – Você tem usado o serviço cristão para se promover?



            Adaptado pelo Rev. Salvador P. Santana para E.D. – Dieta espiritual – Z3 Editora – Rev. Arival Dias Casimiro

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

BOA PARTE, Lc.10.38-42.

BOA PARTE
Lc.10.38-42

Introd.:           Vivemos neste mundo a procura de fazer ou conquistar coisas boas para o nosso bem-estar.
            Muitos conseguem aquilo que almejam com esforço, mas, sempre com a ajuda de Deus.
            Algumas pessoas são agraciadas pela visita inesperada do bondoso Mestre Jesus.
Nar.:   Esta é a história de Marta e Maria.
            No texto são vistas duas grandes verdades: uma negativa e outra positiva.
            Marta se esforça pelo trabalho doméstico.
            Maria se empenha em ouvir atentamente a voz suave de Jesus Cristo.
Propos.:          A boa parte sempre estará ao nosso alcance, basta procurar.
Trans.:           A verdade negativa nos fala que a boa parte [...]
1 – Pode ser impedida pela inquietação.
            Dizem, e é certo, que muita atividade pode se tornar um ardil para nos impedir de servir a Deus e obter aquilo que é bom para a nossa alma.
            O texto fala que “Marta agitava-se (separar, afastar, distrair) [...]”, Lc.10.40 com este mundo, a impedia de estar aos pés de Jesus.
            “Marta [...] de um lado para outro [...]”, Lc.10.40 pensa que a vida consiste apenas de trabalho, canseira, enfado.
            “Marta [...] ocupada em muitos serviços [...]”, Lc.10.40 deixara de lado o que é de mais especial, mais superior, a vida espiritual.
            Salomão fala que “todo trabalho do homem é para a sua boca; e, contudo, nunca se satisfaz o seu apetite”, Ec.6.7, então, o melhor é “buscar, pois, em primeiro lugar, o reino (de) Deus [...]”, Mt.6.33.
            Não podemos ficar distraídos do Reino de Deus pelo fato de muito servir.
            A palavra de Jesus dirigida à Marta (eu e você) é uma reprimenda a tanta atividade e nada de vida espiritual.
            Quando “o Senhor Jesus respondeu (ele enfatiza): Marta! Marta! (eu e você) [...]”, Lc.10.41 somos conhecidos internamente pelo próprio Jesus.
            Além da “[...] agitação [...] muitos serviços [...]”, Lc.10.40, “[...] andamos inquietos (ansioso) [...]”, Lc.10.41 com as coisas deste mundo sem nos importar com a vida espiritual.
            O verdadeiro trabalho não é se “[...] preocupar com muitas coisas”, Lc.10.41 deste mundo.
            Isto não quer dizer que se preocupando com este mundo você não é servo de Deus, pelo menos, acalme, relaxe, busque mais a vida eterna.
            Dê ouvidos à voz doce de Jesus Cristo.
            A boa parte nos fala da verdade positiva [...]
2 – Hospedar o Mestre.
            Por qualquer “caminho (que homens estão) indo [...] Jesus [...]”, Lc.10.38 os acompanham, pois “para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face?”, Sl.139.7.
            A qualquer momento “[...] Jesus (pode) entrar num povoado (coração) [...]”, Lc.10.38.
            Assim como aconteceu com “[...] certa mulher, chamada Marta, (que) hospedou Jesus na sua casa”, Lc.10.38, podemos fazer o mesmo.
            Não basta apenas hospedar, se faz necessário “[...] quedar-se (ao lado) assentada aos pés do Senhor [...]”, Lc.10.39 para dar-lhe atenção.
            Marta apenas hospedou, mas “ela tinha uma irmã, chamada Maria [...]”, Lc.10.39 que deu valor, atenção ao hóspede Jesus.
            O texto fala que “[...] Maria [...] ouvia os ensinamentos (de) Jesus”, Lc.10.39 para aquietar a sua alma, dedicar-lhe submissão.
            Essa boa parte deve ser imitada – adoração, oração, comunhão, perdão, desenvolvimento espiritual.
            Jamais podemos pensar que Jesus condena a diligência, pelo contrário, Ele falou para Marta: “Entretanto, pouco é necessário ou mesmo uma só coisa [...]”, Lc.10.42, não precisa ficar desesperado para trabalhar.
            Muitas vezes estamos tão atarefados com o serviço secular ou religioso que esquecemos a comunhão com Cristo, “[...] escolhe a boa parte, e esta não lhe será tirada”, Lc.10.42.
            O que podemos aprender dessa mensagem?
Conclusão:     “Marta agitava-se [...]”, Lc.10.40, “[...] Maria [...] quedava-se [...] a ouvir os ensinamentos (de) Jesus”, Lc.10.39.
            Quem é você nessa história?
            Ao descobrir se você é como Marta ou Maria, “[...] se aproxima de Jesus e diga: Senhor, não te importa de que [...] (eu) tenha deixado [...] (de te) servir [...] ordena-me [...] que (eu) venha [...]”, Lc.10.40 para junto de Ti procurar a boa parte.
            Trabalhe para suprir as suas necessidades e aprenda a escolher a boa parte, estar ao lado de Jesus Cristo.


            Rev. Salvador P. Santana

SEM PREOCUPAÇÕES

SEM PREOCUPAÇÕES
                Segundo o dicionário de português, preocupação é: “1 – um ato ou efeito de preocupar-se; 2 – perda da tranquilidade de espírito, devido ao interesse que se tem por certas pessoas ou coisas”.
                Quem afinal não tem preocupações nestes dias? A verdade é que todos têm preocupações, não importa se muito ou pouco. Mas, vira e volta, se ouve com insistência um zum zum zum de que ninguém está nem aí para o que der e vier. Muitos falam que irão jogar fora toda preocupação, então é só viver e administrar a vida a fim de superar qualquer obstáculo. Existe outra situação séria: alguns dizem que não conseguem administrar as suas preocupações, então que você fique com a sua, e curta-a da melhor forma possível.
                Você tem preocupações, os outros também as têm; logo, você não está sozinho. Sendo assim, bom seria se cada um pudesse ajudar o outro aprender a superar qualquer preocupação. Portanto, aquela tônica de que eu não me preocupo com você para você não se preocupar comigo e assim, que todos vivam felizes e sem preocupações.
                Esse não se preocupar não pode fazer parte do vocabulário dos servos de Cristo Jesus por alguns motivos: Primeiro – Deus se preocupa muito com você a tal ponto de dizer em certa Escritura que “[...] ele (te) [...] amou primeiro” (1Jo 4.19). E noutra Palavra é falado que “[...] Deus prova o seu próprio amor (por você) [...] pelo fato de ter Cristo morrido [...] sendo (cada um) [...] ainda pecador” (Rm 5.8). Bem, se é tão grande a preocupação de Deus em seu favor a ponto de salvá-lo por meio de Cristo Jesus, isso mostra que cada um deve de igual modo se preocupar com seu próximo. Segundo – Você é sociável – Na Igreja Primitiva, a preocupação de uns para com os outros chegou a ponto “Da multidão dos que creram era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum” (At 4.32). A sociabilidade daqueles irmãos os induziu a se preocuparem uns com os outros no trato da alimentação. Terceiro – Cristo deixou exemplo – No caminho para a aldeia de Emaús, Jesus intercepta dois discípulos que estavam conversando. Ele se interessou pela conversa e tristeza daqueles homens a ponto de “[...] lhes perguntar Jesus: Que é isso que vos preocupa e de que ides tratando à medida que caminhais? E eles pararam entristecidos” (Lc 24.17). Esse exemplo deixado por Jesus mostra que existem muitas pessoas necessitadas neste mundo, logo, é preciso que você se preocupe também.
                Sabe-se que é impossível viver neste mundo sem preocupações; seja com você mesmo ou com o seu próximo. A preocupação vem instantaneamente, sem pedir licença. Ela surge de uma hora para outra. Quando você menos espera, lá está você se preocupando com o seu vizinho que está doente, com o seu colega que passa por lutas interiores, com o seu filho que anda rebelde, com a situação econômica do país, com a incerteza do seu futuro profissional, enfim, qualquer coisa é motivo para grandes preocupações, principalmente quando diz respeito à sua pessoa.
                Portanto, apague de uma vez por todas a ideia de que você não se preocupa com o próximo e nem com você mesmo. Tome os exemplos bíblicos para se fortalecer e aprender como e quando devemos nos preocupar uns com os outros. Viver sem preocupação com o outro não é um modo certo da vida cristã. Veja como Jesus se expressou a respeito de Jerusalém: “Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!” (Mt 23.37). Que grande preocupação é a que Cristo tem por você! Por isso, não viva sem se preocupar com o próximo.
                Cristo Jesus ensina cada um a se preocupar com o seu próximo!

Rev. Salvador P. Santana

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

O ALIMENTO DA ADORAÇÃO, 1Pe.2.5.

O ALIMENTO DA ADORAÇÃO, 1Pe.2.5.

Introd.:           A água é o componente presente em maior abundância no corpo humano.
            Um adulto precisa de 2 a 2,5 l de água por dia.
            O corpo humano não possui reservas de água e por isso deve ser reposta a cada 24h para manter a saúde e as funções básicas do organismo.
            Sede é a sensação que se tem quando o organismo está com falta de água.
            Todo cristão verdadeiro é “como a corça (que) suspira pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma”, Sl.42.1.
            “A minha (e a sua) alma (precisa) ter sede de Deus, do Deus vivo; (isso deve acontecer, porque) quando (eu) ir e me ver perante a face de Deus (tenho segurança eterna)?”, Sl.42.2.
            É a partir dessa sede da alma que adoramos a Deus.
            A adoração é um dos alimentos para a nossa alma, isto, porque, somos “[...] como pedras que vivem, somos edificados casa espiritual para sermos sacerdócio santo, a fim de oferecermos sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo”, 1Pe.2.5.
Exposição
1 – O que é adorar?
            Vocabulário bíblico define culto como “serviço prestado a Deus”.
            O culto, ou, o “[...] serviço (prestado) a Deus [...] (pode ser oferecido pelo) povo (liberto) [...]”, Ex.3.12.
            A esse mesmo “Deus, o SENHOR [...] (devemos) temer (individualmente), a ele servir (adorar) [...]”, Dt.6.13.
            A exclusividade de “[...] adorar ao Senhor [...] Deus (foi reclamada por) Jesus [...] (diante de) Satanás, porque está escrito: [...] só a Deus darás culto”, Mt.4.10.
            Exemplos de “[...] serviços (prestados) [...] ao Senhor [...]”, At.13.2 temos na igreja Primitiva.
            Paulo declara que devemos “[...] apresentar [...] o nosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o nosso culto racional”, Rm.12.1.
            Ao me dispor para adorar a Deus, fico interessado “[...] no sagrado encargo de anunciar o evangelho de Deus [...]”, Rm.15.16.
            Pode acontecer, tal como aconteceu com Paulo, de “[...] eu ser [...] oferecido por libação sobre o sacrifício e serviço da [...] fé (de muitos) [...]”, Fp.2.17.
            Este serviço é prestado em reconhecimento à pessoa de Deus, por isso, “rendo graças ao SENHOR, porque ele é bom, e a sua misericórdia dura para sempre”, Sl.107.1.
            Precisa partir de dentro do nosso coração “[...] louvar (aquilo que Deus é e faz por nós, com a) [...] nossa alma [...] ao SENHOR”, Sl.146.1.
            Esse “louvor (o que Deus é e faz por nós, deve ser) ao SENHOR durante a nossa vida; cantar louvores ao nosso Deus, enquanto [...] vivermos”, Sl.146.2.
            Como Deus é tudo para nós, somos “bem-aventurados [...] (porque) temos [...] Deus [...] por (nosso) [...] auxílio [...]”, Sl.146.5, pois sabemos “que Ele fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e mantém para sempre a sua fidelidade”, Sl.146.6.
            Sabemos “Que (Deus) faz justiça aos oprimidos e dá pão aos que têm fome. O SENHOR liberta os encarcerados”, Sl.146.7.
            Somente “o SENHOR (é que) abre os olhos aos cegos, o SENHOR levanta os abatidos, o SENHOR ama os justos”, Sl.146.8.
            Não existe outro neste mundo, apenas “o SENHOR guarda o peregrino, ampara o órfão e a viúva [...]”, Sl.146.9, por este motivo, devo adorar   “o SENHOR (que) reina para sempre [...] o [...] Deus [...] (que) reina de geração em geração. Aleluia!”, Sl.146.10.
            Adorar a Deus. Esta é a razão de sermos cristãos, pois “[...] somos como pedras que vivem [...] edificados casa espiritual para sermos sacerdócio santo, a fim de oferecermos sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo”, 1Pe.2.5.
            Temos cinco princípios neste versículo:
            Primeiro – cada crente é “[...] como pedras que vivem [...]”, 1Pe.2.5.
            Vivemos só pelo motivo de “[...] Jesus [...] ser a principal pedra, angular (Viva) [...]”, Mt.21.42, o qual pode nos dá vida.
            Somos “[...] pedras que vivem [...]”, 1Pe.2.5 pelo fato de vivermos através da “[...] pedra (que é) [...] Cristo”, 1Co.10.4.
            Quando sou de “[...] Jesus, a pedra que vive [...]”, 1Pe.2.4, tenho a certeza que posso viver, não somente neste mundo, mas para toda eternidade.
            Todos os crentes formam uma residência espiritual, uma casa habitada pelo Espírito Santo.
            Paulo fala que “[...] nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo”, 2Co.6.16.
            É por este motivo que “[...] somos [...] concidadãos dos santos, e somos da família de Deus”, Ef.2.19.
            Cada servo tem “[...] Cristo Jesus [...] (como) a pedra angular; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor [...] para habitação de Deus no Espírito”, Ef.2.20-22.
            Segundo – cada crente “[...] vive [...] para ser sacerdote santo [...]”, 1Pe.2.5, pois ele foi “[...] liberto do (seu) pecado [...] (e) constituído [...] sacerdote para o [...] Deus e Pai [...]”, Ap.1.5,6.
            Através dessa libertação “temos [...] intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne”, Hb.10.19,20.
            Então, cada um de nós pode se “aproximar, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura”, Hb.10.22.
            Terceiro – cada crente “[...] oferece sacrifícios espirituais [...]”, 1Pe.2.5.
            Todo sistema sacrificial do culto no Antigo Testamento foi cumprido por intermédio de Jesus Cristo.
            O escritor de Hebreus “[...] acrescenta: Eis aqui estou (Jesus) para fazer, ó Deus, a tua vontade. Remove o primeiro (sistema sacrificial) para estabelecer o segundo (sacrifício)”, Hb.10.9.
            Foi a partir dessa “[...] vontade (de Deus) [...] ofertar (o) [...] corpo de Jesus Cristo [...] é que temos sido santificados [...] uma vez por todas”, Hb.10.10.
            Acontecia no Antigo Testamento de “[...] todo sacerdote se apresentar, dia após dia, a exercer o serviço sagrado e a oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca jamais podem remover pecados; Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus, aguardando, daí em diante, até que os seus inimigos sejam postos por estrado dos seus pés”, Hb.10.11-13.
            Todo crente, através de Cristo, apresenta “[...] uma única oferta [...] (para) ser santificado”, Hb.10.14.
            Os “[...] sacrifícios oferecidos a Deus (por) [...] meio de Jesus [...] (deve ser) sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome”, Hb.13.15, “[...] a prática do bem e a mútua cooperação (entre os irmãos); pois, com tais sacrifícios, Deus se compraz”, Hb.13.16.
            Quando oferecemos a Deus a nossa vida como sacrifício, “[...] de nenhum modo (Deus se) [...] lembrará dos nossos pecados e das nossas iniquidades, para sempre”, Hb.10.17.
     Ora, (como o sacerdote confessa os seus pecados) onde há remissão destes, já não há oferta pelo pecado”, Hb.10.18.
            Quarto – o objetivo do culto é “[...] agradar a Deus [...]”, 1Pe.2.5.
            Quando “[...] Eva [...] deu à luz a Caim [...] (ela) disse (cultuando a Deus): Adquiri um varão com o auxílio do SENHOR”, Gn.4.1.
            “Abel [...] (oferecendo culto a Deus) trouxe das primícias do seu rebanho [...] (o resultado foi que) o SENHOR se agradou de Abel e de sua oferta”, Gn.4.4.
            O escritor de Hebreus fala que o crente deve “[...] servir a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor”, Hb.12.28.
            O livro de Apocalipse justifica essa adoração porque no céu tem “[...] Aquele que está sentado no trono e ao Cordeiro [...] (então) que toda criatura [...] no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar [...] louve [...] honre, e (dê) a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos”, Ap.5.13.
            Para adorar a Deus [...]
            Quinto – Tem que ser “[...] por intermédio de Jesus Cristo”, 1Pe.2.5.
            Temos acesso a Deus, ou, “[...] entrar no Santo dos Santos [...] (somente) pelo sangue de Jesus”, Hb.10.19.
            É “por meio de Jesus (que podemos) [...] oferecer a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome”, Hb.13.15.
2 – A abrangência da adoração.
            O conceito de adoração na Bíblia envolve a vida do adorador.
            A adoração a Deus é tão importante “[...] que o SENHOR requer de nós [...] temor (ao) [...] SENHOR, nosso Deus [...] andar em todos os seus caminhos [...] amar [...] servir ao SENHOR, nosso Deus, de todo o nosso coração e de toda a nossa alma”, Dt.10.12.
            Essa adoração deve acontecer “para (eu e você) guardar os mandamentos do SENHOR e os seus estatutos [...] para o nosso bem [...]”, Dt.10.13.
            Esse culto de adoração envolve tudo quanto tenho e sou, pois “[...] quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus”, 1Co.10.31.
            Por isso, “[...] tudo o que fizermos, seja em palavra, seja em ação, fazemo-lo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai”, Cl.3.17.
            Após a minha adoração, depois que sair deste mundo, “[...] receberemos do Senhor a recompensa da herança. A Cristo, o Senhor, é que estamos servindo”, Cl.3.24.
            Essa adoração deve ser constante, pois “o SENHOR, porém, está no seu santo templo [...]”, Hc.2.20.
            É por este motivo que o “SENHOR [...] me sonda e me conhece”, Sl.139.1.
            Somente Deus “sabe quando me assento e quando me levanto; de longe penetra os meus pensamentos”, Sl.139.2.
            Deus é o único que “esquadrinha o meu andar e o meu deitar e conhece todos os meus caminhos”, Sl.139.3.
            Por causa da onipresença e onisciência de Deus, a vida do crente não pode ser dividida em sagrada e profana porque “[...] o nosso corpo é santuário do Espírito Santo [...]”, 1Co.6.19, isto aconteceu “porque fomos comprados por preço. Agora, pois, (precisamos) glorificar a Deus no nosso corpo”, 1Co.6.20.
3 – Tipos de adoração.
            Há na Bíblia três tipos de adoração:
            3.1 – Adoração individual.
            Um exemplo clássico é o de “Daniel [...] (que) entrou em sua casa e, [...] três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus [...]”, Dn.6.10.
            O evangelista fala que “[...] quando (você) orar [...]”, Mt.6.5, deve “[...] entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará”, Mt.6.6.
            Nessa adoração e “[...] oração não (pode) usar [...] vãs repetições [...]”, Mt.6.7.
            Além da oração particular, o crente precisa fazer uso da Palavra de Deus.
            3.2 – Adoração doméstica.
            Adorar se aprende “[...] como costuma fazer”, Dn.6.10 dentro de casa.
            Adoração doméstica é quando, dentro de casa, você procura “[...] se assentar aos pés do Senhor a ouvir-lhe os ensinamentos”, Lc.10.39.
            3.3 – Adoração comunitária.
            Esta reunião de “[...] todos (os) servos do SENHOR (deve ser para) bendizer ao SENHOR [...]”, Sl.134.1.
            A igreja Primitiva tinha o costume de “no primeiro dia da semana [...] reunir com o fim de partir o pão [...]”, At.20.7.
4 – Os resultados da adoração.
            Não pode existir outro resultado a não ser o de “agradar [...] (ao) SENHOR, e ele satisfará os desejos do nosso coração”, Sl.37.4.
            Alguns resultados da adoração verdadeira:
            4.1 – Cresce o nosso conhecimento e a nossa admiração por Deus.
            Ao adorar, “[...] digo [...] (que) não há Deus como Deus, em cima nos céus nem embaixo na terra [...]”, 1Rs.8.23.
            Adorando, “uma coisa peço ao SENHOR, e a buscarei: que eu possa morar na Casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do SENHOR e meditar no seu templo”, Sl.27.4.
            Assim como aconteceu com os discípulos de ficarem “[...] admirados [...]”, Lc.5.9 com os milagres de Jesus, nós também, devemos ficar “[...] possuídos de temor e admiração [...]”, Lc.8.25 por Ele.
            Em nossa adoração, precisamos “[...] cair a seus pés [...]”, Ap.1.17 para reverenciar “[...]aquele que vive [...] pelos séculos dos séculos e tem as chaves da morte e do inferno”, Ap.1.18.
            O resultado da adoração é [...]
            4.2 – Perceber e sentir a presença real de Deus em nosso meio e na nossa vida.
            Quando “[...] a glória do SENHOR encheu o tabernáculo”, Ex.40.34, “Moisés não pode entrar na tenda da congregação, porque a nuvem permanecia sobre ela, e a glória do SENHOR enchia o tabernáculo”, Ex.40.35.
     [...] Salomão acabou de orar, desceu fogo do céu [...] e a glória do SENHOR encheu a casa”, 2Cr.7.1.
            Quando adoramos, a atitude de “todos os filhos de (Deus é) [...] se encurvar [...] adorar, e louvar o SENHOR, porque é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre”, 2Cr.7.3.
            Quando adoro a Deus [...]
            4.3 – Tomamos consciência da nossa fraqueza e da nossa dependência da graça divina.
            É preciso “[...] eu (e você) ver o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono [...]”, Is.6.1 para reconhecer “e clamar [...] dizendo: Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos [...]”, Is.6.3.
            Ao reconhecer a grandeza de Deus, não “[...] confio em (mim) [...] mesmo [...] (e nem me) considero justo [...]”, Lc.18.9.
            Preciso reconhecer que sou “[...] pecador!”, Lc.18.13 a fim de ser “[...] justificado [...]”, Lc.18.14 por Deus.
            Sendo adorador [...]
            4.4 – Somos instruídos e orientados por Deus, por meio da Palavra.
            Para ser instruído e orientado, precisamos “[...] ler [...] todas as palavras do Livro da Aliança [...]”, 2Rs.23.2 “[...] para o seguir, guardar os seus mandamentos, os seus testemunhos e os seus estatutos, de todo o coração e de toda a alma [...]”, 2Rs.23.3.
            O adorador [...]
            4.5 – Recebe salvação e libertação.
            No tempo do rei Josafá, os servos de Deus “se dispuseram [...] para louvarem o SENHOR [...] tendo eles começado a cantar e a dar louvores, pôs o SENHOR emboscadas contra os filhos de Amom e de Moabe e os do monte Seir que vieram contra Judá, e foram desbaratados”, 2Cr.20.19,22.
            Quando decido “[...] adorar [...] Senhor, (pedindo-lhe) socorro [...] (a resposta de) Jesus [...] (é que) se faça contigo como queres [...]”, Mt.15.25,28.
            Certa vez Herodes mandou “[...] prender também a Pedro [...] mas havia oração incessante a Deus por parte da igreja a favor dele [...] (o resultado é) que o Senhor enviou o seu anjo e o livrou da mão de Herodes e de toda a expectativa do povo judaico”, At.12.3,5,11.
            Sendo adorador [...]
            4.6 – Somos motivados à santificação e à consagração.
            Quando “[...] Jacó (estava fugindo de Esaú, ele fez) um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta jornada que empreendo, e me der pão para comer e roupa que me vista, de maneira que eu volte em paz para a casa de meu pai, então, o SENHOR será o meu Deus [...] e, de tudo quanto me concederes, certamente eu te darei o dízimo”, Gn.28.20-22.
            Quando nos dispomos a “[...] servir [...] ao Senhor e jejuar [...] (seremos) separados [...] para a obra a que Deus (nos) [...] tem chamado”, At.13.2.
            Adorando a Deus [...]
            4.7 – Sentimos a necessidade de testemunhar e falar de Jesus.
            Cada um de nós precisa pedir a Deus que nos “[...] conceda [...] anunciar com toda a intrepidez [...] a palavra de Deus [...]”, At.4.29,31.
Conclusão:      A nossa maior necessidade é adorar a Deus, mas, só adoramos a “[...] Deus [...] por intermédio de Jesus Cristo”, 1Pe.2.5.
            Você divide a sua vida em “sagrada” e “secular”?



            Adaptado pelo Rev. Salvador P. Santana – Escola Dominical – Dieta espiritual – Z3 Editora – Rev. Arival Dias Casimiro.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

A busca do conhecimento, Ec.1.12-18.

A BUSCA DO CONHECIMENTO, Ec.1.12-18. Um dos filmes mais impressionantes já produzidos – 2001, “Uma Odisseia no Espaço” – mostra o ser humano representado por um único homem, buscando conhecer o que havia no além: além do horizonte, além do conhecimento cientifico, além de si mesmo. Preciso aceitar que “as coisas encobertas pertencem ao SENHOR, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei”, Dt.29.29. Mas, o ser humano quer conhecer, em última análise, para dar conta de si próprio, entender quem ele é, o que faz aqui, para onde vai – isso é possível? O salmista, preocupado com os dias futuros, pediu para Deus: “Dá-me a conhecer, SENHOR, o meu fim e qual a soma dos meus dias, para que eu reconheça a minha fragilidade”, Sl.39.4. Todos nós sabemos que o conhecimento adquirido passa de “uma geração [...] a outra geração (principalmente) as [...] obras (de) Deus (para) [...] anunciar os [...] poderosos feitos (do) SENHOR”, Sl.145.4. Essa transmissão de conhecimentos resolve muitos problemas básicos para a manutenção da vida – buscar o Deus verdadeiro, alimentação, saúde, transporte. Por volta do ano 900 a 1.000 a.C., “[...] o pregador [...] rei de Israel, em Jerusalém”, Ec.1.12, fez uma pesquisa sobre a necessidade de o homem buscar o conhecimento para trabalhar e construir. Mas, será que o conhecimento sempre tem ajudado a sociedade humana? A Bíblia fala que “[...] os homens perversos [...] irão de mal a pior, enganando e sendo enganados. (Diz também que) [...] o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios”, 2Tm.3.13; 1Tm.4.1. Salomão fala que “aplicou o coração a esquadrinhar e a informar com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu [...]”, Ec.1.13. Muita escolaridade resolve a vida, garante felicidade, paz e tranquilidade? O “[...] o Pregador [...]”, Ec.1.12 ou professor do livro de Eclesiastes é pessimista a esse respeito. Salomão acredita que buscar “[...] a informação (conhecimento) [...] de tudo [...] (é) enfadonho trabalho (que) impôs Deus aos filhos dos homens, para nele os afligir”, Ec.1.13. Tópicos para reflexão. 1 – A busca do conhecimento é tarefa árdua O texto básico fala que buscar conhecimento e “[...] informar com sabedoria [...] (é) enfadonho trabalho [...] (e) aflição”, Ec.1.13, uma tarefa penosa. Para adquirir o conhecimento, o ser humano precisa desgastar-se num intenso esforço. Por mais facilidade que uma pessoa tenha para aprender, sem dedicação não chegará muito longe. Einstein dizia que a física teórica moderna era 10% inspiração e 90% transpiração. Conhecimento perfeito, completo é somente para Aquele que “[...] na concha de sua mão mediu as águas e tomou a medida dos céus a palmos [...] (que) recolheu na terça parte de um efa (17,5 l) o pó da terra e pesou os montes em romana (balança) e os outeiros em balança de precisão [...]”, Is.40.12. Não existe nenhum ser humano que tenha conhecimento perfeito e completo como Deus que “[...] guiou o Espírito do SENHOR [...] ou, como seu conselheiro, o ensinou [...]”, Is.40.13. Afinal, “com quem tomou ele conselho, para que lhe desse compreensão? Quem o instruiu na vereda do juízo, e lhe ensinou sabedoria, e lhe mostrou o caminho de entendimento?”, Is.40.14; ninguém. Se ainda não sabemos, devemos gravar na mente “[...] que as nações são consideradas por Deus como um pingo que cai de um balde e como um grão de pó na balança; as ilhas são como pó fino que se levanta”, Is.40.15. Na verdade, “todas as nações são perante Deus como coisa que não é nada; ele as considera menos do que nada, como um vácuo”, Is.40.17. Mas afinal, “com quem compararemos a Deus? Ou que coisa semelhante confrontaremos com ele?”, Is.40.18. Se por acaso olharmos para a sabedoria do “[...] artífice (que) funde a imagem, e o ourives (que) a cobre de ouro e cadeias de prata forja para ela”, Is.40.19, ou mesmo, tentar entender “o sacerdote idólatra (que) escolhe madeira que não se corrompe e busca um artífice perito para assentar uma imagem esculpida que não oscile”, Is.40.20, precisamos entender que todo esse conhecimento ou sabedoria é em vão, pois, “acaso, não sabemos? Porventura, não ouvimos? Não nos tem sido anunciado desde o princípio? Ou não atentamos para os fundamentos da terra?”, Is.40.21 que “é (o próprio) Deus que está assentado sobre a redondeza da terra, cujos moradores são como gafanhotos; é ele quem estende os céus como cortina e os desenrola como tenda para neles habitar”, Is.40.22. Somente Deus tem conhecimento perfeito, mesmo porque, “[...] o homem estúpido se tornará sábio, quando a cria de um asno montês nascer homem [...] (por este motivo) sábio nenhum acharemos entre nós”, Jó 11.12; 17.10. Vamos acatar em nosso coração que “é Deus quem reduz a nada os príncipes e torna em nulidade os juízes da terra”, Is.40.23. No momento em que Deus desejar, príncipes e juízes serão “[...] plantados e semeados, mal se arraigam na terra o seu tronco, já se secam, quando um sopro passa por eles, e uma tempestade os leva como palha”, Is.40.24. Como está nas mãos de Deus todo conhecimento, “a quem [...] (podemos) comparar (com) Deus para que Ele lhe seja igual? — diz o Santo”, Is.40.25. Por isso, devemos “levantai ao alto os olhos e ver. Quem criou estas coisas? Aquele que faz sair o seu exército de estrelas, todas bem contadas, as quais ele chama pelo nome; por ser ele grande em força e forte em poder, nem uma só vem a faltar”, Is.40.26. Como não adquirimos conhecimento sem esforço, e a nossa vida depende totalmente de Deus, jamais posso dizer: “[...] O meu caminho está encoberto ao SENHOR, e o meu direito passa despercebido ao meu Deus [...]”, Is.40.27. Todos nós precisamos gravar em nosso coração “[...] que o eterno Deus, o SENHOR, o Criador dos fins da terra, nem se cansa, nem se fatiga [...] (logo) não se pode esquadrinhar o [...] entendimento (de) Deus”, Is.40.28. Paulo faz uma declaração da “[...] profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos!”, Rm.11.33. A sua pergunta ninguém pode responder, “pois, quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído?”, Rm.11.34,35. Precisamos reconhecer que Deus sabe todas as coisas, então, toda honra e todo louvor pertence somente a Deus, “porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!”, Rm.11.36. O homem é totalmente diferente de Deus, ele precisa aprender aos poucos. A própria revelação divina para o ser humano não foi dada toda de uma vez. Aconteceu de “[...] Deus, outrora, falar, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo”, Hb.1.1,2. Ainda vivemos um tempo de revelação parcial. Haverá um dia em que “[...] virá o fim, quando Jesus entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder [...] (então) estaremos para sempre com o Senhor”, 1Co.15.24; 1Ts.4.17, é a partir desse momento que a revelação será completa. Como somos imperfeitos, não podemos obter, de modo rápido e total, o conhecimento do plano divino, e Deus, sábio e bondoso, deu-nos a revelação aos poucos. Nenhum homem neste mundo alcança o conhecimento rápido e imediatamente. Thomas Edson, na escola, tinha problemas. Seu professor dizia que ele "tem o bicho no corpo, que é estúpido, que não para de fazer perguntas e que lhe custa a aprender". Recusava fazer as lições. Em três meses deixa a classe. Nunca mais voltaria a frequentar uma escola. A mãe toma a seu cargo a educação do menino e ele, por seu lado, aprende o que mais lhe interessa. Acaba por devorar todos os livros da mãe com temas sobre ciência. Monta um laboratório de química no sótão e, de vez em quando, faz tremer a casa – em 4 anos 300 novos inventos – levou tempo. Cada geração ensina a outra geração com muito esforço, fez com que o ser humano chegasse ao que é hoje. Cientistas, engenheiros, médicos trabalham noite e dia para tornar a vida humana melhor, então, [...] 2 – A busca do conhecimento pode levar à vaidade e à exploração. Muitos não dizem para os outros, mas dentro do coração “dizem consigo: eis que me engrandeci e sobrepujei em sabedoria a todos os que antes de mim existiram [...] com efeito, o meu coração tem tido larga experiência da sabedoria e do conhecimento”, Ec.1.16. Muitos que passam anos nos bancos escolares, olham os outros como se fossem seres inferiores! Esse olhar por cima dos ombros é antigo, pois “se (você) ver em alguma província opressão de pobres e o roubo em lugar do direito e da justiça, não te maravilhes de semelhante caso; porque o que está alto tem acima de si outro mais alto que o explora, e sobre estes há ainda outros mais elevados que também exploram”, Ec.5.8. Muitos por obterem conhecimento, acabam explorando o próximo. “Jacó tinha feito um cozinhado (através do conhecimento da cozinha, ele aproveitou), quando, esmorecido, veio do campo Esaú”, Gn.25.29. “E (, como Esaú não entendia de cozinha, mas de caça) [...] disse (a Jacó): Peço-te que me deixes comer um pouco desse cozinhado vermelho, pois estou esmorecido [...]”, Gn.25.30. A fim de explorar o seu irmão por não ter habilidade na cozinha, “disse Jacó: Vende-me primeiro o teu direito de primogenitura”, Gn.25.31. Jacó estava a um passo de extorquir a herança do seu irmão Esaú, pois este “[...] estava a ponto de morrer; de que lhe aproveitaria o direito de primogenitura (recebia porção dobrada da herança) [...]”, Gn.25.32. Assim como muitos que tem conhecimento, usam-no para enganar, “[...] Jacó (, para assegurar a troca disse): Jura-me primeiro. Ele jurou e vendeu o seu direito de primogenitura a Jacó”, Gn.25.33. E, assim, “deu, pois, Jacó a Esaú pão e o cozinhado de lentilhas; ele comeu e bebeu, levantou-se e saiu. Assim, desprezou Esaú o seu direito de primogenitura”, Gn.25.34. Atualmente a exploração de quem tem conhecimento é muito mais dissimulada (calado, fingido, astuto, manhoso). Os países mais desenvolvidos impõem regras que impedem outros países de alcançar determinados conhecimentos; e, se alcançam, há leis que impedem o uso do conhecimento – ex: remédios – só podem ser produzidos e distribuídos por grandes grupos farmacêuticos. Outro meio usado é o protecionismo que os governos fazem para proteger as indústrias nacionais da concorrência externa. A verdade é que, os detentores do conhecimento, “[...] com a boca, professam muito amor, mas o coração só ambiciona lucro”, Ez.33.31 e não estão interessados com vidas humanas. Desta forma o conhecimento é usado como gerador de riqueza, e não como benefício para todos. Por este motivo [...] 3 – O conhecimento produz tristeza. Salomão declara que “[...] na muita sabedoria há muito enfado (canseira); e quem aumenta ciência aumenta tristeza”, Ec.1.18. A canseira e a tristeza acontecem porque quando se adquire conhecimento, o estudante percebe melhor a realidade que o cerca, logo, eu e você precisa “atentar para todas as obras que se fazem debaixo do sol, e eis que tudo é vaidade e correr atrás do vento”, Ec.1.14. Ele sabe que as coisas poderiam ser diferentes, sabe que é difícil mudar a situação. Quanto mais adquire conhecimento, mais condições de conhecer melhor o funcionamento da sociedade, daí, mais tristeza, pois é penoso ver uma situação ruim, sendo que para muitos, não tem interesse de melhorar, devido a maldade e a ganância. Quanto mais você estuda, mais você adquire a certeza de que há muito a se descobrir e aprender, então, “aplique o coração a conhecer a sabedoria e a saber o que é loucura e o que é estultícia; e venha a saber que também isto é correr atrás do vento”, Ec.1.17. De uma coisa nós podemos ter a certeza, “pois, tanto do sábio como do estulto, a memória não durará para sempre; pois, passados alguns dias, tudo cai no esquecimento. Ah! Morre o sábio, e da mesma sorte, o estulto!”, Ec.2.16. Ora, se vamos morrer, para que serve tanto conhecimento sendo que o nosso fim é a morte? Se o conhecimento não ocupa espaço, sabemos que ele pode trazer tristeza e sofrimento pelo sentimento de incapacidade diante dos grandes desafios enfrentados pela humanidade. Essa realidade mostrou não somente para o povo Judeu, mas também para todos nós, que a cultura que procuramos para satisfazer os nossos desejos nos leva a descrença e a tristeza. Ao invés da cultura influenciar o povo para a vaidade e exploração que traz pesar e sofrimento, é preciso “[...] temer [...] (o) SENHOR (que) é o princípio da sabedoria, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino”, Pv.1.7 que conduz a Deus. Esse conhecimento de Deus pode transformar a sociedade pelo motivo do próprio Senhor “nos ensinar a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio”, Sl.90.12. Para mostrar a diferença do conhecimento adquirido neste mundo e a sabedoria vinda de Deus, Tiago pergunta: “Quem entre nós é sábio e inteligente? (na verdade não existe nenhum que possa transformar este mundo através do saber humano, isso acontece porque devemos) mostrar em mansidão de sabedoria, mediante condigno proceder, as nossas obras”, Tg.3.13. Ao olhar para a sabedoria deste mundo, encontramos “[...] corações (cheios de) inveja amargurada e sentimento faccioso, (por isso, não podemos) nos gloriar disso [...]”, Tg.3.14. Toda busca de conhecimento que temos neste mundo “[...] não é a sabedoria que desce lá do alto; antes, é terrena, animal e demoníaca”, Tg.3.15. Tiago fala sobre este assunto porque ele percebia que também no seu tempo “[...] havia inveja e sentimento faccioso [...] confusão e toda espécie de coisas ruins”, Tg.3.16 devido a buscar do saber terreno. Deve ser por este motivo que Salomão fala que “aquilo que é torto não se pode endireitar; e o que falta não se pode calcular”, Ec.1.15, pois o homem sem Deus é incorrigível. Mas, conforme o seu ensino, “a sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento”, Tg.3.17. A sabedoria do alto precisa ser buscada. Discussão É possível ser um cientista, pesquisador ou professor universitário, e, ao mesmo tempo, crer na Bíblia e ser um crente fiel? O pastor dever estudar outras coisas além da Bíblia? O que podemos oferecer de contribuição, com protestante, na promoção do conhecimento? Adaptado pelo Rev. Salvador P. Santana para Estudo – Vida abundante – Didaquê – Rev. Silas Luiz de Souza