domingo, 25 de agosto de 2013

BÊNÇÃO E JULGAMENTO, Jl.2.28-32

BÊNÇÃO E JULGAMENTO
Jl.2.28-32

Introd.:           Geralmente esperamos bênção ou maldição na expectativa de, se caso, for amaldiçoado, quem sabe Deus terá misericórdia de nós e nos abençoará.
Nar.:   O livro do Profeta Joel, escrito por volta de 800 a.C., dirigiu a sua mensagem, especificamente, ao reino do sul, mas ela é atual e universal; serve para mim e para você.
Propos.:          O povo de Deus precisa ser abençoado para enfrentar o julgamento final.
Trans.:           Bênção e julgamento; qual você prefere primeiro? Prefira a [...]
1 - Bênção.
            Deus enviou, através de Joel, uma palavra para todo o seu povo sobre uma grande destruição: uma nuvem de gafanhotos.
            Deus promete ser misericordioso a partir do momento em que cada um tome a atitude de se “[...] converter a Deus de todo o seu coração; e isso com jejuns, com choro e com pranto”, Jl.2.12.
            Deus deseja um verdadeiro arrependimento e não um mero cerimonial religioso.
            Deus fala que “[...] acontecerá (dentro do meu e do seu coração o) [...] derramar [...] (do) seu Espírito [...]”, Jl.2.28.
            É interessante ressaltar que esse “[...] derramar [...] (contínuo e crescente do) Espírito [...]”, Jl.2.28 pode ser bloqueado por causa dos meus pecados.
            “[...] O Espírito Santo sobre toda a carne [...]”, Jl.2.28 tem propósitos espirituais para todos da nossa família.
            Tanto os “[...] nossos filhos e nossas filhas profetizarão (anuncia a mensagem de Deus) [...]”, Jl.2.28.
            Isto quer dizer que cada um de nós deve tomar a liderança, conclamando o povo ao arrependimento e à retidão de vida; porém, somente uma conversão genuína será capaz de salvar, no grande Dia.
            Os “[...] nossos velhos sonham [...]”, Jl.2.28 com dias melhores a fim de “amar-nos cordialmente uns aos outros com amor fraternal [...]”, Rm.12.10.
            Bênção para os “[...] nossos jovens ter visões”, Jl.2.28 de uma vida espiritual próspera com a finalidade de se aproximarem mais de Deus.
            Ninguém pode ficar de fora; “até sobre os servos (escravos, rejeitados pela sociedade) e sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias”, Jl.2.29.
            Os escravos, que são os mais degradados e desprezados entre os homens, ao se tornarem servos de Deus, são Seus libertos.
            Ao ser abençoado por Deus, todo servo está pronto para o [...]
2 – Julgamento.
            Antes do julgamento final, como alerta para o povo de Deus, será “mostrado prodígios (milagre, maravilha) no céu (Pedro declara: “[...] os céus que agora existem e a terra [...] tem sido entesourados para fogo, estando reservados para o Dia do Juízo e destruição dos homens ímpios”, 2Pe.3.7) e na terra: sangue (mortes), fogo (guerra) e colunas de fumaça”, Jl.2.30 devido a maldade do homem pecador.
            Nesse instante, “o sol se converterá em trevas (pode ser por este motivo que “[...] todo olho o verá [...]”, Ap.1.7), e a lua, em sangue, antes que venha o grande e terrível (temido por muitos o) Dia do SENHOR”, Jl.2.31.        
            Você está preparado para o dia do julgamento?
            Poucos serão abençoados, mas todos terão que enfrentar o julgamento.
            Igreja, “[...] prepara-te [...] para encontrares com o teu Deus”, Am.4.12.
            Após a benção, virá o julgamento, daí, eu e você iremos para o [...]
Conclusão:     Destino eterno.
            A opção por Cristo precisa ser feita enquanto estamos neste mundo, pois “[...] acontecerá que todo aquele que invocar (chamar pela fé) o nome do SENHOR será salvo [...]”, Jl.2.32.
            Haverá muitos “[...] salvos (através de Cristo), como o SENHOR prometeu (que estão) no monte Sião e em Jerusalém [...]”, Jl.2.32.
            Haverá outros ainda, aqueles que estão “[...] entre os sobreviventes (gentios), aqueles que o SENHOR chamar”, Jl.2.32 através da eleição eterna.
            Caso eu e você buscar a bênção de Deus, podemos passar sem medo pelo julgamento.
            Que Deus nos abençoe!



O LÍDER SABE ONDE PISA, 2Tm.3.1-9 - Parte 1.

O LÍDER SABE ONDE PISA, 2Tm.3.1-9 – Parte 1.

Introdução.
Paulo estava preso em Roma. A maioria dos apóstolos já haviam morrido.
Paulo pressentia que “[...] o tempo da sua partida era chegado”, 2Tm.4.6.
Ele estava preocupado com a igreja e com Timóteo vivendo em meio ao mundo cada vez pior.
Transmite para Timóteo o modo de liderar a igreja, o dever de guardar e perseverar na Palavra de Deus, buscar forças na graça de Deus, a estratégia a ser aplicada e se concentrar no que realmente importa.
Depois desse alerta Paulo fala da terrível realidade que Timóteo iria enfrentar.
Descreve a situação do mundo nos últimos dias em que Timóteo teria que pisar.
Não era para amedrontar e nem intimidar, mas saber da realidade para enfrentar a situação dos [...]
1 – Últimos dias.
Paulo faz um alerta não somente para Timóteo, mas também para a igreja que “[...] nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis”, 2Tm.3.1.
Esses “[...] últimos dias [...]”, 2Tm.3.1 teve início com a vinda de Jesus e o derramamento do Espírito Santo.
Como já havia falado através da “[...] afirmação (do) Espírito Santo [...] que, nos últimos tempos, alguns apostatarão (abandono) da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios”, 1Tm.4.1.
O profeta Joel alertou também o povo da sua época dizendo que “[...] aconteceria, depois, que (Deus) derramasse o seu Espírito sobre toda a carne [...] que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo [...]”, Jl.2.28,32.
Pedro, então, confirma que esses últimos dias havia chegado pra valer no dia do pentecoste, como ele próprio fala: “Mas o que ocorre é o que foi dito por intermédio do profeta Joel”, At.2.16.
Outra evidência de que os “[...] últimos dias [...]”, 2Tm.3.1 foi inaugurado no período do N.T. é que Jesus pregou “dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho”, Mc.1.15.
O escritor de Hebreus declara que “[...] Deus [...] nestes últimos dias, nos falou pelo Filho [...]”, Hb.1.1,2 fazendo referência à vida e obra de Jesus.
Noutro lugar é falado também que o “[...] precioso sangue [...] o sangue de Cristo [...] (foi) manifestado no fim dos tempos [...]”, 1Pe.1.19,20.
Tudo que “[...] sobreveio (para o povo de Israel se tornou) [...] exemplo e foi escrito para advertência nossa [...] sobre quem os fins dos séculos têm chegado”, 1Co.10.11.
Ao falar para Timóteo que “[...] sobrevirão tempos difíceis”, 2Tm.3.1, Paulo fala de mais angústia, não somente em seus dias, mas também para os nossos dias que vai se concretizar quando “[...] o mistério da iniquidade (que) já opera [...] aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém”, 2Ts.2.7.
A manifestação do mal no mundo alcançará proporções maiores quando Deus retirar “algo” que detém essa manifestação.
O que barra esse mal no mundo é a “[...] pregação [...] (do) evangelho do reino [...] para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim”, Mt.24.14.
É verdade que todos nós temos presenciado o “[...] multiplicar [...] (da) iniquidade [...] (e) o amor se esfriando de quase todos”, Mt.24.12.
É possível que vamos enfrentar [...]
2 – Tempos furiosos.
O texto fala que os “[...] últimos dias [...] (serão) difíceis”, 2Tm.3.1 – pode ser difícil de suportar como uma dor física ou difícil de se lidar como algo trabalhoso, perigoso, ameaçador.
Esse adjetivo é usado falando para Timóteo, mas houve também quando “[...] Jesus chegou [...] à terra dos gadarenos [...] encontrou dois endemoninhados [...] furiosos (perigoso, ameaçador) [...]”, Mt.8.28.
Desde o nascimento de Jesus os “[...] tempos difíceis”, 2Tm.3.1 já operava com muito poder.
Paulo não fala de tempos furiosos de vulcões, terremotos, maremotos, pelo contrário, ele fala que “[...] os homens serão [...]”, 2Tm.3.2 furiosos, perigosos.
Relacionamentos conturbados entre homens e com Deus de “[...] egoísmo (ama a si mesmo sem se importar com os outros), avareza (desvio de dinheiro público, roubos constantes filmados), jactanciosos (orgulho de ter), arrogante (acima dos outros), blasfemadores (fere, prejudica, fala mal um do outro), desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes (mau)”, 2Tm.3.2.
As atitudes das pessoas farão desse mundo algo bem parecido com o inferno devido muitos serem “desafeiçoados (antissocial, sem amor), implacáveis (não negocia), caluniadores (falsa acusação), sem domínio de si (sem controle), cruéis (não domesticado/criação), inimigos do bem”, 2Tm.3.3.
A cada dia que passa intensifica “[...] os dias [...] maus”, Ef.5.16.
A perversidade é exclusiva do homem ímpio, mas Paulo precisou falar para os efésios “[...] não mais andar como também andam os gentios, na vaidade (desejo exagerado de atrair atenção) dos seus próprios pensamentos”, Ef.4.17.
Em tempos difíceis os homens se tornam “obscurecidos (coberto com trevas) de entendimento, alheios (distantes) à vida de Deus por causa da ignorância (cegueira moral) em que vivem, pela dureza (bloqueio mental) do seu coração”, Ef.4.18.
Muitos homens “[...] tem se tornado insensíveis (não sente dor, calejado em relação a si mesmo/outros), se entregam à dissolução (conduta vergonhosa, como a sensualidade e imoralidade sexual) para, com avidez (desejo), cometerem toda sorte de impureza (desejos sexuais)”, Ef.4.19 – o que dá ibope – notícia policial, casa vigiada.
Devido os últimos dias serem maus e o homem cada vez mais furioso, cada um se torna [...]
3 – Amante de si mesmo.
Quando Paulo fala que “[...] os homens serão egoístas [...]”, 2Tm.3.2, ele fala de um amor próprio sem se importar com o outro.
É a partir do “[...] egoísmo [...]”, 2Tm.3.2 que nasce todos os tipos de pecados.
A pessoa só pensa em si mesma – vida sexual – satisfação própria; financeira – trapaceia para derrubar companheiro; estudantil – plágio, trabalho acadêmico feito por outro; profissional – eu sou melhor; político – encobre erros para adquirir vantagens.
A graça comum de Deus barra o pecado, mas “[...] nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis”, 2Tm.3.1, “[...] os homens perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados”, 2Tm.3.13.
Devido o amor próprio, “e, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregará a uma disposição mental reprovável (não resiste ao teste), para praticarem coisas inconvenientes”, Rm.1.28.
Pedro acertou ao escrever “[...] que, nos últimos dias, virão escarnecedores (zombador) com os seus escárnios, andando segundo as próprias paixões”, 2Pe.3.3 – globo é a principal.
O amor próprio conduz “[...] o homem (a) ser [...] (inteiramente) avarento (ama mais o dinheiro do que qualquer outra coisa) [...] desobediente (não submisso) aos pais (reflete na escola, sociedade), ingratos (pelo bem recebido dentro e fora de casa), irreverente (mau)”, 2Tm.3.2.
A família a cada dia cai em descrédito. Hoje já não se fala em família tradicional – três gêneros – M/F/Indefinido.
Percebe-se com muita facilidade separações sem fim – Gretchen – 17 vezes.
O Espírito Santo já antevia esse jeito de amar a si mesmo e mandou Paulo escrever que muitos homens são “traidores (sedutor), atrevidos (precipitado), enfatuados (convencido), mais amigos dos prazeres (as três barras – ouro, saia, são joão da barra e nos últimos dias as drogas tem consumido famílias. Tudo isso é realizado com muito amor do) que (ser) amigo de Deus”, 2Tm.3.4.
Fala-se muito de novela, filme, jogos, política, menos de Deus, daí, existe o grande incentivo para muitos “[...] penetrarem sorrateiramente (secreto) nas casas [...] (com o fim de) cativar mulheres sobrecarregadas de pecados, conduzidas de várias paixões”, 2Tm.3.6.
O pecado aliado ao amor próprio leva o homem a “[...] aprender sempre (mais sobre as práticas pecaminosas) e jamais pode chegar ao conhecimento da verdade”, 2Tm.3.7.
É aquele jeito de “ter (a) forma de piedade (fidelidade a Deus, porém), nega [...] o poder (de Deus) [...]”, 2Tm.3.5.
Aquele desejo de Deus de que os “irmãos (tenham) [...] mútuo amor de uns para com os outros (está diminuindo e não) [...] aumentando”, 2Ts.1.3 por causa do “[...] egoísmo (amor próprio dos) homens [...]”, 2Tm.3.2.
Sabendo onde pisa, o líder [...]
7
 
Conclusão:     Precisa entender “[...] que amar a Deus de todo o coração e de todo o entendimento e de toda a força, e amar ao próximo como a si mesmo excede a todos os holocaustos e sacrifícios”, Mc.12.33 – hoje a moda é fazer campanha da prosperidade, saúde e muitos tem negado o amor.
Jesus fala dessa forma porque sabe que é “[...] de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios (intenção), a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias (intenção maldosa), o dolo (engano), a lascívia (imoralidade sexual), a inveja, a blasfêmia, a soberba (orgulho), a loucura (peca contra Deus). Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem”, Mc.7.21-23.
Aquele que peca contra Deus “[...] resiste à verdade. São homens de todo corrompidos (destruído) na mente, réprobos (não aprovado) quanto à fé”, 2Tm.3.8.
Como o pecado impede de chegar a Deus, “eles [...] não irão avante; porque a sua insensatez (falta entendimento) será a todos evidente [...]”, 2Tm.3.9.


Meditação:      Quando o líder sabe onde pisa ele “[...] vai após Jesus [...] a si mesmo se nega, toma a sua cruz e (O) segue”, Mt.16.24.



Adaptado pelo Rev. Salvador P. Santana da Revista da E.D. Nossa Fé – CCC – Modelo Bíblico de Liderança.

PERDÃO DIVINO

PERDÃO DIVINO
            O que é perdão? É o abandono de ressentimentos, do ato de sentir–se magoado novamente. É o abandono do desejo de vingança em relação a um ofensor. Logo, a finalidade do perdão é o restabelecimento da amizade entre as partes.
            O perdão divino acontece porque “[...] Jesus tomou sobre si as [...] enfermidades e as [...] dores (do homem pecador) levou sobre si [...] e pelas suas pisaduras [...] (o homem perdoado é) sarado [...] (porque) o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de [...] todos” (Is 53.4-6) que são alcançados pela graça de Deus.
            É necessário o perdão divino porque o homem criou um estado de inimizade contra Deus. O seu relacionamento com Deus é tão prejudicial que “[...] o pendor da (sua) carne é inimizade contra Deus [...]” (Rm 8.7). É preciso porque todos “[...] estavam [...] mortos em seus delitos [...] (portanto, separado de) Cristo [...] (e da Sua) graça [...] salvadora” (Ef 2.5).
            Antes da graça de Deus operar no coração humano, todos “[...] eram, por natureza, filhos da ira [...]” (Ef 2.3). Mas, Deus, em seu infinito amor, mostra ao homem que existe a possibilidade do homem que está em pecado adquirir o perdão. Isto acontece porque “[...] tudo provém de Deus, que (pode) [...] reconciliar (o homem pecador) consigo mesmo por meio de Cristo [...]” (2Co 5.18).
            A partir dessa ação de Deus o homem pode ser beneficiado em todos os aspectos espirituais. Declara-se que “[...] é (o próprio) Deus quem perdoa todas as [...] iniquidades [...]” (Sl 103.3). Não importa quantas são e nem quão sujo é o seu pecado, pois “[...] ele é fiel e justo para [...] perdoar os pecados e [...] purificar (qualquer um) de toda injustiça (isto é) se confessar os [...] pecados [...]” (1Jo 1.9). O importante é saber que, após a confissão, Deus “[...] sara todas as tuas enfermidades” (Sl 103.3).
            Por todas as transgressões que o homem já cometeu no decorrer da sua vida, pode-se concluir perfeitamente que existe apenas um que é “bom e reto (sim, este) é o SENHOR, por isso, (Ele) aponta o caminho aos pecadores” (Sl 25.8). Sendo assim, é impossível encontrar homens com a envergadura da bondade de Deus neste mundo. O que se percebe neste mundo é: maldade, ambição, egoísmo, crueldade e falta de amor.
            A bondade do perdão de Deus é tão extensa que pode “[...] conduzir (o homem) ao arrependimento” (Rm 2.4). Isso acontece porque “Deus ama a justiça e o direito; (por isso) a terra está cheia da bondade do SENHOR” (Sl 33.5).
            Sendo assim, restabeleça a amizade com o Pai celeste buscando o perdão, pois o perdão de Deus nasce em Sua própria bondade, mesmo porque, “[...] bom só existe um [...] (o próprio Deus)” (Mt 19.17).
Rev. Salvador P. Santana       
               
             


AJUNTAMENTO TEMPORÁRIO

AJUNTAMENTO TEMPORÁRIO
            O homem passa muito pouco tempo em família. Alguns podem chegar “[...] a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente [...]” (Sl 90.10). Todos hão de convir que esse tempo é curto, mas ele precisa ser saudável e cheio de expectativas de novos encontros com aqueles que moram perto ou distante.
            É maravilhoso viver em família, mesmo porque, você pode planejar o presente e o futuro. Assim acontece com a igreja do Senhor Jesus Cristo. Vivem juntos por breve tempo. Podem fazer novas amizades, planejar o futuro, mas chega um dia em que cada um segue o seu próprio caminho, mas, com a esperança de se encontrarem num futuro bem próximo, na eternidade, pois “[...] ali, ordena o SENHOR a sua bênção e a vida para sempre” (Sl 133.3). Essa vida só pode ser eterna no céu, e a terrena, deve ser com Jesus Cristo no coração.
            Quanto tempo você viverá neste mundo junto com os seus e com a igreja? Aproveite, “pois todos os [...] dias (do homem) se passam na ira (de) Deus; acabam-se os (seus) anos como um breve pensamento” (Sl 90.9). Por saber que a sua estadia neste mundo é breve, esforça-te para “[...] viver unido (com) os irmãos” (Sl 133.1). Davi louva a Deus através deste texto sabendo que pode existir união fraterna do povo de Deus através da fé.
            Nesse breve tempo de vida que o servo de Deus há de passar neste mundo, Deus cobra daqueles que Os servem um relacionamento abençoado a fim de que possam “[...] viver (de forma) agradável (e) unidos [...]” (Sl 133.1). É preciso que haja em cada coração simpatia, gentileza, tal como na linguagem repetitiva do salmista: “[...] bom e agradável [...]” (Sl 133.1). Ao viverem deste modo, é como um penhor de prosperidade na fé, no amor, na comunhão, na alegria e amizade, dentro e fora de casa. Esse viver bem entre as pessoas só é possível com Cristo Jesus habitando nos corações.
            Por ser um ajuntamento temporário, viva em unidade. A unidade desejada por Deus “é como o óleo preciso sobre a cabeça [...]” (Sl 133.2). Nos tempos bíblicos esse óleo era usado para consagração do sumo sacerdote, como aliviador nas feridas e refrescante. O calor do corpo ia dissolvendo o óleo que escorria pelo rosto até as “[...] suas vestes” (Sl 133.2). O óleo era perfumado, portanto, produzia um perfume agradável no corpo. Toda família/igreja precisa buscar essa consagração, alívio para as feridas, consolo para os momentos de tristeza, tal como o sumo sacerdote se tornava santo para Deus e para o seu trabalho. Quem vive em união vive separado para Deus. A unidade do povo de Deus é um rico perfume que torna a adoração agradável diante de Deus.
            Todos precisam saber que a unidade do ajuntamento temporário não é proporcionada por homem algum. É necessário que aconteça fertilidade para poder viver. Cada chefe de família ou cada participante da igreja deve aceitar que é o próprio Deus que prepara “[...] o orvalho [...]” (Sl 133.3) para regar a terra ou fazer aumentar a nascente de um rio. Com as gotículas “[...] que descem sobre os montes [...]” (Sl 133.3), pode existir promessa de vida renovada e contínua em casa e na igreja. Essa maravilha só pode acontecer porque “[...] ali, ordena o SENHOR a sua bênção e a vida para sempre” (Sl 133.3).

            Igreja Presbiteriana, busque viver bem neste ajuntamento temporário!            Rev. Salvador P. Santana

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

AS OBRIGAÇÕES DO PAI CRISTÃO

AS OBRIGAÇÕES DO PAI CRISTÃO
            O pai cristão é aquele que teme a Deus e se dedica à companhia e ao ensino do Papai Celestial. Para que o pai cristão chegue a esse estágio da vida espiritual é preciso guardar a Palavra de Deus dentro do seu coração. É por este motivo que Moisés foi ordenado por Deus a escrever sobre o dever de todo pai de família. Ele declara que “estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração” (Dt 6.6).
            Sabe-se que os Judeus escreveram passagens da Escritura Sagrada em pequenos pedaços de pergaminho. Estes eram colocados em estojos de couro, chamados de filactérios. Estas caixas ficavam atadas na testa e na mão esquerda dos adoradores nas horas das orações. O povo de Deus deve ter se baseado nesse texto que fora escrito ao pé do monte Horebe quando foi dito que todos os pais devem “por, pois, estas palavras (de) Deus no [...] coração (de cada um) e na sua alma; atai-as por sinal na sua mão, para que estejam por frontal entre os olhos” (Dt 11.18).
            O Salmista sendo conhecedor da lei divina, declara que todos devem “guardar no coração as palavras (de) Deus, para não pecar contra Ele” (Sl 119.11). Esse guardar fala sobre o dever de cada pai de família decorar versículos para que tenha com que ser acudido no dia de angústia, deixando a Palavra de Deus penetrar no seu subconsciente, ficando sempre atento aos ensinos da Bíblia e colocando-os em prática.
             O pai cristão tem o dever de se esforçar para guardar e cumprir a lei. Nas palavras de Josué cada um deve se “esforçar, pois, muito para guardar e cumprir tudo quanto está escrito no Livro da lei de Moisés, para que dela não se aparte, nem para a direita nem para a esquerda” (Js 23.6). Todo aquele que se esforça para guardar a Palavra de Deus, será recompensado não somente em seus dias, mas também em toda a sua posteridade.
            É dever dos pais ensinar os seus filhos sobre os preceitos da Palavra de Deus. Esta é a recomendação aos pais tiradas do Livro Sagrado de que “tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te” (Dt 6.7). Isto quer dizer que todos os pais são responsáveis perante Deus por seus filhos. É obrigação do pai cristão “ensinar a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele” (Pv 22.6). O objetivo primeiro e contínuo de toda educação é inculcar no coração dos filhos as verdades bíblicas a fim de que este filho seja orientado através dos laços eternos de Deus.
            O pai precisa ser conhecido tanto dentro de casa quanto no meio da sociedade. Quando o texto fala: “e as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas” (Dt 6.9), fala que o homem de Deus deve ser exemplo para os seus filhos e para toda a sociedade. Logo, cada um precisa verificar se dentro da sua casa existem bebidas alcoólicas, cigarros, brigas constantes, palavra de baixo calão, intrigas. Tudo isso chega aos ouvidos e olhos dos seus filhos, ainda que eles sejam recém-nascidos. Faça uma análise no SPC, Serasa para saber se o seu nome está sujo por ter comprado fiado e não haver pago no tempo devido.
            Seja um pai cristão autêntico no seu modo de falar, agir, vestir, caminhar, no trato com os colegas e principalmente com os seus filhos.
            Deus te abençoe!
Rev. Salvador P. Santana

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

A PRIORIDADE DO LÍDER, 2Tm.2.14-26

A PRIORIDADE DO LÍDER, 2Tm.2.14-26.

Introdução.
            A relevância (importância) do cristão no mundo depende da concentração da força naquilo que realmente importa.
            Perguntaram para Jonas: “[...] Que ocupação é a tua? [...] (ele respondeu:) temo ao SENHOR, o Deus do céu, que fez o mar e a terra”, Jn.1.8,9.
            Perguntaram para um seminarista: O que você faz? Para ocultar a sua identidade ele respondeu: sou advogado.
            Ninguém consegue atender várias frentes de combate ao mesmo tempo. Temos que escolher as batalhas a serem enfrentadas.
            Existem cristãos agressivos que atiram para todo lado com o intuito de conseguir encher a igreja.
            Para conquistar a terra prometida a ordem é simples: “seja forte e [...] corajoso para teres o cuidado de fazer segundo toda a lei [...] dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares”, Js.1.7.
            Somos fascinados por discussões.
            Ficamos preocupados com o que está errado, esquecendo de fazer o que está certo.
            O mais correto, aconselha Paulo a Timóteo, cada um “[...] deve testemunhar [...] a todos perante Deus [...] evitar contendas de palavras que para nada aproveitam [...]”, 2Tm.2.14.  
            A prioridade do líder é [...]
1 – Manejar bem a Palavra de Deus.
            Patrocínio, MG – evangelista ouvia comentário das demais religiões para contradizer.
            Discutimos para saber se a palavra pregada por este ou aquele programa evangélico está certa ou errada e deixamos de “examinar as Escrituras [...]”, Jo.5.39.
            As “[...] contendas de palavras [...] para nada aproveitam [...]”, 2Tm.2.14 para aqueles que entram pelo simples prazer de discutir.
            Paulo “[...] resistiu Cefas [...] face a face, porque se tornara repreensível (merece repreensão)”, Gl.2.11.
            Paulo notou que Pedro, “[...] antes de chegarem alguns da parte de Tiago, comia com os gentios; quando, porém, chegaram, afastou-se [...]”, Gl.2.12.
            Paulo sai em defesa do evangelho ao “[...] (perceber) que Pedro não procedia corretamente segundo a verdade do evangelho [...] (era) judeu, (mas) vivia como gentio e não como judeu [...] obrigava os gentios a viverem como judeus [...]”, Gl.2.14.
            Praticamos o mesmo que o incrédulo pratica, mas queremos que ele se torne evangélico – bebedeira, brigas nos lares, divórcio.
            Não podemos ser como os políticos ou clubes de amigos que encobrem os erros uns dos outros, e ainda, “[...] conhecendo [...] a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazemos, mas também aprovamos os que assim procedem”, Rm.1.32.
            Ao falar “[...] para (Timóteo) [...] evitar contendas de palavras [...]”, 2Tm.2.14, Paulo dá o indicativo de que certas pessoas usam palavras para enganar.
            Ele falou para a igreja de Colossenses tomar “cuidado (para) [...] ninguém [...] (os) enredar (enlaçar, atrapalhar) com sua filosofia (sabedoria humana) e vãs sutilezas (engano, falsidade) [...]”, Cl.2.8.
            Espalharam-se pela Grécia filósofos chamados “[...] sofistas (argumento correto, mas leva ao erro)”, 2Co.10.4 – Platão os criticava.
            Paula alerta Timóteo sobre certo “[...] Himeneu e Fileto”, 2Tm.2.17 hábeis para enganar.
            “[...] A linguagem deles corrói como câncer [...]”, 2Tm.2.17.
            A falta de manejo da Palavra de Deus desses homens se percebe no “[...] desvio da verdade, asseverando que a ressurreição já se realizou, (com isso) estavam pervertendo a fé a alguns”, 2Tm.2.18.
            O pensamento de muitos – o corpo é mau e o espírito é bom – não pode haver ressurreição para aprisionar novamente o espírito.
            Todos que desejam provar a não ressurreição será em vão porque “[...] Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras”, 1Co.15.3,4.
            A fim de combater todo tipo de erro, todo líder deve “procurar [...] (ser) aprovado (por) Deus [...]”, 2Tm.2.15 para ter condições de interpretar a Palavra de Deus como ela é e não ao modo de cada um.
            A prioridade do líder é [...]
2 – Fugir das paixões destruidoras.
            Paulo orienta Timóteo a não se preocupar com minúcias desnecessárias e sim fugir das paixões destruidoras – “acho que ela não gosta de mim”.
            “Os fariseus [...] disseram (para) Jesus [...] que os [...] discípulos faziam o que não era lícito fazer em dia de sábado”, Mt.12.2 – comendo espigas.
            “Falou João [...] (para) Jesus (que) viu certo homem que, expelia demônios (no) nome (de) Jesus [...] (foi) proibido, porque não seguia com eles”, Lc.9.49.
            Assunto como dessa natureza só causa destruição no meio da igreja.
            O texto fala que o líder deve “procurar [...]”, 2Tm.2.15 como se algo estivesse perdido.                      
            A “procura (deve ser por) apresentar-se a Deus aprovado [...]”, 2Tm.2.15.
            Em certo lugar Paulo fala para o líder fugir do “[...] amor (ao) [...] dinheiro [...]”, 1Tm.6.10, “[...] das paixões da mocidade [...]”, 2Tm.2.22, “[...] evitar os falatórios (discussão) inúteis e profanos (desrespeitar coisas, pessoas) e as contradições do saber [...]”, 1Tm.6.20, “fugir da impureza (adultério) [...]”, 1Co.6.18, “[...] fugir da idolatria”, 1Co.10.14.
            Para ser líder nada pode “[...] envergonhar (o) obreiro (é preciso) [...] manejar bem a palavra da verdade”, 2Tm.2.15 – testemunho e fidelidade na pregação da Palavra de Deus.
            Certa vez Jesus criticou os “[...] escribas e fariseus [...] porque davam o dízimo da hortelã, do endro (erva aromática para temperar Salmão e batata) e do cominho e [...] negligenciava os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé; (o) dever [...] (é) fazer estas coisas, sem omitir aquelas [...]”, Mt.23.23.
            Devido “[...] o Senhor conhecer os que lhe pertencem [...] (é lícito) apartar-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor”, 2Tm.2.19.
            Por este motivo devemos deixar de “[...] enxergar [...] o argueiro (pequenas falhas) no olho [...] (do) irmão [...] não reparando na trave que está no (nosso) [...] próprio [...]”, Mt.7.3.
            Como todos nós temos erros, “[...] trave (em nosso) olho [...] é (impossível) dizer a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro (cisco) do teu olho [...]”, Mt.7.4.
            Para chamar atenção do irmão devo “[...] tirar primeiro a trave do meu olho e, então, verei claramente para tirar o argueiro (cisco) do olho de meu irmão”, Mt.7.5.
            Caso contrário, serei “[...] um cego guiando outro cego, (daí) cairão ambos no barranco”, Mt.15.14.
            Para fugir das paixões destruidoras devo reconhecer que na minha “[...] casa (coração) não há somente utensílios de ouro e de prata (durável/sem pecado que serve) [...] para honra (fama, glória); há também de madeira e de barro (apodrece, quebra/pecados ocultos que serve) [...] para desonra”, 2Tm.2.20.
            Quando houver a decisão de “[...] a si mesmo se purificar destes erros, seremos utensílio para honra (fama), santificado e útil ao seu possuidor, estando preparado para toda boa obra”, 2Tm.2.21.
            Todas as idades têm suas paixões – jovens – aventura, adultos – estabilidade/reconhecimento/fama/dinheiro, velho – saudosismo de práticas pecaminosas/vida espiritual/eternidade com Deus.
            Sendo assim, é preciso “fugir (dos falsos anunciadores do evangelho) [...] das paixões da mocidade [...]”, 2Tm.2.22.
            A prioridade do líder é “[...] seguir (perseguir) a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor”, 2Tm.2.22.
            A prioridade do líder é [...]
3 – Procurar a salvação dos perdidos.
            A preocupação primeira do líder é a salvação do homem perdido.
            Cada um é obrigado “[...] apresentar-se a Deus aprovado (livre de acusação), como obreiro [...] que maneja bem a palavra da verdade”, 2Tm.2.15 – não no sentido de saber onde se encontra os livros da Bíblia, mas viver em santidade a fim de conduzir o homem pecador ao arrependimento e salvação.
            Paulo deseja que o servo de Deus “[...] repila (afaste) as questões insensatas (algo secreto) e absurdas (sem valor), pois [...] só engendra (faz nascer) contenda”, 2Tm.2.23.
            John Stott – “Não ficar implicando com coisas sem valor”.
            Na igreja encontramos pessoas zelosas demais com coisas matérias, mas sem disposição para ajudar o necessitado, orar, ler a Bíblia, evangelizar, visitar – Nilza, Arlindo, Marcelo.
            O zelo é bom, mas deve ser equilibrado.
            Jesus foi zeloso quando “[...] encontrou no templo os que vendiam bois, ovelhas e pombas e [...] os cambistas [...] fez um azorrague (chicote) de cordas, expulsou todos [...]”, Jo.2.14,15.
            Criticamos os erros dos outros sem demonstrar amor.
            Sentimos guardiãs do culto e da doutrina.
            Muitas vezes apontamos o pecado do outro, encobrimos o nosso.
            Por causa do pecado, existe no ser humano o desejo de ser igual ao “[...] acusador de nossos irmãos [...] que [...] acusa (uns aos outros) de dia e de noite, diante do nosso Deus”, Ap.12.10.
            Em todas as coisas, “no zelo (ciúme), não (devemos) ser remissos (negligente) [...]”, Rm.12.11.
            Não é questão de ignorar ou encobrir os erros dos outros, mas é dever de cada um “evitar [...] os falatórios inúteis [...] pois os que deles usam passarão a impiedade (maldade) ainda maior”, 2Tm.2.16.
            Para “[...] a impiedade (maldade não se tornar) ainda maior”, 2Tm.2.16, Paulo ordena “[...] que o servo do Senhor [...] deve ser brando (amável) para com todos, apto para instruir, paciente”, 2Tm.2.24.
            É devido “[...] a contendas (guerra de palavras) [...]”, 2Tm.2.24 que muitos saem da igreja, entra em briga corporal e acaba na justiça.
            É verdade que o pecado precisa ser reconhecido como pecado, mas também é preciso definir o nosso alvo [...]
Conclusão:     Não se ocupar com aquilo que não é prioritário.
            Algumas coisas são necessárias para o crescimento espiritual do líder: Ser “[...] aplicado à leitura, à exortação (convencer por meio de palavras), ao ensino”, 1Tm.4.13,             “combater o bom combate da fé. Tomar posse da vida eterna [...]”, 1Tm.6.12, “ter cuidado de mim mesmo e da doutrina [...]”, 1Tm.4.16,    esforçar por “[...] livrar-me da corrupção (putrefação) das paixões que há no mundo”, 2Pe.1.4.
            Após esse cuidado com a própria vida, terei condições de “disciplinar com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda [...] o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade”, 2Tm.2.25.
            Tanto eu como eles “[...] retornará à sensatez (sóbrio/moderado/controlado para se tornar) [...] livre [...] dos laços do diabo [...]”, 2Tm.2.26.
           

            Meditação: A prioridade do líder é: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”, 2Tm.2.15.


            Adaptado por Rev. Salvador P. Santana para Escola Dominical da Revista Nossa fé da CCC – Modelo Bíblico de Liderança

sábado, 3 de agosto de 2013

SERVOS

SERVOS
            O servo pode ser empregado, escravo ou uma pessoa que presta culto e obedece a Deus.No pós-exílio o sacerdote e escriba Esdras declarou que cada um pode “[...] ser servo do Deus dos céus e da terra [...]” (Ed 5.11). Ele completa dizendo que “[...] sendo servo, porém, na [...] servidão, Deus não [...] desamparou [...] (os seus filhos); antes, estendeu sobre (cada um) [...] a sua misericórdia [...]” (Ed 9.9). O médico Lucas reclama que muitos são “[...] servos inúteis, porque fazem apenas o que deve fazer” (Lc 17.10).
            O profeta Isaías escreve um poema aplicando-o à era do Reino de Deus, mas que reveste-se de caráter universal que pode falar de qualquer época. Para ele, o servo foi nomeado por decreto divino para realizar a tarefa da evangelização. É por este motivo que “o Espírito do SENHOR Deus está sobre (o servo) [...] porque o SENHOR o ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-o a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados” (Is 61.1).
            É uma incoerência qualquer servo tentar libertar os cativos estando na prática do pecado. Mas, o meio mais seguro de libertar os cativos é a partir do momento em que “o Espírito do SENHOR Deus estiver sobre [...]” a vida do servo de Deus. É a partir desse momento que o homem pecador passa a ser considerado servo de Deus. Desse momento em diante “[...] o SENHOR o unge [...]”. A unção lhe dá forças “[...] para pregar boas-novas aos quebrantados (desanimado, aflito, ferido) [...]”.
            Ao ser escolhido como servo, o dever é para ajudar os aflitos e pensar as feridas dos que tem o coração ferido. A pregação aos feridos tem quatro finalidades: 1 – “[...] curar o [...] coração [...]” espiritual. Isto acontece quando o coração está com o sentimento ferido no namoro, doído por causa do pecado, esmagado por uma tragédia; 2 – "[...] proclamar libertação aos cativos [...]" do diabo, do vício, da maldade, da ira, da discórdia, das brigas, da mentira, do erro; 3 – “[...] pôr em liberdade os algemados” que estão presos pelas garras do diabo, morte causada pela prostituição, homossexualismo, drogas; 4 – “[...] pôr em liberdade os algemados”. Tirar as amarras que o prendem ao diabo e a seus anjos. Pregando as boas-novas, curando o coração e libertando o cativo – nada de campanha de libertação, mesmo porque, “se, pois, o Filho [...] libertar (o homem), verdadeiramente será livre” (Jo 8.36).
            Muitos encontram ao seu redor aqueles que choram à procura de paz com Deus. O dever do servo de Deus é tão somente “[...] consolar todos os que choram” (Is 61.2), que estão sobrecarregados pelo pecado. É preciso “[...] consolar todos os que choram” que estão à procura da graciosa obra do evangelho. É dever “[...] consolar todos os que choram” por causa de suas tragédias pessoais depois que abandonou a sua família e está arrependido, após uma gravidez indesejada, DSTs ou algum acidente provocado. A servidão para “[...] consolar [...] os que choram” é porque pesa sobre cada um a responsabilidade de “apregoar (proclamar) o ano aceitável do SENHOR [...]” (Is 61.3).
            Quando do nascimento de Jesus Cristo, foi inaugurado o dia da salvação; por este motivo, o servo tem que espalhar essa notícia. A outra forma de “[...] consolar todos os que choram” é avisar a todos sobre “[...] o dia da vingança de [...] Deus [...]” (Is 61.2). Falar sobre o julgamento do mal, alertar sobre o dia do juízo final, avisar aos despercebidos que aproveitem as oportunidades porque “[...] o dia da vingança [...]” será realizado quando Jesus voltar. Ao olhar para a segunda vinda de Cristo, cada um terá a oportunidade de observar a salvação e julgamento; qual você espera?
            Seja servo de Deus. Quando esta decisão for tomada, a resposta de Deus é que Ele irá “[...] pôr sobre (você) [...] uma coroa em vez de cinzas [...]” (Is 61.3). A cinza traz mais sujeira, lamentação, mas a coroa fala sobre a vitória. As lágrimas no seu rosto são devido a alguma decepção com namoro, casamento, filhos, parentes, trabalho? Então, Deus irá colocar “[...] óleo de alegria, em vez de pranto [...]” (Is 61.3). Haverá pranto devido às derrotas, tristezas, amarguras, acidentes e mortes. O “[...] óleo de alegria [...]” (Is 61.3) fala da hospitalidade, amizade, alegria do Espírito Santo em sua vida. Seja servo e deixe Deus colocar uma “[...] veste de louvor, em vez de espírito angustiado [...]” (Is 61.3).
            Que todos tenham mudanças “[...] a fim de que se chamem carvalhos de justiça, plantados pelo SENHOR para a sua glória” (Is 61.3).

Rev. Salvador P. Santana