sexta-feira, 23 de março de 2012

QUARESMA E SACRIFÍCIO

QUARESMA E SACRIFÍCIO


“Quaresma, do latim quadragésima, é o período de 40 dias que antecede a festa ápice do cristianismo: a ressurreição de Cristo, comemorada no domingo de Páscoa. E o jejum na quaresma? A verdadeira quaresma, com 40 dias de jejum e abstinência de carne, data do início do século IV. A igreja propôs o jejum como forma de sacrifício e ainda é costume jejuar na quaresma. Os sacrifícios podem ser escolhidos e são, geralmente, baseados em privação de algo que se goste muito – não comer doces, não fumar, não consumir bebidas alcoólicas – ou em atitudes de caridade, como visitar um asilo ou destinar tempo para algum projeto beneficente” – Curiosidades sobre a quaresma – Heloiza Helena C. Zanzotti – Revisão de texto – Tradição – Página 26 – Revista Energia, Ano 3 – edição 19 – Jaú, março de 2012.

Deus não está interessado em homens que tenham coragem de fazer algum tipo de sacrifício. Desde o século IV a história se repete. Hoje é possível buscar um lenço, supostamente, milagroso em alguns dos templos espelhados por este Brasil. Em outras igrejas pode se achegar ao balcão das bênçãos de Deus para uma saúde plena. Outros tantos querem a todo custo a prosperidade material tão sonhada para toda a família. Milhares investem alguns poucos ou muitos trocados, joias, imóveis, móveis com a finalidade de receber aqui e agora, em dobro, triplo, e porque não, cêntuplo, de tudo quanto dera como se o Reino de Deus fosse vivido aqui para todo o sempre. É enganoso o coração deixar-se levar por essas artimanhas, pelo motivo de “[...] o reino de Deus não (ser) [...] comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17). Tudo isso acontece sem contar com as fogueiras santas, muralhas derrubadas, o alho e o sal grosso que muitos acreditam serem poderosos para espantar olho gordo ou coisa do gênero.

Desde o passado Deus tem zelado pelo bem-estar de todo o seu povo. Ele jamais deixou de abençoar e dar o melhor para os seus filhos. Em meio a todo esse cuidado é verdade que “[...] nunca deixará de haver pobres na terra [...]” (Dt 15.11). É verdade também que muitas vezes Jesus “[...] não faz [...] muitos milagres [...] (na vida do homem) por causa da incredulidade deles” (Mt 13.58). Outras vezes o próprio Deus permite, tal como aconteceu com “[...]Trófimo [...] (que ficou) doente em Mileto” 2Tm 4.20) e para Paulo, a graça foi o suficiente em sua vida. Devido a essas intervenções de Deus na vida de todos os homens, os que procuram bênçãos materiais ou curas físicas, acabam por ficar desiludidos e começam a cair na vida espiritual, primeiro na frequência, depois na leitura bíblica e por fim no exercício da oração. Que pena!

Deus não se agrada de tais sacrifícios. É tão verdade que muitos doentes, necessitados, servos de Deus, através de Jesus Cristo, em toda a história da cristandade, nunca precisaram fazer este ou aquele tipo de sacrifício para obter vantagem financeira, espiritual ou alguma restauração da saúde física. Basta apenas o carente “pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á” (Mt 7.7,8). Apesar de saber que esta graça de Deus é maravilhosa, desde o século IV o homem procura escolher o seu tipo de sacrifício, mas sem validade diante de Deus. Isto é tão certo que certa vez, o rei Saul, saiu para uma investida de guerra contra os amalequitas. Ele não obedeceu ao que Samuel lhe falara a mando do Senhor Deus, o rei preferiu “[...] poupar o melhor das ovelhas e dos bois, (com a desculpa de) [...] os sacrificar ao SENHOR [...]” (1Sm.15.15). Para o fim da conversa é bom saber que “[...] o SENHOR (não tem) tanto prazer em holocaustos e sacrifícios (o desejo dEle é) [...] em que se obedeça à sua palavra [...] (pois) o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros” (1Sm 15.22).

Somente isto é o suficiente para todos quantos amam e adoram a Jesus Cristo como Senhor e Salvador de suas vidas.

Rev. Salvador P. Santana

sábado, 17 de março de 2012

PONTUAÇÃO

PONTUAÇÃO


“Um homem rico estava muito mal, agonizando. Pediu papel e caneta.

Escreveu assim: ‘Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres’. Morreu antes de fazer a pontuação. A quem deixava a fortuna? Eram quatro concorrentes. 1) A irmã fez a seguinte pontuação: Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres. 2) O sobrinho chegou em seguida. Pontuou assim o escrito: Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres. 3) O padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres. 4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta interpretação: Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres. Moral da história: 'A vida pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras. Somos nós que fazemos sua pontuação'. E isso faz toda a diferença” – Autor desconhecido.

Essas palavras fazem lembrar o que dissera Salomão aos “jovens (que deviam se) alegrar [...] na (sua) juventude, e recrear o (seu) coração nos dias da (sua) mocidade; andar pelos caminhos que satisfazem ao (seu) coração e agradam aos (seus) olhos [...] (mas, é preciso) saber, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá contas” (Ec 11.9). É possível que haja uma enganação aqui, outra trapaça ali, uma mentira acolá, mas, conforme o texto, “[...] Deus te pedirá contas”. Essa Palavra de Deus precisa ser levada muito a sério. O pedido de contas fala sobre a obrigação de acerta a vida hoje e não amanhã.

Os jovens sempre desejaram levar a vida como eles mesmos querem. A pontuação da vida eles desejam colocar onde mais lhes convém. Caso seja a respeito da vida amorosa, as vírgulas e as exclamações são colocadas para lhes satisfazer o momento. Não importa se este ou aquele pode ou não ser machucado. O mais importante é dar sabor a sua vida de acordo com o seu estilo. Outros preferem fazer uma pausa maior na vida colocando um ponto e vírgula, ou, quem sabe, preferem usar os dois pontos. Dizem eles: – estou dando um tempo para mim mesmo. Quero pensar um pouco mais. Não quero e não pretendo estragar a caminhada daquele que está ao meu lado.

Que pena! Muitos jovens, ao fazerem essas escolhas, esquecem que precisam usar o ponto de interrogação. É preciso fazer várias perguntas a respeito desta vida “visto que os seus dias estão contados [...] (pois foi colocado um) limite (ao) homem, além dos quais não passará” (Jó 14.5). Pergunte se ofendeu alguém, se deixou algum coração estraçalhado, se é preciso pedir perdão, se o outro deseja a sua companhia, se está perdoado, se o modo como você o tratou foi correto, se existe alguma dúvida quanto o seu amor, a sua amizade. Enfim, enquanto estiver neste mundo, se faz necessário dar uma pausa na vida tal como reticências para depois continuar tentando vencer da maneira correta e que agrade a Deus. Esperar um pouco mais para entrar em alguma jornada estudantil, profissional, sentimental, paternal ou filial para agir como aquele que “[...] pretendendo construir uma torre, [...] se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir [...]” (Lc 14.28).

Colocando a pontuação onde você desejar ela servirá para o seu bem ou seu mal. Que fique bem gravado, o ponto final termina o assunto. Quando “[...] aparecer no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória [...] (neste dia) Jesus enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus” (Mt 24.30,31). Aqui encerra a sua esperança de vida aqui e na eternidade. Talvez você tentou mudar no decurso da sua vida toda a pontuação para satisfazer o seu ego, mas agora chegou o momento de “[...] Deus te pedir contas de todas estas coisas” e “[...] esta noite Deus te pedirá a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” (Lc 12.20).

Rev. Salvador P. Santana

ARROZ, FLORES E A LÁPIDE

ARROZ, FLORES E A LÁPIDE


“Prato de Arroz - Um sujeito estava colocando flores no túmulo de um parente quando vê um chinês colocando um prato de arroz na lápide ao lado. Ele volta-se para o chinês e pergunta: – Desculpe-me, mas o senhor acha mesmo que o seu defunto virá comer o arroz? E o chinês responde: – Sim e geralmente na mesma hora que o seu vem cheirar as flores! Respeitar as opções do outro em qualquer aspecto é uma das maiores virtudes que um ser humano pode ter. As pessoas são diferentes, agem diferente e pensam diferente. Nunca julgue! Apenas compreenda” – Autor desconhecido – recebido por e-mail.

É muito interessante ver os homens olhando uns para os outros e julgando-se um melhor que o outro ou não aceitando o que o outro faz ou pensa. É comum também perceber, o quanto as pessoas costumam apontar o dedo para o erro dos outros, sem jamais perceber que a sua vida não vai muito bem. Percebe-se com facilidade que existem muitos corações feridos, arrebentados, com ódio, sem o mínimo de interesse de ao menos olhar para o seu ofensor. Ouve-se frequentemente que este ou aquele não deseja nem ver o seu rival passando em frente à sua casa. Caso ele venha por esta calçada, o oponente desvia ou interrompe a sua caminhada. Tais homens são como o ditado: “Por fora, bela viola, por dentro, pão bolorento”.

Certa vez Jesus falou uma palavra muito apropriada para todos esses problemas que o homem enfrenta no seu dia a dia. Como Ele é o verdadeiro “[...] bom pastor [...] (que) conhece as (suas) ovelhas [...]” (Jo 10.14), é certo que Ele tem total autoridade para admoestar e “[...] mostrar o caminho por onde (os discípulos) haverão de andar [...]” (Dt 1.33). E outra, somente “[...] o SENHOR (é o único que) sonda os corações (mesmo porque) todo homem (pensa que o seu) caminho [...] é reto (mas isso é apenas) aos seus próprios olhos [...]” (Pv 21.2). Por este motivo e muitos outros que poderiam ser alistados aqui, é que Jesus determina aos seus servos: “Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados” (Lc 6.37).

Não existe cristão no mundo que possa declarar que essa atitude que Jesus requer dos seus seja fácil. Para viver de forma agradável a Deus é com muito esforço. Esse fato é tão verdadeiro que Paulo declara que “[...] todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos.” (2Tm 3.12). Essa perseguição pode ser acometida pelas pessoas que estão dentro da igreja, da casa, ou as que estão fora dela. Alguns exemplos bíblicos mostram que “[...] aquele (Judas Iscariotes) que comeu do pão (que) Jesus (ofereceu) levantou contra Ele seu calcanhar” (Jo 13.18). Para comprovar, faça uma releitura da traição de Judas Iscariotes. É possível que alguém queira dizer que Jesus pôde suportar porque era Deus encarnado. Pelo contrário, outros servos de Deus aguentaram tamanha oposição. Volte o olhar para José do Egito que foi vendido por seus irmãos; do pastor de ovelhas, Davi, que fora perseguido para ser morto pelo rei Saul; da cobiça de Ló, sobrinho de Abraão, ao escolher, supostamente, a melhor parte da terra; dos “[...] oitenta e cinco homens que vestiam estola sacerdotal de linho (que) Doegue, o edomita [...]” (1Sm 22.18) matou por ordem do rei Saul; do sofrimento que “[...] Jó [...] (enfrentou, mesmo sendo) homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal” (Jó 1.1). Todos esses exemplos servem para que cada um cresça espiritualmente. Em meio as dores é possível “suportar uns aos outros [...] assim como o Senhor Jesus [...]” (Cl 3.13) fez.

Diante da ordem de Jesus para “não julgar [...] não condenar [...]” (Lc 6.37) é melhor analisar bem a própria vida. Fazer uma busca incessante dentro do coração para perceber onde está o erro, o defeito que se oculta lá no profundo, o qual, o proprietário, tem vergonha de expor. É melhor nem olhar para o prato de arroz, nem para as flores e muito menos para a lápide do seu vizinho, se não, você “[...] será julgado [...] e [...] será condenado [...] (o melhor a fazer é) perdoar [...] (para) ser perdoado” (Lc 6.37) por Aquele que é capaz e conhece tudo.

Rev. Salvador P. Santana

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

DESEMBARAÇAR PARA NÃO AFUNDAR

DESEMBARAÇAR PARA NÃO AFUNDAR


“[...] A verdade é que, com frequência, a pessoa espiritual é culpada por fornecer o que a outra quer e de projetar nela um anseio autêntico por Deus que pode não existir de fato [...] não é fácil a pessoa estar casada e descobrir que toda a orientação espiritual depende somente dela e que seu parceiro não a acompanhará nessa jornada [...] você precisa de uma pessoa que seja espiritualmente autônoma quando você mesmo tropeçar. Você precisará de alguém que conte com Deus e siga o caminho dele quando você passar por momentos de fraqueza, erro e dúvida. Não há nada pior do que mergulhar em águas espirituais turvas com uma pessoa que também esteja afundando [...]”– Limites no namoro, página 58 – Dr. Henry Cloud e Dr. John Townsend – Editora Vida.

O escritor de limites no namoro fala algo muito preocupante sobre a vida espiritual de muitos que estão “[...] mergulhando [...] com uma pessoa que também esteja afundando [...]”. É muito triste perceber como muitos servos de Deus tem se deixado levar por outros caminhos contrários aos “[...] caminhos do SENHOR [...]” (2Cr 17.6). Na verdade muitos nem chegam a começar o namoro, mas mesmo assim já estão levando muitos tombos com outros que “[...] caem (não somente por causa da) bebida [...]” (Pv 23.21), mas por causa da conduta que eles levam neste mundo. Todos sabem que “[...] Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias” (Ec 7.29) por causa das amizades indesejadas com “[...] homens maus (que) não entendem o que é justo [...]” (Pv 28.5). O pior na vida de muitos filhos de Deus é que eles escolhem “[...] trazer consigo alguns homens maus dentre a malandragem, ajuntando a turba, alvoroçam a cidade e, (o pior, entram na onda dos) assaltos [...]” (At 17.5) de várias naturezas. Talvez eles pensam que agindo desta forma estão conseguindo vencer todas as batalhas da vida, são os melhores, os mais espertos e que eles jamais serão pegos de surpresa em seus delitos. Puro engano! Acontecem com eles como dizem muitos policiais: “nunca vi um assaltante aposentado, a morte ou cadeia os espera, quem não é disciplinado dentro de casa é espancado na rua”.

A Palavra de Deus é repleta de aconselhamentos para todos os homens que vivem desprevenidos e são presas fáceis das garras inimigas. Muitos destes se tornam “[...] perversos e impostores (razão porque) irão de mal a pior, enganando e sendo enganados” (2Tm 3.13). A única solução para o homem não cair com o outro que está caindo é seguir os conselhos bíblicos. O salmista é determinante ao dizer que é “bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores” (Sl 1.1). Veja como deve ser o crescimento de responsabilidade que o homem feliz deve alcançar. É preciso tomar uma atitude radical em seu coração de “[...] não andar no conselho dos ímpios [...]” (Sl 1.1). É preciso saber que todo aquele que não leva Deus a sério não tem bons conselhos, então, deve haver uma ruptura completa para “[...] não se deter no (seu) caminho [...] (pois é) pecador [...]” (Sl 1.1) que não reconhece os seus erros diante de Deus, aí mora o perigo. Ao tomar esses dois passos é dever de cada um que ama a Deus e tenta fazer a Sua vontade de todo o seu coração não querer “[...] nem se assentar na roda dos escarnecedores” (Sl 1.1) que muitas vezes está recheado dos prazeres carnais.

Faça de tudo para não afundar com aqueles que já estão afundados ou afundando e que seja costume em sua vida “[...] desembaraçar de todo peso e do pecado que tenazmente [...] (o) assedia, corra, com perseverança, a carreira que [...] está proposta” (Hb 12.1) para você “[...] viver [...] (com) Cristo [...]” (Fp 1.21).

Rev. Salvador P. Santana

sábado, 18 de fevereiro de 2012

INFIDELIDADE DO POVO

INFIDELIDADE DO POVO


Carnaval é a maior festa popular brasileira conhecida mundialmente. Quando o crente participa do carnaval ele se torna infiel para com Deus. As origens do carnaval – No Egito antigo festejava suas grandes divindades, o boi Ápis e Isis. O povo participava com procissões e oferendas, músicas e danças, num misto de devoção e euforia coletivas. Costumava-se fazer a festa ao boi Ápis pintando um boi branco com vários símbolos e cores, saiam pelas ruas com toda sociedade egípcia fantasiada ou mascarada e em grande devassidão, até que, finalmente, no rio Nilo, afogasse esse boi. Na Grécia antiga a festa era oferecida em forma de culto a Dionísio, o deus do vinho, e em sua homenagem o povo bebia e se embriagava, saía em grandes procissões com toda sensualidade e devassidão (imoralidade sexual). No império romano havia vários costumes para agradar a todos, daí, o início de carnavais.

Dezembro era a festa à Saturno. Em fevereiro as lupercais: cortejo dos sacerdotes do deus Pã, chamados lupercos, que despidos e sujos de sangue, misturavam-se às multidões. Março: com grande algazarra se fazia a festa ao deus Baco, os conhecidos bacanais, que era possivelmente, a maior celebração popular antiga. Os participantes, embriagados, cometiam todo tipo de crime. Nessa festa os participantes, tais como os hindus, usavam máscaras e invocam seus antepassados mortos e lhes prestavam homenagem. As diversas classes sociais se misturavam desfazendo as igualdades. A ordem pública é quase abolida, o comércio e as repartições públicas fecham as portas e a imoralidade domina.

O carnaval veio para o Brasil com os colonizadores. No início estava vinculado à classe mais nobre e com o tempo começou a ser celebrado por todas as classes sociais – regiões mais influentes do período colonial – Bahia e Rio de Janeiro. Reinado de momo – mitologia grega – deus, filho do deus Sono e da deusa Noite, que no Olimpo (mais alta montanha da Grécia), criticou as maravilhas feitas pelos deuses Netuno, Vulcano e Minerva, o que provocou a sua expulsão de Olimpo, vindo para o reino dos homens na terra, sorrindo como se nada tivesse acontecido. Perdido neste mundo com seus olhos escondidos por uma máscara, passou a observar todas as ações divinas e humanas, e nelas encontrou motivos para se divertir e fazer suas zombarias. No carnaval predomina toda espécie de escárnio, zombaria bizarra, exatamente como o comportamento de Momo, considerado o rei do carnaval.

Deus manda Moisés acusar o povo de infidelidade ao dizer que “[...] o povo assentou-se para comer e beber e levantou-se para divertir-se”, Ex.32.6. Seis semanas haviam passado desde a saída do povo do Egito. O desejo aguçou os seus corações por uma imagem visível. O povo achou difícil andar pela fé no Deus vivo, logo, pediram para “[...] Arão fazer deuses feitos (com as próprias mãos) que vão adiante de nós [...]” (Ex 32.1) – tal como os carros alegóricos. O povo caiu na infidelidade. Não seja infiel para com Deus. A infidelidade do povo se mostra através da servidão a outros deuses quando Arão “[...] recebeu das mãos (do povo), trabalhou o ouro com buril e fez dele um bezerro fundido. Então, disseram: São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito” (Ex 32.4). Um mês e meio foi o prazo para o povo escolher “[...] um bezerro fundido [...]” (Ex 32.4) em lugar do Deus criador. Israel tropeçou no segundo mandamento, pois “não (devia) fazer para (si) imagem de escultura [...]”, Ex.20.4. Ao invés de um líder humano, Moisés, ou um líder forte, o Senhor dos Exércitos, o povo buscou “[...] um bezerro [...]” (Ex 32.4). O povo se rendeu à idolatria só pelo fato de “[...] ver [...] que Moisés tardava em descer do monte [...] (e) não saber o que lhe teria sucedido”, Ex.32.1. Toda responsabilidade caiu sobre a vida de “[...] Arão (que foi) acercado (ameaçado) [...]” (Ex 32.1). O povo não pediu um sacrifício ao Senhor e nem confessou seus pecados, o desejo era de “[...] deuses feitos [...]” (Ex.32.1). Parece que “[...] Arão [...] (tentou barrar esse pecado ao pedir-lhes:) Tirai as argolas de ouro das orelhas de vossas mulheres, vossos filhos e vossas filhas e trazei” (Ex.32.2), mas o povo insistiu em cultuar outros deuses “[...] tirando das orelhas as argolas e as trouxe a Arão” (Ex 32.3). Essas argolas eram usadas como amuletos e associadas a práticas supersticiosas. Devido a esse pecado, de ser um “[...] povo de dura cerviz [...] (foram obrigados a) tirar [...] os atavios [...]” (Ex 33.5). O povo desejava voltar ao passado. Não caia na idolatria de participar do carnaval.

O povo se tornara infiel adotando o sincretismo religioso. “Arão [...] edificou um altar diante dele e, apregoando, disse: Amanhã, será festa ao SENHOR” (Ex 32.5). O desejo era servir ao Senhor e ao deus estranho ao mesmo tempo. Na “[...] madrugada (hora das orgias eles) [...] se assentaram para comer e beber e (se) levantaram para (se) divertir” (Ex 32.6). O primeiro mandamento fora violado pois é obrigação dos servos de Deus “não ter outros deuses [...]” (Ex 20.3); eles preferiram o bezerro. Quebraram o segundo mandamento, o qual ordena para “não fazer [...] imagem de escultura [...]” (Ex 20.4); eles fizeram um bezerro. O terceiro mandamento foi afrontado brutalmente, pois “não (deviam) tomar o nome do SENHOR [...] Deus, em vão [...]” (Ex.20.7); disseram que fariam uma festa ao Senhor. O sétimo mandamento traz a ordenança para “não adulterar” (Ex 20.14); “levantaram-se para divertir-se” – divertir no hebraico se refere a prática sexual. Na entrega total a bebedice é possível se ver a nudez. Para abrandar a ira de Deus o povo “[...] edificou um altar [...]” (Ex 32.5). “No dia seguinte, madrugaram, e ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas [...]” (Ex 32.6). Os homens de hoje copiaram com muita facilidade os pecados desse povo. Saem para folia os quatro dias, na quarta-feira, tentam levantar um altar.

A infidelidade do povo é condenada pelo Senhor. Deus não está feliz com aqueles que já planejam pular nos dias deste carnaval. A resposta de Deus para esses é única: “[...] deixa-me, para que se acenda contra eles o meu furor [...]” (Ex 32.10). Insistindo na infidelidade “[...] eu os consumirei [...]” (Ex 32.10) em meio às drogas, prostituição, acidente, sofrimento, desordem familiar. Deus agiu assim porque já não os considerava como seu povo ao “[...] dizer [...] (para) Moisés: Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste sair do Egito, se corrompeu” (Ex 32.7). O coração daquele e deste povo “[...] depressa se desviou do caminho que Deus o havia ordenado [...]” (Ex 32.8). Em quem a pessoa pensa quando está pulando carnaval? No “[...] bezerro (deus) e o adora, e [...] sacrifica [...] dizendo: São estes [...] os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito” (Ex 32.8).

Cuidado com a festa que você tem participado. Não seja infiel. É possível que “[...] o SENHOR [...] tenha visto [...] (você como) povo de dura cerviz” (Ex 32.9), e, por este motivo, Deus pode tomar outro em seu lugar “[...] e [...] fazer (dele) uma grande nação”, Ex.32.10 e você pode ficar de fora. Não seja infiel.

Rev. Salvador P. Santana

sábado, 11 de fevereiro de 2012

HOMEM E MULHER

HOMEM E MULHER

Toda imagem fala por si só. A que está acima retrata o valor negativo para todos aqueles que fazem uso do entorpecente letal em longo prazo. Isto quer dizer que “quando um cigarro é aceso algumas substâncias são inaladas pelo fumador e outras se difundem pelo ambiente. O fumo do cigarro é constituído por quase 5 mil substâncias tóxicas, dessas substâncias, 80 são cancerígenas, a nicotina, o monóxido de carbono e o alcatrão são algumas dessas substancias. Nicotina - considerada droga pela OMS é uma droga psicoativa e é responsável pela dependência do fumador. Atua ao nível do sistema nervoso central, diminui a chegada do sangue aos tecidos e causa dependência química. Monóxido de Carbono (CO) - diminui a quantidade do oxigênio no sangue. Alcatrão: é altamente cancerígeno, dando início à formação de tumores” – Portal São Francisco.

Para falar um pouco sobre o dia do homem e da mulher presbiterianos, comemorados no primeiro e segundo final de semana, respectivamente, deste mês de fevereiro, a propaganda acima traz um alerta para todas as famílias que servem a Deus ou que apenas fingem servi-Lo. Verdade é que para lançar-se e fazer uso das drogas mais potentes que levam à morte em pouco tempo de uso, para aqueles que estão no vício do cigarro é um pequeno salto e uma grande oportunidade para o Diabo e seus anjos. Sim, Jesus deixou bem explícito que “o ladrão vem somente para roubar, matar e destruir [...]” (Jo 10.10). Esta artimanha Satanás sabe fazer com maestria. É por este motivo que todo cuidado é pouco para que o homem e a mulher presbiterianos “[...] tenham bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio (insulto, desonra, vergonha) e no laço do diabo” (1Tm 3.7). Talvez seja por este motivo que todos sabem, mas parecem ignorar que o fumo faz mal para a vida física do homem e um estrago eterno na vida espiritual daquele que nega as verdades bíblicas e rejeita para sempre a mensagem da salvação oferecida por Jesus Cristo.

Todo aquele que tem o vício de fumar tem a plena consciência de que é difícil abandonar esse mal. A família e os amigos tem papel muito importante na tarefa de ajudar o viciado a se livrar dessa garra. Acima de tudo, o individuo deve buscar o desejo em seu coração para que fique mais fácil esse processo de abstinência total. É possível que, aplicando todos esses métodos de ajuda familiar, ainda assim haja falhas. É nesse estágio da vida que entra o homem e a mulher presbiterianos em ação. Caso o dependente faça parte da igreja é muito justo ele não “[...] encobrir as suas transgressões [...] mas (caso ele) [...] as confesse e deixe (é mais certo que da parte de Deus ele) alcançará misericórdia” (Pv 28.13).

O homem e a mulher presbiterianos devem ser contaminados, não pelo vício do tabagismo, mas “com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica [...]” (Ef 6.18) para não ser iludido pelo vício que leva à morte física e espiritual. Necessário também “[...] escrever para si um traslado [...] (do) livro (da) lei [...] e o terá consigo e nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer o SENHOR, seu Deus, a fim de guardar todas as palavras desta lei e estes estatutos, para os cumprir” (Dt 17.18,19) e saber evitar os males da vida. E para que esse homem e essa mulher cresçam espiritualmente, eles “não (podem) deixar de congregar, como é costume de alguns [...]” (Hb 10.25).

Homem e mulher presbiterianos, deixem todo e qualquer vício por amor a Cristo Jesus para viver aqui e na eternidade.

Rev. Salvador P. Santana

sábado, 28 de janeiro de 2012

NEM TODOS TERÃO

NEM TODOS TERÃO


Circula nesta cidade um panfleto com os dizeres: “você não pode perder – seminário cura e libertação – uma semana inteira de bênçãos para você!”. Esse tipo de propaganda parece mais com os incentivos de igrejas que resolvem todos os problemas de todas as pessoas como um vapt-vupt de um grande deus na terra. Está mais para a chamada de: – “venha para cá, você será inteiramente abençoado na vida financeira, conjugal, física”. Pode até ser que aquele que ganha pouco, tenha o salário aumentado em 100%, o empresário falido reerguerá a sua empresa a ponto de readquirir os bens perdidos e ajudar todos os seus, os problemas conjugais de impotência, desajuste, brigas desaparecerão e as suas feridas serão curadas definitivamente.

Não é tão fácil assim como muitos pensam! A vida é cheia de surpresas. As correntezas submersas da vida carregam todos os homens para lugares que ele não deseja. Isso não quer dizer que todos passam por problemas difíceis na vida. Pode acontecer de muitos presenciarem o “[...] justo [...] perecendo na sua justiça, e [...] (o) perverso que prolonga os seus dias na sua perversidade” (Ec 7.15). É possível que todos os homens, ainda que não queiram aceitar, ou alguns tenham uma ponta de dúvida quanto ao “[...] que sucederá amanhã [...] (na verdade) o homem não sabe [...]” (Ec 10.14). O meio-irmão de Jesus para validar essa palavra declara que os homens “[...] não sabem o que sucederá amanhã. Que é a [...] vida? (Os homens) são, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa” (Tg 4.14).

Suponha que pelo menos mil pessoas cheias de problemas de saúde, de ordem financeira e dificuldades de relacionamento familiar compareçam neste evento. Bem, se o convite fora feito para curar e libertar, então acontecerá de forma milagrosa na vida de todos ou pelo menos em parte. Toda saúde será restaurada, qualquer embaraço financeiro será desfeito e até mesmo os problemas familiares se desfarão como que num piscar de olhos. Caso este frequentador volte para casa de mãos vazias, ficará frustrado e sem crédito em tudo que diz respeito a igreja ou a campanhas para este ou aquele assunto.

Para que ninguém fique decepcionado com tais anúncios e nunca perca a esperança de servir a Deus com integridade de coração, é preciso que cada homem “[...] volte-se para [...] Deus [...]” (Is 55.7) urgentemente sem esperar recompensa terrena de saúde e prosperidade. É bom saber que, nem no V.T. e nem no N.T. Deus prometeu vida farta para todos. É verdade que alguns homens foram agraciados pela bondosa mão do Papai do céu, mas não foram todos. Prova é que “[...] nunca deixará de haver pobres na terra (Deus tem um propósito:) [...] ordena [...] (aos mais abastados de) livremente, abrir a mão [...] para o necessitado, para o pobre na tua terra” (Dt 15.11).

Pensando bem, cura e libertação nem todos terão. É preciso olhar para a soberania de Deus e perceber que somente Ele é quem cura e liberta, pois o “[...] SENHOR [...] terá misericórdia de quem Ele tiver misericórdia e [...] compadecerá de quem Ele [...] compadecer” (Ex 33.19). É preciso saber também que quando se fala de cura, no cartaz não está especificado se é a cura interior, da alma, ou, se do corpo, das feridas. Ora, sendo uma ou outra, depende também do Pai celeste, mesmo porque “[...] Ele somente, e mais nenhum deus além de dEle; Ele mata e Ele faz viver; Ele fere e Ele sara; e não há quem possa livrar alguém da sua mão” (Dt 32.39). A libertação também não é esclarecida se da alma ou dos vícios. Mas o importante é ter a certeza que “se, pois, o Filho [...] libertar, verdadeiramente (o homem) será livre” (Jo 8.36) do pecado, dos vícios e do diabo.

Que nenhum homem venha pensar que ficará impune só pelo motivo de estar nas mãos de Deus o poder de curar e libertar. Jesus ainda insiste no convite de “vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e ele [...] aliviará” (Mt 11.28) as dores, os apertos, as dificuldades nos lares e principalmente, as angústias da alma, mas, todos aqueles que rejeitarem este convite “[...] hão de prestar contas àquele que é competente para julgar vivos e mortos” (1Pe 4.5).

Rev. Salvador P. Santana