quinta-feira, 2 de maio de 2013

FAMÍLIA, CIDADE E TRABALHO


FAMILIA, CIDADE E TRABALHO
            Todos os homens precisam de Deus. Devido a fartura de arrogância desse homem, ele blasfema (diz palavras ofensivas contra Deus), esquece, não busca, foge e pensa que tudo quanto acontece em sua vida é por causa do destino ou por um acidente de percurso. Desta forma o homem, a cada dia que passa está enganando a si mesmo e pensa que tudo quanto faz é por obra de suas próprias mãos e de seu braço forte. É preciso que todos saibam que Deus “não faz caso da força do cavalo, nem se compraz (agrada) nos músculos do guerreiro” (Sl 147.10). Deus é autossuficiente e sustentador de todas as coisas. Sendo assim, o homem precisa de Deus para edificar a sua casa. Ora, “se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam [...]” (Sl 127.1a).
            Faltando orientação divina o homem se perde, fica “[...] em vão (o) trabalho que (ele) edifica [...]” (Sl 127.1a). Para que haja prosperidade na casa, ou melhor, na família, se faz necessário que todos os participantes aprendam a edificar a sua casa no Senhor. Uma casa sem a orientação divina é o mesmo que ficar dentro de um chiqueiro lamacento sem ter a possibilidade de sair. Todos ficam acostumados ao mau cheiro, a podridão, a desordem e ao aperto diário. Mas quando Deus edifica a casa, ali se encontra paz completa deixada por Jesus. Aprenda isto: quando o arquiteto faz o projeto da casa, pode-se confiar porque é bem elaborado, mas quando o próprio dono que não entende de arquitetura se mete a fazer o projeto, sempre faltará alguma coisa, e ainda, não será aprovado pela prefeitura. Quando o projeto que é a família, for arquitetado por Deus, o lar terá vitória, haverá consistência e permanecerá na história.
            A extensão da família se encontra também na cidade. É na cidade que a família se aloja e se multiplica. Da mesma forma o homem precisa de Deus para edificar a cidade. Quando Salomão escreveu este Salmo, o seu intuito era ver implantado nos corações o desejo de todos buscarem o melhor não somente para si próprio, mas para o conjunto inteiro, para toda a sociedade. Ele escreveu e ensinou para toda a nação e posteriormente a todo o povo de Deus: “[...] se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela [...]” (Sl 127.1b). Nem a casa, nem a cidade podem ser edificadas sem a ajuda de Deus. Caso Deus não dê proteção, força e orientação para o guarda da cidade, esta não será vigiada.
            A cidade só terá prosperidade e será salvaguardada se houver da parte de Deus misericórdia, e isto, depende e muito da situação espiritual de cada um. Houve um tempo e ainda pode acontecer em que Deus dirá ao seu povo, “[...] não ouvirei o seu clamor [...]” (Jr 14.12). Por quê? “[...] porque é mau o desígnio (plano, propósito) íntimo do homem desde a sua mocidade [...]” (Gn 8.21). Para que esta cidade seja bem edificada é preciso que cada homem (sentido genérico) tenha compromisso verdadeiro com o Pai Celestial. É necessário que cada um zele e cuide bem de sua cidade, ainda que tarde demais, no aspecto de limpeza e conservação do solo. Para que esta cidade de Itapuí seja edificada e guardada por Deus, é preciso começar com os servos atuais.
            Uma outra coisa de fundamental importância que Salomão escreveu foi a respeito do trabalho. Uma família e uma cidade sem trabalho, com certeza, é uma lástima, para não dizer uma tragédia. Uma cidade sem trabalho se torna apenas um dormitório onde os homens vem ao cair da tarde para descansar e logo depois, ao raiar do dia, deixam-na  mais um dia abandonada. Uma família sem trabalho é como um pedinte ao meio-dia a procura do alimento diário; ficará sem o sustento. Tal homem e tal cidade precisam de Deus. Como o rei Salomão foi um dos mais habilidosos administradores de sua época, ele pode ensinar aos homens atuais; “inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão que penosamente granjeastes; aos seus amados ele o dá enquanto dormem” (Sl 127.2).
            Isto quer dizer que sem Deus, a cidade e o homem não podem fazer absolutamente nada. Deus não estando à frente da administração do município “será inútil levantar de madrugada [...]” (Sl 127.2). Será inútil o esforço humano, cairá por terra e não adiantará em nada o homem “[...] repousar tarde [...]” (Sl 127.2) se o Senhor dos senhores não oferecer o verdadeiro descanso da noite. Então, não somente a cidade, mas também a própria família irá padecer, sofrer amargamente, e cada um passará a “[...] comer o pão que penosamente granjeastes (conquistar com trabalho ou esforço) [...]” (Sl 127.2), mas quando a família aprender a depender totalmente de Deus, terá recompensas, pois “[...] aos seus amados ele o dá enquanto dormem” (Sl 127.2), ou seja, proteção familiar, cidade abençoada e trabalho para o sustento próprio.
                                                                                 Rev. Salvador P. Santana

quinta-feira, 18 de abril de 2013

RESOLVI PERDOAR A MINHA ESPOSA


RESOLVI PERDOAR A MINHA ESPOSA
            Tudo começou com coisas banais. A discussão por uma poeira aqui, uma mesa mal arrumada, uma roupa colocada fora de lugar. A piora foi quando um dos dois chamou atenção de um dos filhos. Como desanda para todos os lados, um resolveu chegar um pouco mais tarde em casa, após o término do trabalho. Na verdade, estava enrolando para não entrar em seu lar, pois já não aquentava mais as brigas, as intrigas, os olhares atravessados. A gota d’água foi quando um olhou sem interesse para outra pessoa que passava na rua. Verdade, sem interesse algum. Esse olhar perdurou, não porque desejava, mas porque a roupa desse transeunte, o seu cabelo, seu modo de andar, de gesticular, a sua voz estridente lhe chamou atenção. A  interpretação errada do cônjuge o levou à separação.
            Depois de tantas coisas miúdas e insignificantes interferirem no relacionamento do casal, chegou ao ponto da “[...] esposa, aborrecendo-se (do) esposo, o deixou, tornou para a casa de seu pai [...] e lá esteve os dias por uns quatro meses” (Jz 19.2) chorando, reclamando, dizendo para toda a sua família que “[...] o homem que (lhe fora) dado por esposo,  ( a fez errar, cometer tamanha loucura) [...]” (Gn 3.12). Ela estava decidida a se livrar de uma vez por todas dessa amarra do casamento e viver sozinha até que Deus resolvesse  promovê-la para a eternidade.
            Não satisfeito com essa situação, “seu marido [...] levantou-se e foi após (a sua esposa) [...] para falar-lhe ao coração (pois reconhecera o seu erro, a sua maldade), a fim de tornar a trazê-la [...]” (Jz 19.3). Não foi  novidade para a sua “[...] esposa (porque no fundo ela não queria ficar separada, então) o fez entrar na casa de seu pai [...] (algo interessante e urgente precisa acontecer no meio familiar). Seu sogro, quando o viu, saiu alegre a recebê-lo” (Jz 19.3) sem olhar para os defeitos e sem fazer acusações.
            É possível que toda essa desventura dentro de casa tenha acontecido porque “naqueles dias (de tribulação) [...] não havia rei (dentro de casa) [...]” (Jz 19.1). Sim, faltou um rei para “[...] vencer (em favor dessa família), pois (é somente Jesus) o Senhor dos senhores e o Rei dos reis [...] (que pode dar forças para os cônjuges e os filhos) vencerem [...]” (Ap 17.14) qualquer luta, qualquer desavença que os familiares possam encontrar pela frente.
            Entra em ação a sogra e o sogro, não para conservar a filha em sua casa e acabar de uma vez por todas com o casamento, mas para tentar reconciliar o casal. “Seu sogro, o pai da moça, deteve o genro por cinco dias em sua companhia (dando conselhos, apontando as falhas dos dois, dizendo-lhes sobre os preceitos de Deus para eles terminarem a vida juntos); (fizeram uma festa) comendo, bebendo, e o casal se alojou ali” (Jz 19.4,8) porque eles se amavam e desejam “[...] que a mulher não se separasse do (seu) marido” (1Co 7.10).
            Depois de solucionado o problema, refeita a vida a dois, posto sob as mãos de Deus qualquer desarmonia, “[...] o homem (e sua esposa) [...] levantaram-se, e partiram [...]” (Jz 19.10) rumo ao seu lar. O caminho de volta para casa era longo, cerca de 60km. Resolveram descansar, a convite de “[...] um homem velho [...] (que) morava em Gibeá [...]” (Jz 19.16) por uma noite. “Enquanto eles se alegravam [...] os homens daquela cidade, filhos de Belial, cercaram a casa [...] e falaram [...] traze para fora o homem que entrou em tua casa, para que abusemos dele” (Jz 19.22).
            A esposa perdoada foi “[...] humilhada [...] (por) aqueles homens [...] e [...] a forçaram e abusaram dela toda a noite até pela manhã; e [...] a deixaram” (Jz 19.24,25) morta. O marido não pôde desfrutar de uma vida a dois abençoada. Portanto, quando enfrentar qualquer dissabor, “entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás com ele a caminho [...]” (Mt 5.25).
Rev. Salvador P. Santana   

sábado, 13 de abril de 2013

BATE-BOCA - SILAS, FELICIANO E LGBT

BATE-BOCA – SILAS, FELICIANO E LGBT


O bate-boca entre o Pr. Silas Malafaia, Dep. Feliciano e LGBT está indo longe demais. Nos acirrados ânimos dos dois lados, pode acontecer de uma palavra sair pela culatra, uma ofensa acontecer, um inimigo se levantar, uma palavra mal interpretada, um deslize por querer defender a sua posição, um levante contra os demais, a não defesa do evangelho ou manchar a reputação do interlocutor.

Todos sabem que “[...] a [...] luta (dos servos de Deus) não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Ef 6.12). Ora, quanto mais se atiça lenha no fogo, muito mais brasas e faíscas irão aparecer. Sendo assim, não compensa rebater qualquer palavra vinda dos LGBT contra os evangélicos de acusação, humilhação. É mais justo que todos os filhos de Deus aprendam, assim como “[...] o atleta (que) não é coroado se não lutar segundo as normas” (2Tm 2.5).

Os “[...] eleitos de Deus, santos e amados [...] (precisam mostrar) afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade” (Cl 3.12) e não pegar em armas como os adversários desejam. “Não (pode) sair da [...] boca (desses eleitos de Deus) nenhuma palavra torpe (nojenta como saem da boca dos LGBT), e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem” (Ef 4.29).

A atitude mais sensata para todo cristão precisa ser o de "buscar entre (os servos de Deus em todo o Brasil) [...] um homem que tape o muro e se coloque na brecha perante Deus, a favor desta terra, para que Deus não a destrua; mas (parece que até agora) [...] ninguém (foi) achado", Ez.22.30. A sugestão de que os filhos de Deus precisam é de "não dar a Deus descanso até que restabeleça (a vida espiritual até mesmo dos desviados do evangelho) [...] e a ponha por objeto de louvor na terra" (Is 62.7).

Alguns sabem dessa verdade, de que muitas "[...] castas não podem sair senão por meio de oração [e jejum]" (Mc 9.29). Então, "vai, ajunta [...] toda (a igreja) [...] que se achar em (sua cidade) [...] e jejuai [...] (e convoque crentes de outras cidades, estados e países) também (para) jejuarem [...](ainda que seja) contra a lei; se (algum deles) perecer, (que) pereça" (Et 4.16), mas que essa atitude espiritual seja, como “[...] disse o SENHOR: por amor deles (dos que) se [...] acham em Sodoma [...] (para ser) poupada a cidade toda [...]” (Gn 18.26).

Em toda a história bíblica e secular, sempre aconteceu de o SENHOR “não fazer caso da força do cavalo, nem se comprazer nos músculos do guerreiro” (Sl 147.10). Isto sempre aconteceu, pois, quando Deus desejar, “[...] não (será pela) [...] espada que (eles) possuem [...] nem (será) [...] o seu braço que lhes dará vitória, e sim a destra (de) Deus (dará a vitória ao seu povo) [...] porque Deus se agrada [...]” (Sl 44.3) destes.

Ora, enquanto durarem as discussões entre os deputados a favor da homofobia e suas vertentes e defensores da não legalização em favor daqueles, o povo de Deus só vai perder terreno. Então, “por amor do (povo de Deus) [...] não (se) cale (continue orando) e, por amor de (você mesmo) [...] não [...] aquiete (insista com Deus em oração), até que saia a sua justiça como um resplendor, e a sua salvação, como uma tocha acesa” (Is 62.1).

Que Deus seja louvado para todo o sempre!

Rev. Salvador P. Santana

quinta-feira, 4 de abril de 2013

"VOCÊ FALA MUITO"

“VOCÊ FALA MUITO”


Só pode sair de uma mente insana a ideia de que todos os negros e todos os afrodescendentes são amaldiçoados por Deus. Sendo assim, quem seria então abençoado neste mundo; os europeus, os norte-americanos? Impossível. A miscigenação já alcançou o mundo inteiro. Não existe nenhuma raça, como dizia e desejava Hitler, pura. Deus, nos primórdios dos tempos, permitiu que todos os povos se ajuntassem em casamento. A prova disto é que “[...] Salomão amou muitas mulheres estrangeiras [...]” (1Rs 11.1).

Ao fazer uma releitura dos livros sagrados do Pentateuco, percebe-se que Deus conduziu a história de uma forma maravilhosa e abençoadora. Verdade é que “[...] a terra (se tornou) maldita por causa (do pecado de) Adão (por ter ele) atendido a voz de sua mulher [...]” (Gn 3.17). Aconteceu também de ser “[...] multiplicado sobremodo os sofrimentos (da) mulher [...] (na sua) gravidez [...] em meio de dores darás à luz filhos [...] (e ainda) no suor do rosto (de todos os homens, cada um terá que) comer o seu pão, até que torne à terra [...]” (Gn 3.16,19).

Perceba que após “[...] Caim matar (o) seu irmão Abel [...]” (Gn 4.8), Deus tinha total autoridade para tirar a vida de Caim, não o fez. Deus deu oportunidade ao homicida de formar a sua própria família e de “[...] edificar uma cidade (para si) [...]” (Gn.4.17). Aconteceu também de “[...] Noé [...] (entregar) Canaã (como) servo de seu irmão [...]” (Gn 9.24,25), mas isto não quer dizer que Cam foi amaldiçoado por Deus e nem os seus descendentes o foram no sentido abrangente da palavra. Bem anterior a esse acontecimento “Deus abençoou (não somente) a Noé [...] (mas também) a seus filhos [...] Sem, Cam e Jafé [...]” (Gn.9.1,18).

A partir de Cam, os seus descendentes se espalharam desde a Assíria até o norte da África. Não é de se estranhar que “[...] Agar, egípcia, (era) [...] serva [...] (de) Sarai [...] mulher (de) [...] Abrão [...]” (Gn 16.3) andou lado a lado de “[...] Abraão (que) cria em Deus, e [...] (era) chamado amigo de Deus” (Tg 2.23). Quando “[...] partiram os filhos de Israel [...] (em rumo à terra prometida) subiu também com eles um misto de gente [...]” (Ex 12.37,38) estrangeira. Estes “[...] estrangeiros [...] (caso) quisessem celebrar a Páscoa do SENHOR [...] (eram obrigados a ser) circuncidados [...]” (Ex 12.48).

E o que dizer sobre “[...] Raabe, a meretriz, (que) não foi destruída com os desobedientes [...]” (Hb 11.31). Foram “[...] os jovens, os espias [...] (que) tiraram Raabe, e seu pai, e sua mãe, e seus irmãos, e [...] tiraram também toda a sua parentela e os acamparam fora do arraial de Israel” (Js 6.23) para logo depois, fazer parte da ascendência de Jesus Cristo. Sim, participaram também muitos filisteus, amonitas, moabitas, sírios, assírios que, “[...] subjugados [...]” (Hb 11.33) naquela época, tiveram a oportunidade “[...] de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creram no seu nome” (Jo 1.12).

Feliciano, “você fala muito”. Hoje existem “muitos (negros, mulatos, pardos, caboclos, cafuzos e até brancos), que creem (em Jesus Cristo, os quais) [...] confessam e denunciam publicamente as suas próprias obras” (At 19.18).

Rev. Salvador P. Santana

sábado, 30 de março de 2013

JESUS RESSUSCITOU

JESUS RESSUSCITOU


Provavelmente no dia 31 de março do ano 33, “[...] se reuniram os principais sacerdotes e os anciãos do povo no palácio do sumo sacerdote, chamado Caifás; e deliberaram prender Jesus, à traição, e matá-lo” (Mt 26.3,4). É digno de nota que “Caifás [...] sumo sacerdote naquele ano, advertiu-os, dizendo: Vós nada sabeis [...] convém que morra um só homem pelo povo [...] ora, ele não disse isto de si mesmo; mas, sendo sumo sacerdote naquele ano, profetizou que Jesus estava para morrer pela nação e não somente pela nação, mas também para reunir em um só corpo os filhos de Deus, que andam dispersos” (Jo 11.49-52).

Neste mesmo dia “Jesus tinha acabado (de dar) todos [...] (os) ensinamentos [...] a seus discípulos” (Mt 26.1) sobre o “[...] ouvir falar de guerras e rumores de guerras [...] mas não (era para ficar) [...] assustado [...] ainda não é o fim” (Mt 24.6). Falou a respeito do “[...] relâmpago saindo do oriente e se mostra até no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem” (Mt 24.27). Ensinou sobre as virgens, os talentos “e (a respeito de) todas as nações (que) serão reunidas em sua presença, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas” (Mt 25.32).

Jesus Cristo se dirige para Betânia, cerca de 3 km a sudoeste de Jerusalém. Ali ele se hospeda na casa de Simão, o leproso e é nesta casa que “se aproximou dele uma mulher, trazendo um vaso de alabastro cheio de precioso bálsamo, que lhe derramou sobre a cabeça, estando ele à mesa” (Mt 26.7). Este “[...] derramamento (do) [...] perfume sobre o corpo (de) Jesus [...] (foi) para o seu sepultamento” (Mt 26.12), mesmo porque, Jesus já sabia que “[...] depois de três dias ressuscitaria” Mt 27.63).

Aconteceu ainda neste dia 31 que “[...] um dos doze, chamado Judas Iscariotes, indo ter com os principais sacerdotes, propôs: Que me quereis dar, e eu vo-lo entregarei? E pagaram-lhe trinta moedas de prata” (Mt 27.14,15). Não somente houve a profecia no Antigo Testamento de que este seria o valor do Mestre Jesus, mas também os salmistas disseram que “pagaram (a) Jesus o bem com o mal; o amor, com ódio” (Sl 109.5).

Muitos ainda dizem: – “Se eu soubesse disso [...]”. Jesus sabia que “[...] o seu tempo estava próximo [...] (ainda assim foi) celebrar a Páscoa com os seus discípulos” (Mt 26.18), e o traidor estava também com o Mestre. Já se passara dois dias, quinta-feira, dia 02, e agora, “chegada a tarde, pôs-se ele à mesa com os doze [...] e [...] declarou Jesus: [...] um dentre vós me trairá” (Mt 26.20,21).

A Santa Ceia é servida, não somente para os onze, mas também para o traidor, e daí em diante o sofrimento começa para Jesus. É quase meia noite do dia 02 de abril. “[...] Jesus foi com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar [...] a sua alma estava profundamente triste [...] ” (Mt 26.36,38), “[...] em agonia, orava mais intensamente [...] o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra” (Lc 22.44). E, antes de ser entregue, Jesus orou dizendo: “[...] Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade” (Mt 26.42).

Jesus é beijado, preso, manietado, julgado, condenado, surrado, crucificado e “[...] multidões (são) reunidas para este espetáculo [...]” (Lc 23.48). Era o dia 03 de abril, sexta-feira, aproximava-se do meio dia quando “[...] escureceu o sol [...] trevas sobre toda a terra até à hora nova” (Lc.23.44) até que, Jesus “[...] rendeu o espírito)” (Jo 19.30).

“No primeiro dia da semana (dia 04 de abril) [...] a pedra estava revolvida” (Jo 20.1). Jesus ressuscitou! “[...] Jesus subiu (ao) céu [...] (mas não é o fim porque) Jesus foi [...] preparar lugar, voltará [...] e receberá para Ele mesmo [...]” (At 1.10; Jo 14.3) os seus escolhidos. Glórias sejam dadas a Deus!

Rev. Salvador P. Santana

quinta-feira, 21 de março de 2013

CUIDADO MARAVILHOSO DE DEUS

CUIDADO MARAVILHOSO DE DEUS


Ao olhar para as agruras, dissabores e angústias desta vida, muitos pensam logo em desistir, deixar para trás qualquer oportunidade de vencer. Para estes, tudo que os rodeia não é importante, mesmo porque, quando passam pela aspereza da vida, pensam, agem, e falam como grandes perdedores e com nenhuma faísca de vitória a sua frente.

Não bastasse “[...] tantos males e angústias [...] alcançando [...]” (Dt 31.17) todos os homens e, em quase todos os lugares do mundo, quase que, dia a dia, ainda são acrescentados na vida de muitos homens, enchentes, deslizamentos de terras, terremotos, relâmpagos, incêndios, vulcões, tempestades, tornados, ciclones. Tudo isso sem contar com “[...] a angústia da alma [...]” (Gn 42.21) por algum problema de ordem espiritual.

Da parte de Deus, o homem sempre será abençoado. Não importa se ele “[...] professa (ou não) o nome do Senhor (é verdade que) [...] o Senhor conhece os que lhe pertencem [...]” (2Tm 2.19) e sendo assim, estes, verdadeiramente, serão muito mais agraciados, “porque pela graça (o homem é) [...] salvo, mediante a fé; e isto não vem da (vontade humana, mas) [...] é dom de Deus” (Ef 2.8).

Essa verdade de que todos os homens são abençoados por Deus, independente de serem ou não servos, filhos ou amigos de Jesus, é mostrada quando o próprio “[...] Jesus [...] pergunta (a um dos leprosos curados): (–) Não eram dez os que foram curados? Onde estão os nove? Não houve, porventura, quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro?” (Lc 17.17,18).

Sim, ao falar sobre as bênçãos de Deus é preciso entender que algumas são específicas para aqueles que “[...] foram regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente” (1Pe 1.23). A bênção de Deus não deixa de ser derramada sobre a vida dos demais “[...] que não têm esperança” (1Ts 4.13). Todos eles são agraciados por Deus neste mundo com bênçãos materiais. Estes precisam ficar atentos para o dia em que irão enfrentar “[...] o grande e glorioso Dia do Senhor” (At 2.20); é o ajuste de contas.

Ao olhar para toda criação, percebe-se que o “[...] Pai celeste [...] faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos” (Mt 5.45) neste mundo. O cuidado natural de Deus é para todos, indiscriminadamente. É falado também que “[...] nenhum pardal cairá em terra sem o consentimento do [...] Pai (celeste)” (Mt 10.29). Ora, se tal acontece com as aves do céu, quanto mais com os homens que “[...] valem muito mais do que as aves [...]” (Mt 6.26).

É tão esplêndido o cuidado de Deus que certa vez Jó perguntou para Deus: “Que é o homem, para que tanto o estimes, e ponhas nele o teu cuidado (?)” (Jó 7.17). Logo após, o mesmo autor declara: “Vida me concedeste na tua benevolência, e o teu cuidado a mim me guardou” (Jó 10.12).

Pode crer! Além desse cuidado maravilhoso de Deus, existem outros que o homem nem percebe e que acontecem com ele vindos da parte do Papai do céu.

Rev. Salvador P. Santana

quinta-feira, 14 de março de 2013

FALTA CONFIAR E ESPERAR

FALTA CONFIAR E ESPERAR


Quem nunca ficou por muito tempo esperando o resultado de um exame, na fila de um banco, no corredor de um hospital, a chegada de um amigo ou parente? Essas são algumas das mais simples esperas que o homem pode enfrentar no seu dia a dia. Existem pessoas impacientes demais e que não gostam de maneira nenhuma, ficar esperando seja lá o que for. Muitos se aborrecem a tal ponto de desmarcar compromisso, desfazer uma amizade. Ficam aborrecidos e não conseguem olhar com os mesmos olhos para a pessoa que lhe causou tanta espera.

A vida espiritual não fica muito atrás quando se fala a respeito do homem ficar a mercê da bondade de Deus a fim de que Ele responda a sua súplica. Um dos escritores bíblicos soube muito bem o que é depender do retorno de uma resposta quando feita no maior aperto da vida. É possível que Davi estivesse passando por uma grande dificuldade. Pode ter sido uma guerra, a perseguição de um inimigo, até mesmo do seu filho, ou mesmo lutas internas em relação ao pecado ou sobre a decisão a ser tomada dentro ou fora de casa e de Jerusalém. O que mais chama a atenção nessa situação é que ele se pôs a “esperar confiantemente pelo SENHOR [...]”, (Sl 40.1).

Você já ficou decepcionado com alguém? Esperou por muito tempo e não obteve resposta? Será que Deus já o deixou na maior roubada? Fique sabendo que a resposta de Deus as suas orações depende mais dEle do que de você mesmo. Calma! Isso não quer dizer que você vai ficar sentado ou deitado esperando tudo acontecer. A Bíblia está repleta de textos chamando os amigos de Jesus à obrigação, ao “[...] dever de orar sempre e nunca esmorecer” (Lc 18.1). Isso quer dizer que você deve ter contato direto, contínuo, ininterrupto com o seu Criador, mas essa oração deve ser feita na inteira “[...] confiança que (você precisa) ter para com ele (Jesus Cristo): se (caso você) pedir alguma coisa segundo a vontade (de) Jesus, ele (o) [...] ouvirá” (1Jo 5.14). Preste atenção em dois verbos do texto: confiar e pedir. A confiança é direcionada a ninguém mais neste mundo, nem mesmo a sua pessoa, somente em Jesus Cristo. A petição não pode ser desviada daquele que sonda os corações, “[...] pois (o) Pai celeste sabe (do) que (você) necessita [...]” (Mt 6.32) para a sua sobrevivência, por isso que todos os seus pedidos devem ser “[...] segundo a [...] vontade de Jesus (daí, o resultado não pode ser outro) [...] ele [...] ouve” (1Jo 5.14).

É por este motivo que Davi mesmo vivendo no século 10 a.C. não deixou de confiar em Deus. Ainda que não conhecesse a Jesus, ele tinha a promessa de Sua vinda. Note bem que quando o jovem ruivo escreveu o texto ele já havia recebido a resposta. Volte os seus olhos para os verbos que estão no passado: “Esperei [...] inclinou [...] ouviu [...] clamei [...]” (Sl 40.1). Davi havia esperado muito ou pouco a resposta de Deus? De repente alguém muito especial inclina os ouvidos quando o adorador resolveu clamar.

Talvez, dileto leitor, esteja faltando você esperar, confiar um pouco mais nas respostas que o Senhor dos céus tem para responder a seu favor e acima de tudo, acatar à vontade que Deus tem sobre a sua vida.

Rev. Salvador P. Santana