sábado, 18 de janeiro de 2014

SEM PREOCUPAÇÕES

SEM PREOCUPAÇÕES
            Segundo o dicionário de português, preocupação é: “1 – um ato ou efeito de preocupar-se; 2 – perda da tranquilidade de espírito, devido ao interesse que se tem por certas pessoas ou coisas”.
            Quem afinal não tem preocupações nestes dias? A verdade é que todos têm preocupações, não importa se muito ou pouco. Mas, vira e volta, se ouve com insistência um zum zum zum de que ninguém está nem aí para o que der e vier. Muitos falam que irão jogar fora toda preocupação para o ar, então é só viver e administrar a vida a fim de superar qualquer obstáculo. Existe outra situação séria: alguns dizem que não conseguem administrar as suas preocupações, então que você fique com a sua, e curta-a da melhor forma possível.
            Você tem preocupações, os outros também as têm; logo, você não está sozinho. Sendo assim, bom seria se cada um pudesse ajudar o outro para aprender, não somente você, mas também o outro, a superar qualquer preocupação. Portanto, aquela tônica de que eu não me preocupo com você para você não se preocupar comigo e assim, que todos vivam felizes e sem preocupações.
            Esse não se preocupar não pode fazer parte do vocabulário dos servos de Cristo Jesus por alguns motivos: Primeiro – Deus se preocupa muito com você a tal ponto de dizer em certa Escritura que “[...] ele (te) [...] amou primeiro” (1Jo 4.19). E noutra Palavra é falado que “[...] Deus prova o seu próprio amor (por você) [...] pelo fato de ter Cristo morrido [...] sendo (cada um) [...] ainda pecador” (Rm 5.8). Bem, se é tão grande a preocupação de Deus em seu favor a ponto de salvá-lo por meio de Cristo Jesus, isso mostra que cada um deve de igual modo se preocupar com seu próximo. Segundo – Você é sociável – Na Igreja Primitiva, a preocupação de uns para com os outros chegou a ponto “Da multidão dos que creram era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum” (At 4.32). A sociabilidade daqueles irmãos os induziu a se preocuparem uns com os outros no trato da alimentação. Terceiro – Cristo deixou exemplo – No caminho para a aldeia de Emaús, Jesus intercepta dois discípulos que estavam conversando. Ele se interessou pela conversa e tristeza daqueles homens a ponto de “[...] lhes perguntar Jesus: Que é isso que vos preocupa e de que ides tratando à medida que caminhais? E eles pararam entristecidos” (Lc 24.17). Esse exemplo deixado por Jesus mostra que existem muitas pessoas necessitadas neste mundo, logo, é preciso que você se preocupe também.
            Sabe-se que é impossível viver neste mundo sem preocupações; seja com você mesmo ou com o seu próximo. A preocupação vem instantaneamente, sem pedir licença. Ela surge de uma hora para outra. Quando você menos espera, lá está você se preocupando com o seu vizinho que está doente, com o seu colega que passa por lutas interiores, com o seu filho que anda rebelde, com a situação econômica do país, com a incerteza do seu futuro profissional, enfim, qualquer coisa é motivo para grandes preocupações, principalmente quando se diz respeito à sua pessoa.
            Portanto, tire de uma vez por todas a ideia de que você não se preocupa com o próximo e nem com você mesmo. Tome os exemplos bíblicos para te fortalecer e ensinar como e quando deve se preocupar uns com os outros. Viver sem preocupação com o outro não é um modo certo da vida cristã. Veja como Jesus se expressou a respeito de Jerusalém: “Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!” (Mt 23.37). Que grande preocupação é a que Cristo tem por você! Por isso, não viva sem se preocupar com o próximo.
            Cristo Jesus ensina cada um a se preocupar com o seu próximo!

Rev. Salvador P. Santana

sábado, 11 de janeiro de 2014

EXEMPLO DE VIDA

EXEMPLO DE VIDA

            Seja luz, é o que o Senhor dos senhores e Rei dos reis, Jesus Cristo, fala bem alto e de bom som: “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte” (Mt 5.14).   
            Para todos que se dizem servos de Cristo e que “[...] achaste graça diante de Deus” (Lc 1.30) para servi-Lo neste mundo, Jesus continua insistindo que você é e precisa ser “[...] a luz do mundo [...]”. Ainda que seja pequena essa luz, não importa, busque com ardor, “a saber, a verdadeira luz (Cristo), que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem” (Jo 1.9). Ao buscar Jesus, pode ter a certeza, você brilhará em meio à escuridão. E brilhando, você estará contribuindo para que muitos “[...] que estão em trevas [...]” (Is 49.9) sejam “iluminados os olhos do seu coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos” (Ef 1.18).
            Não é fácil “[...] ser [...] luz (neste) [...] mundo (a ponto de) [...] não se [...] esconder [...]” (Mt 5.14). Paulo fala algo muito interessante e é necessário que seja analisado por todos quantos “[...] confessam o nome (de) Jesus [...]” (Hb 13.15). Ele fala sobre aqueles “[...] que dormem dormem de noite, e os que se embriagam é de noite que se embriagam” (1Ts 5.7). Ora, nos tempos bíblicos o embriagar-se acontecia durante as noites para evitar que fossem vistos cambaleantes. É certo que “o vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora [...]” (Pv 20.1), então, os ébrios não desejavam ser escarnecidos duas vezes, eis o motivo “[...] de noite (eles) [...] se embriagarem” para não serem vistos, mas os servos de Cristo “[...] são [...] luz [...] (e) não se [...] escondem [...]”.
            A luz que brilha em cada um deve fazer diferença em todos os sentidos. Imagine se um cristão é daqueles que gosta de fazer fofoca da vida dos outros. Como você será visto caso não seja dizimista? Já pensou na possibilidade de alguém lhe fazer alguma acusação a respeito de sua vida moral. Veja como é grande a responsabilidade daquele que serve a Cristo Jesus! Não basta apenas brilhar, é preciso ser exemplo de vida.
            Ser exemplo de vida é “[...] ser [...] luz (neste) [...] mundo (para) [...] não se [...] esconder a cidade edificada sobre um monte [...]”. Para ser exemplo de vida e não poder esconder sobre o monte, o cristão será mais vigiado, mais cobrado, mais colocado contra a parede, mais testado de todos os modos, mais tentado, mais bem visto no meio da sociedade. Mas, tenha a certeza, caso você passe no teste, será “[...] aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2Tm 2.15).
            Ora, sendo luz neste mundo toda família e toda sociedade só tem a ganhar. Dentro do lar haverá um bom convívio entre pais e filhos, o patrão recebe como dádiva bons serviços e a garantia de que você é de confiança. O comércio sai ganhando quando você paga em dia a sua conta, a cidade terá índices menores de criminalidade, a igreja “[...] contará com a simpatia de todo o povo [...]” (At 2.47) e com isso, o Reino de Deus será abençoado neste mundo.  
            Todo cristão precisa urgentemente entender, desejar e buscar ser “[...] luz do mundo [...]”. Essa busca fará bem não somente aqueles que estão ao seu redor. A recompensa para si mesmo, ele colherá. Isto não quer dizer que você será um pedestal de amostras de luz, pelo contrário, o próprio Deus cuidará dessa gratificação. A respeito desse assunto Paulo declara que você estará “ciente de que receberá do Senhor a recompensa da herança. A Cristo, o Senhor, é que estais servindo”, Cl.3.24.  
            Amados, seja um exemplo de vida!

Rev. Salvador P. Santana

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

ALEGRIA, Lc.15.8-10.

 ALEGRIA
Lc.15.8-10

Introd.:           Imagine uma casa pobre onde reina paz, amor, alegria e a presença santa do Espírito Santo.
            Ali todos conversam a mesma linguagem, oram e frequentam a casa de Deus.
            Desvie o seu olhar para um delicioso banquete onde existem bebidas alcoólicas, palavra de baixo calão, discórdias seguidas de pancadaria.
            Qual das duas você escolhe: a casa pobre ou o delicioso banquete?
Nar.:   Nenhum outro evangelho deu tanto lugar e valor à mulher como o evangelista Lucas.
            Essa parábola nos envia para dentro de um lar onde encontramos “a mulher sábia (que) edifica a sua casa [...]”, Pv.14.1.
            Dentro desse lar existe uma mulher que “[...] de bom grado trabalha com as mãos”, Pv.31.13.         
            Percebemos um “[...] marido (que) confia nela [...]”, Pv.31.11.
            E “[...] o filho sábio (que) alegra [...] (e) honra pai e mãe [...]”, Pv.10.1; Ex.20.12.
Trans.:           Todos; o pai, a mãe e o filho são responsáveis por buscar [...]
1 – Um lar cheio de alegria.
            A alegria acontece a partir do momento em que você “[...] tiver achado [...] (o) que tenha perdido”, Lc.15.9.
            Perdeu o respeito pelo pai, pela mãe, pelo filho, pelo cônjuge, pela autoridade? Busque achar.
            Perdeu a vergonha de se despir, de dar cheque sem fundos? Procure até encontrar.
            Perdeu o caráter (bons costumes)?
            Perdeu as boas amizades e só anda com gente que não presta; prostituta, homossexual, traficante, gente à toa? “[...] ache a dracma (que tem valor) [...]”, Lc.15.9.
            Perdeu a hora de trabalho devido o “[...] encharcamento de bebida forte [...]”, Is.56.12 e as festanças em tempos de lua cheia?
            O que está perdido não traz alegria.
            Busque alegria para dentro do seu lar, “[...] reúne as amigas e vizinhas [...]”, Lc.15.9 que dão valor à vida, à família, aos bons costumes.
            Reconquiste seus vizinhos e “[...] diga-lhes: Alegrai-vos comigo [...]”, Lc.15.9 devido as muitas bênçãos recebidas de Deus.
            Fale que você “[...] achou a dracma (algo precioso) que (você) [...] tinha perdido”, Lc.15.9, as pazes com o seu cônjuge, amizade com seu filho, reconciliação com todos os seus familiares.
            Você está alegre porque “[...] achou [...] o que tinha perdido”, Lc.15.9, a vida com Cristo.
            Alegria no lar é sinal de que houve mudança de vida, arrependimento, perdão, reconciliação, entre as partes “[...] por um pecador que se arrepende”, Lc.15.10.
            A volta do que se perdeu traz “[...] de igual modo [...] júbilo diante dos anjos de Deus [...] eu vos afirmo [...]”, Lc.15.10, disse Jesus.
            A alegria do seu lar precisa ser a cena final da tragédia.
            Para alcançar a alegria no lar você precisa tomar algumas atitudes [...]
            A – Valoriza o que você tem.
            “[...] Qual é a mulher que [...]”, Lc.15.8 não deseja um lar feliz?
            Quem não deseja uma esposa cheirosa, um filho obediente, um esposo carinhoso?
            Quer um lar feliz? Valorize o que tem.
            Deus colocou neste texto a insistência de uma mulher.
            Na Bíblia você encontra mulheres dando valor ao que tem.
            Sara luta pelo amor de seu marido;
            Ana pede a Deus um filho;
            A prostituta Raabe faz opção de ficar ao lado de Deus;
            Débora derrota seus inimigos;
            Rute lutou por um lar.
            Valorize o que é seu.
            Você “[...] tem dez dracmas (?), (e) se perder uma (?) [...]”, Lc.15.8.
            Essa mulher não se dá por vencida.
            Ela tinha ganhado 10 dias de trabalho, perdeu apenas um.
            Valorize o que você tem – os judeus viviam na extrema pobreza.
            O comércio era na base de troca, mesmo assim ela valorizou o que tinha.
            A broca é pequena, no entanto ela coloca um telhado abaixo.
            Por falta de um bom dia, um beijo, um abraço, a data do aniversário, o cônjuge é cobiçado por um amante.
            Seja feliz [...]
            B – Acenda a candeia.
            Deseja um lar feliz? Incendeia o seu casamento.
            Ponha fogo no relacionamento entre pais e filhos.
            O texto pergunta: “[...] não acende a candeia? [...]”, Lc.15.8 – não deixe a sua casa ficar na escuridão.
            Acenda a lamparina para uma busca mais completa – seus erros, má educação, filhos rebeldes, cônjuge brigão.
            A sua não tem janelas como às da Palestina? Sem luz, sem ventilação – você está sufocado.
            Você está sem saída? Jesus Cristo é a solução para a sua felicidade, pois “[...] Jesus é a luz do mundo; quem o [...] segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida”, Jo.8.12.
            Deseja ser feliz?        
Conclusão:     Seja humilde.
            Quem foi o culpado da perda da moeda? “[...] a mulher (você mesmo) [...] que perde uma [...]”, Lc.15.8 coisa muito preciosa.
            Quer felicidade dentro do lar? Seja humilde e “[...] varre a casa [...]”, Lc.15.8, pegue a vassoura, isso fala de diligência, trabalho em favor da família.
            Quer ser feliz? Seja humilde “[...] e procure [...]”, Lc.15.8 o que você perdeu – é preciso abaixar no chão.
            Não quer deitar, fique de joelhos e peça perdão.
            Suje as mãos a procura do que está perdido – passe no chão – carinho, massagem, colo, atenção ao objeto que está perdido.
            Quer felicidade? Essa atitude deve ser “[...] diligentemente (esforçado, dedicado) até encontrá-la [...]”, Lc.15.8.
            Qual é o tipo de lar que você deseja? Bagunçado, arrebentado, cheio de intrigas, brigas, mal cheiroso.
            Ou você deseja um lar cheio de amor, paz, harmonia?

            Rev. Salvador P. Santana

O ALIMENTO DA PALAVRA, 1Pe.2.1,2.

O ALIMENTO DA PALAVRA, 1Pe.2.1,2.


Introd.:           Desde 1991, a OMS, em associação com a UNICEF, promove campanha mundial no sentido de proteger, promover e apoiar o aleitamento materno.
            A UNICEF acredita que o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida pode evitar, anualmente, 1,3 milhão de mortes de crianças menores de cinco anos.
            O leite materno é um alimento completo para o recém-nascido até os seis primeiros meses de vida.
            Ele contém todas as proteínas, açúcar, gordura, vitaminas e água que o bebê necessita para ser saudável.
            Após os seis meses, a alimentação deve ser acrescida com outros alimentos.
            Todo cristão recém-nascido precisa ser amamentado. Ele precisa “desejar ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, nos seja dado crescimento para salvação”, 1Pe.2.2.
            A Palavra de Deus é o alimento principal da dieta espiritual do cristão.
Exposição
1 – O leite na Bíblia.
            A palavra leite ‘halab’ aparece 40 vezes no Antigo Testamento, literalmente para indicar o leite de animais, tal como o “[...] leite de ovelhas, [...]”, Dt.32.14.
            Fala também dos “[...] desmamados e aos que foram afastados dos seios maternos [...]”, Is.28.9 para se referir ao leite humano.
            Figuradamente, fala sobre “[...] uma terra que mana leite e mel [...]”, Ex.33.3 para descrever abundância e fartura quando ao povo judeu foi prometido “[...] possuir herança [...] que mana leite e mel [...]”, Lv.20.24.
            No Novo Testamento, a palavra leite ‘gala’ aparece 5 vezes.
            Quando Paulo fala sobre o “leite (fala no sentido espiritual, pois foi) [...] dado a beber (aos crentes de Corinto) [...] porque (eles) ainda não podiam suportar (o) alimento sólido [...] porque (eles eram) [...] carnais”, 1Co.3.2.
            Ao defender o seu ministério, Paulo fala que até mesmo aqueles que “[...] apascentam um rebanho [...] (tem o direito de) se alimentar do leite do rebanho [...]”, 1Co.9.7, do mesmo modo o seu ministério devia ser sustentado pela igreja.
            Para aqueles que não crescem espiritualmente, o escritor de Hebreus fala que eles se “[...] tornaram como necessitados de leite e não de alimento sólido”, Hb.5.12.
            Após o crescimento espiritual, “[...] todo aquele que (continua) se alimentando de leite é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança”, Hb.5.13.
            É por este motivo que todo crente precisa “desejar ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, nos seja dado crescimento para salvação”, 1Pe.2.2.
            O leite foi um alimento importante no cardápio de Israel.
            Bebia-se “[...] leite de vacas [...] de ovelhas [...]”, Dt.32.14 “e (de) [...] cabras, leite em abundância para [...] alimento, para alimento da tua casa e para sustento das tuas servas”, Pv.27.27.
            Os produtos derivados do leite eram bastante consumidos.
            Havia “[...] a abundância de leite (a tal ponto de o povo Judeu) comer manteiga (para obter, era colocado o leite em um saco de couro e este sacudido e espremido) [...]”, Is.7.22, é por isso que Salomão fala: “Porque o bater do leite produz manteiga [...]”, Pv.30.33.
            O povo “tomava também coalhada [...]”, Gn.18.8, “[...] comiam queijos de gado [...] (quando) estavam famintos, cansados e sedentos”, 2Sm.17.29.
            Leite e mel foram usados de forma combinada, metaforicamente, para indicar a abundância da terra prometida: “[...] terra que mana leite e mel [...]”, Dt.6.3; “[...] terra que o SENHOR, sob juramento, prometeu dar a seus pais, terra que mana leite e mel”, Js.5.6.
            Provável que o “[...] vinho [...] e o [...] leite”, Gn.49.12 eram misturados, “[...] comidos o [...] favo com o mel, bebido o [...] vinho com o leite [...]”, Ct.5.1.
            O profeta Isaías falou sobre “[...] os que tem sede [...] (para) comprar e comer [...] vinho e leite”, Is.55.1.
            A Palavra de Deus é comparada e “[...] mais desejada [...] do que o mel e o destilar dos favos”, Sl.19.10, “[...] são mais [...] doces que o mel à minha boca”, Sl.119.103.
            Todos os servos de Deus precisam “[...] dá de comer ao seu ventre e encher as suas entranhas deste rolo [...] na boca me é doce como o mel”, Ez.3.3.
            A Bíblia ou “[...] o livrinho (como é chamado em Apocalipse deve ser) [...] tomado e devorado; certamente, ele será amargo ao nosso estômago, mas, na nossa boca, doce como mel”, Ap.10.9.
2 – A Palavra como alimento.
            Pedro chama a Bíblia de “[...] genuíno leite espiritual [...]”, 1Pe.2.2.
            Ele compara o crente “[...] como crianças recém-nascidas (dessa Palavra) para que [...] seja dado crescimento para salvação”, 1Pe.2.2.
            Vários ensinos sobre a importância da Palavra de Deus:
            2.1 – É pela Palavra que somos gerados ou nascemos espiritualmente.
            Um cristão nasce espiritualmente por meio da Palavra porque ele “[...] foi regenerado não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente”, 1Pe.1.23.
            A nossa “[...] santificação [...] (é) por meio da lavagem de água pela palavra”, Ef.5.26.
            A “Palavra (também é comparada a uma) semente semeada”, Mc.4.14 que produz vida.
            “[...] Os da beira do caminho, onde a palavra é semeada; e, enquanto a ouvem, logo vem Satanás e tira a palavra semeada neles”, Mc.4.15.
            “[...] Os semeados em solo rochoso, os quais, ouvindo a palavra, logo a recebem com alegria. Mas eles não têm raiz em si mesmos, sendo, antes, de pouca duração; em lhes chegando a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandalizam”, Mc.4.16,17.
            A Palavra “[...] semeada entre os espinhos, são os que ouvem a palavra, mas os cuidados do mundo, a fascinação da riqueza e as demais ambições, concorrendo, sufocam a palavra, ficando ela infrutífera”, Mc.4.18,19.
            Como é a Palavra que faz o homem nascer, existe a semente “[...] semeada em boa terra são aqueles que ouvem a palavra e a recebem, frutificando a trinta, a sessenta e a cem por um”, Mc.4.20.
            Para tirar qualquer dúvida de que nós conseguimos nascer sozinhos, é “[...] segundo o [...] querer (do) Pai, ele nos gerou pela palavra da verdade [...]”, Tg.1.18.
            Precisamos saber que “[...] a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração”, Hb.4.12.
            Sim, é através da “[...] fé (que) vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo”, Rm.10.17 e sem ela, não nascemos para Deus.
            2.2 – É pela Palavra que crescemos ou sobrevivemos espiritualmente.
            Cada um precisa “desejar ardentemente [...] o genuíno leite espiritual [...] (para o) crescimento para salvação”, 1Pe.2.2.
            O alimento da Palavra é uma necessidade da alma tal “como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma”, Sl.42.1.
            Todos os homens, através da “[...] alma tem sede de Deus, do Deus vivo [...]”, Sl.42.2, mas, muitos não querem se render.
            O alimento da Palavra é suficiente, por este motivo é “bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores”, Sl.1.1.
            O desejo do homem de Deus é que “[...] o seu prazer esteja na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite”, Sl.1.2.
            Este homem será “[...] como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido”, Sl.1.3.
            Mas, “os ímpios não são assim; são, porém, como a palha que o vento dispersa”, Sl.1.4.
            É “por isso, (que) os perversos não prevalecerão no juízo, nem os pecadores, na congregação dos justos”, Sl.1.5.
            E que todos fiquem sabendo, “pois o SENHOR conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá”, Sl.1.6.
            Crescemos através da Palavra porque “a lei do SENHOR é perfeita e restaura a alma; o testemunho do SENHOR é fiel e dá sabedoria aos símplices”, Sl.19.7.
            Sobrevivemos espiritualmente devido “os preceitos do SENHOR serem retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro e ilumina os olhos”, Sl.19.8.
            Todo aquele que “[...] teme [...] (o) SENHOR [...] permanece para sempre [...]”, Sl.19.9.
            O salmo 119 apresenta a excelência da Palavra de Deus. O salmista declara os efeitos ou os significados que a Bíblia tem para ele:
            São “bem-aventurados os irrepreensíveis no seu caminho, que andam na lei do SENHOR. Bem-aventurados os que guardam as suas prescrições e o buscam de todo o coração”, Sl.119.1,2.
            Será santificado “[...] o jovem (que) guardar puro o seu caminho [...] observando-o segundo a tua palavra”, Sl.119.9, por isso, cada crente deve “guardar no coração as palavras (de) Deus, para não pecar contra ele”, Sl.119.11.
            Haverá “[...] consola na minha angústia [...] (através da) palavra (de) Deus (que) me vivifica”, Sl.119.50.
            Para todos quantos buscam “[...] os mandamentos (de) Deus (são eles que) nos fazem mais sábio que os meus inimigos; porque, aqueles (mandamentos), eu os tenho sempre comigo”, Sl.119.98.
            É possível “compreender mais do que todos os meus mestres, porque medito nos testemunhos (de) Deus”, Sl.119.99.
            Consigo “ser mais prudente que os idosos, porque guardo os preceitos (de) Deus”, Sl.119.100.
            Só haverá direção para a nossa vida a partir do momento em que aceitarmos como “lâmpada para os nossos pés [...] a tua palavra e, luz para os nossos caminhos”, Sl.119.105.
            É por este motivo que “grande paz têm os que amam a tua lei; para eles não há tropeço”, Sl.119.165.
            2.3 – É pela Palavra que somos santificados.
            O texto básico fala que precisamos “despojar, portanto, de toda maldade e dolo, de hipocrisias e invejas e de toda sorte de maledicências”, 1Pe.2.1.
            Esse despojamento deve acontecer para que sejamos “santificados na verdade; (isto acontece porque) a palavra (de) Deus é a verdade”, Jo.17.17.
            Quando eu me coloco à disposição de Deus, vou procurar uma “[...] maneira de [...] guardar puro o meu caminho [...] (como?) Observando-o segundo a palavra (de) Deus”, Sl.119.9.
            A Bíblia é colocada como fonte de purificação dos servos de Deus, então, cada um tem o dever de “guardar no coração a palavra (de) Deus, para não pecar contra Deus”, Sl.119.11.
            2.4 – É pela Palavra que somos aperfeiçoados e habilitados para o serviço.
            É um engano pensar que tudo quando fazemos na igreja ou fora dela provém da nossa sabedoria ou do nosso esforço.
            Paulo declara que “toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”, 2Tm.3.16,17.
            Deste texto temos três lições:
            2.4.1 – O que é a Palavra?
            A Palavra ou “[...] a Escritura é inspirada por Deus [...]”, 2Tm.3.16.
            Portanto, nada de pensar que papel aceita tudo, “[...] isto [...] (porque) nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação (explicação)”, 2Pe.1.20.
            A certeza que temos é que “[...] nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo”, 2Pe.1.21 e isto é o bastante para nós.
            2.4.2 – Qual a sua utilidade?
            Deve nascer em nosso coração que “toda [...] Escritura é [...] útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça [...]”, 2Tm.3.16.
            É por este motivo que “os mandamentos (de) Deus me fazem mais sábio que os meus inimigos [...]”, Sl.119.98.
            Posso ter a certeza que “compreendo mais do que todos os meus mestres, porque medito nos testemunhos (de) Deus”, Sl.119.99.
            A Bíblia é útil para todos nós porque “somos mais prudentes que os idosos, porque guardamos os preceitos (de) Deus”, Sl.119.100.
            2.4.3 – Qual a sua finalidade?
            A finalidade da Bíblia na vida “[...] homem de Deus (é que ele) seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”, 2Tm.3.16,17.
            Então, é preciso ele “procurar apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”, 2Tm.2.15.
            Manejar não é saber onde se encontram os livros da Bíblia, mas procurar se alimentar da Palavra, estudar diariamente.
3 – Como se alimentar da Palavra?
            Há muitas sugestões sobre como estudar a Bíblia. Cada pessoa deve utilizar a melhor ou a mais adequada à sua necessidade.
            3.1 – Reserve um tempo diário para a leitura da Bíblia.
            Precisamos “[...] escrever para (nós) [...] um traslado desta lei [...]”, Dt.17.18 a fim de que a “[...] lei do SENHOR (se torne) o (nosso) [...] prazer, e na (nessa) [...] lei meditamos de dia e de noite”, Sl.1.2 – leitura diária.
            Quando nos dedicamos à Palavra de Deus, somos “[...] como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto [...] fazemos será bem sucedido”, Sl.1.3.
            3.2 – Leia especificamente a Bíblia.
            O erro de muitos cristãos é fazer a leitura bíblica na sorte ou pegar apenas alguns versículos que mais gosta e que, acha que traz conforto a sua alma.
            Todos nós precisamos “examinar as Escrituras (Gn-Ap), porque julgamos ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de Jesus”, Jo.5.39.
            Não substitua a leitura bíblica pela leitura de comentários bíblicos, dicionários, sermões ou livros.
            3.3 – Leia a Bíblia sempre acompanhada com a oração.
            Antes e depois da leitura bíblica, devemos pedir a Deus para “desvendar os nossos olhos, para que [...] contemplemos as maravilhas da [...] lei (de) Deus”, Sl.119.18.
            A oração deve ser feita para entender que, “no que se refere às coisas sacrificadas a ídolos, reconhecemos que todos somos senhores do saber. O saber ensoberbece, mas o amor edifica. Se alguém julga saber alguma coisa, com efeito, não aprendeu ainda como convém saber. Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhecido por ele”, 1Co.8.1-3.
            Somente o Espírito Santo é quem pode iluminar as nossas mentes para entendermos a Bíblia.
            3.4 – Leia a Bíblia para aumentar o seu conhecimento de Deus.
            O único meio de conhecer a Deus é através da leitura bíblica para “buscar o SENHOR enquanto se pode achar, invocando-o enquanto está perto”, Is.55.6.
            Ao conhecer Deus e o seu plano, “o perverso deixará o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; (ele será) convertido ao SENHOR, que se compadecerá dele, e (o único desejo desse homem é) voltar-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar”, Is.55.7.
            É bom saber que “[...] os [...] pensamentos (de) Deus não são os nossos pensamentos, nem os nossos caminhos, os [...] caminhos (de) Deus [...]”, Is.55.8, então, nunca iremos conhecer perfeitamente Deus e os seus planos, isto acontece, “porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os [...] caminhos (de) Deus mais altos do que os nossos caminhos, e os [...] pensamentos (de) Deus, mais altos do que os nossos pensamentos”, Is.55.9.
            É o próprio Deus que se autorrevela, “porque, assim como descem a chuva e a neve dos céus e para lá não tornam, sem que primeiro reguem a terra, e a fecundem, e a façam brotar, para dar semente ao semeador e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei”, Is.55.10,11.
            3.5 – Leia a Bíblia com o objetivo de praticá-la.
            Quando me disponho a “despojar [...] de toda maldade e dolo, de hipocrisias e invejas e de toda sorte de maledicências”, 1Pe.2.1, nasce em meu coração o desejo de me “tornar, pois, praticante da palavra e não somente ouvinte, enganando a (mim) [...] mesmo”, Tg.1.22.
            Não posso ser apenas “[...] ouvinte da palavra e não praticante, (fazendo isso me) assemelho ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural; pois a si mesmo se contempla, e se retira, e para logo se esquece de como era a sua aparência”, Tg.1.23,24.
            Devo ser como “[...] aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, (daí, eu) [...] serei bem-aventurado no que realizar”, Tg.1.25.
Conclusão:     A Bíblia tem sido o seu alimento diário?
            É possível você fazer esta oração? “Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei”, Sl.119.18.
            Reflexão: Qual lugar que a Bíblia ocupa em sua vida hoje?
            O que lhe impede de ler a Bíblia diariamente?
            Como você avalia o seu conhecimento da Bíblia?
            Busque “despojar [...] de toda maldade e dolo, de hipocrisias e invejas e de toda sorte de maledicências, desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, nos seja dado crescimento para salvação”, 1Pe.2.1,2.
            Leia a Bíblia!



            Adaptado pelo Rev. Salvador P. Santana da Revista de E.D. – Dieta espiritual – Z3 Editora – Rev. Arival Dias Casimiro.

sábado, 4 de janeiro de 2014

ADOÇÃO

ADOÇÃO
         Ao falar sobre adoção vem logo à mente aquela ideia de adotar uma criança órfã ou abandonada pelos pais. Até mesmo adotar animais de estimação, como por exemplo, um cachorro, um gato; verdade, nunca se fala em adotar um pássaro. Esse tipo de adoção já é costumeiro. Existe outro tipo de adoção que precisa ser incentivado e mostrado, ou até mesmo despertado no seio da igreja; é a adoção de famílias ou pessoas desinteressadas, desmotivadas ou alienadas do Reino de Deus.
         Ok! Tudo bem! Sabe-se que a Palavra de Deus não fala nada sobre esse tipo de adoção. Mas, e daí, o que Deus fez pelo homem já é um grande exemplo para que cada um possa imitá-lo. O apóstolo Paulo declara que você “[...] não recebeu o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual (você pode) clamar: Aba, {Aba; no original, Pai} Pai” (Rm 8.15). Viu! Percebeu o quanto Deus fez por você? Ele adotou. Daí, é possível que quase todos tenham a plena liberdade de “[...] clamar: Aba [...] Pai”. Ora, como você tem a liberdade e a ousadia de chamar a Deus de Pai, por que não oferecer essa mesma liberdade para aqueles que estão desgarrados como ovelhas? É exatamente isso o que os servos de Deus precisam fazer: adotar aquele que não conhece a Jesus como Senhor e Salvador de sua vida.
         É preciso adotar urgentemente aqueles que estão perdidos pelos seguintes motivos: 1 – Você é impulsionado pelo Espírito de Deus; 2 – Você testemunha as bênçãos recebidas das mãos de Deus, e; 3 – A responsabilidade é totalmente sua de evangelizar. Então, se o seu desejo é ver mais almas glorificando o nome de Jesus, logo, é preciso adotar aqueles que estão com “os seus pés descendo à morte; (e) os seus passos conduzem-no ao inferno” (Pv 5.5).
         Uma das melhores formas de adotar famílias para o Reino de Deus é aquele costume do salmista que dizia: “[...] como passava eu com a multidão de povo e os guiava em procissão à Casa de Deus, entre gritos de alegria e louvor, multidão em festa” (Sl 42.4). Quantas vezes você já passou de casa em casa convidando os seus parentes, os faltosos, os descrentes para “[...] guiá-los em procissão à casa de Deus (?)”. Pode-se arriscar dizendo que nunca issoaconteceu. Pode-se dizer que muitas vezes a vergonha o impediu de fazer esse convite. Que você nunca se importou com aqueles que se levantam no domingo pela manhã e saem pelas ruas sem rumo e direção.
         É exatamente essa falta de adoção que falta na vida daqueles que dizem crer em Cristo Jesus. Falta coragem para dizer àquela “[...] ovelha desgarrada [...]” (Sl 119.176) que Jesus Cristo a ama muito e o convida para participar da família de Deus, a fim de que ele seja adotado. Falta disponibilidade para ir buscar em casa e muitas vezes colocar óleo na ferida como fez o “[...] certo samaritano [...]” (Lc 10.33). 
            Com toda essa falta de coragem é bom lembrar que um dia alguém se aproximou de sua vida e lhe ofereceu de graça a tão sonhada família que você sempre desejou, a família de Deus. Faz bem “[...] trazer à memória o que te pode dar esperança” (Lm 3.21), de que um dia Deus teve compaixão de você “[...] a ponto de ser chamado filho de Deus [...]” (1Jo 3.1).
            Por isso, que tal cada um adotar pelo menos uma alma por ano? O que você acha em melhorar o seu exemplo de vida cristã diante dos adotados? Bom será que você se esforce para buscá-lo em casa até a firmeza do adotado nos braços do Senhor Jesus. Faz-se necessário que aqueles adotados aprendam na Palavra de Deus a amar e respeitar o Senhor Jesus Cristo.  
            Não perca tempo, adote uma vida o mais rápido possível!
            Deus te abençoe!

Rev. Salvador Santana

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

O ALIMENTO DA ORAÇÃO, Lc.18.7.

O ALIMENTO DA ORAÇÃO, Lc.18.7.

Introd.:          
            “[...] Crescer (é um processo natural na vida de todos os homens, mas o cristão) cresce na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo [...]”, 2Pe.3.18.
            Esse crescimento espiritual depende de Deus, assim como, o crescimento físico depende da alimentação.
            Para crescer espiritualmente o cristão necessita de uma boa alimentação, acompanhada de exercício espiritual.
            A dieta bíblica é composta por alguns alimentos básicos. A oração é o primeiro deles.
            A oração produz a nutrição espiritual. Quem ora, cresce espiritualmente. Quem não ora vive na estagnação e no ostracismo.
            Todos os servos de Deus foram pessoas de oração.
            A oração é o prato principal que acompanha todos os outros ingredientes da alimentação espiritual.
            James Huston lamenta que “muitos de nós reservamos tempo para nos exercitar ou fazemos dietas para manter nossos corpos saudáveis, mas recusamos-nos a encontrar tempo para a oração, para a saúde de nossas almas”.
            A parábola do juiz iníquo é uma síntese do ensino bíblico acerca da oração.
Exposição
1 – O que é orar?
            Orar é falar com Deus sobre qualquer assunto.
            “[...] Jesus (declara que o crente tem) [...] o dever de orar sempre e nunca esmorecer”, Lc.18.1.
            Quando o texto fala: “Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los?”, Lc.18.7, Jesus está dizendo para nós que orar é clamar a Deus.
            O livro “Oração: o refúgio da alma”, Richard Foster classifica vários tipos de oração: oração simples, do desamparado, de exame, de lágrimas, de renúncia, de formação, de aliança, de adoração, de descanso, sacramental, incessante, do coração, meditativa, contemplativa, comum, peticionaria, intercessória, de cura, de sofrimento, de autoridade e radical.
            Como em todas as “cidades (pode) existir [...] um juiz que não teme a Deus, nem respeita homem algum”, Lc.18.2,     Jesus insiste conosco: “[...] Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e a quem bate, abrir-se-lhe-á”, Lc.11.9,10.
            É por este motivo que deve “haver também, (nesta) [...] cidade (igreja), um (servo de Deus) [...] que vem ter com ele (Deus), dizendo: Julga a minha causa contra o meu adversário”, Lc.18.3.
            Esse clamor pode vir acompanhado de lágrimas, daí, podemos “esperar confiantemente pelo SENHOR; ele se inclina para nós e nos ouve quando clamamos por socorro”, Sl.40.1.
            “[...] Jesus (não foi diferente), nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte e tendo sido ouvido por causa da sua piedade”, Hb.5.7.
            A oração revela a batalha entre o meu querer e a vontade de Deus ao orar como Jesus que “[...] disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo”, Mt.26.38 – pedido de ajudantes na oração.
            Assim como Jesus “[...] orou [...] dizendo: Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres”, Mt.26.39, devemos fazer o mesmo sem pretensão de querer somente o que achamos ser melhor para nós.
            Como o “juiz, por algum tempo, não a quis atender (injustiça social); mas, depois, disse consigo: Bem que eu não temo a Deus, nem respeito a homem algum”, Lc.18.4; a viúva não aceitou essa injustiça.
            A viúva foi procurar os seus direitos na pessoa certa, em Deus, daí, “[...] como esta viúva (o) [...] importunava, (disse ele, não por vontade própria, mas mandado por Deus) julgarei a sua causa, para não suceder que, por fim, venha a molestar-me”, Lc.18.5.
            Viúva na Bíblia é símbolo típico dos inocentes, impotentes e oprimidos.
            A Bíblia declara que “a nenhuma viúva nem órfão (devem ser) afligidos”, Ex.22.22.
            E, “se de algum modo os afligirmos, e eles clamarem a Deus, Deus lhes ouvirá o clamor”, Ex.22.23.
            Antes de eu e você desejar afligir os oprimidos, precisamos saber “que (Deus) faz justiça ao órfão e à viúva e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e vestes”, Dt.10.18, então, “não (devemos) perverter o direito do estrangeiro e do órfão; nem tomar em penhor a roupa da viúva”, Dt.24.17, porque “maldito (é) aquele que perverter o direito do estrangeiro, do órfão e da viúva. E todo o povo dirá: Amém!”, Dt.27.19.
            Essa proteção é porque “Deus é Pai dos órfãos e juiz das viúvas em sua santa morada”, Sl.68.5.
            Sendo filhos de Deus, jamais podemos “[...] negar justiça aos pobres [...] arrebatar o direito aos aflitos [...] (não) despojar as viúvas e (nem) roubar os órfãos!”, Is.10.2.
            Eis o motivo da ordem do “[...] SENHOR: Executai o direito e a justiça e livrai o oprimido das mãos do opressor; não oprima ao estrangeiro, nem ao órfão, nem à viúva; não faça violência, nem derrame sangue inocente neste lugar”, Jr.22.3.
2 – Quando e como orar?
            Jesus fala que “[...] devemos [...] orar sempre [...]”, Lc.18.1.
            O salmista declara que “à tarde, pela manhã e ao meio-dia, (precisamos) fazer as nossas queixas e lamentar; e ele ouvirá a nossa voz”, Sl.55.17.
            Para Paulo, a “oração (é) sem cessar”, 1Ts.5.17.
            O cristão “[...] nunca (pode) esmorecer (cansar, desanimar)”, Lc.18.1 e muito menos “[...] desfalecer (desmaiar, enfraquecer)”, 2Co.4.1 em relação a oração, a fim de que “[...] o nosso homem interior se renova de dia em dia”, 2Co.4.16.
            Esse desejo de orar insistente é até que Deus responda as nossas orações.
            W. Hendriksen apresenta cinco possíveis razões pelas quais as orações nem sempre são respondidas:
            Ensina-nos a paciência e outras virtudes;
            Aumenta nossa gratidão quando finalmente recebemos a bênção;
            Porque Deus nos reserva uma bênção maior quando “[...] escolhemos a boa parte, e esta não nos será tirada”, Lc.10.42.
            Por razões que estão fora da esfera da experiência humana quando “[...] Deus envia um homem [...] como testemunha para que testifique a respeito da luz, a fim de todos virem a crer por intermédio dele (Jesus) a saber, a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem”, Jo.1.6,7,9.
            E por outras razões conhecidas somente por Deus.
3 – Quem deve orar?             
            Jesus fala que o dever de orar é para os “[...] seus escolhidos [...]”, Lc.18.7 – homens e mulheres que creem em Cristo como Senhor e Salvador de suas vidas.
            Estes escolhidos são aqueles que “[...] Deus [...] escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade”, 2Ts.2.13.
            Homens e mulheres “[...] escolhidos nele (Jesus) antes da fundação do mundo, para serem santos [...]”, Ef.1.4.
            Cada um foi “[...] escolhido [...] (e) designado para que vá e dê fruto, e o [...] fruto permaneça [...]”, Jo.15.16.
            Os escolhidos oram porque eles “[...] são feitura dele (Deus), criados em Cristo Jesus para boas obras [...]”, Ef.2.10.
            Os primeiros cristãos da igreja Primitiva “[...] se reuniam (no) cenáculo (salão superior) [...] perseverando unânimes em oração [...]”, At.1.13,14.
            Eles não iam esporadicamente, mas, “diariamente perseveravam unânimes no templo [...] levantavam a voz a Deus (em oração) [...]”, At.2.46; 4.24.
            O resultado da oração é que “muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo pelas mãos dos apóstolos [...]”, At.5.12.
4 – Por que devemos orar?
            A Bíblia apresenta algumas razões por que devemos orar:
            É um mandamento, pois devemos “orar sem cessar”, 1Ts.5.17.
            Não podemos deixar de “pedir, e dar-se-nos-á; buscar e acharemos; bater, e abrir-se-nos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á”, Mt.7.7,8.
            A pergunta de Jesus é: “[...] Qual dentre vós é o homem que, se porventura o filho lhe pedir pão, lhe dará pedra? Ou, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma cobra?”, Mt.7.9,10.
            A resposta para aquele que ora é: “Ora, se nós, que somos maus, sabemos dar boas dádivas aos nossos filhos, quanto mais nosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem?”, Mt.7.11.
            Orar é uma necessidade, pois, “[...] qual dentre nós, tendo um amigo, e este (nos) [...] procurar à meia-noite e nos disser: Amigo, empresta-me três pães, pois um meu amigo, chegando de viagem, procurou-me, e eu nada tenho que lhe oferecer. E (eu) [...] lhe responda lá de dentro, dizendo: Não me importunes; a porta já está fechada, e os meus filhos comigo também já estão deitados. Não posso levantar-me para tos dar; Jesus (nos) diz que, se (eu) não [...] levantar para dar-lhos por ser seu amigo, todavia, o fará por causa da importunação e lhe daremos tudo o de que tiver necessidade”, Lc.11.5-8.
            Quando oramos, “[...] depressa [...] (Deus) nos fará justiça [...]”, Lc.18.8.
            Orar é um privilégio, porque “[...] quando oramos, entramos no [...] quarto e, fechada a porta, oramos (ao) [...] Pai, que está em secreto; e (o) [...] Pai, que vê em secreto, nos recompensará”, Mt.6.6.
            Ao orar, sabemos que a vida espiritual é “[...] ocultada [...] aos sábios e instruídos [...] (mas elas são) reveladas aos pequeninos”, Mt.11.25.
            Orar é um meio de graça ou de sermos abençoados espiritualmente, com a finalidade de eu e você “vigiar e orar, para que não entremos em tentação [...]”, Mt.26.41.
            É um meio de graça a oração porque “[...] o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos”, Rm.8.26,27.
            A razão fundamental para orar apresentada por Jesus, na parábola do juiz iníquo, é que Deus responde às nossas orações, ainda que “[...] pareça demorado em Deus (nos) defender”, Lc.18.7.
            Podemos ter a certeza de que “[...] Deus me tem ouvido e me tem atendido a voz da oração”, Sl.66.19, portanto, “bendito seja Deus, que não me rejeita a oração, nem aparta de mim a sua graça”, Sl.66.20.
            O meio de graça declara que ao “[...] orar a Deus [...] Ele nos ouvirá. (Ao) buscá-lo [...] (O) acharemos quando (cada um de nós) buscar (a Deus) de todo o nosso coração”, Jr.29.12,13.
            Em oração, cada um de nós dirige ao “[...] Pai (que) sabe (dar) boas dádivas [...] àqueles que lho pedirem [...]”, Lc.11.13.
5 – Aprendendo a orar?
            Não devemos orar para aparecer, mas numa postura espiritual adequada.
            James Houston diz que “orar é tomar a decisão de ficar sozinho diante de Deus, sem ter de jogar para a plateia ou fazer comparações que nos desviem de nosso propósito”.
            Orar é falar com Deus sobre tudo que se acha dentro do coração.
            Na oração do Pai nosso devemos nos colocar na posição de filhos, de adoradores, de súditos, de servos, de dependentes, de pecadores e espiritualmente fracos.
            A oração do Pai nosso é dividida em três partes:
            1 – Relacionamentos com o “[...] Pai nosso (e com os nossos irmãos a ponto de) [...] perdoar aos nossos devedores”, Mt.6.9,12.
            2 – Responsabilidades – honrar o nome de Deus, “[...] santificando [...] o seu nome (declarando o Seu Senhorio e submetendo que Ele) [...] faça a sua vontade, assim na terra como no céu”, Mt.6.9,10.
            3 – Pedidos do “[...] pão nosso de cada dia [...] (o) perdoar as nossas dívidas [...] e não nos deixar cair em tentação; mas livra-nos do mal [pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]!”, Mt.6.11-13.
            O evangelista João faz um resumo de como devemos orar.
            Orar é “[...] pedir [...] (ao) Pai [...]”, Jo.14.13
            O modelo é: “[...] Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome”, Mt.6.9.
            Jesus declara que; “[...] se nós, que somos maus, sabemos dar boas dádivas aos nossos filhos, quanto mais nosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem [...]”, Mt.7.11.
            Nesta oração é preciso “[...] confiar (em Deus – humildade e submeter tudo o que) [...] pedirmos (a Ele) [...] segundo a sua vontade, ele nos ouve”, 1Jo.5.14.
            Orar é “[...] pedir em nome (de) Jesus [...]”, Jo.14.13 porque “[...] Cristo Jesus (é o único) [...] Mediador entre Deus e os homens [...]”, 1Tm.2.5 e, é somente por meio “[...]de nosso Senhor Jesus Cristo, que [...] (somos) abençoados com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo”, Ef.1.3.
            Orar é “[...] pedir tudo quanto (quiser) [...]”, Jo.14.13
            Por este motivo, nenhum de nós deve “[...] andar ansioso de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as nossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças”, Fp.4.6.
            Não existem limites para pedirmos a Deus, contudo, a motivação deve ser santa.
            Muitas vezes “cobiçamos e nada temos [...] nada temos, porque não pedimos”, Tg.4.2.
            Outras vezes “pedimos e não recebemos, porque pedimos mal, para esbanjarmos em nossos prazeres”, Tg.4.3.
            Orar é “[...] pedir alguma coisa em nome (de) Jesus (com fé na certeza de que) Ele [...] fará”, Jo.14.14, mesmo porque, “[...] Deus [...] não me rejeita a oração, nem aparta de mim a sua graça”, Sl.66.20.
            Orar produz resultados: “[...] a fim de que o Pai seja glorificado no Filho”, Jo.14.13.        
            Tudo quanto Deus é e faz é para promover a Sua “[...] glória [...]”, Sl.115.1.
Conclusão:     A oração é o primeiro alimento para a nossa vida espiritual.
            Se você deseja crescer, ore.
            É somente “[...] o Espírito [...] (que pode) nos assistir em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos”, Rm.8.26,27.        
            W. Wiersbe fala que “uma das evidências de que uma pessoa é nascida de novo é o seu desejo de orar. Quando o Espírito Santo entra no coração, o novo crente deseja orar”.
            Cada um de nós precisa “[...] considerar no que diz (o homem) [...] iníquo (injusto)”, Lc.18.6, então, ao orar, Jesus “nos diz que, (Deus) depressa, nos fará justiça. Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?”, Lc.18.8.

            Reflexão: Quanto tempo você investe diariamente em oração?
            Você já recebeu respostas imediatas de orações que fez a Deus?
            Quando ora, você percebe alguma diferença na sua vida espiritual?


            Adaptada pelo Rev. Salvador P. Santana da Revista da Escola Dominical – Dieta espiritual – Z3 Editora – Rev. Arival Dias Casimiro.